Kit Willer, a série anunciada que nunca foi publicada

* Texto de José Carlos Francisco e imagens de Anthony Steffen, extraídas do excelente fórum (italiano) de Tex Willer.

O pequeno Kit Willer na sua primeira aparição – Collana del Tex – terceira série – nº 1 – páginas 6 e 7, de 22 de Maio de 1951

O Filho de TexO seu nome é Kit, Kit Willer. É apenas um rapaz, mas no momento da necessidade, sabe defender-se com a astúcia e habilidade dos mais experimentados “frontier-men”. De resto, como se diz, filho de peixe sabe nadar… Porque Kit – que os índios chamam de Pequeno Falcão – é o digno filho de Tex, nascido do (infelizmente brevíssimo) matrimónio de Tex Willer com uma índia navajo, de nome Lilyth.

Kit Willer em acçãoDesde a sua primeira aparição, a 22 de Maio de 1951, nas páginas 6 e 7 do número 1 da terceira série da Collana del Tex, nas vestes de um pequeno arqueiro (acertando em cheio no chapéu do “padrinho” Carson, de quem herda o nome) faz-se notar pela sua vivacidade e inteligência. Crescido entre os índios e tendo Tex e Jack Tigre como professores, Kit Willer torna-se um óptimo atirador, grande lançador do laço e do punhal, experiente seguidor de rastos, cavaleiro hábil (portentosas as suas acrobacias na sela do seu mustang Diablo) e discreto lutador.

O Baptismo de Fogo de Kit WillerGraficamente, como o conhecemos, Kit nasce a 8 de Janeiro de 1952, período em que na Itália estava em voga e faziam furor “os heróis jovens” (Capitão Miki, O Pequeno Xerife, Sciuscià, só para citar os nomes mais conhecidos) e por isso GianLuigi Bonelli pensa em enriquecer o contexto das histórias de Tex, também com fantásticas aventuras que narrassem as proezas heróicas de um rapaz prodígio.

O Filho de TexDesse modo, crescia cada vez mais a importância do jovem Kit, tanto que seis anos depois, em 1958, o editor pensa em lançar uma nova série dedicada ao filho de Tex.

O próprio GianLuigi Bonelli escreveu os argumentos (para a arte de Francesco Gamba) dos primeiros quatro álbuns (no habitual formato striscia da época), que porém jamais foram publicados, porque a “moda” dos heróis jovens começou a enfraquecer e a própria figura de Kit passou a ser cada vez menos usada, aparecendo amiúde.

Mas conforme mostramos neste texto, a série dedicada a Kit Willer esteve mesmo para se tornar uma realidade, como facilmente o comprovam alguns storyboards, feitos com o punho de GianLuigi Bonelli, que reproduzimos aqui e que mostram, entre outras coisas, uma coincidência deveras interessante… o primeiro título da série de Kit Willer seria precisamente o mesmo título do primeiro volume da actual e mais popular colecção italiana de Tex: “La mano rossa”… 

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

Um comentário

  1. Não fazia ideia que tal série tinha sido pensada, e até com roteiros escritos. Apesar de ter passado mais de 50 anos, para mim esta notícia é uma completa – e agradável – surpresa.
    Orlando Santos Silva

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