Antevisão Almanacco del West 2008, desenhado por Franco Devescovi

O blogue português do Tex, divulga em nova antestreia, 2 páginas de uma história de Tex, intitulada “La palude nera“, integrada no Almanacco del West 2008, a ser lançado pela Sergio Bonelli Editore no próximo dia 23 de Janeiro.
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Almanacco del West 2008Argumento e roteiro de Pasquale Ruju, com desenhos de Franco Devescovi, que se estreia no mundo de Tex Willer e capa de Claudio Villa.
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Entre o louco Dumont e o ex-caçador de recompensas Cannon intromete-se Tex, decidido a evitar que o sangue corra…

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No Sul do Texas, nas vizinhanças de Corpus Christi, move-se a quadrilha de Daniel Dumont, um patife evadido do manicómio criminal. O louco planifica os seus movimentos consultando as suas fieis cartas de tarot e são elas que o guiam no caminho da vingança: Hannibal Cannon deve morrer! Cannon é um ex-caçador de recompensas que, juntamente com Tex tinha contribuído para prender Dumont. Agora os três adversários estão para reencontrar-se…

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Franco Devescovi - Prancha AFranco Devescovi - Prancha B

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(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)
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Passemos agora ao novo desenhador da saga de Tex…
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Franco DevescoviT
emos uma certa relutância em definir como “novo” um autor que já faz parte da história da banda desenhada italiana nos últimos quarenta anos.

Por um estranho acaso, na mais completa revista italiana não profissional que se ocupa da banda desenhada, Ink, o director editorial Paolo Telloli dedica-lhe uma longa e documentada entrevista que começa precisamente assim: “Presente na banda desenhada desde 1970, Franco Devescovi é um dos mais válidos desenhadores italianos. Procurado por diversas editoras italianas, passou por diversos géneros produzindo sempre pranchas de elevada qualidade. Depois de um parêntese de alguns anos dedicados à pintura retornou à banda desenhada e nestes últimos tempos está dedicando-se a Tex…”. Em suma, como agora viram, uma vez mais, para encontrar um ulterior “lápis” para juntar à já aguerrida esteira de prossecutores de Aurelio Galleppini, Sergio Bonelli não precisou atravessar os Alpes ou o Oceano, mas sim estar atento a um gabinete situado ao lado do seu.

Desde há dezassete anos, com efeito, na secretária “habitada” por Alfredo Castelli pousam as páginas de Martin Mystère realizadas por Devescovi. O seu clássico preto & branco tinha despertado a atenção de Sergio Bonelli, desde os tempos em que havia visto os seus primeiros trabalhos realizados para o “Intrepido”, um semanário publicado pela editora Universo, que, por decénios, constituiu o chefe de fila do mercado editorial italiano no quesito da banda desenhada. Atento e paciente como era no início da sua vida profissional, Sergio Bonelli, seguiu com curiosidade a passagem de Devescovi a um outro baluarte histórico do mercado editorial italiano, como era o Corriere dei Ragazzi que naquela época, podia gabar-se de apresentar nas suas páginas os maiores desenhadores italianos, de Dino Battaglia a Mario Uggeri, de Sergio Toppi a Ferdinando Tacconi, de Aldo Di Gennaro a Hugo Pratt.

E seguiu também em 1976, quando Devescovi (de quem vêem acima um auto-retrato) retornou à editora Universo, desenhando por anos personagens como Billy Bis, Cristal, Comissário Norton e Black Rider. Dado que as vias dos quadradinhos não são infinitas – e antes ou depois todos os profissionais desta área acabam por se encontrar um dia –  em 1990 apresentou-se a ocasião de Sergio Bonelli convidá-lo para fazer parte do grupo de autores da Via Buonarroti.

Tex de Franco DevescoviUma trintena de álbuns de Martin Mystère, três de Zagor e um de Mister No representam uma espécie de “exame” antes que decidissem, de comum acordo, de enfrentar a empenhada prova constituída pelo mundo do Tex (a este propósito, mostramos aqui ao lado uma pequena prova do seu trabalho). Por ser um veterano profissional, Franco Devescovi levou muito a sério o novo desafio. Tanto é verdade, que sempre roubando aos colegas da Ink algumas declarações da entrevista já citada, disse: “Por agora devo pensar somente em Tex. Devo empenhar-me completamente e tornar o meu traço mais rápido. As histórias western sempre me deram muito prazer, mas depois de tantos anos desenhando ambientações modernas, acabei me tornando lento, estou um pouco enferrujado. Devo encontrar a mão e a rapidez dos tempos de Black Rider”.

Estas palavras demonstram o grande profissionalismo do desenhador triestino, que esperamos, se afeiçoe a Tex Willer, como já sucedeu no passado com o herói de Castelli, no confronto dos quais deixou também à revista Ink um verdadeiro e próprio tributo de amor: “Amei sinceramente o Bom e Velho tio Marty e o amo ainda. Creio, ou melhor, foi a única personagem, entre tantas em que eu meti as mãos, que suscitou em mim um tal sentimento”.

Agradecemos à organização do XVI Salão Internacional de Moura, o MouraBD2007, por ter permitido a obtenção das fotografias, durante a exposição dedicada à nova vaga dos desenhadores de Tex Willer.

4 Comentários

  1. E’ un miracolo!!!!!!
    Tex che tiene in mano una sigaretta per ben UNA pagina!!!
    Chi le sente adesso le dame della lega per la temperanza?
    Tombstone

  2. Tempi che cambiano: nei primi piani il volto di Tex è molto simile a come lo disegnava Muzzi prima dei faccioni di Galep…
    Tommaso

  3. Comunque mi sembra un Tex duro e forse un po’ troppo serioso.

    Nel complesso non mi dispiace
    Adrenalina

  4. Immagini stupende, Tex ha l’aria da duro. I disegni mi ricordano un pò, sbaglierò, Bruno Brindisi da me molto amato.
    Davis

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