4º Encontro Regional do Clube Tex & Zagor Brasil, realiza-se em Uruguaiana nos dias 29 e 30 de Abril

abril 17, 2017

4º Encontro Regional do Clube Tex & Zagor

Brasil, realiza-se em Uruguaiana

nos dias 29 e 30 de Abril

Um dos principais objectivos do Fã Clube Tex e Zagor do Brasil é o de realizar palestras,  exposições, feiras de artes e encontros em todo o Brasil promovendo a unidade, convívio e colaboração entre os sócios, e por outro lado, principalmente realizar a divulgação das personagens com o intuito de formar novos leitores/coleccionadores e assim perpetuar os nossos amados heróis dos fumetti.

Este ano será realizado o IV Encontro Regional na hospitaleira cidade de Uruguaiana, Estado brasileiro do Rio Grande do Sul. O evento, que se realiza no mesmo fim de semana da 4ª Mostra do Clube Tex Portugal, ou seja nos dias 29 e 30 deste mês de Abril tem entrada franca e é aberta a toda sociedade civil, e, claro, aos associados do Clube brasileiro! Por isso, dilecto pard brasileiro saque rápido e não perca tempo! O evento ocorrerá das 14h00 às 19h00, no belíssimo Teatro Municipal Rosalina Pandolfo Lisboa, situado na Rua XV de Novembro, 1844 – Centro, Uruguaiana e abrigará uma bela exposição dos nossos heróis, Tex e Zagor, além de outras personagens Bonelli. A ENTRADA É GRATUITA.

Haverá ainda a participação oficial do Poder Público, que através de seus representantes, o Ilustre Prefeito, Ronnie Peterson Colpo Mello, e o sr. Director de Cultura, Ricardo Peró Job, aquilatarão a reunião cultural, demonstrando a importância do incentivo à leitura e o fomento à educação. Haverá ainda um tradicional “mercado de pulgas”, para que todos os amantes da nona arte possam trocar, comprar e vender os seus itens! Além disso, durante todo o dia, haverá vários bate papos e rodas de discussões abertas ao público.

Se você, caro visitante brasileiro ainda não conhece o Fã Clube, é uma óptima oportunidade para desfrutar desta família Bonelliana Brasileira, oficialmente reconhecida pela gloriosa “casa” Sergio Bonelli Editore. Haverá apoio no local para cadastrar novos associados! O Clube é uma entidade sem fins lucrativos que visa divulgar e cultuar duas das personagens mais famosas dos quadradinhos italianos.


Mais informações, referentes à programação ou hospedagem, podem ser encontradas no site do Fã-Clube Tex & Zagor Brasil, ou clicando directamente AQUI!

Para finalizar, mostramos um vídeo realizado por Eduardo M. Wisniewski, do programa Quadrinhos & Cia e outro vídeo de divulgação do evento, realizado pela própria organização:

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SUSPENSA a distribuição das revistas da Mythos (Tex, Zagor e Julia) em Portugal

abril 16, 2017

SUSPENSA a distribuição das revistas

da Mythos Editora (Tex, Zagor e Julia)

em Portugal

Edições de Tex, com o selo da Mythos Editora, à venda em Portugal, vão ser interrompidas até ao Outono

Depois de já neste mês de Abril terem sido dadas a conhecer no site Bandas Desenhadas más notícias no que toca às revistas da Panini Brasil referentes às publicações Marvel (não) distribuídas em Portugal (actualmente, com a política de exportação da Panini para Portugal, os leitores nacionais apenas recebem uma porção dos títulos brasileiros, pelo que têm apenas acesso a uma parte do plano editorial brasileiro, com as consequências que tal acarreta), continuam as más notícias no que diz respeito às revistas de banda desenhada importadas do Brasil, neste caso em concreto, referimo-nos aos fumetti editados pela Mythos Editora (Tex, Zagor e Julia) já que a distribuição está temporariamente SUSPENSA pelo que nos próximos meses não será possível aos fãs e coleccionadores portugueses dos fumetti encontrarem nos quiosques nacionais as diversas séries de Tex, Zagor e Júlia.

A suspensão é temporária e prende-se com problemas de exportação, que entretanto a Mythos Editora está a envidar todos os esforços para ultrapassar e que irão permitir que muito provavelmente em Outubro deste ano possamos voltar a ter nos quiosques nacionais as revistas de Tex, Zagor e Julia precisamente do ponto em que foi interrompida a distribuição das revistas que actualmente se encontram à venda e que podem ser consultadas clicando AQUI!

A Mythos Editora pede desculpas a todos os seus fiéis leitores portugueses, mesmo não sendo a responsável por esta suspensão e somente o grande carinho nutrido pelos seus responsáveis pelos leitores portugueses e a paixão destes mesmos leitores (não se esqueça que apesar das revistas chegarem com meses e por vezes até com anos de atraso a Portugal, os leitores portugueses nunca deixaram de adquirir os fumetti da Mythos Editora, em especial as diversas séries de Tex Willer) fez com que a editora de São Paulo envidasse todos os esforços para que os leitores portugueses não ficassem órfãos das personagens da Sergio Bonelli Editore e assim possam, daqui a alguns meses, retomar as suas colecções.

Em breve, e por um curto espaço de tempo, as edições de Tex da Mythos Editora deixarão de acompanhar as edições da Polvo

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Festival Guia dos Quadrinhos 2017 – E aí?!

abril 15, 2017

Festival Guia dos Quadrinhos 2017 E aí?!

Joana Rosa Russo

Por Joana Rosa Russo (Advogada de profissão, gamer por paixão) [1]

Olá amigos e leitores do blogue português do Tex!

Sábado, dia 8, estive presente no Festival Guia de Quadrinhos, em sua edição 2017, aqui em São Paulo, Brasil. O evento aconteceu no final de semana de 8 e 0 deste mês de Abril, no coração de Sampa: Avenida Paulista, nº 735, Bela Vista (Clube Homs).
E para variar fui atrás de nosso amado Ranger: TEX!

O QUE É O FESTIVAL GUIA DOS QUADRINHOS?

Sim, eu também não sabia! Mas o Projecto nasceu nos idos de 2007, mais precisamente em 5 de Março daquele ano, como consta do próprio informativo do evento. Edson Diogo foi o criador desta ideia que, em pouco tempo, tornou-se fonte de pesquisa e catálogo para coleccionadores, editoras e curiosos. Hoje o site (www.guiadosquadrinhos.com), conta com quase 200 mil edições cadastradas, mais de 100 mil capas e 250 mil histórias em seu banco de dados, com abrangência internacional.

O Guia dos Quadrinhos é um acervo muito importante que, por meio de um sistema colaborativo, mantém viva a história sobre edições raras do mundo das BDs. Os próprios internautas ajudam a manter o banco de dados actualizado. A partir de 2009 os eventos começaram, sempre buscando aproximar editores, autores, desenhadores e leitores que ao mesmo tempo são admirados e admiráveis, já que na feira, todos são leitores e coleccionadores, antes de mais nada.

O evento também promove um agradável concurso de cosplays extremamente democrático, que premeia todo o pessoal! O concurso é organizado pelo pessoal da Comics Cosplay BR, e acontece sempre no domingo. Para aquecer a brincadeira demos de cara com o pessoal da #HJ.

A ENTRADA

Mas vamos falar do evento em si! Para quem chegou com ingressos em compra antecipada (e pegou um lote mais em conta, claro), foi só apresentar a confirmação de pagamento. Mas fique tranquilo: para aqueles atrasados de última hora ou cépticos do e-commerce, havia venda de ingressos na portaria :-) .

Não houve problemas para entrar. O movimento naquele horário (14h00 – 17h00), foi bem baixo. O forte, segundo os próprios organizadores, foi no pico da abertura do evento, às 10h00. Para todos eram ofertadas sacolinhas com kit de boas vindas: um jornalzinho do evento para o visitante se situar, uma revista DC aleatória e os cards promocionais do evento.

Há que se dizer que o espaço, relativamente pequeno, ajuda a boa organização. Mas o evento em si foi muito bem montado, proporcionando facilidade para o visitante e imprensa tanto na circulação quanto na localização das mesas e stands.

LÁ DENTRO…

Nada de outras cerimónias para entrada. Uma vez colocada a pulseira de identificação e entregue o ingresso, você estava livre, leve e solto para ver de tudo.

Assim que você entrava já dava de cara com o salão dividido em corredores para abrigar expositores. Do lado esquerdo havia uma pequena cantina, embora o espaço Térreo do Clube conte com dois restaurantes (bem caros, é verdade!). São 50 stands para se divertir: o forte são as BDs, mas em decorrência delas, também haviam muitos desenhadores que participaram da confecção do livro tributo a Jack Kirby e outros tantos independentes que desenhavam de super-heróis a personagens de mangás, em todos os estilos de traço possíveis.

Dentre os stands de “comércio” notamos a participação de muitas produções independentes e genuinamente brasileiras, como a curiosa IHQ, com o título “Pátria Armada”. O Autor, Klebs Junior, ressaltou que é importante termos referências brasileiras num mercado tão rico e ao mesmo tempo tão carente de ícones. Se você quer saber mais, não perca tempo em acessar o site e se familiarizar com o teor da BD que promete uma mistura interessante e totalmente paralela a uma história real brasileira. Acesse aqui.

Muitos NERDS correndo, muitos NERDS comprando, muitos NERDS tirando fotos…


E eu atrás de nosso Ranger! É verdade que já tinha em mente que, em sendo o evento direccionado ao mundo Marvel, não seria uma das tarefas mais fáceis localizar Bonellis por lá. Mas havia tanta diversidade, que não hesitei em começar as buscas logo que cheguei. Até porque, o festival é de QUADRINHOS, oras!

Porém a resposta a minha busca foi rápida e certeira: achar Tex ou qualquer outro quadrinho “normal” seria um pouco mais complicado do que estava imaginando. Quando digo aqui normal, refiro-me ao conteúdo: não temos um herói com super-poderes ou com uma super-mutação que salva o mundo de um asteróide ou invasão alienígena. Temos uma pessoa normal, como eu e você, que luta para ver justiça feita. Mas não se engane se o enredo parece monótono: o bang bang e a dose de diversão são garantidas nas folhas deste ícone.

Foi quando, timidamente, localizei a primeira esperança: O Herói e a Lenda!

Ele não estava entre muitos. Na verdade era o único ao lado, do também único, exemplar de Frontera!. Acabei achando algumas coisas perdidas na banca da edição Tex em Cores e alguns exemplares da luxuosa Tex Gigante em Cores. O expositor, a COMIX Book Shop, no entanto, garantiu que em sua loja havia muitas mais opções do Ranger para compra, mas que não focava em levar por conta da baixa procura nos eventos. Ele relatou que era um item mais específico, e por isso não ocupava espaço com isso.

Aqui já acendeu uma luz amarela confirmando uma suspeita que já tinha desde que comecei a ler Tex.

Não contente com a primeira negativa, sai garimpando pelos outros stands, quando parei na POP ART’s House: foi uma surpresa muita grata achar edições à venda de Ken Parker (que também estavam à venda na COMIX Book Shop), principalmente in loco. E nesta banca, em particular, eu abri o maior sorriso do mundo, até porque não conhecia essa obra (fiquem calmos, faz pouco tempo que me converti à causa texiana!):

Não preciso dizer o quanto eu parecia criança com esta belezinha na mão. O formato diferenciado, os textos escritos com esmero, o cheiro das folhas, os desenhos… Ah Civitelli, como eu sou apaixonada por sua obra! Se pudesse colocar os meus preferidos num pedestal, ao alto estaria você, com o Villa e o Ticci. Colados no lendário Galep, que não só por ser pai de Tex, mas porque tem um traço muito peculiar que me remete bem aos mocinhos de caubói das fábulas românticas. O que dizer de Rotundo, Leomacs, Jesus Blasco (oh… meu… Deus….) e o próprio Serpieri… Cada um com uma individualidade impecável, que chega a ser covardia e uma tremenda injustiça mencionar apenas alguns. Mas confesso declaradamente meu amor pelos seus desenhos e SEU Tex (aliás, já vi e revi cada imagem como se fosse a última que vejo em minha vida). E, se você é admirador de Tex, este item definitivamente não pode faltar na sua colecção. Na feira ainda tive um desconto e o item saiu por R$60,00.


A POP ART’s dispunha de alguns poucos exemplares de Tex Gigante em Cores e apenas um único tomo desta pérola, que sim, É MINHA. Conversando com o vendedor, ele relatou o mesmo problema do pessoal da COMIX: acaba tomando muito espaço e quase não tem saída.

Na saída desta última banca, acabei encontrando uma figura muito peculiar, que se identificou como Marquinhos, que me relatou a grande dificuldade em localizar exemplares à venda de Ken Parker (seu preferido no momento), que sentia falta de uma maior adesão do público a uma leitura tão peculiar. Ele já foi leitor de Tex, mas pelo pouco que entendi de nossa breve conversa, ele já não gostava tanto do estilo “bang-bang” e da linearidade do personagem. Conversamos também a respeito de Mágico Vento e Dylan Dog os quais ele também adora, e sua brevidade de publicações no Brasil (brevidade em termos porque sabemos que a Editora Lorenz está voltando com Dylan – que seja para ficar, por favor…).

Embora Tex se destaque pela forte campanha da Mythos Editora, há que se ponderar que, considerando o aquecimento do mercado mundial de comics e nossa extensão territorial, TEX, principalmente aqui no Brasil, deveria ter uma maior aderência. Mas voltaremos no assunto mais adiante :) . Aos curiosos de plantão, aviso que meu amigo Marquinhos é realmente uma pessoa muito reservada e não quis dar maiores detalhes sobre si mesmo. Mas sem dúvidas foi mais uma enorme chance de aprender mais sobre o mundo dos fumettis.

Minha decepção só não foi maior porque achei no Empório HQ (um stand grande e recheado), MUITAS edições à venda de TEX (coleção e mensal), ZAGOR e até mesmo Martin Mystere, Dylan Dog, Nathan Never e Mágico Vento (estas em menor número):


O que também me causou muita surpresa é que, nestas quase quatro horas que passei por ali, entre observar o comportamento do público, a busca por determinados títulos e, claro, o olho colado nas bancas que tinham Bonelli, pude notar que realmente poucos se interessavam ou buscavam pelas revistinhas, ao menos a título de curiosidade, coisa que já não acontecia com os exemplares ou revistinhas mirradas que tinham capas surreais de heróis impossíveis.

Paralelo ao mercado de pulgas, no auditório do evento, ocorriam as palestras (que também aconteceram no domingo, dia 9 de Abril). O foco, como já mencionamos, foi a comemoração dos 50 anos de Marvel no Brasil (o que incluiu uma discussão sobre o mito Jack Kirby), além da homenagem à quadrinhista Lilian Mitsunaga. Nas rodas de conversa o pessoal da Editora Abril iniciou um bate bola sobre a publicação dos quadradinhos Disney e seu sucesso no Brasil.

NO FIM…

Estou decepcionada? Depende. Se você me perguntar como sendo um feira de BDs, não. Foi bem legal e tinha muita coisa. Até mesmo action figures e pilhas e pilhas daqueles bonecos funko eram facilmente vistos em praticamente TODAS as mesas. Chaveiros, desenhos, artes exclusivas, almofadas, chocolates, livros, cartões, marcadores, quadradinhos, desenhos… de tudo que você imagine. Até mesmo havia um quiz interactivo no palco durante o evento, enquanto rolava no auditório as palestras direccionadas e focadas no 50 Anos de Marvel em terras tupiniquins, como já mencionamos.

Mas se você me questionar agora como leitora de TEX… de Bonelli Comics… bem, confesso que muito animada não fiquei mesmo.

Porém a experiência revelou muito: o mercado de BDs, embora ainda seja tratado como um hobby de cultura infanto-juvenil, NÃO é. Basta a rápida olhada pela feira: o publico alvo era pelo menos, acima de 30 anos, em média. Sim, muita molecada no evento, mas a maioria mais interessada na guerra de sabres de luz do que nas revistinhas propriamente ditas.

O foco das compras eram super-heróis. TODOS que puder imaginar. Inclusive você deve estar se perguntando: oras sendo o foco na Marvel, o que esta maluca esperava???

Pois é amigo, o foco DAS HOMENAGENS era na Marvel… Tanto que muitos stands eram totalmente focados em Star Wars, The Walking Dead… e assim por diante. Ver a participação do ranger reduzida a alguns poucos exemplares e uma caixa de edições regulares foi realmente uma decepção. Até mesmo para achar texianos foi algo um pouco difícil. Aos donos das bancas, que conhecem claro, era complicado apontar outros que estivessem por ali em maior número. Tomei conhecimento que o grande Adriano Rainho estaria lá e que o caricaturista Bira Dantas também, mas infelizmente (e factualmente, par meu azar), não nos cruzamos!

E ai comecei a pensar que de facto TEX, embora seja uma obra primorosa, PRECISA contar com outros mecanismos para renovar o seu público alvo. Não inovar o conteúdo, longe disso! Mas sim buscar em outros veículos mais modernos uma melhor aderência ao público até 30 anos. E quando digo isso remeto ao cerne de outras matérias que já produzi: jogos electrónicos e a entrada no mundo LEGO podem ser meios eficazes para injectar o personagem em lares mais amplos, fazendo com que a história permaneça viva, com novos coleccionadores, com novos itens, com uma nova geração de admiradores.

Nem sempre se pode esperar o mercado mudar sua tendência: a inovação tem que partir do mais forte para que os mais fracos possam segui-la. Não quero que Tex daqui a alguns anos acabe por fazer parte apenas de histórias e registos em museu. Não. Não podemos deixar isso acontecer. E mais do que “só” comprar (OK, eu sei! É o principal, mas não o essencial), temos que disseminar o legado texiano nas novas gerações, seja influenciando na tenra leitura, seja apresentando o ranger de outra forma, e aqui entra a Sergio Bonelli Editore: manter conservada suas tradições de publicações é incrível e memorável, mas se há interesse em expandir com força na nova geração, será que não é chegada a hora de sentar e rever certas manobras?

Tex não tem que perder sua essência. Não tem que ganhar super-poderes. Não precisa lutar contra mortos vivos ou empunhar um sabre de luz. Ele só precisa de mais espaço: e espaço do jeito certo.

VIDA LONGA AO TEX!

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[1] (Texto publicado originalmente no Síte “Clube Tex & Zagor Brasil, em 8 de Abril de 2017)

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Jornal da Bairrada destaca a 4.ª Mostra do Clube Tex Portugal no Museu do Vinho Bairrada

abril 14, 2017

Jornal da Bairrada destaca a

4.ª Mostra do Clube Tex Portugal no

Museu do Vinho Bairrada

Jornal da Bairrada, de 13/04/2017
Texto da secção Culturas

4.ª Mostra do Clube TEX regressa no final

deste mês

Jornal da Bairrada destaca a 4.ª Mostra do Clube Tex no Museu do Vinho Bairrada

A 4.ª mostra do Clube Tex Portugal, único Clube em Portugal dedicado exclusivamente a um herói da Banda Desenhada e o primeiro Clube oficial de Tex no mundo, trará este ano novamente dois conceituados desenhadores italianos a Portugal. O evento terá lugar a 29 e 30 de Abril na cidade de Anadia.

Para além da presença dos consagrados desenhadores italianos Andrea Venturi e Leomacs (pseudónimo de Massimiliano Leornardo) o evento contará também com duas mostras pessoais dos próprios autores com a exposição de várias pranchas das suas histórias de Tex.
Depois dos enormes sucessos ocorridos com as Mostras dos anos anteriores, todas elas ocorridas no Museu do Vinho Bairrada, a direcção do Clube Tex Portugal dá a conhecer a todos os fãs e coleccionadores da personagem Tex,assim como aos amantes da banda desenhada e ao público em geral mais uma Mostra do Clube Tex Portugal.

Capa do Jornal da Bairrada de 13 de Abril de 2017

De acordo com a organização,a mostra regressa a Anadia devido ao interesse e apoio da autarquia bairradina, disponibilizando novamente o Museu para a realização de mais esta Exposição Texiana.
De referir que cada um dos autores italianos,como forma de agradecimento por este convite português, fez uma magnífica ilustração exclusiva para o evento de Anadia,numa tradição já habitual e que ocorre sempre que um autor de Tex nos visita de modo a registar a sua passagem por Portugal.

Como forma de agradecimento português, Leomacs, desenhou o Tex em Portugal,mais precisamente num duelo na Main Street de Anadia, em pleno século XIX, tornando assim esta quarta presença do Ranger na capital da Bairrada muito mais especial.
Por sua vez,como forma de agradecimento pelo convite, Andrea Venturi desenhou TexWiller e Kit Carson junto ao Monumentos dos Mortos da Grande Guerra, na Praça Visconde Seabra, em Anadia e com o edifício da Câmara Municipal ao fundo.

Copyright: © 2017 Jornal da Bairrada

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ANADIA (é assumidamente), A Capital Portuguesa do Tex

abril 13, 2017

ANADIA (é assumidamente),

A Capital Portuguesa do Tex

Anadia, Capital Portuguesa do Tex numa belíssima arte de Stefano Biglia.

Anadia, cidade portuguesa pertencente ao Distrito de Aveiro, com cerca de 6 000 habitantes é a capital da Bairrada (sub-região natural situada na Beira Litoral, na Região Centro de Portugal, que compreende integralmente os concelhos de Mealhada, Anadia, Oliveira do Bairro, a maioria do concelho de Cantanhede, Águeda – parte meridional deste município -, bem como algumas freguesias dos concelhos de Vagos, de Coimbra e ainda a freguesia de Nariz, já no município de Aveiro, caracterizando-se essencialmente pela forte produção vitivinícola, sob a denominação Bairrada (DOC), Denominação de Origem Controlada e sendo também considerada Região Demarcada {espumante}, bem como pelo afamado Leitão Assado à Bairrada ) e também a capital do espumante.

José Carlos Francisco e o Vice-Presidente da Câmara Municipal de Anadia, Engenheiro Jorge Sampaio com o cartaz da 4Ç Mostra do Clube Tex Portugal, realizado por Andrea Venturi

Mas Anadia também é actualmente A CAPITAL PORTUGUESA DO TEX, título assumido pelos responsáveis do Município de Anadia, com o patrocínio do Clube Tex Portugal e com o beneplácito da Sergio Bonelli Editore já que pelo quarto ano consecutivo o Município de Anadia acolhe o maior evento anual organizado pelo único Clube português dedicado a uma única personagem da banda desenhada: o ranger Tex Willer que terá em Anadia, mais precisamente no Museu do Vinho Bairrada a sua 4ª Mostra, evento a realizar nos dias 29 e 30 de Abril e que contará com as ilustres presenças dos consagrados desenhadores Andrea Venturi e Leomacs, dos editores Dorival Vitor Lopes e Rui Brito, dos tradutores Júlio Schneider e José Carlos Francisco para além de muitas outras personalidades ligadas ao mundo de Tex e ainda muitos fãs e coleccionadores de Tex, inclusive de países estrangeiros, que sempre abrilhantam o evento bairradino.

José Carlos Francisco e Hernâni Portovedo, dois dos maiores coleccionadores de Tex no mundo, um feito do Município de Anadia com Pasquale Del Vecchio e com o Vice Presidente Jorge Sampaio na 1ª Mostra do Clube em 2014

A título de curiosidade, apurou-se que a nível mundial, exceptuando obviamente a Itália, somente a cidade suíça de Lugano já contou com mais presenças de Tex do que a portuguesa Anadia, o que permite quase o título de capital mundial do Tex à capital bairradina até porque Anadia já faz parte do mapa europeu de eventos texianos, mas para já o importante é o título assumido de Capital Portuguesa do Tex, candidatura essa idealizada e desejada pelo Excelentíssimo Senhor Vice-Presidente da Câmara Municipal de Anadia, Engenheiro Jorge Sampaio, que nesta última segunda-feira, dia 10 de Abril, recebeu das mãos do presidente do Clube Tex Portugal, José Carlos Francisco, os cartazes oficiais do evento deste ano, assim como o respectivo convite (extensivo à Ilustre Senhora Presidente do Município de Anadia, Eng.ª Maria Teresa Belém Correia Cardoso) para a inauguração da 4ª Mostra do Clube Português, a ocorrer pelas 15 horas de sábado, 29 de Abril no Auditório do Museu do Vinho Bairrada.

2015: Vice Presidente da Câmara Municipal de Anadia, Eng. Jorge Sampaio, Pasquale Frisenda, José Carlos Francisco, Stefano Biglia, Presidente da Câmara Municipal de Anadia, Engª Maria Teresa Belém Correia Cardoso e Ricardo Tex Leite

Eng.ª Maria Teresa Belém Correia Cardoso, Presidente da Câmara Municipal de Anadia, Ricardo Tex Leite e José Carlos Francisco com o cartaz oficial da 2ª Mostra do Clube Tex Portugal

Também o Museu do Vinho Bairrada, que acolhe a Mostra do Clube Tex Portugal pelo quarto ano consecutivo, na pessoa do seu responsável máximo, o Ilustre Dr. Pedro Dias, apoia e patrocina o estatuto da cidade bairradina ser a Capital Portuguesa do Tex, estando a idealizar a criação de uma ala permanente dedicada ao tema, onde serão expostos permanentemente no Museu as ilustrações que os vários autores de Tex homenageiam a cidade de Anadia ao longo dos anos, mostrando assim a importância que atribui à presença deste evento do Clube Tex Portugal no mui nobre Museu que dirige, um dos locais mais nobres da cidade de Anadia e que faz questão de continuar a receber nos próximos anos consolidando cada vez mais a cidade de Anadia a esta mítica personagem da banda desenhada italiana que em 2018 completa 70 anos de vida editorial, data histórica e que certamente levará a que no próximo ano o Clube Tex Portugal, o Museu do Vinho Bairrada e o Município de Anadia festejem a data com a pompa e circunstância merecida!

2016: José Carlos Francisco, Maurizio Dotti, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Anadia Eng. Jorge Sampaio, Massimo Rotundo, Vereador Lino Pintado e Dr. Pedro Dias, Director do Museu do Vinho Bairrada

Massimo Rotundo, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Anadia Eng. Jorge Sampaio, Maurizio Dotti e José Carlos Francisco

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Lilyth e Águia da Noite na deslumbrante arte de Massimo Rotundo

abril 12, 2017

Lilyth e Águia da Noite

na deslumbrante arte de

Massimo Rotundo

Lilyth e Águia da Noite na deslumbrante arte de Massimo Rotundo

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Visita ao estúdio de Claudio Villa para ver a criação da capa de Tex #679

abril 11, 2017

Visita ao estúdio de Claudio Villa

para ver a criação da capa de Tex #679

Claudio Villa desenhando no seu estúdio (em primeiro plano, realce para a edição brasileira de Tex 500)

Hoje no blogue do Tex vamos dar conhecimento a mais algumas fotos de sonho que nos permitem rever um dos locais mais sagrados para os fãs e coleccionadores de Tex Willer… o local onde, por exemplo, nascem as actuais capas de Tex, pelo que nos apressamos a dar a conhecer aos nossos leitores o nascimento da capa de Tex # 679, capa essa intitulada Gli incappucciati del Klan e que interpreta duas cenas da história escrita por Mauro Boselli e desenhada por Corrado Mastantuono  e que estará disponível nos quiosques italianos a partir do dia 6 de Maio.


Se antes do falecimento de Sergio Bonelli o nascimento das capas de Tex ocorria na sede da editora italiana, onde o próprio Sergio Bonelli depois de examinar pessoalmente a história em questão, procurava uma cena “de capa” entre as vinhetas desenhadas, elaborava um esboço veloz que era enviado por fax, a Claudio Villa,  junto às cópias das páginas correspondentes (em geral, duas ou três) e somente a partir daí é que Claudio Villa começava a trabalhar, preparando a cena “de capa”, já que ao contrário do que muitos pensavam, o desenhador não tinha liberdade para fazer a capa que bem entendia para a história, até porque na grande maioria das vezes, Claudio Villa não tinha acesso à história completa, hoje em dia é o próprio Claudio Villa que escolhe a cena a partir da qual faz a capa, embora com supervisão de Mauro Boselli, tendo este o poder de aprovar ou vetar a “capa” escolhida por Claudio Villa, devido a ser na actualidade o responsável máximo por Tex.

Depois do próprio Villa seleccionar a imagem começa então a trabalhar na preparação da cena “de capa”. Em síntese, ele precisa cuidar do enquadramento, da luz e do movimento das personagens já que segundo o próprio Claudio Villa A capa deve contar sem revelar, deve ser legível e imediata, deve interessar e ser suficientemente dinâmica. Às vezes, falta uma cena significativa e então ela é “construída” com os elementos extraídos da história. Algumas vezes, para conseguir o melhor, chego a seis, sete esboços. É incrível de quantas maneiras se pode contar, em igualdade de situação, uma cena. E cada vez descobrir uma “temperatura” diferente, só deslocando o ponto de vista, a luz ou a disposição das personagens.“.


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