O editorial da revista nº 2 do Clube Tex Portugal

Texianos, aqui está o segundo número da nossa revista. Há uns meses atrás, foi difícil dar o tiro de partida para esta grande aventura editorial, mas depois da publicação do primeiro número e da receptividade que o mesmo mereceu junto de todos (que muito agradecemos, mas que nos cria acrescidas responsabilidades), a motivação cresceu, apoderando-se de todos nós aquela agradável sensação em fazermos cada vez mais e melhor. Inicialmente apontada para um projecto anual, faremos os possíveis para que a revista possa ser publicada semestralmente, com mais páginas, mais conteúdo, mais colaboradores. Isto é verdadeiramente contagiante e razão tem o nosso querido associado Jorge Magalhães, mais habituado a estas andanças e aventuras, quando nos alertou logo no início para esse facto. Este projecto tende a apoderar-se de nós, criando uma crescente ansiedade e curiosidade em rapidamente chegarmos ao produto final. Dá trabalho… claro que sim! Mas o prazer em organizar, coordenar, escrever, contactar e chegar finalmente à revista que têm nas mãos é algo de verdadeiramente maravilhoso.

Não cansamos de repetir que a revista, feita por sócios e não só, é para todos os texianos, focando os mais variados temas em redor de Tex e do western em geral. A revista está aberta a todos os que desejem colaborar, escrevendo com a maior liberdade possível, sem constrangimentos, sem censuras, sem qualquer óbice. Tudo ajuda e tudo enriquece, contribuindo para a divulgação desta personagem ímpar no panorama da banda desenhada mundial.

Abrimos este número com uma justa homenagem ao nosso querido Fabio Civitelli. O artigo é do Mário João Marques, mas facilmente poderia ser assinado por baixo por qualquer leitor de BD. Três décadas a desenhar Tex (e não só, como poderemos ler no artigo) é obra! Apesar de absorvido pelo trabalho, Civitelli respondeu prontamente às nossas solicitações, com informações, com sugestões e com o envio de desenhos e imagens. Para a capa enviou-nos dois desenhos, dificultando a escolha perante tamanha qualidade. Optámos por fazer a revista com duas capas diferentes, acreditando que isso venha a ser do agrado de todos e, porventura, a repetir futuramente.

Regressam os textos do José Carlos Francisco (que nos fala do filme de Tex Willer), do Sérgio Sousa (que receia alguma perda de identidade de Tex, em função das actuais alterações editoriais e da vasta equipa de desenhadores e argumentistas), do Jorge Magalhães (que homenageia Vítor Péon, um dos grandes desenhadores portugueses, cuja paixão pelo western levou-o a criar, entre outras personagens, Texas Moore, um parente português de Tex Willer, curiosamente nascido apenas um ano antes e que também tinha um amigo chamado… Kit Carson), do Pedro Cleto (que analisa a aventura A volta de Morisco), do Júlio Schneider (que evidencia alguns erros que escaparam às revisões editoriais), do Jorge Machado-Dias (que escreve sobre o verdadeiro Kit Carson), assim como uma reportagem fotográfica da 2ª Mostra da Anadia, onde estiveram presentes os desenhadores Stefano Biglia e Pasquale Frisenda, e onde a Polvo apresentou Patagónia, a primeira vez que uma editora portuguesa lança uma aventura de Tex Willer. Por esse facto, deixamos aqui uma palavra de apreço e reconhecimento ao Rui Brito. Regressam ainda os desenhos exclusivos de autores de Tex, desta vez de Lucio Filippucci e Corrado Mastantuono, que desde o início responderam afirmativamente ao pedido por nós formulado. Também Andrea Venturi não quis faltar à chamada, enviando o esboço de uma prancha da sua próxima aventura, onde julgamos que se encontra bem patente a enorme qualidade deste desenhador.

E neste segundo número estreamos novos colaboradores. O Rui Cunha, por exemplo, escreve sobre Blueberry, outro grande herói da BD europeia, mas não se esqueceu aqui e ali de ir aludindo ao nosso querido ranger. O Carlos Gonçalves, com vasta experiência na crítica e divulgação da banda desenhada, homenageia os quase 70 anos de Tex Willer e como nasceu a sua admiração por esta personagem. E estreiam-se também dois nomes conceituados em Itália. Italo Marucci, conhecido crítico e ensaísta de Tex, e Moreno Burattini, para além de também crítico e ensaísta, é “apenas” um dos mais conceituados argumentistas da BD italiana. Zagor e Tex, cuja rivalidade saudável tão bem retrata no seu artigo, são duas das grandes personagens para quem já teve a honra de escrever. Mas em matéria de estreias não ficamos por aqui, porque o António Lança Guerreiro quis oferecer a todos um pouco da sua paixão pelo desenho e por Tex, deixando neste número um magnífico trabalho.

Queremos agradecer a sócios, leitores e a todos os que colaboraram neste segundo número, todos sem excepção, mas não poderíamos esquecer uma palavra de apreço ao Jorge Machado-Dias pela edição da revista, ao Júlio Schneider pela tradução dos textos originais italianos, ao Maurício Amaral pela colorização de uma das versões da capa, à Mythos Editora pelo carinho e atenção que sempre tem tido connosco e, finalmente, à Sergio Bonelli Editore, sem a qual muito disto seria de difícil concretização.
Clube Tex Portugal

Ficha técnica da revista nº 2 do Clube Tex Portugal

(Para aproveitar a extensão completa  das imagens acima, clique nas mesmas)

4 Comentários

  1. Faço minhas as palavras do Afrânio, mesmo antes de ver a revista. Parabéns à redacção, pelas melhorias introduzidas (e não são poucas!) e a todos os membros do Clube Tex Portugal, por terem tornado viável este projecto.

  2. Amigo, presidente e confrade ZECA, e demais pards, aguardo ansioso aqui o meu exemplar. Tenho textos em cordel sobre nosso Tex Willer que posso enviar para vossa apreciação e possível publicação no próximo número da Revista.

    Abraços texianos!

    • Prezado Pard e Mestre Rouxinol,
      Envie os seus melhores textos em cordel para o nosso director Mário Marques para ele os seleccionar e publicar num dos próximos números da nossa revista. O e-mail dele é MPMarques@montepio.pt mas atenção que ele na próxima semana está de férias 😉

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