ZAGOR ORIGENS – Minissérie colorida em duas edições, com o selo da Mythos Editora

Zagor Origens” com o selo da Mythos Editora chega às bancas brasileiras (e à loja on-line no sítio internet da editora Paulista) em dois magníficos volumes, o primeiro já em finais de Março e o segundo no final de Maio.

Ambas as edições terão o mesmo formato original da minissérie na Itália: 17 x 23 cm, sendo a impressão em Papél Couché em todas as suas 188 páginas, com um preço de venda ao público de 59,90 Reais.

Cada volume conterá três histórias de 60 páginas e vamos já dar a conhecer os resumos das três aventuras que compõem este primeiro número cuja capa, de Michele Rubini, com o selo da Mythos, damos também a conhecer:

Zagor Origens #1

Zagor Origens #1; Arte original da capa da autoria de Michele Rubini

O SOBREVIVENTE  – Moreno BurattiniV. Piccioni e M. di Vicenzo
Um trapper chamado Mike Wilding e sua esposa Betty criam em sua cabana um filho chamado Patrick. Eles são uma família feliz. Porém, Mike esconde um drama da época em que ele vestia o uniforme de tenente do Exército dos EUA. Um segredo conhecido pelo advogado Summerscale, que de vez em quando vem visitá-lo, mas que Betty e Patrick desconhecem. Até que, numa noite trágica, os pesadelos do ex-oficial se materializam sob a forma de um bando de índios abenakis liderados por um sinistro pregador branco, Salomon Kinsky.

O JURAMENTOMoreno BurattiniW. Trono
Sobre os túmulos dos pais mortos pelos abenakis liderados pelo pregador Salomon Kinsky, o menino Pat Wilding jura vingança. Em seguida, ele se afasta dos restos carbonizados da cabana onde nasceu e viveu com sua família, e parte na companhia do caçador, andarilho e meio filósofo Nathaniel Fitzgeraldson, apelidado de Wandering Fitzy, que o salvou na noite do ataque. Fitzy gostaria de confiar Pat a alguém que cuidasse dele, por não se sentir pronto para se responsabilizar pelo garoto: ocultos em seu passado, ele tem motivos que o levam a vida solitária. Mas algo o faz mudar de ideia.

O DEMÔNIO CANIBAL  – Moreno BurattiniG. Candita
O jovem Pat Wilding cresceu: é um adolescente que vagueia pela floresta com o pai adotivo, Wandering Fitzy. Mas ele não esqueceu o nome do homem que matou seus pais, contra quem jurou vingança: Salomon Kinsky. Para se preparar para enfrentá-lo, Pat encontrou quem o ensinou a fazer acrobacias nos galhos das árvores, a cavalgar, a atirar, a usar a machadinha. Mas Fitzy também tem um demônio interior que o atormenta. Há um segredo em seu passado, algo que o fez escolher a vida solitária. Os seus fantasmas se materializam quando ressurgem aqueles que anos antes condenaram à morte os componentes de uma caravana de pioneiros, que o sequestram e o levam para o Vale dos Ossos, onde se diz que um misterioso demônio canibal costuma atacar.

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Tex em “Ken Parker” nº 15

Por Afrânio Braga, criador do blogue Blueberry, Uma Lenda do Oeste: https://blueberrybr.blogspot.com

Ken Parker nº 15 – Homens, Animais e Heróis – Capa da edição brasileira da editora Tapejara

Tex em “Ken Parker” nº 15

Ken Parker nº 15 – Uomini, Bestie ed Eroi – Capa da edição italiana da editora CEPIM

Uomini, bestie ed eroi

Argumento e roteiro: Giancarlo Berardi
Capa e desenhos: Ivo Milazzo
Data de lançamento: Setembro de 1978
Pranchas: 961, 2, 3, 4, 5, 6

N. C.:   
1 Edição em preto e branco;
2 Formato: 16,0×20,8 cm;
3 Língua: italiano;
4 Editora: Casa Editrice Periodici Italiani Milano – CEPIM, actual Sergio Bonelli Editore;
5 Local: Milano, Itália.

6 Títulos da história no Brasil: “Homens, Feras e Heróis”, Editora Vecchi, Janeiro de 1980, em uma tradução equivocada para “bestie” que se relacionava ao gado bovino; “Homens, Animais e Heróis”, Editora Tapejara, 2002.

Em duas palavras…

Ken Parker e Pat O’Shane metem-se à procura de alguns cowboys para conduzir uma manada de gado bovino de Dodge City ao rancho da pequena irlandesa em Sioux Falls…

Notas e citações

A história desenrola-se entre o fim do Verão e o início do Outono de 1874.

A procura, da parte de Ken Parker, de homens para engajar como vaqueiros torna-se um pretexto para fazer desfilar diante ao leitor um grande número de personagens western da banda desenhada, seja italiana como estrangeira, das origens aos anos 1970.

Em uma reelaboração à metade dentre a respeitosa homenagem, da parte de Giancarlo Berardi e Ivo Milazzo, nos confrontos dos autores que os precederam e a tomada em volta de histórias de banda desenhada bem diversa daquela representada por Ken Parker vê-se assim transitar no Heroe’s rest saloon (o saloon “O Repouso do Herói”) Kit Carson7 (página 11, vinheta 3) de Rino Albertarelli, Cisco Kid e Pancho (11/5) de Salinas8, Pecos Bill (12/2) de Guido Martina9, o Sergent Kirk (13/1) de Hugo Pratt10Sunday e Mortimer (18/2) de Victor de la Fuente11Tex e os seus pards (18/5), protagonistas de uma divertidíssima gag na qual são retomadas algumas tormentas da série de Bonelli pai e Galleppini12, Cocco Bill (reconhecível pela espinha de peixe e o salame que tem no prato) de Jacovitti e Rick O’Shay (19/1) de Linde13Rocky Rider14Comanche (20/2) de Hermann15Randall (23/2) de Del Castillo16, o jovem herói Capitan Miki17, Tim Carter (“Un ragazzo nel Far West”)18, Kit Teller (“Il piccolo Ranger”)19 e Kit Hodgkin (“Il piccolo Sceriffo”)20 (23/4), Zagor21 (24/1) e Larry Yuma22 (24/4). Em seguida, Ken Parker encontrará também Lucky Luke23 (35/3), Bill Adams, um dos protagonistas da bonelliana “Storia del West24 de Gino D’Antonio, e Matt Dillon25 (56/3) e Blueberry26 (84/5). No saloon, além disso, está o próprio Giancarlo Berardi (4/3) a fazer de cicerone a Ken Parker; ao término do desfile de heróis comparecem, por fim, Ivo Milazzo (28/4), Sergio Bonelli27 (com um insólito bigodão) e Decio Canzio28 (29/3). 29

Fonte: Francesco Manetti em UBC Fumetti, Italia.

N. C.:   
7 Personagem inspirado no verdadeiro Kit Carson;
8 Cisco Kid e Pancho de Rod Reed e José Luis Salinas;
9 Pecos Bill de Guido Martina e Raffaele Paparella;
10 Sergent Kirk de Héctor Oesterheld e Hugo Pratt;
11 Sunday de Victor Mora e Victor de la Fuente. Mortimer de Victor de la Fuente;
12 Tex de Giovanni Luigi Bonelli e Aurelio Galleppini;
13 Rick O’Shay de Stan Lynde;
14 Rocky Rider de Luigi Grecchi e Mario Uggeri;
15 Red Dust, de “Comanche”, de Greg e Hermann;
16 Randall de Héctor Oesterheld e Arturo Del Castillo;
17 Capitan Miki de EsseGesse;
18 “Un ragazzo nel Far West” de Guido Nolitta e Franco Bignotti. “Um Rapaz no Faroeste”, título no Brasil;
19 “Il piccolo Ranger” de Andrea Lavezzolo e Francesco Gamba. “O Pequeno Ranger”, título no Brasil;
20 “Il piccolo Sceriffo” de Tristano Torelli e Camillo Zuffi. “O Pequeno Sheriff”, título no Brasil;
21 Zagor de Guido Nolitta e Gallieno Ferri;
22 Larry Yuma de Claudio Nizzi e Carlo Boscarato;
23 Lucky Luke de Morris;
24 “Storia del West” – “Epopéia Tri” e “A História do Oeste”, títulos no Brasil;
25 Matt Dillon, delegado de “Gunsmoke”, de Harry Bishop;
26 Blueberry de Jean-Michel Charlier e Jean Giraud;
27 Sergio Bonelli, editor e roteirista (com o pseudónimo Guido Nolitta);
28 Decio Canzio, diretor geral da editora CEPIM;
29 Personagem não relacionado no artigo da UBC Fumetti: Black Bill, de “I fratelli Bill” – Black, Sam e Kid -, de Giovanni Luigi Bonelli e Giovanni Benvenuti, prancha 30, vinheta 1.
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Ken Parker nº 15, prancha 1.

Kit Carson – prancha 9, vinhetas 2 e 3.

Cisco Kid e Pancho – prancha 9, vinheta 5.

Pecos Bill – prancha 10, vinhetas 2 e 3.

Sergent Kirk – prancha 11, vinheta 1.

Sunday e Mortimer – prancha 16, vinhetas 2 e 3.

Da esquerda para a direita: Kit Willer – prancha 16, vinheta 5; p. 17, v. 3 e 5; p. 18, v. 5; p. 20, v. 3; Jack Tigre – prancha 16, vinheta 5; p. 17, v. 3 e 5; p. 20, v. 3; Tex Willer – prancha 16, vinheta 5; p. 17, v. 1, 2, 3, 4 e 6; p. 18, v. 1 e 5; p. 19, v. 1, 2, 3 e 7; p. 20, v. 2 e 3; Kit Carson – prancha 16, vinheta 5; p. 17, v. 3 e 5; p. 18, v. 5; p. 20, v. 3.

Cocco Bill e Rick O’Shay – prancha 17, vinheta 1.

Rocky Rider e Red Dust – prancha 18, vinheta 2.

Randall – prancha 21, vinhetas 2 e 3.

Da esquerda para a direita: Capitan Miki, Tim Carter (“Um Rapaz no Faroeste”), Kit Teller (“O Pequeno Ranger”) e Kit Hodgkin (“O Pequeno Sheriff”) – prancha 21, vinheta 4.

Zagor – prancha 22, vinhetas 1 e 2.

Larry Yuma – prancha 22, vinhetas 4 e 6; p. 23, v. 1 e 2.

Black Bill – prancha 30, vinheta 1.

Lucky Luke – prancha 33, vinhetas 3, 4, 5, 6 e 7. Lucky Luke vai visitar o túmulo de René Goscinny, o criador de Astérix e o principal roteirista da série do cowboy solitário, que falecera em 1977, ano anterior à publicação de “Ken Parker” nº 15.

Matt Dillon – prancha 54, vinhetas 2, 3, 4 e 5; p. 55, v. 1, 2, 3, 4, 5 e 6; p. 56, v. 2; e Bill Adams – prancha 54, vinhetas 2, 3 e 4; p. 55, v. 1, 4 e 6M p. 56, v. 2.

Blueberry – prancha 82, vinheta 5; p. 83, v. 1, 2, 3 e 4.

Da esquerda para a direita, em cima: Giancarlo Berardi – prancha 5, vinhetas 1, 3, 4, 5 e 6; p. 5, v. 1, 2, 3, 4 e 5; p. 9, v. 1, 2, 4 e 5; p. 10, v. 1, 3 e 4; p. 16, v. 1, 3 e 4; p. 18, v. 4 e 5; p. 19, v. 6; p. 20, v. 4 e 5; p. 21, v. 1, 2, 4 e 5; p. 22, v. 3, 4 e 5; p. 23, v. 1 e 2; p. 26, v. 3 e 6; p. 27, v. 1, 4, 5 e 6; p. 28, v. 1 e 2; Ivo Milazzo – prancha 26, vinhetas 4, 5 e 6; p. 27, v. 1, 2, 4, 5 e 6; p. 28, v. 1, 2, 3, 4, 5 e 6; p. 29, v. 1, 3, 4 e 6. Da esquerda para a direita, embaixo: Sergio Bonelli e Decio Canzio: prancha 27, vinheta 3.

Inspirações

Robert Redford, actor americano, inspirou o visual de Ken Parker…

…e Hayley Mills, atriz inglesa, aquele de Pat O’Shane.

© Os editores, os autores e os seus herdeiros legais.
Afrânio Braga

Ken Parker nº 15

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(Associe-se ao) Clube Tex Portugal

A criação do “CLUBE TEX PORTUGAL ocorreu aquando da presença de Andrea Venturi no 18º Salão Internacional de Banda Desenhada de Viseu, em Portugal, mais precisamente durante a Tertúlia Texiana realizada ao final do dia 10 de Agosto de 2013 e que juntou quase 30 pessoas numa alongada mesa num restaurante situado no interior da Feira de São Mateus e que contou, obviamente, com a presença do próprio Andrea Venturi, autor de Tex convidado pela organização do evento e que desse modo se tornou padrinho do Clube.

O Clube Tex Portugal foi (é) o primeiro clube português dedicado exclusivamente a um herói de BD e o primeiro autorizado oficialmente pela SBE em todo o mundo. Tratou-se de uma iniciativa destinadas aos fãs e coleccionadores de Tex Willer e que visava um maior convívio não somente entre os admiradores do Ranger, mas também, entre outras coisas, proporcionar a vinda a Portugal e consequente convívio com autores de Tex que se mostrassem disponíveis para se deslocarem ao nosso país e também uma publicação periódica autorizada pela Sergio Bonelli Editore e destinada em exclusivo aos sócios do oficial CLUBE TEX PORTUGAL.

A história acta da Fundação Oficial do CLUBE TEX PORTUGAL

Ao longo dos anos o Clube Tex Portugal foi-se consolidando e hoje em dia tem uma grande vitalidade e é uma verdadeira referência não só em Portugal, mas também em países com larga tradição relacionada ao Ranger Tex Willer como sejam a Itália e o Brasil, contando já com mais de 200 sócios, entre fundadores, ordinários e honorários, sócios oriundos dos mais diversos países, como por exemplo Itália, Brasil, Espanha, Holanda, França, Finlândia, Noruega, Angola, Moçambique e até da Índia…  participando e organizando diversos eventos com a presença de consagrados autores de Tex que têm prestigiado o Clube e o nosso país fazendo-se presentes no eventos relacionados com o Clube Tex Portugal atraindo sempre inúmeros sócios espalhados por todo o Portugal, mas também oriundos de outros países que fazem questão de participar nos eventos relacionados com o Clube, com destaque para as Mostras, que o Clube promove anualmente num espaço nobre da cidade portuguesa de Anadia, mais precisamente no magnífico Museu do Vinho Bairrada. 

Tex em Anadia; Arte de Stefano Biglia; 2015

A lista de autores que já nos prestigiaram desde a criação do Clube é rica e extensa e dela constam nomes como Andrea Venturi, Pasquale Del Vecchio, Pasquale Frisenda, Stefano Biglia, Luca Vannini, Massimo Rotundo, Maurizio Dotti, Massimiliano Leonardo (Leomacs), Alessandro Bocci, Alessandro Nespolino, Walter Venturi, Rossano Rossi, Bruno Ramella, Moreno Burattini, Bruno Brindisi, Roberto De Angelis, Fabio Civitelli e Alfonso Font.

Família Texiana no Museu do Vinho Bairrada em Abril de 2017 na companhia de Andrea Venturi e Leomacs

Tendo em conta que o Clube Tex Portugal vive exclusivamente da quotização dos sócios, e devido ao facto de todos os sócios do Clube praticamente cumprirem atempadamente as suas obrigações pagando logo no início de cada ano as quotas correspondentes à totalidade desse mesmo ano, o Clube programa sem sobressaltos tanto o evento anual como as duas revistas gratuitas que oferece anualmente aos seus sócios. A nível camarário o Clube tem a colaboração do Município de Anadia que cede gratuitamente todas as infraestruturas necessárias para a realização dos eventos a realizar pelo Clube de modo a colocar a cidade de Anadia na rota da banda desenhada em Portugal, sendo considerada oficialmente já como a Capital Portuguesa do Tex.

Tex (Mário João Marques), José Carlos Francisco, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Anadia (Eng. Jorge Sampaio) e Dr. Pedro Dias (Director do Museu do Vinho Bairrada) e o estatuto de Anadia – Capital Portuguesa do Tex!

O objectivo principal do Clube é continuar a divulgação e o estudo da série de banda desenhada Tex Willer, pelo que, para o seu cumprimento, o Clube pretende continuar a organizar e realizar várias actividades como encontros, reuniões, exposições, conferências e publicações, continuando a crescer cada vez mais, esperando contar com uma cada vez maior adesão de sócios.

Eng.ª Maria Teresa Belém Correia Cardoso, Presidente da Câmara Municipal de Anadia, Ricardo “Tex” Leite e José Carlos Francisco com o cartaz oficial da 2ª Mostra do Clube Tex Portugal

Quem ainda não é sócio e queira fazer parte do Clube Tex Portugal cujos estatutos podem ser vistos AQUI pode inscrever-se escrevendo via e-mail para clubetexportugal@icloud.com ou em alternativa, também via e-mail, para José Carlos Francisco  para a manifestar esse interesse. Em resposta será enviada uma ficha de admissão que deverá ser preenchida pelo interessado para ser devolvida depois ao Clube já com os dados solicitados.

Boletim de Admissão ao Clube Tex Portugal

As principais vantagens de associar-se ao Clube são receber gratuitamente, após a sua adesão ao Clube, as duas revistas que o Clube publica a cada seis meses (Junho e Dezembro), revista com conteúdo relacionado a Tex e ao Western, escrito pelos sócios para os sócios, sendo uma revista devidamente autorizada pela Sergio Bonelli Editore e onde em todos os números há colaborações de diversos autores de Tex, com destaque para as capas feitas em exclusivo para a revista, mas também colaborações no interior como neste último número (#13, Dezembro 2020) onde tivemos colaborações de Lucio Filippucci, Michele Rubini, Andrea Venturi, Stefano Andreucci, Pedro Mauro e Mauro Boselli.

Texto da autoria de Mauro Boselli publicado na Revista #13 do Clube Tex Portugal

Em cada número lançamos sempre UMA revista com capa principal e a mesma revista mas com uma capa variante, a da capa principal é gratuita para os sócios. Se algum sócio quiser também a versão com a capa variante, essa será paga (10 euros), oferecendo o Clube os portes de envio.

Outra vantagem é passar a ter 10% de desconto na compra de livros de Tex da Polvo Editora quando comprados directamente ao editor ou nos eventos do Clube Tex Portugal. Desconto, provavelmente noutros moldes, que também o Clube está a negociar com a editora A Seita, que neste mês de Março, vai também começar a publicar o Tex (em luxuosos álbuns cartonados e coloridos) em Portugal.

Revista 13 do Clube Tex Portugal

Mas é nos eventos que o Clube organiza (sempre com a presença de autores de Tex, como o próximo onde trará a Portugal a Laura Zuccheri – primeira mulher a desenhar Tex e o Roberto Diso) que há outra vantagem… sendo sócio do Clube tem-se prioridade nas sessões de autógrafos e desenhos livres feitos pelos autores convidados, ou seja, se houver duas pessoas distintas na fila, quem é sócio é sempre prioritário relativamente a quem não é…

Relativamente a pagamentos, a jóia de inscrição é de 5 euros (ganha-se um pin/boton do Clube devidamente autorizado pela Sergio Bonelli Editore e o cartão de sócio) e a mensalidade de 2.50 euros (3,00 euros para quem residir fora de Portugal) que pode ser paga de forma mensal, trimestral, semestral ou anual, passando a ter direito gratuito à revista posterior à sua adesão, tendo de ter pelo menos três meses de associação aquando da publicação da revista.

Qualquer outra dúvida que tenha ou esclarecimento que deseje, não hesite em contactar para os dois e-mails acima.

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NAS PEGADAS DO “MESTRE”: MÉDICO, CIENTISTA, VILÃO E ASSASSINO {3}

NAS PEGADAS DO “MESTRE”:
MÉDICO, CIENTISTA, VILÃO E ASSASSINO {3}

A Sombra do Mestre

Por Zenaldo Nunes – Caruaru – Pernambuco – Brasil

Fevereiro de 2021

O MESTRE (Andrew Liddel): Nome original: Maestro – Criação: Mauro Boselli – Licenciador: Sergio Bonelli Editore.

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Em 1986 o roteirista Mauro Boselli assinou seu primeiro “western de Tex”, escrito a quatro mãos com o criador do nosso ranger, Gianluigi Bonelli {22 de Dezembro de 1908, Milão – 12 de Janeiro de 2001, Alexandria / 92 anos}. Foi “A Tragédia do Shangai Lady”; lançado no Brasil em 1987. Naquela ocasião, os Texianos conheceram um novo vilão, que planejava envenenar o reservatório de água de São Francisco: Andrew Liddel, chamado de “O Mestre” por seus grandes conhecimentos científicos. Personagem criado por Boselli (que, naquele seu primeiro trabalho texiano publicado, foi o autor do argumento; “a ideia de base da trama”, que depois foi transformada em roteiro por G. L. Bonelli), mais de dez anos depois o autor resolveu trazer de volta o patife e, nas duas vezes, confiando os desenhos ao grande Guglielmo Letteri {11 de Janeiro de 1926, Roma – 2 de Fevereiro de 2006, Roma / 80 anos}.

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3ª aparição: (Boselli/Maurizio Dotti) – Impressão: Gráfica São Francisco.

A SOMBRA DO MESTRE

TEX 596 – A Sombra do Mestre (Junho de 2019 – Ed. Mythos)Publicada originalmente em Tex n° 696/2018 – Sergio Bonelli Editore.

Tex e Carson foram convidados a testemunhar a execução de Andrew Liddel, o louco criminoso conhecido como o Mestre, desfigurado pela doença que ele mesmo criou. Enquanto isso, dois outros inimigos perigosos dos pards fugiram da Ilha da Neblina. Uma associação criminosa temível está se formando, com a intenção de ameaçar a cidade de Nova York.

Personagens: Tex, Kit Carson, O Mestre, Buffalo Bill, Ned Buntline, George Crum, Inspetor-Chefe Byrnes, Nick Castle – Arte: Maurizio Dotti – Texto: Mauro Boselli – Letrista: Marcos Maldonado – Tradutor: Paulo Guanaes – Adaptação: Dorival Vitor Lopes – Número de páginas: 116 – Formato: (13,5 cm x 17,5 cm) – Preto e branco / Lombada quadrada.

TRILHA DE MORTE

– Prólogo – p.5.
– Morte na “ilha da névoa” (estrangulamento) – p.17.
– Surge Nick Catle e Muggs (ex-cúmplices de “El Supremo”) – p.20. (ver Tex nº 537-540).

EL SUPREMO
(ex-militar mexicano e criminoso)

– Morte na ilha da névoa (tiros) – (ou “ilha do nevoeiro”) – p.23.

O RETORNO DO MESTRE

– O detento nº 814 (Andrew Liddel / “O Mestre”) – ps.30,31.
– “O Mestre” ressurge (Penitenciária Estadual da Louisiana) – p.34.
– Enforcamento na prisão – p.46.
– A cova vazia do cemitério – p.49.
– A “acromegalia” é novamente citada – p.50.
– O “enforcado” é encontrado – p.52.
– Ressurge Pat, o Irlandês (Manhattan) – p.69.
– Luta e tiroteio no beco (armadilha) – ps.82-89.
– Ressurge Buffalo Bill (trem) – p.92.
Annie Oakley é citada (Wild West Show) – p.96.
– A Broadway é citada – p.100.

Em 1811, Nova York começou a dar forma ao famoso Commissioner’s Plan, o projeto de ‘grade’ à cidade. Surgiu a Broadway (“via larga”), ligada ao planejamento da maior metrópole norte-americana. Até hoje, Manhattan mantém o formato marcado por avenidas traçadas horizontalmente, cruzando ruas numeradas de baixo para cima, com a Broadway Avenue cortando a ilha perpendicularmente. Fonte: https://blog.weplann.com.br/

– Rockfeller e Vanderbilt são citados – p.101.

John Davison Rockefeller (8 de Julho de 1839 – 23 de Maio de 1937). É o protótipo do empreendedor que construiu um império partindo do zero. Aos 16 anos, conseguiu o primeiro emprego como assistente de contador, onde aprendeu o que precisava para administrar um negócio. Em 1859, abriu seu primeiro negócio e ao lado do sócio Maurice B. Clark, levantou US$ 4 mil e começou a actuar no comércio de alimentos. Quatro anos depois, os dois decidiram mudar de ramo e se associaram ao químico Samuel Andrews para construir uma refinaria de petróleo na cidade de Cleveland, que foi inaugurada em 1863. Dois anos depois, comprou a parte de Clark na refinaria por US$ 72.500, o que o colocou em uma posição de comando dentro da empresa em um momento estratégico. O óleo de baleia, usado como combustível na época, estava muito caro, o que abriu espaço para a exploração de novas fontes de energia. Com o fim da Guerra Civil Americana, em 1865, o petróleo despontou como um recurso vital para a expansão da economia norte-americana rumo ao Oeste, por meio da construção de ferrovias e de indústrias movidas pelo combustível. Soube aproveitar as oportunidades; tomando empréstimos e reinvestindo os lucros na empresa, onde se tornou proprietário da maior refinaria de petróleo do mundo. Em Junho de 1870, abriu uma nova empresa, a Standard Oil, que nos anos seguintes se tornaria a administradora de praticamente todas as refinarias e transportadoras de petróleo dos Estados Unidos. Foi nessa época que passou a adoptar práticas mais agressivas para aumentar a participação de sua empresa no mercado e eliminar a concorrência. Fonte: https://www.terra.com.br/

– É apresentado a batata CHIPS – p.108.

Batata chips refere-se ao produto da preparação culinária de fatias finas e onduladas de batata que foram fritas ou cozidas até ficarem crocantes. São comumente servidas como petisco, acompanhamento ou aperitivo.

TEX 597 – Manhattan! (Julho de 2019 – Ed. Mythos)Publicada originalmente em Tex n° 697/2018 – Sergio Bonelli Editore.

Entre emboscadas, intrigas, brigas, tiroteios e dardos venenosos, a aventura de Tex e Carson em Nova York continua. Assassinos misteriosos estão atacando Nova York. O Inspetor Byrnes segue a pista no qual os chineses são responsáveis, mas Tex está convencido de que por trás deste enigma está, o Mestre!

Personagens: Tex, Kit Carson, O Mestre, Buffalo Bill, Ned Buntline, Inspetor-Chefe Byrnes, Nick Castle, Low Yet, Agente Maccoy – Arte: Maurizio Dotti – Texto: Mauro Boselli – Letrista: Marcos Maldonado – Tradutor: Paulo Guanaes – Adaptação: Dorival Vitor Lopes – Número de páginas: 116 – Formato: (13,5 cm x 17,5 cm) – Preto e branco / Lombada quadrada.

– Um corpo pendurado (ponte do Brooklyn) – p.20.

É um símbolo histórico de Nova York e parte fundamental da cidade, já que cruza o East River conectando Manhattan e Brooklyn. Esta obra arquitetônica do século XIX, se tornou uma das mais famosas do mundo. Ao finalizar sua construção em 1883, se tornou a ponte suspensa mais longa do mundo, com uma distância de 486 metros entre pilares (altura de 84 metros) e longitude total de 1.825 metros. Foi uma das primeiras estruturas de suspensão a utilizar cabos de aço. Na construção, que durou 13 anos (1870-1883), morreram 27 pessoas. Foi inicialmente chamada de Ponte de Nova York e Brooklyn; depois se tornou Ponte East River até receber o nome oficial de Brooklyn Bridge em 1915. Fonte: https://www.novayork.net/

Parte do texto extraido da matéria: “A Tragédia do Shanghai Lady”. – (Ver matéria {1}, sobre “O Mestre”). / Corroborando com o ano da conclusão da “construção” supracitada (1883).

CHINATOWN

Chinatown – O bairro Chinês fica localizado entre a Broadway nos lados oeste e leste, e Delancey e Chambers Street nos lados norte e sul. Chineses já habitavam este bairro desde 1850, mas as grandes ondas de pessoas só se mudaram para cá a partir de 1965, quando as leis de imigração ficaram mais tolerantes. Além de Chinatown, muitos também vivem em Flushing (no Queens), porém Chinatown em Manhattan continua sendo o principal bairro turístico chinês em Nova York. Fonte: https://www.visitenovayork.com.br/

ESTÁTUA DA LIBERDADE

A Estátua da Liberdade (The Statue of Liberty) é um grande monumento nos Estados Unidos; sendo declarada pela Unesco como Património Mundial, em 1984. Uma das mais famosas do mundo, é um ícone que simboliza a liberdade, a democracia e a esperança do povo norte-americano. Representa a deusa romana da liberdade: “Libertas”. Sustenta uma tocha na mão direita (que está erguida) e na esquerda a Declaração da Independência dos Estados Unidos com a data da Independência do país escrita em números romanos: IV DE VII DE MDCCLXXVI (4 de Julho de 1776). Seu nome oficial é “Liberdade Iluminando o Mundo” (Liberty Enlightening the World). Está localizada na Ilha da Liberdade (Liberty Island) em Manhattan, Nova York. Mede 92,99 metros com o pedestal. Só a estátua possui 46,5 metros com tamanho equivalente a um prédio de 22 andares. Em estilo neoclássico, foi construída em cobre, aço e cimento; sendo projetada pelo escultor francês Frédéric Auguste Bartholdi (1834-1904) e o engenheiro Gustave Eiffel (1832-1923), que também trabalhou no projeto da Torre Eiffel, em Paris. Foi oferecida aos Estados Unidos pelos franceses, em 1886, em comemoração ao centenário da Independência. Sua construção ocorreu em Paris e as 350 partes foram enviadas de navio para os Estados Unidos. Foi concluída em Julho de 1884 na França e inaugurada em 28 de Outubro de 1886, em Nova York. Fonte: https://www.todamateria.com.br/

Nota: Apesar de não ser citada ou vista a Estátua da Liberdade, nesta 3ª aventura histórica (ver Tex nº 596-599); torna-se de “grande relevância” a citação supracitada; pois são citados vários outros monumentos existentes em Manhattan. Além de sua existência e pré-inauguração {1885}, desde o 1º arco histórico sobre “O Mestre” (ver Tex nº 215-217).

– O 2º cadáver (envenenamento) – p.22.
– “O laudo pericial (Médico-Legal) – p.23. {ver Tex 362,363}
– O bacilo do “Mestre” – p.24.
– O “Jangshi” é citado (espécie de demônio que sai das sepulturas) – p.30.
– Mais 5 mortos na trilha de sangue (fuzilamento) – p.36.
– A marca do “Mestre” (envenenamento) – p.37.
– O Boweri Teather – p.39.

O Bowery Theatre era um teatro no Lower East Side de Manhattan, Nova York. Embora tenha sido fundado por famílias ricas para competir com o sofisticado Park Theatre, viu seu período de maior sucesso sob a administração populista e pró-americana de Thomas Hamblin nas décadas de 1830 e 1840. Inauguração: 4 de Agosto de 1845. Fonte: http://manhattanunlocked.blogspot.com/

– “O Mestre” reaparece (personificando o JANGSHI) – p.49
– Morte Chinesa (dardo envenenado) – p.50.
– Citação à nova Gothan (apelido dado à Nova York em 1820) – p.56.

Washington Irving (3 de Abril de 1783 – 28 de Novembro de 1859), foi um escritor, biógrafo, ensaísta, historiador e diplomata dos Estados Unidos, do início do século XIX. Com uma contribuição duradoura para a cultura americana foi ele que em um artigo de brincadeira, se referiu à cidade de Nova York como “Gotham“. A referência era a uma lenda britânica sobre uma cidade cujos residentes eram considerados loucos. Os nova-iorquinos gostaram da piada e então Gotham tornou-se um apelido perene para a cidade de Nova Iorque. Fonte: https://www.greelane.com/pt/humanidades/hist%C3%B3ria–cultura/washington-irving-1773629/

– O Museu de Cera é citado – p.59.
– Show de Horrores (Human Freaks) – ps.62,63.

Um show de aberrações (freaks show), também chamado de show ou circo dos horrores, consistia na exibição de humanos ou outros animais dotados de algum tipo de anomalia relacionada a mutações genéticas, doença e/ou defeito físico. Tais exibições ocorriam frequentemente em circos e carnavais, especialmente entre os anos de 1840. Durante o século 19, muitas das pessoas que nasciam com deficiências físicas eram abandonadas. Não havendo esperança na medicina e na necessidade de encontrar um meio para sobreviver, rendiam-se aos empresários destes shows, que usavam as anormalidades para lucrar. Phineas Barnum era um dos principais produtores do ramo e, em 1881, fundiu seus negócios com James Bailey, criando o “Barnum e Bailey”; chegando a ter mais de mil artistas contratados, sendo esse o maior circo do mundo por muito tempo. Fonte: https://super.abril.com.br/blog/turma-do-fundao/as-atracoes-humanas-do-8220-circo-dos-horrores-8221/

O homem de 2 cabeças (Pasqual Pinon), a menina pé-Grande (Fanny Mills), a mulher-macaco (Julia Pastrana), a mulher de 4 pernas (Josephene Myrtle Corbin), a garota-pássaro (Minnie Woolsey), a menor mulher (Lucia Zarate), o homem-elástico (Felix Wehler), o homem de 3 pernas (Frank Lentini), o menino-leão (Lionel), o homem-cachorro (Fyodor Yevtishchev), o homem-elefante (Joseph Merrick), a mulher mais feia do mundo (Mary Ann Webster), os gêmeos xifópagos (Chang e Eng Bunker), as irmãs siamesas (Daisy e Violet), o garoto-lagosta (Grady Franklin Stiles Jr.), a mulher-barbada (Annie Jones), a mulher pela metade (Gabrielle Fuller), o homem-coruja (Joe Martin Laurello); dentre centenas que existiram.

REFLEXÃO

– Rangers no show de Buffalo Bill – p.66.
– É apresentado o telefone – p.77.

Alexander Graham Bell (3 de Março de 1847 – 2 de Agosto de 1922), Boston, Massachusetts. Em 1872, abriu uma escola para alunos com dificuldades auditivas. Utilizava o método de pronúncia desenvolvido por seu pai em suas aulas aos surdos, chamado de “fala visível“, utilizando os lábios, língua e garganta na articulação do som. Deu início a suas pesquisas sobre como utilizar a eletricidade na transmissão de sons, idéias que vinha desenvolvendo desde os 18 anos; enquanto trabalhava em um telégrafo múltiplo, desenvolveu as idéias básicas do que seria o telefone. Em 14 de Fevereiro de 1876, entregou o pedido de patente ao escritório responsável; apresentando a sua invenção em uma exposição na Filadélfia. Fonte: https://www.tudosobreseufilme.com.br/2017/10/alexander-graham-bell-da-historia-para.html

Parte do texto extraido da matéria: “A Tragédia do Shanghai Lady”. (Ver matéria {1}, sobre “O Mestre”). / Corroborando com o ano de lançamento do “aparelho” supracitado (1876).

– É citado “Os Invencíveis” (O Bando dos Irlandeses) – p.84 {ver Tex 351-353}.
Nota: Formado por soldados mercenários que lutaram pelo Sul na Guerra de Secessão, o Bando dos Irlandeses começa a preocupar o Comando dos Rangers quando passa a realizar assaltos no Texas e no Novo México. Todos os seus integrantes são revolucionários do IRA, o Exército Republicano Irlandês, que luta para separar a Irlanda do Reino Unido. Fonte: http://www.guiadosquadrinhos.com/

Nota: 1ª história publicada pela Mythos Editora (Janeiro de 1999).

TEX EDIÇÃO DE OURO Nº 61 (Julho de 2012) / AS GRANDES AVENTURAS DE TEX N º 4 (Dezembro de 2019) / TEX COLEÇÃO Nº 491 (Dezembro de 2020) – O Bando dos Irlandeses / “Os Invencíveis”: Roteiro: Mauro Boselli – Arte: Carlo Raffaele Marcello – Publicada originalmente em Tex n° 438-440/1997 – Sergio Bonelli Editore.

– A “doença do Mestre” (deformidade facial) – p.98.
– Dardos mortíferos (envenenados) – ps.101-103.
– Armadilha subterrânea – ps.108-114.

PÂNICO NO TEATRO

TEX 598 – Pânico no Teatro (Agosto de 2019 – Ed. Mythos)Publicada originalmente em Tex n° 698/2018 – Sergio Bonelli Editore.

O terror está se apresentando no Teatro Bowery hoje! Usando toda sua coragem e recursos, Tex e Carson seguem os rastros juntos de Buffalo Bill, mas sabem que a morte pode vir de qualquer lugar, seja da coxia, do cenário, debaixo do palco ou das bancas!

Personagens: Tex, Kit Carson, O Mestre, Buffalo Bill, Nick Castle, Ned Buntline, Inspetor-Chefe Byrnes, Low Yet, Agente Maccoy, Annie Oakley, John Jacob Astor III – Arte: Maurizio Dotti – Texto: Mauro Boselli – Letrista: Marcos Maldonado – Tradutor: Paulo Guanaes – Adaptação: Dorival Vitor Lopes – Número de páginas: 116 – Formato: (13,5 cm x 17,5 cm) – Preto e branco / Lombada quadrada.

NO SUBSOLO DE MANHATTAN

– Uma mensagem para um Ranger – p.14.
– Uma jogada muito arriscada – ps.14-21.

– Cara a cara com “Nick Castle” – p.21.
– Tiroteio Infernal – ps.26-29.
– Visualizado “El Supremo” (flashback) – p.33 (ver Tex 537-540).
– Citação a Thomas Edison – p.38.

Thomas Alva Edison (11 de Fevereiro de 1847 – 18 de Outubro de 1931) – Foi especialmente conhecido como o criador da lâmpada elétrica incandescente e responsável por vários dispositivos importantes para a trajetória e desenvolvimento da humanidade (o fonógrafo, a bateria de carro elétrico, a câmera de cinema, a caneta elétrica, o mimeógrafo, a distribuição de energia elétrica, a embalagem a vácuo, etc.). Sempre estudou por conta própria e sua experiência como autodidata colaborou para torná-lo um dos maiores inventores da história dos Estados Unidos. Em seu nome, mais de mil patentes foram registradas ao longo da vida. Muitas das suas invenções tinham relação com a telegrafia, o processo de transmissão de mensagens a grandes distâncias. Embora a eficiência da lâmpada incandescente tenha sido contestada nos últimos anos, seu uso ainda é bastante comum e o mesmo acontece com outros dos seus inventos. Fonte: https://revistagalileu.globo.com/

– Surge o Fonógrafo – p.39. (1º Fonógrafo – 1878).

O fonógrafo foi anunciado por Thomas Edison em 21 de Novembro de 1877 e teve a sua primeira demonstração pública em 29 de Novembro do mesmo ano. Consistia em um cilindro com sulcos coberto por uma folha de estanho. Uma ponta aguda era pressionada contra este cilindro e, conectados à ponta oposta, ficavam um diafragma (uma membrana circular, cujas vibrações convertiam sons em impulsos mecânicos e vice-versa) acoplado a um grande bocal em forma de cone. O cilindro era girado manualmente e, conforme o operador ia falando no bocal, a voz fazia o diafragma vibrar, o que fazia a ponta aguda criar um sulco análogo na superfície do cilindro. Quando a gravação estava completa, a ponta era substituída por uma agulha e o cilindro era girado no sentido contrário; onde reproduzia as palavras gravadas e o cone amplificava o som. Fonte: https://historiaschistoria.blogspot.com/

A primeira gravação pelo fonógrafo foi do poema da Escritora Sarah Josepha Hale, “Mary had a little lamb” (Mary tinha um cordeirinho).

Mary had a little lamb,
Little lamb, little lamb.
Mary had a little lamb,
Its fleece was white as snow.
And ev’ry where that Mary went,
Mary went, Mary went.
Evrywhere that Mary went,
The lamb was sure to go.
It followed her to school one day,
School one day, school one day.
It followed her to school one day,
Which was against the rule.
It made the children laugh and play,
Laugh and play, laugh and play.
It made the children laugh and play,
To see a lamb at school.
So the teacher turned him out,
turned him out, turned him out.
So the teacher turned him out,
And sent him straight away.

Sarah Josepha Hale (24 de Outubro de 1788 – 30 de Abril de 1879). Nasceu em Newport, New Hampshire. Foi uma importante escritora americana que viveu entre os séculos 18 e 19, se tornou muito conhecida após ter criado a canção infantil “Mary Had a Little Lamb”. Porém, sua influência não se limitou à área das artes: o famoso Dia de Ação de Graças, uma das datas mais importantes para os americanos, se tornou em um feriado nacional devido a um pedido que fez a Abraham Lincoln, então presidente dos EUA. Como seus pais eram defensores da igualdade na educação de meninos e meninas; teve a oportunidade de estudar além da idade que era comum para as mulheres na época. Fonte: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/

Parte do texto extraido da matéria: “A Tragédia do Shanghai Lady”. – (Ver matéria {1}, sobre “O Mestre”) / Corroborando com o ano de lançamento do “aparelho” supracitado (1878).

– A “voz do Mestre” (fonógrafo) – p.40.
– O pedido de resgate de US$ 2.000.000 de dólares (fonógrafo) – p.41.
– Morte nas catacumbas – ps. 44-49.
– O “Croton Reservoir” (reservatório hídrico / New York) – p.55.

Reservatório de Distribuição Croton, também conhecido como Murray Hill Reservoir, era um grande reservatório acima do solo na 42nd Street e Fifth Avenue, no bairro de Manhattan em Nova York. Tinha 4 acres e capacidade para 20 milhões de galões, onde abasteceu a cidade com água potável durante o século XIX. Fonte: https://pt.mcny.org/

0 Reservatório da Manhattan Company. 1825. {Museu da Cidade de Nova York. 29.100.1579} – Aqueduto de Croton em Sing Sing Kill. 1842. {Museu da cidade de Nova York. 2002.35.1}. Fonte: https://pt.mcny.org/

– Biscoitos da sorte (mensagens) – p.60.

É um biscoito pequeno, crocante e açucarado feito de farinha, açúcar, baunilha, óleo de gergelim e que contém dentro dele um pedaço de papel com uma “sorte”, geralmente um “aforismo ou uma profecia” vaga. Pode conter também um grupo de números que são geralmente utilizados por alguns como números de loteria. Fonte: https://acontecendoaqui.com.br/

– Mortes no palco – p.76.
– O “Ator” Kit Carson – ps. 85-96.
– Ressurge Annie Oakley (palco) – p.87.
– Citação do título da edição (Annie Oakley) – p.95.
– O “vírus do Mestre” – p.96.
– O “Le Parkour” (percurso acrobático) – p.112.

Le Parkour (o percurso) nasceu nos subúrbios de Paris, França, anos 80, quando Sebastian Foucan e David Belle passaram a usar técnicas da disciplina militar conhecida como Método Natural. Uma atividade onde os adeptos percorrem um caminho cheio de obstáculos com finalidade de chegar ao final do percurso em menos tempo e ter muito equilíbrio e velocidade, além de agilidade e força. Existem várias manobras, com graus de dificuldades diferentes; sendo uma das mais radicais, o salto de um prédio para outro, com alturas de 10 a 20 metros. Alguns movimentos radicais, foram vistos no cinema com os filmes “13º Distrito” e “007 – Casino Royale”. Belle e Foucan, deram início à modalidade do Parkour e são considerados os pais dessa disciplina. Fonte: https://mundoeducacao.uol.com.br/

NOVA YORK SOB AMEAÇA

TEX 599 – Nova York Sob Ameaça (Setembro de 2019 – Ed. Mythos)Publicada originalmente em Tex n° 699/2019 – Sergio Bonelli Editore.

“O Mestre” decide lançar o último aviso fatal: quando os habitantes inocentes de Nova York começarem a adoecer e morrer, talvez os mais ricos da cidade paguem o resgate de dois milhões de dólares! O inspetor Byrnes está cedendo ao desespero, e participa de uma reunião no Madison Square Garden, junto com mastim irlandês Pat Mac Ryan e o boxeador Jimmy Jones, na esperança de encontrar o Mestre! Enquanto isso, Tex segue seu próprio caminho, incluindo aberrações, estátuas de cera e subterrâneos escuros.

Personagens: Tex, Kit Carson, O Mestre, Buffalo Bill, Ned Buntline, Inspetor-Chefe Byrnes, Nick Castle, Pat O Irlandês, Low Yet, Agente Maccoy – Arte: Maurizio Dotti – Texto: Mauro Boselli – Letrista: Marcos Maldonado – Tradutor: Paulo Guanaes – Adaptação: Dorival Vitor Lopes – Número de páginas: 116 – Formato: (13,5 cm x 17,5 cm) – Preto e branco / Lombada quadrada.

– Jornais citados, impressos da época: The Sun, The Daily News, Herald Tribune – p.15.

– Papa batatas e Dagos (insultos para Irlandeses e Italianos) – p.25.
– O Mastin Irlandês (jornal) – p.31.
– Veneno na caixa d’água – p.38.
– Surge o telefone (Grahan Bell) – p.41.
– Hell’s Kitchen – p.44.

Hell’s Kitchen, traduzido como Cozinha do Inferno e também conhecido como Clinton e Midtown West é um bairro de Manhattan, Nova Iorque, que inclui a área entre as Ruas 34 e 59, e entre a 8ª Avenida e o Rio Hudson. O bairro oferece diversas opções para quem procurar boates e casas noturnas. A proximidade do Distrito Teatral e a desvalorização dos imóveis que ocorrera no passado, o transformaram num local ideal para atores aspirantes, possuindo diversas casas de shows. Fonte: https://www.visitenovayork.com.br/

– Um banho inesperado – p.53.
– O “Le Parkour” reiniciado – p.55.
– Referência ao Li-Pan – p.57.
– “O Mestre” espalha o terror (Jornal New York Tribune) – p.59.

– Astors e Vanderbilts – p.61.

John Jacob Astor IV (13 de Julho de 1864 – 15 de Abril de 1912), Walldorf, Ducado de Baden (Alemanha), de uma linhagem judaica. As origens judaicas foram ocultas e várias idéias da sua herança foram colocadas em circulação pelos Astors. Era açougueiro em Walldorf. Em 1784, veio para a América depois de uma parada em Londres, Inglaterra; embora a história seja de que ele chegou lá sem um tostão – e isso pode ser verdade. Logo se juntou à Loja Maçônica e em 2 a 3 anos, tornou-se o Mestre da Loja Holland nº 8 na cidade de Nova York. Morreu afogado e congelado na tragédia do transatlântico RMS Titanic; encontrado depois de vários dias. Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/John_Jacob_Astor_IV

Cornelius Vanderbilt I (27 de Maio de 1794 – 4 de Janeiro de 1877), o patriarca da família Vanderbilt; também conhecido pelos apelidos de O Comodoro ou Comodoro Vanderbilt. Durante a Guerra de 1812, foi contratado pelo governo para trazer suprimentos para as fortalezas em volta de Nova York, operando “escunas navegáveis”, ganhando o apelido de “Comodoro“. Foi um grande empreendedor americano que construiu sua fortuna através da marinha mercante e da construção de ferrovias com o nome Accessory Transit Company. Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal

– O guerreiro Africano (Pugilista) – p.65.
– O Mastin Irlandês (Pat) – p.66.
– Uma “pequena” ajuda – p.68.
– O abominável “Homem do Tibet” – p.69.

Tibet – É a região mais alta do mundo, com uma elevação média de 4.900 metros de altitude e por vezes recebe a designação de “o teto do mundo” ou “o telhado do mundo”. É uma região de planalto da Ásia situado ao norte da cordilheira do Himalaia, habitada pelos Tibetanos e outros grupos étnicos como os Monpas e os Lhobas, além de grandes minorias de Chineses. O budismo é um pilar importantíssimo nesta sociedade Tibetana, ao ponto de considerarem que, acima da sua religião, está aquela sua relevante filosofia de vida. Fonte: http://www.emo7iontour.com/pt/

– Luta de gigantes (ringue) – ps.70-80.
– A mulher barbada (show de horrores) – p.73.

Annie Jones Elliot (14 de Julho de 1865 – 22 de Outubro de 1902). Uma das artistas mais reconhecidas da história dos Freak Shows, a carreira como atração secundária começou quando ela foi apresentada no Museu Americano de P.T. Barnum com um ano de idade. Depois de um curto (mas muito bem sucedido) período no museu, Barnum ofereceu aos pais de Jones um contrato de três anos para a garota por 150 dólares por semana. Enquanto sob os cuidados da babá nomeada de Barnum, foi sequestrada por um frenologista de Nova York que tentou expor Annie em seu próprio show. Ela foi encontrada rapidamente no estado de Nova York, onde o frenologista alegou que ela era sua filha. Quando o assunto foi ao tribunal, Annie correu para os braços de seus pais. O juiz encerrou o caso e a mãe de Annie permaneceu perto de sua filha pelo resto de sua carreira. Fonte: https://www.zona33.com.br/2018/10/freak-show-historia-do-circo-ringling.html

– O museu de cera (madame Tussaud) – p.81.

O museu de cera é um museu no qual existe a exposição de peças feitas de cera, usualmente retrantando animais extintos ou celebridades. O Museu Madame Tussauds (1761-1850) é o mais famoso nome associado com os museus de cera. Em 1935, Marie Tussaud montou sua primeira exibição permanente em Baker Street, Londres. A sede principal do museu está em Londres, mas também existem 23 filiais: América do Norte (7), Europa (7), Ásia (9) e Oceania (1). Fonte: http://www.madametussauds.com/

– Referência a Abraham Lincoln (museu de cera) – p.81

Abraham Lincoln Loudspeaker (12 de Fevereiro de 1809 – 15 de Abril de 1865). Foi um político Norte-americano que serviu como o 16.° presidente dos Estados Unidos, posto que ocupou de 4 de Março de 1861 até seu assassinato em 15 de Abril de 1865. Liderou o país de forma bem-sucedida durante sua maior crise interna, a Guerra Civil Americana (Guerra de Secessão / 1861-1865), preservando a integridade territorial do país, abolindo a escravidão e fortalecendo o governo nacional. Cria advogado, líder do Partido Whig, deputado estadual de Illinois durante os anos de 1830 e membro da Câmara dos Representantes por um mandato durante a década de 1840. Após uma série de debates em 1858, que repercutiu em todo o país mostrando a sua oposição à escravidão, perdeu uma disputa para o Senado para seu arquirrival, Stephen A. Douglas. Garantiu a nomeação para a candidatura presidencial de 1860 pelo Partido Republicano. Com quase nenhum apoio do Sul, ele percorreu o Norte e foi eleito presidente. Sua eleição fez com que sete estados escravistas do sul declarassem sua secessão da União e formassem os Estados Confederados da América. A ruptura com os sulistas fez com que o seu partido obtivesse amplo controle do Congresso, mas nenhuma ação ou reconciliação foi feita. Em seu segundo discurso de posse, explicou que “ambas as partes desprezavam a guerra, mas uma delas faria guerra ao invés de permitir a sobrevivência da nação e a outra aceitaria a guerra ao invés de deixar esta”, e veio a guerra civil (entre a União (norte) e os Confederados (sul). Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Abraham_Lincoln

– Tiroteio no museu – ps.90-92.
– Outro dardo mortal – p.93.
– Citação ao 1º arco histórico do “Mestre” – p.93. (ver Tex 216).
– O “Jangshi” ressurge – p.96.
– A passagem secreta (subterrânea) – p.99.
– O Central Park – p.102.

O Central Park (Parque Central) é um grande parque dentro da cidade de Nova Iorque, localizado no distrito de Manhattan. Foi inaugurado em 1857, sendo considerado, por muitos nova-iorquinos, um oásis dentro da grande floresta de arranha-céus existentes. É o maior parque urbano de Nova York e um dos maiores do mundo, medindo mais de 4 km de comprimento e 800 m de largura. Dentro do parque se encontra o Zoo do Central Park, lagos artificiais, cascatas e outras atrações. Além de ser o principal pulmão de Manhattan, é um dos lugares preferidos para passear, tomar sol ou praticar desporto. Fonte: https://www.novayork.net/

– A “contaminação do Mestre” (acidental) – p.106.
– A “morte do Mestre” (tiros) – p.106.
Reflexão: Nick Castle será o novo “Mestre”? – p.111. {Só o tempo dirá! Aguardemos…}

3º PEDIDO DE RESGATE: US$ 2.000.000 (Dois milhões de dólares) – Vírus – Nova York.

“O MESTRE” – “On Demand”

Em formato italiano clássico (16 cm × 21 cm), lombada quadrada, capa cartão 250 g, miolo em papel offset alta alvura 90 g/m2. Junto com a edição, um postal especial com desenho do conceituado Claudio Villa. A “pré-venda” foi até o dia 15 de Maio de 2019. As edições, depois de impressas, começaram a ser enviadas a partir de 27 de Maio de 2019.

CARDS – “On Demand”
(Referente as edições nº 590-595)

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Nota: “Arcos históricos” no Brasil: (1987, 1998, 2019 – Tex regular) e (2003, 2012 – Tex Edição de Ouro). Fontes: Tex Willer Blog {Portugal}, Texbr, Guia dos Quadrinhos {Brasil}, sites/páginas/web.

Nota final: Diante do “cenário atual” em que o mundo está passando (Pandemia do COVID-19); além de “estudar, ensinar e trabalhar com Ciência“; ousei fazer esta “busca investigativa” nos arcos históricos supracitados; diante das narrativas propostas de complô, traição, suborno, chantagem, ganância, politicagem, ódio, preconceito, racismo, escravidão, doença, morte, cura e sobrevivência. Vivendo estas aventuras; teremos os “registros históricos“, agregados com conhecimentos e curiosidades. Nestas “batalhas” realísticas, subjetivas, fictícias ou filosóficas: {bem X mal; herói X vilão; mocinho X bandido; vacina X vírus}; vos apresento “O Mestre“.

Foto: Zenaldo Nunes

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

Para ler a primeira parte da matéria de Zenaldo Nunes dedicada ao Mestre intitulada “A Tragédia do Shanghai Lady“, clique AQUI!

Para ler a segunda parte da matéria de Zenaldo Nunes dedicada ao Mestre intitulada “A Volta do Mestre“, clique AQUI!

NAS PEGADAS DO “MESTRE”: MÉDICO, CIENTISTA, VILÃO E ASSASSINO {2}

NAS PEGADAS DO “MESTRE”:
MÉDICO, CIENTISTA, VILÃO E ASSASSINO {2}

A Volta do Mestre

Por Zenaldo Nunes – Caruaru – Pernambuco – Brasil

Fevereiro de 2021

O MESTRE (Andrew Liddel): Nome original: Maestro – Criação: Mauro Boselli – Licenciador: Sergio Bonelli Editore.

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Em 1986 o roteirista Mauro Boselli assinou seu primeiro “western de Tex”, escrito a quatro mãos com o criador do nosso ranger, Gianluigi Bonelli {22 de Dezembro de 1908, Milão – 12 de Janeiro de 2001, Alexandria / 92 anos}. Foi “A Tragédia do Shangai Lady”; lançado no Brasil em 1987. Naquela ocasião, os Texianos conheceram um novo vilão, que planejava envenenar o reservatório de água de São Francisco: Andrew Liddel, chamado de “O Mestre” por seus grandes conhecimentos científicos. Personagem criado por Boselli (que, naquele seu primeiro trabalho texiano publicado, foi o autor do argumento; “a ideia de base da trama”, que depois foi transformada em roteiro por G. L. Bonelli), mais de dez anos depois o autor resolveu trazer de volta o patife e, nas duas vezes, confiando os desenhos ao grande Guglielmo Letteri {11 de Janeiro de 1926, Roma – 2 de Fevereiro de 2006, Roma / 80 anos}.

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2ª aparição: (TXI 435-437, Tex 348-350 – Boselli/Letteri) – Impressão: Atlántida Cochrane S.A. Argentina. / Logomarca comemorativa Tex 50 anos.

A VOLTA DO MESTRE

TEX 348 – A Volta do Mestre (Outubro de 1998 – Ed. Globo)Publicada originalmente em Tex n° 435/1997 – Sergio Bonelli Editore.

Três criminosos de alta periculosidade escapam de forma espetacular do manicómio de Atlanta. O Mestre, líder do grupo, quer vingar-se de Tex e Carson, que o botaram na cadeia. Os dois rangers são então atraídos a Nova Orleans, onde o velhaco planeja sua vingança. Mas nossos heróis encontram na cidade os reforços de Buffalo Bill e Annie Oakley, esta exímia atiradora, que se torna amiga de Kit Carson.

Personagens: Tex, Kit Carson, Buffalo Bill, Annie Oakley, Nat Mac Kennet, O Mestre – Desenho de capa: Claudio Villa – Editor: Paulo Roberto Pompêo – Roteiro: Mauro Boselli – Desenho: Guglielmo Letteri – Número de páginas: 116 – Formato: (13,5 cm x 17,5 cm) – Preto e branco / Lombada quadrada.

MANICÓMIO JUDICIÁRIO DE ATLANTA

– Título interno: “O Mestre” (capa: A Volta do Mestre) – p.25.
– 2ª aparição do “Mestre” (chamado pelo seu nome) – p.31.

Texto extraído da matéria: “A Tragédia do Shanghai Lady”. (Ver matéria {1}, sobre “O Mestre”).

RASTROS DE MORTE

– Morte de guarda prisional (boneco de mola explosivo) – p.36.
– Dinamite na cela (fuga do Mestre) – ps.37,38.
– Lançador de dinamite (“calar” a metralhadora) – p.39.
– Morte de 2 guardas prisionais, por dinamite (torre de vigilância) – p.40.
– Morte de 6 guardas prisionais, por dinamite (alojamento) – p.41.
– Morte de 3 guardas prisionais (apunhalamento) – ps.42,43.
– Cúmplices do Mestre: Fininho, o Morsa e Daniel “Danny” – p.43.
– Surge Annie Oakley (exímia atiradora com a Winchester) – p.48. / Atração do Show Oeste Selvagem e chamada pelos índios de “Pequeno Tiro Certo” – p.59.

Annie Oakley (13 de Agosto de 1860 – 3 de Novembro de 1926), nascida Phoebe Ann Mosey, foi uma artista do famoso Show do Oeste Selvagem de Buffalo Bill (Buffalo Bill’s Wild West Show), provavelmente a primeira estrela artística dos Estados Unidos da América. Em seu show ela mostrava sua destreza com as armas usando um rifle calibre .22; sua vida e as lendas a seu respeito foram objetos de filmes, musicais, série de TV e quadrinhos. Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal

– Surge Buffalo Bill Cody (dono do Show Oeste Selvagem) – p.56. / Chamado pelos índios de “Pa-he-has-ka” – p.81.

William Frederick Cody, foi um aventureiro americano nascido no Condado de Scott, Iowa, EUA. Foi caçador, mineiro, ginete do Pony Express, batedor, chefe de carroças, condutor de diligências, legislador e soldado na Guerra Civil. Matou milhares de búfalos num curto espaço de tempo, ficando por isso com a alcunha de “Buffalo Bill“. Fonte: https://www.wdl.org/pt/

– Carta atribuida à Buffalo Bill (assinatura falsa) – p.61.
– Pacote anónimo para Tex (boneco de mola / o 1º aviso) – ps.63,64.
– Estátua explosiva (Índio de madeira) – p.65.
– Buffalo Bill cita o “carnaval” – p.68.
Nota:Carnaval” – Vem da antiguidade, onde era um período anual de festas profanas e hoje corresponde ao período de três dias, que sempre acaba na Quarta-Feira de Cinzas, às vésperas da Quaresma. Vem do latim carnem levare, que significa “abster-se, afastar-se da carne”, que é uma exigência da Quaresma. Segundo a Grande Enciclopédia Larousse Cultural: Do latim medieval carnelevarium, carnilevaria, carnilevamem, véspera de Quarta-Feira de Cinzas, tempo em que se iniciava a abstinência da carne. Segundo o dicionário Houaiss: Do latim clássico carnem levare; fixa-se no italiano carnevale (séc. XIV) e daí no francês carneval (1552), carnaval (1680), passando às demais línguas europeias ainda no século XVII. O primeiro elemento vem do latim caro, carnis (carne), e o segundo elemento vem do verbo latino levare (tirar, sustar, afastar). Há quem suponha que a segunda parte do vocábulo pertença ao domínio popular, do latim vale (adeus); daí carnevale (adeus à carne). Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/

– Carroça fúnebre explosiva (dinamite / 2 mortos e 1 ferido) – p.87.
– Mensagem para Tex (arremessada por faca – o 2º aviso) – p.91.
– Explosão em barco (dinamite / supostos 3 mortos “desaparecidos” e vários feridos) – p.99.
– Mensagem para Tex (pato de madeira flutuante – o 3º aviso) – p.99.
– O “Mestre” se revela (em mensagem) – p.100.
– Pedido de resgate de Um Milhão de dólares em ouro – p.100.

MENSAGEM TELEGRÁFICA DE ATLANTA
{Manicómio Judicial de Atlanta}

– Andrew Liddel: vulgo “O Mestre”, Médico, Cientista – p.103.
– Ben Thorson: negro, “vulgo Morsa”, 1,90m – 90 Kg. (assassino, esmaga a cabeça de suas vítimas com as mãos) – p.103.
– Jacky Greer: branco, “vulgo fininho”, 37 anos, 1,52m, 40 Kg (assassino, contorcionista, lançador de punhais) – p.104.
– Daniel Lund: “Danny Lawrence”, cabelos loiros, olhos azuis, 20 anos (assassino, ex-Agente Carcerário) – ps.106,107.

TEX 349 – Quando o Terror Ataca (Novembro de 1998 – Ed. Globo)Publicada originalmente em Tex n° 436/1997 – Sergio Bonelli Editore.

O Mestre, após ter sido derrotado por Tex acaba por planear ao longo dos anos a sua vingança pessoal, agora em Nova Orleans. A ameaça é maior porque o Mestre joga no seu terreno de eleição, enquanto que Tex e Carson, terão que fazer uso das suas capacidades e da sua experiência num terreno menos natural à sua condição de homens habituados a meios mais abertos e amplos. Deste modo, o Mestre anda sempre um passo à frente dos Rangers, criando dificuldades acrescidas. Os dois Rangers recorrem até aos habilidosos artistas do show Oeste Selvagem de Buffalo Bill.

Personagens: Tex, Kit Carson, Buffalo Bill, Annie Oakley, Nat Mac Kennet, O Mestre – Desenho de capa: Claudio Villa – Editor: Paulo Roberto Pompêo – Roteiro: Mauro Boselli – Desenho: Guglielmo Letteri – Número de páginas: 116 – Formato: (13,5 cm x 17,5 cm) – Preto e branco / Lombada quadrada.

NOS ESGOTOS DE NOVA ORLEANS

– Explosão em tampa de bueiro (2 mortos e 1 ferido) – p.7.
– Mensagem na parede subterrânea (o 4º aviso) – p.8.

TEATRO BIZARRO DAS SOMBRAS CHINESAS

– Silhuetas de sombras: “O Príncipe Bayaka; cavalo alado; nuvens de ouro; Rok – o demónio pássaro/dragão que cuspia chamas /o Mago Yang-Tung – Rei dos malvados; carroça mágica da Rainha do céu e com a Rainha do céu” – ps.10,11.

– “O Mestre” se apresenta disfarçado no palco (Li-Fang) – p.12.
– O Morsa mata uma mulher negra (esmagamento craniano) – p.19.
– Annie Oakley revela sua idade à Kit Carson (25 anos) – p.23.
– Minas de enxofre sob Nova Orleans (laboratório do Mestre) – p.43.
– A desconfiança de Corvo Amarelo (Chefe Indígena) – p.49.

SHOW OESTE SELVAGEM DE BUFFALO BILL

– Abertura do Show Oeste Selvagem (Banda de cowboys) – p.53.

– Pony Express (o Carteiro da pradaria) – p.53

O Pony Express foi um histórico correio expresso colocado em funcionamento em 1860, que levava correspondências a cavalo cruzando territórios selvagens dos Estados Unidos. A rota ligava as cidades de St. Joseph e Sacramento. Fundação: 3 de Abril de 1860 – Extinção: 26 de Outubro de 1861. Fundadores: Alexander Majors, William Hepburn Russell, William B. Waddell. Fonte: https://www.visiteosusa.com.br/

– A “maior atração” da noite (Annie Oakley) – p.54.
– Ataque dos Sioux à diligência de Deadwood (teatral) – p.55.

INDÍGENAS SIOUX

Os Sioux, também chamados sioux, dakotas, nakotas e lakotas, são uma tribo de nativos americanos instalados nos territórios do que são agora os Estados Unidos e pradarias do sul do Canadá. Eram um dos três grupos de sete tribos que formaram a Grande Sioux que falava três variedades linguísticas da língua Sioux, que incluíam Lakota, Santee e Yankee-Yankee. Também foram chamados de dakotas pelos antropólogos e pelo governo dos EUA em parte porque, por um tempo, pensava-se que o termo sioux tinha implicações pejorativas. Fonte: https://educalingo.com/pt/dic-en

TOURO SENTADO

Touro Sentado (Sitting Bull) foi um chefe indígena da tribo dos sioux hunkpapa. Um dos líderes que derrotou o General Custer na batalha de Little Big Horn; destruindo o 7º Regimento de Cavalaria dos Estados Unidos. Nascimento: 1831, Dakota do Sul, EUA – Falecimento: 15 de Dezembro de 1890, Reserva de Standing Rock, EUA. Fonte: https://www.tricurioso.com/

“Quando a última árvore for cortada,
quando o último rio for poluído,
quando o último peixe for pescado,
aí sim eles verão que dinheiro não se come.”
(Tatanka yatanka” – Touro SentadoChefe sioux)

DEADWOOD

Um dos locais históricos mais bonitos de Dakota do Sul e onde está enterrado Bill Hickok, o famoso herói do oeste americano. Com uma história cheia de disputas, a cidade oferece passeios e atividades que transportam os visitantes para o passado, época de pistoleiros e garimpeiros de ouro. Está localizada a 301 Kms a oeste de Pierre, capital de Dakota do Sul. O inverno é frio e com neve, enquanto o verão é quente e seco. O Adams House and Museum, pode-se ver objetos e conhecer histórias de personagens famosos do passado do Velho Oeste de Deadwood. No museu Days of ’76 Museum, mergulhe na história e veja objetos dos pioneiros e dos índios americanos. Na Tatanka Drive, pode-se conhecer o Story of the Bison, que conta com um autêntico acampamento de índios lakotas e enormes estátuas de bronze que retratam índios americanos caçando bisões. A mina Broken Boot Gold Mine. Passeio em um trem de 1880, que realiza um trajeto de 2h30 pela bela região de Black Hills. Fonte: https://educalingo.com/pt/dic-en

– Espetáculo sangrento (tiroteio) – ps.56-61.
– Balas de festin X Balas de verdade (trapaça) – ps.56-62.
– A mensagem na bomba-relógio (diligência) – p.63.
Nota: É a designação comum de uma bomba que é acionada para detonação através de um período de tempo, geralmente calculado por um relógio. Os principais tipos de bomba-relógio são: Bomba de ação retardada (bombas lançadas por aeronaves com um atraso para aumentar o dano); Dispositivo explosivo improvisado (Bombas caseiras com um atraso para permitir que a pessoa que coloca a bomba, possa escapar e não ser percebida); profissionais ou bélicas, onde tem seu uso em guerra. A palavra é usada metaforicamente: “Esse problema é uma bomba-relógio”; significa que algo deve ser feito para sua realização, antes que exploda. Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal

– Diligência explosiva (bomba-relógio) – p.67.
– “Fininho” mata 3 guardas por esfaqueamento (costas, peito e pescoço) – ps.70,71.
– “Fininho” tenta matar Corvo Amarelo (faca) – p.72.
– Corvo Amarelo esfaqueia “Fininho” (braço esquerdo) – p.73.

– “Fininho” esfaqueia Corvo Amarelo (perna direita) – p.73.
– A morte de “Fininho” (queda de altura) – p.76.
– O rapto de Annie Oakley – p.84.
Annie Oakley conhece “O Mestre” – p.95.
– Idiomas falados pelo “Mestre”: Inglês, Cantonês, Mandarin e outros dialetos (como o Mestre Li Fang) – p.100.

Inglês: Com cerca de 1500 anos, a língua inglesa tem sua origem e evolução em três períodos distintos: Old English – a primeira forma do idioma, em voga entre os séculos V e XI. / Middle English – seu desenvolvimento médio, do séculos XI ao XVI. / Modern English – a forma moderna do idioma, do século XVI aos dias atuais. Surge com os idiomas falados pelos povos germanos que a partir do século V ocupam a atual Inglaterra, com destaque para os Anglos e os Saxões. O vocabulário da língua irá evoluir gradualmente, e com a introdução do cristianismo ocorre a primeira influência do Latim e do Grego. Fonte: https://www.infoescola.com/

Cantonês: É também conhecido como yue, é um dos principais dialetos da família linguística do Chinês. Considerada uma língua separada, é o 16.° idioma mais falado do mundo como língua materna. O nome yuè corresponde ao nome de um reino antigo situado na atual província de Cantão (Guangdong). Defensores do idioma cantonês defendem que o mandarim tenha surgido há apenas 100 anos, enquanto o cantonês teria por volta de 1000 anos. Um verdadeiro pilar da cultura chinesa. Fonte: https://www.superprof.com.br/blog/

Mandarin: Diz-se do mais importante dialeto pertencente à língua chinesa, tido como a língua oficial da China, baseado no dialeto pequinês [Linguística]. É um funcionário que, no antigo Império Chinês, do Aname e da Coreia, fazia parte da classe dos altos funcionários. Indivíduo poderoso; mandachuva [Figurado].O Chinês é composto por um grupo de 10 idiomas, um dos quais se encontra o Mandarim, também conhecido como Chinês Padrão. É chamada de dialeto a variedade de uma língua própria de uma região ou território. Devem ser consideradas também as diferenças linguísticas originadas em virtude da idade dos falantes, sexo, classes ou grupos sociais e da própria evolução histórica da língua: pessoas que se identificam e utilizam uma linguagem mais ou menos comum, com vocabulário, expressões e gírias próprias do grupo. As diferenças regionais, no que diz respeito ao vocabulário, são exemplos de variação territorial. Fonte: https://www.dicio.com.br/

Dialetos: É a variedade de uma língua própria de uma região ou território. Devem ser consideradas também as diferenças linguísticas originadas em virtude da idade dos falantes, sexo, classes ou grupos sociais e da própria evolução histórica da língua: pessoas que se identificam e utilizam uma linguagem mais ou menos comum, com vocabulário, expressões e gírias próprias do grupo. As diferenças regionais, no que diz respeito ao vocabulário, são exemplos de variação territorial. Fonte: https://www.portugues.com.br/

TEX 350 – A Bomba Humana (Dezembro de 1998 – Ed. Globo)Publicada originalmente em Tex n° 437/1997 – Sergio Bonelli Editore.

A aventura assume-se em dois quadrantes, distintos certamente, mas interligados naturalmente: Tex e O Mestre num duelo mais psicológico do que físico e Carson, a quem é permitido um certo mas real devaneio romântico.

Personagens: Tex, Kit Carson, Buffalo Bill, Annie Oakley, O Mestre – Desenho de capa: Claudio Villa – Editor: Paulo Roberto Pompêo – Roteiro: Mauro Boselli – Desenho: Guglielmo Letteri – Número de páginas: 116 – Formato: (13,5 cm x 17,5 cm) – Preto e branco / Lombada quadrada.

– Morte de policial (esfaqueado) – p.10.
– Capanga morto pelas costas (tiros) – p.25
– Mais um policial morto – p.30.
– A morte de “Morsa” (tiros) – p.34.
– Citação ao título da edição – p.54. 

2º PEDIDO DE RESGATE: US$ 1.000.000 (Um milhão de dólares em ouro) – Vírus – Nova Orleans. 

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Relançamento da 2ª aparição de “O Mestre” (TXI 435-437, Tex 348-350 – TXO 60 – Boselli/Letteri) 

Tex Edição de Ouro n° 60 – A Volta do Mestre (Maio de 2012 – Ed. Mythos)Publicada originalmente em Tex n° 435/1997, n° 436/1997, n° 437/1997 – Sergio Bonelli Editore. 

Três criminosos de alta periculosidade escapam de forma espetacular do manicómio de Atlanta. O Mestre, líder do grupo, quer vingar-se de Tex e Carson, que o botaram na cadeia. Os dois Rangers são então atraídos a Nova Orleans, onde o velhaco planeja sua vingança. Mas nossos heróis encontram na cidade os reforços de Buffalo Bill e Annie Oakley, esta exímia atiradora, que se torna amiga de Carson. 

Personagens: Tex, Kit Carson, O Mestre, Buffalo Bill, Annie Oakley, Nat Mac Kennet  – Desenho de capa: Claudio Villa – Editor: Dorival Vitor Lopes – Roteiro: Mauro Boselli – Desenho: Guglielmo Letteri – Letrista: Marcos Maldonado – Tradutor: Julio Schneider – Adaptação: Dorival Vitor Lopes – Número de páginas: 276 – Formato: (13,5 cm x 17,5 cm) – Preto e branco / Lombada quadrada. 

ARCO HISTÓRICO DA 2ª APARIÇÃO DO “MESTRE”
(Relançamento – TEX EDIÇÃO DE OURO nº 60) 
 

2º PEDIDO DE RESGATE: US$ 1.000.000 (Um milhão de dólares em ouro) – (ver Tex 348-350) 

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Nota:  “Arcos históricos” no Brasil:  (1987, 1998, 2019 – Tex regular) e (2003, 2012 – Tex Edição de Ouro). Fontes: Tex Willer Blog {Portugal}, Texbr, Guia dos Quadrinhos {Brasil}, sites/páginas/web.

Nota final: Diante do “cenário atual” em que o mundo está passando (Pandemia do COVID-19); além de “estudar, ensinar e trabalhar com Ciência“; ousei fazer esta “busca investigativa” nos arcos históricos supracitados; diante das narrativas propostas de complô, traição, suborno, chantagem, ganância, politicagem, ódio,  preconceito, racismo, escravidão, doença, morte, cura e sobrevivência. Vivendo estas aventuras; teremos os “registros históricos”, agregados com conhecimentos e curiosidades. Nestas “batalhas” realísticas, subjetivas, fictícias ou filosóficas: {bem X mal; herói X vilão; mocinho X bandido; vacina X vírus}; vos apresento “O Mestre”. 

Foto: Zenaldo Nunes

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Para ler a primeira parte da matéria de Zenaldo Nunes dedicada ao Mestre intitulada “A Tragédia do Shanghai Lady“, clique AQUI!
Para ler a terceira parte da matéria de Zenaldo Nunes dedicada ao Mestre intitulada “A Sombra do Mestre“, clique AQUI!

NAS PEGADAS DO “MESTRE”: MÉDICO, CIENTISTA, VILÃO E ASSASSINO {1}

NAS PEGADAS DO “MESTRE”:
MÉDICO, CIENTISTA, VILÃO E ASSASSINO {1}

A Tragédia do Shanghai Lady

Por Zenaldo Nunes – Caruaru – Pernambuco – Brasil

Fevereiro de 2021

O MESTRE (Andrew Liddel): Nome original: Maestro – Criação: Mauro Boselli – Licenciador: Sergio Bonelli Editore.

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Em 1986 o roteirista Mauro Boselli assinou seu primeiro “western de Tex”, escrito a quatro mãos com o criador do nosso ranger, Gianluigi Bonelli {22 de Dezembro de 1908, Milão – 12 de Janeiro de 2001, Alexandria / 92 anos}. Foi “A Tragédia do Shangai Lady”; lançado no Brasil em 1987. Naquela ocasião, os Texianos conheceram um novo vilão, que planejava envenenar o reservatório de água de São Francisco: Andrew Liddel, chamado de “O Mestre” por seus grandes conhecimentos científicos. Personagem criado por Boselli (que, naquele seu primeiro trabalho texiano publicado, foi o autor do argumento; “a ideia de base da trama”, que depois foi transformada em roteiro por G. L. Bonelli), mais de dez anos depois o autor resolveu trazer de volta o patife e, nas duas vezes, confiando os desenhos ao grande Guglielmo Letteri {11 de Janeiro de 1926, Roma – 2 de Fevereiro de 2006, Roma / 80 anos}.

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1ª aparição: (TXI 309-310, Tex 215-217, TXO 5 – Boselli/G.L.Bonelli/Letteri).

TEX 215 – Com Água Até o Pescoço (Outubro de 1987 – Ed. Globo)Publicada originalmente em Tex n° 309/1986 – Sergio Bonelli Editore.

Um misterioso veleiro encalha próximo a Sausalito, na baía de San Francisco. A bordo, ninguém, exceto a morte, invisível e misteriosa, que atinge a todos que chegam perto dele. Incapaz de resolver o mistério, o Chefe de Polícia, Tom Devlin, recorre a Tex e Carson, que logo ao chegarem à cidade, percebem que estão diante de um novo e poderoso inimigo que se auto-intitula O Mestre, e quer envenenar o reservatório de água de toda San Francisco.

Personagens: Tex, Kit Carson, Tom Devlin, O Mestre – Desenho de capa: Aurelio Galleppini, “Galep” – Argumento: Mauro Boselli – Roteiro: Giovanni Luigi Bonelli, “Gianluigi Bonelli” – Desenho: Guglielmo Letteri – Número de páginas: 116 – Formato: (13,5 cm x 17,5 cm) – Preto e branco / Lombada quadrada.

A TRAGÉDIA DO SHANGHAI LADY

– Iniciando “a saga”: A Tragédia do “Shanghai Lady” – p.102.
– Primeira morte por “envenenamento” (a bordo do “Shanghai Lady”) – p.105.
Humor: Kit Carson recebe “um balde d’água” no rosto por um Chinês (fumando charuto em local proibido) – p.110.

TEX 216 – A Ameaça Invisível (Novembro de 1987 – Ed. Globo)Publicada originalmente em Tex n° 310/1986 – Sergio Bonelli Editore.

Personagens: Tex, Kit Carson, O Mestre – Desenho de capa: Aurelio Galleppini, “Galep” – Argumento: Mauro Boselli – Roteiro: Giovanni Luigi Bonelli, “Gianluigi Bonelli” – Desenho: Guglielmo Letteri – Número de páginas: 116 – Formato: (13,5 cm x 17,5 cm) – Preto e branco / Lombada quadrada.

A AMEAÇA INVISÍVEL – O SURGIMENTO DE UM VILÃO

– Surge o Mestre (de costas) e quando é chamado de “Mestre” pela 1ª vez por seu súdito (Kalang) – p.11.
– Primeira morte por envenenamento (em terra) – p.20.
1ª mensagem escrita pelo “Mestre”- p.21.
– Citado a 2ª e 3ª mensagens escritas pelo “Mestre” (aviso de 4 mortes) – p.22.
– Citado a acromegalia; disfunções endócrinas (Dr. Legista) – p.27

O Gigantismo e Acromegalia são síndromes de excesso de secreção de GH (hormônio do crescimento) quase sempre decorrentes de adenoma hipofisário. Antes do fechamento das epífises, o resultado é o gigantismo. Mais tarde, o resultado é a acromegalia (do grego “akron” = extremidade, e “mega” = grande), que produz características faciais, contração dos tendões, hipertorfia da tireóide e outras. O diagnóstico é clínico, por meio de radiografias de crânio e mãos; medida das concentrações de GH; com a remoção ou destruição do adenoma. Fonte: https://saude.abril.com.br/blog/com-a-palavra/acromegalia

– Pista de morte: 5 mortes por envenenamento (copos) – p.29.
– Primeira citação ao “Mestre”; chamando-o pelo seu nome, “Andrew” (cúmplice) – p.32.
– A doença é citada como “a maldição de Nantung” (Mestre Su-Ling) – p.49.
– Citado as ilhas da Malásia, como sendo “a origem” da maldição (Mestre Su-Ling) – p.50.

A Malásia tem 878 ilhas, daquelas inabitadas e acessíveis às solitárias e distantes. Pela costa oeste da península, pode-se conhecer a popular ilha de Langkawi, com praias tropicais e resorts de luxo; também a ilha de Penang, com arquitetura colonial e floresta primitiva. As Ilhas Perhentian, na costa leste, oferecendo uma atmosfera relaxante. Tudo isso a poucas horas de Kuala Lumpur. Apesar das ilhas da vizinha Tailândia serem mais famosas, as centenas de ilhas da Malásia são certamente tão bonitas quanto. Fonte: https://www.klm.com/destinations/br/br/article/malaysian-islands-for-every-budget

DIÁRIO DE BORDO DO SHANGHAI LADY

– Diário de bordo do Capitão do Shanghai Lady; “Richard Davis”: 2 de Maio / Sepultado no mar a 4ª vítima em 2 dias, estando na metade do caminho entre o Havaí e a Costa da Califórnia (4 mortos) – p.54

O Estado do Havaí (Mokuʻāina o Hawaiʻi) é o mais novo dos 50 estados que compõem os Estados Unidos. Localizado ao norte do Oceano Pacífico, sua capital é Honolulu, na ilha de Oahu. Com uma área total de 16,637 km². A população é de cerca de quase 1.500 habitantes, e na maioria seguidores do cristianismo de rito católico. As línguas oficiais são o inglês e o havaiano. A moeda corrente é o dólar americano. Fonte: https://www.infoescola.com/

– Diário de bordo: 24 de Maio / mais 1 cadáver – p.55.
Nota: É citado que “o único passageiro” do Shanghai Lady era um certo Sr. Falkner (Andrew Liddel), sob falsa identidade}; mas havia seu empregado Malaio Kalang; o 2º passageiro. (a tripulação não é contada como passageiros) – p.55.

– Diário de bordo: 24 de Maio: “Andrew Liddel”, de Boston formado em Medicina e especializado em doenças tropicais – p.55.
– Diário de bordo: 25 de Maio / mais 1 cadáver – p.55.
– Diário de bordo: 27 de Maio / mais 1 cadáver em 26 de Maio – p.56.
– Diário de bordo: 27 de Maio / “possível morte” do Capitão Richard Davis – p.56.
– Mostrado o “Diploma de Medicina” de Andrew Liddel (Tom Devlin) – p.56.
– A 4ª mensagem escrita pelo “Mestre”- p.74.
– Pedido de resgate por mensagem escrita: Um milhão de dólares em ouro – p.75.
– Citado Andrew Liddel, formado em Medicina tropical (Tom Devlin) – p.76. {ver p.55}
Nota:
A medicina tropical é um campo da medicina que nasceu no fim do século XIX e descreve as doenças que ocorrem em regiões tropicais e são transmitidas por vetores intermediários, que são os insetos, os moluscos ou os vermes. O pai dessa ciência é o médico inglês Patrick Mason, que descreveu a importância dos vermes na filariose (elefantíase) e o papel do mosquito na transmissão da malária. Assim, países Europeus começaram a investigar a origem de tais doenças, inicialmente a malária, que impediam a colonização de regiões tropicais. Fonte: https://www.infoescola.com/

– Bacilos da doença, visualizados em microscópio (ampliação de 1 gota de água infectada recolhida do “Shanghai Lady”) – p.78.

– Os bacilos da doença desconhecida, são classificados como A Ameaça Invisível (título da edição nº 216) – p.78.
Nota: A “Cólera” é citada como debelada em Londres, pelo uso de filtros de areia que eliminam a maior parte das impurezas; tornando a água potável; purificada antes de entrar nos canos das residências – p.82.

Entre 1853 e 1864, a epidemia em Londres ceifou mais de 10.000 vidas e houve mais de 23.000 mortes em toda a Grã-Bretanha. Esta pandemia foi a que provocou mais mortes no século XIX. Em Londres, foi o pior surto na história da cidade, ceifando 14.137 vidas, mais do dobro do que o surto de 1832. Naquela época, Londres estava em pleno vapor – coração do vasto império da Rainha Vitória e portanto, um centro de comércio internacional. Sua população estava crescendo rapidamente; havendo aglomeração e miséria. Fonte: BBC NEWS/BRASIL (Julho/2020) – Desenhos: https://jornal.amormais.pt/

Uma corte para o rei da cólera“, diz esta ilustração de 1852, que descreve uma cena típica de condições superlotadas e insalubres nas favelas de Londres. A cólera apareceu pela primeira vez na Grã-Bretanha em 1831, e surtos ocorreram regularmente em Londres em meados do século 19. Fonte: BBC NEWS/BRASIL (Julho / 2020).

TEX 217 – O Rancho dos Homens Perdidos (Dezembro de 1987 – Ed. Globo)Publicada originalmente em Tex n° 311/1986 – Sergio Bonelli Editore.

Personagens: Tex, Kit Carson, Mestre – Desenho de capa: Aurelio Galleppini, “Galep” – Argumento: Mauro Boselli – Roteiro: Giovanni Luigi Bonelli, “Gianluigi Bonelli” – Desenho: Guglielmo Letteri – Número de páginas: 116 – Formato: (13,5 cm x 17,5 cm) – Preto e branco / Lombada quadrada.

NOS ESGOTOS DE SAN FRANCISCO

– Morre o assassino Malaio Kalang (baleado) – p.27.
– Morre assassinado o aliado Mestre Volker (punhal envenenado) – p.37.
– Surge a face do “Mestre” – p.69.
– “O Mestre” contamina-se com frascos quebrados (sua maleta) – p.74.
– Tentativa do “Mestre” de “injetar o antídoto” em seu corpo (fracassada) – p.75.
– Revelado sua face; contaminado com o vírus (o Mestre) – p.76.
– “O Mestre” bebe pequena parte do antídoto (retardando a ação do bacilo) – p.77.
– Injetado “antídoto” no “Mestre”; salvando-lhe a vida (hospital) – p.77.
– Destino do “Mestre”: Manicómio Judiciário de Atlanta (EUA) – p.77.
Nota: Nos Estados Unidos, o primeiro manicómio criminal foi implantado no ano de 1855. Fonte: https://www.reme.org.br/Home

– “O Mestre” é chamado de “Génio” (Tom Devlin) – p.78
– Trem de San Francisco ao Arizona (South Pacific) – p. 79.

A Southern Pacific Transportation Company, primeiramente Southern Pacific Railroad (1865-1885) e Southern Pacific Company (1885-1969). Foi uma ferrovia norte-americana com Sede em San Francisco, Califórnia e área de operação: Arizona, Califórnia, Louisiana, Nevada, Novo México, Oregon, Texas, Utah, Colorado, Arkansas, Oklahoma, Kansas, Missouri, Iowa e Illinois. Fonte: https://www.farwest.it/

O 1º ASSALTO A UM TREM EM MOVIMENTO NO VELHO OESTE

Nota: Na noite de 6 de Outubro de 1866, John Reno, Sim Reno e Frank Sparkes embarcaram em um trem que fazia a rota de Mississipi a Ohio, renderam um guarda e arrombaram um cofre contendo algo entre US$ 10.000 a US$ 16.000 dólares. Com o trem em movimento, empurraram um cofre maior para fora, onde o resto da quadrilha, conhecida como a gangue dos irmãos Reno, esperava. Não conseguiram abrir o segundo cofre e fugiram. Aconteceu próximo a Jackson County, Indiana, e era a primeira vez que se tinha notícia de um assalto a um trem em movimento. Até então, assaltos aconteciam com o trem parado em alguma estação ou em terminais de carga. Foram a primeira gangue de assaltantes de que se tem notícia, e logo o método tornou-se popular. Com o tempo, as linhas de trem passaram a se defender. Homens armados eram embarcados nos trens, assim como começaram a ser utilizados vagões carro-forte. Em função disso, no final dos anos 1800 o roubo a trem tornou-se uma tarefa muito difícil e perigosa. Os irmãos Reno foram capturados dois anos depois, em 1868, e, neste mesmo ano, foram enforcados por uma multidão que invadiu a cadeia onde estavam presos. A maior parte do dinheiro de seus roubos nunca foi recuperada. Fonte: https://nahistoriadehoje.wordpress.com/

1º PEDIDO DE RESGATE: US$ 1.000.000 (Um milhão de dólares em ouro) – Vírus – São Francisco.

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Relançamento da 1ª aparição do “Mestre” (TXI 309-310, Tex 215-217, TXO 5 – Boselli/G.L.Bonelli/Letteri).

1ª história – O Rancho dos Homens Perdidos (Março de 2003 – Ed. Mythos) – Publicada originalmente em Tex n° 309-311/1986 – Sergio Bonelli Editore.

Os cheyennes do chefe Faca Comprida se rebelam e atacam um rancho à beira do deserto. Para piorar, ainda raptam a filha do dono do rancho. Apenas Águia da Noite e Kit Carson podem apaziguar os índios e salvar a moça.

Personagens: Tex, Kit Carson, Cheyennes – Desenho de capa: Aurelio Galleppini, “Galep” – Arte: Claudio Villa – Argumento: Giovanni Luigi Bonelli – “Gianluigi Bonelli” – Número de páginas: 308 – Formato: (13,5 cm x 17,5 cm) – Preto e branco / Lombada quadrada.

SURGE “O MESTRE”

2ª história – A Tragédia do Shangai Lady (Março de 2003 – Ed. Mythos) – Publicada originalmente em Tex n° 309 – 311/1986 – Sergio Bonelli Editore.

Um misterioso veleiro encalha próximo a Sausalito, na baía de San Francisco. A bordo, ninguém, exceto a morte, invisível e misteriosa, que atinge a todos que chegam perto dele. Incapaz de resolver o mistério, o Chefe de Polícia, Tom Devlin, recorre a Tex e Carson, que logo ao chegarem à cidade, percebem que estão diante de um novo e poderoso inimigo que se auto-intitula O Mestre, e quer envenenar o reservatório de água de toda San Francisco.

Personagens: Tex, Kit Carson, Tom Devlin, O Mestre – Desenho de capa: Aurelio Galleppini, “Galep” – Arte: Guglielmo Letteri – Argumento: Mauro Boselli, Giovanni Luigi Bonelli – “Gianluigi Bonelli”.

ARCO HISTÓRICO DA 1ª APARIÇÃO DO “MESTRE”
(Relançamento – TEX EDIÇÃO DE OURO nº 5)

1º PEDIDO DE RESGATE: US$ 1.000.000 (Um milhão de dólares em ouro) – (ver Tex 215-217)


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Nota: “Arcos históricos” no Brasil: (1987, 1998, 2019 – Tex regular) e (2003, 2012 – Tex Edição de Ouro). Fontes: Tex Willer Blog {Portugal}, Texbr, Guia dos Quadrinhos {Brasil}, sites/páginas/web.

Nota final: Diante do “cenário atual” em que o mundo está passando (Pandemia do COVID-19); além de “estudar, ensinar e trabalhar com Ciência“; ousei fazer esta “busca investigativa” nos arcos históricos supracitados; diante das narrativas propostas de complô, traição, suborno, chantagem, ganância, politicagem, ódio, preconceito, racismo, escravidão, doença, morte, cura e sobrevivência. Vivendo estas aventuras; teremos os “registros históricos“, agregados com conhecimentos e curiosidades. Nestas “batalhas” realísticas, subjetivas, fictícias ou filosóficas: {bem X mal; herói X vilão; mocinho X bandido; vacina X vírus}; vos apresento “O Mestre“.

Foto: Zenaldo Nunes

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Tex – Patagónia, na análise de Hugo Pinto

Por Hugo Pinto [*]

TexPatagónia, de Mauro Boselli e Pasquale Frisenda

Desde sempre que a série Tex me surpreendeu pelas suas características únicas. É que, se por um lado, Tex é o grande porta-estandarte da editora italiana Bonelli e um herói muito acarinhado pelos muitos fãs que tem em todo o mundo (e faço destaque ao próprio Clube Tex Português e ao fantástico blog que sustenta esse clube – Tex Willer Blog); por outro lado, é uma série que não chega a um verdadeiro público mainstream da banda desenhada. É extremamente bem sucedida mas, face a uma franja de mercado apenas. Nem toda a gente gosta… mas quem gosta, gosta muito! É fã acérrimo. Tex é, por isso, aquilo que costumamos apelidar de “série de culto”.
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Se me parece que, por vezes, Tex Willer é uma personagem demasiado unidimensional e, por esse motivo, bastante clássica nos valores e idiossincrasias que representa, a verdade é que isso também é facilmente justificável pela longa vida do personagem, a cavalgar planícies áridas desde 1948. E, em Patagónia, o fantástico trabalho do argumentista Mauro Boselli, traz-nos um Tex Willer que, mesmo preservando essa unidimensionalidade que referi acima, consegue, não obstante, pintar este Ranger do Texas com subtis pinceladas, que nos dão tonalidades mais cinzentas na postura da personagem. E isso é, sem dúvida, um dos muitos pontos a favor deste fantástico Patagónia.
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Em termos de história, esta é uma aventura única de Tex Willer e diferente daquilo que poderíamos estar à espera. Desta vez, Tex e o seu filho, Kit Willer, viajam dos Estados Unidos para as pampas argentinas, para servirem de intermediários entre o Governo argentino e as tribos indígenas locais. Tudo o que despoleta esta demanda é uma sequência de ataques mortíferos por parte dos índios e o consequente rapto de prisioneiros. À medida que a história se vai desenrolando, as reais razões desta missão dos Willer surgem dúbias. Por um lado, parece haver uma tentativa de negociação pacífica do Governo argentino – e esta, naturalmente, é a vontade de Tex – mas, por outro lado, uma facção do exército argentino parece querer resolver o assunto com o recurso à violência gratuita, manifestando vontade de dizimar as tribos de índios.
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Há uma vertente mais histórica nesta obra pois consegue transmitir-nos, com realismo, o genocídio das tribos de índios na Patagónia, levado a cabo pelo exército argentino, e como só através de muita determinação, espírito de sacrifício e incríveis perdas humanas, estas tribos de índios conseguiram ter uma palavra a dizer na história da Argentina. Tex Willer aparece aqui como um intermediário, um pêndulo de bom-senso e diplomacia que procura, de forma disciplinada, reunir consensos e cedências de parte a parte.
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Obviamente, um cowboy vindo do faroeste não é inicialmente bem-vindo. Nem junto dos oficiais argentinos – com exeção de Ricardo Mendonza, antigo companheiro de Tex e responsável pela sua chamada à Argentina – nem junto dos índios que olham de soslaio para o protagonista, por ter a pele branca. Eventualmente, Willer terá que conquistar a sua admiração através de alguns eventos, muito bem imaginados pelo argumentista Boselli.
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Uma coisa é certa: embora seja uma obra com bastantes momentos de ação, esta é uma história que demora bastante tempo a arrancar. As primeiras 40 páginas servem mais para que Boselli nos apresente a história, o tema, a demanda, os interesses em conflito. E isto não é necessariamente mau. É adulto. Leva-se a sério. Possivelmente, um jovem leitor ficará algo entediado com o ritmo lento da primeira parte da obra. No entanto, um adulto que procure uma história com cabeça, tronco e membros, apreciará a forma cuidada e rigorosa com que a narrativa está construída.
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Mais do que uma história de cowboys, esta é uma história de guerra. Entre soldados do regime argentino e os índios da Patagónia. E mesmo estando embebida de alguma moral relativamente ao erro de se ser preconceituoso, no que concerne a raças e culturas, também não é uma história demasiado moralista. Tenta ser até, bastante factual, na forma como narra os eventos. Se essa moral existe, é nos feitos e postura de Tex Willer, pelo seu exemplo de justiça, que a mesma é passada. Muito adulto, uma vez mais.
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Apreciável também é a tal dimensão menos unidimensional de Tex e das personagens que o rodeiam. Gostei particularmente de como Ricardo Mendonza e Solano conseguem ter várias camadas entre o bem e o mal. Entre o certo e o errado.
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Mas, se a história é bem documentada, original pelo cenário onde acontece, e com personagens interessantes, a arte ilustrativa de Pasquale Frisenda é uma autêntica obra de arte. Uma maravilha para os olhos ao saber utilizar, com tanta mestria, o preto e branco, para nos dar um mundo verdadeiramente bem executado, para onde somos convidados a entrar. A minúcia dos pormenores que Frisenda deposita nos seus desenhos é incrível e merece ser observada com um olhar igualmente minucioso. Assim, não raras vezes, dei por mim a perder largos momentos em muitas vinhetas incríveis e majestosas no tratamento gráfico.
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A caracterização das personagens é excelente, com uma boa panóplia de emoções, que o autor utiliza sabiamente para dotar as personagens de sentimentos verossímeis. Mas é na caracterização dos ambientes, sejam eles paisagens distantes, olhares sobre os grandiosos acampamentos índios, cenas de desenfreado combate ou de cavalos em impetuosas cavalgadas, que mais fiquei surpreendido e apaixonado pela sua arte. De facto, a maneira como Frisenda capta o momento é magnífica e tem algo de poético, até. E isso não é comum em banda desenhada. O seu traço fino, elegante e muito seguro de si mesmo, representa a qualidade gráfica que uma série de culto como Tex merece. A meu ver, era difícil fazer um melhor trabalho no cômputo da arte ilustrativa.
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Se há uma coisa que não gostei tanto, e que diz respeito à história, é o final algo abrupto da mesma. Chega a ser frustrante se tivermos em conta que a história demora tantas páginas a desenvolver – e isso é bom, pois permite explorar as personagens e preparar o leitor para a grande missão de Tex – mas depois, no final, resolve a história em duas páginas, de forma demasiado seca. Não sei se isso aconteceu por causa de alguma pressão da editora sobre os autores, que tivesse que ver com deadlines, mas é uma pena, pois é um final demasiado brusco. Não é um mau final, note-se. Mas é um final mal explorado. Um livro destes merecia um final mais épico e bem conseguido.
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Quanto à edição da Polvo, mesmo admitindo que considero que esta obra de qualidade superior merecia uma capa dura, tenho que reconhecer que é uma edição com muita qualidade por parte da editora portuguesa. O papel é muito bom, a capa, com generosas bandanas, é muito bonita, e o trabalho gráfico também apresenta uma elegância muito apreciável. A introdução da obra por José Carlos Francisco também acrescenta informação pertinente à obra.
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Em conclusão, é fácil perceber porque é que Patagónia é uma das obras mais aclamadas de Tex Willer. As ilustrações de Frisenda são verdadeiramente magníficas e dignas de serem analisadas ao detalhe, enquanto que a história, que nos é oferecida por Boselli, é muito bem encetada, sabendo munir a obra de uma boa trama, que se desenvolve num cenário diferente daquilo a que estamos mais habituados a ver nas histórias do famoso cowboy. Pela parte que me toca, não tenho dúvidas que, se não for mesmo a melhor, é uma das melhores obras de Tex e um ótimo portal para mergulhar nas aventuras desde famosíssimo herói. Imprescindível.
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NOTA FINAL (1/10)
9.2

Ficha técnica
Tex – Patagónia
Autores: Mauro Boselli e Pasquale Frisenda
Editora: Polvo
Páginas: 228, a preto e branco
Encadernação: Capa mole
Lançamento: Maio de 2015 (2ª Edição: Maio de 2018)
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[*] (Texto publicado originalmente no blogue “Vinhetas 2020, em 17 de Fevereiro de 2021)

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As críticas do Marinho: “Sulla cattiva strada” (Tex italianos 719 e 720)

Tex #720 – Sulla cattiva strada

Por Mário João Marques

Sulla cattiva strada

Argumento de Pasquale Ruju, desenhos de Alfonso Font e capas de Claudio Villa.

História publicada em Itália nos nº 719 (“Scontro finale“) e 720 (“Sulla cattiva strada“), de Setembro e Outubro de 2020.

Goldfield, Arizona, uma cidade calma e próspera que se desenvolveu devido às minas que a rodeiam. Tex e Carson chegam à cidade na pista de Larry Granger, um bandido procurado pelas autoridades, mas quando vêem Scott Granger acreditam estar defronte do fora da lei. Adoptados pelos antigos donos do maior posto comercial da cidade, Larry e Scott são, na realidade, irmãos e gémeos, mas muito diferentes. Larry tem um passado rico em rixas e pequenos furtos, acabando por abandonar o lar ainda adolescente e tornar-se num verdadeiro fora da lei, que vive de roubos e assaltos e que não hesita em abater todos aqueles que tentam opor-se-lhe. Em poucas palavras, um ladrão e um assassino. Pelo contrário, Scott nunca foi violento e é hoje um cidadão respeitado, casado e pai de uma criança. Permaneceu sempre ao lado dos pais, até deles herdar o posto comercial onde todos afluem. Em suma, um cidadão exemplar. Acossado pela perseguição movida pelos dois rangers, Larry regressa à cidade para literalmente “tomar o lugar” do irmão.

Podíamos identificar Scott e Larry como uma espécie de Abel e Caim, tal como em certa altura se alude na história, mas o relacionamento entre os irmãos Granger no argumento de Pasquale Ruju, surge-nos diferente daquele que nos foi narrado pelo drama bíblico, o primeiro assassinato entre homens, e que ocorreu devido aos ciúmes que Caim tinha por Abel, pelo facto de Deus ter reconhecido um presente que lhe foi oferecido pelo irmão e não ter dado muito valor ao seu. Pelo contrário, Larry sempre encontrou nos progenitores compreensão para as suas atitudes rebeldes e violentas, talvez porque, dessa forma, eventualmente conseguiriam atenuar a índole dramática do filho. Além disso, e tanto como as cenas iniciais nos permitem concluir, o relacionamento entre os dois irmãos não era de rivalidade nem alimentado pelo ciúme, sendo até possível identificar Scott como um aliado de Larry, mesmo que momentâneo e forçado pelas contingências, quando este opta pela fuga do lar. Ou seja, a acção de Larry não é movida por alguma animosidade pelo irmão, mas sim pelo seu próprio carácter complexo e problemático, que o vai transformar num perfeito bastardo sem coração, que não hesita em apontar a arma na direcção da sua família, como o futuro virá demonstrar, e disposto a tudo para salvar-se, característica que o leitor até testemunha logo numa das cenas iniciais, quando abandona o seu bando nas mãos de Tex e Carson, sabendo ser muito difícil enfrentar e derrotar os rangers.

Chegado à cidade, Larry assume-se como uma espécie de Proteus, a célebre personagem presente no imaginário do leitor como o homem dos múltiplos disfarces, contudo, sem necessitar de alguma máscara para assumir outra identidade, tal é a sua semelhança com o irmão Scott. Com este efeito surpresa dissipado, é no confronto, ou se quisermos, no contraste entre os dois gémeos, idênticos fisicamente, mas muito diferentes no carácter, que a trama de Ruju se vai sustentar, conseguindo o autor gerir, de forma hábil, a gestão de expectativas do leitor, ao que não é alheia a introdução da personagem de Montoya, um sádico que nutre um enorme prazer no sofrimento das suas vítimas e de cujo bando Larry tinha feito parte. Acompanhado por um par de cães ferozes, a recordar Lizard de Os sete assassinos, Montoya é mais uma daquelas personagens violentas, marcadas e atormentadas que Ruju tanto gosta de apresentar e desenvolver, o que contribui para adensar e apimentar uma trama que parecia delimitar-se às ruas Goldfield e às astucias e artimanhas de Larry.

No desenho desta aventura encontramos o veterano espanhol Alfonso Font, de novo com um trabalho de grande qualidade, apesar dos anos que, naturalmente, passam por todos. No entanto, Font parece insistir em fintar o destino, porque trabalha com um ritmo que muitos bem mais novos gostariam de atingir, e sempre com um nível acima da média. Podemos estar em presença de um traço talvez mais sintético, mas estilo, técnica, enquadramentos, expressividade das personagens e um perfeito domínio dos contrastes, tudo contribui para um trabalho globalmente homogéneo. Destaque para a cena da perseguição inicial de Tex e Carson, com a poeira das cavalgadas, o disparo das armas, o movimento de cavalos e cavaleiros, tudo roça a antologia. E onde outros desenhadores utilizam o pontilhado para conferir dinamismo e dimensão, Font opta por traços que, reunidos em conjunto, acabam por transmitir a mesma sensação ao leitor. O seu Tex, graficamente menos canónico que outros, é acima de tudo um herói perfeitamente reconhecível, presente no imaginário do leitor pelo seu olhar rasgado, os seus traços nervosos e bem definidos, ao lado de personagens representadas por Font de modo vincado e expressivo, perfeitamente capazes de emergirem ao longo de toda a aventura.

De elaboração clássica, esta é uma aventura escorreita e bem calibrada, onde o papel de Tex e Carson está manifestamente bem doseado e administrado e onde todos os actores sabem bem qual o papel a desempenhar na economia da narrativa. Uma daquelas aventuras que vem cimentar as características de Ruju na série: onde Boselli é épico, Ruju opta pela simplicidade do previsível, o que não é de somenos.

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Exclusivo Mundial: Os SEIS esboços necessários para realizar a capa de Tex Willer n° 25 e ainda o lápis, a tinta da china e as cores originais de Maurizio Dotti

Mauro Boselli exibe exemplares de Tex Willer #25 – Resa dei conti al White Horse

Por vezes, para chegar à realização de uma capa, neste caso de Tex Willer (a série dedicada ao jovem Tex e que traz as aventuras de Tex quando ele ainda era um fora-da-lei!), o capista tem de recorrer a diversos esboços até chegar à ilustração pretendida e que se tornará a capa definitiva.

Tal aconteceu uma vez mais com a edição número 25 de Tex Willer, cuja capa, como todas até ao presente, é da autoria de Maurizio Dotti, com a particularidade de Dotti ter feito seis esboços diferentes até dar-se por satisfeito, como poderemos ver de seguida, com a particularidade do esboço eleito ter sido precisamente o primeiro, já que vamos dar conhecimento aos nossos leitores, num rigoroso exclusivo mundial, de todos os seis esboços realizados por Maurizio Dotti, assim como da arte a lápis, da arte a tinta da china e da capa original pintada igualmente por Maurizio Dotti devido à gentileza do próprio Dotti que até hoje não tinha ainda divulgado estas fantásticas artes de sua autoria para a edição nº 25 de Tex Willer:

Primeiro esboço, o eleito, para a capa de Tex Willer #25, da autoria de Maurizio Dotti

Segundo esboço para a capa de Tex Willer #25, da autoria de Maurizio Dotti

Terceiro esboço para a capa de Tex Willer #25, da autoria de Maurizio Dotti

Quarto esboço para a capa de Tex Willer #25, da autoria de Maurizio Dotti

Quinto esboço para a capa de Tex Willer #25, da autoria de Maurizio Dotti

Sexto esboço para a capa de Tex Willer #25, da autoria de Maurizio Dotti

Arte a lápis para a capa de Tex Willer #25, da autoria de Maurizio Dotti

Arte final a tinta da china da capa de Tex Willer #25, da autoria de Maurizio Dotti

Ilustração para a capa de Tex Willer #25, com as cores originais de Maurizio Dotti

Capa de Tex Willer #25 – Resa dei conti al White Horse

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As Leituras do Pedro: Almanaque Tex #52

As Leituras do Pedro*

Almanaque Tex #52
>Colheita sangrenta
Jacopo Rauch (argumento)
Alessandro Poli (desenho)
>Corrida pela vida
Giorgio Giusfredi (argumento)
Alfonso Font (desenho)
Histórias originalmente publicadas em Tex Magazine #5 (Itália, 2019)
Mythos Editora
Brasil, Fevereiro de 2020
135 x 180 mm, 110 p., pb, capa mole
R$ 13,90 / 4,00 €

Curtas

Se não nascida, pelo menos tornada popular em longos folhetins que se estendiam por semanas ou meses nos jornais, a banda desenhada, com o advento das revistas, ganhou relatos mais curtos. Hoje, encontramo-la por toda a parte naquelas duas dimensões – e noutras… – mas a verdade é que há universos em que à partida não contamos com relatos curtos – e como é relativo este adjectivo…

É o caso daquele em que se movimenta o ranger Tex Willer mas, também nele, não há regra sem excepção e este é um exemplo.

[Se ao longo dos muitos anos que Tex já conta, pontualmente surgiram aventuras mais curtas, em abono da verdade, na última década assistimos ao reforço desta realidade e a Color Tex (Tex Edição Colorida no Brasil) é mostruário disso, com as suas edições com quatro histórias de uma trintena de páginas cada.]

Disse acima que o adjectivo ‘curto’ era enganoso, e esta edição prova-o. Colheita sangrenta, que a abre, conta 78 pranchas, volume considerável em muitos outros panoramas editoriais, mas não quando falamos de Tex, cujas aventuras geralmente ultrapassa(va)m, no mínimo, a centena de pranchas, podendo aproximar-se mesmo do meio milhar.

Dessa história, realce para dois momentos fulcrais: o sacrifício humano logo nas primeiras páginas – pelo inusitado da situação em Tex e pelo método utilizado – e, depois, mais à frente, a perseguição num campo de milho – apropriação coerente de uma cena utilizada recorrentemente em diversos registos narrativos pela potencial que a vegetação alta e cerrada proporciona em termos de jogo do gato e do rato. Fora isso, esta pode ser encarada como uma aventura tradicional do ranger, a solo, embora com uma surpresa – previsível… – quase no final, que confirma uma regra cavalheiresca que Tex não transgride…

Quanto a Corrida pela vida, provoca uma dupla estranheza: pela sua curta (cá está, outra vez) dimensão – 32 páginas – e, principalmente, pela ausência do protagonista esperado, substituído aqui por Gros Jean e Dawn.

Confesso que não me ocorre – falta minha ou memória fraca? – nenhuma outra história d(o universo d)e Tex em que ele não esteja presente, com excepção de Maria Pilar, que até tem edição da Polvo, mas a verdade é que a dupla (canadiana…) escolhida faz todo o sentido, num relato que se desenrola integralmente na neve, durante numa corrida de trenós, em que os interesses e os fins, parecem justificar alguns meios.

Num caso e noutro, com a ajuda do traço mais duro e agreste de Poli e Font, os desvios à ‘normalidade’ texiana são sensíveis, mas sem serem abusivos, e permitem abordagens diferentes.

*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro

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