Tex Gigante #36 e Zagor Origens #2, os grandes destaques da Mythos Editora para Maio

No próximo mês de Maio, teremos os seguintes lançamentos da Mythos Editora: Dragonero #9 (dia 3), Tex Coleção #496 (dia 5), Tex Graphic Novel #10 (dia 7), Zagor Classic #8 (dia 7), Tex Gigante #36 (dia 10), Dylan Dog #21 (dia 10), Tex Ouro #114 (dia 17), Zagor Origens #2 (dia 18), Tex Willer #28 (dia 20), Martin Mystère #23 (dia 23) e Tex #619 (dia 25), mas indubitavelmente os grandes destaques são o Tex Gigante #36 e Zagor Origens #2.

Tex Gigante #36
Trata-se de uma aventura escrita por Mauro Boselli e desenhada durante vários anos por Massimo Carnevale (desenhador da excelente história Mater Morbi, de Dylan Dog Graphc Novel nº 4), história essa cujo título é “Indian Carnival” e de um certo terror com uma ambientação western e onde comparece Silent Foot: Nas pradarias do Kansas, acontecem crimes misteriosos e, ao lado de cada nova vítima, é encontrado um fetiche indiano. Dois temíveis pistoleiros, os gémeos Fortune, a quem Tex e Carson dão caça, desaparecem misteriosamente, para se juntarem a índios estranhos, na realidade espíritos malignos chamados Kedaghe (as sombras) que viajam nos vagões de um misterioso lunapark ambulante: o “Dark carnival”.

Tex Gigante #36 – Versão com papel offset

Zagor Origens #2

Zagor Origens #2” com o selo da Mythos Editora chega às bancas brasileiras (e à loja on-line no sítio internet da editora Paulista) a meio de Maio, mais precisamente no dia 18. Tal como o primeiro volume, a segunda edição terá o mesmo formato original da minissérie na Itália: 17 x 23 cm, sendo a impressão em Papél Couché em todas as suas 188 páginas, com um preço de venda ao público de 59,90 Reais. A capa deste segundo volume também será da autoria de Michele Rubini.

Pat Wilding cresceu incapaz de se livrar da obsessão de vingança contra os assassinos de seus pais. Depois de acabar vagando sozinho pela floresta e indeciso sobre o sentido a dar à sua vida, o jovem conhece o lado mágico da realidade, aquele com o qual conviverá muitas vezes no futuro. Quem o guia nesse novo terreno é uma xamã, a belíssima e misteriosa Shyer!
Após um longo percurso de crescimento feito de provas, experiências, dores e lutas, mas também repleto de erros, Pat Wilding retorna a Clear Water, diante do túmulo de seus pais, e se torna Za-Gor-Te-Nay, o Espírito da Machadinha!

Zagor Origens #2

O VINGADORMoreno Burattini Valerio Piccioni e Maurizio di Vicenzo
Pat Wilding cresceu incapaz de se livrar da obsessão de vingança contra Salomon Kinsky, o que o leva a se desentender com Wandering Fitzy, que pede para que ele esqueça. Mas um dia, no armazém de um vilarejo, Pat ouve o nome do pregador e descobre que ele é o chefe de uma comunidade de índios abenakis, por ele convertidos e adeptos de uma espécie de seita, assentada às margens de um lago não muito distante dali. Depois de muitos anos, o rapaz encontrou o responsável pela morte de seus pais! O jovem Wilding se lança contra a aldeia indígena… mas quando fica cara a cara com Kinsky, esse lhe revela o que Pat não sabia sobre o passado do seu pai.

A GRUTA SAGRADA Moreno BurattiniGiovanni Freghieri
Pat Wilding cresceu incapaz de se livrar da obsessão de vingança contra Salomon Kinsky, o que o leva a se desentender com Wandering Fitzy, que pede para que ele esqueça. Depois de acabar sozinho vagando pela floresta, e  indeciso sobre o sentido a dar à sua vida depois dos últimos acontecimentos dramáticos, o jovem Pat Wilding finalmente descobre o significado da profecia feita por um feiticeiro huron quando ele ainda era uma criança, e qual é o significado do amuleto com uma pedra quebrada que ele ganhou naquela ocasião. O futuro Za-Gor-Te-Nay conhece o lado mágico da realidade, aquele com o qual conviverá muitas vezes no futuro. Quem o guia nesse novo terreno é uma xamã, depositária de conhecimentos antigos que datam da civilização de Atlântida: a belíssima e misteriosa Shyer!

O HERÓI DE DARKWOODMoreno BurattiniOskar
Depois de enfrentar um longo percurso de crescimento feito de provas, experiências, dores e lutas, mas também repleto de erros, Pat Wilding retorna a Clear Water, diante do túmulo de seus pais, e se torna Za-Gor-Te-Nay, o Espírito da Machadinha!. Ele se dá conta de que precisa dar sentido à sua vida e decide cumprir uma missão. No encontro com o saltimbanco Tobia Sullivan (um ilusionista que ele havia conhecido no passado) e seus dois filhos Romeu e Horácio (atores e acrobatas) ele se torna Za-Gor-Te-Nay, o Espírito da Machadinha!

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Já agora, vamos dar a conhecer também o Brinde exclusivo que a Mythos Editora oferece aos compradores de Zagor Classic Vol. 8: um postal que não poderá ser vendido e que é então mais um item de coleccionador:

Postal Zagor Classic #8

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Vídeo: As cores de L’ultima missione

Matteo Vattani editou um vídeo com a voz do actor Marco Brinzi no qual mostra as fases de coloração de algumas vinhetas publicadas em “L’ultima missione“, o cartonado de Tex escrito por Giorgio Giusfredi e com desenhos de Alfonso Font.

A 20 de Fevereiro chegou aos quiosques italianos o cartonado de TexL’ultima missione” (Tex Romanzi a fumetti #12) escrito por Giorgio Giusfredi e desenhado por Alfonso Font com cores de Matteo Vattani.

Na época da “Grande Invasão”, Tex Willer e Kit Carson cavalgaram com Lucky Joe Beauregard para salvar o Texas dos Comanches. Hoje o velho Joe não tem mais nada a perder e quer caçar sozinho nos canyons das montanhas Sacramento para enfrentar o bando de El Morado e dos seus impiedosos comancheros…

No vídeo que apresentamos de seguida Matteo Vattani mostra as fases de coloração de algumas vinhetas do álbum enquanto o actor Marco Brinzi dá voz aos pensamentos de Lucky Joe e Carlo Puddu canta “I would not die in summertime” acompanhado por Luca Giovacchini, Piero Perelli e Antonio Gramentieri.

Boa visão!

Blueberry e Tex por Pasquale Del Vecchio

Por Afrânio Braga, criador do blogue Blueberry, Uma Lenda do Oeste: https://blueberrybr.blogspot.com

Blueberry e Tex por Pasquale Del Vecchio

Pasquale Del Vecchio

Pasquale Del Vecchio nasceu em Manfredônia, Itália, em 17 de Março de 1965. Laureado em arquitectura junto ao Politecnico di Milano. Já depois de graduado, inicia a dar os primeiros passos profissionais com a publicação, na revista “1984”, contendo algumas histórias breves. Além disso, Del Vecchio colabora com “Il Giornalino” e realiza uma história sobre as aventuras, na África, de Walter Bonatti, de punho do próprio explorador, publicada pela Massimo Baldini Editore. Após o contacto com a editora Bonelli, que o envolverá no universo policial de “Nick Raider”, embora a sua primeira prova para a editora da via Buonarroti, em Milão, foi utilizada para um episódio de “Zona X” nunca publicado.

A verdadeira e própria estreia bonelliana de Del Vecchio, então, remonta a 1993, com a aventura do detective nova-iorquino, “Duri a morire”, escrita por Gino D’Antonio, ainda que dois anos depois ele se encontrará novamente em “Zona X”, com um episódio assinado por Pier Carpi. Actualmente, Pasquale Del Vecchio, após haver realizado, de 1997 a 2004, vários álbuns da série “Napoleone”, entrou estavelmente a fazer parte do staff de “Tex”.

Contemporaneamente, ele colabora também com a editora francesa Les Humanoïdes Associés, para a qual realizou os três primeiros volumes de “Russell Chase”. Em 2008, ele publica na revista de viagens “Meridiani” a série aos quadradinhos “Mary Diane” com roteiro de Federico Bini. As histórias de “Mary Diane” foram reunidas em volume pela editora francesa Claire de Lune, em 2009.

Para “Tex” ele realizou duas histórias escritas por Claudio Nizzi, uma roteirizada por Tito Faraci, um “Color Tex” escrito por Roberto Recchioni e um “Maxi Tex” com textos de Mauro Boselli, para além de desenhar também, mais recentemente, para a série do jovem Tex Willer.

Del Vecchio realizou a série “Blackline”, em dois volumes, para a editora Le Lombard. Para a editora Dargaud ele realizou o volume V da série “WW2.2” de título “Une Odyssée Sicilienne” roteirizado por Luca Blengino. Ele também publicou para a editora Glènat a série “Les Montefiore”, com roteiro de Bec e Betbeder.

Pasquale Del Vecchio também desenvolveu, por mais de uma década, a actividade de professor junto à Scuola del fumetto e à Scuola Superiore di Arte Applicata Del Castello Sforzesco di Milano. Actualmente, ensina na Accademia di Belle Arti ACME di Milano.

A série “Blueberry” foi criada por Jean-Michel Charlier e Jean Giraud
Blueberry © Jean-Michel Charlier / Jean Giraud – Dargaud Éditeur

A personagem Tex foi criada por Giovanni Luigi Bonelli e realizada graficamente por Aurelio Galleppini
Tex © Sergio Bonelli Editore

Blueberry, o irmão francês de Tex.” – Sergio Bonelli editor e argumentista

Agradecimentos a Pasquale Del Vecchio pelo desenho de Blueberry e Tex, lendas do Oeste, para o blogue.
Afrânio Braga

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Vídeo: Mario Milano e o Tex exclusivo para “A Chicotada” da editora A Seita

O primeiro título de Tex com o selo d’A Seita, em formato franco-belga, foi “A chicotada” (“La frustata” no original, o décimo primeiro número da série Tex Romanzi a Fumetti) que contém uma história de Tex e Carson empenhados numa aventura western com caravanas em terras mexicanas, uma aventura escrita por Pasquale Ruju (um dos autores fixos da equipa de Tex) e desenhada pelo consagrado desenhador italiano Mario Milano.

A edição portuguesa é diferenciada de todas as publicadas nos restantes países, inclusive na Itália, já que conta com um dossier com material exclusivo para a edição portuguesa com entrevistas com os autores, ilustrações inéditas e um desenho do Tex feito em exclusivo, por Mario Milano, para esta edição, cujo esboço a lápis se mostra de seguida:

Esboço do desenho exclusivo de Mario Milano para a edição portuguesa (a versão final arte-finalizada está incluída no álbum na página 3)

A versão final também pode ser vista no vídeo que publicamos de seguida, vídeo esse do próprio Mario Milano onde o desenhador mostra a fase final do processo de criação, executada com uma… borracha:

Entrevista com o fã e coleccionador: Luiz Santiago

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Luiz Santiago: Olá a todos! Meu nome é Luiz Santiago. Eu nasci em Cabo de Santo Agostinho, uma cidade do litoral sul de Pernambuco (Nordeste do Brasil), em abril de 1987. Sou professor de História, Geografia e Sociologia, além de editor-chefe, ao lado do meu amigo Ritter Fan, do site Plano Crítico, para onde também escrevo críticas nas áreas de cinema, quadrinhos, literatura e séries.

Quando nasceu o seu interesse pela banda desenhada?
Luiz Santiago: Quando eu era criança. Meu primeiro contato com as HQs (BDs em Portugal) veio através dos personagens da Turma da Mônica. Eu devorava os almanaques do Cebolinha (meu personagem favorito do Mauricio de Sousa), do Chico Bento e da Mônica. Dessa paixão foi que migrei para outras revistas, como as do Homem-Aranha, Tio Patinhas, Mickey e Pato Donald. Lá pelos 10 anos de idade eu já era um ávido leitor de quadrinhos e tinha bastante incentivo tanto em casa quanto na escola. Praticamente zerei a gibiteca da Sala de Leitura do colégio. Desse grande interesse foi que também veio muito cedo a minha paixão pela literatura.

Quando descobriu Tex?
Luiz Santiago: Ainda na infância, por influência familiar. O western sempre foi um gênero muito querido em casa, então cresci assistindo aos famosos bang bang, que adorava, e que fundamentou também a minha paixão pelo gênero. Nesse mesmo período eu cheguei a pegar e ler algumas histórias de Tex, mas não me interessou muito na época, então não continuei. Só voltei para o personagem já adulto, na época da faculdade. A partir daí nunca mais parei de ler as histórias do ranger, embora uma leitura regular do personagem só tenha começado a fazer parte da minha grade mensal nos últimos cinco ou seis anos.

Porquê esta paixão por Tex?
Luiz Santiago: Acho que um dos motivos é uma certa nostalgia de ambiente familiar, que me traz boas lembranças. Mas o caráter das histórias de Tex é o grande diferencial, é o que fundamenta essa paixão. Valores individuais, cenários visitados e a relação entre ele e seus amigos e também entre ele e seus inimigos são coisas tão bem exploradas que é muito difícil ignorar. Esse tipo de exploração de um Universo ou de um personagem me fascina, daí vem a grande proximidade que tenho com o ranger e suas histórias.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Luiz Santiago: Eu diria que é a qualidade geral das histórias e a contínua exploração do personagem que se mantém constantemente boa. É claro que existem tramas que gostamos mais, outras menos, mas em Tex não temos aquela estranha gangorra de longas fases ruins ou “apenas aceitáveis” contrapostas a um ou dois arcos realmente bons. Em Tex (a para ser sincero, na Bonelli, como um todo), o selo de “boa história” é a regra, não a exceção. E aí reside a principal diferença em relação a outros heróis, especialmente os muito badalados de editoras gigantes, como Marvel e DC.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Luiz Santiago: A minha coleção individual é um verdadeiro bebê, com apenas 65 edições. Já a coleção familiar conta com 207 revistas de Tex. A mais importante para mim é a história Tex, O Grande, que li pela primeira vez aos 20 anos, numa edição da Editora Globo, datada de 1998. E considero que esta é a mais importante porque foi a história que marcou o meu retorno ao personagem, para não mais me afastar dele.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Luiz Santiago: Livros. E sempre que encontro alguma caneca personalizada também trago para a coleção. Tenho 4 dele.

Qual o objecto Tex que mais gostaria de possuir?
Luiz Santiago: Eu gosto bastante de action figures, então um boneco bem trabalhado do Tex, em tamanho grande seria incrível. Ou a sua estrela de ranger. Esses são itens do personagem que eu gostaria de ter.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Luiz Santiago: Minha história favorita muda de tempos em tempos, dependendo das novas leituras. Hoje, diria que é O Nascimento de um Herói, história de 2017, publicada originalmente na Maxi Tex #21. Meu artista favorito é Claudio Villa, talvez empatado com Civitelli. Já o argumentista, fico com G.L. Bonelli e Mauro Boselli.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Luiz Santiago: O que mais me agrada em Tex é a sensação de “estarmos voltando para casa” quando lemos suas histórias. Há uma organicidade incrível na maneira como a Bonelli manteve as publicações do personagem ao longo dos anos, mantendo a essência e fazendo as modificações necessárias para torná-lo alinhado à forma narrativa dos novos tempos. O que menos me agrada são algumas saídas absolutamente milagrosas que aparecem em algumas tramas (normalmente as mais antigas). Isso tira um pouco a graça da cena para mim, porque o personagem não faz para se safar do perigo, ele apenas “dá sorte”.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Luiz Santiago: A qualidade das histórias, que é capaz de segurar o leitor ao personagem e procurar cada vez mais novas aventuras. Além disso, Tex representa um momento do passado, mas não é um personagem atrasado. Como comentei acima, a editoria da Bonelli sempre foi muito inteligente ao alinhar o ranger aos novos olhares, isso não só prende um leitor inicial, como também é capaz de mantê-lo fiel depois de algumas leituras.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Luiz Santiago: Infelizmente nunca estive em um encontro de colecionadores de Tex. Apenas tenho contato com leitores através de comentários nas minhas críticas das histórias ou em diversos grupos de redes sociais, dos quais faço parte.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Luiz Santiago: Uma continuidade dessa modernização sem perder a essência que temos vistos nos últimos anos. Temos exemplos de títulos relativamente novos, como Tex Graphic Novel e Tex Willer – As Aventuras de Tex Quando Jovem, que provam essa tentativa da Bonelli em colocar Tex nos mais diferentes gostos e nas mãos das novas gerações. Aqui no Brasil, tenho visto uma aproximação interessante de novos leitores, muitos deles bem jovens embora o personagem ainda mantenha a alcunha de “quadrinho de idoso” nas bolhas de comentadores de quadrinhos por aqui. Vejo a série regular de Tex seguindo a sua qualidade de sempre e os títulos auxiliares sempre trazendo inovações. Um futuro grandioso e plural para o personagem, é assim que vejo!

Prezado pard Luiz Santiago, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

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Lançamentos Mythos Editora: As edições Bonelli de ABRIL de 2021

O Blogue do Tex anuncia hoje os lançamentos brasileiros da Mythos/Bonelli para o mês de Abril de 2021.

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DYLAN DOG GRAPHIC NOVEL VOL. 4: MATER MORBI
Roteiro: Roberto Recchioni
Arte: Massimo Carnevale
Levado com urgência ao hospital devido a um mal-estar súbito, para Dylan Dog começa um calvário sem fim na doença que o tortura e o consome dia após dia, sem que ninguém possa fazer nada para salvá-lo. A única saída parece ser a de enfrentar a criatura que o está matando, atingindo-a no coração do sofrimento. Um lugar que se localiza a um passo da morte.
Capa dura
Formato: 19,8 x 26,7 cm
108 páginas • Cores e PB
Preço: R$ 74,90
ISBN: 9786559510467

DRAGONERO 8: O FASCÍNIO DO MAL
Roteiro: Stefano Vietti
Arte: Antonella Platano
Ian e Gmor chegam a Merovia e se juntam a uma expedição militar que vai partir para enfrentar um clã de saqueadores que aterroriza o norte da região. Mas assim que chega a uma aldeia remota em meio à neve, onde os invasores parecem se esconder, Dragonero se vê envolvido em algo bem diferente: ele terá que enfrentar uma Dríade da floresta, que transforma homens em lobisomens e os mantém ao seu lado como servos. Ian é o único capaz de lutar com a bruxa, mas, para vencer, ele deverá descobrir um novo e incrível poder, fruto do sangue do dragão que corre em suas veias.
Formato: 16 x 21 cm
100 páginas • PB
Preço: R$ 28,90
ISBN: 9786559510429

DYLAN DOG NOVA SÉRIE 16: MISÉRIA E CRUELDADE
Roteiro: Gigi Simeoni
Arte: Emiliano Tanzillo
Dylan e Rania estão no rastro do fantasma dos becos, um assassino serial que semeia a morte entre mendigos e sem-teto. Os assassinatos são cometidos pelo personagem misterioso com auxílio de joias e outros objetos de grande valor. E será um deles, um anel com um rubi birmanês puríssimo de quase cinco quilates, do qual foi apagada a inscrição Paupertas Malum (A pobreza é o mal), a fornecer uma primeira pista para desentocar o assassino.
Formato: 16 x 21 cm
100 páginas • PB
Preço: R$ 28,90
ISBN: 9786559510443

ZAGOR NOVA SÉRIE 3: O SUPLÍCIO DE RAMATH
Roteiro: Jacopo Rauch
Arte: Verni/Sedioli
Dois misteriosos orientais profanam o local, em Darkwood, onde jazem os restos mortais da bruxa Dharma e de seus thugs: esse é o prelúdio de uma série de acontecimentos sinistros que começa com uma invasão de cobras na cabana do pântano, seguida de figuras monstruosas que rastejam pelo convés da Golden Baby e do sumiço de Ramath. Zagor, Chico e a tripulação da baleeira sobem o rio Pequot e adentram pântanos sombrios em busca do amigo faquir, cuja única pista é uma referência que, telepaticamente, ele fez a Zagor sobre o local em que se encontra aprisionado. É uma luta contra o tempo na qual, para salvar o amigo, Zagor não se furta a encarar uma bruxa e seus demônios na dimensão do espírito.
Formato: 16 x 21 cm
284 páginas • PB
Preço: R$ 59,90
ISBN: 9786559510498

MARTIN MYSTÈRE 23: DOCTEUR MYSTÈRE
Roteiro: Alfredo Castelli
Arte: Giancarlo Alessandrini
Martin e Java são hóspedes do tio Paul Mystère, em sua antiga mansão no coração da velha Inglaterra, aonde eles foram em busca de respostas para a obscura história da família Mystère. Ali, Martin descobre que deve o nome de sua família ao Docteur Mystère, um genial e aventureiro nobre indiano que criava máquinas muito à frente de seu tempo. O Detetive do Impossível vai descobrir muitos segredos de seus antepassados e vários eventos que explicam muitas das situações que aconteceram em sua aventurosa existência.
Formato: 16 x 21 cm
100 páginas • PB
Preço: R$ 28,90
ISBN: 9786559510528

JÚLIA VOL. 16: A SOMBRA DO TEMPO
Roteiro: Giancarlo Berardi
Arte: Pietro Dall’Agnol
Uma mulher tem horríveis visões de uma menina toda ensanguentada. Seria um pesadelo a olhos abertos que está perturbando a sua vida? Júlia, com o apoio do psiquiatra da mulher, terá que ajudá-la a buscar respostas nas profundezas do seu inconsciente. Medo e mistério emergirão dessas investigações… e você não pode perder.
Formato 16 x 21 cm
132 páginas • PB
Preço: R$ 30,90
ISBN: 9786559510573

JÚLIA VOL. 17: O CRIME NEGADO
Roteiro: Giancarlo Berardi, Maurizio Mantero e Claudia Salvatori
Arte: Enio Legisamón, Marco Soldi e Gustavo Trigo
Steven Murphy é um assassino serial, mas, dentre os seis homicídios que lhe são atribuídos, aparentemente um não é obra sua, o da jovem Jennifer. Além de Murphy negá-lo, o crime não corresponde ao seu modus operandi. Estaria ele tentando enganar a força policial? Caberá à Júlia descobrir… porém, a criminóloga se verá envolvida em um mundo sórdido e obscuro para solucionar este misterioso caso.
Formato 16 x 21 cm
132 páginas • PB
Preço: R$ 30,90
ISBN: 9786559510580

JÚLIA VOL. 18: VOLTANDO PARA CASA
Roteiro: Giancarlo Berardi, Maurizio Mantero e Giuseppe de Nardo
Arte: Luca Vannini e Laura Zuccheri
Jimmy Nichols escolheu um caminho sem volta e está indo para casa. Em sua trajetória, desolação e morte. Em seu destino, um drama angustiante o espera. Mas o que ele fará quando chegar ao seu lar? E quantos serão vítimas de sua desilusão pela vida? Um caso para Júlia tentar elucidar, com um desfecho impressionante e inesperado.
Formato 16 x 21 cm
132 páginas • PB
Preço: R$ 30,90
ISBN: 9786559510559

JÚLIA VOL. 19: OS FILHOS DO SOL
Roteiro: Giancarlo Berardi e Maurizio Mantero
Arte: Enio Legisamón
Três pessoas se suicidam ao mesmo tempo e de formas bem impactantes. Todas eram seguidoras de uma seita suspeita de utilizar métodos como lavagem cerebral para manter seus fiéis e que pode estar preparando um suicídio ritual coletivo. Júlia deve usar de todo o seu conhecimento para impedir a concretização dos planos do líder dos “Filhos do Sol”.
Formato 16 x 21 cm
132 páginas • PB
Preço: R$ 30,90
ISBN: 9786559510566

JÚLIA VOL. 20: CÉU NEGRO
Roteiro: Giancarlo Berardi e Maurizio Mantero
Desenho: Enio Legisamón e Valerio Piccioni
Quem é realmente John Connors, o guia espiritual dos Filhos do Sol? Um pai zeloso ou um carrasco cruel? Júlia deverá sondar a mente desse misterioso homem para tentar salvar a vida dos inocentes que o seguem e evitar uma enorme tragédia.
Formato 16 x 21 cm
132 páginas • PB
Preço: R$ 30,90
ISBN: 9786559510597

TEX EDIÇÃO HISTÓRICA 116: O FORASTEIRO (12 de abril nas bancas)
Roteiro: Guido Nolitta
Arte: Erio Nicolò
Investigando o desaparecimento de um colega ranger na cidadezinha de Elk City, sob o falso nome de Ted Hawkins, Tex destrói o bando dos irmãos Alan e Max Rigby, que roubava os carregamentos de prata da Companhia Mineira Central. Logo em seguida, ele percebe que outro flagelo da região é a produção e o tráfico de uísque com os índios. Para achar pistas dos traficantes, ele se infiltra na quadrilha, mas é descoberto. Agora Tex vai precisar de toda sua astúcia para sair do perigo que o ameaça.
Formato: 13,5 x 17,6 cm
332 páginas • PB
Preço: R$ 36,90
ISBN: 9786559510436

TEX EM CORES 48: ÀS MARGENS DO BRAZOS (12 de abril nas bancas)
Roteiro: Gian Luigi Bonelli
Arte: Guglielmo Letteri
El Carnicero, o açougueiro, é como chamam Manning, um vil capitão de água doce. Com a cumplicidade de Kenny Spangler, um patife de Freeport e chefe de uma quadrilha que rouba gado no Texas, El Carnicero transporta em seu barco rebanhos roubados ao longo do rio Brazos e os leva a uma ilhota cercada por tubarões, onde são carneados para depois serem vendidos nos mercados do Leste! Em outra aventura completa, Tex e Carson perseguem o Bando dos Lobos, uma quadrilha que assaltou vários bancos e se esconde em um rancho como se os seus membros fossem simples caubóis.
Formato: 15 x 21 cm
236 páginas • Cores
Preço: R$ 49,90
ISBN: 9786559510474

TEX PLATINUM 32: A NOITE DOS ASSASSINOS (19 de abril nas bancas)
Roteiro: Gian Luigi Bonelli
Desenhos: Giovanni Ticci
Em pleno inverno, Tex e seus parceiros chegam a uma aldeia dakota e veem centenas de índios esqueléticos, em estado lastimável causado pela fome e pela falta dos suprimentos prometidos pelo Governo, desviados por um ganancioso agente indígena para provocar de forma deliberada a morte de toda a tribo. A primeira ação é providenciar caça para alimentar os pobres índios. A segunda é descobrir quem são os culpados daquela infâmia e fazer justiça a qualquer preço, inclusive enfrentando dezenas de patifes na chamada Noite dos Assassinos.
Formato: 13,5 x 17,6 cm
220 páginas • PB
Preço: R$ 31,90
ISBN: 9786559510481

TEX WILLER 27: OS TRAFICANTES DE COFFIN (26 de abril nas bancas)
Roteiro: Mauro Boselli
Arte: Bruno Brindisi
Tex está determinado a capturar John Coffin, o único cúmplice de Rebo ainda vivo que pode inocentálo. Mas, quando tenta evitar que o patife e sua quadrilha roubem um carregamento de armas destinadas ao exército, o nosso herói dá de cara com uma indesejável e repentina surpresa. Agora ele tem contra si não só o bando de Coffin como também os militares do Forte Bliss e todos os xerifes da região. E os Texas Rangers? De que lado estarão Dan Bannion e Buck Barry, enviados para investigar o roubo das armas?
Formato: 15 x 21 cm
68 páginas • PB
Preço: R$ 16,90
ISBN: 9786559510450

TEX COLEÇÃO 495: UM RANGER EM PERIGO (26 de abril nas bancas)
Roteiro: Claudio Nizzi
Arte: Victor De La Fuente
Tex e Carson recebem a missão de seguir a pista de um tráfico de armas entre comancheros e índios. As investigações levam os dois rangers à região de Odessa, onde se veem às voltas com dois perigosos traficantes, Will Kinkaid e Sid Ketchum. Após eliminarem alguns dos comparsas de Kinkaid, os dois rangers resolvem convencer a sócia dele em um saloon, Vera Lopez, a passar para o lado da lei. A mulher concorda e, mesmo ameaçada pelo bandido, revela onde fica o esconderijo do bando.
Formato: 13,5 x 17,6 cm
116 páginas • PB
Preço: R$ 12,90
ISBN: 9786559510535

TEX 618: A DAMA FATAL (26 de abril nas bancas)
Roteiro: Mauro Boselli
Arte: Ernesto Garcia Seijas
Num jogo de gato e rato, em que os ratos são Tex e seus companheiros, nossos heróis travam alguns confrontos com os ferozes índios netdahes. Na última ação, eles evitam com sucesso o ataque dos netdahes de Tiago ao pequeno povoado de Canaan. Por causa da derrota, Tiago perdeu a confiança de Yavakai e não é mais o segundo em comando. Enquanto Tigre, Kit e Nantan, seguindo um dos guerreiros sobreviventes, esperam descobrir o esconderijo do bando, Castillo sequestra Ramona, a bela cúmplice dos comancheros, e tenta fugir do Rancho Verde.
Formato: 13,5 x 17,6 cm
116 páginas • PB
Preço: R$ 12,90
ISBN: 9786559510443

E AINDA EXTRA BONELLI… MANDRAKE POR GALEP


MANDRAKE, O MÁGICO, PELO TRAÇO DE GALEP, CRIADOR DE TEX!
Arte: Aurelio Galleppini
Antes de conceber o cowboy mais famoso dos quadrinhos em parceria com Gian Luigi Bonelli, Aurelio Galleppini, o ilustrador primordial de Tex, emprestou seus talentos para outro ícone das HQs: Mandrake, o Mágico! Acompanhe esta edição especialíssima que mostra o encontro de dois ícones históricos da Nona Arte! A primeira criação de Lee Falk ganha os contornos italianos de Galep, que produziu diversas histórias para a editora Nerbini. Acompanhe esse resgate dos quadrinhos, ideal para todos que apreciam HQs clássicas, fãs do eterno Galep e do Mandrake, em uma publicação imperdível da Mythos Editora.
Capa dura
Formato: 20,5 x 27,5 cm
100 páginas • PB
Preço: R$ 69,90
ISBN: 9786559510511

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

Vídeo: 3 das melhores histórias de Tex feitas pelo seu criador, Gianluigi Bonelli

Superalmanaque Tex vol. 1

Um dos programas mais pedidos à equipa do canal vídeo Pipoca & Nanquim era sobre o Ranger mais famoso dos quadradinhos e, como a Mythos Editora está a lançar muita coisa boa de Tex, os responsáveis do Pipoca & Nanquim decidiram fazer um tema especialíssimo no seu 424º programa (vídeos sobre cinema e histórias de banda desenhada): 3 das melhores histórias de Tex feitas pelo seu criador, Gianluigi Bonelli!

Se você, jovem leitor brasileiro de Tex ou apreciador de banda desenhada em geral, tinha alguma dúvida do que escolher para comprar, esta é a sua chance de conhecer material de altíssima qualidade de Tex, assistindo ao vídeo (no final deste texto) apresentado por Bruno Zago, Daniel Lopes e Alexandre Callari.

As Grandes Aventuras de Tex vol. 2

EDIÇÕES INDICADAS:
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O faroeste é um género absolutamente adorado no cinema, mas que também possui uma história muito rica na Banda Desenhada. De heróis da indústria mainstream, como o Cavaleiro Solitário e Jonah Hex, passando por adaptações de séries televisivas como Bonanza e Cheyenne, e por aventuras estreladas por personalidades históricas como Wyatt Earp e Búfalo Bill, a sucessos como Buck Jones E Black Diamond, o Velho Oeste sempre esteve presente de uma maneira ou de outra na nona arte.

Tex Edição em Cores 42

Mas, sem dúvida, o caubói mais longevo e celebrado da história é o inabalável Tex, criação dos autores italianos Gianluigi Bonelli e Aurelio Galleppini, que acabou firmando os alicerces para a criação de uma das maiores editoras de Banda Desenhada do mundo. No vídeo de hoje, para celebrar o lançamento da Trilogia Gatilho, dos brasileiros Carlos Estefan e Pedro Mauro, e de Dan Brand e Outros Clássicos, do cultuado artista Frank Frazetta, o Pipoca & Nanquim indica TRÊS BDs FUNDAMENTAIS DO TEX POR SEU CRIADOR. Descubra por que até hoje, mais de 70 anos depois de seu surgimento, Tex continua a ser uma das leituras mais aprazíveis que existem no universo das histórias de Banda Desenhada.
🌸 EDIÇÃO DO VÍDEO: Jessica Torlezi (
https://instagram.com/jessica_torlezi)

Os três esboços necessários para realizar a capa de Tex Willer n° 29 e ainda o lápis, a tinta da china e as cores originais de Maurizio Dotti

Por vezes, para chegar à realização de uma capa, neste caso de Tex Willer (a série dedicada ao jovem Tex e que traz as aventuras de Tex quando ele ainda era um fora-da-lei!), o capista tem de recorrer a diversos esboços até chegar à ilustração pretendida e que se tornará a capa definitiva.

Tal aconteceu uma vez mais com a edição número 29 de Tex Willer, cuja capa, como todas até ao presente, é da autoria de Maurizio Dotti, com a particularidade de Dotti ter feito três esboços diferentes até dar-se por satisfeito, como poderemos ver de seguida, com a particularidade do esboço eleito ter sido precisamente o primeiro, já que vamos dar conhecimento aos nossos leitores  de todos os três esboços realizados por Maurizio Dotti, assim como da arte a lápis, da arte a tinta da china e da capa original pintada igualmente por Maurizio Dotti devido à gentileza do próprio Dotti:

Primeiro esboço, o eleito, para a capa de Tex Willer #29, da autoria de Maurizio Dotti

Segundo esboço para a capa de Tex Willer #29, da autoria de Maurizio Dotti

Terceiro esboço para a capa de Tex Willer #29, da autoria de Maurizio Dotti

Arte a lápis para a capa de Tex Willer #29, da autoria de Maurizio Dotti

Arte final a tinta da china da capa de Tex Willer #29, da autoria de Maurizio Dotti

Ilustração para a capa de Tex Willer #29, com as cores originais de Maurizio Dotti

Capa de Tex Willer #29 – Sull’Alto Missouri

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As Leituras do Pedro: Tex Edição Especial Colorida #14

As Leituras do Pedro*

Tex Edição Especial Colorida #14
Chuck Dixon, Gabriella Contu, Marcello Bondi, Luca Barbieri e Giovanni Gualdoni (argumento)
Fabio Civitelli, Lucio Filippucci, Mario Atzori, Andrea Venturi, Marco Santucci e Patrick Piazzalunga (desenho)
Fabio Civitelli, Oscar Celestini e Erika Bendazzoli (cor)
Raul e Gianluca Cestaro (capa)
Mythos Editora
Brasil, Fevereiro de 2020
160 x 210 mm, 160 p., cor, capa mole
R$ 29,90

O tamanho, o tamanho…

Regresso ao tema das histórias curtas, com duas afirmações que sei que podem ser polémicas:
– É possível uma história curta transmitir tanto prazer ao leitor quanto uma história longa;
– Uma história curta pode dar tanto ou mais trabalho (a escrever) que uma longa.
Justifico-me já a seguir.

[Antes de avançar, uma definição importante: se no universo franco-belga, por exemplo, se aplica a terminologia ‘história curta’ a narrativas com 2, 4, 10, 12 páginas, quando nos referimos ao contexto Bonelli em geral – e ao de Tex Willer em particular – aquele conceito estende-se (pelo menos até as 32 páginas); que são as que compõem cada um dos relatos desta edição, como acontece sempre nos números pares desta colecção.]

O Apache Branco

Começo pela segunda afirmação. Ao escrever uma história curta, é necessário uma maior contenção, um poder de síntese maior, uma atenção especial – se não mesmo única – ao que é realmente importante, em detrimento do acessório, de floreados ou de episódios complementares para ‘dourar’ e aumentar a narrativa.

Geralmente, uma história curta tem uma ideia central forte bem definida ou um final inesperado e contundente e tudo nela contribui para explanar a primeira ou conduzir o leitor (incauto) até ao tal desfecho.

O Apache Branco

E chegado aqui, ‘salto’ para a afirmação inicial: quando bem escrita, quando bem desenvolvida, uma boa história curta vale uma revista completa e pode satisfazer plenamente o leitor – embora eventualmente com uma satisfação diferente da proporcionada por um relato de outra dimensão.

Na colecção Tex Edição Especial Colorida, nos tomos pares, de histórias curtas, temos tido fundamentalmente três tipos de relatos: aqueles que soam a episódios ‘retirados’ de uma narrativa normal de Tex (as longas…); os que dariam uma boa história longa, se mais desenvolvidos; os que são belos exemplos de histórias curtas, daquelas que (possivelmente) deram tanto trabalho a desenvolver quanto uma longa e satisfazem plenamente o leitor.

Golden Queen

Mas passemos a exemplos concretos nesta edição #14.
Um dos papéis desta colecção, é testar novos autores, novos temas, novos grafismos.

Neste último particular, o leitor que procura a diferença, poderá sentir alguma desilusão. O traço utilizado nos cinco relatos é similar – a excepção mais evidente é, claro, Civitelli, a abrir, com O Apache Branco mas em todos eles impera um desenho clássico, competente, mas sem rasgos nem virtuosismo de maior. E em termos cromáticos, passa-se o mesmo, sendo fácil ‘confundir’ as histórias. [Ao contrário do que acontecia na edição portuguesa A Lenda de Tex, composto por histórias provenientes desta colecção.]

Golden Queen

Curiosamente, a capa dos irmãos Raul e Gianluca Cestaro não o faria prever, uma vez que utiliza um estilo muito dinâmico – atrevo-me a escrever quase de cinema de animação – com o bandido que Tex baleia a ostentar até um aspecto semi-caricatural. Para além disso, a cena é-nos transmitida com uma tomada de vista invulgar, de baixo, ao nível do solo, para cima, muito bem conseguida.

Entrando na revista, O Apache Branco e Golden Queen, vêem-se bem como episódios de sagas mais longas, já que ambas pedem mais pormenores do que aqueles que nos são transmitidos. É possível lê-los fechados em si mesmos, mas não seria difícil aconchegá-los com um argumento mais extenso, que explicasse como o ranger chegou ali, qual a razão para aquelas acontecimentos... Se fosse esse o caso, a segunda narrativa surgiria num momento intermédio de um relato de maior dimensão, enquanto que a primeira serviria de desfecho para outro.

A Camisa Mágica

Mesmo assim, ambas apresentam questões distintivas. Em O Apache Branco, a tragédia de um menino branco que foge dos apaches obriga Tex a mostrar-se mais humano do que habitualmente.

Quanto a Golden Queen, prima por ter o protagonismo integral de Kit Carson, ainda no vigor da idade, por isso sem qualquer vislumbre de Tex. Nela prevalece a sua faceta de conquistador inveterado, embora me tenha custado a engolir que uma viúva tão recente se lance tão facilmente nos braços do primeiro que lhe aparece, bem como a forma expedita como Kit resolve a situação, assumindo sem hesitar o papel de carrasco, sem qualquer investigação ou audição da outra parte – e por aqui, com uma ligeira nuance esta ‘historinha’ poderia transformar-se numa bela história…

A Camisa Mágica

A Camisa Mágica centra-se num Kit Willer ainda criança e joga com as crenças dos navajos de uma forma curiosa, mas – porque não há regras sem excepção – é difícil classificá-la em qualquer das três categorias acima expostas…

A fechar a revista surge Revolta em Vicksburg, prisão onde Tex já esteve detido e que serve de cenário de uma revolta dos presos durante uma visita do ranger. O desconhecimento das razões profundas do ódio do chefe dos revoltosos em relação a Tex e a forma demasiado rápida – e até ridícula – como é resolvida a questão, aponta para o benefício que teria sido transformá-la num relato com duas centenas de páginas, bem compostas e recheadas de diversos pormenores e cenas de acção e que até poderia culminar com o mesmo pormenor utilizado aqui.

Revolta em Vicksburg

Revolta em Vicksburg

Os leitores mais atentos e que sabem contar, estarão a dizer – com toda a razão – que só falei de quatro histórias, quando afirmei que eram cinco. Na verdade, falta Juliet Payne, o relato que inspirou este longo texto (para os parâmetros habituais aqui de As Leituras do Pedro).

Duas questões surgem de imediato após a leitura: a primeira, o forte protagonismo de uma mulher, o que não é comum na vida editorial do ranger. Depois, ainda menos vulgar, a assumpção de uma temática – a violação – que foge aos cânones de Tex.

Juliet Payne

Os dois aspectos estão muito bem conciliados nas 32 páginas disponíveis, baseados numa ideia aparentemente muito simples – mas daquelas que soam próximas do genial – que funciona idealmente nesta curta extensão, mas que se iria perder se os autores tivessem utilizado mais páginas.

Juliet Payne

*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro

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Os QUATRO esboços iniciais, a arte final a preto e branco e as cores originais de Claudio Villa para a capa de Tex #727

* A edição número 727 de Tex (“La strega della palude“) será posta à venda, em Itália, no dia 7 de Maio e trará a segunda parte de uma história escrita por Pasquale Ruju e desenhada por Bruno Ramella. A capa, como é tradição, será da autoria de  Claudio Villa e vamos hoje dá-la a conhecer aos nossos leitores, mostrando também toda a trajectória produtiva, começando pelos quatro esboços iniciais e concluindo na belíssima capa que estará disponível nos quiosques italianos daqui a cerca de um mês.

Claudio Villa

A capa de Tex #727, como tem sido tradicional após o Tex #401 (inclusive), é da autoria de Claudio Villa. Capa essa que divulgamos hoje aqui no blogue do Tex acompanhada dos quatro esboços iniciais, da arte finalizada a tinta da china, assim como da capa original pintada pelo próprio Claudio Villa tal como temos feito com alguma regularidade devido à gentil cortesia de Villa que nos mostra então o percurso integral da capa de Tex #727:

Esboço inicial da capa de Tex #727, da autoria de Claudio Villa

Segundo esboço da capa de Tex #727, da autoria de Claudio Villa

Terceiro esboço da capa de Tex #727, da autoria de Claudio Villa

Quarto esboço, o eleito, da capa de Tex #727, da autoria de Claudio Villa

Arte final a preto e branco da capa de Tex #727, da autoria de Claudio Villa

Capa de Tex #727, com as cores originais de Claudio Villa

Capa de Tex #727

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