EXCLUSIVO! Tex: 50 Anos de Aventuras – Edição Especial para celebrar meio século de publicação ininterrupta no Brasil

* A Mythos Editora tem o orgulho de apresentar uma edição especial para celebrar 50 anos de publicação ininterrupta de Tex no Brasil

* Uma grandiosa edição de 320 páginas em formato italiano, com duas das aventuras mais marcantes da fabulosa saga texiana

Fevereiro de 1971 – Fevereiro de 2021
50 Anos de aventuras ininterruptas de Tex no Brasil

Tex” é a série principal de TEX, publicada ininterruptamente no Brasil por quatro editoras (Vecchi, Rio Gráfica, Globo e Mythos) desde Fevereiro de 1971, provando que TEX é mesmo um sucesso estrondoso no Brasil, suportando várias crises económicas e dificuldades políticas sem nunca ter encerrado a sua publicação nestes 50 anos de vida editorial. Um verdadeiro Marco que mostra toda a pujança do Ranger, que inclusive hoje tem mais de uma dezena de outras séries e colecções, publicadas sobretudo pela Mythos Editora, mas também pela Salvat e Panini.

Para assinalar e comemorar esta histórica efeméride a Mythos Editora vai lançar, no dia 19 de Fevereiro, uma verdadeira Edição Especial de 320 páginas, em formato italiano e com uma capa celebrativa da autoria de Claudio Villa onde os quatro pards posam perante a objectiva de Timothy Henry O’Sullivan, o simpático fotógrafo encontrado por Tex no decurso de uma expedição à selva do Panamá.

Como anunciado acima, a edição conterá duas aventuras, ambas épicas: “O Cavaleiro Solitário” escrita por Claudio Nizzi e desenhada pelo saudoso Mestre Joe Kubert e “Ao Sul de Nogales com argumento de G. L. Bonelli e desenhos de Giovanni Ticci

O Cavaleiro Solitário

Quando Sergio Bonelli pediu a Joe Kubert que ilustrasse um Tex gigante, pretendia oferecer aos seus leitores mais um trabalho de um grande artista de renome mundial, mas também tentava, com isso, penetrar no específico mercado norte-americano. Por isso, este Cavaleiro Solitário é um Tex diferente no seu argumento, na sua estrutura, no herói em si, tudo adaptável ao mercado alvo que esta aventura pretendia atingir.
A aventura gira em torno de um Tex solitário e divide-se em cinco partes, forma que também vai ao encontro da especificidade americana, uma vez que o seu público não adere muito a longas aventuras que se estendam por 224 páginas.
Esta como que conversão ao mercado norte-americano está também bem presente na escolha do argumento de Nizzi, quando Tex nos surge como um cavaleiro solitário, sem a companhia dos seus habituais companheiros, em busca de justiça e vingança. Este factor também não é ingénuo, uma vez que o imaginário americano alimenta-se constantemente da luta entre o bem e o mal, da justiça e da injustiça, da defesa dos valores éticos e morais, enfim de todo um espírito maniqueista sempre presente no discurso e na acção dos seus variados agentes.
Num argumento perfeitamente delineado e dividido, mas sem nunca perder o seu ritmo constante, Nizzi contrapõe-nos um Tex individualista, o que, para uma sociedade como a americana, assume primordial importância, porquanto o indivíduo empreendedor adquire nela um lugar de grande relevo. A figura de Tex como um cavaleiro solitário lutando contra os assassinos é não só a eterna luta entre o bem e o mal, mas também o duelo entre o que é justo e o que não é.

Ao Sul de Nogales”

Tex e Carson encontram-se perto de Nogales junto à fronteira com o México na pista de Solly Slade, um perigoso traficante que negoceia armas e whisky com os Apaches. Depois de destruírem o seu depósito junto da San Vicente, os pards vão no encalço de Solly Slade, mas o traficante engendra um plano para conduzir os rangers a uma emboscada.
Esta é uma das mais perfeitas aventuras escritas por G. L. Bonelli, não pela qualidade do seu argumento, mas pelo desenvolvimento imposto ao mesmo, muito de acordo com as características narrativas do autor. Na verdade, apesar de se tratar de uma aventura sem grandes artifícios imaginativos, ela é muito dinâmica, quase sempre composta por cenas de acção, que se vão sucedendo a outras mais contidas, um artifício típico de Bonelli e que servia muitas vezes para de modo eficiente tornar a narração mais cinematográfica.
Por outro lado, esta aventura é também característica na série por ter sido feita a dois tempos, uma vez que Ticci iniciou-a em 1967 e só a terminou em 1977, sendo bastante evidente a diferença entre um primeiro estilo mais rectilíneo e limpo e outro mais vigoroso e marcante.

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

Inspirações de Mario Milano para “Tex Romanzi a Fumetti” nº 11 “La frustata”

Por Afrânio Braga, criador do blogue Blueberry, Uma Lenda do Oeste: https://blueberrybr.blogspot.com

Pasquale Ruju & Mario Milano – Tex Romanzi a Fumetti 11

Tex Romanzo a Fumetti nº 11 – SBE: La frustata / Tex Graphic Novel nº 9 – Mythos Editora: A chicotada

A cicatriz de uma chicotada escava um sulco de ódio na alma…
Argumento: Pasquale Ruju
Roteiro: Pasquale Ruju
Desenhos: Mario Milano
Cores: Matteo Vattani
Capa: Mario Milano
Diego Portela incubou demoradamente a sua vingança contra don Alvarado. Mas a morte chegou um passo adiante de ele, levando embora o poderoso rancheiro. O feroz facínora volve agora as suas cruéis atenções sobre Blanca, a bela filha de Alvarado. Mas não fez as contas com Tex e Carson…

Tex Graphic Novel 9 – Mythos Editora

Fontes: Sergio Bonelli Editore, Milano, Itália: capa da edição italiana, ficha técnica e sinopse; e Livraria Amazon, Brasil: capa da edição brasileira.

Mario Milano exibe orgulhosamente o seu exemplar do Tex Romanzo a Fumetti nº 11

Inspirações de Mario Milano para
“Tex Romanzi a Fumetti”
 nº 11 “La frustata”

Ao conversar com Mario Milano sobre os rostos de personagens da história “La frustata”, ele me disse que se inspirou nos rostos de onze pessoas reais para compor aqueles de onze personagens da narrativa escrita por Pasquale Ruju.

Mario Milano me forneceu a lista das pessoas com os respectivos personagens e os desenhos dos rostos dos personagens para os quais eu pesquisei as fotografias das pessoas na Internet a fim de realizar esse artigo do blogue.

A relação enviada pelo desenhador texiano:

  • Steven Seagal – Tex Willer
  • Sam Elliott – Kit Carson
  • Charles Bronson – Bandido
  • Lee Van Cleef – Ignatio
  • Thomas Rudy – Santiago
  • Emilio Fernández – Enrique
  • Danny Trejo – Diego Portela
  • Fernando Sancho – Octavio
  • Frida Kahlo – Blanca
  • Anthony Quinn – Don Léon
  • Wallace Beery – Bandido

Steven Seagal Tex Willer

Sam Elliott Kit Carson

Charles Bronson Bandido

Lee Van Cleef Ignatio

Thomas Rudy Santiago

Emilio Fernández Enrique

Danny Trejo Diego Portela

Fernando Sancho Octavio

Frida Kahlo Blanca

Anthony Quinn Don Léon

Wallace Beery Bandido

O personagem Tex foi criado por Giovanni Luigi Bonelli e realizado graficamente por Aurelio Galleppini.

Tex © Sergio Bonelli Editore

Um grande agradecimento a Mario Milano pelo elenco das pessoas e dos personagens e os desenhos dos rostos dos personagens para esse artigo.
Un grande ringraziamento a Mario Milano per l’elenco delle persone e dei personaggi e gli disegni dei volti dei personaggi per questo articolo.

Afrânio Braga

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

Mais de três centenas de exemplares da revista CLUBE TEX PORTUGAL #13 a caminho dos sócios espalhados pelo MUNDO

Texto: José Carlos Francisco & Fotos: Carlos Moreira e Teresa Moreira

Carlos Moreira, director do Clube Tex Portugal já recebeu, esta semana, da gráfica, as MAIS de três centenas de exemplares da revista CLUBE TEX PORTUGAL #13 e juntamente com a sua esposa Teresa Moreira, também ela sócia do Clube dedicado ao Ranger, já iniciou os preparativos para começar a enviar aos sócios do Clube Tex Portugal espalhados por Portugal e pelo mundo os tão ansiados exemplares de modo a enriquecerem as colecções de cada um dos sócios e poderem desfrutar o quanto antes de uma leitura cada vez mais prazerosa e bastante cobiçada como se comprova pela entrada de novos sócios que inclusive desejam, ao inscrever-se, possuir os números anteriores.

Com o constante crescimento do Clube devido à entrada de novos sócios, houve uma vez mais um recorde absoluto no que à tiragem diz respeito, para poder atender a todas as solicitações oriundas dos sócios, sobretudo aqueles que desejavam mais do que a cópia que cada sócio tem direito, muito por causa de mais uma vez a revista contar com duas versões, já que Lucio Filippucci brindou o Clube Tex Portugal com duas ilustrações inéditas e exclusivas para a capa, o que foi obviamente aproveitado pelo director Mário João Marques para fazer uma segunda versão e não privar os sócios de uma das duas capas enviadas pelo desenhador italiano.

Já nesta última sexta-feira foram postos nos correios do Cacém alguns envelopes com os tão desejados exemplares dentro, mas é sobretudo no decorrer da próxima semana que se dará a maior parte dos envios aos sócios do Clube Tex Portugal dos tão ansiados exemplares da revista nº 13 aos sócios espalhados por Portugal, assim como para os sócios não residentes no nosso país porque com o crescimento e com a consolidação do único Clube português dedicado a uma única personagem de banda desenhada, há sócios em diversos países não só da Europa, mas também de outros continentes, daí alguns exemplares seguirem também para Espanha, Itália, Holanda, Finlândia, Brasil, Suíça, Suécia, Argentina, Angola, Moçambique e Índia!

Por fim, uma nota… todos os envelopes conterão no interior de cada uma das revistas, uma surpresa gratuita que a direcção do Clube Tex Portugal quis proporcionar aos sócios, um fantástico póster da autoria do consagrado desenhador brasileiro Pedro Mauro, por isso antes de deitarem para o lixo o envelope depois de aberto e da retirada das revistas, não se esqueçam de ver com bastante cuidado o interior do envelope, para que nenhum sócio fique sem o(s) respectivo(s) brinde(s).

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

A capa a par e passo de Tex Willer #26 “El Paso del Norte”

A saga de John Coffin está a fazer um grande sucesso nas páginas de Tex Willer. O quarto dos cinco capítulos que o compõem também foi embelezado com uma esplêndida capa de Maurizio Dotti, da qual apresentamos o trabalho a par e passo.

Não é nenhum mistério que Tex Willer, a série que conta as aventuras juvenis do personagem criado por Gianluigi Bonelli, está a ter um grande sucesso entre os fãs do nosso ranger e não só. Distinguida pelo visual gráfico e editorial muito diferente da série histórica de Tex, a série é apresentada pelas capas do bravíssimo Maurizio Dotti.

Hoje damo-vos a conhecer o work-in-progress da ilustração do número 26, “El Paso del Norte“, à venda nos quiosques italianos no passado mês de Dezembro. De Seguida podemos ver, primeiro em imagens e depois numa bela animação, as várias fases da realização de Maurizio Dotti:


.

.

(Para aproveitar a extensão completa das imagens, clique nas mesmas)

Entrevista com o fã e coleccionador: Lázaro Pereira

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Lázaro Pereira: Nasci no estado do Rio Grande do Sul, na região Sul do Brasil, em 1995. Sou militar da Força Aérea Brasileira, com muito orgulho.

Quando nasceu o seu interesse pela banda desenhada?
Lázaro Pereira: O gosto veio do meu pai, leitor de Tex desde os anos 70. Desde criança via a coleção dele em um pequeno quarto de nossa casa. Mas só comecei a ler Tex em 2005.

Quando descobriu Tex?
Lázaro Pereira: Como disse, entrei no universo de Tex em 2005. Através da Tex Edição Histórica número 66: Os chacais e O Espírito de Manitu. Peguei essa revista aleatoriamente para ler e me apaixonei pelo personagem desde as primeiras páginas. A partir daí comecei a ler várias histórias, sempre contando com a curadoria do meu pai, que me indicava as melhores histórias que ele já havia lido.

Porquê esta paixão por Tex?
Lázaro Pereira: Sinceramente, não sei ao certo… De certa forma, creio que seja uma identificação com o personagem, pelo seu estilo de vida, sua forma de encarar os problemas sempre ao lado da justiça. O ambiente do faroeste também me agrada muito, pois Tex nos transporta àquele universo e nos permite viver naquela realidade. Admiro muito os desenhistas de Tex também, e isso vem desde pequeno. Sempre gostei de admirar a arte, perceber as diferenças entre cada artista… Eu passava horas admirando os desenhos. Hoje o tempo é mais curto, mas ainda tiro um tempo pra apreciar esses detalhes.
Além disso, os roteiristas também são diferenciados, cada um ao seu estilo. Aventuras com perseguições, mistérios, suspenses, traições…
Aliás, creio que o facto de as histórias serem em preto e branco é um espetáculo à parte. Uma marca que me faz gostar ainda mais do Tex e da Bonelli em geral.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Lázaro Pereira: Li pouco de outros heróis. Tentei ler Marvel e DC, mas não gostei nem um pouco. Li alguns da Bonelli também, como Zagor, Júlia, Nick Raider, etc. Pretendo começar a ler mais esses heróis esse ano, mas por enquanto leio basicamente Tex no mundo dos quadrinhos, então não poderia dizer com propriedade qual o diferencial de Tex.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Lázaro Pereira: Contei recentemente, tenho 507 revistas. Na verdade, a coleção é minha e de meu pai e conta com as histórias que ele tinha quando era criança. Naquela época, havia dificuldades financeiras, portanto os números são esparsos. Começamos a colecionar todas as revistas da Tex Normal a partir de 2007.

Gosto muito da Tex Normal e vejo que a qualidade não pára de aumentar, mas também aprecio muito a Tex Anual e a Gigante, principalmente pela beleza dos desenhos.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Lázaro Pereira: Basicamente livros. Pra mim eles são preciosos. Até porque vi poucos objetos relativos ao personagem à venda.

Qual o objecto Tex que mais gostaria de possuir?
Lázaro Pereira: Talvez uma estrela de Texas Ranger… seria legal.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Lázaro Pereira: Difícil escolher uma, há muitas. Recentemente, gostei de “Jethro!”, história emocionante. Mas posso citar também toda a saga de Mefisto e Yama, Cruz Trágica, Entre Duas Bandeiras, A Volta do Dragão… infinitas histórias… Mas podemos dizer que o Retorno de Mefisto é minha favorita.

Bom, primeiramente acho que podemos deixar Claudio Villa de fora, pois ele é simplesmente genial, estou lendo “O Implacável” agora e todo quadrinho é uma obra de arte. Mas tirando ele, Ticci é incrível, Civitelli também. Diria que Civitelli é o meu favorito.
Dentre os argumentista, Ruju é o que eu considero que escreve as melhores histórias.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Lázaro Pereira: O que mais me agrada é o seu caráter. O que menos me agrada talvez seja o facto de haverem poucas histórias protagonizadas pelos outros pards.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Lázaro Pereira: No personagem em si, seu caráter e personalidade sempre corretos e imutáveis ao longo de décadas.
Nas aventuras, o preto e branco e o cenário das histórias.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Lázaro Pereira: Pessoalmente, é difícil, pois moro em uma cidade pequena, mas participo de alguns grupos no Facebook e lá a interação com outros leitores é muito boa. Tanto pra tirar dúvidas, quanto para conversar sobre histórias, etc.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Lázaro Pereira: Cada vez maior. De uns anos pra cá as histórias têm melhorado cada vez mais e os desenhistas estão cada vez mais primorosos. Desejo que cada vez mais pessoas conheçam Tex e ele se torne ainda mais popular. Aqui no Brasil, procurarei fazer minha parte pra isso, tenho algumas ideias pra realizar nos próximos anos e aumentar ainda mais os nossos amigos leitores de Tex.
O que eu gostaria de ver no futuro do ranger é mais histórias protagonizadas por Kit, Carson e Jack Tigre, principalmente Kit Willer. Na minha opinião seria muito divertido e saudável pra série. Podendo ser exploradas outros tipos de história utilizando as nuances da personalidade de cada personagem.
Estou colecionando a Tex Willer também e estou gostando bastante, creio que essa série deve ir longe e atrair novos fãs.

Prezado pard Lázaro Pereira, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

As Leituras do Pedro: Tex #608 (A aldeia dos danados) e Tex #609 (A fúria de Makua)

As Leituras do Pedro*

Tex #608 A aldeia dos danados
Tex #609 A fúria de Makua
Pasquale Ruju
(argumento)
Alfonso Font (desenho)
Mythos Editora
Brasil, Junho/Julho de 2020
135 x 175 mm, 114 p., pb, capa fina
R$ 12,90

Tex #608 (A aldeia dos danados) e Tex #609 (A fúria de Makua)

Regresso ao passado

Já referi por aqui, a propósito da Tex #600, a actual tendência nas aventuras do ranger para ‘recuperar personagens que de alguma forma foram marcantes pelo tempo de uma história‘.

Obviamente, este tipo de exercício presta-se a diferentes interpretações – que também estão relacionadas com o posicionamento de cada leitor em relação a Tex. Uma delas, crítica, é associar a opção a falta de imaginação dos actuais argumentistas, daí a necessidade do regresso recorrentemente aos ‘bons tempos passados’. Outra, mais favorável, é considerar que as personagens (agora reencontradas) eram tão ricas e fortes que era uma pena limitá-las a uma única história.

Este díptico, A aldeia dos danados/A fúria de Makua,é mais um exemplo.

Tex #608 – Arte de Alfonso Font

Exemplo esse personalizado em Makua, que se cruzou com Tex em meados de 2012. Era um mestiço, duplamente rejeitado por brancos e índios, o que o levou a más companhias e a tornar-se pistoleiro ao serviço das piores causas. Derrotado de forma cruel pelo ranger, que lhe inutilizou a mão com que disparava, acabará apesar de tudo com a vida poupada – não são muitos os que se podem gabar disso… – para pagar pelos seus crimes na prisão.

Agora, a história arranca anos depois, quando Makua deixa a penitenciária após cumprir a sua pena; à sua espera está Tex, que acreditou que no fundo o seu antigo adversário podia ser um homem bom.

Esse reencontro, após algumas peripécias, levá-los-à a cruzarem-se com um bando de índios renegados que espalha a destruição e a morte e que, de forma dramática, obrigará Makua a repensar as suas opções, colocando nos pratos da balança, de um lado a confiança que Tex nele depositou, do outro a sua posição perante uma tragédia que se desenrolou perante os seus olhos.

Tex #608 – Arte de Alfonso Font

A escolha feita, as decisões tomadas, não tão evidentes ou lineares como parece do que atrás fica descrito, são o âmago de um relato tenso, assinado pela mesma dupla – Pasquale Ruju e Alfonso Font – que tinha criado Makua. Este regresso de uma personagem forte e com espessura psicológica, revela-se feliz, pois volta a colocar o (co-)protagonista perante escolhas difíceis e capazes de abalar as mais fortes convicções.

Desta forma, um dos aspectos a destacar é que Makua sem a proximidade física de Tex, é obrigado a decidir sozinho quando a vida o coloca perante uma encruzilhada (quase) impossível, numa história em que as cenas de acção se multiplicam, mas em que o fundo dramático está sempre presente.

Outro aspecto que me agrada bastante, é o traço fino e expressivo de Font que, apesar da considerável idade, continua um mestre na representação da figura humana e da natureza, bem servido por um belo uso dos contrastes branco/negro.

Tex #609 – Arte de Alfonso Font

*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

Capas Mythos/Bonelli de Fevereiro de 2021 (Tex #616, Tex em Cores #47, Mágico Vento: O Retorno #3, Dylan Dog Nova Série #15 e Dragonero #6)

Tex #616

Tex em Cores #47

Tex em Cores #47

Mágico Vento: O Retorno #3

Mágico Vento: O Retorno #3

Dylan Dog Nova Série #15

Dylan Dog Nova Série #15

Dragonero #6

Dragonero #6

(Para aproveitar a extensão completa das imagens, clique nas mesmas)

Vídeo: O regresso de John Coffin!

Nas páginas de Tex Willer acompanhamos por estes meses a aventura de Mauro Boselli e Bruno Brindisi em que o herói bonelliano mais uma vez se cruza no caminho de John Coffin. Hoje divulgamos aqui no Tex Willer Blog  alguns estudos dos personagens realizados pelo desenhador salernitano que abrilhantou a 6ª Mostra do Clube Tex Portugal.

John Coffin está vivo! Um dos responsáveis ​​pela morte de Sam Willer conduz a sua carreira como bandido e traficante de armas sem ser perturbado, mas ele é o único que poderia exonerar Tex das falsas acusações que o perseguem. Tendo saído em busca dele, o jovem fora da lei está prestes a descobrir um verdadeiro ninho de cobras, sem suspeitar que também está a ser seguido pelos Texas Rangers…

Na galeria acima você podem apreciar alguns estudos que Bruno Brindisi fez para desenhar os personagens que aparecem nesta saga, enquanto que no vídeo que propomos abaixo pode ser visto Mauro Boselli a apresentar o retorno de John Coffin.

Tex Willer 24I razziatori del Nueces“, textos de Mauro Boselli e desenhos de Bruno Brindisi, capa de Maurizio Dotti.

Tex Willer 25Resa dei conti al White Horse“, textos de Mauro Boselli e desenhos de Bruno Brindisi, capa de Maurizio Dotti.

Tex Willer 26El Paso del Norte“, textos de Mauro Boselli e desenhos de Bruno Brindisi, capa de Maurizio Dotti.

Tex Willer 27I trafficanti di Coffin“, textos de Mauro Boselli e desenhos de Bruno Brindisi, capa de Maurizio Dotti.

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

Tex – The Magnificent Outlaw escrito por Mauro Boselli e arte de Stefano Andreucci vai ser publicado nos Estados Unidos da América

Com excepção de Tex – O Cavaleiro Solitário de Joe Kubert (publicado pela Dark Horse), todas as publicações da Sergio Bonelli Editore em terras do Tio Sam são editadas pela Epicenter Comics, que não tem grande abrangência de distribuição nas comic shops, mas por outro lado merece elogios pelo capricho ímpar na escolha das histórias e acabamento das edições, como se comprova pelo seu primeiro lançamento (já com alguns aninhos) dedicado a Tex: Patagónia, um álbum de luxo gigante, uma obra espectacular de Mauro Boselli e Pasquale Frisenda, também publicada com grande qualidade pela Polvo em Portugal.

Pois bem, este ano a Epicenter Comics acaba de anunciar que o seu primeiro título a editar em 2021 é Tex: The Magnificent Outlaw (no original “Il magnifico fuorilegge” e no Brasil O magnífico fora da lei), uma aventura escrita por Mauro Boselli e desenhada por Stefano Andreucci, cuja capa americana divulgamos de seguida e que é a segunda experiência editorial da Epicenter Comics com o mítico Ranger:

Tex – The Magnificent Outlaw; a capa norte-americana da Epicenter Comics

Um jovem Tex, audacioso e solitário, caçado pela lei, cavalga com o seu fiel Dinamite pelos montes selvagens do Arizona. Enquanto procura livrar-se de uma acusação falsa, ele vai desbaratar quadrilhas inteiras de bandidos e comancheros, vai salvar donzelas em perigo e, de quebra, terá o seu primeiro encontro com Cochise, o grande chefe apache que se tornou irmão de sangue do Ranger!

Para concluir, damos a conhecer o magnífico trailer, produzido pela Sergio Bonelli Editore, desta aventura de um jovem Tex audaz  e solitário – ainda fora-da-lei na época!