Tex Willer desenhado por Alexander Vachkov-Sash

abril 17, 2014

Tex desenhado por Alexander Vachkov-Sash

Por José Carlos Francisco

Apesar de Tex Willer não ser publicado na Bulgária, Alexander Vachkov-Sash, um conceituado desenhador búlgaro, é um grande fã e coleccionador de Tex Willer e tem como um dos maiores sonhos desenhar o nosso intrépido herói para a Sergio Bonelli Editore.

Alexander Vachkov-Sash, frequentador assíduo do blogue português do Tex, tem 45 anos e muita qualidade, inclusive para desenhar Tex como se comprova de seguida através da sequência em três partes de um magnífico desenho do Ranger que teve a gentileza de nos enviar e que espera que sejam apreciados pelos nossos leitores, mas também pelos responsáveis da Sergio Bonelli Editore que assiduamente visitam o nosso blogue.

Esboço de Tex a cavalo por Alexander Vachkov-Sash

Desenho a lápis de Tex a cavalo por Alexander Vachkov-Sash

Desenho finalizado de Tex a cavalo por Alexander Vachkov-Sash

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O Tesouro de Zeca no Sítio Internet da Sergio Bonelli Editore – Segunda parte

abril 16, 2014

O Tesouro de Zeca no Sítio Internet da
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Sergio Bonelli Editore - Segunda parte

[1] Artigo publicado no sítio Internet Sergio Bonelli Editore em 11 de Abril de 2014, por Luca Del Savio.

O TESOURO DE ZECA - SEGUNDA PARTE. Segundo encontro com a panorâmica da invejável galeria de desenhos originais de Tex que compõem a colecção do português José Carlos Francisco, popularmente conhecido por Zeca

O tesouro de Zeca! - Segunda parte

Segundo encontro com a panorâmica da invejável galeria de desenhos originais de Tex que compõem a colecção do português José Carlos Francisco, popularmente conhecido por Zeca!
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A popularidade do Ranger bonelliano não conhece fronteiras: vocês sabiam que um dos fãs mais fervorosos de Tex vive em Portugal? E sabiam que na sua casa de Anadia – uma pequena cidade situada 25 km a Norte de  Coimbra –, para além de um riquíssimo acervo de edições de Tex, possui também uma invejável colecção de desenhos originais que retratam Águia da Noite? Uma galeria crescente que José Carlos Pereira Francisco, para os amigos Zeca, quis compartilhar connosco e com os nossos leitores. Mais de setenta desenhos inéditos dos quais apresentamos o segundo “episódio”.

Para saberem mais sobre o Zeca e o Clube Tex Portugal recomendamos a leitura da entrevista publicada no artigo “O Tesouro de Zeca“, onde encontrarão também a primeira parte da galeria de desenhos originais.

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[1] (Artigo publicado originalmente no Sítio Internet Sergio Bonelli Editore, em 11 de Abril de 2014)Copyright: © 2014 Sergio Bonelli Editore & Luca Del Savio.

O Tesouro de Zeca - Segunda parte, no Sítio Internet da Sergio Bonelli Editore

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Collezione storica a colori nº 193 – Riverton Valley

abril 15, 2014

Tex nº 193RIVERTON VALLEY


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CLUBE TEX PORTUGAL traz PASQUALE DEL VECCHIO a PORTUGAL

abril 14, 2014

CLUBE TEX PORTUGAL traz
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PASQUALE DEL VECCHIO a PORTUGAL

Por José Carlos Francisco

*O neófito Clube Tex Portugal (foi criado em 10 de Agosto de 2013, por ocasião do 18º Salão Internacional de Banda Desenhada de Viseu, na presença de Andrea Venturi), único Clube em Portugal dedicado exclusivamente a um herói da BD, e o primeiro Clube oficial de Tex no mundo, trará o conceituado desenhador italiano PASQUALE DEL VECCHIO a Portugal.
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*O evento, a realizar, em Agosto, em plena capital da Bairrada, para além da presença do consagrado desenhador contará também com uma mostra pessoal do próprio PASQUALE DEL VECCHIO com a exposição de várias pranchas do seu (ainda inédito) Color Tex.
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Clube Tex Portugal traz Pasquale Del Vecchio a Portugal

Após os grandes sucessos ocorridos em Portugal com as várias exposições ligadas ao Tex (Os desenhadores dos Tex Gigantes, em 2005 no Salão de Viseu; A nova vaga de desenhadores de Tex, em 2007 no Salão de Moura; Os 60 anos de Tex, em 2008 no Festival da Amadora, Os 25 anos de Fabio Civitelli a desenhar Tex, em 2010 no Festival de Beja, As Cidades do Tex, em 2011 no Salão de Viseu, a antestreia mundial do Tex Gigante ”La cavalcata del morto e a exposição de homenagem a Sergio Bonelli, em 2012 no MAB Invicta realizado na cidade do Porto, a exposição dedicada ao Tex Gigante, “Os Pioneiros, em 2013 no Salão de Viseu) ocorridas nos últimos anos em Portugal e que contaram com a presença de Fabio Civitelli por 5 vezes (2007 em Moura, 2008 na Amadora, 2010 em Beja, 2011 em Viseu e 2012 no Porto), Marco Bianchini (Amadora 2008) e Andrea Venturi (2013 em Viseu), não esquecendo também a presença de Ivo Milazzo em 2011 no Festival de Beja onde estiveram expostas páginas originais do seu Tex Gigante, uma vez mais um autor ligado a Tex Willer, mas também com um glorioso passado no mundo dos fumetti, marca presença num evento português: PASQUALE DEL VECCHIO.

Sergio Bonelli Editore e Pasquale Del Vecchio brilharão em Anadia, no próximo mês de Agosto

Todos estes eventos mostram que Tex está na moda no nosso país  e provam que o Ranger continua também a arrastar muitos fãs, daí os principais eventos ligados à banda desenhada em Portugal continuarem a apostar na presença de autores ligados ao Tex e em exposições relacionadas com o mundo de Tex Willer e foi em Viseu, onde recorde-se uma vez mais, que toda a grande projecção que Tex tem em Portugal no presente começou, já que a edição de 2005 deu um grande destaque ao TEX WILLER, devido à personagem italiana ter sido o herói homenageado em virtude da mostra ”Tex – cowboy e pistoleiro – coleccionar a BD”, dedicada ao herói de papel, emblemático na BD italiana de aventuras, onde se pôde apreciar um panorama impressionante, tanto de edições raras como de peças de “merchandising”, que faziam parte duma das maiores colecções do mundo, pertencente ao coleccionador José Carlos Francisco, de Anadia (mostra essa repetida dois anos mais tarde em Moura), tendo Tex tido ainda uma outra exposição dedicada  a si: A exposição de pranchas de todos os desenhadores que até aquela data, tinham desenhado as edições gigantes de Tex Willer, chamadas na Itália de Texoni, nomes como José Ortiz, Joe Kubert, Guido Buzzelli, Victor De La Fuente, Magnus, Jordi Bernet, Colin Wilson e muitos outros prestigiados mestres da nona arte que ilustraram os Tex Gigantes!

Clube Tex Portugal

Devido a todos estes eventos que sempre aglutinaram muitos fãs e coleccionadores portugueses e ao facto dos eventos relacionados a Tex contarem sempre com um grande números de participantes, nasceu o Clube Tex em Portugal no decurso do último evento, mais precisamente durante a Tertúlia Texiana realizada ao final do dia 10 de Agosto de 2013 aquando da presença de Andrea Venturi durante o 18º Salão Internacional de Banda Desenhada de Viseu!

O Clube Tex Portugal é caso único em Portugal, de um Clube dedicado exclusivamente a um herói da BD, para além de ser também o primeiro Clube oficial de Tex no mundo. Trata-se de uma iniciativa dedicada aos fãs e coleccionadores portugueses,que visa um maior convívio não somente entre os admiradores do Ranger, mas também, entre outras coisas, proporcionar a vinda a Portugal e consequente convívio com autores de Tex que se mostrem disponíveis para se deslocarem ao nosso país. E prova disso mesmo, o blogue português do Tex pode confirmar a presença, nos dias 15, 16 e 17 de Agosto, do consagrado desenhador italiano PASQUALE DEL VECCHIO na 1ª Exposição do Clube Tex Portugal, a realizar na capital da Bairrada, mais precisamente na pacata cidade de Anadia, localizada a apenas 30 minutos de carro das cidades de Aveiro e Coimbra e onde nos anos anteriores já estiveram FABIO CIVITELLI e ANDREA VENTURI.

Fabio Civitelli e José Carlos Francisco na Praça Municipal de Anadia

PASQUALE DEL VECCHIO como forma de agradecimento por este convite português fará uma magnífica ilustração de Tex em Anadia, mais em concreto em frente à Câmara Municipal. Os texianos presentes nos dias 15, 16 ou 17 de Agosto, na capital bairradina, receberão uma cópia de alta qualidade (em formato A4) deste magnífico desenho que comprovará esta passagem de Tex por Anadia, devidamente autografado por Pasquale Del Vecchio, já que a Direcção do Clube Tex Portugal deseja oferecer uma recordação especial a quem prestigiar o evento marcando presença na bela cidade capital do leitão assado e do espumante.

Andrea Venturi e José Carlos Francisco na Praça Municipal de Anadia

Mas os Sócios do Clube, mesmo aqueles que não se poderão deslocar a este primeiro evento do Clube, receberão igualmente uma ilustração de Tex em Anadia devidamente dedicada e autografada por Pasquale Del Vecchio, um brinde que a Direcção do Clube pretende oferecer a TODOS os Sócios como forma de gratidão por se terem associado no Clube Tex Portugal.

José Carlos Francisco e Pasquale Del Vecchio irão reencontrar-se em Anadia

Nascido em Manfredonia, na província de Foggia, em 17 de Março de 1965 e diplomado em Arquitectura em 1992, Pasquale Del Vecchio dá os primeiros passos no mundo da banda desenhada já depois da maturidade científica, com a publicação de algumas pequenas histórias de banda desenhada na revista “1984”. Colabora, além disso, com “Il Giornalino” e transforma em imagens, para a editora Baldini, as aventuras em África de Walter Bonatti. Em 1991, desenha com Davide Tuffolo a história “Memphis Blue”, com argumento de Daniele Brolli e publicada em “Cyborg”.

O Tex de Pasquale Del Vecchio

Poucos anos depois, entra em contacto com a Sergio Bonelli Editore, que o recruta para o universo policial de Nick Raider, se bem que a primeira prova bonelliana de Del Vecchio tenha sido uma história para “Zona X” permanecida inédita. A sua estreia oficial, portanto, acontece em 1993, quando ilustra um episódio do detective nova-iorquino (“Duri a morire”), com texto do grande Gino D’Antonio.
Em seguida, entra no staff de Napoleone, ainda que dois anos após se empenhará novamente na série “Zona X”, com um episódio assinado por Pier Carpipara, para depois passar a Tex.

O western foi sempre uma minha paixão desde quando era criança”, diz Del Vecchio. “Tex era a minha personagem preferida, juntamente a Zagor, à série História do Oeste e a Ken Parker. Posso dizer que era um estudioso do Oeste (gabava-me de conhecer até algumas palavras na língua dos Sioux Lakota), e devorava um após outro, todos os romances que saíam numa colecção de livros de bolso, da editora Longanesi, numa inconfundível série de capa verde; ali encontrei escritores como Louis L’Amour e Gordon D. Shirreffs, dos quais recordo em particular algumas histórias ambientadas num perdido fortim em território Apache.”.

Arte de Pasquale Del Vecchio

Quando na época dava na televisão um filme western, para mim era dia de festa! Em torno dos doze, treze anos descobri outro tipo de revistas (por exemplo os super-heróis) e as várias experiências profissionais levaram-me para longe do Selvagem Oeste. Com efeito, o trabalho com Nick Raider foi a minha escola: eu sou um desenhador realista e não me desagradavam as suas aventuras metropolitanas, que me recordavam as atmosferas de telefilmes dos anos setenta, como “Sulle strade di San Francisco”. Com Nick Raider aprendi a não me exceder nos detalhes do ambiente, a não me concentrar demais nos particulares, perdendo de vista ao mesmo tempo o principal da vinheta. Mostrar quanto somos bons, por vezes, pode ser pernicioso.

Em Agosto compareça em Anadia e ganhe um Tex autografado por Pasquale Del Vecchio

Com Napoleone, pelo contrário, diverti-me porque pude mover-me sobre dois planos diversos, um realista e um lírico… A primeira história de Tex que desenhei desenvolveu-se no Deserto de Gila, e, no início vi-me em situação delicada, porque não sabia bem como “dosear” os pretos e brancos naqueles fundos ora planos, ora rochosos, ofuscantes devido ao sol. Para a documentação revi os livros de um artista do Oeste que tinha idolatrado muito no passado, Frederic Remington e procurei os DVD de grandes obras cinematográficas, desde “Ombre rosse” a “Il massacro di Fort Apache”, que podiam ajudar-me a render melhor as várias sequências. Em suma, posso dizer, que graças a Tex, rememorei um sonho, que finalmente se realizou”.

Mas para conhecer melhor Pasquale Del Vecchio recomendamos a entrevista exclusiva que o consagrado desenhador nos concedeu e que pode ser lida clicando AQUI!

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Tex Gold nº 6 – L’oro dei confederati

abril 13, 2014

Tex Gold nº 6 – L’oro dei confederati

Tex Gold nº 6 – L’oro dei confederati

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Póster Tex Nuova Ristampa 230

abril 12, 2014

Póster Tex Nuova Ristampa 230

Dinâmica ilustração do consagrado desenhador Claudio Villa onde vemos um ágil e mortífero Tex Willer em plena Missão de La Escondida, no México, disparando acrobaticamente contra o bandoleiro Juanito que estava de tocaia no campanário da Missão aguardando covardemente a chegada do Ranger.

Desenho INÉDITO no Brasil e inspirado na história “Desperados”, de C. Nizzi e G. Ticci (Tex italiano #333 a #335).
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Texto de José Carlos Francisco

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Tex Willer na magnífica arte de Sergio Zaniboni

abril 11, 2014

Tex Willer na magnífica arte de Sergio Zaniboni

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As Leituras do Pedro: J. Kendall – Aventuras de uma Criminóloga #104 – Sem Remorso

abril 10, 2014

As Leituras do Pedro*

J. Kendall – Aventuras de uma criminóloga #104Sem remorso
Giancarlo Berardi e Maurizio Mantero
(argumento)
Mario Janni
(desenho)
Mythos Editora
(Brasil, Julho de 2013)
135 x 180 mm, 132 p., pb, capa mole, mensal
R$ 9,90 / 4,50 €

Independentemente da qualidade e originalidade da história contada – que em Sem Remorso não estão de forma alguma em causa – é inegável que cada edição de J. Kendall é sempre uma lição de Berardi de como contar uma história aos quadradinhos.
Este número – actualmente distribuído em algumas bancas portuguesas – é mais um exemplo:
Explano porquê já a seguir.


Sem Remorso abre com uma conversa entre um homem e um jovem, cujo tema central não se consegue perceber, durante uma viagem de carro, com utilização de múltiplos planos que tornam dinâmica uma cena em que as personagens estão imóveis. Chegados perto de um rio, o homem mata o jovem a tiro e lança o seu corpo à água.
Mudança de cena (introduzida por uma passagem do cenário, do natural para a TV): Julia, relaxada, em casa, recebe um telefonema de Leo Baxter para a ajudar a resolver um problema familiar relacionada com um banco. A continuação promete uma grande novidade no universo da série, a juntar à curiosidade que a cena inicial já despertou.
Cena 3: reencontro com o ‘assassino’ inicial, no seu local de trabalho onde, perante o assédio da sua bela (e oferecida) secretária revela uma (surpreendente) resistência moral e um (assinalável) sentido familiar (que a continuação da história confirmará acima de toda a dúvida…)
Cena 4: uma jovem apresenta-se na esquadra da polícia, para dar conta do desaparecimento de um jovem que o leitor facilmente identifica como a vítima da cena de abertura.


Não vou continuar com esta descrição – que abrangeu já mais de um quarto da edição… – que destruiria o prazer da leitura. Serviu apenas para exemplificar como Berardi, progressivamente vai desenvolvendo a sua trama, alicerçando o universo que criou e enredando o leitor habilmente através do despertar da sua curiosidade para os vários desfechos potenciais das situações descritas.
Vai também, aos poucos, soltando mais alguns elementos que permitem ao leitor ir construindo a história, ao mesmo tempo que ela ganha em coerência e consistência, conforme vão sendo ajustadas mesmo as cenas que parecem não combinar.
E, apesar de tudo isto, consegue manter o suspense sobre as várias histórias que se desenvolvem em paralelo, de tal forma que só nas últimas quatro páginas o leitor encontra (finalmente) todas as respostas.


*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro (http://asleiturasdopedro.blogspot.com/).

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