Já chegou a Portugal parte do material, enviado pela Sergio Bonelli Editore, para a Exposição de homenagem póstuma a Sergio Bonelli integrada no Mab Invicta – Festival Internacional de Multimédia, Arte e Banda Desenhada, a realizar na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, nos fins de semana de 10/11e 17/18 de Março próximo e que contará no último fim de semana com a presença do consagrado desenhador Fabio Civitelli que graças ao honroso convite do Mab Invicta volta uma vez mais ao nosso país e novamente com direito a uma exposição pessoal; desta vez teremos expostas algumas páginas de Tex de sua autoria, páginas essas referentes ao Tex Gigante nº 27que será lançado na Itália em Julho deste ano e cuja trama contendo 224 páginas tem o título provisório ”La cavalcata del morto“. Argumento e guião de Mauro Boselli e cuja história aborda uma maldição…
Mas voltando à exposição de homenagem a Sergio Bonelli, de pseudónimo Guido Nolitta (Milão, 2 de Dezembro de 1932 — Monza, 26 de Setembro de 2011) foi um autor italiano de personagens de banda desenhada, entre eles Zagor e Mister No e editor de Tex.
Filho de Gian Luigi Bonelli. Desde pequeno Sergio frequentava a editora dirigida por sua mãe, Tea Bonelli, a Redazione Audace. Em 1957, concluídos os estudos, assumiu a direcção da empresa, que então tinha o nome de Edizioni Araldo. Em 1958 Sergio criou Un Ragazzo nel Far West (desenhada por Franco Bignotti) e em 1959 escreve Il giudice Bean (desenhos de Sergio Tarquinio), sempre sob o pseudónimo de Guido Nolitta. Escreveu também alguns episódios para a revista Piccolo Ranger.
Em 1960 deu o pontapé inicial a Zagor, com desenhos de Gallieno Ferri, cuja primeira história saiu em 15 de Junho de 1961, publicação que logo granjeou um grande sucesso junto ao público italiano. Foi autor das histórias de Zagor até 1980. Em 1975 cria Mister No, personagem com caracterização diferente do que havia na época e que mudou o estilo das personagens bonellianas.
Mesmo sem aparecer “oficialmente”, por muitos anos colabora com o pai Gian Luigi Bonelli escrevendo episódios de Tex. A primeira história é “Caçada humana“, de 1976 (Tex brasileiro nº 68, editora Vecchi), e muitas outras foram escritas em seguida, mas sempre de forma eventual, pois Sergio era um autêntico multitarefa na editora, cuidando de tudo depois que sua mãe se aposentou.
Sergio Bonelli que faleceu no dia 26 de Setembro de 2011, aos 78 anos era também o editor responsável por personagens populares como Martin Mystère, Dylan Dog e Nathan Never.
Conforme se pode já ver nas fotos que ilustram este texto, nesta exposição serão expostas fotografias de Sergio Bonelli nas suas viagens pelo mundo e que mais tarde serviram de inspiração para o seu Mister No, alguns livros dedicados ao editor milanês (Mister No & Mister Nolitta, Lezioni di fumetto – Guido Nolitta, etc.), algumas cartas que Sergio Bonelli escreveu a José Carlos Francisco, algumas das edições de Tex autografadas por Sergio Bonelli também da colecção de José Carlos Francisco, alguns recortes de jornais portugueses, sendo também expostos alguns dos desenhos que vários autores fizeram homenageando Sergio Bonelli após o seu falecimento, pretendendo assim a organização dar a conhecer melhor aos fãs e coleccionadores portugueses de banda desenhada, o principal artífice da passagem dos fumetti (BD italiana) de simples entretenimento popular a produto com dignidade cultural, criando ao longo da sua carreira de cinquenta anos uma das mais importantes editoras de Banda Desenhada no contexto italiano e mesmo mundial.
Sergio Bonelli fez sonhar gerações de italianos mas também de leitores de muitos outros países, como por exemplo Portugal, por isso nada mais justo que o nosso país lhe dedique a exposição de homenagem que Sergio Bonelli merece!
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Na terceira série de Supergulp, o programa da RAI (Rádio Televisão Italiana) idealizado por Giancarlo Governi e Guido de Maria, foi apresentada a versão semi-animada, produzida por Sergio Trinchero, da história El Muerto.
Trata-se da história que apresenta o mítico duelo de Tex Willer contra Paco Ordoñez, mais conhecido como El Muerto ocorrido no cemitério de Pueblo Feliz e que teve um velho medalhão musical como “juiz”.
O mais inolvidável duelo da saga de Tex publicado nesta dramática história de violência e vingança, uma das mais valorizadas pelos leitores em toda a vida de Tex Willer e que foi escrita por Guido Nolitta e desenhada magistralmente por Aurelio Galleppini, que encantou e continua a seduzir todas as gerações de Texianos.
“Buonasera con…” era transmitido, de segunda a sexta-feira, na Rete2 às 18.50, e cada história de Tex era dividida em vários episódios. Depois de termos apresentado em Dezembro de 2009 aqui mesmo no blogue do Tex o primeiro (de três) episódio da história El Muerto, hoje apresentamos a HISTÓRIA COMPLETA num total de mais de 21 minutos. Trata-se da transposição televisiva e semi-animada das edições nº 190 e nº 191 da série mensal italiana (Tex nº 112 no Brasil) publicado em Agosto de 1976 e transmitido pela RAI em 1979:
Série – Color Tex
Título – E venne il giorno Argumentista – Mauro Boselli Desenhador – Bruno Brindisi Capa – Claudio Villa Letras – Marina Sanfelice
Sinopse:Deserto de Black Rock, no Nevada, sob um sol escaldante o bando dos irmãos King, composto por Douglas, Adam, o jovem Wayne e mais dois comparsas, tentam fugir de um jovem Kit Carson flanqueado por um recém integrado ao corpo dos Rangers, Tex Willer. Depois de um acirrado embate, apenas Doug escapa e é internado num manicómio criminal. O saque nunca fora encontrado.
Anos mais tarde, em Spokane Falls, Washington, Carson vai ao encontro do Escrivão David McCanles, com quem descobre ser o único herdeiro de Helen Brown, viúva de Rick Brown, Ranger e amigo assassinado à traição por Doug King.
Considerações – Álbum
E veio o dia… O dia das cores ao universo Texiano finalmente chegou em forma de série regular anual, publicada pela SBE no mês de Agosto.
Com 162 páginas, capa em papel cartão e miolo em jornal alvíssimo, ou seja, a diferença aqui é apenas a colorização, pois, esse já é o padrão das edições Bonellianas de linha mensal. Para quem conhece as adições Color Fest do Dylan Dog, certamente sentiu ou sentirá uma pontinha de desapontamento ao apanhar nas mãos esta edição Texiana. Há algum tempo a gramatura do papel miolo e das capas de algumas edições Bonellianas, vêm diminuindo, para comprovar isso, basta comparar os actuais Almanacco del West, com os mais antigos. Seria esse um sinal da crise pela qual os quadradinhos passam mundo a fora?
A SBE esqueceu-se de colocar no expediente de quem é a colorização, porém, publicou o “Cari Amici” do Sr. Sergio Bonelli, onde ele narra a sua primeira vinda ao Brasil.
A capa do Claudio Villa é muito bonita, com arte pintada mostrando um Tex sacando o seu revólver com uma rapidez estupenda, mas, ela lembra por demais outras capas do mesmo Villa, como por exemplo, Tex #455 – Vendetta Navajo (no Brasil, Almanaque Tex #1 – Mythos Editora),que por sua vez, lembra Tex #600 – I demoni del Nord(no Brasil, Tex #500 – Os demónios da noite).
Considerações – Desenhos
O desenhador desta edição icónica não poderia deixar de ser outro que não o Bruno Brindisi. Nascido em Salerno em 1964, Brindisi apareceu em Tex ilustrando de forma impecável o Texone #16 – I predatori del deserto, em 2002, álbum que no Brasil foi lançado pela Mythos em 2003, com o título Os predadores do deserto. Mais tarde, em 2004, Brindisi conclui o álbum da série mensal #519 – Muddy Creek iniciado por Vicenzo Monti, que faleceu deixando-o inacabado, e desenha o #520 – Agguato a mezzanotte. Estes álbuns foram publicados no Brasil pela Mythos em 2005, nos números 425 e 426 da série mensal, cujos títulos são Alma envenenada e Emboscada à meia-noite.
Mas, com uma passagem tão pequena pela série de Tex, então por que o Brindisi foi “brindado” – com perdão do trocadilho – com tamanha honraria de desenhar o primeiro número de uma série regular colorida de Tex?
Devemos levar em consideração que Brindisi é dono de um traço extremamente detalhado e limpo, propício às cores. Tanto o é, que para a personagem Dylan Dog, ele ilustrou cinco álbuns coloridos e uma história para o primeiro número da série Color Fest, assim sendo, justifica-se a escolha, pois, para um álbum desse porte, teríamos que ter no mínimo um expert, que soubesse como produzir desenhos para serem coloridos.
Brindisi é o tipo de artista que se sai bem em qualquer tipo de ambiente, sejam eles os urbanos de DyD quer as paisagens desérticas necessárias a Tex, ele cumpre o seu papel com maestria. As personagens, independente da sua importância na história, são tratados como se fossem astros principais e têm muita personalidade. Para arte finalizar, comummente o Brindisi se utiliza da técnica de criar hachuras com pincel seco que se pode dizer ser a sua marca registada, nesse álbum ele emprega-a basicamente na composição da madeira e, em alguns momentos nas rochas, ele aplica-a na medida exacta e consegue compor o efeito desejado. A respeito das cores, é fácil vê-lo utilizá-las como aliadas quando ao desenhar as cachoeiras ele simplesmente deixa os espaços vazios, para que as cores façam o serviço.
Também é maravilhoso ver-se como com uma subtileza incrível, o artista consegue mostrar-nos Tex e Carson ainda jovens e em seguida os mesmos amadurecidos, porém, com os traços fisionómicos de quando jovens. O ponto alto ocorre nas páginas 69 a 73, onde os Pards se põem diante do sepulcro indígena de Carson e Kit Willer demonstra todo o amor que nutre pelo tio postiço. O juramento de Tex remonta-nos a outro momento da sua trajectória, quando diante do túmulo de Lilyth ele jura vingança.
Os mais atentos e mais tradicionalistas, porém irão notar que o Brindisi, quebrando os ditames dos cânones Bonellianos, desenha Kit com as suas calças verdes por dentro das botas. Estaria ele imitando o Corrado Mastantuono no seu Texone Il profeta Hualpai?
Considerações – Roteiro
O milanês Boselli estreou nas páginas de Tex no longínquo Julho de 1986, com a história Acqua ala gola, #309 da série mensal. Aqui ele dividiu os créditos do argumento e do roteiro com Claudio Nizzi e Gianluigi Bonelli, já no #310 – La minaccia invisibilie, Boselli cria o argumento para que G.L. Bonelli roteirize. Uma grande responsabilidade eu diria. No Brasil estes álbuns foram publicados pela Editora Globo, nos números 215 e 216, cujos títulos são: Com água até o pescoço e A ameaça invisível. Como era prática naquela época, os créditos pela história foram para o G.L. Bonelli.
Em seus roteiros Texianos, Boselli sempre nos mostra algo além do normal mundo de fronteira ao qual nos acostumamos quando lemos Tex. Em alguns momentos a história é centrada não em Tex como primeira pessoa, apesar de ele sempre estar à frente. Boselli é corajoso e versátil e escreveu muitas histórias que entraram para os anais das favoritas dos leitores.
Tex é uma personagem que não teve uma origem definida, contada de uma só vez, o seu passado foi mostrado ao longo dos anos de uma forma fragmentada, também as personagens que fazem parte do seu mundo, de certa forma ainda têm um passado obscuro, o que possibilita aos argumentistas, sempre que queiram, nos contar algo em flash back, ou até mesmo trazer o passado à tona. O Boselli, magistralmente já fez isso com Carson e com El Morisco e desta vez pega um gancho no passado pouco explorado das aventuras da dupla de Rangers e tece uma trama muita interessante.
Depois de mostrar no passado como a quadrilha dos King foi exterminada sobrando apenas Douglas King louco, nos dias actuais Carson se vê frente a frente com o passado na pele de um também envelhecido Doug, que parece ter recuperado o dinheiro roubado e montado uma quadrilha para se vingar.
Carson é assassinado e ao ser avisado, Tex, seu Filho e Jack Tigre partem para enfrentar a dolorosa realidade e, claro, fazer justiça. Ao conversarem com o Xerife Taylor e com o verdadeiro escrivão, David McCanles cuja face é a do actor Aidan Quinn, fica claro que existe uma cabeça pensante por trás do complô que culminou na morte de Carson.
Nós leitores acreditamos tanto no mundo Texiano, que em muitos momentos queremos ver alguma coisa mais aproximada da realidade, como por exemplo, Tex sofrendo algum revés, mas, isso é impossível, pois, apesar de nós acreditarmos na humanidade de Tex, ele continua sendo um herói de papel, apesar de o sentirmos como da família, ele continuará existindo em nossas vidas apenas nas revistinhas que acondicionamos nas nossas estantes e nas estatuetas que também as enfeitam. Isso fica claro ao se ler esta aventura, ver Carson morrer e ressurgir ao final dela.
Sim, ele está vivo, mais do que nunca ele está vivo e já sabíamos disso desde o momento em que lemos a sinopse da SBE, ou desde o momento em que lemos as páginas onde isso ocorre e, apesar de querermos realidade, essa de facto nós refutamos, pois, como seria a nossa existência sem a existência dos nossos heróis fictícios?
Os autores nos impõem ansiedade, nos impõem sofrimento e angústia ao colocar os nossos “familiares” em condições de perigo, mas, o alívio sempre nos vem ao final da revistinha e, é assim que nós queremos e precisamos.
Não considerem como spoilero que aqui está escrito, pois, não apenas Tex, mas, também os seus Pards, jamais morrerão. Eles podem se ferir um pouco mais gravemente, alguns deles, com excepção de Tex podem ficar de fora de alguma aventura, mas, estarão sempre lá, ao alcance das nossas mãos que viram as páginas de suas existências.
Eles irão permanecer vivos até que nós morramos, nós os Texs que gostaríamos de ser, para de forma infalível salvaguardarmos os nossos Filhos Kits, pelos quais lutamos todos os dias para que encontrem um rumo na vida. Eles continuarão vivos até que os nossos Pais, também Texs de um momento para o outro deixem de existir fisicamente. Eles irão continuar vivos, mesmo quando os nossos Amigos, Carsons e Tigres vierem, nos visitem e retornem para as suas vidas diárias. O interessante disso é o como identificamos e introduzimos valores de um mundo fictício, no nosso mundo real.
Nós não podemos pedir aos autores que tornem o mundo Texiano realidade, pois, isso de facto é impossível e, na verdade, nós não queremos e nem aguentaríamos isso.
Para, além disso, o que ocorre com o Carson não é de facto o tema central deste álbum, mas sim, a influência que uma Família exerce nas nossas vidas, seja ela uma Família íntegra ou à margem da lei.
Como não posso avaliar apenas o mérito do Argumentista e do Desenhador, mas, também o da Editora, em uma escala de um a cinco, este álbum levaria apenas quatro Winchesters.
Caros amigos texianos,
Neste momento dou um pulo no tempo – e deixo as minhas recordações texianas de lado – para fazer justiça aos grandiosos esforços que alguns pards portugueses têm feito para colocar o país na rota dos grandes festivais culturais, com ênfase para as Histórias aos Quadradinhos, cujo mercado movimenta milhões de dólares pelo mundo afora e produz milhares de emoções com entretenimento, educação e amizades.
Com o texto introdutório “Nos fins-de-semana de 10/11 e 17/18 de Março de 2012, realizar-se-á na cidade do Porto, o MAB Invicta – Festival Internacional de Multimédia, Artes e Banda Desenhada 2012, onde também não deixará de estar presente em grande destaque a popular personagem italiana Tex Willer…“, o Blogue do Tex, de Portugal, introduz uma matéria soberba sobre este evento que virá à luz e certamente mexerá com todos os viventes das verves artísticas mundiais, pois quem é do ramo não ficará alheio a mais um festival desse naipe.
Matéria soberba porque, no que se refere a Tex Willer, já nasce grande, com aspecto incomensurável e por juntar-se a ela um nome cujo valor já ultrapassou fronteiras e recebe o reconhecimento do seu formidável trabalho, indo a Portugal pela 5ª. vez participar dum festival: Fabio Civitelli. O Embaixador de Tex é cidadão de onde se apresenta. Se estiver em Portugal, é português. Se estiver no Brasil, é brasileiro. Se estiver na Nicarágua, é nicaraguense. A julgar pelo desenho que ilustra essa matéria, o Civitelli já pode se considerar um cidadão do Porto.
E por levar a assinatura de um texiano incansável, destemido, capaz de trocar suas horas de sono por actualizações do blogue, de trocar o lazer familiar por preparação de matérias e leituras texianas, capaz de tudo para ficar o mais próximo possível de Tex e companhia. José Carlos Francisco tornou-se uma referência mundial quando o assunto é Tex. O coleccionador português é o responsável por colocar Tex no mercado, por levar desenhadores aos festivais, por ter o seu país relacionado a aventuras de diversas personagens bonellianas, por agrupar e fortalecer os texianos portugueses… e por ser dono de um arsenal texiano que lhe permitiria, hoje, implantar o ‘Museu Português do Tex’, pela quantidade e variedade de itens texianos que acumula com a chancela da Sergio Bonelli Editora.
Assim, o MAB Invicta 2012 já nasce campeão e certamente será um regozijo concreto e absoluto para todos os participantes – organizadores, estrelas e visitantes – e quiçá que se torne um clássico da cultura milenar portuguesa, capaz de entrar para o rol dos grandes eventos mundiais, que tenho certeza, acontecerá brevemente.
A Cidade do Porto apresenta-se como uma Tucson, Durango ou El Paso dos passados 1800, com suas belezas e o seu grande rio (Rio Grande), suas histórias centenárias, suas personagens antológicas, seus becos e ruelas de grande teor romântico, mas de onde a qualquer momento pode surgir um sujeito emboscado e levar perigo para o nosso herói, que sempre seguro de si vai para o duelo, ao amanhecer, ao pôr-do-sol.
Estou encantado com a capacidade portuguesa de fazer cultura e pela percepção, a meu ver, entender e acreditar, de que ‘acertaram na mosca’ ao escolher sempre a sexagenária e fantástica personagem Tex Willer para alavancar, projectar, estender, exceder formas de chegar na comunidade sintonizada e conectada em cultura e entretenimento.
Meus aplausos para o MAB Invicta 2012 e os meus bons augúrios de grande sucesso.
Para começar, fala um pouco de ti. Onde e quando nasceste? O que fazes? José Fernando Almeida: Nasci a 8 de Novembro de 2001 em Coimbra na Sé Nova. Sou estudante, estou no 5º ano. Vivo em Miranda do Corvo, no distrito de Coimbra.
Quando nasceu o teu interesse pela Banda Desenhada? José Fernando Almeida: O meu interesse nasceu há cerca de três anos, pouco depois de saber ler.
Quando descobriste Tex? José Fernando Almeida: Eu não sei, sempre me lembro de ver Tex, desde que nasci. (… risos…)
Provavelmente descobri-o, assim que comecei a andar e cheguei à sala, onde estão arrumados. 🙂
Porquê esta paixão por Tex? José Fernando Almeida: Esta resposta é fácil. … 🙂
O meu pai tem muitos livros do Tex, anda sempre a ler, e eu também comecei a gostar de os ler. È normal estarem livros na casa de banho, no quarto, na sala… portanto foi só uma questão de curiosidade, e depois comecei a gostar mesmo das suas aventuras. Gosto das histórias, e aprendo muitas coisas que não sabia: sobre os índios, sobre os desertos, sobre os cavalos e coisas assim. Se tenho alguma dúvida, pergunto à minha mãe, ou ao meu pai.
O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos? José Fernando Almeida: Tem índios e cavalos. (…risos…)
E os índios têm nomes engraçados. Além disso gosto de observar as paisagens e as rochas.
Qual o total de revistas de Tex que tu tens na tua colecção? E qual a mais importante para ti? José Fernando Almeida: A minha colecção não tem livros… ainda. (…risos…)
São todos do meu pai… devem ser mais ou menos 800 livros, entre os almanaques e as edições históricas, Tex especial de férias e a edição a cores.
Coleccionas apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana? José Fernando Almeida: Temos cá em casa livros e alguns pósters.
Qual o objecto Tex que mais gostavas de possuir? José Fernando Almeida: O que realmente gostava mesmo de ter era o filme do Tex, mas acredito que o meu pai o irá comprar.
Qual o desenhador de Tex que mais aprecias? E o argumentista? José Fernando Almeida: A minha história favorita, até agora, foi “O Presságio” do Tex Especial 1 Civitelli. De desenhador gosto do Fabio Civitelli e do argumentista o Claudio Nizzi.
O que te agrada mais em Tex? E o quete agrada menos? José Fernando Almeida: Gosto das piadas que ele diz do Kit Carson como: “camelo velho“, “velho resmungão” e por ai fora… mas basicamente gosto de tudo.
Na tua opinião o que faz de Tex o ícone que é? José Fernando Almeida: As histórias muito bem elaboradas e as ilustrações bem feitas.
Costumas encontrar-te com outros coleccionadores? José Fernando Almeida: Só mesmo com o meu pai.
Para concluir, como vês o futuro do Ranger? José Fernando Almeida: Eu gostaria de ver o Zagor e o Tex juntos.
Prezado pard José Fernando Esteves de Almeida, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.
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