As Leituras do Pedro: Tex #600

As Leituras do Pedro*

Tex #600: O ouro dos pawnees
Mauro Boselli (argumento)
Fabio Civitelli (desenho)
Mythos Editora
Brasil, Outubro de 2019
135 x 175 mm, 114 p., pb, capa mole, mensal
R$ 15,90 / 5,00 €

Dar consistência

Um aspecto evidente no trabalho editorial de Tex nos últimos anos, é o objectivo de dar à série uma consistência histórica, ordenando uma ‘cronologia’ que até então era praticamente inexistente. Por um lado.

Por outro, há uma óbvia opção por recuperar personagens que de alguma forma foram marcantes pelo tempo de uma história – ou pouco mais – apelando à memória e à nostalgia dos leitores mais antigos – e conseguindo assim, quem sabe, recuperar alguns que com o tempo se foram perdendo.

É o acontece neste significativo – pela marca alcançada – Tex #600 – #700, em Itália.

Voltemos um pouco atrás. Ao contrário da maioria das séries, em Tex raramente os inimigos regressam. Mefisto/Yama serão as excepções… – excepcionais! – mas dos restantes, geralmente, só ‘reza uma história’ – até porque muitos deles não sobrevivem para aspirarem a um eventual regresso ou vingança. A diversidade a que isso obriga poderá ser um dos segredos da longevidade da personagem.

Tex #600 – O ouro dos pawnees; arte de Fabio Civitelli

Curiosamente, se em termos de adversários estamos conversados, em termos de amigos a situação não é assim tão diferente. Para lá do núcleo duro – Kit Carson, Jack Tigre, Kit Willer – é verdade que surge uma segunda linha, onde encontramos El Morisco, Jim Brandon, Gros Jean ou Montales mas, depois, estamos de novo perante aliados de uma única aventura.

No entanto, como se lê acima, na abertura, os últimos anos, parecem querer mudar este estado de coisas e tornar mais recorrentes os encontros entre Tex e aqueles que, nalguma altura, se cruzaram com ele, de um lado ou de outro do cano dos seus colts!

A criação da ‘linha juvenil’ Tex Willer – que me abstenho de comentar porque ainda não li – é um grande contributo neste sentido, aclarando o passado do (futuro) ranger e justificando algumas das suas opções de vida.

A par dela, têm-se multiplicado – embora (ainda?) de forma moderada – as histórias que retomam elementos ou personagens pontuais do seu passado.

Tex #600 – O ouro dos pawnees; arte de Fabio Civitelli

É o que acontece nesta edição, em que Tex reencontra Tesah, uma princesa pawnee que se cruzou com ele logo na primeira história da dupla Gianluigi Bonelli/Aurelio Galleppini – a primeira história de Tex, portanto! – e que segundo reza o prefácio da edição, já tinha reencontrado o jovem Tex Willer.

Bem melhor conservada do que Tex (!), serve como gatilho para uma história com assinatura de respeito, de uma dupla da dimensão de Mauro Boselli e Fabio Civitelli, em que o célebre tesouro da tal primeira história é cobiçado por brancos e índios, numa narrativa sólida, com muitos confrontos e uma surpresa… algo previsível!

E se é verdade que a aplicação da cor por parte da Bonelli tem melhorado bastante nos últimos anos – não poderia ser de outra forma, tantas têm sido as edições assim editadas – o traço de Civitelli é feito para apreciar a preto e branco, já que o colorido tira destaque e efeito ao seu primoroso uso de pontilhado para definir ambientes, sombras e volumes.

Tex #600 – O ouro dos pawnees; arte de Fabio Civitelli

Para tornar mais especial esta edição #600 – só quem coleccionou revistas sabe o quanto as edições ‘especiais’ podem sê-lo verdadeiramente – a Mythos incluiu como brinde um fac-simile da Júnior #28, a edição de 1951 em que Tex se estreou no Brasil, com a tal narrativa em que encontra Tesah, que vale como curiosidade e documento.

Capa do fac-simile da Júnior #28

Representa uma época muito diferente, desde logo no seu formato, o dito ‘talão de cheques’ – outro conceito hoje praticamente esquecido – com 160 x 80 mm, e uma única tira por página, sendo estas apenas 32…
Na prática, equivalente a umas (meras) 11 páginas de uma revista Tex actual!

Página 3 do fac-simile da Júnior #28

*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro
(http://asleiturasdopedro.blogspot.com/).

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Vídeo: Uma homenagem (da SBE) a Sergio Bonelli no dia em que faria 88 anos

O dia 2 de Dezembro seria o dia de aniversário de Sergio Bonelli. Para recordá-lo, a Sergio Bonelli Editore decidiu publicar hoje o vídeo do encontro que teve lugar no evento Lucca ChanGes, no qual os convidados contaram muitas curiosidades sobre ele e sobre o seu pai Gianluigi.

2 de Dezembro de 2020, dia em que Sergio Bonelli completaria 88 anos, numa redacção   semi-deserta por causa do covid-19, enquanto nevava na rua, uma jukebox tocava em     homenagem a Sergio Bonelli. (Vídeo de Giorgio Giusfredi na redacção da Sergio Bonelli Editore, Milão)

Nesta quarta-feira, 2 de Dezembro, Sergio Bonelli teria completado 88 anos. A Sergio Bonelli Editore quis recordá-lo publicando o vídeo de um dos encontros virtuais que a Editora que tem o seu nome realizou para a edição 2020 do evento Lucca Comics & Games.

No encontro, o director editorial Michele Masiero conversou à distância com os quatro convidados: Gianni Bono, autor do livro GL Bonelli. Io sono Tex, com lançamento marcado para 10 de Dezembro; Mauro Boselli, actual curador e principal argumentista de Tex; Graziano Frediani, curador dos Magazine nos quais reapareceram algumas das personagens históricas de Gianluigi Bonelli; Fabio Licari, curador da série semanal que repropõe cronologicamente as aventuras de Mister No através do periódico Gazzetta dello Sport.

Quase uma hora e meia de memórias, anedotas e curiosidades sobre os dois pais da actual Sergio Bonelli Editore, que podem ser vistos no vídeo que mostramos de seguida!

Podcast Confins do Universo 116 – Os novos rumos da Bonelli

Sidney Gusman

O Confins do Universo é um podcast (conteúdo em áudio, disponibilizado através de um arquivo ou streaming, que conta com a vantagem de ser ouvido sob demanda, quando o usuário desejar. Pode ser ouvido em diversos dispositivos e costuma abordar um assunto específico para construir uma audiência fiel) quinzenal do Universo HQ, um dos principais sites brasileiros que trata sobre notícias, história, filmes e novidades relacionadas à Banda Desenhada. Com a direcção de Sidney Gusman e participação de Samir Naliato, Sérgio Codespoti e Marcelo Naranjo é a melhor fonte de informação sobre o tema. Os convidados de cada podcast que dura um pouco mais de uma hora são pessoas qualificadas e ligadas ao tema em discussão.

E em 2016, o Confins do Universo abordou os quadradinhos da editora italiana Sergio Bonelli Editora, no episódio 028 – Raios e trovões! HQs Bonelli.

A repercussão foi grande, e vários ouvintes enviavam mensagens pedindo um novo programa sobre o tema. E o Confins do Universo fez isso agora, justamente quando a Bonelli completa 80 anos!

Sidney Gusman, José Carlos Francisco (que também é citado no podcast) e Naranjo

De facto, desde então muita coisa aconteceu com suas publicações, tanto no Brasil, quanto na Itália. Além da Mythos, tradicional casa da Bonelli no Brasil há alguns anos, outras como Panini Comics, Lorentz, Editora 85, Graphite, Red Dragon e Trem Fantasma apostaram nos materiais da editora e diversos títulos e personagens começaram a ser lançados.

Enquanto isso, na Itália, mudanças internas procuram aumentar a variedade de publicações, estabelecer um novo relacionamento com o público e até mesmo criar apostas para outras mídias.

Neste episódio, o Confins do Universo aborda tudo isso e mais com os convidados Júlio Schneider (tradutor), Leonardo Campos (Editora 85) e Ricardo Elesbão (Confraria Bonelli).

E ainda: erros de gravação!

Para ouvir o fantástico programa dedicado à editora Bonelli no Brasil, onde de certo modo Portugal também é citado, clique na imagem que se segue e que o levará directamente ao site emissor:

Confins do Universo 116 – Judas Dançarino! Os novos rumos da Bonelli

A revista nº 12 do Clube Tex Portugal nas mãos do staff oficial de Tex da Mythos Editora

Editor de Tex no Brasil, Dorival Vitor Lopes exibe a sua versão com a capa variante da revista nº 12 do Clube Tex Portugal

A revista nº 12 do Clube Tex Portugal, publicação semestral dirigida por Mário João Marques, coordenada por José Carlos Francisco, paginada por João Marin e realizada pelos, e para, sócios do Clube Português continua chegar aos quatro cantos do mundo e a alegrar a vida de autores, fãs e coleccionadores do Ranger espalhados por quatro continentes (o Clube tem sócios na Europa, América, África e Ásia), assim como dos elementos que compõem o staff oficial de Tex da Mythos Editora, começando pelo seu editor Dorival Vitor Lopes, passando pelos tradutores Paulo Guanaes e Júlio Schneider e terminando nos míticos legendadores (letristas no Brasil) Marcos Maldonado e Dolores Maldonado,  todos eles exibindo orgulhosamente os seus exemplares recebidos na condição de ilustres sócios honorários do Clube Tex Portugal,   como podemos constatar pelas fotografias que nos chegaram recentemente.

Quem também acabou de receber o seu exemplar recentemente, e por isso também o divulgamos e mencionamos, foi um dos maiores fãs e coleccionadores de Tex no Brasil, o poeta Rouxinol do Rinaré (Antonio Carlos da Silva) que deste modo já pode exibir a revista nº 12 do Clube Tex Portugal na sua belíssima e riquíssima BiblioTEX!

O mítico tradutor de Tex Paulo Guanaes feliz pela recepção da revista nº 12 do Clube Português

O carismático tradutor de Tex Júlio Schneider, devidamente protegido, exibe orgulhosamente as suas duas versões da revista nº 12 do Clube Tex Portugal

Os lendários legendadores (letristas) Marcos Maldonado e Dolores Maldonado exibem cada um a sua versão da revista nº 12 do Clube Português, ambas com capa de Alessandro Bocci

O poeta Rouxinol do Rinaré (Antonio Carlos da Silva) já pode exibir a revista nº 12 do Clube Tex Portugal na sua belíssima e riquíssima BiblioTEX!

Quem ainda não é sócio e queira fazer parte do Clube Tex Portugal – cujos estatutos podem ser vistos aqui pode inscrever-se escrevendo via e-mail para José Carlos Francisco sendo necessário pagar uma jóia de inscrição de 5,00 € e uma quota mensal de 2,00 € (2,50 € se não for residente em Portugal).

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As críticas do Marinho: Maxi Tex #27 – “I tre fratelli Bill” (“Os três irmãos Bill”)

Por Mário João Marques

Maxi Tex #27 – I tre fratelli Bill

Recuemos um pouco no tempo, até 1952, quando começou a ser publicada uma série de tiras semanais pela editora Audace, cujos protagonistas eram Black, Sam e Kid, os três irmãos Bill, uma família de aventureiros criada por Gianluigi Bonelli e cujas histórias, desenhadas por Giovanni Benvenuti (auxiliado ocasionalmente por Roy D’Amy), constituíam uma espécie de recriação nostálgica de um western aventuroso, clássico e impregnado de valores humanos. Os três irmãos eram por assim dizer uma versão literária de três famosos actores do cinema americano: Black, baseado no actor John Carradine do filme Stagecoach (A Cavalgada Heróica) de John Ford; Sam, em Victor McLaglen, o sargento Quincannon de The Lost Patrol (A Patrulha Perdida), também de John Ford; e Kid, em Montgomery Clift, o jovem atormentado de Red River (Rio Vermelho) realizado por Howard Hawks. A publicação termina após vinte e sete números, mas renasce em 1955 com Il Ritorno dei 3 Bill, desaparecendo de cena no ano seguinte, até Mauro Boselli decidir recuperar tão singulares e simpáticas personagens cruzando-as com Tex.

Maxi Tex #27 – I tre fratelli Bill de Mauro Boselli & Alessandro Piccinelli

Numa época em que a Sergio Bonelli Editore parece apostada nos crossovers entre as suas personagens, como por exemplo o recente encontro entre Dylan Dog e Dampyr ou o ansiado entre Zagor e o próprio Tex, mas também com personagens de outras editoras, veja-se a parceria com a americana DC, porque não recuperar muitos dos heróis clássicos do fumetto italiano, sobretudo aqueles que foram criados por Gianluigi Bonelli e que até actuam no mesmo teatro e nos mesmos ambientes de Tex, partilhando os mesmos valores e os mesmos combates. No fundo, o que Boselli nos apresenta é uma merecida homenagem ao pai de Tex e à sua prolífica imaginação, algo que recentemente já tinha sido proposto pela editora num Magazine Aventura com a republicação de duas das suas histórias, El Kid e Yuma Kid.

Maxi Tex #27 – I tre fratelli Bill de Mauro Boselli & Alessandro Piccinelli

E para começar esta aventura de Tex, nada melhor do que fazer uma belíssima apresentação de cada um dos irmãos: o imponente Sam, forte como um touro e que não hesita em mandar abaixo um trading post, apenas porque o acusaram de ser amigo dos fedorentos índios, logo ele que até toma banho uma vez por mês; o sedutor Kid, entrelaçado com a bela mexicana Francisca numa pousada em Tucson, quando tem de enfrentar os irmãos e o pai da jovem; e Black, o pistoleiro sombrio que num cemitério, ao som de um relógio de bolso, decalcado do inolvidável El Muerto, não hesita em abater o impiedoso caçador de prémios Jack Fenton e vingar a família Powell, particularmente o jovem Jimmy a quem Black tinha oferecido o relógio. Feitas as apresentações, a verdade é que não é de todo inocente que o leitor associe Sam ao também corpulento e irascível Gros-Jean, Kid a Kit Willer, também ele um jovem sedutor, e Black, mercê da sua fisionomia e da falta de algum sentido de humor, ao velho e casmurro Carson. Depois de um trading post destruído, de uma jovem abandonada e de um caçador de prémios abatido num cemitério, nada como o reencontro entre os irmãos, porque apesar de cada um ter sempre algo para fazer, a verdade é que é em conjunto que eles se sentem bem. E o encontro com Tex e Carson vai ocorrer por força de um grupo de apaches chiricahuas se terem  revoltado contra o seu líder Cochise e o filho Tahzay, obrigando todos a actuar no sentido da manutenção de uma paz ténue.

Maxi Tex #27 – I tre fratelli Bill de Mauro Boselli & Alessandro Piccinelli

Uma aventura que de certa forma regressa às origens de Mauro Boselli, quando o autor escrevia argumentos épicos onde Tex partilhava algum protagonismo com outros actores. Tal como o curador de Tex sublinha, nesta história o Ranger não é o único titular, porque os três irmãos Bill regressam para de novo cavalgarem com os leitores, reduzindo a presença de Tex a um nível que os mais conservadores não estarão habituados, o que se torna mais marcante já que os irmãos Bill não são personagens antipáticas aos nossos olhos, pelo contrario são homens generosos e com um elevado sentido de justiça, apesar de algumas vezes não terem grandes escrúpulos, porque não hesitam em arriscar a vida de outros para obterem os seus fins. Muito seguros de si, talvez mesmo demasiado, os irmãos Bill só utilizam as armas para o bem e só matam se estiverem em risco de vida, actuando muitas vezes no limbo entre a legalidade e a ilegalidade, preferindo, tal como Tex, a justiça, mesmo que esta implique ultrapassar os limites da lei. Ou seja, são personagens que merecem não só a estima do Ranger, mas também a nossa, humildes leitores e testemunhas dos acontecimentos de uma daquelas aventuras como já não se fazem, nas palavras de Graziani Frediani, tão clássica quanto moderna na interacção entre as inúmeras personagens e onde se respira permanentemente o perfume da honra, da ética e da amizade, não só a que une os irmãos, mas sobretudo a que une Tex a Cochise e ao seu filho Tahzay, relação que alcança outros contornos numa época em que tantos, demasiado mesmo, tendem a reduzir os conflitos raciais entre brancos e negros, esquecendo a exterminação que muitos índios foram vítimas, confinados hoje em dia em reservas sem qualquer identidade e entregues ao álcool e à droga, sem um alento, um qualquer objectivo ou oportunidade de mudança no horizonte.

Maxi Tex #27 – I tre fratelli Bill de Mauro Boselli & Alessandro Piccinelli

Acontecimentos servidos pelo traço sublime de um Alessandro Piccinelli em grande forma e que apresenta aqui o seu melhor e mais completo trabalho na série. Não há um defeito no seu desenho, quer na composição dos Rangers e das personagens, seja ela na sua fisionomia, seja também nas expressões faciais, nos movimentos em função da acção, sem esquecer aspectos muito importantes num western como a composição dos cavalos e os seus movimentos ou o estudo e recriação dos cenários. Nas cenas panorâmicas e mais abrangentes, onde se encontram presentes várias personagens, cada uma assume a sua postura corporal, uma postura natural e não estática. Por outro lado, parece ser notório um maior investimento do autor em cenas de grande plano e primeiro plano, o que conduz a uma espécie de engrandecimento do desenho e permite explorar e apresentar notavelmente as expressões faciais das personagens, como já antes referido, surgindo estas quase que diante do leitor. Notável, porque estamos perante alguém que, para além de trabalhar para Tex também desenha para Zagor, série onde ainda é o autor das capas.

Maxi Tex #27 – I tre fratelli Bill de Mauro Boselli & Alessandro Piccinelli

Uma aventura que fica na história de Tex pela capacidade indiscutível de manter os acontecimentos sempre no interesse do leitor, mas fundamentalmente porque representa novos passos no imenso trabalho que Mauro Boselli vem fazendo na série, traduzido não só pela recuperação de personagens do imaginário do fumetto italiano, mas também numa interessante ligação do enredo com acontecimentos narrados na série principal, assim como com outros que ainda virão a ser apresentados em Tex Willer, as aventuras do herói na sua juventude, tornando a série, desta forma, como um todo uniforme e coerente.

Mauro Boselli & Alessandro Piccinelli exibem orgulhosamente exemplares do seu (deles) Maxi Tex #27

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EXCLUSIVO MUNDIAL: Do esboço inicial à capa final de Tex Willer #23, passando pelo lápis, tinta da china e cores originais de Maurizio Dotti

Mauro Boselli exibe orgulhosamente dois exemplares de Tex Willer nº 23 que contém uma história de sua autoria

No passado dia 18 de Setembro a Sergio Bonelli Editore publicou a edição número 23 de Tex Willer (a série dedicada ao jovem Tex e que traz as aventuras de Tex quando ele ainda era um fora-da-lei!), intitulada “Nelle mani della legge” (“Nas mãos da lei“) que contém a sexta e última parte de uma história escrita por Mauro Boselli e desenhada por Michele Rubini, que se estreou nesta série precisamente com esta história!!

A capa deste vigésimo terceiro número, tal como as vinte e duas anteriores e as que se seguirão nesta nova colecção, é da autoria do conceituado desenhador Maurizio Dotti, capa essa que divulgamos hoje aqui no blogue do Tex acompanhada do esboço inicial, assim como da arte a lápis, a tinta da china e da capa original pintada igualmente por Maurizio Dotti, num rigoroso EXCLUSIVO MUNDIAL devido à gentil cortesia do próprio Dotti (a quem agradecemos publicamente) que nos deu a conhecer este fantástico material antes dele próprio o tornar público aos seus (e de Tex Willer) fãs:

Esboço para a capa de Tex Willer #23, da autoria de Maurizio Dotti

Arte a lápis da capa de Tex Willer #23, da autoria de Maurizio Dotti

Arte final a tinta da china da capa de Tex Willer #23, da autoria de Maurizio Dotti

Ilustração para a capa de Tex Willer #23, com as cores originais de Maurizio Dotti

Capa de Tex Willer #23 – Nelle mani della legge

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A revisão final de Tex Willer #26 (a publicar na Itália em Dezembro)

Tex Willer #26, a capa no computador de Mauro Boselli

O frontispício de Tex Willer #26

Revisão Tex Willer #26 – El Paso del Norte

Tex Willer #26 – El Paso del Norte

Tex Willer #26 – El Paso del Norte

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As críticas do Marinho: “La Rupe del Diavolo” e “L’odissea della ‘Belle Star'” (Tex italianos 714 e 715)

Por Mário João Marques

La Rupe del Diavolo” e “L’odissea della ‘Belle Star’” (Tex italianos 714 e 715)

Nos ambientes imponentes do Canadá, sempre tão apreciados pelos leitores, Tex e os seus pards vão proteger a viagem inaugural do Belle Star, uma embarcação do sobrinho de um amigo de Gros-Jean, ameaçada pela companhia de um rival.

La Rupe del Diavolo

Regresso do histórico Claudio Nizzi à série mensal de Tex que, mais uma vez e apesar da idade, demonstra a sua experiência narrativa, apresentado uma aventura marcadamente bonelliana, ao mesmo tempo simples e eficaz. Um dos aspectos principais da trama é a sua ambientação fluvial e o microcosmos narrativo que daqui decorre, bem presente pelo facto dos actores se encontrarem numa embarcação, permanentemente condicionados na sua acção face aos sucessivos ataques dos índios siksika.

La Rupe del Diavolo

Mais uma prova do imenso talento de Corrado Mastantuono, um dos meus desenhadores preferidos de Tex e dos fumetti. Cada página é um verdadeiro tratado de bem desenhar cenários e ambientes, cenas de acção ou o grotesco trabalho das faces humanas.

La Rupe del Diavolo

Se a trama se apresenta previsível, a verdade é que Nizzi domina as personagens e gere os acontecimentos como poucos, sabendo alternar cenas a ritmo de compasso, como bem fazia Nolitta, com a distribuição de chumbo em abundância, tão ao gosto de Gianluigi Bonelli, sem descurar o carácter e a espessura das personagens, onde Boselli impera.

L’odissea della “Belle Star”

Uma daquelas aventuras que nunca cansam, muito por força do seu cariz clássico, servida por um desenho magistral.

L’odissea della “Belle Star”

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Os PRIMEIROS Esboços/Estudos de Piccinelli para o Especial Tex Willer a ser lançado em Dezembro de 2021, onde Tex encontrará… Zagor

Alessandro Piccinelli

Alessandro Piccinelli realizou recentemente uma história de Tex com os três Bill, personagens da banda desenhada italiana dos anos cinquenta, criados por Gianluigi Bonelli. Mas há uma figura importante da Sergio Bonelli Editore que de há mais de trinta anos que muitos leitores querem ver ao lado do Tex… é o Zagor.

Em Dezembro de 2021, no Especial Tex Willer #3 haverá um encontro entre os dois ícones bonellianos, numa aventura idealizada e escrita por Mauro Boselli e desenhada por ninguém menos do que Alessandro Piccinelli, o actual capista de Zagor e um dos baluartes do staff do Ranger que assim volta a participar em mais uma história icónica: o crossover entre Águia da Noite e Zagor!

A história ainda está no segredo dos Deuses, mas hoje, graças a Mauro Boselli, já podemos divulgar os primeiros esboços/estudos de Alessandro Piccinelli e por eles podemos já tomar conhecimento de algumas participações bem especiais, como por exemplo o Ranger Adam Crane e o seu irmão de sangue Lobo Cinzento, o chefe dos Quahadis Comanches… pronuncia-se uma história memorável!!!

Lobo Cinzento e Rip Ford por Alessandro Piccinelli para o crossover entre Tex e Zagor

Adam Crane e Buck Barry por Alessandro Piccinelli para o crossover entre Tex e Zagor

O jovem Tex Willer por Alessandro Piccinelli

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O nascimento de Tex está à… VENDA!!!!

Bruno Brindisi exibe orgulhosamente a revista Tex Willer nº 24, onde tivemos Tex como nunca antes visto, de sua autoria

Caro leitor/coleccionador de Tex, se sempre desejou possuir originais relativos ao mundo de Tex, ainda mais realizados por um consagrado desenhador que emprestou a sua arte ao serviço do Ranger, chegou a oportunidade.

Na edição italiana número 24 de Tex Willer, lançada no passado mês de Outubro com o título “I razziatori del Nueces“, uma longa aventura escrita por Mauro Boselli e desenhada por Bruno Brindisi, que se estenderá até Fevereiro de 2021 já que durará cinco números, tivemos oportunidade de ver Tex Willer como nunca antes foi visto, já que Bruno Brindisi retratou a  maior alegria da família Willer, um momento certamente amaldiçoado por todos os (futuros) inimigos de Tex Willer: o nascimento do futuro Ranger, onde vemos os pais de Tex, Ken Willer e Mae Willer, com o pequeno rebento ao colo da mãe logo após o seu nascimento:

A maior alegria para a família Willer, um momento certamente amaldiçoado por todos os inimigos de Tex Willer

Tratou-se da primeira aparição cronológica de Tex em absoluto, a primeira imagem documentada de Águia da Noite, se bem que já o tenhamos “visto” na barriga da sua mãe, aquando do Maxi Tex número 21 “Nueces Valley“, de 2017, desenhado por Pasquale Del Vecchio, mas aí, obviamente, não vimos o rosto, nem sequer o corpo, de Tex.

Mae Willer grávida de Tex na arte de Pasquale Del Vecchio

Mas voltando a Bruno Brindisi, a vinheta com a aparição de Tex logo após o seu nascimento foi inserida na página 28 (a vigésima quarta da história) do número 24 da série Tex Willer e essa histórica página ORIGINAL acaba de ser posta à venda por 250,00€, devidamente autografada (por Bruno Brindisi) e datada (2019, ano da realização da prancha) e com a particularidade de ter no cimo o título de trabalho dessa aventura (“Coffin“).

Trata-se de uma verdadeira pechincha até porque a página original (33×48 cm) vem acompanhada dos peculiares e inusitados esboços (frente e verso de uma folha de 29,5×42 cm, com tinta-da-china, lápis e lápis de cor azul) que Bruno Brindisi faz ao desenhar as suas páginas de Tex, como mostramos de seguida: 

Página (ORIGINAL) número 24 de Tex Willer #24, contendo a primeira aparição cronológica de Tex (logo após o seu nascimento). Arte de Bruno Brindisi

Primeiro esboço de Bruno Brindisi da página número 24 de Tex Willer #24, contendo a primeira aparição cronológica de Tex (logo após o seu nascimento)

Esboço final realizado por Bruno Brindisi da página número 24 de Tex Willer #24, contendo a primeira aparição cronológica de Tex

A página impressa na revista e a página original realizada por Bruno Brindisi contendo a primeira aparição cronológica de Tex

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