Vídeo: Apresentação de Tex Willer – A história da minha vida, da Mythos Books

Por José Carlos Francisco

Hoje no blogue do Tex vamos divulgar uma apresentação vídeo, da autoria de Alessandro Garcia, da excelente obra “Tex Willer – A história da minha vida”, da Mythos Books, com mais de 200 páginas que contam as aventuras do Ranger sob um único ponto de vista: o de Tex!

Com o único precedente constituído por “Il massacro di Goldena” (“O massacre de Goldena”), escrito por Gianluigi Bonelli, Tex abandona insolitamente a narrativa desenhada para assentar entre as páginas de um verdadeiro romance real, ainda por cima autobiográfico! Estamos a falar de “A história da minha vida“, um livro publicado pela Mythos Books e assinado por Tex Willer em pessoa (vendido por Reais 24,90)! Como escreveu Sergio Bonelli no prefácio do livro, trata-se quase  de um retorno aos tempos ingénuos dos anos 50, quando os leitores escreviam para a redacção abordando directamente o Ranger, pensando que Tex  existisse verdadeiramente.  Com esta iniciativa, na verdade, os responsáveis por Tex quiseram voltar aos tempos “míticos”, no alvorecer do sucesso da personagem bonelliana, imaginando que o nosso herói tivesse realmente existido e tenha decidido contar nas páginas deste livro a sua vida e as suas aventuras.

Naturalmente, um verdadeiro autor, o “intérprete”, das palavras de Tex existe e é, nesta ocasião, Mauro Boselli. Boselli, argumentista de numerosas aventuras do nosso herói, dedicou-se à escritura deste volume, tendo bem presente o estilo da prosa de G. L. Bonelli (“romancista emprestado à banda desenhada”), mas também o modo em que eram contadas as verdadeiras (ou presumíveis) autobiografias dos heróis do Oeste, como Kit Carson, Calamity Jane, John Wesley Harding e outros do mesmo calibre. Lendo “A história da minha vida“, portanto, o leitor não encontrará descrições românticas de belas paisagens e nem sequer introspectivas análises psicológicas. Como nas autobiografias acima mencionadas, os factos serão contados a galope, indo directamente ao cerne da questão com concisão e senso prático. Assim como convém a um verdadeiro homem da fronteira, que narra a sua vida diante da fogueira num improvisado acampamento, disseminando na descrição de aventuras e tiroteios e, talvez, narrando os longos anos da sua vida, em poucas palavras.

De facto, é precisamente a voz de Tex que conta a sua história de vida, ainda que, na ficção literária, e a recolher o seu testemunho e a transcrevê-lo é um repórter do Oeste, amigo do célebre Martin Floyd que os leitores mais atentos recordarão entre os protagonistas de “Sangue Navajo” (número 34 da série brasileira). O empreendedor repórter foi visitar Águia da Noite à reserva e obtém um depoimento que começa numa recordação dos velhos tempos, a partir do momento em que o jovem Willer, vingando a morte do seu pai e irmão, foi forçado a viver às margens da lei, até ao seu ingresso no Corpo dos Rangers e ao encontro com Kit Carson, passando pela Guerra da Secessão e pelo aventuroso casamento com Lilyth, sem esquecer os factos que mais influenciaram a sua vida, como a morte trágica da sua esposa índia, os encontros com Montales e Jim Brandon, o longo despique com o diabólico Mefisto, a defesa do povo Navajo e a vingança contra os assassinos da sua amada.

Estas e outras aventuras, narradas como jamais foram lidas, estão inseridas dentro de um livro de mais de 200 páginas, onde cada capítulo seria suficiente para preencher um romance inteiro. Naturalmente são todas histórias clássicas geradas da desenfreada imaginação de G. L Bonelli, mas nesta edição da Mythos as encontraremos narradas pela voz do protagonista e por isso aparecerão sob uma luz diferente. Como exemplo, a aventura contra Mitla e Diablero é contada por Tex como ele a viveu e interpretou, mantendo no obscuro muitos factos narrados nas páginas da história original em banda desenhada. Isso por si só torna ainda mais interessante esta edição, já que dá uma nova visão sobre a saga “texiana”.

Para não tornar os leitores do livro muito órfãos de imagens, cada capítulo é enriquecido por magníficas ilustrações de Fabio Civitelli. O bravíssimo desenhador aretino pôs a sua arte ao serviço da iniciativa, desenhando cada cena como se ela fosse realizada por um ilustrador dos finais do século XIX, oferecendo um conjunto de reproduções muito agradável e encantador, como se pode constatar na ilustração que mostramos de seguida.

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

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