Editor Dorival Vitor Lopes confirmado no MAB Invicta 2012, assim como a autora Dominique Goblet

fevereiro 5, 2012

O Festival internacional de multimédia, artes e BD (vulgo MAB), comunica a toda a comunidade bedéfila a presença da autora Dominique Goblet assim como uma exposição de originais da personagem Zakarella.

A organização do MAB Invicta informa também que ainda estão em conversações com outros autores e que já está disponível o novo blogue online (faltando somente alinhavar algumas arestas no mesmo) do grandioso evento e nele irão encontrar alguma informação do que está a ser preparado para este Festival a realizar na capital do norte nos fins de semana de 10/11 e 17/18 de Março e que no que a Tex diz respeito, contará com a presença de Fabio Civitelli no fim de semana de encerramento, assim como da exposição de homenagem a Sergio Bonelli e que decorrerá durante todo o Festival: 
http://festivalinternacionalmab.blogspot.com/

Fabio Civitelli e Dorival Vitor Lopes, novo reencontro na cidade do Porto nos dias 17 e 18 de Março

Entretanto o blogue português do Tex, informa que para abrilhantar ainda mais o evento, teremos a honrosa presença do editor (de Tex, Zagor e outros títulos Bonellianos) brasileiro DORIVAL VITOR LOPES precisamente no fim de semana onde também estará presente o consagrado desenhador Fabio Civitelli. A presença do editor DORIVAL mostra uma vez mais a importância que a Mythos Editora atribui aos eventos texianos realizados em Portugal e o carinho que o nosso querido editor tem pelos seus fieis leitores portugueses e é sem dúvida alguma mais um (GRANDE) atractivo para você, caro texiano, comparecer a este grandioso evento que traz o nosso mítico Tex Willer à cidade do Porto, por isso prezado pard, esperamos por si na Invicta!

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Póster Tex Nuova Ristampa 173

fevereiro 4, 2012

Em mais uma bela ilustração da autoria de Claudio Villa podemos ver Tex Willer observando com comoção, num verdejante vale situado nas Colinas Azuis, algumas já frágeis estruturas de “scaffold“, as sepulturas aéreas das vítimas indígenas, assim como as sepulturas de 25 afoitos soldados e 3 oficiais eficientes e ambiciosos mortos num combate ocorrido um ano antes entre o 5º de Cavalaria do Exército Americano e os índios Sioux do chefe Ongewa.

Desenho INÉDITO no Brasil e inspirado na história “La freccia spezzata” de Guido Nolitta e Erio Nicolò (Tex italiano #261 e #262).
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Texto de José Carlos Francisco

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Tex por Giancarlo Alessandrini

fevereiro 3, 2012

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Falece aos 64 anos Antonio Segura, argumentistas de Tex

fevereiro 1, 2012

Por José Carlos Francisco

Antonio Segura falece aos 64 anos (13 de Junho de 1947 - 31 de Janeiro de 2012)

O escritor valenciano Antonio Segura Cervera (nascido a 13 de Junho de 1947) morreu ontem em Valência aos 64 anos de idade após doença prolongada. O seu nome permanecerá na memória dos aficionados de Tex, mas não só, como um dos grandes escritores da 9ª Arte.

Nos últimos anos trabalhou com grande sucesso, especialmente para Itália, escrevendo páginas da saga de Tex, mas Antonio Segura já há muito pertencia à galeria dos grandes argumentistas da banda desenhada. A sua estreia no mundo da BD aconteceu no final dos anos setenta e, em 1981 ele criou a sua primeira personagem de sucesso: Bogey desenhado por Leopoldo Sánchez. Naquele mesmo ano Segura começou a sua prolífica parceria com o seu compatriota José Ortiz criando uma das personagens de maior sucesso na sua carreira: Hombre que fez a sua primeira aparição em Cimoc. Em 1984, novamente para a revista Cimoc criou a série Sarvan que marcou o início da sua colaboração com o desenhador Jordi Bernet, com quem realizou no ano seguinte Kraken, personagem publicada pela primeira vez na revista Metropol e sucessivamente em Zona 84.

Antonio Segura e José Ortiz na 32ª Mostra Internacional de Valencia em 2011

Nos anos seguintes trabalhou principalmente em dupla com Ortiz dando vida a diversas séries como Morgan, Jack el Destripador, Burton & Cyb  e Ozono. A colaboração entre os dois continuou na Sergio Bonelli Editore, quando, em 1997, Segura acompanhou Ortiz nas páginas de Tex escrevendo o Maxi Tex com o título Il cacciatore di fossili (O Caçador de Fósseis, Tex Anual nº 1 no Brasil).

Ainda em Tex escreveu outras 6 históriaspublicadas nos Maxi Tex de 1999 (L’oro del Sud, desenhada por Ortiz), 2000 (La collera di Tex e Odio implacabile, ambas desenhadas por Miguel Angel Repetto num álbum intitulado I due volti della vendetta), 2004 (Il treno blindato), 2009 (Lungo i sentieri del West) e 2011 (L’ora del massacro), estas três últimas novamente ilustradas por José Ortiz.

Antonio Segura (13 de Junho de 1947 - 31 de Janeiro de 2012)

Ainda para a Sergio Bonelli Editore, Segura escreveu duas aventuras de Mágico Vento (publicadas nas edições nº 34 e 81 da série de Gianfranco Manfredi), ambas realizadas graficamente também por José Ortiz.

A morte de Segura colheu de surpresa o próprio Ortiz que confessou a sua surpresa pelo inesperado falecimento de quem foi  o seu mais estreito colaborador: “Era um grande criador. Creio que ele teria gostado de ser um romancista, mas ele desfrutava muito com o seu trabalho de argumentista”, disse-nos Ortiz  que também nos confidenciou que estava trabalhando com Segura em novos projectos para o mercado italiano.

O seu falecimento apanhou de surpresa todos os seus fãs e admiradores que destacam sobretudo a sua imaginação e dedicação ao ofício e aconteceu poucos meses depois do falecimento de um dos grandes editores da banda desenhada europeia, Sergio Bonelli, seu editor em Itália…

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O ESGOTADÍSSIMO BDjornal #24 com um extenso dossier dedicado ao TEX (inclusive contendo a 2ª história oficialmente editada em Portugal) e ao Western TERÁ uma 2ª edição a ser lançada no MAB Invicta na presença de Fabio Civitelli

fevereiro 1, 2012

Por José Carlos Francisco

Para conhecimento dos amantes da 9ª Arte e em especial para os fãs e coleccionadores de Tex Willer, informamos que  o ESGOTADÍSSIMO BDj #24 (que deu um amplo destaque aos 60 anos do Ranger, inclusive com a publicação de uma história de Tex Willer) devido a inúmeros pedidos terá uma 2ª edição que será lançada no MAB InvictaFestival Internacional de Multimédia, Artes e Banda Desenhada 2012, na presença do consagrado desenhador de Tex, Fabio Civitelli, que deste modo poderá autografar o exemplar a quem o desejar, valorizando ainda mais este que até hoje é o ÚNICO número do BDjornal completamente esgotado e cuja capa desta 2ª edição nos apressamos a apresentar:

O BDjornal #24, 2ª edição tem o formato de 275 x 205 mm e contém 88 páginas em impressão digital, capa em cartolina de 200 gramas plastificada brilhante e com papel do miolo de 115 gramas, com tiragem limitada e distribuição centrada nas lojas especializadas, com um custo de 10,00 €.

blogue do Tex, aconselha vivamente a (re)leitura e a compra deste BDJornal, já que nesta sua edição # 24, publicada originalmente em 2008, Tex Willer está em grande destaque, devido ao extenso dossier dedicado aos “60 ANOS DE TEX, que inclui entre outras coisas, a história “UMA TARDE QUENTE…” escrita pelo falecido Guido Nolitta (autor e editor de Tex que será homenageado no MAB Invicta) e desenhada por Giovanni Ticci, conforme se pode ver em imagens que mostramos mais abaixo, mas antes fiquemos com o EDITORIAL DO BDjornal # 24:

A 30 de Setembro de 1948 aparecia nas bancas italianas uma curiosa revistinha de banda desenhada, ou como lhe chamam os italianos, fumetti, com o formato peculiar de 17 x 8 cm – que viria a ser conhecido por formato striscia (tira) – com uma tira de BD por cada uma das 36 páginas que a compunham.
Tratava-se da primeira edição da Colecção de Tex (ou mais propriamente em italiano, Collana del Tex), com o título Il Totem Misterioso. Não trazia indicação de autores, como era habitual na época, mas os desenhos estavam assinados por um tal Galep. Era o nascimento de Tex Willer e dava-se início à mais duradoura série de western da história da banda desenhada. O editor e argumentista era Giovanni (Gian) Luigi Bonelli e o misterioso desenhador que assinava Galep, era Aurelio Galleppini.

Foi o início de um género na banda desenhada italiana, os fumetti western, – que se estendeu depois ao cinema com os chamados westerns spaghetti no início dos anos 1960 – e constituiu o marco fundador de um verdadeiro império na edição de banda desenhada, conhecido por Sergio Bonelli Editore, ou mais familiarmente, a Casa Bonelli. A colecção Tex passou entretanto ao formato livro, com cento e tal páginas por número mensal, em 1958, quando Sergio Bonelli, filho de Gianluigi Bonelli, assumiu a direcção da casa editora.

Actualmente as aventuras de Tex Willer – cujo número 575 (Setembro de 2008) da sua edição regular mensal, totalmente a cores, assinala os 60 anos da sua publicação – é avidamente lido, coleccionado, debatido na internet, etc, etc, por milhões de leitores em todo o mundo. Talvez por isso até o jornal oficial do Vaticano, L’Observatore Romano, lhe tenha dedicado algumas páginas em Agosto passado, descrevendo-o como “um justiceiro americano (inicialmente um fugitivo da justiça que se transformou em ranger do Texas) capaz de distinguir sem ‘ses nem mas’ o bem do mal e que agrada aos operários, aos estudantes, aos intelectuais e aos políticos e tem comportamentos irrepreensíveis ditados por valores não negociáveis, embora ao mesmo tempo se torne protagonista de acções que por vezes desembocam em justiça sumária, tendo matado ao longo de 60 anos quase três mil pessoas, numa média de sete cadáveres por edição” *.

Os 60 anos de Tex Willer são assinalados nesta edição do BDjornal com um dossier especial que vai do significado do western em si próprio ao western na banda desenhada, da história da Casa Bonelli à história de Tex Willer e daí à publicação da banda desenhada de 14 páginas Tex Willer – Uma Tarde Quente gentilmente cedida pela Sergio Bonelli Editore, por via de José Carlos Francisco, responsável pelo blogue português http://texwillerblog.com e representante em Portugal da Mythos Editora, que edita a versão brasileira de Tex e a distribui por cá. E vamos um pouco mais longe nestas abordagens ao tema “western-tex-bonelli” ao incluir na presente edição entrevistas com dois autores brasileiros, Wilson Vieira e Fred Macêdo (dos quais publicámos no BDj #23 a BD Evolution e nesta edição reincidimos neles, com o western de terror Kwi-Uktena), fãs do western e tendo um deles, Wilson Vieira trabalhado mesmo na Casa Bonelli.

Tínhamos previsto para próxima edição a publicação de uma biografia de Héctor Germán Oesterheld, o argumentista argentino assassinado, com quase toda a família – as quatro filhas, os genros e netos, sobrando apenas a esposa e dois dos netos – pela ditadura militar do general Videla, em 1977. No entanto e face à exposição que vai estar patente no FIBDA 2008 sobre Oesterhled e o convite do Festival à sua viúva Elsa Sánchez para estar presente na Amadora, decidimos a sua inclusão já nesta edição do BDj, até como forma de homenagem a um dos grandes argumentistas da BD mundial.

Queremos também deixar aqui uma nota de destaque para o trabalho de Geraldes Lino, na sua recolha de sites e blogues portugueses sobre banda desenhada na internet e do qual iniciamos neste número a publicação integral dos resultados, já editados no seu blogue http://divulgandobd.blogspot.com. A pesquisa (com visitas a todos os blogues e sites) e recolha de Geraldes Lino, abarca já 154 títulos, sendo 134 especificamente sobre BD e outros 20 que, dedicados a outros temas, abordam com frequência a banda desenhada. Como estão sempre a aparecer blogues ou sites, é natural que vá havendo actualizações, pelo que irão sendo publicadas as novas entradas com o devido destaque.

(*) Segundo Pedro Cleto in Jornal de Notícias de 30 de Setembro de 2008.

SUMÁRIO:
4 – DE QUE FALAMOS QUANDO FALAMOS DE WESTERN, J. Machado-Dias
7 – DICIONÁRIO UNIVERSAL DE BANDA DESENHADA – WESTERN, Leonardo De Sá
8 – O WESTERN NA BD EUROPEIA, Jorge Magalhães
11 – O WESTERN NA BD CONTEMPORÂNEA, João Miguel Lameiras
14 – CASA BONELLI – CASA DAS IDEIAS-FÁBRICA DOS SONHOS, J. Machado-Dias
17 – ENTREVISTA COM SÉRGIO BONELLI – Renato Pallavicini
18 – DE GALLEPPINI A GALEP – HISTÓRIA DE UMA AVENTURA, J. Machado-Dias
19 – 60 ANOS DE AVENTURAS PELO VELHO OESTE, Jesus Nabor Ferreira
21 – BD: TEX WILLER – UMA TARDE QUENTE
36 – ENTREVISTA COM WILSON VIEIRA, Marcelo Tomazi Silveira
42 – ENTREVISTA COM FRED MACEDO, José Carlos Francisco
46 – BD: KWI-UKTENA, de Wilson Vieira (arg.) e Fred Macêdo (des.)
54 – HÉCTOR GERMÁN OESTERHELD – O ETERNAUTA ASSASSINADO, J. Machado-Dias
58 – BD: HI NO TORI, de Ricardo Cabral
64 – BD: BANG BANG KILL KILL, de Jay21art e Daniel Henriques
73 – DICIONÁRIO UNIVERSAL DE BANDA DESENHADA, Leonardo De Sá
75 – RECENSÕES CRÍTICAS, Pedro Cleto
77 – CRÍTICAS, Pedro Vieira Moura
79 – PRÉMIOS EISNER 2008, Clara Botelho
80 – O FRACASSO DA VIRGIN COMICS, Pedro Bouça
82 – FAROESTE, SUPER HERÓIS E CONSPIRAÇÕES – DE TUDO UM POUCO NAS HQS BRASILEIRAS, Edgar Indalécio Smaniotto
83 – RECENSÃO – DESVENDANDO WATCHMEN E A TEORIA DO CAOS, Edgar Indalécio Smaniotto
84 – RECENSÕES MANGÁ, Carina Santos
86 – TIRAS INÉDITAS SUPERMAN, Leonardo De Sá
89 – BLOGUES E SITES PORTUGUESES SOBRE BD, Geraldes Lino

COLABORAÇÕES:
Clara Botelho, Carina Santos, Edgar Indalécio Smaniotto, Geraldes Lino, Jesus Nabor Ferreira, João Miguel Lameiras, Jorge Magalhães, José Carlos Francisco, Leonardo De Sá, Marcelo Tomazi Silveira, Pedro Bouça, Pedro Cleto, Pedro Vieira Moura, Sílvio Raimundo.

BANDAS DESENHADAS:
Daniel Henriques, Felipe Lima, Fred Macêdo, Jay21Art, Ralph Niese, Ricardo Cabral, Wilson Vieira.

ALGUMAS PÁGINAS DA EDIÇÃO:

BDj #24 - Páginas interiores A

BDj #24 - Páginas interiores B

BDj #24 - Páginas interiores C

BDj #24 - Páginas interiores D

BDj #24 - Páginas interiores E

BDj #24 - Páginas interiores F

BDj #24 - Páginas interiores G

BDj #24 - Páginas interiores H

BDj #24 - Páginas interiores I

BDj #24 - Páginas interiores J

Por tudo isso, prezado Amigo Texiano não deixe de comprar esta edição do BDjornal, uma vez que se pode considerar um verdadeiro item de coleccionador de Tex! Para o adquirir caso não se desloque ao Festival  MAB Invicta 201 nos fins de semana de 10/11 e 17/18 de Março, recomendamos o contacto via e-mail (bdjornal@gmail.com) com o editor Jorge Machado-Dias.

Copyright: © 2008/2012 BDJornal; J. Machado-Dias

Ainda a propósito deste BDj #24, recordamos que na edição italiana Tex Nuova Ristampa nº 223, datada de 15 de Janeiro de 2009, o editor italiano de Tex e responsável pela editora com o seu nome, Sergio Bonelli, dedicou um editorial a esta edição do BD jornal.

Fabio Civitelli, Jorge Machado-Dias e Marco Bianchini
Foi mais uma prova inequívoca da importância (e do carinho) que Sergio Bonelli,  deu a esta edição do BDj #24 e à presença de Tex em solo português, mesmo sendo Portugal um país onde Tex não é editado, como o próprio editor italiano fez referência uma vez mais no seu texto, que voltamos a mostrar (na nossa língua) abaixo a todos os interessados:

Sergio Bonelli

Caros amigos,
por mais de uma vez, nesta mesma página vocês leram os meus lamentosos comentários sobre o total desinteresse que, de há alguns anos, os editores (e os leitores) de toda a Europa reservam às nossas séries, caracterizadas pelo “velho” tradicional, preto e branco. Desta vez, porém, não tenho motivos para lamentar-me: um país, Portugal, com efeito tributou uma lisonjeira homenagem aos 60 anos de Tex Willer (testemunhado pelo simpático pin que vos mostro no alto à direita) por meio de uma mostra de desenhos originais expostos por ocasião da mais prestigiosa manifestação nacional, o Festival da Amadora – centro habitacional a poucos quilómetros da capital Lisboa – ocorrida na primeira semana de Novembro.

Hóspedes de honra, o incansável Fabio Civitelli, de Arezzo, precioso embaixador no exterior da nossa Editora, e o seu concidadão e colega Marco Bianchini, que não se deixaram impressionar pela difícil situação dos transportes aéreos no nosso país e foram acolhidos com grande afecto por um público simpático e bem informado.

Como se não bastasse, a mais difundida revista de “bandas desenhadas” (assim se denominam naquelas paragens os fumetti) dedicou páginas e páginas à figura de Bonelli pai, à evocação de toda a história da nossa Editora e à edição de uma breve história minha, assinada com o pseudónimo de Guido Nolitta, intitulada “Uma tarde quente”, e desenhada magnificamente por Giovanni Ticci. Verdadeiramente uma bela emoção, deixem-me confessar-lhes!

E dizer que os aficionados “texianos” portugueses não podem sequer contar (como já lhes disse há algum tempo atrás) com uma edição nacional, mas devem “contentar-se” com os exemplares enviados pela editora brasileira Mythos de São Paulo.

O tom todo italiano que caracteriza este número da revista (podem ver aqui abaixo a capa) é reforçado pela entrevista com o ilustrador brasileiro, Wilson Vieira, que, embora tenha desembarcado em Génova como emigrante “faz tudo” acabou encontrando uma inesperada oportunidade como desenhador de banda desenhada no estúdio Staff di IF de Gianni Bono; talvez algum de vós se recorde ainda de alguma página sua realizada para o Piccolo Ranger.

Inútil dizer que por detrás desta exaltação bonelliana esconde-se, uma vez mais, a figura do nosso amigo português José Carlos Pereira – afectuosamente chamado Zeca – apaixonado coleccionista e um experiente crítico de toda a produção da Editora Bonelli.
Muito obrigado, caro Zeca!
Sergio Bonelli

Editorial de Tex Nuova Ristampa #223 dedicado a Portugal

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As “novas” capas de Os Rebeldes de Cuba e Na Trilha do Oregon

janeiro 31, 2012

Por José Carlos Francisco

Tex Speciale a colori (Tex Especial a cores), os imperdíveis álbuns de Tex em grande formato, após a saída periódica todas as semanas na Itália em exclusivas edições a cores realizadas pelos mais importantes desenhadores de banda desenhada a nível mundial, vai chegar ao fim no dia 16 de Fevereiro de 2012 com a história “Verso l’Oregon”, mas antes ainda teremos no dia 9 de Fevereiro a publicação do nº 24, intitulado “I ribelli di Cuba“.

A iniciativa da Sergio Bonelli Editore em colaboração com os periódicos “la Repubblica” e o “l’Espresso“, onde a cada sete dias, o “Tex Speciale” apresenta os álbuns “Gigantes” numa inédita versão a cores começou no dia 1 de Setembro de 2011 com “Tex il grande!” e continua a ser um estrondoso êxito, tanto que a iniciativa vai prosseguir precisamente na mesma data em que teremos o último número desta colecção, isto porque depois de Tex, segue-se Zagor, a mítica personagem criada por Sergio Bonelli (nas vestes de Guido Nolitta) e Gallieno Ferri, a ser republicada em rigorosa ordem cronológica e com o enriquecimento das cores.

Este primeiro número (de 30 previstos inicialmente, mas que poderão ser mais se a iniciativa tiver o êxito previsto) de Zagor terá 272 páginas, das quais 256  de histórias e as restantes com artigos assinados por Moreno Burattini, Luca Raffaelli e Graziano Frediani custará a módica quantia de 1 Euro, sendo gratuita para quem adquirir o último exemplar da colecção dos Tex Gigantes coloridos e terá também uma cadência semanal, mas voltemos às edições de Tex para apresentar-vos, uma vez mais em  em rigoroso exclusivo mundial a antestreia não somente da capa da edição nº 25, mas também a capa da edição nº 24 a ser publicada a 9 de Fevereiro:

Tex Speciale a colori nº 24 - I ribelli di Cubade Guido Nolitta, Mauro Boselli e Orestes Suarez:

Tex Speciale a colori nº 25 - Verso l’Oregonde Gianfranco Manfredi e Carlos Gomez:

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Exposição de homenagem póstuma a Sergio Bonelli no Mab Invicta 2012

janeiro 30, 2012

Por José Carlos Francisco

Já chegou a Portugal parte do material, enviado pela Sergio Bonelli Editore, para a Exposição de homenagem póstuma a Sergio Bonelli integrada no Mab Invicta – Festival Internacional de Multimédia, Arte e Banda Desenhada, a realizar na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, nos fins de semana de 10/11 e 17/18 de Março próximo e que contará no último fim de semana com a presença do consagrado desenhador Fabio Civitelli que graças ao honroso convite do Mab Invicta volta uma vez mais ao nosso país e novamente com direito a uma exposição pessoal; desta vez teremos expostas algumas páginas de Tex de sua autoria, páginas essas referentes ao Tex Gigante nº 27 que será lançado na Itália em Julho deste ano e cuja trama contendo 224 páginas tem o título provisório ”La cavalcata del morto“. Argumento e guião de Mauro Boselli e cuja história aborda uma maldição…

Mas voltando à exposição de homenagem a Sergio Bonelli, de pseudónimo Guido Nolitta (Milão, 2 de Dezembro de 1932 — Monza, 26 de Setembro de 2011) foi um autor italiano de personagens de banda desenhada, entre eles Zagor e Mister No e editor de Tex.

Filho de Gian Luigi Bonelli. Desde pequeno Sergio frequentava a editora dirigida por sua mãe, Tea Bonelli, a Redazione Audace. Em 1957, concluídos os estudos, assumiu a direcção da empresa, que então tinha o nome de Edizioni Araldo. Em 1958 Sergio criou Un Ragazzo nel Far West (desenhada por Franco Bignotti) e em 1959 escreve Il giudice Bean (desenhos de Sergio Tarquinio), sempre sob o pseudónimo de Guido Nolitta. Escreveu também alguns episódios para a revista Piccolo Ranger.

Em 1960 deu o pontapé inicial a Zagor, com desenhos de Gallieno Ferri, cuja primeira história saiu em 15 de Junho de 1961, publicação que logo granjeou um grande sucesso junto ao público italiano. Foi autor das histórias de Zagor até 1980. Em 1975 cria Mister No, personagem com caracterização diferente do que havia na época e que mudou o estilo das personagens bonellianas.

Mesmo sem aparecer “oficialmente”, por muitos anos colabora com o pai Gian Luigi Bonelli escrevendo episódios de Tex. A primeira história é “Caçada humana“, de 1976 (Tex brasileiro nº 68, editora Vecchi), e muitas outras foram escritas em seguida, mas sempre de forma eventual, pois Sergio era um autêntico multitarefa na editora, cuidando de tudo depois que sua mãe se aposentou.

Sergio Bonelli que faleceu no dia 26 de Setembro de 2011, aos 78 anos era também o editor responsável por personagens populares como Martin Mystère, Dylan Dog e Nathan Never.

Conforme se pode já ver nas fotos que ilustram este texto, nesta exposição serão expostas fotografias de Sergio Bonelli nas suas viagens pelo mundo e que mais tarde serviram de inspiração para o seu Mister No, alguns livros dedicados ao editor milanês (Mister No & Mister Nolitta, Lezioni di fumetto – Guido Nolitta, etc.), algumas cartas que Sergio Bonelli escreveu a José Carlos Francisco, algumas das edições de Tex autografadas por Sergio Bonelli também da colecção de José Carlos Francisco, alguns recortes de jornais portugueses, sendo também expostos alguns dos desenhos que vários autores fizeram homenageando Sergio Bonelli após o seu falecimento, pretendendo assim a organização dar a conhecer melhor aos fãs e coleccionadores portugueses de banda desenhada, o principal artífice da passagem dos fumetti (BD italiana) de simples entretenimento popular a produto com dignidade cultural, criando ao longo da sua carreira de cinquenta anos uma das mais importantes editoras de Banda Desenhada no contexto italiano e mesmo mundial.

Sergio Bonelli fez sonhar gerações de italianos mas também de leitores de muitos outros países, como por exemplo Portugal, por isso nada mais justo que o nosso país lhe dedique a exposição de homenagem que Sergio Bonelli merece!

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

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Vídeo: Desenhos animados de Tex Willer – El Muerto (Buonasera con… Supergulp – 1979) – HISTÓRIA COMPLETA

janeiro 29, 2012

Por José Carlos Francisco

Na terceira série de Supergulp, o programa da RAI (Rádio Televisão Italiana) idealizado por Giancarlo Governi e Guido de Maria, foi apresentada a versão semi-animada, produzida por Sergio Trinchero, da história El Muerto.

Trata-se da história que apresenta o mítico duelo de Tex Willer contra Paco Ordoñez, mais conhecido como El Muerto ocorrido no cemitério de Pueblo Feliz e que teve um velho medalhão musical como “juiz”.

O mais inolvidável duelo da saga de Tex publicado nesta dramática história de violência e vingança, uma das mais valorizadas pelos leitores em toda a vida de Tex Willer e que foi escrita por Guido Nolitta e desenhada magistralmente por Aurelio Galleppini, que encantou e continua a seduzir todas as gerações de Texianos.

Buonasera con…” era transmitido, de segunda a sexta-feira, na Rete2 às 18.50, e cada história de Tex era dividida em vários episódios. Depois de termos apresentado em Dezembro de 2009 aqui mesmo no blogue do Tex o primeiro (de três) episódio da história El Muerto, hoje apresentamos a HISTÓRIA COMPLETA num total de mais de 21 minutos. Trata-se da transposição televisiva e semi-animada das edições nº 190 e nº 191 da série mensal italiana (Tex nº 112 no Brasil) publicado em Agosto de 1976 e transmitido pela RAI em 1979:

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Color Tex – E venne il giorno

janeiro 28, 2012

Por Sílvio Raimundo

Série – Color Tex
Título –
E venne il giorno
Argumentista –
Mauro Boselli
Desenhador –
Bruno Brindisi
Capa –
Claudio Villa
Letras – Marina Sanfelice

Sinopse: Deserto de Black Rock, no Nevada, sob um sol escaldante o bando dos irmãos King, composto por Douglas, Adam, o jovem Wayne e mais dois comparsas, tentam fugir de um jovem Kit Carson flanqueado por um recém integrado ao corpo dos Rangers, Tex Willer. Depois de um acirrado embate, apenas Doug escapa e é internado num manicómio criminal. O saque nunca fora encontrado.
Anos mais tarde, em Spokane Falls, Washington, Carson vai ao encontro do Escrivão David McCanles, com quem descobre ser o único herdeiro de Helen Brown, viúva de Rick Brown, Ranger e amigo assassinado à traição por Doug King.

Considerações – Álbum

E veio o dia O dia das cores ao universo Texiano finalmente chegou em forma de série regular anual, publicada pela SBE no mês de Agosto. 

Com 162 páginas, capa em papel cartão e miolo em jornal alvíssimo, ou seja, a diferença aqui é apenas a colorização, pois, esse já é o padrão das edições Bonellianas de linha mensal. Para quem conhece as adições Color Fest do Dylan Dog, certamente sentiu ou sentirá uma pontinha de desapontamento ao apanhar nas mãos esta edição Texiana. Há algum tempo a gramatura do papel miolo e das capas de algumas edições Bonellianas, vêm diminuindo, para comprovar isso, basta comparar os actuais Almanacco del West, com os mais antigos. Seria esse um sinal da crise pela qual os quadradinhos passam mundo a fora? 

A SBE esqueceu-se de colocar no expediente de quem é a colorização, porém, publicou o “Cari Amici” do Sr. Sergio Bonelli, onde ele narra a sua primeira vinda ao Brasil. 

A capa do Claudio Villa é muito bonita, com arte pintada mostrando um Tex sacando o seu revólver com uma rapidez estupenda, mas, ela lembra por demais outras capas do mesmo Villa, como por exemplo, Tex #455 – Vendetta Navajo (no Brasil, Almanaque Tex #1 – Mythos Editora),que por sua vez, lembra Tex #600 – I demoni del Nord(no Brasil, Tex #500 – Os demónios da noite).

Considerações – Desenhos

O desenhador desta edição icónica não poderia deixar de ser outro que não o Bruno Brindisi. Nascido em Salerno em 1964, Brindisi apareceu em Tex ilustrando de forma impecável o Texone #16 – I predatori del deserto, em 2002, álbum que no Brasil foi lançado pela Mythos em 2003, com o título Os predadores do deserto. Mais tarde, em 2004, Brindisi conclui o álbum da série mensal #519 - Muddy Creek iniciado por Vicenzo Monti, que faleceu deixando-o inacabado, e desenha o #520 – Agguato a mezzanotte. Estes álbuns foram publicados no Brasil pela Mythos em 2005, nos números 425 e 426 da série mensal, cujos títulos são Alma envenenada e Emboscada à meia-noite.

Mas, com uma passagem tão pequena pela série de Tex, então por que o Brindisi foi “brindado” – com perdão do trocadilho – com tamanha honraria de desenhar o primeiro número de uma série regular colorida de Tex?

Devemos levar em consideração que Brindisi é dono de um traço extremamente detalhado e limpo, propício às cores. Tanto o é, que para a personagem Dylan Dog, ele ilustrou cinco álbuns coloridos e uma história para o primeiro número da série Color Fest, assim sendo, justifica-se a escolha, pois, para um álbum desse porte, teríamos que ter no mínimo um expert, que soubesse como produzir desenhos para serem coloridos.

Brindisi é o tipo de artista que se sai bem em qualquer tipo de ambiente, sejam eles os urbanos de DyD quer as paisagens desérticas necessárias a Tex, ele cumpre o seu papel com maestria. As personagens, independente da sua importância na história, são tratados como se fossem astros principais e têm muita personalidade. Para arte finalizar, comummente o Brindisi se utiliza da técnica de criar hachuras com pincel seco que se pode dizer ser a sua marca registada, nesse álbum ele emprega-a basicamente na composição da madeira e, em alguns momentos nas rochas, ele aplica-a na medida exacta e consegue compor o efeito desejado. A respeito das cores, é fácil vê-lo utilizá-las como aliadas quando ao desenhar as cachoeiras ele simplesmente deixa os espaços vazios, para que as cores façam o serviço.

Também é maravilhoso ver-se como com uma subtileza incrível, o artista consegue mostrar-nos Tex e Carson ainda jovens e em seguida os mesmos amadurecidos, porém, com os traços fisionómicos de quando jovens. O ponto alto ocorre nas páginas 69 a 73, onde os Pards se põem diante do sepulcro indígena de Carson e Kit Willer demonstra todo o amor que nutre pelo tio postiço. O juramento de Tex remonta-nos a outro momento da sua trajectória, quando diante do túmulo de Lilyth ele jura vingança.

Os mais atentos e mais tradicionalistas, porém irão notar que o Brindisi, quebrando os ditames dos cânones Bonellianos, desenha Kit com as suas calças verdes por dentro das botas. Estaria ele imitando o Corrado Mastantuono no seu Texone Il profeta Hualpai?

Considerações – Roteiro

O milanês Boselli estreou nas páginas de Tex no longínquo Julho de 1986, com a história Acqua ala gola, #309 da série mensal. Aqui ele dividiu os créditos do argumento e do roteiro com Claudio Nizzi e Gianluigi Bonelli, já no #310 – La minaccia invisibilie, Boselli cria o argumento para que G.L. Bonelli roteirize. Uma grande responsabilidade eu diria. No Brasil estes álbuns foram publicados pela Editora Globo, nos números 215 e 216, cujos títulos são: Com água até o pescoço e A ameaça invisível. Como era prática naquela época, os créditos pela história foram para o G.L. Bonelli.

Em seus roteiros Texianos, Boselli sempre nos mostra algo além do normal mundo de fronteira ao qual nos acostumamos quando lemos Tex. Em alguns momentos a história é centrada não em Tex como primeira pessoa, apesar de ele sempre estar à frente. Boselli é corajoso e versátil e escreveu muitas histórias que entraram para os anais das favoritas dos leitores.

Tex é uma personagem que não teve uma origem definida, contada de uma só vez, o seu passado foi mostrado ao longo dos anos de uma forma fragmentada, também as personagens que fazem parte do seu mundo, de certa forma ainda têm um passado obscuro, o que possibilita aos argumentistas, sempre que queiram, nos contar algo em flash back, ou até mesmo trazer o passado à tona. O Boselli, magistralmente já fez isso com Carson e com El Morisco e desta vez pega um gancho no passado pouco explorado das aventuras da dupla de Rangers e tece uma trama muita interessante.

Depois de mostrar no passado como a quadrilha dos King foi exterminada sobrando apenas Douglas King louco, nos dias actuais Carson se vê frente a frente com o passado na pele de um também envelhecido Doug, que parece ter recuperado o dinheiro roubado e montado uma quadrilha para se vingar.

Carson é assassinado e ao ser avisado, Tex, seu Filho e Jack Tigre partem para enfrentar a dolorosa realidade e, claro, fazer justiça. Ao conversarem com o Xerife Taylor e com o verdadeiro escrivão, David McCanles cuja face é a do actor Aidan Quinn, fica claro que existe uma cabeça pensante por trás do complô que culminou na morte de Carson.

Nós leitores acreditamos tanto no mundo Texiano, que em muitos momentos queremos ver alguma coisa mais aproximada da realidade, como por exemplo, Tex sofrendo algum revés, mas, isso é impossível, pois, apesar de nós acreditarmos na humanidade de Tex, ele continua sendo um herói de papel, apesar de o sentirmos como da família, ele continuará existindo em nossas vidas apenas nas revistinhas que acondicionamos nas nossas estantes e nas estatuetas que também as enfeitam. Isso fica claro ao se ler esta aventura, ver Carson morrer e ressurgir ao final dela.

Sim, ele está vivo, mais do que nunca ele está vivo e já sabíamos disso desde o momento em que lemos a sinopse da SBE, ou desde o momento em que lemos as páginas onde isso ocorre e, apesar de querermos realidade, essa de facto nós refutamos, pois, como seria a nossa existência sem a existência dos nossos heróis fictícios?

Os autores nos impõem ansiedade, nos impõem sofrimento e angústia ao colocar os nossos “familiares” em condições de perigo, mas, o alívio sempre nos vem ao final da revistinha e, é assim que nós queremos e precisamos.

Não considerem como spoilero que aqui está escrito, pois, não apenas Tex, mas, também os seus Pards, jamais morrerão. Eles podem se ferir um pouco mais gravemente, alguns deles, com excepção de Tex podem ficar de fora de alguma aventura, mas, estarão sempre lá, ao alcance das nossas mãos que viram as páginas de suas existências.

Eles irão permanecer vivos até que nós morramos, nós os Texs que gostaríamos de ser, para de forma infalível salvaguardarmos os nossos Filhos Kits, pelos quais lutamos todos os dias para que encontrem um rumo na vida. Eles continuarão vivos até que os nossos Pais, também Texs de um momento para o outro deixem de existir fisicamente. Eles irão continuar vivos, mesmo quando os nossos Amigos, Carsons e Tigres vierem, nos visitem e retornem para as suas vidas diárias. O interessante disso é o como identificamos e introduzimos valores de um mundo fictício, no nosso mundo real.

Nós não podemos pedir aos autores que tornem o mundo Texiano realidade, pois, isso de facto é impossível e, na verdade, nós não queremos e nem aguentaríamos isso.

Para, além disso, o que ocorre com o Carson não é de facto o tema central deste álbum, mas sim, a influência que uma Família exerce nas nossas vidas, seja ela uma Família íntegra ou à margem da lei. 

Como não posso avaliar apenas o mérito do Argumentista e do Desenhador, mas, também o da Editora, em uma escala de um a cinco, este álbum levaria apenas quatro Winchesters.

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Duelo (de Tex) no Porto, visto do Brasil

janeiro 27, 2012

Por G. G. Carsan[1]

Duelo no Porto

Caros amigos texianos,
Neste momento dou um pulo no tempo – e deixo as minhas recordações texianas de lado – para fazer justiça aos grandiosos esforços que alguns pards portugueses têm feito para colocar o país na rota dos grandes festivais culturais, com ênfase para as Histórias aos Quadradinhos, cujo mercado movimenta milhões de dólares pelo mundo afora e produz milhares de emoções com entretenimento, educação e amizades.

Com o texto introdutório “Nos fins-de-semana de 10/11 e 17/18 de Março de 2012, realizar-se-á na cidade do Porto, o MAB Invicta – Festival Internacional de Multimédia, Artes e Banda Desenhada 2012, onde também não deixará de estar presente em grande destaque a popular personagem italiana Tex Willer…“, o Blogue do Tex, de Portugal, introduz uma matéria soberba sobre este evento que virá à luz e certamente mexerá com todos os viventes das verves artísticas mundiais, pois quem é do ramo não ficará alheio a mais um festival desse naipe.

Matéria soberba porque, no que se refere a Tex Willer, já nasce grande, com aspecto incomensurável e por juntar-se a ela um nome cujo valor já ultrapassou fronteiras e recebe o reconhecimento do seu formidável trabalho, indo a Portugal pela 5ª. vez participar dum festival: Fabio Civitelli. O Embaixador de Tex é cidadão de onde se apresenta. Se estiver em Portugal, é português. Se estiver no Brasil, é brasileiro. Se estiver na Nicarágua, é nicaraguense. A julgar pelo desenho que ilustra essa matéria, o Civitelli já pode se considerar um cidadão do Porto.

E por levar a assinatura de um texiano incansável, destemido, capaz de trocar suas horas de sono por actualizações do blogue, de trocar o lazer familiar por preparação de matérias e leituras texianas, capaz de tudo para ficar o mais próximo possível de Tex e companhia. José Carlos Francisco tornou-se uma referência mundial quando o assunto é Tex. O coleccionador português é o responsável por colocar Tex no mercado, por levar desenhadores aos festivais, por ter o seu país relacionado a aventuras de diversas personagens bonellianas, por agrupar e fortalecer os texianos portugueses… e por ser dono de um arsenal texiano que lhe permitiria, hoje, implantar o ‘Museu Português do Tex’, pela quantidade e variedade de itens texianos que acumula com a chancela da Sergio Bonelli Editora.

Assim, o MAB Invicta 2012 já nasce campeão e certamente será um regozijo concreto e absoluto para todos os participantes – organizadores, estrelas e visitantes – e quiçá que se torne um clássico da cultura milenar portuguesa, capaz de entrar para o rol dos grandes eventos mundiais, que tenho certeza, acontecerá brevemente.

A Cidade do Porto apresenta-se como uma Tucson, Durango ou El Paso dos passados 1800, com suas belezas e o seu grande rio (Rio Grande), suas histórias centenárias, suas personagens antológicas, seus becos e ruelas de grande teor romântico, mas de onde a qualquer momento pode surgir um sujeito emboscado e levar perigo para o nosso herói, que sempre seguro de si vai para o duelo, ao amanhecer, ao pôr-do-sol.

Estou encantado com a capacidade portuguesa de fazer cultura e pela percepção, a meu ver, entender e acreditar, de que ‘acertaram na mosca’ ao escolher sempre a sexagenária e fantástica personagem Tex Willer para alavancar, projectar, estender, exceder formas de chegar na comunidade sintonizada e conectada em cultura e entretenimento.

Meus aplausos para o MAB Invicta 2012 e os meus bons augúrios de grande sucesso.

G. G. Carsan, Janeiro/2012

[1]Texto de G. G. Carsan apresentado no blogue Tex Forever em 25 de Janeiro de 2012.
Copyright: © 2012, G. G. Carsan

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

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