Entrevista com o fã e coleccionador: Jean Andre de Oliveira

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Jean Andre de Oliveira: Eu me chamo Jean André de Oliveira e nasci em Erechim – Rio Grande do Sul no ano de 1985. Sou administrador e sou sócio-proprietário de uma pequena empresa no setor gráfico.

Quando nasceu o seu interesse pela banda desenhada?
Jean Andre de Oliveira: Ainda na infância. Meu pai trabalhava com comércio de revistas e às vezes trazia algumas delas e alguns gibis para casa. Como não tínhamos dinheiro para comprar as revistas, nós abríamos a embalagem com cuidado, líamos as revistas à noite e depois fechávamos para vender no outro dia.

Quando descobriu Tex?
Jean Andre de Oliveira: Em uma noite que meu pai trouxe as revistas acabou vindo um gibi do Tex junto, logo minha mãe reconheceu e disse que fazia tempo que não lia. Ela me contou que na sua adolescência trabalhava com faxina e geralmente os patrões tinham coleções desses gibis que ela lia nos intervalos, assim acabou gostando e se tornando uma leitora assídua de Tex. Eu resolvi experimentar e adorei também, infelizmente como tinha algo em torno de 10 anos não lembro qual foi a história, só lembro que no outro dia meu pai teve que levar o gibi pra poder vender.

Porquê esta paixão por Tex?
Jean Andre de Oliveira: Quando conheci Tex, lembro que os filmes de bang-bang (westerns) ainda eram uma referência de filme bom. Lembro que sempre que podíamos ir à locadora alugar um filme, meu pai estava sempre de olho nos filmes do género. Assistindo a esses filmes com ele passei a gostar do western e quando encontrei nas páginas de Tex a mesma visão romântica daquela época, ascendeu em mim a paixão por este quadrinho que perdura até hoje.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Jean Andre de Oliveira: Na minha opinião, a principal característica de Tex que lhe diferencia dos demais é o seu implacável senso de justiça. Enquanto os outros heróis se perguntam como agir, ficam perdidos em crises existenciais e devaneios entre a ténue linha que divide o bem do mal, Tex nunca se engana e sempre age da forma correta e justa. Tex não tem dúvidas sobre seu próximo passo e os maldosos que cruzam o seu caminho rumo ao seu objetivo são sempre servidos de uma bofetada que satisfaz a todos os leitores de boa índole que o apreciam. Acho que acaba por satisfazer a vontade que muitos de nós sentimos ao encontrarmos algumas dessas figuras de caráter duvidoso, mas porém, por vivermos em tempos civilizados, não podemos agir com o mesmo ímpeto justiceiro de nosso querido Ranger.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Jean Andre de Oliveira: Tenho uma pequena coleção de 114 exemplares das mais diversas publicações de Tex, e a mais importante para mim é o quadrinho Patagônia. É minha história favorita.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Jean Andre de Oliveira: Coleciono tudo o que posso, revistas, pósteres, canecas, etc.

Qual o objecto Tex que mais gostaria de possuir?
Jean Andre de Oliveira: Uma estatueta de Tex seria ótimo para colocar junto de minha coleção, mas são difíceis de encontrar e geralmente caras.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Jean Andre de Oliveira: A minha história favorita é Patagônia, ela se passa na Argentina bem próximo de onde vivo. Os costumes como o chimarrão, o churrasco e o relevo da minha região estão presentes nesta edição, além de uma história espetacular, escrita por Mauro Boselli, meu argumentista favorito. Quanto à arte gosto muito do trabalho de Roberto De Angelis.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Jean Andre de Oliveira: Gosto muito de sua força de vontade e persistência que são inabaláveis diante de qualquer situação que lhe aconteça. Minha mãe sempre diz que é a principal lição que Tex nos ensina, e mesmo sendo apenas uma história, nos encoraja a viver a vida um pouco mais como ele nas situações difíceis. As histórias são sempre cheias de bons valores e bons exemplos, por isso você pode apresentar Tex a qualquer um com a certeza da pessoa aprender algo de bom. O que menos me agrada são alguns problemas isolados de roteiro que acabam acontecendo em algumas histórias, quando o roteirista recorre à “sorte” ou tiros de raspão, para resolver algum grande problema em que o Ranger se meteu, mas isso não acontece com os roteiristas que mais gosto, é um problema bastante esporádico e tem diminuído muito com o tempo.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Jean Andre de Oliveira: Acredito que a simplicidade existente em Tex que o configura como “Bem” enfrentando o “Mal” é o seu segredo. Em um mundo moderno cheio de relativismos como o que vivemos hoje, este farol de retidão é reconfortante diante das injustiças da vida quotidiana.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Jean Andre de Oliveira: O único colecionador que tive o prazer de me relacionar, e que me inspirou a deixar de ser apenas leitor e virar um colecionador, foi o avô de minha esposa, que ao me conhecer me presenteou com o filme do Tex que tenho guardado até hoje com muito carinho. Infelizmente ele nos deixou no ano de 2018.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Jean Andre de Oliveira: Me sinto bastante otimista com o futuro de Tex, parafraseando Davide Bonelli, em seu editorial para Tex Willer Vol. 1, “Em 2018 Tex foi mais forte e popular do que nunca”. E sabendo disto, lançamentos como Graphic Novels, edições encadernadas de luxo e o próprio Tex Willer, que vem trazer uma luz às origens de Tex, me fazem perceber que nosso Ranger está indo muito bem e se reinventando. Apesar de muitos leitores mais tradicionais não gostarem dessa nova leva de publicações, gosto do que a Bonelli tem feito para atrair o público mais jovem, e sem, em nenhum momento, desrespeitar o grandioso passado de Tex. Tenho a esperança que no futuro, meu filho que hoje tem apenas 8 anos, também possa ter a oportunidade de sentir o entusiasmo de ir à banca, comprar um novo quadrinho e voltar para casa com uma ansiedade infantil e boa de viver uma nova aventura nas páginas de Tex.

Prezado pard Jean Andre de Oliveira, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

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As Leituras do Pedro: Tex #601/#602

As Leituras do Pedro*

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Tex #601 A rainha dos vampiros

Tex #602 O templo na selva
Gianfranco Manfredi (argumento)
Alessandro Bocci (desenho)
Mythos Editora
Brasil, Novembro/Dezembro de 2019
135 x 175 mm, 114 p., pb, capa fina
R$ 11,90

Bang! Bang!

Há demasiado tempo afastado das minhas leituras, por razões diversas a que a pandemia e o cancelamento de alguns eventos de BD não são estranhos, regressei – de forma breve – a Tex neste díptico.

Tornado ao longo dos anos um hábito (que acredito) salutar, num dos meus géneros de eleição, este reencontro acabou por evocar a minha imagem primordial do ranger.

Relembro – porque já o escrevi por aqui – que os meus primeiros contactos – limitados e pontuais – com Tex, na adolescência, se deram em aventuras em que defrontava Mefisto, de tom mais místico e na fronteira do western com o sobrenatural.

Agora, sem Mefisto nem o seu filho Yama, a verdade é que este confronto com A rainha dos vampiros assume muitos dos contornos daquelas aventuras épicas: a capacidade de sedução da vilã, o fanatismo dos seus seguidores, o seu domínio sobre algumas criaturas (morcegos) geralmente associadas às trevas, a capacidade de se projectar à distância e assim assombrar ou vigiar os seus inimigos…

Como atractivos extra, este díptico assinala novo encontro de Tex com El Morisco e leva-os com o seus amigos até uma densa selva mexicana com pirâmides astecas.

 

O traço realista e de acabamento pormenorizado de Alessandro Bocci acentua o contraste entre o tom habitual de Tex e esse aspecto mais sobrenatural, mas a verdade é que há algumas cenas em que os protagonistas surgem demasiado estáticos ou até parecem ter sido sobrepostos no desenho de fundo, o que causa alguma estranheza – que obviamente nada tem a ver com o sobrenatural que impera no relato.

E se Gianfanco Manfredi – com um grande currículo na temática – consegue criar uma grande expectativa e alimentar ao longo de dezenas de páginas o lado mais obscuro e fantástico da história, a verdade é que – tal como nas aventuras de Mefisto que então me seduziram – no final, com algum sabor a desilusão, Tex e os seus pards resolvem tudo (facilmente) a tiro, confirmado que não há nada mais real do que uma boa ‘dose de chumbo quente’…!

*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro
(http://asleiturasdopedro.blogspot.com/).

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Preview das capas (não finalizadas) de Tex Platinum #29, Tex Edição Histórica #114, Tex em Cores #46, Tex Ouro #111 e Tex #613

Capa de Tex Platinum #29 (não finalizada)

Capa de Tex Edição Histórica #114 (não finalizada)

Capa de Tex em Cores #46 (não finalizada)

Capa de Tex Ouro #111 (não finalizada)

Capa de Tex #613 (não finalizada)

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Meu Irmão Mais Velho Tex Willer – Guia do colecionador Brasil – Volume 2 (a fase da editora Vecchi); O livro de Adriano Rainho que comemora os 50 anos de publicação da revista Tex no Brasil

Por Adriano Rainho

Em Fevereiro de 2021 o nosso grande herói das Histórias em Quadrinhos vai comemorar no Brasil, a segunda casa do ranger mais famoso do mundo, uma data muito especial, os 50 anos de publicação da sua revista sem interrupções, que se iniciou com a Editora Vecchi passando pela Editora Rio Gráfica/Globo e nos dias de hoje sendo publicado pela Editora Mythos, um feito realmente extraordinário, digno somente para os grandes personagens das HQs (BDs)! Escrever este livro é a minha singela homenagem para Tex Willer e seus pards, mas principalmente para GeanLuigi Bonelli, Sergio Bonelli e Aurelio Galleppini!

Uma honra poder fazer a divulgação a nível mundial, em primeira mão, do lançamento da campanha de vendas aqui no conceituado Blogue Português administrado pelo meu grande pard e amigo José Carlos Francisco!

No Volume nº 1 que foi lançado em Setembro de 2018 que contou a origem de Tex no Brasil através da coleção da revista Junior tivemos o prazer de ter exibida na capa do livro a bela arte do grande artista brasileiro Pedro Mauro, para este Volume 2 convidei outro grande artista brasileiro para criar a arte da capa, Augusto Minighitti, mais uma vez temos o enorme talento de um artista brasileiro de HQs desenhando Tex e seus pards e como resultado temos outra capa nota mil para o livro!!!

Meu Irmão Mais Velho Tex Willer – Guia do colecionador Brasil – Volume 2 (Capa de Augusto Minighitti)

Este segundo volume da coleção vai contar tudo sobre a fase áurea das publicações das aventuras de Tex Willer na Editora Vecchi, um guia completo, repleto de curiosidades, sobre como foram editadas as histórias no início da coleção brasileira, todos os detalhes de número por número tanto da 1ª como na 2ª edição, quando não obedeceu a numeração da coleção italiana.

Cinco grandes divulgadores Texianos que vivenciaram esta época maravilhosa montaram as suas listas com as quinze aventuras de TEX publicadas pela Editora Vecchi que eles mais gostaram, são eles: Ge Ge Carsan, Júlio Schneider, Gervásio Santana de Freitas, José Carlos Francisco e Adriano Rainho e a partir da união destas listas foi criado o Ranking com as quinze melhores histórias publicadas nesta fase inicial!

Este livro foi escrito com muita paixão por alguém que cresceu lendo as histórias e aprendeu com os valores morais que são ensinados por Tex e seus pards nas suas aventuras, como a amizade, a honestidade, o senso de justiça, entre muitos outros. Também teremos depoimentos apaixonados de pards ilustres, isto é, pura emoção é o que não vai faltar para quem ler este livro!

O mito se tornou realidade – você vai conhecer com detalhes o momento da primeira aparição do Arco e Flecha de brinquedo que veio de brinde no nº 1, O Signo da Serpente, da coleção da Editora Vecchi.

 

Terá novamente um Ranking, agora atualizado com os itens mais raros da coleção brasileira de Tex Willer.

E muitos outros assuntos serão comentados referentes a Tex, a Editora Vecchi e do que era publicado sobre o tema Faroeste naquela época!

NO SITE DO CATARSE O LANÇAMENTO DA CAMPANHA DE VENDAS VAI SE INICIAR EM 5 DE OUTUBRO DE 2020.

Existirão várias recompensas e surpresas bem interessantes para todos aqueles que ajudarem na campanha:

Peço a participação dos Texianos, Bonellianos e de todos aqueles que curtem Histórias em Quadrinhos comprando o livro, divulgando para seus amigos e também nas suas redes sociais!

VAMOS AJUDAR A COLOCAR TEX WILLER NOVAMENTE NO TOPO DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS NO BRASIL!

VIVA TEX WILLER!!!

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Do esboço inicial do póster Tex Nuova Ristampa nº 456, de Maurizio Dotti, que JAMAIS será publicado, até à ilustração pintada nas cores do próprio Dotti, passando pela arte final a preto e branco

Maurizio Dotti exibe a arte original do póster Tex Nuova Ristampa nº 456 que não chegaria a ser publicado

Hoje no Blogue do Tex vamos dar a conhecer a todos os nossos leitores todo o processo de criação daquele que seria o último mini-póster de Tex Nuova Ristampa, precisamente o número 456, desenhado por Dotti, desde o esboço inicial até à ilustração pintada nas cores do próprio Maurizio Dotti, passando pela arte final a preto e branco.

E escrevemos seria porque no passado mês de Março, a edição nº 455 de Tex Nuova Ristampa anunciava, sem explicitar os motivos, o fim dos mini-pósteres de Maurizio Dotti nos números sucessivos, algo que apanhou praticamente todos os leitores de surpresa, devido ao facto ser totalmente inesperado, já que se tratava de uma tradição com mais de 24 anos, iniciada precisamente no Tex Nuova Ristampa nº 1, por Claudio Villa que passou o bastão a Maurizio Dotti depois de 428 ilustrações realizadas no espaço de mais de 20 anos (1996-2017).

Mas o mais curioso é então que Maurizio Dotti chegou a realizar (e a entregar na redacção) uma ilustração para a edição nº 456, ilustração essa que desse modo permanece inédita, mas que o Blogue do Tex dá hoje a conhecer a todos os seus leitores devido ao “resgate” da fotografia, na redacção Bonelli, do consagrado desenhador Maurizio Dotti (com a arte original nas mãos) assim como do esboço inicial, arte final a preto e branco e ilustração pintada pelo próprio Dotti, graças à gentil disponibilidade de Dotti que deu a conhecer todo o processo de criação do mini-póster que não o chegou a ser…

Esboço inicial de Maurizio Dotti para o Póster de Tex Nuova Ristampa de Tex n° 456 que não chegou a ser publicado

Ilustração finalizada a tinta da china por Maurizio Dotti para o Póster de Tex Nuova Ristampa de Tex n° 456 que não chegou a ser publicado

Ilustração finalizada com as cores de Maurizio Dotti para o Póster de Tex Nuova Ristampa de Tex n° 456 que não chegou a ser publicado

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Póster Tex Nuova Ristampa 318

Póster Tex Nuova Ristampa 318

Nesta incitante ilustração executada pelo Maestro Claudio Villa, vemos em plena Sierra de San Antonio, Sonora, México, Tex Willer, na presença de Kit Carson, a tentar descodificar os rastos que indiciavam que o grupo (em especial os três irmãos Montoyas que queriam vingar-se de Rafael Guerrero, cujo único “crime” foi apaixonar-se por Elvira, filha de Enrique Montoya) que estavam a perseguir se dividiu em dois… o que obrigaria também os Rangers a separarem-se para continuarem a perseguição….

Desenho usado no Brasil como capa de Tex em Cores #15 e inspirado na história “Matador!” de Mauro Boselli e Aldo Capitanio (Tex italiano #488 e #489).
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Texto de José Carlos Francisco

Constelação de autores de Tex posam com a revista nº 12 do Clube Tex Portugal

Constelação de autores de Tex posam com a Revista nº 12 do Clube Tex Portugal

Quando estamos a menos de três meses do lançamento da Revista nº 13 do Clube Tex Portugal, lançamento esse que ocorrerá, como tradicionalmente, em Novembro num jantar/convívio a realizar no Cacém e na presença de dezenas de sócios do Clube Português, damos hoje a conhecer aos nossos leitores, uma verdadeira constelação de autores de Tex que posam com a Revista nº 12, publicada no passado mês de Junho e com capas (principal e variante) de Alessandro Bocci, comprovando assim que a Revista do Clube Tex Portugal continua a fazer furor junto da maior autoridade texiana do mundo, o escritor, editor e sobretudo curador Mauro Boselli (que como podemos ver mais abaixo, definiu, publicamente no seu Instagram, a revista como sendo fantástica) mas também os mais consagrados autores do staff oficial do Ranger Tex Willer, não só pela elevada qualidade (em Itália pedem cada vez mais que a revista portuguesa tenha uma versão italiana) mas também pelo prestígio já que são cada vez em maior número os autores que se disponibilizam para colaborar na revista do Clube Português com desenhos e textos EXCLUSIVOS tornando a edição portuguesa cada vez mais cobiçada entre os fãs e coleccionadores do Ranger, levando a que o número de sócios do Clube vá aumentando gradualmente já que para poder ter direito aos já tão cobiçados exemplares é necessário ser-se sócio do Clube Lusitano que é cada vez mais um verdadeiro Clube Internacional do Tex, tantos e tão variados são os países de origem dos associados.

Mauro Boselli

Mauro Boselli definiu, publicamente, no seu Instagram, a revista do Clube Tex Portugal como sendo fantástica

Alessandro Bocci (exibe orgulhosamente as suas duas capas da revista nº 12 do Clube Tex Portugal)

Moreno Burattini

Alfonso Font

Alfonso Font fez questão de se fotografar de modo a poder mostrar a sua colaboração neste número

Giorgio Giusfredi exibe a primeira página do artigo-entrevista dedicado a ele nesta revista nº 12

Andrea Venturi

Fabio Civitelli

Lucio Filippucci

Massimo Rotundo

Maurizio Dotti

Michele Benevento

Pasquale Del Vecchio

Rossano Rossi

Stefano Biglia

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Entrevista com o fã e coleccionador: Pedro Henrique Alves de Oliveira Silva

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Pedro H. Alves O. Silva: O meu nome é Pedro Henrique Alves de Oliveira Silva e nasci em Tupã, interior de São Paulo, e actualmente eu estou desempregado.

Quando nasceu o seu interesse pela banda desenhada?
Pedro H. Alves O. Silva: O meu interesse pela revista Tex começou desde bem pequeno, mais ou menos quando eu tinha uns 4 para 5 anos, principalmente porque a minha mãe tinha conseguido com uma amiga dela um filme chamado Spirit: O Corcel Indomável, esse filme só me fez gostar ainda mais de tudo que Tex aborda: cavalos, soldados, índios e o oeste americano. E juntando tudo isso com os exemplares de Tex que o meu pai já tinha, o meu interesse por tudo isso só aumentava. Só que como eu não sabia ler eu só olhava os desenhos. Outro detalhe que também me fez gostar mais ainda de Tex e o faroeste em geral, foi que eu tenho um primo que sempre mexeu com cavalos, e que participava dos desfiles da minha cidade que envolviam cavalos e a minha mãe e o meu pai sempre me levavam para ver, e claro as roupas que eles usam nos desfiles eram parecidas com as da revista Tex, que eram chapéus, botas, etc., e a mistura disso tudo só contribuiu para me fazer gostar mais ainda de Tex!

Quando descobriu Tex?
Pedro H. Alves O. Silva: Eu descobri Tex na minha casa. O meu pai já comprava bem antes de eu nascer, mas eu não lembro qual foi a primeira vez que eu toquei numa revista Tex, mas desde essa época eu nunca mais parei.

Porquê esta paixão por Tex?
Pedro H. Alves O. Silva: Essa eu não sei responder bem (…risos…), bom, talvez seja pela personalidade do próprio Tex e dos três pards e o ambiente que eles vivem. Também acho que provavelmente porque Tex envolve tudo o que eu aprendi a gostar desde pequeno: cavalos, o oeste americano, aventura, etc., e também o senso de justiça do Tex e a sua perseverança, coragem e autoconfiança em qualquer situação, e acho que também por sua cara-de-pau, como diria o Kit em algumas situações (…risos…).

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Pedro H. Alves O. Silva: Bom, eu não leio muitos outros quadrinhos que não seja Tex, mas os poucos que eu já li, eu consegui perceber que o que faz Tex ser o que é, é o seu senso de justiça seja com brancos, índios, negros, chineses e sua generosidade com quem quer que seja, desde um batedor da cavalaria moribundo na trilha até um bandido ferido que caiu num rio, e também sua lealdade com seus amigos ou um completo desconhecido que precisa de ajuda, seu amor pela Lilyth, que ninguém nunca tomou o lugar, sua coragem, autoconfiança e também o esforço da Bonelli que conseguiu criar tudo isso e também ao esforço dos desenhadores e escritores.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Pedro H. Alves O. Silva: Eu tenho exactas 241 revistas, mas não sei dizer qual a mais importante para mim.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Pedro H. Alves O. Silva: Eu colecciono tudo que diz respeito ao personagem, mas a única coisa que eu tenho sobre Tex que não sejam revistas, são os pósteres do Tex 500, o livro Tex Willer – A História da Minha Vida, os caderninhos de capas do Tex 500 e Tex Coleção 400, mas livros como O Meu Tex. A Balada do Oeste e Meu Irmão Mais Velho Tex Willer, eu não tenho.

Qual o objecto Tex que mais gostaria de possuir?
Pedro H. Alves O. Silva: O objecto Tex que eu mais gostaria de ter é a história O Passado de Tex, e um chaveiro escrito Tex que saiu no Tex Anual (nº 6) O Filho do Vento aqui no Brasil, mas além das revistas e do chaveiro, talvez eu gostaria de ter aquelas estatuetas do Mundo de Tex, com os seus amigos e inimigos.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Pedro H. Alves O. Silva: Hmmm, para mim sempre foi difícil escolher uma história favorita, talvez aquelas que a Lilyth apareça, ou as que falem das origens do Tex, ou que mostrem o Kit (Carson) jovem e também aquelas que falam da infância do Kit Willer, como A camisa mágica, mas escolher entre todas essas é difícil, não vou saber responder. Entre os desenhadores eu também gosto de vários, desde Galep, Ticci, Fusco, Muzzi até Villa, Civitelli, Dotti, De Angelis. Quase todos na verdade, mas o que eu mais gosto é o Claudio Villa. Entre os argumentistas eu também gosto de muitos, mas acho que o que eu mais gosto é o Mauro Boselli.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Pedro H. Alves O. Silva: O que mais me agrada em Tex são as características dos personagens,como eu já tinha dito antes, e também, por sempre estar nas bancas desde 1948 e sempre fazer sucesso e também por passar muitos valores bons para quem acompanha essa revista, e também por mesmo sendo uma revista de faroeste conseguir encaixar histórias de magia, dinossauros, e até em outros lugares do continente americano e por ter histórias de faroeste muito boas, sempre com argumentos muito bons, porque os escritores sempre conseguem tirar um coelho da cartola, sendo que os temas para histórias de faroeste são muito parecidos.
O que menos me agrada em Tex é que os outros três pards poderiam se destacar só um pouquinho mais, e também em algumas edições novas sobre a juventude do Tex, que meio que se ´´desencontram´´ um pouco do que já está escrito.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Pedro H. Alves O. Silva: Para mim o que mais faz Tex ser o que é, são as características dos personagens, os desenhadores que são muito bons, os argumentos, o estilo da Bonelli que em todos esses anos que sempre conseguiu renovar com coisas boas e ainda manter Tex com sua essência.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Pedro H. Alves O. Silva: Não, embora eu só conheça um fã de Tex, que também colecciona e vende, nós nos encontramos muito pouco.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Pedro H. Alves O. Silva: Eu vejo um bom futuro para o Tex, embora eu ainda tenha um pouco de receio de que com o tempo os leitores diminuam. Eu acho que tem um bom futuro pela frente sim, pois aos poucos estão aparecendo novos leitores, e que tudo isso por muito mais tempo.

Prezado pard Pedro H. Alves O. Silva, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

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Depois de anos de espera, finalmente o magistral e já lendário Tex Gigante de Claudio Villa chega ao Brasil

Depois de anos de espera, finalmente o magistral e já lendário Tex Gigante de Claudio Villa chega ao Brasil

Tex, o implacável. É este o título adoptado pela Mythos Editora para o magistral e já lendário Tex Gigante desenhado por Claudio Villa que em Outubro, mais precisamente no dia 9, será distribuído por todo o Brasil, nas bancas e comic shops, mas antes a Mythos Editora brindará os seus leitores com uma edição de luxo dessa obra portentosa, como escreve Davide Bonelli na introdução do volume, Tex l’inesorabile (título original) é «uma história importante, daquelas que constituem, para uma série de banda desenhada, um ponto de chegada, um passo em frente, mas também – como se ainda houvesse necessidade de o dizer – a confirmação definitiva da grandeza de um autor».

Tex, o implacável

A Mythos Editora não poderia  assim deixar, antes da sua publicação no interior da tradicional colecção dos “Tex Gigantes”, de propô-la também numa luxuosa edição, cuja pré-venda (com um brinde inusitado, inédito e exclusivo) já se encontra à disposição dos interessados. Serão 500 exemplares em papel offset 90 g, que vem acompanhada do Wampun de Águia da Noite, a faixa usada por Tex, o chefe branco dos navajos, quando se encontra na reserva índia.

Wampum de Tex (imagem não oficial)

Wampum de Águia da Noite

O preço desta edição luxuosa de 242 páginas no formato 27,2 x 18,4 cm, é de 64,90 Reais, custando apenas 51,92 Reais se adquirida na pré-venda iniciada há poucos minutos e que se estenderá até dia 30 deste mês, graças ao desconto de 20%.

Pré-venda de Tex, o implacável

Com relação à trama escrita por Mauro Boselli e que contou então com a (magistral) arte de Claudio Villa: Os três irmãos Logan nasceram de mães diferentes, mas todos são igulmente perigosos. De Tucson aos desertos do México, encarando bandidos, apaches mescaleros e desperados mexicanos, Tex caça o trio para vingar a morte de seus amigos.

Tex, o implacável

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O nascimento (na Itália) de uma futura capa (brasileira) de Tex

Por José Carlos Francisco

Quando muitos de nós vemos uma capa de Tex Edição Histórica nas bancas de todo o Brasil ou até mesmo nos quiosques portugueses, não imaginamos por vezes o quão difícil e quantas horas de trabalho foram necessárias até se chegar ao resultado final…

Antes do falecimento de Sergio Bonelli tudo começava com um esboço da imagem pretendida, determinado pelo próprio editor, já que ao contrário do que muitos pensavam, o desenhador não tinha liberdade para fazer a capa que bem entendesse para a história, até porque na grande maioria das vezes, Claudio Villa não ia reler a história antiga.

Vinheta de José Ortiz que serviu de base para o mini-póster de TNR 345

Por motivos vários, desde vetos do editor que não as considerava apropriadas ou por decisão do próprio desenhador que não ficava agradado com o seu trabalho, algumas capas chega(va)m a ter várias versões conforme já mostramos por diversas vezes aqui mesmo no blogue do Tex, mas damos a Claudio Villa a palavra para nos explicar o processo de criação de uma capa brasileira de Tex Edição Histórica:

Esboço inicial de Claudio Villa inspirado na vinheta de José Ortiz

Se no passado tudo nascia na editora, onde Sergio Bonelli examinava pessoalmente a história em questão para procurar uma cena “de capa” entre as vinhetas desenhadas e depois elaborava um esboço veloz que me era enviado por fax, junto às cópias das páginas correspondentes (em geral, duas ou três), depois do seu falecimento coube-me a mim seleccionar a cena a eleger.

A partir daí, começava a trabalhar, preparando a cena “de capa”.
Em síntese, era preciso cuidar do enquadramento, da luz e do movimento das personagens: a capa deve contar sem revelar, deve ser legível e imediata, deve interessar e ser suficientemente dinâmica.
Às vezes, falta uma cena significativa e então ela é “construída” com os elementos extraídos da história.
Algumas vezes, para conseguir o melhor, cheguei a seis, sete esboços. É incrível de quantas maneiras se pode contar, em igualdade de situação, uma cena. E cada vez descobrir uma “temperatura” diferente, só deslocando o ponto de vista, a luz ou a disposição das personagens.

Ilustração do mini-póster de TNR 345 pintada por Claudio Villa

Inclusive as cores da capa, eram da responsabilidade de Claudio Villa: Eu dava uma “indicação” de cor: fazia uma fotocópia em A4 a preto e branco e passava a colori-la com tintas líquidas, pintando-a como gostaria de vê-la impressa. Depois era o impressor que devia, com os seus instrumentos, aproximar-se daquilo que eu fiz…

Póster Tex Nuova Ristampa 345

Realce-se ainda que as capas que, de início, eram para ser uma exclusividade de Tex Edição Histórica, ficaram então tão boas que a Sergio Bonelli Editore passou a publicá-las também na Itália, como mini-pósteres encartados em Tex Nuova Ristampa até ao número 455, edição em que a SBE decidiu terminar com esse brinde dado aos coleccionadores dessa “ristampa” durante mais de 24 anos…

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