Tex Gold nº 8 – Deserto di Sangue

abril 25, 2014

Tex Gold nº 8 – Deserto di Sangue

Tex Gold nº 8 – Deserto di Sangue

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CONCURSO: Ganhe uma caricatura sua (feita por Bira Dantas) ao lado de Tex

abril 24, 2014

CONCURSO: Ganhe uma caricatura sua
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(feita por Bira Dantas) ao lado de Tex

Por José Carlos Francisco, Mário João Marques e Bira Dantas

Caricatura de Bira Dantas por... Bira Dantas

O blogue português do Tex leva a efeito um concurso público, com o apoio de Mestre Caricaturista BIRA DANTAS, para todos os internautas que visitem o blogue. Este concurso é aberto a todos os interessados que desejem concorrer a nível individual, iniciando-se neste preciso momento em que o post é publicado e tendo uma duração de 5 dias, terminando no dia 30 às 22.00 horas de Portugal Continental.

O concurso consta em acertar o nome de 20 pessoas caricaturadas por Bira Dantas, todas elas autores da Sergio Bonelli Editore, excepto duas, para tornar o Concurso um pouco mais difícil: um dos maiores fãs e coleccionadores italianos de Tex e uma das mais prestigiadas autoras italianas de banda desenhada, mas que não pertence aos quadros da SBE que se juntam assim aos 18 prestigiados autores caricaturados por Bira Dantas na imagem que se segue:

As respostas com o nome correcto dos caricaturados terão que ser dadas na forma de comentário, aqui na própria página do blogue. Também é obrigatória uma frase sobre o blogue do Tex, excepção feita a participantes não oriundos de Portugal e Brasil. Frase essa que não conta para o concurso mas será obrigatória para ser aceite a participação. Cada concorrente pode participar quantas vezes quiser, mas terá que criar uma nova frase referente ao blogue em cada nova tentativa para acertar os 20 nomes.

O prémio a atribuir é uma caricatura do vencedor, em alta resolução, ao lado de Tex Willer e realizada por Bira Dantas. O prémio, será atribuídos em função do maior número de respostas correctas e da rapidez em acertar as pessoas caricaturadas. Ou seja, o primeiro concorrente a acertar todos os caricaturados, será o vencedor. Caso ninguém acerte o nome dos 20 caricaturados será considerado vencedor o primeiro que acertar no maior número de caricaturados.

Bira Dantas e Tex

Os resultados públicos do concurso serão dados a conhecer aqui mesmo no blogue do Tex logo após o findar do concurso. O vencedor terá que enviar (para o e-mail josebenfica@hotmail.com) no prazo de 4 dias, após a afixação do resultado final, uma sua fotografia de boa qualidade que sirva de base para Bira Dantas o poder caricaturar ao lado do Ranger. Caricatura essa que poderá demorar até 30 dias a ser enviada por e-mail para o vencedor do concurso.

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TEX SEM FRONTEIRAS: “As melhores aventuras de Tex”

abril 23, 2014

Por G. G. Carsan*

TEX SEM FRONTEIRAS

“As melhores aventuras de Tex”.

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Meus amigos texianos,
Os leitores de Tex que se manifestam nas redes sociais tem opinado cada vez mais sobre as aventuras taxando-as de boas, regulares e ruins, infelizmente com as boas sendo bem raras actualmente, e quando o são, ainda assim com críticas das mais diversas. Já houve quem dissesse que após o Tex 400 as boas aventuras são contadas nos dedos de uma mão.

É preciso entender que até o número 300, que seria um divisor de águas mediano da colecção principal, aconteceram as aventuras que trataram de todas as temáticas do Velho Oeste – com ênfase para questões envolvendo propriedades, assaltos, tráfico de armas, índios, vingança, monopólio, ferrovias, soldados, guerra, etc. A ocupação foi realizada, os índios foram mortos ou dominados, as grandes quadrilhas desapareceram e teve fim o ciclo de ocupação do Oeste americano e consequentemente o fim do faroeste.

O que a Sergio Bonelli Editore poderia/deveria fazer? Parar a publicação carro-chefe? Deixar milhares de clientes sem as aventuras do maior ídolo italiano dos quadradinhos? Será que o leitor queria isso? Não, não queria. E a saída foi continuar criando aventuras da mesma época, apostando em roteiros que buscassem algum ineditismo e outros entrando em partes e pontos de enredos já publicados, mas que deixaram espaço para desenvolver novas tramas. Por exemplo, em Tex 470 – Dez Anos Depois tem-se algumas personagens e temática coligada da aventura de Tex 95 – Terra Prometida, com uma diferença entre ambas de 30 anos. Esse resgate torna-se cada vez mais necessário e na verdade cansaremos de ver antigas personagens voltando em continuações actuais ou em flashbacks.


De vez em quando nos deparamos com uma aventura e parece que já lemos algo muito parecido. Ora, não tem como ser diferente. Os locais, as cidades, o modo de vida da população branca e indígena, os causos, tudo é repetitivo e comum a todo o período que vai de 1860 a 1890, e o que muda basicamente é o modus operandi das personagens. Os argumentistas precisam estudar muito os costumes e acções, ler e ver filmes de época para encontrar novas formas de contar as mesmas coisas. Tudo isso sem desvirtuar a personagem. Não é fácil, mas eles têm feito quase o melhor possível.

Ainda faltam ser contadas as aventuras que seriam os primeiros encontros de Tex com o chefe Apache Coshise e de Tex com o general Davis, que seriam factos de flashbacks. Talvez retornem os grandes vilões que podem ter deixado filhos e irmãos vingativos. É possível que tenhamos a volta de Lupe, a bela e afoita mexicana que estrelou uma aventura dos primórdios de Tex (Tex Coleção 11), antes do herói se casar com Lilyth e podemos ter, inclusive, boas surpresas. São dadas como certas as reaparições de Mefisto e do seu filho Yama, em novas tramas electrizantes e muitos nem conseguirão mais dormir até que sejam publicadas.

Os desfechos, epílogos, fins estão cada vez mais distintos dos de antigamente e alguns leitores aproveitam para reclamar. Com alguma razão. Os escritores realizam conclusões justamente fugindo do cliché duelo, perseguição seguida de morte, para nos trazer factos novos. É preciso inovar a todo custo. Por isso a forma como Tex age, o entendimento que às vezes ocorre no final é justamente para apresentar algo diferente. Todavia, principalmente com grandes antagonistas é preciso fazer bem feito para evitar um epílogo tão chinfrim como ocorreu com a terceira aventura do Tigre Negro, que não agradou porque não foi Tex a eliminá-lo. Um antagonista do quilate do Tigre Negro precisa ser bem valorizado. Mas o Tigre Negro morreu realmente?

Por isso digo que os argumentistas do Tex estão se saindo até bem, escrevendo várias aventuras ao mesmo tempo para atender a mais de dez desenhadores e manter a boa qualidade que temos assistido. Mas poderiam melhorar se tivessem menos trabalho – fica a dica para os editores. Outra sugestão é que Tex possa sair mais do eixo Arizona-Texas e frequente mais o Alabama, o Kansas, o Missouri, o Arkansas, o Nebraska, o Kentucky, e possa adentrar em factos históricos regionais, que misturados com ficção ficam óptimos, sem esquecer que Tex precisa mostrar serviço com os revólveres, dar mais socos em bandidos, em xerifes, em militares metidos a besta e fazer aqueles interrogatórios que levantam toda a torcida, isto é, trazer nos enredos os jogos de cena que imortalizaram o faroeste. Tex tem perdido essas características – cada vez mais. Tudo bem que essas são actividades-meios na história, mas faz um bem danado e serviu de base para a personagem se tornar tão famosa e querida.


Esta minha intervenção é para dizer, concluindo, que precisamos melhorar, e que os leitores que enxergam tanta negatividade nas aventuras engrossem o coro pela volta das pancadas e tiroteios. Afirmar que continuo com o mesmo desejo pelas aventuras e que ao ler uma nova fico feliz como nos tempos de adolescente, mas sempre esperamos mais, aquela aventura que nos surpreenda. Procuro ver, entender, captar, que realmente, o que nos move é o sucesso da justiça, o carácter, o modo Tex de agir. Tex só continua firme e forte porque manteve uma fórmula rígida de seguir, conservadora, e não foi mudando com os modismos e com as milhares de opiniões que surgiram ao longo do tempo e certamente teriam decretado o seu fim.

Existe o ranking das melhores aventuras de Tex de todos os tempos, o famoso Top Ten, realmente histórias inesquecíveis que lemos, relemos, indicamos, comentamos, que já fizeram a nossa cabeça – e ainda fazem, mas representam o passado. As melhores aventuras de Tex serão as próximas que vamos ler, inéditas, que vêm para controlar a pressão, a ansiedade e trazer um pouco de lazer e felicidade, com as nossas cartas assinadas por coleccionadores anónimos ou conhecidos, com as 110 páginas que nos movimentam. As inéditas, quando atrasam um pouco, todo mundo entra em parafuso como se faltasse o calmante. O vírus ataca… São elas que nos mantêm vivos, fortes, esperançosos, que nos levam à banca… sem elas, acaba o mundo. Por favor, aumentem a dosagem.
Adios, amigos!
G. G. Carsan

* G.G.Carsan, 49 anos, paraibano, fã, coleccionador e divulgador, começou aos 7 anos a ler Tex e nunca mais parou. Realizou 6 exposições em João Pessoa, escreveu várias aventuras para Tex (algumas publicadas na Internet), palestras em vários Estados e plateias e dois livros sobre a personagem no Brasil.

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Entrevista com o fã e coleccionador: Valderi Neitzke

abril 22, 2014

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Valderi Neitzke: Bom, antes devo avisar que, se alguém quiser conhecer o Valderí coleccionador, favor pular para a 2ª pergunta, agora, se alguém quiser conhecer um pouco sobre a minha pessoa, minha vivência e história e esteja disposto a perder alguns minutos para me conhecer um pouco melhor, favor continuar lendo, bom, sou o 3º de sete filhos, nasci no dia 24 de Julho de 1976 na localidade chamada Sede Flores, pertencente à pequena cidade de Guaraciaba, com 10.000 habitantes, no Estado vizinho de Santa Catarina, mas morei lá somente até os 4 anos de idade, quando os meus pais decidiram deixar a vida do campo e fomos morar em uma cidade vizinha menor ainda chamada Guarujá do Sul, a minha mãe era dona de casa e o meu pai aprendeu o ofício de carpinteiro e pedreiro.
Meu primeiro trabalho de carteira assinada foi no sector de acabamento e pintura em uma fábrica de móveis, lembro que fiquei muito feliz por ter finalmente conseguido um emprego fixo, ter um trabalho como esse naquela cidade pequena era um orgulho para qualquer um. Nesta época fiz um curso de técnico em contabilidade, e em 1994, aos 17 anos, fui embora para Tocantins em busca de melhores oportunidades, fui morar na cidade de Gurupi e consegui trabalho em um escritório de advocacia e contabilidade, eu era office-boy, praticamente só fazia serviços de banco e de vez em quando ajudava no trabalho interno, como lançar as notas dos clientes nos livros diários, entre outras coisas, mas fiquei lá por apenas um ano, quando o meu irmão me convidou para juntos abrirmos uma escola de informática, então viemos para o Rio Grande do Sul, na cidade de Carazinho, foi a primeira vez que pisei os pés neste belo Estado, terra natal dos meus pais, aos 19 anos de idade.
Com o passar do tempo, já estávamos em quatro irmãos trabalhando na escola, a procura por cursos era muito grande, e resolvemos expandir a escola para outras cidades, nos tornamos uma das mas conceituadas escolas de informática da região, mas como na vida tudo cansa, aos poucos cada um foi deixando esse ofício de lado, seguindo um rumo diferente.
Em 2005 formei-me no curso de Sistemas de Informação, trabalhei por conta própria no desenvolvimento de softwares para empresas de pequeno e médio porte, foi quando percebi finalmente ter encontrado a coisa certa para fazer na minha vida, que é desenvolver sistemas, afinal, há um ditado que diz: “Procure trabalhar em algo que goste de fazer, pois depois que encontrar, nunca mais vai precisar “trabalhar” na vida…”, ou seja, depois que conseguir trabalhar em algo que você goste de fazer, o trabalho passará a ser prazeroso.
Em 2006 trabalhei no sector de TI em um grande escritório de contabilidade, desenvolvendo os sistemas internos da empresa, e em 2007 tive a oportunidade de vir trabalhar aqui na cidade de São Leopoldo – RS, em uma grande empresa de desenvolvimento de softwares para a área académica (www.gvdasa.com.br), onde estou até hoje.

Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada?
Valderi Neitzke:
Diferentemente da maioria absoluta das crianças cujo primeiro contacto com BDs são, normalmente, com personagens infantis, da Disney principalmente, e aqui no Brasil podemos citar mais especificamente as personagens do Mauricio de Souza, tais como Mônica, Cebolinha, Chico Bento (que desta linha, sempre foi o meu preferido quando criança), etc… meu primeiro contacto com a banda desenhada, por incrível que pareça foi com Tex, eu tinha apenas 5 anos de idade quando morava na pequena cidade de Guarujá do Sul – SC, estava eu andando na rua quando, ao passar por uma casa, vi uma revista num monte de lixo, estava toda molhada e suja de erva-mate, essa foi, realmente, a primeira vez que tive contacto com uma revista de banda desenhada, e na época nem fazia ideia do que se tratava aquela espécie de livro cheio de quadrados em preto e branco com uns balõezinhos cheio de letras, eu ainda nem sequer sabia ler, mas a curiosidade era tanta que peguei aquela revista, levei para casa, deixei secar, tirei o grosso da sujeira e passei diariamente a folhear aquela revista, interpretando, apenas pelas imagens, a história que se desenrolava naquele “livro”, não tinha a capa e a contra-capa, e nem as primeiras folhas, começava a partir da página 7, ficava imaginando o que as personagens falavam, eu olhei tantas vezes aquela revista que cheguei a decorar os detalhes de cada quadradinho, mais tarde fui saber que se tratava da edição nº 140 (Tucson), tempos depois, quando consegui a mesma edição em perfeitas condições, infelizmente, acabei me desfazendo desta edição que havia encontrado no lixo, não lembro se joguei fora ou dei para alguém, hoje talvez seria a maior relíquia de valor sentimental que eu teria em minha colecção, estaria disposto até em pagar uma pequena fortuna para tê-la novamente em minhas mãos.
Bom, voltando um pouco, a segunda revista que chegou em minhas mãos foi o número 1 de Zagor da editora Vecchi, também estava sem a capa e sem as primeiras páginas, já estava aprendendo a ler, e confesso para vocês que, quando criança eu me identificava mais com esta personagem, talvez por contar a história de uma criança que teve os seus pais mortos, o juramento que ele fez de vingar a morte deles junto às cruzes, a vingança concretizada, a forma como conheceu os Sullivan, a primeira vez que usou aquela roupa que se tornou a marca dele, a primeira grande aparição no conselho dos índios, enfim, no início estava claro que Zagor era a minha personagem favorita, até parecido com o garoto eu achava que era (rsrsrs).
Bom, passado algum tempo chegou até minhas mãos a segunda revista do Tex, consegui do pai de um amigo meu e tratava-se da edição nº 42 (A Caverna do Vale dos Gigantes), também não tinha a capa e 1ª folha, depois consegui os números 123 (Dakotas) e 124 (Mesa dos Esqueletos) de um primo. Por um bom tempo, minha colecção de Tex ficou estagnada apenas nestas 4 edições e mais a edição solitária de Zagor, a minha cidade era tão pequena que nem banca existia, e não conhecia nenhum coleccionador de Tex/Zagor na cidade que pudesse pedir emprestado algumas edições para ler, por outro lado, já possuía várias edições da Disney e do Maurício de Souza, pois destas, meus colegas de escola e demais amigos tinham aos montes, então, acabava trocando meus brinquedos pelas revistas, lembro de um skate velho que eu tinha e que troquei por algumas revistas da Disney com um amigo, e, com o tempo, minha colecção foi aumentando cada vez mais, trocava meus brinquedos por qualquer tipo de revista de banda desenhada, sendo aos quadradinhos era o que importava, com o passar do tempo, a minha colecção era enriquecida também com outras personagens, como as BDs da Hanna Barbera, Conan, Recruta Zero, entre outros…

Quando descobriu Tex?
Valderi Neitzke: Como falei na resposta à questão anterior, a minha paixão por Tex nasceu quando encontrei aquele número em um monte de lixo, depois de ter ficado algum tempo curtindo outras personagens aos quadradinhos, aos 9 anos aconteceu uma coisa que fez despertar novamente em mim a paixão que tinha por Tex, um colega meu chamado Alessandro, e que não gostava muito da leitura, havia ganho do irmão dele algumas edições de Tex, ofereceu-me as mesmas por uma certa quantia que não me recordo, na época eu era jornaleiro, lembro que, por alguns meses tive que dar metade do meu salário para pagar essa dívida, bom, os números eram aleatórios do número 3 ao 105, todos em estado impecável, eram em torno de umas 30 edições da 1ª e 2ª edição e foi um belo “up” em minha colecção.
Entre estas edições havia o nº 100 (Aventura em Utah), nas últimas páginas desta edição há uma lista com todos os números de Tex publicados pela Editora Vecchi desde o número 1, como ainda faltava em minha colecção mais de 60 números até o 100, ficava olhando as capas das que eu não tinha, imaginando e desejando possuí-las, muitas vezes até sonhava que as tinha em minhas mãos, gostava de ver os classificados que haviam nas revistas, de coleccionadores que estavam disponibilizando para venda alguns números de Tex que eu não possuía, cheguei muitas vezes a escrever para alguns perguntando se ainda as tinha, claro que nunca obtive resposta, pois os números contendo estes classificados haviam sido publicados muitos anos antes, só para vocês terem uma pequena noção do quão “Texmaníaco” eu sou.
Algum tempo depois, descobri na minha cidade outros dois coleccionadores das antigas, os dois eram alguns anos mais velhos do que eu e haviam parado com suas colecções havia muito tempo, ambas estavam incompletas, foi difícil mas consegui convencê-los a vendê-las para mim, infelizmente só vendiam se fossem todas, então acabei ficando com várias edições repetidas, mas mesmo assim, fiquei muito feliz por ter conseguido agregar muitas revistas inéditas em minha colecção, além do mais, todas estavam em óptimo estado de conservação, os números variavam entre 1 e 150, os números mais baixos eram da 2ª edição e os últimos eram da 1ª edição, mas eu não me importava com isso inicialmente, queria a todo custo completar a minha colecção sem fazer distinção entre a 1ª e 2ª edição.
Passei muitos e muitos finais de semana enfiado dentro de casa lendo e relendo os meus Tex, gostava de colocar no assoalho do meu quarto, um ao lado do outro, todos os gibis de Tex por ordem de número, sabia cada detalhe de cada capa, gostava de criar estatísticas do que eu via, quantas vezes Tex aparecia de camisa amarela, azul e vermelha, quais as capas em que ele aparecia sozinho ou com alguns dos pards, quantas vezes aparecia com roupa rasgada, com chapéu e sem chapéu, montado no cavalo, quantas ocorrências de uma determinada palavra ocorriam nos títulos, como “vingança” por exemplo, entre outras maluquices.
Foi quando trabalhava como jornaleiro (sim, fui jornaleiro, daqueles que iam de casa em casa entregar o jornal aos assinantes) que comprei a minha primeira edição de Tex novinha em folha na primeira banca que abriu na cidade, era a edição 206 (Fuga de Anderville), devido à banca ser bem modesta, as edições de Tex apareciam esporadicamente, então não conseguia manter uma regularidade na compra dos números novos.
Quando eu tinha 13 anos, veio morar em minha cidade aquele que se tornaria um de meus melhores amigos de infância e parceiro na arte de coleccionar banda desenhada, principalmente Tex, ele chamava-se Jair, tinha a minha idade, foi ele quem me deu de presente o número 32 de Zagor da Editora Vecchi (O Monstro da Lagoa), o que me fez despertar novamente o desejo de coleccionar também esta personagem, passávamos horas e horas lendo e discutindo o tema principal, que obviamente era Tex e Zagor.
Nessa mesma época, começou a aparecer em uma pequena sapataria de minha cidade, grupos de 3 revistas embaladas em um plástico para venda, cada pacote continha edições de uma mesma personagem ou de personagens diferentes, tais como Tex, Zagor, Histórias do Faroeste, Akim, Carabina Slim, Mister No, Martim Mystere, entre outros, a cada semana tinha um pacote diferente para venda, mais tarde vim a descobrir que se tratava dos números do acervo do próprio proprietário da sapataria, que estava se desfazendo aos poucos da colecção, e como na cidade os únicos coleccionadores acredito que eram eu e o amigo Jair mencionado acima, sempre havia uma disputa entre nós dois para ver quem teria a sorte de chegar na sapataria e ver disponível para venda mais um pacote de revistas. Ao final, vi aumentar consideravelmente a minha colecção graças às edições que aquele sapateiro colocou à venda, nesta altura acho que eu já deveria possuir em torno de uns 500 números em meu acervo, contando todos as personagens.
Lembro que, quando mudei-me para Tocantins, deixei as minhas revistas encaixotadas na casa de meus pais, foi muito difícil ficar longe da minha colecção, e uma forma de matar a saudade era lembrar o número e o título de cada uma das edições, isso mesmo pards, eu era tão fanático por Tex que teve uma época em que eu sabia de cor o título de todas as edições, bastava que alguém me falasse o número que eu, de bate-pronto já dizia o título daquele número. Quando ligava para a minha mãe, antes de perguntar como estava a família eu perguntava: “Como está a minha coleção, tá bem cuidada…?”, e ela sempre dizia: “Sim, sim meu filho, está fechadinha na caixa, do mesmo jeito que tu deixaste”, deixei lacrada porque nenhum dos meus irmãos nunca demonstrou interesse nenhum na leitura de banda desenhada, infelizmente.
Lembro muito bem quando e como consegui o tão sonhado número 1 de Tex, em 1998, eu e um de meus irmãos tínhamos ido em uma caravana para São Paulo, para acompanhar uma feira na área de informática, muito conhecida na época chamada Fenasoft, bem, um dia resolvi dar uma volta nos arredores do Hotel, cheguei a uma pequena banca, essas pequenas de esquina, havia vários montes de Tex para venda, e, para minha surpresa, a última revista de um dos montes era justamente a número 1, em perfeito estado, tudo bem que não era da 1ª edição, mas fiquei muito feliz, ainda mais porque paguei a bagatela de R$ 1,00 (um real) apenas.
Lembro-me muito bem do ano de 1999, pois foi quando completei a minha colecção normal de Tex, vim para Porto Alegre fazer um curso, fiquei em um hotel e como o curso era de 3 horas diárias, passava o resto do tempo visitando todos os sebos (alfarrabistas) que podia ali pela região do Mercado Público, nos 3 dias em que durou o curso, não só fechei a colecção de Tex como também a de Zagor, na época havia prateleiras e mais prateleiras de Tex, Zagor & Companhia e os preços das revistas eram bem acessíveis, diferentemente de hoje em dia, pois nos mesmos sebos que visitava na época, hoje, há pouquíssimos exemplares disponíveis, sem falar do preço, que é muito alto.

Porquê esta paixão por Tex?
Valderi Neitzke: Não sei ao certo, talvez por ter sido justamente com Tex o meu primeiro contacto com BDs, e como sempre tive o hábito de coleccionar tudo o que aparecesse, álbuns de cromos de campeonatos de futebol, animais e carros, cromos de chicletes, tampas de garrafas, enfim, tudo o que representasse uma sequência e que indicava uma “colecção”, eu procurava coleccionar, com Tex, claro, não foi diferente, levei anos para completar a minha colecção, mas hoje, posso dizer que sou um coleccionador realizado, tenho a 2ª edição, do nº 1 ao 149 completa, e da 1ª edição, só me faltam os números 3 (A Batalha de Silver Bell) e 8 (Horda Selvagem), mas creio que logo logo estarei com esta completa também. E como não se apaixonar por esta fantástica personagem, Tex tem sido meu fiel amigo, aliado, companheiro de tantas aventuras por mais de 30 anos, em alguns momentos deste longo companheirismo estivemos um pouco distantes, é verdade, mas apenas fisicamente, pois Tex nunca saiu do meu pensamento, e sempre que estou triste, desanimado, passando por algum problema, basta ler uma aventura de Tex que meu ânimo se renova e os problemas parecem desaparecer por um momento.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Valderi Neitzke: Muitas coisas, a começar que ele não tem super-poderes como tantos outros heróis aos quadradinhos, mas mesmo assim, com a sua mira inigualável, bota pavor em todos os criminosos e foras-da-lei, e uma coisa que dá um toque especial nas aventuras é o senso de humor de Tex e seus pards que sempre está presente, outra qualidade de Tex é a simplicidade, pois mesmo sendo Ranger, prefere estar na sua aldeia navajo, junto ao seu povo, e, finalmente, pelas aventuras se ambientarem no velho Oeste americano, muitas vezes mostrando alguns episódios históricos dos EUA levando até os leitores um pouco de cultura da época.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Valderi Neitzke: Bom, na verdade colecciono as mais diversas personagens, dos mais diversos géneros, seja de faroeste ou não, e que já passaram por diversas editoras aqui no Brasil, tais como: Tex, Zagor e Ken Parker, que são os mais importantes, em especial o primeiro, além de Akim, Carabina Slim, Zorro, Jonah Hex, Chacal, Mister No, Martin Mystère, Dylan Dog, Dampyr, Julia, Chet, Sobrenatural, Skorpio, Spektro, Histórias do Além, Pesadelo, Blueberry, Buck Jones, Coleção Reis do Faroeste, Aventura e Ficção, Série Graphics Novel, Histórias do Faroeste, A História do Oeste, Epopeia Tri, Kripta, Calafrio, Mestres do Terror, Conan, Diabolik, Flash Gordon, Histórias de Assombração, Mad, Tarzan, Korak, Lazarus Ledd, Magico Vento, Cripta do Terror, Eureka, Texas Kid, Tex-Tone, Giddap Joe, Judas, Audax, Nathan Never, Nick Holmes, Nick Raider, O Pequeno Sheriff, Turok, Storm, algumas personagens Disney como Zé Carioca (principalmente) Pato Donald e Mickey, Recruta Zero, entre outras personagens de menos expressão, e não, turma da Mônica deixei de coleccionar quando criança ainda (rsrsrsr), bom, se contar todas os personagens, hoje seriam em torno de 6.000 exemplares.
Mas se o foco é Tex, entre nacionais e estrangeiras tenho um total exacto de 1577 edições, incluindo os livros, edições especiais e o álbum de cromos, sendo:
Nacionais:
Tex (1ª edição) – Ed. Vecchi/Rio Gráfica/Globo/Mythos = 531
Tex (2ª edição) – Ed. Vecchi/Rio Gráfica/Globo = 150
Tex Coleção – Ed. Globo/Mythos = 350
Tex Edição Especial (Gigante) – Ed. Globo = 5
Tex Edição Gigante – Ed. Mythos = 28
Tex Edição Histórica – Globo/Mythos = 87
Tex Ouro – Ed. Mythos = 70
Tex Almanaque – Ed. Mythos = 45
Tex Anual – Ed. Mythos = 15
Tex grandes clássicos – Ed. Mythos = 30
Tex Edição Especial Colorida – Ed. Globo = 6
Tex Edição Especial Colorida – Ed. Mythos = 2
Tex em cores – Ed. Mythos = 18
Tex e os Aventureiros – Ed. Mythos = 6
Tex – Almanaque do Faroeste (capa verde) – Ed. Globo = 1
Tex – Edição Comemorativa de Meio Século de Aventuras no Brasil – Opera Graphica = 1
Tex – O Idolo de Cristal – Ed. Vecchi = 1
Tex – O Oeste Segundo Civitelli – Ed. Mythos = 1
Tex Especial 60 Anos – Ed. Mythos = 1
Tex Especial Civitelli – Ed. Mythos = 1
Tex Especial de Férias – Ed. Mythos = 11
Tex Minissérie – Mercadores de Morte – Ed. Mythos = 2
Tex Minissérie – O Retorno de Mefisto – Ed. Mythos = 2
Tex Minissérie – O Veneno do Cobra – Ed. Mythos = 2
Tex Willer – A História da Minha Vida (Livro) – Mythos Books = 1
O Meu Tex – A Balada do Oeste – Ed. Mythos = 1
Álbum de figurinhas – Ed. Vecchi (Fac Simile)
Importadas:
Tex Série regular Italiana – Sergio Bonelli Editore = 34
Tex Nuova Ristampa – Sergio Bonelli Editore = 3
La Ristampa di Tex Speciale – Sergio Bonelli Editore = 2
Collezione Storica a Colori – Sergio Bonelli Editore = 5
Fax – Palle In Canna – Editora Zero Press = 1
Tex Albo Speciale – Sergio Bonelli Editore = 1
E mais 162 Tex repetidos (1ª e 2ª edição)
Quanto a mais importante, são diversas as que tenho um carinho especial, tem a edição Almanaque do Faroeste, de capa verde, tem a edição especial de capa dura “O Ídolo de Cristal”, as primeiras edições a cores da Ed. Globo, por serem as precursoras, as edições de nº 40 a 42 e as edições de 140 a 142, ambas da série normal, por serem estas as histórias em que conheci Tex e por serem as que mais li, tem também o magnífico exemplar “O Meu Tex – A Balada do Oeste”, de Civitelli e Verger.
Mas talvez a mais importante seja a nº 1 de Tex da 1ª edição (O Signo da Serpente) devido à grande importância que o número representa para todo coleccionador e também devido às circunstâncias em que a mesma chegou até minhas mãos, estava eu percorrendo os sebos da região até chegar a um na cidade de Canoas, pertinho da minha cidade, quando, conversando com o proprietário, o mesmo me disse que possuía o nº 1, detalhe, ele não era coleccionador de Tex, quase enfartei na hora, perguntei se podia olhá-la, e ele respondeu: “Claro!”, não acreditei quando a peguei em minhas mãos, eu tenho dois exemplares da nº 1, mas são da 2ª edição, que saiu alguns anos após a primeira, mas quando você possui ou acaba de adquirir um exemplar de numeração baixa da 1ª edição, isso tem outro significado, ainda mais em se tratando do raríssimo número 1, os pards que estão lendo sabem do que estou falando, então meus olhos brilharam quando a peguei em minhas mãos, não faltava nenhuma página, porém, estava em péssimo estado de conservação, as traças haviam feito um bom estrago, perguntei se estava à venda, crente que a resposta seria não, mas por ele me considerar um assíduo cliente, acreditem, ele deu-me de presente, antes que ele mudasse de ideia, agarrei-a firme em minhas mãos, paguei as revistas que havia comprado e saí rapidamente, hoje ela tem um lugar privilegiado em minha estante.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Valderi Neitzke: Eu tento coleccionar tudo que consigo e que diz respeito a Tex, livros, marcadores de páginas, posteres, possuo também algumas estatuetas da Hachette, tenho também todas as edições especiais que saíram no Brasil, inclusive o álbum de capa dura “O Ídolo de Cristal”, tenho 4 mini-tex desenhados por quatro mestres espanhóis (Jordi Bernet, Alfonso Font, José Ortiz e Victor de la Fuente), um Fac Simile do álbum de figurinhas, mas ainda pretendo adquirir o original, possuo também uma fita VHS original do filme Tex e o Senhor do Abismo e uma cópia em DVD do mesmo.
Gostaria de ter mais objectos coleccionáveis nacionais e importados, infelizmente não tenho filhos, e minha esposa não me dá muito apoio, chega a ficar com a cara enfurecida cada vez que chego em casa com um exemplar novo em mãos, vejo aqui mesmo, em outras entrevistas, que as esposas de alguns dos pards também lêem e adoram Tex, então fico um pouco chateado com isso, pois se eu tivesse alguém que me apoiasse, acredito que minha colecção seria muito maior.
Como podem ver nas fotos, a minha estante está abarrotada, não tem mais lugar nem mesmo em cima, tenho que organizar o quarto e mandar fazer um armário novo, pretendo fazer isso ainda este ano, e quando o fizer, tenho certeza que vou comprar uma briga feia com ela, mas confesso que sentirei muita falta dela (a esposa), caso chegue a um ponto em que ela peça para que eu escolha entre a minha colecção e ela (rsrsrs).

Qual o objecto Tex que mais gostava de possuir?
Valderi Neitzke: Além dos números 3 e 8 de Tex que ainda faltam em minha colecção, gostaria de ter a colecção completa das estatuetas da Hachette, se não me engano são 40 estatuetas e actualmente possuo apenas 7 destas. Quando criança, além de ler as aventuras de Tex & companhia, outro hobby que gostava muito era montar puzzles, então, para juntar os meus dois principais hobbies, outro item que gostaria muito de adquirir são os puzzles de Tex lançados pela Mondadori na Itália, queria muito as versões com 1.000 peças, o problema é o preço que é muito salgado, quem sabe um dia…

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Valderi Neitzke: Não posso citar apenas uma pois acho que seria injusto, então cito Tex nº 9 (O Louco do Deserto), Tex nº 15 (Traição na Trilha do Ouro), nº 36 (A Fabulosa Cidade de Ouro), nº 39 (A Batalha dos Vingadores), a sequência de Tex nºs 43, 44 e 45 (Juramento de Vingança, Vingança com Dinamite e Um Carrasco para os Tubarões, respectivamente), a história publicada em Tex nºs 79 e 80 (Os Filhos da Noite e A Aldeia da Morte), nº 112 (El Muerto), nº 124 (Mesa dos Esqueletos), nº 236 (O Navio do Deserto) além de todas as que aparecem Mefisto, Yama e El Morisco por gostar muito do género sobrenatural/terror.
Argumentista sem dúvida nenhuma Gian Luigi Bonelli, e desenhador sempre tive um apreço muito grande por Guglielmo Lettèri, talvez devido ao Tex nº 140 (Tucson) ter sido desenhado por ele e por ter sido o meu primeiro Tex, tendo lido e relido dezenas de vezes, em segundo lugar o grande Galep, e contemporaneamente os meus preferidos são Claudio Nizzi como argumentista, Claudio Villa e Fabio Civitelli como desenhadores.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Valderi Neitzke: Acredito que o ambiente, a época onde as aventuras se desenrolam, aliado ao facto de Tex ser um grande protector dos índios (a quem admiro por demais a sua história) é o que mais me agradam, além disso, o que me agrada também na personagem é o seu senso de justiça e os famosos sopapos nos criminosos para arrancar-lhes a verdade, e Tex sabia como ninguém, fazer bom uso deste artifício, já o que menos me agrada são duas coisas, quanto à personagem em si, nunca rola nenhum romance para valer entre o herói e algumas das muitas garotas que já apareceram nas histórias, acho que neste aspecto ele precisa aprender um pouco com Zagor (rsrsrs), brincadeirinha, sei que ele é muito fiel à Lilyth, mesmo depois da morte da amada, mas um pouco de romance não faria mal a ele, já que ainda é jovem, quanto à revista em si, sei que pode ser um pouco complicado, mas gostaria que as histórias não terminassem no meio de uma revista, a história poderia ser dividida em quantos números fosse necessários, porém, que cada nova história começasse sempre no início da revista.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Valderi Neitzke: Acredito que a sua longevidade é algo admirável, pois geração após geração, sobrevivendo a várias transições de editoras, lá na banca está o nosso glorioso herói, pronto para saciar a fome de leitura e curiosidade de seus antigos e assíduos fãs, conquistar novos adeptos, e, quem sabe, resgatar aqueles leitores, que por algum motivo, deixaram de ler as suas aventuras.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Valderi Neitzke: Conheci poucos coleccionadores pessoalmente, mas agora que estou passando a acompanhar mais os sites e blogues sobre o assunto, pretendo conhecer e estreitar laços com outros coleccionadores, inclusive o pard Neimar Nunes, que já respondeu aqui mesmo a uma entrevista, conheci em um blogue, foi ele inclusive quem me indicou para dar esta entrevista para o blogue português do Tex, quero aproveitar e já mandar um grande abraço ao amigo Neimar e também para você, José Carlos, pela oportunidade concedida.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Valderi Neitzke: Em minha humilde opinião, nunca Tex esteve em tão boas mãos como está agora com a Mythos, o fã encontra nas prateleiras exemplares belíssimos e de qualidade, além de ser a editora que vem publicando as aventuras de nosso herói há mais tempo do que as outras, e merece o nosso respeito, vejo ainda uma vida bastante duradoura de Tex aqui no Brasil, somos o segundo país que mais vende revistas da personagem italiana em todo o mundo, só ficando mesmo atrás da Itália, onde sempre foi, e ainda é um fenómeno de vendas, embora uma boa parcela dos coleccionadores já tem uma certa idade, portanto, logo logo estarão galopando nas pradarias do céu, Tex vem conquistando muitos fãs novos, prova disso são algumas das outras entrevistas em que li neste blogue, são vários jovens que também acompanham o nosso Ranger, então, acredito mesmo que Tex terá uma vida muito longa e estou crente que terei um encontro com Tex todo mês nas bancas até o fim dos meus dias.
Quero também frisar aqui, assim como outros entrevistados já o fizeram, a importância de alguns coleccionadores e divulgadores de Tex, tais como G.G. Carsan, Adriano Rainho e Gervásio, nenhum destes tive o prazer de conhecer pessoalmente, já fui várias vezes na loja TexBr em Sapucaia do Sul, que fica a uns 5 km apenas de onde moro, comprar algumas revistas, porém, em nenhuma das vezes encontrei o Gervásio por lá, o Rainho é um Senhor coleccionador de Tex, sendo talvez a  maior referência aqui no Brasil no que se refere ao Ranger,  inclusive, já negociei com ele dezenas de exemplares de Tex, Akim, entre outros, enfim, todos estes, assim como outros divulgadores no Brasil inteiro merecem o nosso respeito e admiração, pois estão engajados no mesmo intuito de conglomerar os fâs de Tex e buscar novos adeptos do nosso herói.
Quero concluir essa entrevista, desculpando-me por agumas respostas exageradamente longas, e agradecendo mais uma vez ao pard português José Carlos, também grande divulgador de Tex pelo mundo.
Vida longa a Tex e seus pards.

Prezado pard Valderi Neitzke, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

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As Leituras do Pedro: Tex Ouro #67: Ópio!

abril 21, 2014

As Leituras do Pedro*

Tex Ouro #67: Ópio!
Claudio Nizzi
(argumento)
Andrea Venturi (desenho)
Mythos Editora
Brasil, Julho de 2013
135 x 175 mm, 160 p., pb, brochado
R$ 16,40 / 8,00 €

Depois de J. Kendall #104: Sem remorsos volto (ainda) mais uma vez, fortuitamente, sem o ter agendado, à questão da construção das histórias.

Desta vez, para responder à pergunta que, possivelmente, muitos leitores de BD já (se) colocaram: quando inicia o seu trabalho, o argumentista sabe como vai conduzir a narrativa até ao final em que pensou?

A resposta – uma das respostas possíveis – já a seguir.


Frequentemente leio entrevistas em que os autores afirmam que durante o processo criativo foram introduzindo alterações – por vezes significativas – em relação à ideia original.
Isso, possivelmente, será mais frequente quando quem escreve o faz para mais de um desenhador em simultâneo ou quando o tempo expectável entre o início do desenho da história e o seu término é longo. É o caso das edições da casa Bonelli, cujas aventuras de mais de uma centena de pranchas levam vários meses a ser desenhadas.

Nalguns casos – atrevo-me a escrever quase sempre – raramente os desenhadores recebem de uma só vez o argumento. Dessa forma, apesar de haver uma ideia base definida, o argumentista, ao escrever o relato, poderá introduzir inflexões, novos desenvolvimentos e/ou personagens.
Mas – escrevo convictamente – poucas vezes tal terá sido tão notório (para mim, pelo menos) como no caso deste Ópio!, neste momento à venda em Portugal.


A trama é fácil de introduzir: um casal de actores ambulantes, responsável pela distribuição de ópio de cidade em cidade, mata o Ranger que os investiga, provocando a entrada em cena de Tex Willer e Kit Carson.
Em fuga, chegam a Montrose, onde apresentam o seu relatório ao chefe dos traficantes, um chinês sanguinário que tem contas a ajustar com a dupla de Rangers e que de imediato prepara uma armadilha para os fazer desaparecer. O confronto parece inevitável e a própria capa (anterior à conclusão da história?) aponta claramente para isso.

Só que entra então em cena (literalmente…) a mudança em relação à ideia original: um acontecimento inesperado tem lugar em palco durante a apresentação da companhia ambulante, o que leva a completa alteração dos planos. De Nizzi, do mandante da armadilha, dos responsáveis pelo tráfico.
O que faz com que a história, que ao western tradicional adiciona o envolvimento romântico de alguns dos protagonistas e um tom dramático adequado ao meio teatral em que maioritariamente decorre, prossiga por rumo claramente diverso.
Coerente e credível, face aos pressupostos iniciais? Sem dúvida.
Melhor ou pior do que o que estava inicialmente traçado? Nunca o saberemos.


*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro (http://asleiturasdopedro.blogspot.com/).

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A Páscoa de Ken Parker, por Silvio Raimundo

abril 20, 2014

A Páscoa de Ken Parker,
.
por Silvio Raimundo

Por José Carlos Francisco

O blogue português do Tex, deseja a todos os bonellianos que nos honram com a sua visita, uma Santa e Feliz Páscoa, publicando uma página INÉDITA de Ken Parker realizada (no formato A3) em exclusivo para o blogue do Tex, por Silvio Raimundo, para homenagear nesta Páscoa os criadores de Ken Parker: Giancarlo Berardi e Ivo Milazzo e com especial dedicatória para os Kenparkerianos João Guilherme, Lucas Pimenta e Júlio Schneider.

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