As valiosas carteiras de cromos de Tex

dezembro 30, 2013
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As valiosas carteiras de cromos de Tex

Por José Carlos Francisco

O coleccionismo é a prática que as pessoas têm de guardar, organizar, seleccionar, trocar e expor diversos itens por categoria, em função dos seus interesses pessoais e um dos itens com mais coleccionadores são os cromos.

Álbum e cromos italianos de Tex

Caderneta de cromos, álbum de cromos ou álbum de figurinhas, como dizem os nossos pards brasileiros, é uma publicação onde são colados os ditos cromos (o ritual de abrir as carteiras de cromos ajoelhado na alcatifa da “sala de visitas” e colá-los, foram momentos que ainda hoje recordo com satisfação). Tais álbuns tem reservado espaço para os cromos, sendo estes vendidos separadamente de forma aleatória em carteiras (booster stickers).

O passatempo de coleccionar cromos consiste em completar o álbum, comprando novos pacotes e trocando os cromos repetidos com outros coleccionadores. Há vários temas que podem ser abordados por colecções de cromos, como desportos, música, mundo animal, história e até personagens de banda desenhada, como é o caso específico que abordamos hoje: Tex Willer!

O álbum de cromos de Tex saiu na Itália no longínquo ano de 1979, cerca de trinta anos após o nascimento do Ranger e foi publicado pela editora Edyboy em colaboração com a Daim Press, actual Sergio Bonelli Editore.

A capa do álbum foi desenhada para a ocasião por Aurelio Galleppini no estilo Almanacco del West. Os cromos reproduzem várias vinhetas originais e histórias de Tex com a diferença de que foram coloridas para a ocasião. Naturalmente é um álbum que tem as suas virtudes, mas também os seus defeitos. É um produto que pertence a uma época, aquela dos cromos, que já não está tanto na moda entre os rapazes (e raparigas) de hoje. É no presente uma peça de colecção bastante raro e caro, mas igualmente valiosas são as duas carteiras de cromos de Tex (tanto na versão azul como na vermelha), que mesmo abertas (embora devendo estar obrigatoriamente em bom estado de conservação) chegam a ser negociadas na Itália por valores exorbitantes.

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Póster Tex Nuova Ristampa 222

dezembro 29, 2013

Póster Tex Nuova Ristampa 222

Nesta nova ilustração nocturna de Claudio Villa vemos num bosque próximo da Missão de Santa Rita Tex Willer, de binóculos em punho, na companhia de uma patrulha de “Rurales observando um bando de yaquis e comanches, mais precisamente os capachos de El Lobo, que conduziam uma manada roubada, com cerca de duas mil cabeças, que passava a poucas centenas de metros do bosque.

Desenho INÉDITO no Brasil e inspirado na história “Pista di morte”, de G. L. Bonelli e Fabio Civitelli (Tex italiano #319 a #321).
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Texto de José Carlos Francisco

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A homenagem de Bira Dantas a José Ortiz

dezembro 28, 2013

A homenagem de Bira Dantas a José Ortiz

Por Bira Dantas

Só posso dizer que acompanho o seu trabalho desde que vi a sua arte na saudosa Ebal nos anos 70.
A sua arte fez-me acompanhá-lo na revista Kripta.
Os álbuns europeus com os seus traços surpreenderam-me.
Segui amealhando os seus quadradinhos aqui e acolá.
Jayme Cortez havia me ensinado isso: seguir os Mestres verdadeiros.
Quando o vi desenhando o TEX, fiquei feliz.
Durante 45 anos os desenhos maravilhosos, luz e sombra cinematográficos e a arte-final perfeita de José Ortiz encheram-me os olhos.
Agora enchem-se de lágrimas, pois o que viria pela frente só poderá ser realizado em outro plano.
Vida longa ao Mestre José Ortiz!

A homenagem de Bira Dantas a José Ortiz

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Chegou o Almanaque Rocky Lane para 2014

dezembro 27, 2013

Chegou o Almanaque Rocky Lane para 2014

Já saiu, no Brasil, o Almanaque Rocky Lane para 2014, como nos velhos tempos, editado pelo Mestre Primaggio Mantovi, seu desenhador na Rio Gráfica Editora!

Primaggio Mantovi, José Carlos Francisco e Fabio Civitelli em São Paulo, 2010

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O desenhador e escritor ítalo-brasileiro (nascido na Itália em 1945 e radicado no Brasil desde 1954) Primaggio Mantovi lançou recentemente no Brasil, de forma independente, o Almanaque Rocky Lane, reeditando as histórias clássicas do famoso cobói norte-americano, publicadas originalmente nos anos de 1960, pela RGE.

Celebrado como mestre dos quadradinhos Disney, Primaggio começou a sua carreira em 1964, desenhando as aventuras de Rocky Lane, herói do cinema nos anos 40 do século passado.

Esta edição especial é completada pela biografia da clássica personagem, além de filmografia, cartazes e fotos dos filmes e capas das revistas estreladas por ele no Brasil, trazendo ainda artigos com depoimentos sobre a passagem de Primaggio pela RGE e o seu estilo de escrever roteiros e desenhar histórias e capas de revistas de banda desenhada.

Lançamento Almanaque Rocky Lane 2014

Uma edição verdadeiramente imperdível que pode ser adquirida contactando o próprio Primaggio Mantovi para o e-mail primaggio@gmail.com

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A capa de Almanacco del West 2014, “I rapitori”

dezembro 26, 2013

A capa de Almanacco del West 2014,
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I rapitori

Por José Carlos Francisco

O Almanacco del West 2014, com lançamento previsto na Itália para dia 24 de Janeiro do próximo ano e que trará a história de Tex intitulada “I rapitori” (“Os sequestradores“), aventura escrita por Tito Faraci e desenhada por Orestes Suarez (na sua segunda incursão na saga de Tex, depois de já ter publicado em 2010 uma história do Ranger passada em Cuba, para a série Tex Gigante) e onde Claudio Villa uma vez mais é o autor da capa é a edição cuja capa damos a conhecer hoje na sua versão original (cores do próprio Claudio Villa) e na versão final da editora Bonelli:

Desenho original da capa do Almanacco del West 2014 colorida por Claudio Villa

Capa de Almanacco del West 2014

A propósito da diferença verificada entre a colorização manual de Claudio Villa e a colorização digital realizada na SBE e que na esmagadora maioria dos casos é considerada pelos fãs e coleccionadores do Ranger como sendo nitidamente inferior a colorização final, Claudio Villa confidencia que «As capas de Tex devem respeitar uma tradição bem consolidada no tempo (embora a cada nova tento maliciosamente agir ousando fazer incidir as luzes e sombras sobre a camisa de Tex). Recordo os originais de Galep, cujas indicações para as cores eram sugeridas com gizes de cera e a cor era espalhada uniformemente variando somente a escolha da cor: o amarelo era amarelo, o azul era azul, o verde era verde. Porque a impressão de então não permitia o uso de matizes e dos tons. As cores eram tintas lisas.

Hoje a tecnologia permite-nos novas possibilidades, mas uma colorização “imersiva” tipo Marvel quebraria demais o “discurso” da história de Tex. Por isso é necessário ir por etapas. Eu, por mim, continuo a pensar colorir, dar indicações de cor segundo a minha visão. Mas não posso pretender que a “história da imagem de Tex” mude assim tão profundamente.

Algo aconteceu no passado recente: algumas vezes o céu foi digitalizado e reproduzido na capa da revista tal como eu o tinha colorido, mas recordo que na camisa de Tex, por exemplo, eu sempre tive em mente que deve ser uniformemente amarela sem sombras e luzes. É uma espécie de “marca registada”. Com efeito, vendo as capas de Galep a composição de “amarelo-azul” está quase sempre presente com Tex muitas vezes enquadrado de corpo inteiro.

Por outro lado no entanto o tempo, também a respeito do uso da imagem na sua valência expressiva, mudou. Hoje a linguagem expressiva tem à sua disposição muitos mais nuances. A política da editora portanto é de evoluir progressivamente, lenta, mas inexorável, na direcção de novas linguagens, mais actuais. Contando que Tex é assim tão amado por leitores de vários extractos culturais e idades, é uma operação muito delicada, que dá muitas preocupações de cada vez.

Provavelmente também eu faço mal, tornando públicas as minhas cores. Talvez me conviesse não fazê-lo para não gerar estas “discussões”.»

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Um feliz Tex Natal, por Bira Dantas

dezembro 25, 2013

Em pleno período Natalício recebemos do nosso imprescindível colaborador, Ubiratan Libanio Dantas de Araújo, natural de São Paulo, onde nasceu em 3 de Março de 1963 e que actualmente vive em Campinas/SP onde casou com uma médica (Cláudia), tendo uma enteada (Alice) de 30 anos e uma filha (Thaís) de 14 anos, uma bela ilustração de Natal feita em EXCLUSIVO para o blogue do Tex e que mostramos de seguida com o respectivo passo a passo desde o esboço inicial até às versões finais em português e em italiano:

Tex esboço Natal 2013

Tex lápis Natal 2013

Tex arte final Natal 2013

Tex versão final em português Natal 2013

Em italiano

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A morte de José Ortiz, o Mestre da energia e vigor narrativo, aos 81 anos

dezembro 24, 2013
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A morte de José Ortiz,
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o Mestre da energia e vigor narrativo,
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aos 81 anos

José Ortiz

JOSÉ ORTIZ MOYA (1932-2013)

José Ortiz Moya, histórico desenhador espanhol (que dizia ser catalão e não espanhol), nascido em Cartagena a 1 de Setembro de 1932, faleceu com 81 anos nesta última segunda-feira, 23 de Dezembro de 2013.

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O desenhador espanhol José Ortiz, um dos grandes nomes da banda desenhada espanhola e vencedor recentemente
do “Premio Haxtur al autor que amamos“, prémio integrado no XXXVII Salon Internacional del Comic del Principado de Asturias e que mostra bem a consideração e estima que o decano desenhador espanhol tinha por parte dos seus admiradores espanhóis, faleceu ontem em Valência  aos 81 anos de idade devido a um problema cardíaco. Ortiz, criador de personagens icónicos como Hombre, Burton, Cyb e desenhador do nosso Tex Willer, cujas edições continuam a ser publicadas em diversos idiomas através da Sergio Bonelli Editore, sentiu-se indisposto a semana passada e foi internado no Hospital Universitário e Politécnico La Fe de Valência, onde veio a falecer nesta última segunda-feira.

Gianfranco Manfredi e o Mágico Vento de José Ortiz

A propósito do falecimento de José Ortiz, Gianfranco Manfredi já confidenciou: “Acabei de tomar conhecimento somente agora desta triste notícia. Não sou espanhol, sou catalão”, estas foram as palavras que me disse José Ortiz, quando o conheci, ao apresentar-se. Mágico Vento começou com ele. O seu traço forte parecia-me perfeito para o número 1 . Desenhava com uma velocidade vertiginosa. Terminava um álbum em três meses. Sem ele não seríamos capazes de ser pontuais nos quiosques. Devo-lhe muito. Um grande.

Por José Carlos Francisco

Resumir a carreira de um autor como José Ortiz em poucas linhas é uma tarefa praticamente impossível; de facto para se poder estudar como merece uma trajectória como a sua, requeria-se um livro, mas vamos tentar.

José Ortiz Moya nasceu em Cartagena em 1932. Irmão do também desenhador Leopoldo Ortiz, começou muito cedo a descobrir a sua vocação e ganhou um concurso de desenho realizado para a revista de banda desenhada Chicos em 1951. Nesse mesmo ano começou a trabalhar com a editora Maga, casa para a qual realizaria o grosso da sua produção durante a década de 50: série como El Espia, Dan Barry el Terremoto ou Pantera Negra. Em 1958 realizou para Toray Sigur, El Vikingo, série que se converteu no maior êxito do início da sua carreira. O início dos anos sessenta marcou também o final da época dourada do tebeo (revista de banda desenhada) popular, o que motivaria que toda uma série de autores voltasse a sua produção para o exterior através de agências. Assim, Ortiz começaria a produzir material através de Bardon Art, principalmente para o mercado britânico.

1973 marcou um dos grandes pontos de inflexão da carreira de José Ortiz, ao começar a sua colaboração com a editora norte-americana Warren. O desembarque de toda uma frota de desenhadores espanhóis serviu para dar uma difusão internacional ao trabalho de artistas como Luis Bermejo, Esteban Maroto, Leopoldo Sánchez ou José Ortiz. Estima-se que Ortiz realizou 119 histórias para a Warren, o que o converteu no desenhador mais profícuo da editora. Revistas como Eerie, Creepy, 1984, Rook o Vampirella viram aparecer os seus trabalhos, entre eles destaca-se com um brilho próprio Los cuatro jinetes del Apocalipsis; obra que nos serve como exemplo do labor de José Ortiz para a Warren, mediante todo o seu esbanjar de técnica, vigor narrativo e o seu pessoal e espectacular estilo de “entintar” – aqui pode-se destacar a célebre técnica de “lâmina de barbear”, marca da casa também de outros grandes desenhadores como Dino Battaglia.

A etapa Warren do trabalho de Ortiz durou praticamente até 1981. Simultaneamente a ela realizou também uma série de histórias com argumentos de Josep Toutain, que reproduziam a História de diversas lendas do “Faroeste” norte-americano, que se recompilaram em dois “tomos” sob a epígrafe Grandes mitos del Oeste, e que ademais servem-nos para realçar o grande carinho que Ortiz sempre teve pelo género western. A essa etapa pertencem também El pequeño Salvaje, história que contava com argumento próprio, os seus episódios da série El Cuervo e o seu trabalho com Tarzan – em que se recorda o vigor e a vitalidade que José insuflou à personagem.

José Ortiz e o prémio Haxtur ao autor mais amado, 2013

1981 marcou o que foi seguramente o ponto chave da carreira de Ortiz: O regresso ao mercado autóctone para realizar uma obra mais pessoal, coincidente com o início da sua colaboração com Antonio Segura. A primeira criação da dupla Segura-Ortiz foi Hombre, uma série de ficção científica próxima e pós apocalíptica que rompeu barreiras na sua época, pelo seu tom lúgubre e desencantado e pelo incrível grafismo de Ortiz, tanto na primeira etapa a preto e branco, como na posterior, colorida.

A assinatura Segura-Ortiz converteu-se a partir de então em habitual nas revistas de banda desenhada de vários países durante os anos oitenta e na primeira metade dos anos noventa. Em 1983, embarcaram no projecto de auto-gestão que se chamou Metropol; Ives foi a série que criaram para a revista, uma história do género “noir” e ambiente carcerário. No ano seguinte criaram essa obra-mestra denominada Las mil caras de Jack el Destripador, praticamente ao mesmo tempo rebaptizavam Ives como Morgan, uma “nova” série de 23 episódios, todos eles realizados a preto e branco.

Através de Selecciones Ilustradas, a agência de Josep Toutain, criaram em 1987 Burton & Cyb, série cómica e cósmica sobre as andanças de dois enganadores inter-galácticos que beneficiavam de uma cor luminosa e de toda a arte de desenhar de Ortiz na hora de criar e recriar mundos e seres alienígenas com inegável graça. Entretanto a revista Gran Aventurero ofereceu-lhes em 1990 a oportunidade de produzir Juan el Largo, obra composta por dois álbuns e que recuperou o espírito da aventura clássica mediante as andanças de um peculiar grupo de piratas nos mares das Caraíbas. Alem do seu trabalho com Segura, Ortiz continuou a trabalhar, através da agência Norma, uma série de trabalhos para o estrangeiro: como episódios de Rogue Trooper ou Judge Dredd para a editora 2000ad britânica ou episódios de sabre para a editora norte-americana Eclipse.

Antonio Segura e José Ortiz na 32ª Mostra Internacional de Valencia em 2011

O êxito internacional dos trabalhos da dupla Segura-Ortiz, unido à crise do mercado espanhol, fez com que a partir de 1990 produzissem o seu trabalho directamente para a indústria italiana. Desse modo criaram Ozono para a revista L’Eternauta, uma série do género “noir” com um alto conteúdo de denúncia ecológica, e But O’Brien, livro de cabeceira sobre um ex-boxeador metido a guarda-costas, publicado na revista italiana Torpedo. Chegamos então a 1993, ano em que se iniciou a relação de Ortiz com a Sergio Bonelli Editore. Como o próprio Sergio reconheceu, a ideia de convidar José Ortiz para realizar um dos seus Tex Gigantes já estava congeminando desde há vários anos, até que finalmente o conseguiu convencer. A partir desse momento José começou a trabalhar quase em exclusivo para a Sergio Bonelli Editore, realizando uma história em quatro partes, de Ken Parker e vários episódios de Mágico Vento, além de todo o seu trabalho em Tex, não esquecendo a história do detective do pesadelo realizada em 2012 para o Dylan Dog Color Fest nº 8.

La grande rapina, o Tex Gigante de 1993, trouxe o seu primeiro trabalho com Tex. Trata-se de uma história de 224 páginas em que Tex e Carson devem desarticular um bando de ladrões de trens estendendo-lhes uma armadilha quando se dispõem a roubar o pagamento do exército. A história escrita por Nizzi serviu para que Ortiz fosse se adaptando às personagens – com o género nunca teve nenhum problema já que, como podemos ver na história, é um autêntico especialista – e em especial com Kit Carson, cuja sua interpretação é uma das mais atractivas de toda a saga de Tex.

O trabalho seguinte de Ortiz incluiu ademais a chegada de Antonio Segura à escrita da série. Il cacciattore di fossili e L’oro del sud, editados em Novembro de 1997 e Outubro de 1999 respectivamente, são duas histórias de 350 páginas a primeira e de 270 páginas a segunda que inauguravam a sua participação na colecção Maxi-Tex (edições nºs 2 e 3, que já tinha tido um primeiro número com uma história da dupla Giancarlo Berardi/Guglielmo Letteri) e nas quais para além do habitual despejar de talento do desenhador, há que ressaltar a especial convicção de que ambos os autores faziam gala: algo que terá tido a ver com a boa aceitação que os leitores dispensaram a ambos os volumes.

José Ortiz desenhando para um seu fã perante a atenção de Ivo Milazzo

No intervalo de ambos os Maxi-Tex, José Ortiz incorporou-se no grupo de desenhadores da série mensal. Os episódios 449 e 450 abarcam a história Gli uomini che uccisero Lincoln, a primeira das suas sagas que contou com argumento de Nizzi. Consiste em uma intriga de carácter quase político em que Tex e Carson, de uma maneira quase casual, vêm-se implicados numa investigação que os levará a descobrir quem estava por detrás do assassinato do presidente Lincoln. O que primeiro salta à vista ao analisar ambas as revistas é que não se tratava de uma história de características muito adequadas para poder aproveitar as melhores qualidades do seu desenhador; uma história desenrolada num ambiente urbano e em espaços fechados que não permitia a Ortiz explorar o seu vigor narrativo da mesma maneira que quando desenhava guiões desenrolados em espaços abertos. Tudo isso fica ainda mais claro ao analisar os seus trabalhos seguintes na série mensal e em especial nas duas histórias seguintes escritas por Boselli.

Sulla pista di Fort Apache é uma história em três partes editada nos números 458 a 460 na qual Tex e Jack Tigre se vêm no meio de um grupo de índios rebeldes e do exército, tentando evitar uma nova guerra índia. La miniera del fantasma, história em duas partes publicada nos números 478 e 479 da série mensal, traz-nos Carson e Tex investigando a lenda de uma mina sobre a qual aparentemente pesa uma maldição. Ambas as histórias fazem parte das mais valorizadas pelos leitores nos últimos anos.

Os números 494 a 496, editados em 2002 a última história antes do mítico Tex 500 ilustrada por José Ortiz na série mensal. Tratou-se de um argumento escrito por Nizzi que começa quando o chefe de uma tribo Dakota pede ajuda a Tex e Carson ante o estranho comportamento de alguns jovens guerreiros, que se uniram numa espécie de conspiração inter-racial encabeçada por um misterioso individuo que oculta o seu rosto por trás de uma máscara de madeira.

José Ortiz e algumas das suas edições especiais de Tex

Após o Tex 500, José Ortiz continuou firme no seu trabalho de desenhar Tex e já participou em diversas outras histórias: Tex 515 a 517 (Il lungo viaggio), Tex 540 e 541 (Puerta del diablo), Tex 550 e 551 (Un treno per Redville) sempre com argumentos de Claudio Nizzi, Tex 558 e 559 (Evasione) com argumento de Tito Faraci, Tex 596 e 597 (Oltre il fiume) novamente de Nizzi, Tex 625 e 626 (Le catene della colpa) com argumento de Pasquale Ruju, e ainda os Maxi Tex 2004 (Il treno blindato), Maxi Tex 2009 (Lungo i sentieri del West) e o Maxi Tex 2011 (L’oro del massacro), todos com argumento de Antonio Segura, para além do Almanacco del West 2006 (Mescalero Station), novamente com argumento de Claudio Nizzi.

Ante a hipotética pergunta do que é que José Ortiz trouxe ao Tex, diríamos que energia e vigor narrativo. Porque Ortiz não só dominava a cenografia do western na perfeição, como era um dos escassos autores capazes de desenhar qualquer coisa de qualquer ângulo – e sem aparente dificuldade – e o verdadeiramente impressionante é que se colhermos ao acaso qualquer sequência de acção desenhada por ele, teremos todo um tratado de como dinamizar a acção, como captar o movimento, como eleger o plano adequado para qualquer momento…

Cremos que algum dia os cientistas que se dedicam à Física deveriam voltar-se para a carreira de um autor como José Ortiz para estudar como se pode criar pura energia utilizando somente lápis e pincel.

Tex a cavalo

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Tex (por Alessandro Piccinelli) envia votos natalícios

dezembro 24, 2013

Tex (por Alessandro Piccinelli) envia votos
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natalícios

Caríssimos pards,
O blogue português do Tex, deseja a todos os Texianos que nos honram com a sua visita, um FELIZ NATAL, cheio de paz, saúde, amor, alegria, realizações, prosperidade e porque não, cheio de Tex’s!

Desejamos também a todos, um Próspero Ano Novo de 2014, onde esperamos continuar a ser a sua companhia, e a companhia de tantos TEXianos do mundo inteiro que encontram no blogue do Tex um sítio seguro, para navegar em águas calmas e enriquecedoras na Internet!

Cumprimentos para a grande família Texiana, da parte de toda a equipa do blogue do Tex, representados neste desenho invernal de Tex  realizado pelo bravo desenhador italiano
Alessandro Piccinelli
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Carissimi amici,
Il blog portoghese di Tex augura a tutti i Texiani, che ci onorano della loro visita, un FELICE NATALE, pieno di pace, salute, amore, allegria, realizzazioni, prosperità e…perchè no? pieno di fumetti, soprattutto di Tex!

Auguriamo anche a tutti un Prospero Anno Nuovo 2014, in cui speriamo di continuare ad essere in vostra compagnia, ed alla compagnia di tanti Texiani che, visitando il blog di Tex da tutto il mondo, incontrano un sito sicuro per navigare in acque calme ed arricchenti del WEB.

Un caro saluto a tutta la grande famiglia Texiana da parte di tutta l’équipe del blog di Tex, rappresentata in questo disegno di Tex, realizzato dal bravo disegnatore italiano
Alessandro Piccinelli.

(Cliccare sulla immagine per vederla a grandezza naturale)


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