Collezione storica a colori nº 186 – Inferno a Georgetown

janeiro 17, 2014

Tex nº 186INFERNO A GEORGETOWN


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Vídeo: Tex, por Fabio Civitelli, torna-se ARTE

janeiro 16, 2014

Vídeo: Tex, por Fabio Civitelli, torna-se ARTE

Por José Carlos Francisco

A Arte Moderna e Contemporânea encontrou no ano passado o mundo da banda desenhada, tendo em conta que um dos grandes protagonistas da 24ª. edição do evento ArtePadova 2013, que decorreu de 15 a 18 de Novembro, na Feira de Padova, foi Fabio Civitelli, histórico desenhador de Tex Willer desde 1985.

Fabio Civitelli e Tex no evento ArtePadova 2013

Domingo 17 de Novembro pelas 16 horas Civitelli esteve inclusive na conceituada Feira para apresentar a nova edição de luxo de “Tex, La Cavalcata del Morto” (“Tex, A Cavalgada do Morto”), o denominado Texone, um verdadeiro volume de arte no formato das pranchas originais (31cm x 43cm), impresso em papel nobre, com capa cartonada e com um desenho inédito do próprio Civitelli.

Fabio Civitelli e as suas telas texianas

Por ocasião do evento ArtePadova 2013 a galeria Cà di Frà de Milão, em colaboração com a Little Nemo Art Gallery de Turim e com a Sergio Bonelli Editore, exibiu a exposição “Fabio Civitelli tra Fumetto e Pittura” (Fabio Civitelli entre a Banda Desenhada e a Pintura”) onde foram expostas as primeiras telas de Fabio Civitelli, bem como algumas páginas originais do Tex Gigante, a história escrita por Mauro Boselli e editada em 2012, que valeu a Fabio Civitelli o prémio Gran Guinigi como melhor desenhador italiano no Festival Lucca Comics 2012. Foram expostos também os trabalhos realizados no decurso de vários anos para o livro “Il mio Tex” (“O meu Tex”) de Giovanni Battista Verger e para outras edições dedicadas a Tex Willer, como por exemplo o livro “A história da minha vida” editado pela Mondadori. Como se pode assistir no vídeo que divulgamos hoje, dentro de uma pessoal classificação da banda desenhada de autor Civitelli dá também prova da sua arte e da sua mestria propondo um percurso novo para ele próprio, mas nem por isso menos entusiasmante: a pintura. O seu amor pelas artes visuais (banda desenhada, pintura e fotografia) nunca lhe permitiu que permanecesse limitado somente ao desenho. Nesta ocasião, de facto, encontraram-se naturalmente expostas entre as pranchas originais algumas telas, a sublinhar a impossibilidade de conter o espírito criativo em esquemas fixos e rígidos.

Exposição de Fabio Civitelli e Tex no evento ArtePadova 2013

Exposição de Fabio Civitelli e Tex no evento ArtePadova 2013

Exposição de Fabio Civitelli e Tex no evento ArtePadova 2013

Fabio Civitelli está ligado à série de Tex há 28 anos e contribuiu mais do que algum outro para a modernização da personagem, tornando-se, através de um contínuo trabalho de investigação, um dos mais inovadores intérpretes do universo texiano. Sergio Pignatone escreveu sobre ele no prefácio do livro “Il West secondo Civitelli” (Little Nemo, Turim, 2005): «As páginas de Civitelli são páginas cultas, ricas de referências, nunca improvisadas. Ambientes, trajes, meios de transporte e armas são sempre fruto de uma acurada pesquisa histórica. A linha clara que caracterizou o seu estilo no início tem vindo a ser enriquecida com sábios contrastes com o uso do negro: A natureza desempenha um papel de protagonista nas suas páginas: graças à incansável obra do seu pincel desertos ardentes ou envoltos em trevas, águas agitadas pela passagem de barcos ou picos selvagens em montanhas perdidas, ganham vida». E ainda Italo Marucci em Fabio Civitelli alquimista do desenho no prefácio da edição Tex La Cavalcata del Morto (Little Nemo, Turim, 2013):«Também para Fabio Civitelli se pode dizer que nas páginas em branco e preto está presente a cor: nos seus desenhos o leitor é surpreendido pela recorrência e persistência de modalidades que revelam uma preocupação predominante. Os reflexos, os brilhos de contra-luz, as transparências,  as palpitações ligeiras de luzes implementam uma visão do Oeste de Tex Willer que se afirma com uma força e uma credibilidade iguais, se não superiores, aquelas concedidas pela imaginação».

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As máscaras de Carnaval de Tex, Carson e Kit Willer

janeiro 15, 2014
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As máscaras de Carnaval de Tex, Carson e Kit

Máscara de Carnaval de Tex Willer

Por José Carlos Francisco

Das mais sóbrias às mais exuberantes, as máscaras de Carnaval são um elemento de diversão para os foliões de todas as idades, capaz de complementar qualquer fantasia de Carnaval.

O termo máscara, no entanto, é de origem italiana, e que por sua vez, deriva do árabe e do latim medieval, onde designava uma criação fantástica, associada com um universo cómico e onírico. Antes de virar símbolo do Carnaval, as máscaras foram usadas de diferentes formas por várias culturas, estando presente desde como elemento decorativo até um símbolo religioso, dentre outras aplicações.

Máscara de Carnaval de Kit Carson

Durante muito tempo, ela foi associada com o universo do teatro e  passou a ser um elemento indissociável da representação teatral. No entanto, foi aqui na Europa que as máscaras adquiriram a conotação que damos hoje a elas, como um elemento festivo, que se usa principalmente no Carnaval.

Como o passar do tempo, o seu uso foi se popularizando cada vez mais, chegando a ser omnipresente em vários Carnavais ao redor do mundo. Esse costume teve o seu auge com os bailes de máscaras, que representam todo o glamour da festa de Carnaval. Com a aplicação da tecnologia, assim como da influência da moda, hoje as máscaras de Carnaval são mais luxuosas do que nunca, sendo feitas de vários materiais e decoradas com cores, brilhos e texturas para não deixar ninguém imune à magia do Carnaval.

Máscara de Carnaval de Kit Willer

Sem dúvida que as máscaras de Carnaval continuam a ser o artigo preferido do povo. Os tempos passam e as máscaras evoluem consoante as tendências, sendo muito popular hoje em dia as máscaras inspiradas em personagens do cinema, televisão e política, mas para os fãs e coleccionadores de Tex, a mais desejada é sem dúvida alguma a máscara oficial (porque devidamente autorizada pela editora italiana) de Tex Willer, o granítico Ranger de G. L. Bonelli e Aurelio Galleppini, ou em alternativa a máscara do seu parceiro de aventuras mil, Kit Carson, ou até mesmo a do seu filho Kit Willer, qualquer uma delas valiosa e rara, já que foram produzidas em 1978 e hoje somente são negociadas por valores entre os 50 e os 100 Euros por cada uma delas!

As máscaras de Carnaval de Tex, Carson e Kit

Máscaras devidamente autorizadas pela Dime Press, a editora de Tex à época

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As cores originais da capa de Tex nº 640

janeiro 14, 2014

As cores originais da capa de Tex nº 640

Por José Carlos Francisco

Claudio Villa, um verdadeiro pard de Tex

No próximo mês de Fevereiro, mais precisamente no dia 7, a Sergio Bonelli Editore irá publicar a edição número 640 de Tex, intitulada “L’isola della nebbia” (“A ilha da neblina“) que contém a última parte da história El Supremo, escrita por Mauro Boselli e desenhada por Maurizio Dotti e a parte inicial de uma aventura desenhada por Alfonso Font e igualmente escrita por Mauro Boselli e que é baseada num jovem assassino que consegue fazer evadir numa fuga sangrenta de Yuma um outro jovem prisioneiro.

A capa, tal como todas posteriores ao número 400, é da autoria do conceituado desenhador Claudio Villa, capa essa que divulgamos hoje aqui no blogue do Tex acompanhada da capa original pintada pelo próprio Claudio Villa tal como temos feito com alguma regularidade devido à gentil cortesia de Villa que nos tem dado a conhecer nos últimos tempos as suas cores originais das capas que vai produzindo para Tex.

Nestas capas e cores que temos dado a conhecer com alguma regularidade aos nossos leitores aqui mesmo no blogue português do Tex elas têm gerado um grande número de comentários e na esmagadora maioria dos casos é considerada pelos fãs e coleccionadores do Ranger como sendo infinitamente superior a colorização original do Maestro italiano em relação à colorização digital realizada na Sergio Bonelli Editore, mas com relação a esta capa divulgada hoje (Tex nº 640), qual a sua opinião, caro leitor?

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Póster Tex Nuova Ristampa 223

janeiro 13, 2014

Póster Tex Nuova Ristampa 223

Em mais uma bela ilustração nocturna de Claudio Villa vemos Tex Willer, num velho pueblo abandonado, prestes a saltar de um telhado para atacar de surpresa uma sentinela que protegia a habitação onde dormia Pablo Contreras, um famoso fora-da-lei mexicano a serviço de Don Guillermo, um velho e “nobre haciendero” cuja propriedade ficava entre Nogales e Bisbee.

Desenho INÉDITO no Brasil e inspirado na história “L’arma del massacro”, de C. Nizzi e V. Monti (Tex italiano #321 e #322).
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Texto de José Carlos Francisco

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Um prémio para Tex na Finlândia

janeiro 12, 2014

Um prémio para Tex na Finlândia

Por Sauli Santikko

O vigésimo oitavo Tex Gigante, publicado pela editora Egmont Kustannus, recebeu o prémio como melhor banda desenhada traduzida em finlandês no decurso do ano de 2013!
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A Finlândia é um dos países onde o Ranger bonelliano goza de uma longa e consolidada história editorial, estando presente nos quiosques locais logo a partir dos primeiros anos 50 do século passado (contando a trajectória de Tex na Finlândia mais pormenorizadamente, pode dizer-se então que o primeiro Tex finlandês foi publicado no Verão de 1953, no formato pequeno, tal como na Itália ou no Brasil, onde cada edição continha 32 páginas e cada página compreendia somente uma tira de desenhos. E tal como nos países mencionados, também na Finlândia Tex foi um sucesso instantâneo). Actualmente, as aventuras de Águia da Noite são publicadas regularmente pela Egmont Kustannus que, entre as várias colecções, propõe também a dos chamados (na Itália) Texoni.

"Uudisraivaajat", o Tex Gigante finlandês de Mauro Boselli e Andrea Venturi

O vigésimo oitavo volume dessa colecção, que contém a história “Uudisraivaajat” (“I pionieri“, na Itália; “Os pioneiros“, no Brasil, escrita por Mauro Boselli e desenhada por Andrea Venturi), foi premiado como melhor banda desenhada traduzida na Finlândia em 2013. Um reconhecimento importante e que honra, para além de Tex, o seu mítico tradutor, Renne Nikupaavola, que – a partir dos anos 70 até ao seu falecimento acontecido o ano passado – foi a “voz” finlandesa do Ranger, dos seus pards e dos autores das inúmeras aventuras do nosso herói.

Precisando, o lendário Renne Nikupaavola (1936-2013), começou a traduzir Tex em 1971, foi subitamente obrigado a encerrar seu trabalho em 1974. A razão foi que a linguagem do material original entregue aos editores finlandeses mudou para o italiano (antes era em inglês). Entretanto, Nikupaavola não desistiu mas persistentemente estudou italiano e retornou em 1979. Desde então e até à sua morte ele  traduziu quase todas as publicações finlandesas de Tex. Sua linguagem expressiva e frases engraçadas das páginas de Tex Willer são bem conhecidas e alguns “provérbios” são agora provérbios populares em finlandês.

Renne Nikupaavola

Voltando ao prémio, a votação anual foi realizada pelo prestigiado portal finlandês KVAAK e pelos seus membros. O nome deste prémio honorário, HERRA KOIPELIINI, para a melhor banda desenhada traduzida anualmente na Finlândia, vem da personagem Monsieur Cryptogame (Herra Koipeliini, em finlandês), uma literatura em imagens da autoria do suíço Rodolphe Töpffer (31 de Janeiro de 1799 – 8 de Junho de 1846), a primeira banda desenhada estrangeira traduzida na Finlândia em 1857.

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