As cores originais da capa de Tex nº 640

Por José Carlos Francisco

Claudio Villa, um verdadeiro pard de Tex

No próximo mês de Fevereiro, mais precisamente no dia 7, a Sergio Bonelli Editore irá publicar a edição número 640 de Tex, intitulada “L’isola della nebbia” (“A ilha da neblina“) que contém a última parte da história El Supremo, escrita por Mauro Boselli e desenhada por Maurizio Dotti e a parte inicial de uma aventura desenhada por Alfonso Font e igualmente escrita por Mauro Boselli e que é baseada num jovem assassino que consegue fazer evadir numa fuga sangrenta de Yuma um outro jovem prisioneiro.

A capa, tal como todas posteriores ao número 400, é da autoria do conceituado desenhador Claudio Villa, capa essa que divulgamos hoje aqui no blogue do Tex acompanhada da capa original pintada pelo próprio Claudio Villa tal como temos feito com alguma regularidade devido à gentil cortesia de Villa que nos tem dado a conhecer nos últimos tempos as suas cores originais das capas que vai produzindo para Tex.

Nestas capas e cores que temos dado a conhecer com alguma regularidade aos nossos leitores aqui mesmo no blogue português do Tex elas têm gerado um grande número de comentários e na esmagadora maioria dos casos é considerada pelos fãs e coleccionadores do Ranger como sendo infinitamente superior a colorização original do Maestro italiano em relação à colorização digital realizada na Sergio Bonelli Editore, mas com relação a esta capa divulgada hoje (Tex nº 640), qual a sua opinião, caro leitor?

(Para aproveitar a extensão completa das imagens, clique nas mesmas)

10 Comentários

  1. Li em uma aventura recentemente que Tex sempre carrega consigo uma troca de roupas em seu cavalo.

  2. Sobre a camisa amarela de Tex, no começo não era amarela, muitas capas apresentavam vermelha, marrom, etc.
    Existe alguma postagem explicando o motivo para se padronizar com amarela?

    • De facto no início Tex não vestia somente camisa amarela, aliás a vermelha (mas não só) também contabilizava muitas presenças nas capas, mas os responsáveis de Tex para que todos pudessem identificar de imediato o nosso Ranger resolveram padronizar (uma espécie de trajo oficial) a cor da camisa e acabou então ficando definitivamente eleita a cor amarela.

  3. Eu já vou contra todos por aqui, gostei mais da arte digital, parece quase algo 3D, tudo tem que evoluir, achar que tudo que foi feito nos últimos 30 anos basta, é não querer ver que o novo pode melhorar ainda mais um trabalho.

  4. Eu sempre afirmei que prefiro as cores das capas originais, ou sejas, aquelas de Claudio Villa. Eu sei da tradição da SBE quanto à colorização das capas texianas, contudo fica muito mais bonito com o colorido do notório desenhista e capista do Ranger mais temido Oeste.
    Em “Tex” Nº 640 “L’isolo della nebbia” (“A Ilha da Neblina“) nota-se que a política editorial da SBE tem cedido um pouco à arte de Claudio Villa: excetuando a camisa suada, as cores ficaram quase idênticas.

  5. Assino embaixo o que o amigo Felipe disse, realmente é um crime não publicar o Trabalho original do Villa, com isso TODO o seu TALENTO fica oculto, na minha opinião a Bonelli deveria estudar a condição de publicar o original, Zeca na Itália não se comenta sobre isso?

    Um Abraço.

    Nei Campos.

    • Sim, na Itália também tem havido alguma polémica com a colorização das capas, porque a larga maioria dos leitores prefere as cores originais, mas o próprio Claudio Villa “explica”o porquê do tratamento dado pela SBE às suas capas. Eis as palavras do Claudio Villa:

      «As capas de Tex devem respeitar uma tradição bem consolidada no tempo (embora a cada nova tento maliciosamente agir ousando fazer incidir as luzes e sombras sobre a camisa de Tex). Recordo os originais de Galep, cujas indicações para as cores eram sugeridas com gizes de cera e a cor era espalhada uniformemente variando somente a escolha da cor: o amarelo era amarelo, o azul era azul, o verde era verde. Porque a impressão de então não permitia o uso de matizes e dos tons. As cores eram tintas lisas.

      Hoje a tecnologia permite-nos novas possibilidades, mas uma colorização “imersiva” tipo Marvel quebraria demais o “discurso” da história de Tex. Por isso é necessário ir por etapas. Eu, por mim, continuo a pensar colorir, dar indicações de cor segundo a minha visão. Mas não posso pretender que a “história da imagem de Tex” mude assim tão profundamente.

      Algo aconteceu no passado recente: algumas vezes o céu foi digitalizado e reproduzido na capa da revista tal como eu o tinha colorido, mas recordo que na camisa de Tex, por exemplo, eu sempre tive em mente que deve ser uniformemente amarela sem sombras e luzes. É uma espécie de “marca registada”. Com efeito, vendo as capas de Galep a composição de “amarelo-azul” está quase sempre presente com Tex muitas vezes enquadrado de corpo inteiro.

      Por outro lado no entanto o tempo, também a respeito do uso da imagem na sua valência expressiva, mudou. Hoje a linguagem expressiva tem à sua disposição muitos mais nuances. A política da editora portanto é de evoluir progressivamente, lenta, mas inexorável, na direcção de novas linguagens, mais actuais. Contando que Tex é assim tão amado por leitores de vários extractos culturais e idades, é uma operação muito delicada, que dá muitas preocupações de cada vez.

      Provavelmente também eu faço mal, tornando públicas as minhas cores. Talvez me conviesse não fazê-lo para não gerar estas “discussões”.»

  6. Na digital perde-se todos os efeitos de sombra como os aplicados na camisa do Tex.
    Só achei um pouco estranho o chapéu do lado esquerdo está reto e no direito dobrado.

    Ps: Qual a explicação da Bonelli para não usar a colorização manual? Uma editora tão tradicional optar por colorização por computador…

  7. Mais uma vez, a pintura feita por Claudio Villa se mostra superior à feita digitalmente. Aliás, é quase um crime a arte integral deste fabuloso artista não ser publicada sem nenhum tipo de retoque, pois é de uma beleza única.

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