Clube Tex Portugal é notícia na imprensa portuguesa – Gazeta da BD na Gazeta das Caldas, 17 de Abril de 2015

abril 18, 2015

Clube Tex Portugal é notícia na imprensa

portuguesa - Gazeta da BD na Gazeta das

Caldas, 17 de Abril de 2015

Gazeta das Caldas

Gazeta das Caldas, 17 de Abril de 2015
Texto da secção Gazeta da BD
Jorge Machado-Dias

Clube Tex Portugal - O único clube português

dedicado a um herói de bd

O Clube Tex Portugal na Gazeta da BD, das Caldas

A edição de banda desenhada tem, em Portugal, desde há uns 20 ou 30 anos (ou mesmo mais), uma expressão minimalista. Passou o tempo dos grandes autores, das grande séries – durante mais ou menos os anos de 1930 aos de 1970 – dos “heróis”, de toda uma panóplia de personagens que fizeram “escola” e se fixaram nas memórias da juventude desses tempos. Contudo ainda existem leitores apegados às memórias de quando eram jovens. Mesmo assim, personagens já com algumas décadas de vida, continuam a despertar o interesse de (talvez poucos) novos leitores. Tex Willer – criado por Giovanni Luigi Bonelli e desenhado por Aurelio Galleppini, na Itália do pós-guerra, em 1948 (atingirá os 70 anos de edições em 2018) – é uma dessas personagens.

Assim, um pouco à semelhança dos conhecidos clubes Les Amis de Hergé (Bélgica) e Les Amis de Jacobs (França), foi fundado em Portugal um clube dedicado, não a um autor, mas a uma personagem da banda desenhada: o Clube Tex Portugal. O clube, que reúne fãs de Tex Willer foi fundado durante o 18º Salão de BD de Viseu, durante uma Tertúlia Texiana, realizada em 10 de Agosto de 2013 aproveitando a presença de Andrea Venturi, ilustrador italiano da série Tex.

Para além das revistas mensais de Tex Willer, distribuídas em Portugal pela brasileira Mythos Editora, que edita no Brasil as versões em português de todas as publicações de Tex (e não só) que saem da milanesa Sergio Bonelli Editore, os fãs portugueses do “ranger” encontraram um outro pólo aglutinador do seu interesse, no Tex Willer Blog (texwillerblog.com). Este blogue criado por Mário João Marques e José Carlos Francisco em 2006 tem contribuído, ao longo dos anos, para a divulgação do imaginário texiano, com textos e imagens de proveniência diversa. Por ali passam as notícias editoriais da Casa Bonelli e da Mythos Editora, as entrevistas com autores, editores, investigadores e simples fãs, assim como a divulgação de inúmeros originais de ilustrações texianas – dos autores da série ou de homenagens por outros ilustradores. Das iniciativas mais marcantes do Tex Willer Blog tem sido trazer a Portugal uma série de ilustradores italianos da série, com destaque para Fabio Civitelli, que esteve presente em todos os Festivais e Salões de BD em Portugal, por 5 vezes entre 2008 e 2012 – 2007 em Moura, 2008 na Amadora, 2010 em Beja, 2011 em Viseu e 2012 no Porto –, Marco Bianchini (Amadora 2008), Ivo Milazzo (ilustrador, não de Tex, mas de Ken Parker, outra série da Bonelli) em 2011 em Beja, Andrea Venturi (2013 em Viseu) e Pasquale Del Vecchio (Anadia, 2014) e este ano mais dois ilustradores, como veremos mais abaixo.

Inicialmente previsto apenas para sócios portugueses, o Clube Tex Portugal decidiu agora abrir as portas a sócios estrangeiros, dada a grande quantidade de pedidos de adesão por parte, especialmente, de texianos brasileiros, devido sobretudo ao início da edição da Revista do Clube Tex Portugal, destinada exclusivamente a sócios. O Clube conta neste momento com cerca de 100 sócios e a revista é distribuída gratuitamente aos sócios, que têm a opção de adquirir (por € 10,00) um exemplar extra.

Mas a primeira iniciativa pública do Clube Tex Portugal foi a 1ª Mostra do Clube na Anadia, que contou com a presença do ilustrador italiano Pasquale Del Vecchio e levou àquela cidade do Distrito de Aveiro cerca de 300 pessoas. Depois veio a edição do primeiro número da Revista do Clube Tex Portugal que, por via da larga divulgação, projectou o Clube para outra dimensão, como já referimos. A 2ª Mostra do Clube Tex Portugal está prevista para 9 e 10 de Maio deste ano, com a presença dos ilustradores Pasquale Frisenda e Stefano Biglia (que assina o cartaz do evento), onde estarão patentes cerca de 20 pranchas originais destes dois ilustradores.

O primeiro número da Revista do Clube Tex Portugal foi distribuído no convívio/jantar texiano, que decorreu num restaurante do Cacém em Novembro de 2014. Teve a colaboração de Mário João Marques (director), José Carlos Francisco, Carlos Moreira, Júlio Schneider, Jorge Magalhães, Pedro Cleto, Sérgio Madeira de Sousa, Paulo Guanaes e eu próprio. Dado o sucesso que a revista obteve foi decidido passá-la a semestral – estava previsto que fosse anual – estando o número 2 programado para Maio próximo, não se sabendo ainda se esta edição será lançada no 2º Encontro Texiano da Anadia. Este número será dedicado muito especialmente a Fabio Civitelli.

Nota importante: para fazer parte do Clube Tex Portugal – cujos estatutos podem ser consultados em http://texwillerblog.com/wordpress/?page_id=47999 – e usufruir de todos os brindes e regalias, entre os quais se inclui a revista do Clube, é necessário pagar uma jóia de inscrição de € 5,00 e uma quota mensal de € 2,00.


Copyright: © 2015Jorge Machado-Dias; Jornal Gazeta das Caldas

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Entrevista com o fã e coleccionador: Nadir Saraiva Dutra

abril 17, 2015

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Nadir Saraiva Dutra: Sou gaúcho, nascido em 1966 em São Borja.
Mudei-me para a capital do Estado em 1988 e após dois anos voltei para a minha cidade natal. Actualmente estou com 47 anos e morando em Santa Maria desde 2013 para acompanhar o meu filho na faculdade. Sou muito fã de histórias aos quadradinhos de faroeste e em relação a gosto musical gosto muito de rock’n'roll. Entre os meus favoritos estão Raul Seixas, Legião Urbana, Janis Jopli e AC\DC. Actualmente trabalho como construtor civil.

Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada?
Nadir Saraiva Dutra: O meu interesse por quadradinhos começou entre 1973 e 1974 quando eu nem sabia ler. A minha primeira revista foi Tex n° 36 da primeira edição que achei em um terreno abandonado. Faltavam-lhe algumas páginas. Ao passar do tempo eu andava o tempo todo com esta revista e onde eu morava tinha uma vizinha que lia banda desenhada e ela vendo-me com aquela revista do Tex debaixo do braço começou a emprestar-me algumas revistas para olhar\ler e assim fui aprendendo a gostar de banda desenhada. Na época eram todos sem capas pois eram vendidos na livraria uma vez por mês por quilo porque os donos das bancas devolviam apenas as capas para as editoras, então essa minha vizinha comprava e dava-me algumas dessas revistas e com o passar do tempo fui aprendendo a ler.

Quando descobriu Tex?
Nadir Saraiva Dutra: A minha paixão pelas revistas do Tex começou em 1978 quando a minha mãe me deu de presente o Tex n° 11 da segunda edição e quando ia no cinema via as pessoas lendo Tex  pois na época era uma “febre”. Então comecei a ir na porta do cinema para trocar as minhas revistas com outros leitores. Com o tempo fui adquirindo mais revistas e quando me dei  conta já tinha uma grande colecção de revistas do Tex.

Porquê esta paixão por Tex?
Nadir Saraiva Dutra: O que me chamou a atenção no Tex foi ter associado a personagem Tex com o meu pai pois ele era capataz de uma fazenda e vestia-se como se fosse um cowboy e tinha o seu cavalo e fazia grandes cavalgadas com o gado ao cuidar para que não fosse roubado. Mas a paixão também veio pela sua honestidade e por o Ranger ser uma pessoa humilde e defensor dos fracos.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Nadir Saraiva Dutra: Acredito eu que isso se deve por os seus criadores terem conseguido criar um fenómeno, pois eu já troquei revistas do Tex  com leitores de 11 a 70 anos. Isto é incrível pois possuo outras colecções e estas não abrangem um público tão diversificado em idade.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Nadir Saraiva Dutra: No momento possuo 850 revistas e 120 repetidas tendo no total 970 revistas apenas do Tex de diversas editoras. Para mim há duas revistas mais importantes; são elas a número 36 (A fabulosa cidade de ouro), 1° edição, pois foi com ela que aprendi a ler as minhas primeiras palavras e a segunda é a número 11 (Rivais na guerra do ouro), 2° edição, que foi um presente de minha mãe e foi por causa dela que comecei a minha colecção.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Nadir Saraiva Dutra: Colecciono em maior parte BD’s desta personagem, mas também possuo diversos pósters de Tex e alguns quadros confeccionados a partir de alguns pósters.

Qual o objecto Tex que mais gosta de possuir?
Nadir Saraiva Dutra: O objecto que mais gosto de ter actualmente é o meu encadernado do Tex que vem com as revistas do Tex n° 22, 27, 28, 35, 36 e 37, pois teve uma época em que perdi toda a minha colecção e fiquei apenas com estas revistas, então mandei encaderná-las para poder conservá-las porque achei que nunca mais conseguiria recomeçar a minha colecção.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Nadir Saraiva Dutra: A história que eu mais gostei foi a dos n° 77 e 78 que é aonde Tex enfrenta Mefisto. O meu desenhador favorito é A. Galleppini e o argumentista que sem dúvida nenhuma para mim é G. L. Bonelli.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Nadir Saraiva Dutra: O que mais me agrada na personagem Tex é a maneira como ele enfrenta os seus adversários, com coragem, determinação e por ser um defensor da lei. Gostaria que as editoras não publicassem histórias repetitivas pois isso não me agrada.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Nadir Saraiva Dutra: Por ser um herói que não tem preconceito sobre os povos e por ser um policial incorruptível e destacar-se em sua coragem e simplicidade e principalmente por as suas histórias serem inesquecíveis.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Nadir Saraiva Dutra: Ultimamente não pois faz pouco tempo que mudei-me de cidade e ainda não conheço muitos coleccionadores daqui mas em minha cidade natal conheço muitos coleccionadores lá. Quando vou à minha cidade sempre procuro entrar em contacto com eles.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Nadir Saraiva Dutra: Vejo um futuro muito promissor para ele pois já passou por várias editoras e os fãs sempre mostraram interesse sendo eles jovens ou antigos leitores, então acredito que o Ranger Tex ainda terá muitas aventuras pela frente e nós como fãs e coleccionadores ainda poderemos desfrutar de óptimas leituras de suas aventuras.


Prezado pard Nadir Saraiva Dutra, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.
Nadir Saraiva Dutra: Eu é que agradeço a oportunidade de contar a minha história como coleccionador de revistas do Tex, pois foi como contar uma parte de minha vida. Obrigado!

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Giovanni Freghieri e Tex: À terceira (ainda) não é de vez

abril 16, 2015

Giovanni Freghieri e Tex:

À terceira (ainda) não é de vez

Por José Carlos Francisco

Giovanni Freghieri

Lá diz o velho ditado… “À terceira é de vez…”, mas parece que nem sempre isso é assim tão linear, inclusive no que diz respeito a Tex Willer e ao seu mundo. Isto porque pela terceira vez  Giovanni Freghieri, conceituado desenhador italiano, começou a desenhar uma história de Tex e também pela terceira vez acabou por abandonar o projecto, a última das quais depois de já ter concluído 15 páginas com a arte final e ter realizado outras 20 páginas a lápis.

A mais recente destas desistências ocorreu com a história “Delta Queen”, história essa destinada à publicação Color Tex e que acabou por ser, no que à arte diz respeito, da autoria de Fabio Civitelli que desse modo acabou por substituir, magistralmente direi,  Giovanni Freghieri.

Freghieri confessou ser muito mais lento a desenhar uma história destinada a ser publicada a cores do que a desenhar um álbum normal a preto e branco. E disse que o motivo é a ausência das sombras. Ter que fazer um trabalho “liso” não lhe sai como gostaria, o que o leva a desenhar com muita lentidão para além de não ser do seu agrado. E como tinha prazos a cumprir com relação a Dylan Dog, a série bonelliana em que trabalha regularmente acabou por ter que abandonar uma vez mais o projecto “Tex”, tal como aconteceu há alguns anos atrás com o Maxi Tex “Lo squadrone infernale“, de Outubro de 2008, que acabou por ser desenhado por Ugolino Cossu.

A título de curiosidade, mostramo-vos de seguida uma mesma página de “Delta Queen” nas interpretações de Giovanni Freghieri e de Fabio Civitelli e é curioso ver como o mesmo guião gera duas interpretações diversas:

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Tex, Lilyth e Tigre Negro na arte de António Lança-Guerreiro

abril 15, 2015

Tex, Lilyth e Tigre Negro na arte de

António Lança-Guerreiro

Por José Carlos Francisco

António Lança-Guerreiro, um conhecidíssimo pard português que quase sempre está presente nos eventos dedicados a Tex que se vão realizando por Portugal ao longo dos últimos anos, surpreendeu muito e boa gente em 2012 ao participar na homenagem dedicada a Sergio Bonelli promovida pelo nosso blogue ao fazer um belo desenho de Sergio Bonelli com uma expressão inefável como bem frisou o conceituado Jorge Magalhães num comentário feito aquando da publicação.

Fabio Civitelli, António Lança Guerreiro e uma bela Lilyth

Pois bem, António Lança-Guerreiro comprovou que tinha jeito para a arte de (bem) desenhar e por isso o blogue português do Tex volta e meia pede-lhe que nos presenteie com novas ilustrações e nestas férias da Páscoa o nosso pard não se fez rogado e enviou-nos cinco belas ilustrações de Tex e Lilyth, como poderemos ver a ilustrar este texto onde também ficamos a conhecer um pouco mais de António Lança-Guerreiro através das suas próprias palavras:

Não é fácil falar em causa própria, mas aqui ficam algumas linhas.

Nascido numa pequena vila debruçada sobre o Tejo, no distrito de Santarém, sempre tive uma ligação com as imagens que ilustravam os livros da escola ou da biblioteca escolar, mais tarde a municipal, que frequentava assiduamente para devorar páginas de aventuras, umas ilustradas, outras somente imaginadas e recriadas em imagens enquanto saboreava a leitura dos “júlio verne” ou dos “salgaris”. Mas o meu encontro com as bandas desenhadas das revistas, que então podia ler na escola primária, com autorização especial da professora, foi o momento mais fascinante e o despertar do meu gosto pela 9ª arte, que desde então passei a ler e a coleccionar.


Para minha felicidade, nessa altura da minha infância, banda desenhada e revistas de BD era coisa que abundava, graças à Agência Portuguesa de Revistas e ao amor incondicional que o editor Roussado Pinto teve na divulgação de todos aqueles heróis de papel que preencheram esta fase da minha existência e foram o motivo de grandes aventuras imitativas, e também alguns ralhetes dos progenitores, quando a banda desenhada era ainda vista como uma arte menor e desviante do recto caminho a que um jovem tinha de se dedicar para ser homem.

Eram outros tempos. Tomei contacto com muitos heróis de papel, dos mais diversos: as personagens da Disney da Abril, os clássicos americanos do “Mundo de Aventuras” e de “O Grilo”, a escola franco-belga com  a revista “Tintin” e “Spirou”, os comics da Marvel e da DC, e também com os fumetti, que na altura não sabia que se chamavam assim, com o Tex, o Zagor e o Mister No, que se destacavam de entre aqueles a que chamávamos “os livros de Cowboys”, dos muitos que então havia.


Talvez este meu fascínio pela banda desenhada me tenha levado ao gosto de desenhar “os meus bonecos”, que carinhosamente ainda guardo como lembrança desses tempos idos de juventude. Estranhamente, um dos meus primeiros desenhos foi um cowboy num saloon. Seria influência de Tex Willer? Já não me lembro, mas ainda tenho esse desenho, algures…

Mais tarde, quando andava no liceu, fiz alguns desenhos, ilustrações  e BD que publiquei em jornais escolares e regionais, os “lá da terra”. Já na faculdade, em Coimbra, para além das caricaturas que fiz para os livros de curso dos finalistas, também participei na aventura da publicação do franzine BDMIX, do qual acho que só saiu um número, em colaboração com os então também estudantes de faculdade Fernando Correia e José Lameiras.


Fui participando em algumas exposições colectivas de pintura e criando as minhas BD que, ou por falta de tempo ou dispersão por outras actividades, foram ficando no fundo do baú, umas completas, outras inacabadas. Às vezes penso que se porventura as tivesse divulgado, talvez pudesse ter feito algo no campo da BD. Mas não foi esse o caminho trilhado para a aventura da vida. No entanto, sou um viciado consumidor de BD e coleccionador inveterado e, por isso, dói-me a alma quando vejo alguma revista de quadradinhos desaparecer da vida dos seus leitores. E, infelizmente, ao longo dos anos é o que mais tem acontecido. Mas enquanto na nossa memória durar a lembrança desses inúmeros heróis e das suas extraordinárias façanhas e verosímeis aventuras, eles e os seus criadores nunca morrerão para nós.

Acabei por falar mais dos personagens de BD do que de mim? Talvez… porque, enquanto leitor, eles serão sempre mais importantes do que eu; e, enquanto “fazedor de bonecos”, talvez os meus desenhos falem por mim melhor do que eu.


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PRANCHAS INÉDITAS de Horacio Altuna a Giovanni Ticci passando por Enrique Breccia, Stefano Biglia, Maurizio Dotti, Stefano Andreucci, Michele Rubini, Alessandro Nespolino, Massimo Rotundo…

abril 14, 2015

PRANCHAS INÉDITAS de Horacio Altuna a

Giovanni Ticci passando por Enrique Breccia,

Stefano Biglia, Maurizio Dotti, Stefano

Andreucci, Michele Rubini, Alessandro

Nespolino, Massimo Rotundo…

Hoje no blogue do Tex vamos dar, uma vez mais, conhecimento aos nossos leitores de inúmeras páginas INÉDITAS de Tex que estão sendo desenhadas por alguns dos grandes nomes do staff de Tex, de Horacio Altuna a Giovanni Ticci passando por Enrique Breccia, Stefano Biglia, Maurizio Dotti, Stefano Andreucci, Michele Rubini, Alessandro Nespolino, Massimo Rotundo

Página inédita do Tex Gigante em produção por Horacio Altuna

Tex e seus pards numa paragem para beber café. Arte de Giovanni Ticci para textos de Pasquale Ruju. História prevista para 2016 com o título provisório "L'onore di un guerriero"

Página inédita do Tex Gigante que está a ser desenhado por Enrique Breccia, com guião de Tito Faraci

Página de Stefano Biglia para história em produção escrita por Mauro Boselli

Página de Maurizio Dotti para história programada para Novembro e Dezembro deste ano

Stefano Andreucci e uma situação perigosa para o jovem Tex

Página a lápis de Michele Rubini

Página da história escrita por Tito Faraci e desenhada por Alessandro Nespolino, que o desenhador acabou de terminar e cuja publicação ocorrerá em 2016.

Página do Tex Gigante de Pasquale Ruju e Massimo Rotundo a publicar este ano

Luca Barbieri com uma página inédita de Maurizio Dotti

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As críticas do Marinho: “O segredo do juiz Bean” – (Tex brasileiro 535 e 536)

abril 13, 2015

As críticas do Marinho:

O segredo do juiz Bean

(Tex brasileiro 535 e 536)

Por Mário João Marques

Tex 535 - O segredo do juiz Bean e Tex 536 - Atentado em San Antonio

Segundo rezam as crónicas, Roy Bean foi um excêntrico jurista norte-americano que se auto-proclamou de juiz. Personagem de filmes e de literatura, foi também fonte de inspiração para G.L. Bonelli que acabou por cruzar Roy Bean com Tex e Carson na aventura “La Legge do Roy Bean” desenhada por Letteri e publicada nos números 117 – 120 da colecção italiana.

Robusto, barbudo e irrequieto, Roy Bean reaparece no caminho dos Rangers numa nova aventura, agora assinada por Boselli, e que marca o regresso de Pasquale Frisenda, agora na série regular, depois da sua estreia na magnífica aventura “Patagónia”, sobejamente elogiada por leitores e críticos.

Desta vez, Tex e Carson estão no encalço de Lonnie Moon, um foragido que se aliou ao mexicano Pablo Morientes, com o intuito de se apoderar de vinte mil dólares, dinheiro roubado pelo irmão de Lonnie durante um assalto ocorrido anos atrás, tendo nessa altura sido acusado e condenado pelo juiz Bean.

Acreditando que foi o próprio juiz que ficou com o dinheiro, Lonnie Moon fará tudo para obrigar Roy Bean a revelar a verdade, não hesitando em tentar matar Lily Langtry, uma actriz inglesa de visita ao Oeste americano e que é adorada e amada pelo juiz.

Na aventura bonelliana, Roy Bean era um canalha simpático, alguém que administrava a justiça de modo muito particular. Sem que estas características não deixem, de algum modo, estar presentes na aventura boseliana, a verdade é que desta vez Roy Bean surge-nos mais como um velho homem eternamente apaixonado por uma mulher que não conhece pessoalmente. Um eterno romântico que idealiza uma relação nunca antes alcançada, alguém que consegue construir uma cidade em homenagem à sua musa (a cidade de Langtry), nela edificando mesmo um teatro que possa servir de inspiração e permanecer para as memórias vindouras como um hino ao seu amor. A personagem de Bean, construída por Boselli, revela-se assim com outra espessura e densidade que a da aventura bonelliana, assumindo-se mais complexa, uma figura que vive eternamente um amor que se revela trágico.

História simples, que para muitos certamente não ficará como uma das melhores da série, mas perfeitamente reveladora e característica do modo como Boselli sabe construir tramas eficazes e capazes de deixar bons momentos junto do leitor. Junte-se um desenhador que trata o western por tu e estão reunidas as condições para que tudo possa fluir, para que esta aventura seja sintomática do bom momento actual da série.


O desenho de Frisenda é, na realidade, um cartão de visita que apela e chama pelo leitor. Muito dinâmico e capaz de constantemente recorrer a variados ângulos e perspectivas, Frisenda reaparece em grande na série. Logo nas páginas iniciais, veja-se, por exemplo, toda a cena da fuga de Lonnie Moon, quando este salta do penhasco para o rio Pecos. Um primeiro ângulo lateral onde homem e cavalo parecem apenas um, e depois, sucessivamente, as mesmas personagens vistas de baixo para cima e de cima para baixo até mergulharem nas águas com Tex sempre a assistir.

Para além da habitual mestria de Boselli em construir este tipo de cena muito visual, elucidativa e apelativa à capacidade do leitor de saber transportar a sua imaginação para um verdadeiro écran, a verdade é que Frisenda assume-se como um desenhador habilitadíssimo a interpretar os sentimentos de quem escreve, revelando uma notável capacidade de interacção com Boselli. Este desenho respira Oeste e se muitos não esquecem as qualidades gráficas de Frisenda reveladas em Patagónia, cujo desenho porventura respira mais no formato gigante onde foi publicado, desta vez, em formato mais reduzido, apesar do efeito poder não ser o mesmo, mesmo assim permite ao leitor apreciar as qualidades do autor. Frisenda é um valor seguro da série.

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Lançamento de Almanaque Rocky Lane #6 – Edição especial de coleccionador

abril 12, 2015

Lançamento de Almanaque Rocky Lane #6

Edição especial de coleccionador

Acabou de sair, no Brasil, o Almanaque Rocky Lane #6, como nos velhos tempos, editado pelo Mestre Primaggio Mantovi, seu desenhador na Rio Gráfica Editora!
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Lançamento de Almanaque Rocky Lane #6 - Edição especial de coleccionador

Primaggio Mantovi, em parceria com a Comix Book Shop, lança, pela Editora Laços, o Almanaque Rocky Lane n° 6. A edição tem início com a sessão Rocky Lane e Eu na qual Primaggio divide com os leitores, factos e curiosidades de sua carreira. Em seguida é hora do Álbum de Recordações, ilustrado por fotos do seu arquivo pessoal, ao lado de amigos e colegas de profissão, assim como, por algumas artes de sua autoria. Por fim, Primaggio compartilha com os leitores, algumas passagens sobre a produção de A Senda do Crime, a história em quadradinhos que programou para as páginas seguintes. Na sequência, Rocky Lane recebe Rex Allen, seu convidado e amigo de set e também de BDs. Rocky sai de cena e O Cowboy do Arizona assume a tarefa de apresentar o seu histórico no cinema e nos quadradinhos, seguido pela BD O Cofre Roubado, no traço primoroso de Russ Manning.

ALMANAQUE ROCKY LANE, N° 6 – 2015
EDIÇÃO ESPECIAL DE COLECCIONADOR
Capa de Primaggio Mantovi
Estrutura: 48 páginas
Formato: 21,0 X 28,0 cm
Capa: Couche Brilhante 230 gr – 4 cores Laminação Brilhante
Miolo: Couche Fosco 90 gr – P&B – Lombada Cavalo (Grampeado)
R$ 48,00 frete inclusopara o Brasil


DISTRIBUIÇÃO EXCLUSIVA:
COMIX BOOK SHOP LIVRARIA
Alameda Jaú 1998 Consolação – São Paulo – SP 01420-002
(11) 3088-9116/3061-3893 – http://www.comix.com.br/

EDITORA LAÇOS – Editor Kendi Sakamoto – São Paulo, 2015.
Contacto: kendi.gibiraro@gmail.com

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