A capa de Almanacco del West 2014, “I rapitori”

Por José Carlos Francisco

O Almanacco del West 2014, com lançamento previsto na Itália para dia 24 de Janeiro do próximo ano e que trará a história de Tex intitulada “I rapitori” (“Os sequestradores“), aventura escrita por Tito Faraci e desenhada por Orestes Suarez (na sua segunda incursão na saga de Tex, depois de já ter publicado em 2010 uma história do Ranger passada em Cuba, para a série Tex Gigante) e onde Claudio Villa uma vez mais é o autor da capa é a edição cuja capa damos a conhecer hoje na sua versão original (cores do próprio Claudio Villa) e na versão final da editora Bonelli:

Desenho original da capa do Almanacco del West 2014 colorida por Claudio Villa

Capa de Almanacco del West 2014

A propósito da diferença verificada entre a colorização manual de Claudio Villa e a colorização digital realizada na SBE e que na esmagadora maioria dos casos é considerada pelos fãs e coleccionadores do Ranger como sendo nitidamente inferior a colorização final, Claudio Villa confidencia que «As capas de Tex devem respeitar uma tradição bem consolidada no tempo (embora a cada nova tento maliciosamente agir ousando fazer incidir as luzes e sombras sobre a camisa de Tex). Recordo os originais de Galep, cujas indicações para as cores eram sugeridas com gizes de cera e a cor era espalhada uniformemente variando somente a escolha da cor: o amarelo era amarelo, o azul era azul, o verde era verde. Porque a impressão de então não permitia o uso de matizes e dos tons. As cores eram tintas lisas.

Hoje a tecnologia permite-nos novas possibilidades, mas uma colorização “imersiva” tipo Marvel quebraria demais o “discurso” da história de Tex. Por isso é necessário ir por etapas. Eu, por mim, continuo a pensar colorir, dar indicações de cor segundo a minha visão. Mas não posso pretender que a “história da imagem de Tex” mude assim tão profundamente.

Algo aconteceu no passado recente: algumas vezes o céu foi digitalizado e reproduzido na capa da revista tal como eu o tinha colorido, mas recordo que na camisa de Tex, por exemplo, eu sempre tive em mente que deve ser uniformemente amarela sem sombras e luzes. É uma espécie de “marca registada”. Com efeito, vendo as capas de Galep a composição de “amarelo-azul” está quase sempre presente com Tex muitas vezes enquadrado de corpo inteiro.

Por outro lado no entanto o tempo, também a respeito do uso da imagem na sua valência expressiva, mudou. Hoje a linguagem expressiva tem à sua disposição muitos mais nuances. A política da editora portanto é de evoluir progressivamente, lenta, mas inexorável, na direcção de novas linguagens, mais actuais. Contando que Tex é assim tão amado por leitores de vários extractos culturais e idades, é uma operação muito delicada, que dá muitas preocupações de cada vez.

Provavelmente também eu faço mal, tornando públicas as minhas cores. Talvez me conviesse não fazê-lo para não gerar estas “discussões”.»

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

5 Comentários

  1. Fora copiar o nome do meu xará, acima, vou copiar também sua fala: “simplesmente genial este desenho de Villa“. Pena a capa perder partes tão belas de seu desenho original…

  2. Nei Teixeira,
    parte do desenho está na contracapa do álbum.
    Para mim, a colorização de Claudio Villa é muito mais bonita do que aquela da SBE, cuja mudou até a cor do cavalo…

  3. Oi Afrânio, Oi Moreira!
    Se o desenho foi feito considerando esta possibilidade (capa e contracapa), menos mal. De qualquer forma também concordo que a colorização de Villa é melhor que a versão impressa, certamente em detrimento dos aspectos comerciais. Feliz 2014 prá todos vocês!

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