Venha ao Salão de Viseu e ganhe um original de Tex made by Venturi

junho 24, 2013

Venha ao Salão de Viseu e ganhe
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um original de Tex made by Venturi

Por José Carlos Francisco (texto) e James Western (fotos)

O XVIII Salão Internacional de Banda Desenhada de Viseu, a realizar em Agosto próximo, trará, como já foi anunciado AQUI no blogue português do Tex, o conceituado desenhador italiano ANDREA VENTURI a Portugal.

Para além da sua presença e de se poder apreciar uma sua mostra pessoal onde estarão expostas, pela primeira vez fora de Itália, páginas do seu Tex Gigante (o nº 28, “Os pioneiros“, publicado neste último dia 21 de Junho na Itália, uma história épica de caravanas e pioneiros, em viagem rumo ao Oeste, com a participação dos 4 pards, escrita por Mauro Boselli) também será uma excelente oportunidade para quem se deslocar, no fim de semana de 10 e 11 de Agosto, ao evento viseense de conhecer pessoalmente e conviver com um dos mais talentosos desenhadores do staff de Tex e de poder também ganhar um belíssimo desenho original de Tex feito na hora pelo autor italiano, como ganharam por exemplo, nesta última sexta-feira, em Itália, os seus fãs e admiradores que se deslocaram à Livraria Alessandro, em Bolonha, para assistir ao lançamento da sua obra, como mostramos de seguida, graças às fotos de James Western, texiano italiano que teve o privilégio de participar neste evento italiano que contou com a presença do próprio Andrea Venturi:

Para conseguir um tesouro original de Tex (ou dos demais pards) para a sua colecção não deixe de comparecer em Viseu nos dias 10 e 11 de Agosto

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As Leituras do Pedro: Tex Ouro #61

junho 23, 2013

As Leituras do Pedro*

Tex Ouro #61:
O Bando dos Irlandeses
Mauro Boselli
(argumento)
Carlo Marcello
(desenho)
Mythos Editora
(Brasil, Julho de 2012)
135 x 175 mm, 330 p., pb, brochado
R$ 19,90 / 10,00 €

Suponho que uma das razões para as novas gerações não terem sido cativadas pelo western – a par de ser um género (literalmente) parado num tempo que lhes soa distante – é o facto de não terem – logicamente… – as referências e o conhecimento da mitologia com ele relacionadas, que outras gerações assimilaram.

Por isso, também – a par da diminuição global do número de leitores tout court – Tex luta com o decréscimo regular dos seus seguidores.

Esta história – que a título de curiosidade se pode dizer que foi a primeira que a Mythos editou no Brasil, quando “herdou” os direitos das publicações Bonelli da Globo – tem uma base que permite contornar a questão atrás descrita e chamar a atenção de quem normalmente passa ao lado das aventuras do ranger.

Boselli situa o seu início na Irlanda e associa alguns dos protagonistas ao IRA – o Exército Republicano Irlandês, mais mediático na época – 1997 – em que a história foi originalmente publicada.

O argumento de Boselli, como habitualmente, é denso e bem urdido, pois a par do já descrito, explora o “estado” revolucionário da Irlanda e do México e igualmente o passado de Tex e Kit, fazendo aquele encontrar um amigo de adolescência, a quem quase seguiu para se tornar fora-da-lei. E a quem agora tem a missão de prender, bem como aos seus companheiros – o tal bando dos irlandeses que dá título à narrativa.

Para isso terá de se embrenhar num México (sempre) conturbado pelas revoluções, enfrentar tanto o exército local quanto os rebeldes e reencontrar Montales, num final épico que apresenta um dos mais longos e sangrentos tiroteios que Tex Willer já viveu. E a que não falta um final com um invulgar tom trágico, pouco habitual na série.

A par de um argumento em crescendo, que prende pela aventura em si e pelas ramificações que vão sendo introduzidas para estruturar uma história consistente e com diversas surpresas e inflexões, “O Bando dos Irlandeses” conta com o traço realista, rigoroso e pormenorizado de Marcello que, mesmo não sendo nada beneficiado pela impressão, consegue brilhar a bom nível em especial na (longa e) dinâmica sequência final.

O que, tudo junto, faz desta banda desenhada – actualmente nas bancas portugueses – uma boa opção para quem quiser (re)descobrir o western.

.*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro (http://asleiturasdopedro.blogspot.com/).

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Póster Tex Nuova Ristampa 213

junho 22, 2013

Póster Tex Nuova Ristampa 213

Nesta ilustração nocturna de Claudio Villa vislumbramos Tex Willer, protegido por uma pedra alta na margem de um rio mexicano situado junto ao Monastério de San Felipe, prestes a surpreender o jovem soldado mexicano Sebastian que estava enchendo o seu cantil.

Desenho INÉDITO no Brasil e inspirado na história “Omicidio a Corpus Christi”, de Claudio Nizzi e Fabio Civitelli (Tex italiano #304 a #307).
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Texto de José Carlos Francisco

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Tex (e o velho camelo) de férias na praia, com votos de BOAS FÉRIAS

junho 21, 2013

Tex (e o velho camelo) de férias na praia
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com votos de BOAS FÉRIAS

Por Giancarlo Malagutti
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Neste dia 21 de Junho, o 172º dia do ano no calendário gregoriano e que assinala o início do Verão no hemisfério norte, o consagrado autor italiano de banda desenhada, Giancarlo Malagutti, resolveu brindar, numa arte rigorosamente exclusiva para o blogue português do Tex, os nossos leitores com um simpático, divertido e de certa forma inusual, desenho de Tex e do velho camelo Kit Carson à beira-mar numa praia tranquila, aproveitando as temperaturas elevadas e os dias longos deste período, com votos de boas férias para Tex, seus pards e também para todos os nossos leitores que desfrutarão certamente de umas férias neste Verão que se inicia então hoje!

Tex e Kit Carson de férias à beira-mar, numa arte de Giancarlo Malagutti

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Vídeo: Sergio Bonelli – Um ano depois

junho 20, 2013

Vídeo: Sergio Bonelli – Um ano depois

Em Setembro de 2012 decorria um ano do anúncio do repentino e inesperado falecimento de Sergio Bonelli, mais do que um editor, um dos patriarcas do mundo da banda desenhada italiana e as homenagens sucediam-se um pouco por todo o mundo, inclusive aqui no blogue do Tex e hoje vamos dar a conhecer mais uma grande e especial homenagem dedicada a Guido Nolitta (o seu pseudónimo nas vestes de autor) realizada em Roma, no Teatro Sala Umberto onde entre recordações e saudades foi apresentado um importante documentário realizado pelo realizador Giancarlo Soldi: Come Tex Nessuno Mai.

No emocionante e maravilhoso vídeo realizado por Cristiano Minichiello/AGF para a Repubblica TV que mostramos de seguida, podemos então através de entrevistas realizadas por Luca Raffaelli a Mauro Marcheselli, Giancarlo Soldi, Michele Masiero e Armando Traverso, para além das fantásticas imagens do local onde inclusive estavam expostas várias homenagens a Sergio Bonelli, ver como foi celebrado, em Roma, o mito de um homem de bem que amava o seu trabalho e os seus heróis, um homem de grande carisma e de extrema simpatia e que amava o seu mundo, o nosso mundo, da banda desenhada!

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Entrevista com o fã e coleccionador: Moacir Rodrigues de Sousa Junior

junho 19, 2013

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Moacir Rodrigues de Sousa Junior: Nasci em Setembro (mesmo mês em que Tex passou a ser publicado na Itália) de 1971 (mesmo ano em que o Ranger começou a ser publicado no Brasil, pela saudosa Editora Vecchi), no Nordeste do Brasil, no Estado do Maranhão, numa cidadezinha chamada Igarapé Grande (cerca de 11.000 habitantes).
Sou funcionário público municipal (no sector da Assistência Social), mas, de vez em quando, sou contratado como professor nas redes estaduais ou particulares, pois sou licenciado em Matemática e bacharelado em Teologia. Nas horas vagas sou escritor, blogueiro e pesquisador sobre temas sobrenaturais, místicos e teológicos, com ênfase em literaturas apocalípticas e enigmas numéricos e históricos. E, em meio a tudo isso, sempre encontro um tempo para ler ou reler (talvez pela centésima vez) uma aventura do Águia da Noite.

Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada?
Moacir Rodrigues de Sousa Junior: Começou por algumas revistas da Disney, depois conheci umas personagens da Marvel (Capitão América, Hulk, etc.), mas fiquei entusiasmado mesmo foi quando li o primeiro Tex.

Quando descobriu Tex?
Moacir Rodrigues de Sousa Junior: Fiquei fascinado pelas histórias do destemido Ranger quando li “Terror no rio Sonora, #31, Ed. Vecchi”. Eu tinha entre 10 e 11 anos. Logo em seguida, chegou às minhas mãos a clássica “El Morisco” (na época da Vecchi: O Bruxo Mouro, O mistério das pedras venenosas e a Caverna do vale dos gigantes, os números 40, 41 e 42, respectivamente). Não havia nenhum jornaleiro em nossa região. As revistas eram raras, e quando surgia uma parecia que alguém tinha descoberto um diamante. Além dessa dificuldade havia ainda os problemas financeiros. Eu e outros amigos ficávamos à espera que algum amigo “rico” comprasse a revista em suas viagens às “cidades grandes” e compartilhasse com a gente depois. Em razão dessas dificuldades muitas vezes a gente inventava as próprias histórias de Tex, fazia os desenhos e ficava passando de mãos em mãos. Por essa época passei a gostar de desenhar também. De tanto “cobrir” os desenhos de Tex, aprendi a desenhar pessoas, cavalos, casas, etc. Eu e meus amigos inventamos algumas personagens de faroeste e criamos algumas histórias. Quando aparecia um Tex “novo”, era uma festa. Se a história era incompleta e ninguém sabia quando apareceria a continuação, a nossa imaginação corria solta, tentando imaginar a conclusão da aventura.

Porquê esta paixão por Tex?
Moacir Rodrigues de Sousa Junior: Não é fácil explicar. Talvez seja aquele velho desejo por justiça que está enraizado no ser humano. Tex Willer é uma personagem que atrai por várias razões: A lealdade para com os amigos, o senso de justiça, um herói que não faz acepção de pessoas por causa da raça. As partes que sempre me emocionam nas histórias são aquelas em que o nosso herói é mostrado como o melhor amigo dos índios. Quando, para defender os direitos dos seus amigos peles-vermelhas, Águia da Noite está disposto até a lutar contra o governo dos Estados Unidos. E isso produz um grande e reverente respeito entre os índios. É exactamente essa reverência quase mística que os índios têm por Tex que me encanta. Uma das cenas inesquecíveis é um diálogo entre um caçador de recompensas e um dos seus aliados índios. Quando o caçador revela que a sua próxima caça é Tex, o índio (que sempre ajudava na caçada) imediatamente dá o aviso:
- Nunca atravesse o caminho de Águia da Noite, e que seu sangue nunca toque suas mãos, porque teria vida muito breve.
O caçador fica espantado com a reacção do amigo índio. E este explica:
- O nome de quem matar Águia da Noite passará pela boca de guerreiros navajos, mescaleiros, chricahuas e tontos e muitos outros: muitas mãos pegarão espingardas, facas e escudos de guerra. Muitos tambores cantarão… muitas nuvens de fumaça regarão o céu desde as terras altas dos navajos às montanhas de chiricahua… e não haverá mais paz até que o matador de Águia da Noite termine de berrar no pau de tortura, ou que sua cabeça plantada em buraco não estiver cheia de formigas vermelhas.
O caçador, pálido e assustado diz:
- Sabia que Tex Willer era amigo dos índios, mas não a esse ponto.
Aí o índio arremata:
- Ugh! Você meu irmão, mas se tocar Águia da Noite, você homem morto! (Trechos retirados da história “Em nome da lei”, número 108, Ed. Vecchi).

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Moacir Rodrigues de Sousa Junior: Existem muitas diferenças. Algumas delas são: as histórias são muito realistas (com excepção daquelas envolvendo feitiçaria e coisa do tipo); os bandidos apresentados (especialmente os “respeitáveis cidadãos”) são muito parecidos com os da actualidade; as tramas que envolvem políticos (principalmente aquelas que envolvem Washington, políticos sujos tentando tirar os índios de suas terras, para se apossarem do ouro, etc.) também são muito actuais. É sempre emocionante quando uma história apresenta o típico “dono da cidade”, que se acha o dono do mundo, que oprime e persegue os mais pobres, mas que, de repente, encontra-se com o famoso punho de Tex (ou com os seus famosos colts 45).
Nos dias actuais (especialmente no Brasil), sempre que lemos na imprensa sobre um novo desvio de dinheiro público, uma nova fraude na educação ou saúde, lembramos do intrépido justiceiro chefe dos navajos e desejamos, no íntimo, que surja alguém desse tipo para colocar ordem e justiça em nossas cidades. Isso sem falar das vezes em que sonhamos nós mesmos nos transformando em Tex Willer e fazendo justiça. Lembro de um amigo que, sempre que vê uma injustiça sendo cometida em nossa cidade, exclama: Ah, se aparecesse um Tex por aqui para acabar com a raça desses canalhas!

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Moacir Rodrigues de Sousa Junior: Pela minha mais recente contagem, tenho 403 revistas (de todas as séries publicadas no Brasil, porém nenhuma completa).  O número mais antigo que possuo é o número 7 (Drama na Pradaria, da edição brasileira publicada pela editora Vecchi).
Quanto à mais importante, na verdade, não é possível citar apenas uma. Permita-me apresentar pelo menos três:
1 – Apesar de não possuir a primeira revista de Tex que eu li (até porque era somente emprestada), tenho a mesma edição original dela: Terror no rio Sonora, número 31, Editora Vecchi, Novembro de 1979, 2.ª edição.
2 – Outra que também guardo com muito cuidado é o número 124 da Editora Vecchi, Mesa dos Esqueletos, 1.ª edição, Junho de 1981. Explico a razão: Foi a primeira revista de Tex que o meu falecido pai comprou para mim, em 1981, e ele faleceu no ano seguinte. Mas não possuo a mesma revista que ele comprou, apenas uma cópia da mesma edição.
3 – A Noite dos Assassinos, número 58, Editora Vecchi, Outubro de 1981, 2.ª edição. Como nos casos anteriores, infelizmente não possuo a mesma revista, mas somente uma cópia da mesma edição (faltando várias páginas no meio).

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Moacir Rodrigues de Sousa Junior: Apesar do progresso ter chegado por aqui também, é incrível como em nossa pequena cidade temos TV a cabo, Internet, redes de telemóveis (no Brasil: celulares), mas nenhuma banca de jornais e revistas. Durante muitos anos a banca de jornais mais próxima ficava a 36 km, numa cidade vizinha. Era lá que comprávamos (quando podíamos) as nossas revistas de Tex. Funcionava desde os anos 70. Mas, há cinco ou seis anos, parou de vender revistas. Nossas opções agora são comprar pelos correios ou quando viajamos à capital (300 km). A minha colecção actualmente está recheada de edições novas (Editora Mythos) graças à bondade de um irmão que mora em São Paulo. Sempre que pode ele compra várias revistas e envia para mim. Os tempos são outros. Antigamente faltavam revistas, mas não leitores. Hoje, infelizmente, tenho bastante revistas, mas são poucos os que se interessam em lê-las. Agora, respondendo à pergunta inicial: Colecciono apenas os livros do Ranger, mas possuo (em VHS e DVD) o único filme de Tex.

Qual o objecto Tex que mais gostava de possuir?
Moacir Rodrigues de Sousa Junior: Como na minha época até as revistas eram difíceis de se conseguir, todas as que chegavam em minhas mãos tornavam-se verdadeiras preciosidades. Coisas como póster, bonecos e músicas de Tex não eram possíveis.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Moacir Rodrigues de Sousa Junior: História favorita? Bem, é difícil escolher. Certamente as três mencionadas anteriormente (Terror no rio Sonora, Mesa dos Esqueletos e A Noite dos Assassinos) são as minhas histórias favoritas. E não somente pelas razões emocionais que eu citei, mas tenho observado entre os leitores brasileiros que A Noite dos Assassinos é uma das preferidas deles. A Editora Mythos criou uma série especial (Edição Especial de Férias), para republicar as mais pedidas pelos leitores e foi inaugurada justamente com A Noite dos Assassinos. É uma excelente história, e tive muita sorte em tê-la lido na minha adolescência (uma das últimas compradas pelo meu pai). Porém, é claro que não posso deixar de citar “El Muerto”, “El Morisco (a saga das misteriosas pedras verdes), e a famosa saga do mescaleiro Lucero. Vejam como é difícil citar “a favorita”, pois eu teria que mencionar também todas as histórias que envolvem o velho Mefisto e seu digno filho Yama.
Desenhador mais apreciado? No passado é impossível não citar o grande Galep. Mas eu também sempre apreciei o Ticci (duas das histórias que eu citei anteriormente, ligadas à minha adolescência, foram desenhadas por ele). Na actualidade tem muita gente boa e fica difícil escolher o melhor. Mas vou destacar Villa, Civitelli e também o grande Jesús Blasco.
O argumentista mais apreciado? É preciso dividir em dois tempos: Bonelli (pai) no passado, e Nizzi, na actualidade. É claro que é impossível não citar Boselli.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Moacir Rodrigues de Sousa Junior: O que me agrada mais é o sexto sentido do Ranger em conhecer as pessoas, e, principalmente, ao detectar o lado bom delas (quando há). Sempre que se depara com um bandido do tipo que tem problemas de consciência e parece procurar a redenção, Tex costuma detectar isso e procura meios de dar uma segunda chance ao facínora. É sempre emocionante quando antigos inimigos tornam-se amigos. Uma cena inesquecível é o final da história “O resgate de Devlin” (número 267, na edição brasileira). Tex e seu antigo inimigo capitão Drake (vulgo Barba Negra) estão jantando na mesma mesa, e ao lado de seus amigos. Tex faz algumas provocações ao Barba Negra, mas na última vinheta todos estão sorridentes e Tex brinda dizendo:”À regeneração de um velho pecador!
O que me agrada menos em Águia da Noite? Difícil dizer. Certamente ele tem seus pontos negativos, mas os positivos são tantos que não nos permitem lembrar dos contrários.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Moacir Rodrigues de Sousa Junior: São muitos os factores: argumentos e roteiros bem escritos, heróis cativantes (e vilões também), altos valores da Humanidade presentes nas personagens (honestidade, justiça, amizade, bravura, luta pela liberdade, respeito a todas as raças, etc.). Podemos destacar também o aspecto conservador e imutável. O Tex dos anos 70 continua o mesmo, com os mesmos valores morais, diferentemente de outras personagens dos quadradinhos que passam por várias metamorfoses (morrem, ressuscitam, mudam de lado, tornam-se rebeldes, mudam até de uniforme, etc.). Apesar das histórias melhorarem com o tempo, mais bem escritas, roteiros mais estruturados, Tex não muda. Seu senso de justiça, seus métodos para estabelecer a justiça onde não tem, seus conceitos em relação aos “bandidos de colarinho branco” e seu modo de tratar esses corruptos são os mesmos desde sempre.
Muitas séries da TV se estragaram com o passar dos anos porque mudaram tanto a personagem que ela ficou irreconhecível. Com Tex isso não acontece. Mesmo mudando de argumentista, ainda que cada um apresente um Tex pelo seu ponto de vista, os elementos básicos das histórias permanecem inalteráveis. E o carácter das personagens também. Quem leu Tex pela última vez nos anos 80 e voltou a ler recentemente, pode até ter estranhado os desenhos, mas logo vai reconhecer que seu herói e seus amigos continuam os mesmos.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Moacir Rodrigues de Sousa Junior: Não, apenas compartilho revistas com uns quatro amigos em minha cidade (dois deles são texianos antigos e dois, os mais jovens do grupo, são leitores há pouco tempo). Mantenho contacto com coleccionadores de outras cidades apenas via Internet.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Moacir Rodrigues de Sousa Junior: Espero que tenha ainda uma longa cavalgada pela frente. Infelizmente existe um certo preconceito contra os quadradinhos italianos. A juventude hoje está muito viciada nos quadradinhos coloridos dos super heróis da Marvel e DC Comics, sem falar dos mangás japoneses. É raro encontrar (pelo menos no Brasil) jovens lendo Tex. Talvez se o Ranger fosse mais televisivo, isto é, se existissem séries na TV ou algum filme de vez em quando sobre ele, o interesse por suas histórias poderia ser despertado entre o público juvenil. É sabido que o brasileiro aprecia mais TV e cinema do que livros. Se uma personagem sai na TV ou no cinema e logo aparece um livro a respeito, esgota-se em pouco tempo. Como parece não existir nenhum projecto de Tex para a TV ou para a telona (desconheço qualquer interesse dos editores italianos a respeito), o futuro do Ranger parece ser nebuloso. Mas torço para estar errado.
Uma frase de Tex sempre me vem à mente quando me encontro diante de uma situação ou notícia triste: “Em breve surgirão auroras mais radiosas, irmão.” (O Grande Rei, versão da Ed. Vecchi) ou: “Jornadas mais radiosas surgirão em breve, irmão.” (versão da Ed. Mythos). Dedico esta frase a todos os texianos (especialmente àqueles que estão diante de algum fracasso ou sonho destruído).

Prezado pard Moacir Rodrigues de Sousa Junior, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

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José Carlos Francisco e Tex numa homenagem de José Gustavo Amarante

junho 18, 2013

Auto-retrato de José Gustavo Amarante

Hoje no blogue do Tex damos a conhecer uma homenagem de José Gustavo Rodrigues Amarante, fervoroso fã brasileiro das personagens da Sergio Bonelli Editore, de 18 anos e morador na zona rural do município de Machadinho D’Oeste que se situa no interior do Estado de Rondônia.

José Gustavo Rodrigues Amarante lê as revistas de Tex há aproximadamente 7 anos e também gosta de desenhar e já sonhou algumas vezes estar entre as fileiras dos desenhadores da Casa Bonelli mas sabe que o caminho é longo e tem muito o que aprender, mas cá para nós, o jovem pard com jeito para o desenho tem um futuro promissor. Tem, obviamente, muito o que aprender e sabe que a caminhada é árdua mas também sabe que quanto mais exercita a sua arte mais se aproxima do seu objectivo!

E desta vez para além de um seu auto-retrato resolveu homenagear o pard português José Carlos Francisco, popularmente conhecido por Zeca, numa ilustração com a presença de Tex como podemos ver então de seguida:

José Carlos Francisco e Tex numa homenagem de José Gustavo Amarante

Para conhecer melhor a qualidade da arte do José Gustavo Rodrigues Amarante, não deixe de acessar o seu blogue onde poderá ver muitos outros excelentes desenhos. Para tal, basta clicar AQUI!

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Collezione storica a colori nº 175 – I mercenari

junho 17, 2013

Tex nº 175I MERCENARI


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