Por Saverio Ceri [1]
A história que gira em torno da capa do 54º Tex Classic é totalmente linear.
Por ocasião da reimpressão em formato albo d’oro, Galep opta por contar o que acontece momentos depois, quando Tex atira nos criminosos, passando a fazer vítimas graças à sua pontaria infalível. É justamente essa cena que a redacção escolheu para abrir o quinquagésimo quarto Tex Classic.
Abaixo em sequência a versão de 1956 e a versão de 2019.
Reza a lenda que as casas que ladeiam o Tex, e que presumivelmente serviram para justificar o título de “citadino”, foram construídas pela mão de Sergio Bonelli. Galleppini não gostou do acréscimo ao seu desenho e na primeira oportunidade de revisão, ou seja, em 1987, para a publicação de Tutto Tex conseguiu fazê-las desaparecer.
As casas não reapareceram nem dez anos depois, por ocasião da série Tex Nuova Ristampa, e para não fazer com que a capa parecesse muito assimétrica optou-se por deslocar todo o desenho para a esquerda, fazendo aparecer partes do cavalo que até então haviam sido cortadas da capa.
Se alguém se perguntou por que nesta capa Tex não usa, como fazia até então, o clássico lenço no pescoço… a resposta encontra-se abaixo.
Galep, como às vezes acontecia, tendo que desenhar dezenas de capas por ano entre edições de tiras originais e várias reimpressões, para agilizar a entrega inspirava-se nas capas das revistas pulp americanas da época que chegavam à redação. Neste caso a inspiração vem da capa da edição 1093 da Dell Western Adventure de Junho/Agosto de 1960, onde o Coronel Mackenzie não usava o lenço e consequentemente Tex, pela primeira vez, teve que ficar sem ele.
A história de banda desenhada em questão, também traduzida para leitores hispânicos, é baseada em uma série de TV de 39 episódios lançada em 1958 e 1959 nos Estados Unidos. Abaixo pode ver-se a mesma pose que Tex ficou famosa na Itália, tanto na capa de Domingos alegres quanto na caixa contendo a série de TV.

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Uma curiosidade antes de encerrar: O Coronel Renald Slidel Mackenzie é uma verdadeira figura histórica que se destacou durante a Guerra Civil, recebendo até elogios do General Ulysses S. Grant que o considerou como sendo o seu jovem oficial mais promissor. O coronel também se cruzou com o nosso Tex numa história de Mauro Boselli e Stefano Biglia publicada nos números 668/670.
Despedimo-nos por hoje, marcando encontro com os leitores no próximo artigo de Secret Origins: Tex Classic.
Saverio Ceri
Encontre todas as outras origens das capas de Tex Classic na rubrica Secret Origins: Tex Classic
[1] Material apresentado no blogue Dime Web em 15/03/2019; Tradução e adaptação (com a devida autorização): José Carlos Francisco.
Copyright: © 2019 Saverio Ceri









Pard José Carlos, li em sites italianos alguns comentários de leitores dizendo que a revista Tex Willer iria até o número 100 ou um pouco mais chegando no casamento de Tex, onde aí ela fecharia a série e a revista deixaria de ser lançada, pergunto se isto tem fundamento, pois no universo dos quadrinhos Tex Willer jovem pode fazer como no Tex clássico, histórias excelentes sem tocar no ano e estender até por centenas de números a revista, é o que espero, pois agora as histórias estão cada vez melhores.
Pard Teodoro, são rumores que circulam em alguns espaços por causa da aposentadoria do Mauro Boselli, mas pode ficar descansado porque Mauro Boselli já se pronunciou dizendo que mesmo aposentado continuará escrevendo histórias para Tex Willer, mas mesmo que o Boselli pare de escrever, a série continuará sendo escrita por outros escritores, em especial pelo Giusfredi, porque é uma série que vende muito bem e enquanto as vendas justificarem a Bonelli jamais encerrará a série e por isso acredito que daqui a pouco mais de 8 anos estaremos comemorando o lançamento do número 200 🙂