Por José Carlos Francisco (texto) e Valdivino Otilio de Almeida (fotografia)
Amigos e colecionadores do Tex,
Todos nós sabemos que a nossa paixão pelo Ranger nos traz grandes amizades, viagens inesquecíveis e uma coleção da qual nos orgulhamos. Mas o que eu nunca imaginei é que, um dia, os próprios quadradinhos do Tex seriam os meus ‘salvadores’ numa situação real e caricata em pleno Aeroporto de Lisboa!
Recentemente, após regressar de uma fantástica viagem ao Brasil — onde tive o privilégio de conviver com grandes nomes da Mythos Editora, como Dorival Vitor Lopes, Júlio Schneider, Marcos Maldonado, Dolores Maldonado e Paulo Guanaes e autores como Fabio Civitelli e Pedro Mauro —, vi-me retido na alfândega portuguesa devido ao peso e volume das malas, que vinham repletas de preciosidades de papel para mim e para alguns amigos colecionadores portugueses.
Quando fui encaminhado para o setor de abertura de bagagens e a situação parecia caminhar para uma burocracia demorada, a magia da banda desenhada operou um verdadeiro milagre. Logo no topo da mala pequena, estava bem visível uma revista do Tex. Ao vê-la, o oficial de serviço exclamou surpreendido: ‘Valha-me… do Tex! O senhor é o… Sempre fui doido por BD!’
O facto de o oficial ser um grande fã do nosso herói mudou completamente o rumo das coisas, transformando um momento tenso numa excelente conversa sobre banda desenhada e permitindo-me seguir viagem com o meu ‘tesouro’ intacto. Como costumamos dizer nas nossas histórias: ‘Só mesmo o Tex para me acudir numa hora dessas!’
Esta incrível aventura real acabou por se transformar na crónica ‘Tex me salvou!’, que tenho agora o orgulho de ver publicada na página editorial de abertura da mais recente edição mensal da Mythos Editora, Tex nº 684 (Os Reguladores), datada de Outubro.
Partilho convosco uma foto desta edição tão especial e convido-vos a ler a história completa de como a ficção e a realidade se cruzaram da forma mais inesperada possível no balcão da alfândega.
Boas leituras a todos!
(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)


Valha-me Deus, Zé Carlos! Essa da alfândega de Lisboa é mesmo típica da nossa terra, mas tiveste uma sorte que não acontece a todos! Se o oficial não fosse fã de BD, bem podias ter ficado a ver os reguladores por um canudo e a pagar taxas até mais não. O Tex é mesmo um santo milagreiro! Mas diz-nos cá uma coisa… o que é que vinha afinal nessa mala de tão pesado que quase te mandava para o ‘xilindró’ alfandegário? De certeza que eram só revistas ou trazias também uns quilos de picanha escondidos entre os quadradinhos? Queremos a lista completa desse ‘tesouro’! Grande abraço de mais um colecionador que bem gostava de ter essa sorte com as finanças.
Sensacional, José Carlos! Que baita história, bicho! O Tex não salva só o Kit Carson das emboscadas, agora salva colecionador da burocracia portuga também! Mas olha, justiça seja feita: só uma edição com o selo da Mythos e a nossa qualidade editorial brasileira para amolecer o coração de um guarda de aeroporto, hein? Brincadeiras à parte, isso só mostra como o nosso Ranger ultrapassa qualquer fronteira. Quero ver agora se os pards de Portugal vão ter coragem de importar tanta revista sem o ‘passaporte Willer’ à mão. Já garanti o meu exemplar da Tex 684 aqui no Brasil, essa crônica ficou para a história!
Incredibile, José Carlos! Una storia pazzesca! Questo dimostra che il nostro amato Ranger è davvero il miglior passaporto del mondo, altro che documenti ufficiali! Però, lasciamelo dire con un pizzico di orgoglio italiano: Tex ha fatto il miracolo a Lisbona solo perché parla la lingua universale nata dalla mente di Gianluigi Bonelli e dai pennelli di Galep. Se portavi fumetti di supereroi americani, a quest’ora eri ancora lì a compilare moduli! Grandioso!
Que grande história, Zé Carlos! Mas agora deixaste a comunidade de água na boca e cheia de uma inveja saudável. Toda a gente sabe o peso que as edições brasileiras têm, mas o que é que vinha mesmo de tão raro e secreto nessa mala para fazer a alfândega desconfiar? Aposto que vinham aí edições históricas que nenhum de nós conseguiu deitar a mão! Tiveste a proteção dos céus (ou do Tex), porque se apanhas um fiscal mal-disposto, bem que a tua crónica se passava num ‘bivaque’ improvisado na esquadra do aeroporto. Vá, abre o jogo: que outras relíquias da Mythos e do Civitelli trouxeste para solo luso?
Rapaz do céu, que sufoco e que reviravolta digna de roteiro do Mauro Boselli! O Tex é o verdadeiro ‘quebra-galho’ internacional. Mas ó, o pessoal aqui no Brasil já tá comentando: será que essa tática funciona com qualquer fiscal ou o José Carlos usou aquele feitiço do bando do Navaho para hipnotizar o homem da alfândega? Quero ver os colecionadores portugueses tentarem imitar essa façanha na próxima viagem! Brincadeiras à parte, ver a sua história abrindo a Tex nº 684 é um orgulho para todos nós. Quem aqui no blog já tentou usar um gibi para se livrar de uma enrascada dessas?
Tex é inexplicável, sempre a salvar os Pards em apuros, magnífica narração meu Amigo. Sucesso.