Vídeo: Tex Willer na deslumbrante arte (do lápis inicial às aguarelas finais) de Enrico Marini

Enrico Marini e Mário João Marques

Enrico Marini (na foto, à direita, na companhia de Mário João Marques, mentor do Tex Willer Blog) estudou Belas-Artes. A sua paixão pela BD começou em criança. No final dos anos 80, foi notado por um jornalista, no Salão de BD de Sierre, que o apresentou aos responsáveis da editora Alpen, com quem começou a colaborar, ilustrando uma série juvenil. Depois estreia-se na ficção científica com Gipsy e, mais tarde, com A Estrela do Deserto recebe o Prix dés Libraires da A.L.B.D. (Associação dos Livreiros de B D) para o melhor trabalho do ano. Em Angoulême, foi distinguido com o prémio Player One para o Melhor Jovem Desenhador com a obra Dossiers de Olivier Varèse: Raid sur Kokonino-world.

Inicialmente influenciado pelo grafismo japonês contemporâneo, Marini não se atém aos modelos do momento, procurando sempre novas fórmulas para os seus trabalhos. É um dos talentos mais promissores da sua geração e promete continuar a surpreender os leitores. Actualmente em Portugal a ASA publica As Águias de Roma e a Levoir publicou recentemente Batman. A Meriberica por sua vez publicou Rapaces.

Tex Willer na arte de Enrico Marini (lápis)

Tex Willer na arte de Enrico Marini – Aguarelas

E foi precisamente este cidadão italiano, nascido em Liestal (Suíça) a 13 de Agosto de 1969, que já neste ano pandémico de 2021 desenhou, a pedido de um fã, uma ilustração a aguarelas de um pujante Tex Willer, o ícone dos fumetti (nome dado à BD na sua Itália), ilustração essa que damos hoje a conhecer (acima) aos nossos leitores, primeiro no formato imagem (lápis primeiro e aguarelas depois), mas também no formato vídeo onde podemos ver, durante quase dois minutos Enrico Marini a deliciar-nos com a sua fantástica arte quando esboçava o Ranger o lápis:

Ken Parker Volume 3 (Setembro/2021) CHEMAKO / SANGUE NAS ESTRELAS

Ken Parker Volume 3 (Setembro/2021)- Mythos Editora
DUAS HISTÓRIAS COMPLETAS da consagrada dupla de autores BERARDI & MILAZZO.
CHEMAKO & SANGUE NAS ESTRELAS • 204 páginas

CHEMAKO
Após perder a memória, Ken Parker é acolhido em uma tribo de índios hunkpapas com o nome de Chemako (aquele que não se lembra). Na aldeia, ele encontra Belle McKeever, esposa de um cirurgião do hospital militar do Forte Browning, agora prisioneira de Ottawa, o chefe da tribo, que a quer como esposa.
SANGUE NAS ESTRELAS
Ao chegar em Paradise City, uma cidade onde não existem homens da lei, Ken é roubado. A sua reação diante de quem o roubou faz com que as autoridades municipais lhe ofereçam o cargo de xerife. Mas para aceitar ele impõe condições que vão contra os interesses dos comerciantes do lugar.
Abordando os temas mais diversos em suas histórias, Ken Parker é altamente recomendado para todos os fãs de HQs que amam emoções fortes e aventuras no limiar da morte.

Esta coleção apresenta as aventuras de Ken Parker na ordem em que foram publicadas originalmente na Itália, em episódios duplos, e com a máxima fidelidade à edição original. É a mais completa coleção de Ken Parker já feita no Brasil.

Ken Parker Volume 3 (Setembro/2021) CHEMAKO / SANGUE NAS ESTRELAS


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Fim de semana com CARLO AMBROSINI na cidade de Beja

Por José Carlos Francisco (texto) e Orlando Santos Silva (fotos)

Realizou-se nesta última sexta-feira, dia 4 de Setembro, a inauguração da XVI Edição do Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, evento organizado pela Câmara Municipal da cidade de Beja e comandado por Paulo Monteiro, o coordenador da equipa do Festival de Banda Desenhada Beja 2021, que tem atractivos que poderão fazer desta uma das melhores edições de sempre do certame que decorrerá até ao dia 19 deste mês de Setembro e que neste último fim de semana comprovou uma vez mais que é o Festival nacional que possibilita um contacto mais próximo entre os autores e o público.

Com o escopo de juntar autores consagrados e alternativos no mesmo espaço, o director Paulo Monteiro esmerou-se para receber autores e público com a máxima gentileza e fidalguia, bem típica da gente alentejana. Entre os autores consagrados, destaque para um dos mais apreciados e queridos autor (escritor e desenhador) da editora Bonelli: Carlo Ambrosini.

O autor italiano, um dos grandes trunfos do Festival, foi um dos centros de atenção, distribuindo autógrafos e sorrisos, além de posar para fotos ao lado de seus inúmeros fãs presentes (muitos deles tiveram inclusive uma bela recordação desenhada pelo próprio autor) naquela bela e pacata cidade alentejana. Destaque para a belíssima Mostra pessoal dedicada a Carlo Ambrosini, uma das melhores e mais belas exposições que já lhe dedicaram, segundo nos confidenciou o autor.

Carlo Ambrosini cativou toda a gente com a sua simpatia e simplicidade, nunca negando um autógrafo, um sorriso, uma foto ou um desenho aos ávidos texianos, dylandoguianos e não só, que o rodeavam durante as sessões de autógrafos (bem demoradas, devido ao constante assédio que sofreu por parte dos seus fãs), fazendo com que no sábado desenhasse já noite dentro, iluminado apenas pelas luzes dos telemóveis dos seus fãs, mas não deixando ninguém sem um desenho de sua lavra. Uma verdadeira lição de profissionalismo e de humildade deste também embaixador de Dylan Dog, Ken Parker, Napoleone, Jan Dix e inclusive de Tex, já que no passado Ambrosini chegou a desenhar um Tex Gigante!

O autor italiano tirou dezenas de fotos e fez muitíssimos desenhos com dedicatórias que sem dúvida passarão a ser um grande tesouro de todos os coleccionadores bonellianos que os conseguiram. E o mais interessante é que realmente estava a divertir-se tanto quanto os seus admiradores, nesta sua (de Ambrosini) primeira “aventura” em terras portuguesas, mas que seguramente não será a última já que a sua classe, simpatia e profissionalismo certamente motivarão um novo convite para regressar a Portugal num dos próximos anos, quiçá até numa das próximas Mostras do Clube Tex Portugal.

Ambrosini não se cansava de agradecer a todos os portugueses pela acolhida que recebeu (inclusive foi dessa forma que iniciou a sua conversa no auditório da Bedeteca de Beja) sentindo-se sempre muito acarinhado e bem tratado tanto pela organização como pelo numeroso público presente nestes primeiros dias do evento.

Estas foram apenas as primeiras e rápidas impressões (e fotografias) deste primeiro fim de semana “texiano” do XVI Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, prometendo para breve outras incursões à presença de Carlo Ambrosini em Beja nos próximos dias, aqui no Blogue do Tex!

Grazie per tutto, carissimo Maestro e Amico Carlo Ambrosini!!! Arrivederci!!!

(Para aproveitar a extensão completa das fotos acima, clique nas mesmas)

Decoração dedicada a Tex no Restaurante Dodô em Osório, no Estado Brasileiro do Rio Grande do Sul

O Dodô Restaurante localiza-se na Estrada Geral da Borússia, 371, em Osório, no estado brasileiro do Rio Grande do Sul e caracteriza-se por um buffet caseiro no fogão a lenha em casa com arquitectura rústica germânica, peças antigas e mercearia colonial.

Trata-se de uma óptima opção de restaurante para happy hour, datas comemorativas, encerramentos e encontros com a família e amigos. Pelos ecos que nos chegaram o ambiente é agradável e aconchegante para realizar a sua refeição e até mesmo para descontracção. A especialidade são as carnes nobres assadas, embora oferecendo um menu variado, contando com diversas opções para atender os mais variados paladares acompanhados de deliciosas sobremesas e carta de bebidas.

Mas o grande destaque, sobretudo para fãs e coleccionadores de Tex, é que na sua decoração variada e inusitada que tornam este estabelecimento de único, o Ranger Tex tem um lugar de destaque numa das fachadas de um dos principais salões do restaurante, através da exposição emoldurada de algumas belas capas de Tex como se pode ver de seguida:

Tex Willer presente na decoração do Restaurante Dodô

Para finalizar esta curiosidade, divulgamos um vídeo que faz a apresentação do Restaurante Dodô e da belíssima região onde está integrado:

Carlo Ambrosini, autor italiano que desenhou um Tex Gigante, é um dos quase 80 autores que expõem (já neste fim de semana) no Festival de Banda Desenhada de Beja

Quase 80 autores de sete países, como o português Luís Louro e o italiano Carlo Ambrosini, vão contar histórias em imagens no 16.º Festival Internacional de Banda Desenhada (BD) de Beja, que começou esta sexta-feira.

Carlo Ambrosini, uma das principais Estrelas da Nona Arte presentes no Festival de Beja deste ano

Após ter sido cancelado em 2020, o festival regressou este ano, mas inclui menos exposições e decorre mais tarde do que o habitual – costuma realizar-se em maio e junho -, tudo devido à pandemia de covid-19, disse esta semana à agência Lusa o diretor do evento, Paulo Monteiro.

Também devido à covid-19, as exposições vão estar patentes “apenas” num só espaço, a Casa da Cultura, que “foi sempre o núcleo principal” do evento e é onde funciona a Bedeteca de Beja, acrescentou, frisando que “o importante é fazer-se o festival”.

Até dia 19 deste mês, obras desenhadas por autores consagrados e novos talentos da nona arte vão poder ser apreciadas em 13 exposições, sendo nove individuais e quatro coletivas, indicou o também autor de BD.

Este ano, o festival, que é organizado pela Câmara de Beja e visa “divulgar um pouco de todos os formatos, géneros e estilos de BD”, vai mostrar obras de autores de Portugal, Brasil, Canadá, Espanha, Egito, França, Itália, precisou Paulo Monteiro.

As exposições individuais são ‘assinadas’ pelos portugueses António Jorge Gonçalves, Bárbara Lopes, Luís Louro e Jorge Magalhães e pelos estrangeiros Bartolomé Segui (Espanha), Carlo Ambrosini e Lele Vianello (Itália) e Nicolas Barral e Vicent Vanoli (França).

Homenagem de Carlo Ambrosini a Tex

Entre as coletivas, Paulo Monteiro destacou a “relativamente inusitada” exposição “Shennawy, Tok Tok & Companhia”, que reúne obras de sete artistas do Egito.

“Tem sempre piada dar uma vista de olhos à BD árabe”, em relação à qual “temos, muitas vezes, posso dizer mesmo, um certo preconceito, porque olhamos para a cultura da língua árabe como se fosse mais ou menos uniforme e não é”, pelo contrário, “é muito diferenciada de país para país”, explicou.

Por isso, frisou, “tem piada trazer [ao festival] a exposição dos egípcios”, que “é muito crítica a nível político”.

Paulo Monteiro também destacou a coletiva “Toupeira – Há Movimento Debaixo da Terra”, com trabalhos de 33 artistas do atelier de BD de Beja Toupeira, que vai fazer 25 anos em outubro.

“Umbra”, uma “exposição espetacular” com obras de 16 artistas de Portugal, Brasil e Canadá, e “Ditirambos”, que reúne trabalhos de 10 autores portugueses que “estão a começar o seu percurso com muita qualidade”, são as outras mostras coletivas do festival.

Além das exposições, o festival, inaugurado às 21:00 desta sexta-feira, inclui, nas arcadas exteriores da Casa da Cultura, o Mercado do Livro, com 70 editores representados e várias lojas para venda de originais, serigrafias e publicações, e a “Tasquinha da BD”, com comes e bebes.  

O festival também vai ter uma programação com várias iniciativas, como lançamentos e apresentações de livros, revistas e fanzines, sessões de autógrafos, conversas e “concertos desenhados”.

No sábado, a partir das 21:00, vai ser entregue o Prémio Geraldes Lino 2021, criado pela Bedeteca de Beja, a Bárbara Lopes, autora de obras de uma das exposições individuais e da coletiva “Umbra”.

XVI Festival Beja 2021 – Arte do cartaz da autoria de Susa Monteiro

“Super Tex”, uma nova série colorida com periodicidade mensal cuja primeira capa será da autoria de Stefano Biglia

A primeira imagem promocional de “Super Tex” difundida pela Sergio Bonelli Editore. Ilustração da autoria de Stefano Biglia

A Sergio Bonelli Editore anunciou hoje Super Tex, uma nova série mensal dedicada a Tex. A nova colecção reproduzirá, a cores e no clássico formato bonelliano (16×21 cm), as aventuras publicadas fora da série regular mensal dedicada ao mítico Ranger.

O primeiro número, a ser distribuído em Novembro, trará a primeira parte de Oklahoma!, (enviados pelo Comando dos Rangers para investigar uma série de ataques a colonos, Tex e Carson participam da histórica Oklahoma Land Rush, a grande corrida por lotes de terras no território que se tornaria o Estado de Oklahoma. Nessa acirrada disputa, os pards ajudarão os Paxton, uma família que deixou tudo para trás sonhando com um futuro melhor) história escrita por Giancarlo Berardi e desenhada por Guglielmo Letteri, publicada pela primeira vez no Maxi Tex #1, em 1991.

Capa do volume 1 da Colecção Bonelli Portugal, A Lenda de Tex. Ilustração de Stefano Biglia

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Tem a particularidade de ter uma capa inédita da autoria de Stefano Biglia, consagrado desenhador italiano que também foi o autor da primeira capa da Colecção Bonelli Portugal, uma colecção de 10 volumes inteiramente dedicada à editora de Milão, onde naturalmente, a honra de abrir a colecção coube obviamente a Tex Willer, o Ranger do Texas criado por Giovanni Luigi Bonelli e Aurelio Galleppini em 1948, cujo sucesso perene ajudou a escrever a história da editora Bonelli.

Este primeiro volume de Super Tex terá 144 páginas e custará 4,40 euros. Do número 2 em diante os volumes terão 112 páginas.

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Tex Willer de Marco Ghion

Por Afrânio Braga, criador do blogue Blueberry, Uma Lenda do Oeste: https://blueberrybr.blogspot.com

Tex Willer de Marco Ghion

Marco Ghion e Diego Moratti na mostra ghionesa em Martinengo, Itália

Nascido em Milão, Itália, em 25 de Dezembro de 1980, depois do diploma de geómetra, Marco Ghion frequenta a “Scuola del Fumetto” de Milão em 2001 e diploma-se como desenhador realístico.

Depois de uma breve experiência no sector da animação, em 2009 Marco Ghion encontra Bruno Bozzetto, célebre director e animador. Aí ele inicia a sua colaboração no StudioBozzetto de Milão, com animações em gráfica, estudo de personagens e background artist em séries 3D animadas – “Topo Tip” – e spots publicitários – Nutella, Campari, Atalanta -, desenvolvendo uma forte paixão pela animação.

Em 2015, encontra Enea Riboldi, capista de “Dampyr” que o traz para o mundo da banda desenhada. Em Março de 2018, Marco Ghion entra na staff de desenhadores da Sergio Bonelli Editore estreando no álbum especial da série “Tex Willer” lançado em Dezembro de 2019 com o título “Fantasmi di Natale”.

No presente está a trabalhar na série regular “Tex Willer” desenhando a história “I 5 della mano rossa” (título provisório).

Prova para Tex Willer

Prova para Tex Willer

Marco Ghion

Fontes: Imagens: Marco Ghion. Biografia: Sergio Bonelli Editore e Marco Ghion.

A personagem Tex foi criada por Giovanni Luigi Bonelli e realizada graficamente por Aurelio Galleppini
Tex © Sergio Bonelli Editore

Agradecimentos a Marco Ghion pelo desenho de Tex, para o blogue.
Afrânio Braga

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Vídeo: Tex (publicado em Portugal pela Editora Levoir) em grande destaque no bdnauta

O bdnauta é o espaço, no Youtube, em que a banda desenhada, uma forma de contar histórias de que o português Nelson Chantre (pessoa bem disposta, criativa, polivalente e que gosta de estar presente nas várias etapas do processo criativo. Gosta de ler, escrever, cinema, banda-desenhada, música e desenhar) muito gosta, ganha espaço. Não só a banda desenhada mas também outras formas de contar histórias que buscam actualmente inspiração no campo da banda desenhada.

Nelson Chantre

O bdnauta no seu programa número 15, de Abril de 2018, destacou o Tex, o protagonista do primeiro volume na colecção da editora Bonelli que a Levoir lançou no nosso país, dedicando cerca de meia hora à apresentação do mítico Ranger “italiano” e falando também de algumas edições de Tex publicadas no Brasil e que chegaram a Portugal ao longo dos anos.

Para aguçar ainda mais a curiosidade, apresentamos primeiro o brevíssimo (39 segundos), mas interessantíssimo, preview do bdnauta #15 e somente depois o programa na íntegra onde é também apresentada a Colecção Bonelli de Portugal:

Depois da publicação de Mater Morbi, uma aventura de Dylan Dog incluída em 2017 na terceira série da colecção Novela Gráfica, os fumetti (nome dado à BD em Itália) da Bonelli regressaram a Portugal, com uma colecção de 10 volumes inteiramente dedicada à editora de Milão. Naturalmente, no ano em que completou 70 anos de existência, a honra de abrir esta colecção coube naturalmente a Tex Willer, o ranger do Texas criado por Giovanni Luigi Bonelli e Aurelio Galleppini em 1948, cujo sucesso perene ajudou a escrever a história da editora Bonelli.

Mas, para além de Tex e de Dylan Dog, que tiveram direito a dois volumes cada (um com histórias curtas a cores, outro com histórias mais longas a preto e branco), esta colecção acolheu ainda outras personagens carismáticas da mais popular editora italiana de fumetti, como Dampyr, o caçador de vampiros, Martin Mystère, o detective do impossível, Júlia Kendall, a criminóloga com as feições de Audrey Hepburn, o explorador Mister No, para além de dois dos mais recentes sucessos da Bonelli, as séries Le Storie e Dragonero, como se pode então assistir no vídeo do bdnauta: