Bao Publishing republica, na Itália, o Tex Gigante “Patagónia”, com capa inédita de Giuseppe Palumbo

julho 29, 2014

Bao Publishing republica, na Itália, o Tex
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Gigante “Patagónia“, com capa inédita de
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Giuseppe Palumbo

Por Pedro Bouça

A capa original do Tex Gigante "Patagónia", da autoria de Pasquale Frisenda

A publicação dos Texoni (os Tex Gigantes) nas livrarias italianas tornou-se uma verdadeira febre. Neste momento, há nada menos que três editoras (Rizzoli Lizard, Edizioni BD e Nicola Pesce Editore) a publicar edições de livraria dos Texoni – e uma quarta está prestes a juntar-se a elas!

A quarta é nada menos que a Bao Publishing. Fundada em 2010, a Bao é uma editora bem diferente do paradigma habitual do mercado italiano. Enquanto a maior parte da BD italiana ainda gira em torno de edições baratas para quiosque de personagens tradicionais, a Bao prefere se concentrar em edições de luxo para livrarias de material mais autoral. Entre as obras que ela tem colocado nas livrarias italianas encontram-se o Bone de Jeff Smith e Portugal de Cyril Pedrosa. A editora tem-se destacado pela qualidade notável das suas edições, não apenas em termos de papel e produção, mas pelo grande número de extras e bónus das suas edições – ocasionalmente até a incluir páginas inéditas feitas exclusivamente para elas!

Directamente do caderno de Giuseppe Palumbo, os vários esboços para a capa inédita de Tex Gigante "Patagónia" das edições BAO

Mas isso não quer dizer que a Bao não tenha interesse no material da Bonelli, especialmente aquele de viés mais pessoal. Ela estreou-se na publicação de BDs Bonelli em livraria este ano com Mater Morbi, uma versão em álbum de luxo de uma recente história do Dylan Dog (escrita por Roberto Recchioni) que fez bastante sucesso. Outras edições de Dylan Dog se seguiram, mas a mais estreita colaboração entre as duas editoras tem sido com uma outra série do próprio Recchioni, Orfani (a primeira série de BD inteiramente em cores da Bonelli!). Para essa, a Bao está a fazer compilações para livraria da série inteira, nos moldes dos encadernados das séries de BD americanas ou das intégrales francesas. Isso é totalmente revolucionário em termos de BD italiana e um sinal de que a Bonelli está disposta a avançar em território antes inexplorado, ainda que via parcerias editoriais.

Arte, a lápis, de Giuseppe Palumbo, da capa alternativa e obviamente inédita, do Tex Gigante "Patagónia" das edições BAO

Mas, claro, a Bao também tem interesse no bom e velho Tex. E para estrear as suas edições de livraria do Ranger, não fez por menos, optou pelo melhor Texone dos últimos tempos: Patagónia, a obra-prima de Mauro Boselli e Pasquale Frisenda, sucesso absoluto de público e crítica! E a editora pretende fazer uma edição à altura da qualidade da obra, repleta de extras e com uma capa alternativa de Giuseppe Palumbo, notável desenhador estreante em Tex (ele já desenhara Martin Mystère para a Bonelli no passado), que a editora recentemente divulgou, ainda em processo de produção, na sua página do Facebook.

Giuseppe Palumbo

Ainda não foram divulgados maiores detalhes da edição, como a quantidade e natureza dos extras, mas é certo de que ela será obrigatória para todo texiano que se preze. Não apenas por ser uma edição de luxo de uma das melhores histórias recentes do Ranger como também por ser o início da parceria entre o tradicional gigante editorial e uma nova e muito promissora editora.

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Um CONVITE a todos os fãs e coleccionadores de banda desenhada em geral e de TEX em particular

julho 28, 2014

Um CONVITE a todos os fãs e coleccionadores
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de banda desenhada em geral e de
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TEX em particular

Convite para a Inauguração da 1ª Mostra do Clube Tex Portugal

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Tex Gold nº 21 – La trappola di Tex

julho 27, 2014

Tex Gold nº 21 – La trappola di Tex

Tex Gold nº 21 – La trappola di Tex

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PROGRAMA OFICIAL da 1ª Mostra do Clube Tex Portugal

julho 26, 2014

PROGRAMA OFICIAL
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da 1ª Mostra do Clube Tex Portugal


1ª Mostra do Clube Tex Portugal

Data: 15 de Agosto (Sexta-feira, feriado nacional) a 17 de Agosto (Domingo)
Horário:
11h00 – 19h00 horas
Local
: Museu do Vinho Bairrada – ANADIA
Entrada:
GRATUITA (com direito a entrada gratuita na Exposição Permanente, designada por Percursos do Vinho e exposta ao longo de seis salas temáticas, com peças de valor arqueológico, etnográfico e técnico, reunidas com a colaboração de diversos vitivinicultores, entidades locais e nacionais. Entrada gratuita também para outras três exposições temporárias:
- Exposição “Amália”, onde estão patentes diversos objetos pessoais da diva do fado, provenientes da Casa Museu Amália Rodrigues e cedidos pela Fundação Amália Rodrigues. De entre as peças expostas, destaque para vestidos e jóias que Amália usou em grandes palcos nacionais e internacionais.
- Exposição “Fado – Património da Humanidade”. Concebida no âmbito da bem-sucedida candidatura realizada pela Câmara Municipal de Lisboa com o objetivo de integrar o fado na Lista Representativa do Património Imaterial da Humanidade, da UNESCO. Com uma forte vertente divulgadora e pedagógica, esta mostra revela a história do fado, lembra alguns dos seus protagonistas (podendo o visitante escutar e visualizar diversos registos) e não descura a sua ligação a outras artes.
- Exposição, “Vinho e Fado”. Uma mostra coletiva e internacional de arte contemporânea, na qual participam cerca de 50 artistas. Para além de obras de conceituados artistas nacionais, estão também patentes trabalhos de artistas angolanos, austríacos, belgas, canadianos, cubanos, espanhóis, polacos e venezuelanos.)

Tema: Pasquale Del Vecchio e o seu Color Tex 2015 – Cerca de duas dezenas de pranchas do autor, selecionados pelo próprio, pretendem dar, aos visitantes da 1ª Mostra do Clube Tex Portugal, uma visão geral acerca da colaboração mais recente deste consagrado desenhador italiano para com a Sergio Bonelli Editore. Poderemos ver expostas pranchas da história, ainda em produção, para o Color Tex 2015, que terá textos de Roberto Recchioni.


Programa Oficial

Sexta-feira, 15 de Agosto
15:30 horas – Inauguração Oficial da 1ª Mostra do Clube Tex Portugal (Auditório).
16:00 horas Visita guiada por Pasquale Del Vecchio à Exposição.
17:00 / 18:00 horas Desenho ao vivo com Del Vecchio.
18:00 / 19:00 horas Sessão de autógrafos com Del Vecchio

Sábado, 16 de Agosto
11:00 / 12:00 horas Sessão de autógrafos com Pasquale Del Vecchio
15:00 / 16:00 horas Workshop com Pasquale Del Vecchio, moderado por João Miguel Lameiras (Auditório)
16:15 / 18:15 horas Sessão Cinema e BD: Tex Willer e os Senhores do Abismo, de Duccio Tessari. Com Giuliano Gemma, um dos maiores atores do western italiano, como Tex. (Auditório)
20:00 horas Jantar/Tertúlia com a participação de Pasquale Del Vecchio (local a definir)

Domingo, 17 de Agosto
11:00 / 12:00 horas Aula desenho Tex com Pasquale Del Vecchio. A partir dos 12 anos. Inscrições livres.
12:30 horas Almoço/Tertúlia com a participação de Del Vecchio (local a definir)
15:00 / 15:30 horas Dois dedos de conversa com Pasquale Del Vecchio e Pedro Cleto (Auditório)
15:30 / 16:30 horas Conferência Tex em Portugal e na Itália, com a participação de Gianni Petino, José Carlos Francisco, Mário João Marques, Carlos Moreira, Orlando Santos Silva e Hernâni Portovedo, sob a moderação de Pedro Cleto (Auditório)
16:45 / 17:30 horas Desenho ao vivo com Del Vecchio.
17:30 / 18:00 horas Sessão de autógrafos com Pasquale Del Vecchio
18:30 horas Festa de Encerramento.


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TEX EDIÇÃO GIGANTE EM CORES nº 1, já disponível na Mythos Editora

julho 25, 2014

TEX EDIÇÃO GIGANTE EM CORES nº 1
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disponível na Mythos Editora

Por José Carlos Francisco

A Mythos Editora recebeu hoje, vindo da China, país onde foi impresso, o primeiro volume daquela que é já a mais bela e luxuosa colecção dedicada ao Ranger publicada até hoje em língua portuguesa e o blogue português do Tex tem o privilégio de divulgar aos seus fieis leitores as primeiras imagens deste histórico volume que seguramente será bastante cobiçada por todo e qualquer coleccionador de Tex que se preze.


Trata-se de TEX EDIÇÃO GIGANTE EM CORES, série bimestral que republicará, no formato italiano do Tex Gigante, na mesma ordem em que saíram na Itália, as magníficas aventuras desta colecção interpretada por grandes Mestres da 9ª Arte, agora totalmente a cores, com 240 páginas e CAPA DURA, onde além de um novo texto, cada edição trará também matérias inéditas, como já se pode confirmar neste primeiro volume que traz a aventura “Tex, o Grande” (“Tex il grande!”, no original).


Tex, o Grande”, uma história escrita por Claudio Nizzi,  desenhada por Guido Buzzelli (um dos mais carismáticos desenhadores de “fumetti”) e publicada pela primeira vez em 1988, como forma de comemorar os 40 anos da criação do Ranger Tex e cuja história centra-se na luta de um pequeno madeireiro que nas florestas do Oregon tem que lutar contra a cobiça de dois ricos proprietários, os irmãos Patterson, que estão dispostos a tudo para ficar com a concessão de Thompson, o que obriga o pobre madeireiro a pedir auxílio a Tex e Kit Carson.


Você, caro leitor do blogue do Tex, não pode perder esse maravilhoso lançamento, pois trata-se de uma obra luxuosa e sofisticada, em papel especial, com um preço de venda ao público no valor de R$ 59,90, no Brasil e 25.00 € para Portugal e que muito em breve será enviada a todos os pards que já fizeram a sua encomenda através do site da Mythos Editora.


A tiragem foi reduzida, mas em número suficiente para ser distribuída nas principais bancas do Brasil, como certamente se verá daqui a muitos poucos dias, quando o volume estiver então à disposição dos fieis leitores do nosso amado Ranger, já que se trata de um tesouro que não pode faltar em nenhuma BiblioTex!

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Pato Donald lendo Tex, em uma homenagem de Claudio Villa

julho 24, 2014

Pato Donald lendo Tex, em uma homenagem
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de Claudio Villa

Por Pedro Bouça

Edição especial comemorativa dos 80 anos do Pato Donald, traz homenagem de Claudio Villa

No último dia 9 de Junho, o pato mais famoso do mundo completou 80 anos de idade. Trata-se do Pato Donald, que apareceu pela primeira vez para o público em 9 de Junho de 1934 no curta metragem de animação The Wise Little Hen (“A Galinha Sábia“, em bom português).

Nessa altura, a revista italiana Topolino (“Mickey“) publicou uma edição comemorativa dedicada ao pato. Além das bandas desenhadas habituais, ela incluiu dezassete ilustrações do Pato feitas por autores de BD convidados que não costumam habitualmente desenhar para a Disney. Entre eles nomes como Milo Manara, Giuseppe Camuncoli e… Claudio Villa!

E onde entra Tex nisso? Bem, Villa decidiu retratar o pato lendo nada menos que uma BD do nosso querido Ranger. E curiosamente escolheu a edição comemorativa de 50 anos de publicação de Tex (talvez pela sua bela capa, de autoria do próprio Villa), Vendetta Navajo, que todos os leitores portugueses e brasileiros reconhecem na hora por ter sido publicada no Brasil na primeira edição do Almanaque do Tex da Editora Mythos!

Pato Donald lendo Tex, em uma homenagem de Claudio Villa

Uma curiosa homenagem feita pelo artista a duas das personagens de BD de maior sucesso da Itália.

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Entrevista exclusiva: PASQUALE DEL VECCHIO (autor convidado para a 1ª Mostra do Clube Tex Portugal em Anadia de 15 a 17 de Agosto)

julho 22, 2014

Entrevista exclusiva: PASQUALE DEL VECCHIO
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(autor convidado para a 1ª Mostra do Clube
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Tex Portugal em Anadia de 15 a 17 de Agosto)

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco, com a colaboração de Júlio Schneider (tradutor de Tex para o Brasil) e de Gianni Petino na tradução e revisão e de Bira Dantas na caricatura.

Pasquale Del Vecchio caricaturado por Bira Dantas

O Clube Tex Portugal realiza, em Anadia, de 15 a 17 de Agosto próximo a 1ª Mostra do Clube Tex Portugal e traz pela primeira vez PASQUALE DEL VECCHIO ao nosso país, motivo mais que suficiente para esta nova entrevista do blogue português do Tex com o autor italiano que estará então presente na capital da Bairrada nos dias 15, 16 e 17 de Agosto.

Para além da presença de PASQUALE DEL VECCHIO, o mui nobre MUSEU DO VINHO BAIRRADA, local do evento, terá também uma mostra pessoal de PASQUALE DEL VECCHIO com a exposição de várias pranchas inéditas da história, escrita por Roberto Recchioni, para o Color Tex de 2015 e dela constarão cerca de duas dezenas de pranchas deste que é  na actualidade um dos mais conceituados desenhadores do Ranger.

Tex em Anadia, arte de Pasquale Del Vecchio

Caro Pasquale, mais uma vez bem-vindo ao blogue português de Tex! Você estará presente em Portugal, numa exposição do Clube Tex Portugal, na cidade de Anadia. O que representa para si esse acontecimento que contará com a sua presença em um País estrangeiro?
Pasquale Del Vecchio: Eu estou muito feliz e honrado por tomar parte na exposição de Tex em Anadia. É muito bom saber que Tex também faz sucesso em Portugal.

O que convenceu Pasquale Del Vecchio, autor de fama mundial, a aceitar um convite tão incomum?
Pasquale Del Vecchio: A possibilidade de representar Tex em Portugal e a curiosidade de conhecer um novo público.

Quais são as suas expectativas em relação à 1ª Mostra do Clube Tex Portugal?
Pasquale Del Vecchio: Eu estou convencido de que encontrarei um público muito interessado e caloroso, e um ambiente certamente espectacular.

Você tem algum contacto com a BD feita em Portugal? Conhece algum autor como, por exemplo, E. T. Coelho, que inclusive morou e trabalhou por muito tempo na Itália, considerado por muitos como o melhor desenhador de quadradinhos português de todos os tempos?
Pasquale Del Vecchio: Confesso que, infelizmente, conheço pouco, e espero que a visita a Portugal possa preencher essa grave lacuna. Eu vi alguns trabalhos de Coelho, um desenhador bastante interessante, clássico e sugestivo.

Página - a lápis - inédita de Pasquale Del Vecchio para o Color Tex 2015

Vamos alargar um pouco o horizonte da entrevista: o que o fez entrar para a indústria dos quadradinhos?
Pasquale Del Vecchio: A paixão pela BD e pelo desenho foi o motor principal. Eu sempre desenhei, e contar por imagens foi uma necessidade que se transformou, quase automaticamente, em profissão.

Como você analisa a evolução da sua carreira?
Pasquale Del Vecchio: Eu não saberia responder a essa pergunta de modo objectivo. No início da minha carreira eu era atraído por desenhadores/autores muito distantes do meu modo actual de desenhar. Eu apreciava Muñoz, Pazienza, Corben. Depois, com o passar do tempo, a minha atenção se dirigiu a um desenho mais clássico. A evolução frequentemente também é ligada às personagens ou às BDs que se está a desenhar. Um ponto importante certamente foi o meu trabalho com a série Napoleone.

Você tem consciência de que é um dos melhores desenhadores de Tex e que os leitores sempre têm grandes expectativas em relação aos seus trabalhos?
Pasquale Del Vecchio: Não tenho consciência disso, absolutamente, e também não acredito (risada irónica).

Página inédita de Pasquale Del Vecchio para o Color Tex 2015

No que você está a trabalhar actualmente?
Pasquale Del Vecchio: Actualmente estou a trabalhar em um Color Tex, com roteiro de Roberto Recchioni. Uma história envolvente e cheia de golpes de cena, e nela Tex é acompanhado por seus três pards.

O que você sentiu quando recebeu o convite para desenhar o Color Tex?
Pasquale Del Vecchio: No início um pouco de preocupação, porque em Tex eu sou muito ligado ao preto e branco e às atmosferas que essa técnica consegue evocar. Em seguida, ao conversar com Mauro Boselli, decidi não economizar no uso do preto, como geralmente acontece quando se trabalha para o mercado francês, e efectuar uma colorização bastante suave e complementar ao desenho. Veremos.

Como se forma um desenhador do seu calibre?
Pasquale Del Vecchio: Com muito desenho e muita paixão por este trabalho. É necessária uma certa inclinação para o desenho, mas essa deve ser sustentada por um duro trabalho quotidiano. E ser curioso, não se limitar somente à BD, mas buscar outras formas expressivas, que de algum modo possam sugestionar o trabalho.

Página inédita de Pasquale Del Vecchio para o Color Tex 2015

De que modo você imagina que pode conseguir trazer novos leitores para Tex?
Pasquale Del Vecchio: O modo mais simples é o dos laços familiares: pais, irmão, irmãs, noiva, tias… agora elas também lêem histórias de Tex.

Como você avalia o seu trabalho em relação ao passado?
Pasquale Del Vecchio: Eu sempre tive um relacionamento conflituoso com o trabalho recém-concluído. Eu só vejo os defeitos, as coisas que não saem bem. Para avaliar o meu trabalho é preciso deixar o tempo passar, ele deve se sedimentar. Eu penso que, com o tempo, o meu trabalho tornou-se mais maduro, mas tenho algumas dúvidas.

Na sua visão, qual foi o seu melhor trabalho com Tex? E o mais difícil?
Pasquale Del Vecchio: O mais difícil, sem dúvida, foi o primeiro (Dinheiro Sujo e Salvamento Heróico, história em dois volumes), por ser o primeiro impacto com a personagem e com a nova ambientação de faroeste. O meu preferido creio que foi o seguinte (A Revolta dos Cheyennes e Três Dias de Cão, também em dois volumes).

Página inédita de Pasquale Del Vecchio para o Color Tex 2015

Há alguma história de Tex feita por outro autor e que você gostaria de ter feito?
Pasquale Del Vecchio: A de Ticci no Grande Norte (Flechas Pretas Assassinas, Tambores de Guerra), mas é melhor que ela tenha sido desenhada por ele. Eu jamais conseguiria fazer tal obra-prima.

Se lhe fosse proposto desenhar novamente uma aventura clássica de Tex feita, por exemplo, por autores como Galep ou Lettèri, como você acha que enfrentaria a tarefa? E qual história desses autores escolheria?
Pasquale Del Vecchio: Além da já citada história de Ticci e Gianluigi Bonelli, eu recordo-me de uma desenhada por Nicolò e focada na caçada a um cavalo negro com uma estrela na testa, cujo título era Silver Star, o Corcel Sagrado.

O que Tex representa para si e qual a importância dele na sua vida?
Pasquale Del Vecchio: Tex é a BD com a qual eu cresci e com a qual agora trabalho. Uma constante na minha vida.

Página inédita de Pasquale Del Vecchio para o Color Tex 2015

Sim, Tex é uma personagem importante na sua carreira, sem dúvida. Você consegue se imaginar ainda a desenhá-lo em 10 ou 20 anos, ou pretende um dia tentar algo novo? Você tem em mente algum projecto com o qual trabalhar no futuro?

Pasquale Del Vecchio: Por esconjuro, é melhor não falar de projectos ou sonhos. De todo modo, ainda estar a desenhar Tex daqui a dez ou mais anos, parece-me um óptimo augúrio.

Para encerrar, gostaria de deixar alguma mensagem aos seus admiradores que irão a Anadia?
Pasquale Del Vecchio: Espero encontrar muitos admiradores do mítico Ranger em Anadia. Até breve.

Pasquale, agradecemos muitíssimo pelo tempo que nos dedicou.

Pasquale Del Vecchio

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Intervista esclusiva:PASQUALE DEL VECCHIO (in occasione della sua presenza alla 1ª Mostra del Club Tex Portogallo)

julho 22, 2014

Intervista esclusiva:PASQUALE DEL VECCHIO
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(in occasione della sua presenza alla
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1ª Mostra del Club Tex Portogallo)

Intervista condotta da José Carlos Francisco, con la collaborazione di Júlio Schneider (redattore di Tex per il Brasile) e di Gianni Petino per le traduzioni e le revisioni e di Bira Dantas per la caricatura.


Per celebrare il primo anno di vita del Club Tex Portogallo, si terrà una Mostra al Museo del Vino e della Vigna di Anadia (il luogo più importante della città).

Situata nel centro del Portogallo, Anadia dista 25 km a nord di Coimbra e 90 km a sud di Oporto.
L’esposizione avrà luogo nei giorni 15, 16, e 17 agosto con la presenza di un grande nome di Tex: PASQUALE DEL VECCHIO.


Caro Pasquale, ancora una volta sii il benvenuto al blog portoghese di Tex! Sarai protagonista in Portogallo di una esposizione del Club Tex Portogallo, nella città di Anadia. Cosa rappresenta per te questo avvenimento che potrà contare sulla tua presenza in un paese straniero?
Pasquale Del Vecchio: Riguardo all’esposizione di Tex ad Anadia, sono molto contento ed onorato di prendervi parte. Mi fa piacere che Tex riscuota tanto successo anche nel vostro paese.

Cosa ha convinto Pasquale Del Vecchio, autore di risonanza mondiale, ad accettare un invito così insolito?
Pasquale Del Vecchio: La possibilità di rappresentare Tex in Portogallo e la curiosità di conoscere un nuovo pubblico.

Quali sono le tue aspettative relativamente alla 1ª Mostra del Club Tex Portogallo?
Pasquale Del Vecchio: Sono convinto di trovare un pubblico molto interessato e caloroso in una cornice sicuramente spettacolare.

Hai qualche contatto con il fumetto made in Portogallo? Conosci qualche autore, come per esempio E. T. Coelho, anche perché ha vissuto e lavorato per molto tempo in Italia, considerato da molti come il miglior disegnatore di fumetti portoghese di sempre?
Pasquale Del Vecchio: Purtroppo confesso di essere un po’ ignorante in merito e spero che la visita in Portogallo possa colmare questa grave lacuna. Ho visto dei lavori di Coelho e trovo che sia un disegnatore molto interessante, classico e suggestivo.

Allargando adesso un po’ l’orizzonte dell’intervista: cosa ti ha convinto ad entrare nell’industria dei comics?
Pasquale Del Vecchio: La passione per i fumetti e per il disegno è stato il motore principale. Ho sempre disegnato e raccontare per immagini è stato un bisogno che quasi automaticamente si è trasformato in lavoro.

Come analizzi l’evoluzione della tua carriera?
Pasquale Del Vecchio: Non saprei risponder in maniera oggettiva a questa domanda. All’inizio della mia carriera ero attratto da disegnatori/autori molto distanti dal mio modo di disegnare attuale. Amavo Muñoz, Pazienza, Corben. Poi col tempo mi sono orientato verso un tipo di disegno più classico. L’evoluzione è spesso legata anche ai personaggi o ai fumetti che uno si trova a disegnare. Un punto importante è stato sicuramente la mia collaborazione a Napoleone.

Sei cosciente di essere uno dei migliori disegnatori di sempre della serie di Tex e che i lettori conservano sempre grandi aspettative dai tuoi lavori?
Pasquale Del Vecchio: Non ne sono assolutamente cosciente e non ci credo (risata ironica).

Su che cosa stai lavorando attualmente?
Pasquale Del Vecchio: Attualmente sono al lavoro su un Color Tex, sceneggiato da Roberto Recchioni. Una storia avvincente e piena di colpi di scena, in cui Tex è affiancato da i suoi 3 pards.

Cos’hai provato quando hai ricevuto l’invito per disegnare il Color Tex?
Pasquale Del Vecchio: All’inizio un po’ di preoccupazione, perché su Tex sono molto legato al bianco e nero ed alle atmosfere che questa tecnica riesce ad evocare. Successivamente, parlando con Mauro Boselli, ho deciso di non limitarmi nell’uso dei neri, come capita spesso quando si lavora per il mercato francese, confidando in una colorazione abbastanza piatta e di commento al disegno. Vedremo.

Come si forma un disegnatore del tuo calibro?
Pasquale Del Vecchio: Disegnando tanto e coltivando una grande passione per questo lavoro. Occorre una certa inclinazione per il disegno, ma questa va sostenuta da un duro lavoro quotidiano. Ed essere curiosi, non limitarsi ai soli fumetti, ma incuriosirsi anche ad altre forme espressive, che in qualche modo possono suggestionare il tuo lavoro.

In che modo ritieni che Pasquale Del Vecchio possa riuscire a portare nuovi lettori verso Tex?
Pasquale Del Vecchio: Il modo più semplice è quello dei legami famigliari: genitori, fratello, sorelle, fidanzata, zie… ora anche loro leggono fumetti di Tex.

Come valuti il tuo lavoro di oggi in rapporto al passato?
Pasquale Del Vecchio: Ho sempre un rapporto conflittuale col lavoro appena fatto… vedo solo i difetti, le cose che non vanno. Per valutare il mio lavoro deve passare del tempo, deve sedimentare. Spero che col tempo il mio lavoro sia diventato più maturo, ma ho qualche dubbio.

A tuo avviso, quale è stato il tuo lavoro migliore su Tex? E il più difficile?
Pasquale Del Vecchio: Il più difficile senz’altro il primo (Soldi sporchi, Sandy Well), in quanto primo impatto col personaggio e con la nuova ambientazione western. Il mio preferito forse la storia successiva (La rivolta dei cheyennes, Tre lunghi giorni).

C’è qualche storia di Tex non firmata da te che ti sarebbe piaciuto di avere realizzato?
Pasquale Del Vecchio: Quella di Ticci nel Grande Nord (Sulle piste del nord, Tamburi di guerra), ma è meglio che l’abbia disegnata lui… non sarei mai riuscito a fare un tale capolavoro.

Se ti proponessero di disegnare nuovamente un’avventura classica di Tex, per esempio di autori come Galep o Lettèri, come pensi che prenderesti questo compito? E quale storia sceglieresti di questi autori?
Pasquale Del Vecchio: Oltre alla già citata storia di Ticci e Gianluigi Bonelli, mi viene in mente una disegnata da Nicolò incentrata sulla caccia ad uno stallone nero con una stella in fronte, chiamato Silver Star, lo Spirito di Manito.

Cosa rappresenta Tex per te e quale è la sua importanza nella tua vita?
Pasquale Del Vecchio: Tex è il fumetto col quale sono cresciuto e sul quale lavoro adesso. Una costante nella mia vita.

Sì, Tex è un personaggio importante nella tua carriera, senza dubbio: riesci ad immaginarti fra 10 o 20 anni a disegnare ancora la serie, o ambisci, un giorno, a provarti su qualcosa di nuovo? Hai qualche progetto in mente a cui lavorare in un futuro?
Pasquale Del Vecchio: Dei progetti o dei sogni, per scaramanzia, è meglio non parlare. Comunque tra 10 o più anni ancora a disegnare Tex mi sembra un ottimo augurio.

In conclusione, vuoi lasciare un messaggio ai tuoi ammiratori che si trasferiranno ad Anadia?
Pasquale Del Vecchio: Spero di trovare numerosi ammiratori del mitico ranger ad Anadia. A presto.

Pasquale, ti ringraziamo moltissimo per il tempo che ci hai dedicato.


(Cliccare sulle immagini per vederle a grandezza naturale)

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