Entrevista com o fã e coleccionador: Guilherme Lessa Junqueira

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Guilherme Lessa Junqueira: Olá companheiros, meu nome é Guilherme, tenho 33 anos e sou de Taubaté (Vale do Paraíba/SP), cidade da Literatura Infantil e de personalidades como Mazzaropi, Hebe Camargo e claro Monteiro Lobato (autor do Sítio do Pica-Pau-Amarelo), entre outros.
Atualmente sou influenciador e produtor de conteúdo para o YouTube.

Quando nasceu o seu interesse pela banda desenhada?
Guilherme Lessa Junqueira: Meu interesse por quadrinhos foi despertado na infância, meus pais já gostavam e tinham muitos exemplares de grandes obras como Mad, Snoopy, Garfield, quadrinhos da Disney, Marvel, DC, etc.
Fiquei “preso” pela leitura com os gibis da Turma da Mônica, e a partir dali meu interesse por outras leituras foi crescendo… ainda novo ganhei vários volumes de Astérix, Tintin e Lucky Luke de uma tia e adorei.
Um pouco mais velho através da minha mãe e dos livros de Língua Portuguesa na escola e tirinhas de jornal, também comecei a curtir trabalhos de grandes artistas como Laerte, Adão, Angeli.

Quando descobriu Tex?
Guilherme Lessa Junqueira: Fui descobrir Tex somente em 2003/04.
Com meus 15 anos mais ou menos, já estava na “vibe” dos mangás que faziam muito sucesso com a Editora Conrad aqui no Brasil com Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball e Yuyu Hakusho.
Porém eu estava atrás de algo mais maduro, acabara de conhecer Blade – a lâmina do imortal (mangá feito para um público digamos não infantil) através de um colega, e estava louco para ler coisas mais “maduras” do que histórias de super-heróis.
Foi quando ao ir na banca Túnel do Tempo do meu amigo Jorge Hata, fui apresentado ao Rei dos Western, e ali não teve como não me apaixonar né?!
Começava então minha coleção mais querida!

Porquê esta paixão por Tex?
Guilherme Lessa Junqueira: Ao conhecer Tex, fiquei maravilhado de como um gibi tão antigo ainda continuava até os dias de hoje fazendo sucesso, mas logo percebi que não era por acaso, nunca tinha lido nada igual nos quadrinhos, feito para prender o leitor, com tanta dedicação, referências, personagens marcantes e alguns que existiram realmente, o cuidado com a fauna e flora de cada região, as vestimentas, construções, objetos da época, mapas, etc.
Nunca mais quis deixar de acompanhar as aventuras de Tex, nunca tinha lido nada tão rico!

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Guilherme Lessa Junqueira: Tex é um justiceiro com valores que todos gostaríamos de ser ou tê-lo como amigo, chefe, o que seja.
Seu senso de justiça incorruptível age sempre de forma correta, ninguém que conhece Tex o julga pois ele sempre estará pronto para proteger os oprimidos, independente de raça, cor, ou classe social, Tex seria capaz de enfrentar um exército para salvar a vida de um único inocente.
Ele representa o Superman da “vida real” eu diria!

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Guilherme Lessa Junqueira: A quantidade vou deixar um convite para os interessados acompanharem meu canal lá no YouTube, farei um vídeo sobre.
Já a história mais importante, eu diria que a primeira que li pois pra mim foi algo que marcou minha vida como leitor, porém já nem lembro mais qual aventura foi… kkkkkk
A mais importante é a que será lançada no próximo mês, sempre!
Vida eterna ao nosso Tex!

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Guilherme Lessa Junqueira: Não tenho muita coisa além dos variados formatos já lançados, alguns pôsters, uma placa… uma coisa que irei atrás seja oficial ou não, será figures dos personagens!

Qual o objecto Tex que mais gostaria de possuir?
Guilherme Lessa Junqueira: Álbum de figurinhas, mas os talões do formato Júnior também são um sonho.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Guilherme Lessa Junqueira: História: Apache Kid (não que seja a preferida mas gosto bastante das aventuras que remetem personagens e fatos que existiram ou com alguma semelhança com a realidade).
Desenhista: muito difícil escolher um só então da velha guarda fico entre Letteri e Niccolò, já dos mais atuais Villa, Civitelli e Mastantuono.
Roteirista: Bonelli e Nizzi.
*Gosto muito do Galep, mas com o tempo o aperfeiçoamento dos traços deixaram sem dúvidas as aventuras mais belas e detalhadas.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Guilherme Lessa Junqueira: O que mais me agrada é ver com o passar dos tempos Tex fazer novos amigos e inimigos, visitar novas pradarias, vermos ligações entre as aventuras, isso foi um ponto imprescindível por exemplo para “Tex Willer as aventuras quando jovem”.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Guilherme Lessa Junqueira: Acredito que em sua criação já foi feito para prender o leitor numa pegada meio que de “novela”, onde temos que acompanhar para saber o que acontece no próximo episódio.
Aqui no Brasil pelo menos os formatos Mensal, Coleção, até o antigo formato em tirinhas e talão, deixam uma curiosidade para que o consumidor fique ansioso pelo próximo volume, e nos dias de hoje isso causa até discussões nos grupos do Facebook por exemplo ou entre amigos que acompanham juntos, as pessoas ficam imaginando e supondo o que irá acontecer.
Aqui no Brasil Tex já venceu inimigos muito piores que Coffin e Mefisto, passando por crises onde já mudou de casa várias vezes, aqui estamos na quarta Editora (Vecchi, RGE, Globo e atualmente Mythos), tendo que sempre se habituar ao momento para prender e conquistar novos leitores, eu diria que se não único, pelo menos o único Gigante sobrevivente dos quadrinhos de bang-bang!
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Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Guilherme Lessa Junqueira: Devido o fato da Pandemia não, mas mantenho contatos pelas redes sociais, e às vezes encontramos algum conhecido em uma loja, sebo, banca.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Guilherme Lessa Junqueira: Só me preocupo com valores, daqui 10 anos… hoje temos um “formatinho” a quase R$15,00, volumes de luxo por R$60-80,00 ou até mais de R$100,00.
Concordo que algumas dessas edições são muito bem acabadas no geral mas o preço acaba por não deixar muitos colecionadores poderem adquirir um formato que gostaria.
Os mangás (quadrinho “oriental”) hoje estão com um padrão de R$30,00/capa, isso o formato padrão/simples… com o tempo o formato mais básico de Tex poderá chegar nisso? Creio que sim, porém hoje o governo atual tem taxas absurdas e não incentiva nem um pouco a leitura, se isso não melhorar com o tempo, meu temor é que as vendas caiam muito a ponto de a publicação correr um risco por aqui, porém hoje independente do formato que o quadrinho tenha, ser colecionador já está virando algo elitizado!
Que os Bonelli tenham olhos de águia para enxergar sempre à frente e manter nosso precioso Tex cavalgando por muitos e muitos anos!
Mando um sinal de fumaça a todos pards que queiram se juntar à nossa aldeia no YouTube, serão muito bem vindos! Whoa!

Prezado pard Guilherme Lessa Junqueira, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

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O esboço inicial, o lápis, a arte final a preto e branco e as cores originais de Maurizio Dotti para a capa de Tex Willer Extra #3

Mauro Boselli exibe exemplares de Tex Willer Extra #3 – Chiricahuas!

A 3 de Setembro foi publicado, em Itália, o número 3 (de 3) de TEX WILLER EXTRA, uma nova “mini-colecção” que republicou a primeira grande aventura do jovem Tex Willer. Uma aventura que foi dividida agora em três edições mensais de 80 páginas e cuja história é “O magnífico fora da lei” (“Il magnifico fuorilegge“, no original) de Mauro Boselli (argumentos) e Stefano Andreucci (desenhos) publicada originalmente no Tex Gigante nº 32  e que está completamente esgotado em Itália.

Tratou-se de uma edição especial, ou melhor três edições (mensais), publicadas neste Verão, cujo primeiro volume teve como título “La città dei fuorilegge” (“A cidade dos fora da lei“), o segundo “El Verdugo“ e este terceiro “Chiricahuas!“. Foi em preto e branco e no formato da série Tex Willer (16×21 cm) e conteve duas páginas inéditas, alguns esboços, novos textos redactoriais e ainda três capas inéditas, todas da autoria de Maurizio Dotti.

E é precisamente sobre a capa deste terceiro de três números, que vamos hoje dar a conhecer aos nossos leitores, capa essa que divulgamos hoje aqui no blogue do Tex acompanhada do esboço inicial, da arte a lápis, da arte finalizada a tinta da china, assim como da capa original pintada pelo próprio Dotti tal como temos feito com alguma regularidade devido à gentil cortesia de Maurizio Dotti que nos mostra então o percurso integral da capa de Tex Willer Extra #3:

Esboço da capa de Tex Willer Extra #3, da autoria de Maurizio Dotti

Arte a lápis da capa de Tex Willer Extra #3, da autoria de Maurizio Dotti

Arte final a tinta da china da capa de Tex Willer Extra #3, da autoria de Maurizio Dotti

Capa de Tex Willer Extra #3, com as cores originais Maurizio Dotti

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Vídeo Tex: Snakeman apresentado por Mauro Boselli!

Disponível, em Itália, a partir de 17 de Setembro, “Snakeman” é o novo álbum cartonado de Tex. Escrito por Mauro Boselli com desenhos e cores de Enrique Breccia, é uma aventura psicadélica que deixará os leitores de boca aberta. Apresenta-o o próprio Boselli no vídeo que divulgamos hoje!

Uma ameaça mortal paira sobre a tribo de Tex. Um acérrimo inimigo dos Navajos jurou exterminá-los. E quando Tex, envolvido num deslizamento de terras, cai num abismo, somente o seu filho Kit e Jack Tigre têm de enfrentar o terrível xamã Snakeman!

Resumindo, este é o enredo de Snakeman, o novo álbum cartonado (Tex Romanzi a Fumetti #13) dedicado a Tex que estará à venda nos quiosques italianos a partir de sexta-feira, 17 de Setembro. Obra de Mauro Boselli – que a escreveu – e Enrique Breccia – que a desenhou e coloriu – Snakeman é uma aventura que deixará os leitores de boca aberta, prendendo-os no caleidoscópio psicadélico que rodeia o confronto entre o xamã que dá o título ao álbum e o Homem da Morte!

A apresentar esta extraordinária banda desenhada temos o próprio Mário Boselli no vídeo que pode ser assistido de seguida. E, caso resida em Itália, assim que termine de o assistir, corra para um quiosque de modo a poder ler de imediato Snakeman!

Os dois esboços (o descartado e o eleito) da capa do Tex Gigante #31 “Capitan Jack”, de Enrique Breccia

Em Junho de 2016 a Sergio Bonelli Editore publicou a edição número 31 de Tex Gigante, intitulada “Capitan Jack”, que continha uma história escrita por Tito Faraci e desenhada pelo mítico mestre argentino Enrique Breccia.

A capa, como é tradição, também foi assinada pelo desenhador da aventura, capa essa que hoje é, obviamente, conhecida de todos, mas antes da realização dessa capa, Enrique Breccia ponderou em realizar talvez outra capa, como o comprovam os dois esboços da capa do Tex Gigante #31 que damos a conhecer hoje, o que acabou sendo o eleito para a realização da capa, mas também o que acabou sendo descartado (e onde não comparecia o Kit Carson) e que era praticamente desconhecido:  

Esboço (descartado) para a capa do número 31 da série Tex Gigante, da autoria de Enrique Breccia

Esboço (eleito) para a capa do número 31 da série Tex Gigante, da autoria de Enrique Breccia

Já agora, damos a conhecer também as sucessivas fases, inclusive a relativa à pintura do próprio Enrique Breccia num espectacular passo a passo (graças à gentileza do mestre argentino que nos deu a conhecer este fantástico trabalho) até ao resultado final que foi para os quiosques italianos:

Arte a lápis para a capa do número 31 da série Tex Gigante, da autoria de Enrique Breccia

As primeiras cores para a capa do número 31 da série Tex Gigante, da autoria de Enrique Breccia

Colorização intermédia para a capa do número 31 da série Tex Gigante, da autoria de Enrique Breccia

Colorização definitiva para a capa do número 31 da série Tex Gigante, da autoria de Enrique Breccia

Capa de Capitan Jack, Tex Gigante italiano nº 31

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A capa e cinco páginas do próximo Maxi Tex (número 29) que traz uma história escrita por Manfredi e desenhada por Rotundo

A Sergio Bonelli Editore apresentou recentemente, no seu site, uma prévia do próximo Maxi Tex, uma edição verdadeiramente especial porque trará um duplo regresso à saga de Tex: Gianfranco Manfredi nos textos, se bem que na verdade, Manfredi regressou de facto em Agosto, sendo o escritor do Color Tex nº 19 e Massimo Rotundo nos desenhos, este sim, um verdadeiro regresso após seis anos de ausência e terá assim a sua segunda participação na saga de Tex, após ter sido o desenhador do Texone nº 30, “Tempesta su Galveston“, no Verão de 2015 e publicado em Portugal, pela editora Polvo, em 2016 com o título “Tempestade sobre Galveston” e com a presença do próprio desenhador italiano, aquando do seu lançamento na 3ª Mostra do Clube Tex Portugal, evento realizado em Anadia.

Anunciado para 6 de Outubro próximo, o Maxi Tex nº 29 (340 páginas a preto e branco) trará a história “Mississippi Ring”, escrita por Manfredi e desenhada por Rotundo. A capa, como todas as anteriores nesta colecção, é da autoria de Claudio Villa:

Maxi Tex nº 29, capa da autoria de Claudio Villa

De seguida, o enredo da história e cinco páginas deste próximo Maxi Tex…

Os tráficos ilegais do bando conhecido como “Mississippi Ring” infestam o curso do grande rio… Assassinatos, sequestros, extorsão e corrupção… Com a ajuda de um insuspeitável aliado chamado Capitan Destiny, Tex e Carson estão prontos para restabelecer a justiça ao som de chumbo quente!

 

Mississippi Ring

Mississippi Ring

Mississippi Ring

Mississippi Ring

Mississippi Ring

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Tex, na arte de Claudio Villa, a cantar “Despacito”

Despacito” é uma canção do cantor porto-riquenho Luis Fonsi e do rapper compatriota Daddy Yankee, para o nono álbum de estúdio de Fonsi, Vida (2018). Em 12 de Janeiro de 2017, a Universal Music Latin lançou “Despacito” e seu videoclipe, que mostra os dois artistas que interpretam a música no bairro La Perla de Old San Juan, Porto Rico e o bar local La Factoría. A música foi escrita por Fonsi, Erika Ender e Daddy Yankee, e foi produzida por Andrés Torres e Mauricio Rengifo.

É uma música reggaeton-pop composta em tempo comum com letras sobre ter uma relação sexual, realizada de forma lisa e romântica. Comercialmente, a música rematou as paradas de 47 países e alcançou o top 10 dos dez outros, tornando o single mais bem sucedido de Fonsi e Daddy Yankee até o momento. É, uma das 7 canções em língua estrangeira a atingir o topo da Billboard Hot 100 (a primeira desde “Macarena (Bayside Boys Mix)” em 1996).

Em 4 de Agosto de 2017, o videoclipe de “Despacito” tornou-se o vídeo mais visto do YouTube de todos os tempos depois recebendo a sua visão de 3 bilhões e tornando-se o primeiro vídeo do site a alcançar esse marco. Mais tarde, tornou-se o primeiro vídeo do YouTube a atingir 4 bilhões de visualizações em 11 de Outubro de 2017, e posteriormente, em Fevereiro de 2019 passando a 6 bilhões de visualizações, O que é cerca de 75% de toda a População da Terra.

Após seu lançamento, “Despacito” recebeu críticas em sua maioria favoráveis ​​dos críticos de música, que elogiaram a fusão entre os ritmos latinos e urbanos, a pegada da música e a pintura de letra. Ganhou Grammy Latino de Gravação do Ano, Canção do Ano, Melhor Fusão Urbana / Performance, e Melhor Vídeo de Música de Formato Curto no Grammy Latino de 2017. Em 2017, “Despacito” foi classificado como a quinta melhor música latina de todos os tempos pela Billboard e foi posicionado dentro das dez melhores músicas do ano por Time, Billboard e Rolling Stone. “Despacito” também foi classificada entre as melhores músicas latinas de todos os tempos e as melhores músicas de 2017 por várias publicações, que se referiam a ela como uma das mais bem sucedidas faixas em espanhol da história da música pop.

Wombo: Make your selfies sing é uma app que permite animar selfies e sincronizá-las com músicas para que pareça que é o utilizador que as está a cantar.

A aplicação é intuitiva e basta tirar uma fotografia ou fazer o upload de uma imagem que esteja no smartphone, escolher uma canção entre as disponíveis, como ‘Never Gonna Give You Up’ de Rick Astley, ‘Dreams’ dos Fleetwood Mac ou ‘I Will Survive’ de Gloria Gaynor, e depois esperar que a inteligência artificial do Wombo faça a animação.

Em seguida, pode partilhar o vídeo com familiares e amigos ou directamente nas redes sociais, entre as quais o Instagram, WhatsApp ou TikTok.

Foi precisamente o que foi feito com uma arte de Tex, desenhada por Claudio Villa, aplicando a canção “Despacito” e cujo resultado final podemos ver de seguida:

Entrevista com o fã e coleccionador: Aimar Aguiar

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Aimar Aguiar: Meu nome é Aimar Aguiar, tenho 75 anos de idade, casado, 14 filhos, 11 netos e 5 bisnetos. Ocupo o tempo cuidando dos meus 12 cães. Sou tenente coronel do corpo de bombeiros do estado da Bahia aposentado, formado em contabilidade, e educação física, pela universidade católica da Bahia, sou professor de natação e atualmente estou exercendo a função de árbitro de piscinas e maratonas aquáticas pela federação baiana de desportos aquáticos.

Quando nasceu o seu interesse pela banda desenhada?
Aimar Aguiar: Desde quando tinha 8 anos de idade, e ganhei de meu pai Amynthas Aguiar (grande leitor das historias em quadrinhos – gibis), a primeira revista. Que foi o Zorro (The Lone Ranger) nº 1, de março de 1954. Depois fazendo permutas de revistas nas portas dos cinemas, com os amigos, indo à biblioteca Monteiro Lobato, passar a tarde lendo gibis infantis de todos tipos. E até o presente momento continuo colecionando, lendo e comprando, até o dia que o nosso bom Deus quiser.

Quando descobriu Tex?
Aimar Aguiar: Por que ele me marcou, e por causa dele toda semana ganhava meia dúzia de bolos com a famosa palmatória Gertudes. Naquela época Júnior (RGE) já estava no formato médio e custava cr$ 2,00. Meu pai, dava dinheiro para merendar, em vez de comprar a merenda (hoje lanche) comprava gibis, os três mais baratos da época que eram para além de Júnior, Pequeno Xeriffe e Xuxá que custavam cr$ 1,00 e tinham o formato talão de cheque (Vecchi) e Júnior (RGE), deixava de merendar e comprava estas revistas, quando chegava em casa meus irmãos me deduravam: “Papai, mamãe, Aimar deixou de merendar para comprar gibis”. Aí eu já sabia que ganhava meia dúzia de bolos, como gostava das aventuras do Texas Kid como era chamado Tex nos anos 50, aguentava este castigo por causa de suas aventuras cheias de ação, brigas, tiros, índios, foras da lei, ladrões de gados, traficante, valentões, etc., etc. e etc. E fiquei triste quando no seu último número 263, na 2ª quinzena de julho  de 1957, deixou de circular. Somente 14 anos depois voltei a sorrir de alegria pela volta de Tex, em fevereiro de 1971 com a história “O signo da serpente”, que continua saindo até o presente momento.

Porquê esta paixão por Tex?
Aimar Aguiar: Como sou um humilde colecionador de gibis de todos os géneros, não poderia de não deixar de gostar e colecionar de um personagem que surgiu na Itália em setembro de 1948. Aqui no Brasil as suas aventuras começaram no dia 25 de fevereiro de 1951 (as aventuras de Texas Kid). Permanece até hoje firme e forte passando por diversas editoras como Rio Gráfica Editora, mais conhecida como “RGE”, Vecchi, Globo, Mythos, Salvat e agora a Panini. Hoje em dia Tex tem vários títulos como Tex Anual, Tex Almanaque, Tex Coleção, Tex Edição de Ouro, Tex Edição em Cores, Tex Especial, Tex Edição Histórica, Tex Edição Especial Colorida, Tex Formato Italiano, Tex Gold, Grandes Aventuras de Tex, Tex Gigante, Tex Graphic Novel, Maxi Tex, Tex Platinum, Os Grandes Clássicos de Tex, Superalmanaque de Tex, Tex (mensal) e Tex Willer. Não esquecendo que em 1980 foi lançado um grande álbum de figurinhas do Tex com 384 cromos e outros títulos. Por todo esse motivo é a minha paixão do Tex Willler (no começo era chamado Texas Kid como foi batizado aqui no Brasil em 25 de fevereiro de 1951. Só a partir de fevereiro de 1971 é que começou a ser chamado de Tex).

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Aimar Aguiar: Para mim Tex é diferente de outros personagem de faroeste das histórias em quadrinhos por vários motivos. No início de sua carreira Tex ou Tex Willer, era um fora lei (fugitivo da lei e o seu sobrenome era “Killer” – quer dizer matador), tinha maus temperamentos e hábitos como bebia, fumava, matava, espancava para arrancar confissões dos bandidos, não cantava, beber leite nem pensar, quando os rancheiros ou fazendeiros o convidavam para ir à sua residência para jantar, não gostava e não ia. Gostava mesmo era de uma vida violenta, só comia um bom bife e uma montanha de batatas fritas com ovos e uma grande caneca de cerveja. Devido a estes maus temperamentos e hábitos que os leitores chamaram à atenção, foi quando a conselho de Tea Bonelli, a ex-esposa de Gianluigi Bonelli, falou com ele, que desse mais atenção e carinho ao seu personagem. Depois disso é que o nosso herói passou a ser mais educado, mais atencioso, e a ser um Ranger. Eis aqui um texto de um dos personagens: “Texas Kid de agora em diante será o agente nº 3 do serviço secreto”. O agente secreto nº 1 é Kit Carson e o nº 2 se chama Arkansas Joe. No início de suas histórias tinha um cavalo chamado Dinamite, hoje dia monta em diversos. Na Itália, não me lembro o ano, fizeram uma estatística de quantos bandidos Tex, Kit Carson, Kit Willer e Jack Tigre tinham matado. Na época dos maus temperamentos e hábitos Tex Willer devia ter uns 20 anos ou mais, hoje em dia aparenta mais de 40, agora é o mais respeitável Ranger do Texas, tornou-se um grande líder e chefe branco dos índios navajos. Casou com Lírio Branco (sua ex-esposa, já falecida) e está no comando da tribo navajo até hoje. Tem como companheiros inseparáveis de aventuras: Kit Carson, Kit Willer (seu filho) e Jack Tigre, formando assim o quarteto fantástico. Uma criação de Giovanni Luigi Bonelli e Aurelio Galleppini.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Aimar Aguiar: Sou um colecionador deste 1954 até o presente momento, se o nosso bom Deus quiser. Tenho mais de 100 mil exemplares de gibis desde 1908 que é o Almanaque do Tico-Tico (o mais antigo) até os atuais que continuam sendo publicados. Coleciono todos os géneros que sairam (vejam a live que está no Youtube feita pelo Ge Ge Carsan onde é exibida a minha coleção: Aimar Aguair colecionador). Quanto às revistas Tex, tenho mais de 6 mil exemplares como Júnior (que começou a ser publicada a partir de 25 de fevereiro de 1951, a partir do nº 28 ao 263 (coleção completa), o Almanaque de Bufalo Bill 1956 – título: Texas Kid – A Lei do Revólver). E das editoras que publicaram e publicam Tex. Tenho este número devido de ter de 2 e até mesmo 8 exemplares como o Álbum de Luxo lançado pela Vecchi em 1980, os nºs 01, 100, 200, 300, 400 etc., chego a ter 3 ou 4 de cada, vários exemplares italianos (almanaques e revistas) e assim por diante.
As mais importantes para mim são: Júnior, Almanaque do Bufalo Bill 1956 e os seguintes números do Tex da 1ª série publicada pela Vecchi: O Totem Misterioso (nº 82) – Pacto de Sangue (nº 94) – Aventura em Utah (nª100) – A Mão Vermelha (nº 135) e o Sindicato do Ópio (nº 150). Existem algumas novas publicadas que gostei , mais preferencio as que citei.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Aimar Aguiar: Coleciono tudo com que se relacione com Tex como fanzines, revistas, álbuns, álbum de figurinhas, fotos, tampinhas de garrafa (comprei um jogo na Itália), marca texto, boneco, estatuetas, selos, póster de lançamento, póster de propaganda, livros, gibis (rasgados, faltando páginas e capas), suas vestes (camisa, camiseta, boné, chapéu e outros itens). Também existem outros grandes colecionadores como o João Marin, Adriano Rainho s e muitos outros que curtem tudo isso.

Qual o objecto Tex que mais gostaria de possuir?
Aimar Aguiar: Uma estatueta que tivesse os cinco personagens icónicos juntos (Tex Willer, Lírio Branco, Kit Carson, Kit Willer e Jack Tigre) e algumas novidades novas que aparecessem.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Aimar Aguiar: Para mim tem que ser a volta, Tex nº 1 em fevereiro de 1971, pela Vecchi, que foi um dos maiores marcos daquela década. Com uma excelente e grandiosa aventura.
Quanto aos desenhistas e argumentista. Todos foram bons e excelentes em sua época, a qual respeito muito isso, temos que dar valor a cada um deles, todos eles são ou foram (falecidos) os melhores. Nesta equipa da Bonelli só entra que tem qualificações e profissionalismo no que faz. Tem muita gente nova que está entrando hoje em dia nesta equipa, com bons desenhos, com bons argumentos, que chegam à marca de 400 a 500 páginas uma só aventura. Já ouvir falar que estão fazendo uma história de 770 páginas. Respeito todas as opiniões de cada um. Cada qual tem a sua preferência, gosto ou preferido. Para mim, e no meu conceito todos são bons e excelentes argumentista e desenhistas, seja do passado ou atual por isso não menciono nomes de ninguém. Porque todos são merecedores no que fez e faz de melhor. Tiro o chapéu para todos eles.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Aimar Aguiar: Na verdade o que me agrada mais no Tex Willer, eu vejo que nele prevalece um eficaz senso de justiça, que aprofunda as suas raízes num espírito libertador pelo respeito aos valores humanos, as aspirações do homem viver livremente, no que se junta um natural sentido de justiça para cada violação destes valores, seja por obra do indivíduo, seja obra do poder público.
Não existe nada de desagrado do Tex para mim. Tex é, de fato, “obrigado” a agir com violência num contexto social que não lhe dá alternativas. Porém, se olharmos a obra num todo, veremos que Tex entende que a lei favorece somente o forte, o poderoso, em detrimento do fraco, e por isso este último conta sempre com o auxílio de Tex.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Aimar Aguiar: Qual a razão que faz um ícone? Simples, enquanto praticamente todos os personagens de faroeste desapareceram de circulação, Tex é indiscutivelmente o sucesso em quase todos os lares do Brasil e em outros países. E o seu prestígio se renova a cada publicação. Apreciado e preferido por jovens e adultos, homem ou mulheres, pelo seu desempenho nas variadas publicações de cada dia porque os responsáveis pela entidade Bonelli, têm responsabilidade e eficiência na elaboração dos seus grandiosos lançamentos. Evoluindo assustadoramente, com a missão de dar aos leitores uma variedade de temas e procurando ser objetivo no tratamento do tema de cada aventura, desde sua definição a um breve ou longo histórico.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Aimar Aguiar: Sim, hoje em dia os encontros são mais quando tem eventos com temas relacionados a personagens ou ao mundo encantado das histórias em quadrinhos. Seja aqui na Bahia ou em outros estados, viajo para rever grandes amigos e participar. Apesar dos meus 75 anos de idade. Nestes tempos pandémicos tenho também encontros com grandes colecionadores através de lives e no Facebook.
Os bons encontros mesmo foram quando era adolescente e se dava nas portas dos cinemas para compra, troca e venda. Isso acontecia todos os fuins de semana. Foram grandes lembranças, grandes momentos e hoje são só saudades.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Aimar Aguiar: Criado por Giovanni Luigi Bonelli e Aurelio Galleppini e lançado no dia 30 de setembro de 1948, uma quinta-feira, com uma tiragem de 45 mil exemplares, semanal, em formato pequeno e horizontal b (formato talão de cheque), com 32 páginas (hoje em dia há aventuras de 400 ou 500 páginas e inclusive já ouvi falar que estão a fazer uma aventura com 770 páginas) e cerca de três quadrinhos e em continuação. Chegando ao Brasil no dia 25 de Fevereiro de 1951, suas aventuras começaram a ser publicadas na revista Júnior pela Rio Gráfica Editora (RGE) a partir do nº 28. Terminando suas aventuras no nº 263 na 2ª quinzena de julho de 1957. Votando às bancas 14 anos depois em fevereiro de 1971 pela editora Vecchi com titulo “O Signo da Serpente), passou por crise (teve que mudar a cor de sua camisa vermelha para amarelo por causa da ditadura – não podia usar nada que fosse de cor vermelha e nomes estrangeiros), passando por várias editoras, continuava, firme forte e vivo até hoje. Depois disto tudo. Seu futuro está garantido pelo grande número de colecionadores(as), leitores(as) e fãs. Sem contar os meios de comunicações (televisão, rádio, internet, fanzines, revistas, grupos e mais grupos do grandioso Tex Willer – Texas Ranger – e seus pards Kit Carson, seu filho Kit Willer e o navajo Jack Tigre) para conferir é só entrar no Youtube que você encontra o que desejar do herói texiano, inclusive leitura online. A cada dia mais cresce o número de coleciondores(as) de todas as idades, lançamentos e mais lançamentos (de diversos formatos e números de páginas), assim sendo, o futuro de Tex esta garantido pelos grandiosos eventos e os acontecimentos de cada dia e os que virão. Por ser um fenómeno mundial das histórias em quadrinhos. Só está faltando fazer um grande filme à altura do Tex Willer. O primeiro foi realizado em 1985 com o título “Tex e o Senhor do Abismo” com Giuliano Gemma.

Prezado pard Aimar Aguiar, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

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As Leituras do Pedro – Dylan Dog #2: O Marca Vermelha

Dylan Dog #2 – O Marca Vermelha

As Leituras do Pedro*

Dylan Dog #2O Marca Vermelha
Tiziano Sclavi (argumento)
Gianluigi Coppola (desenho)
Mythos Editora
Brasil, Abril de 2018
160 x 210 mm, 96 p., pb, capa mole
R$ 26,90

Marcas…

Para um leitor de banda desenhada franco-belga (clássica…), o que primeiro marca nesta edição, é a homenagem, evidente na capa, a uma das obras-primas de Edgar P. Jacobs, A Marca Amarela.

No entanto, ultrapassada essa referência, potenciada pelo muro de tijolos, e pela ‘marca vermelha’ nele desenhada com um ‘W’ – ou um ‘M’ invertido… – no interior de um círculo aberto, para além de uma e outra narrativa decorrerem numa Londres nevoenta e de os protagonistas se relacionarem com a Scotlland Yard, nada mais une este Dylan Dog e aquele Blake e Mortimer.

Dylan Dog #2 – O Marca Vermelha; página 5

O que, no entanto, não retira qualquer prazer à leitura, mesmo para leitores contumazes de banda desenhada franco-belga clássica porque, em O Marca Vermelha, encontramos as características que fizeram do Detective do Pesadelo uma personagem marcante e incontornável dos quadradinhos. Para qualquer tipo de leitores.

A sua insegurança, a capacidade de seduzir o belo sexo, a incompatibilidade compatível com o inspector Bloch, o humor execrável de Groucho e a capacidade de tornar possível o impossível, real o imaginário e terra a terra o intemporal, são bem equilibrados por Tiziano Sclavi, num relato pelo qual já passaram, sem se fazer notar, 30 anos de idade.

Dylan Dog #2 – O Marca Vermelha; página 9

Na sua origem, está a captura e condenação de um homem, suspeito de ser o assassino em série de diversas mulheres da alta sociedade inglesa, que se destacava por deixar junto às suas vítimas, traçada a sangue, a tal ‘marca vermelha’. Cinco anos depois, o assassino parece estar de volta para retomar a sua loucura homicida. Acontece que o condenado, um emigrante russo, se suicidou na prisão embora agora todos os relatos apontem para o seu regresso sob forma espectral…

Face à incapacidade da polícia, Dylan Dog é contratado para investigar o caso e acaba por descobrir mais do que era previsível – e até desejado – pelo seu cliente, num relato consistente e de enorme coerência, em que Sclavi, a par de uma forte crítica comportamental e da denúncia das desigualdades sociais, nos mergulha num ambiente fantástico, quase tangível, que nos envolve e convence, até ao desfecho, que se revela duplamente inesperado.

Dylan Dog #2 – O Marca Vermelha; página 12

*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro

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Vídeo: Tex Willer na deslumbrante arte (do lápis inicial às aguarelas finais) de Enrico Marini

Enrico Marini e Mário João Marques

Enrico Marini (na foto, à direita, na companhia de Mário João Marques, mentor do Tex Willer Blog) estudou Belas-Artes. A sua paixão pela BD começou em criança. No final dos anos 80, foi notado por um jornalista, no Salão de BD de Sierre, que o apresentou aos responsáveis da editora Alpen, com quem começou a colaborar, ilustrando uma série juvenil. Depois estreia-se na ficção científica com Gipsy e, mais tarde, com A Estrela do Deserto recebe o Prix dés Libraires da A.L.B.D. (Associação dos Livreiros de B D) para o melhor trabalho do ano. Em Angoulême, foi distinguido com o prémio Player One para o Melhor Jovem Desenhador com a obra Dossiers de Olivier Varèse: Raid sur Kokonino-world.

Inicialmente influenciado pelo grafismo japonês contemporâneo, Marini não se atém aos modelos do momento, procurando sempre novas fórmulas para os seus trabalhos. É um dos talentos mais promissores da sua geração e promete continuar a surpreender os leitores. Actualmente em Portugal a ASA publica As Águias de Roma e a Levoir publicou recentemente Batman. A Meriberica por sua vez publicou Rapaces.

Tex Willer na arte de Enrico Marini (lápis)

Tex Willer na arte de Enrico Marini – Aguarelas

E foi precisamente este cidadão italiano, nascido em Liestal (Suíça) a 13 de Agosto de 1969, que já neste ano pandémico de 2021 desenhou, a pedido de um fã, uma ilustração a aguarelas de um pujante Tex Willer, o ícone dos fumetti (nome dado à BD na sua Itália), ilustração essa que damos hoje a conhecer (acima) aos nossos leitores, primeiro no formato imagem (lápis primeiro e aguarelas depois), mas também no formato vídeo onde podemos ver, durante quase dois minutos Enrico Marini a deliciar-nos com a sua fantástica arte quando esboçava o Ranger o lápis: