Um prémio para Tex na Finlândia

janeiro 12, 2014

Um prémio para Tex na Finlândia

Por Sauli Santikko

O vigésimo oitavo Tex Gigante, publicado pela editora Egmont Kustannus, recebeu o prémio como melhor banda desenhada traduzida em finlandês no decurso do ano de 2013!
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A Finlândia é um dos países onde o Ranger bonelliano goza de uma longa e consolidada história editorial, estando presente nos quiosques locais logo a partir dos primeiros anos 50 do século passado (contando a trajectória de Tex na Finlândia mais pormenorizadamente, pode dizer-se então que o primeiro Tex finlandês foi publicado no Verão de 1953, no formato pequeno, tal como na Itália ou no Brasil, onde cada edição continha 32 páginas e cada página compreendia somente uma tira de desenhos. E tal como nos países mencionados, também na Finlândia Tex foi um sucesso instantâneo). Actualmente, as aventuras de Águia da Noite são publicadas regularmente pela Egmont Kustannus que, entre as várias colecções, propõe também a dos chamados (na Itália) Texoni.

"Uudisraivaajat", o Tex Gigante finlandês de Mauro Boselli e Andrea Venturi

O vigésimo oitavo volume dessa colecção, que contém a história “Uudisraivaajat” (“I pionieri“, na Itália; “Os pioneiros“, no Brasil, escrita por Mauro Boselli e desenhada por Andrea Venturi), foi premiado como melhor banda desenhada traduzida na Finlândia em 2013. Um reconhecimento importante e que honra, para além de Tex, o seu mítico tradutor, Renne Nikupaavola, que – a partir dos anos 70 até ao seu falecimento acontecido o ano passado – foi a “voz” finlandesa do Ranger, dos seus pards e dos autores das inúmeras aventuras do nosso herói.

Precisando, o lendário Renne Nikupaavola (1936-2013), começou a traduzir Tex em 1971, foi subitamente obrigado a encerrar seu trabalho em 1974. A razão foi que a linguagem do material original entregue aos editores finlandeses mudou para o italiano (antes era em inglês). Entretanto, Nikupaavola não desistiu mas persistentemente estudou italiano e retornou em 1979. Desde então e até à sua morte ele  traduziu quase todas as publicações finlandesas de Tex. Sua linguagem expressiva e frases engraçadas das páginas de Tex Willer são bem conhecidas e alguns “provérbios” são agora provérbios populares em finlandês.

Renne Nikupaavola

Voltando ao prémio, a votação anual foi realizada pelo prestigiado portal finlandês KVAAK e pelos seus membros. O nome deste prémio honorário, HERRA KOIPELIINI, para a melhor banda desenhada traduzida anualmente na Finlândia, vem da personagem Monsieur Cryptogame (Herra Koipeliini, em finlandês), uma literatura em imagens da autoria do suíço Rodolphe Töpffer (31 de Janeiro de 1799 – 8 de Junho de 1846), a primeira banda desenhada estrangeira traduzida na Finlândia em 1857.

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Tex Willer homenageado por Milo Manara

janeiro 11, 2014
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Tex Willer homenageado por Milo Manara

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A Capa de Superalmanaque Tex Edição Encadernada # 1

janeiro 10, 2014

Superalmanaque Tex Edição Encadernada # 1

Por José Carlos Francisco

2014 promete no que a Tex diz respeito, seja no Brasil (e Portugal), seja na Itália, porque após termos dado a conhecer a fantástica notícia do lançamento do Tex Gigante a cores, pela Mythos Editora, republicação, na mesma ordem em que os Texoni saíram na Itália, das magníficas aventuras desta colecção totalmente a cores, com 240 páginas, formato grande e CAPA DURA, onde para além de um novo texto, cada edição vai trazer também matérias inéditas e das novidades italianas relativas ao 2014 de aventuras de Tex, hoje damos a conhecer mais uma iniciativa da mítica editora da fogueirinha: o Superalmanaque Tex Edição Encadernada # 1, cuja capa também damos a conhecer aos nossos leitores em mais um rigoroso EXCLUSIVO MUNDIAL!

Superalmanaque Tex Edição Encadernada # 1

O Superalmanaque Tex Edição Encadernada # 1, é uma bela encadernação contendo 4 edições do Almanaque Tex, mais precisamente as edições nº 40, 41, 43 e 44, num total de 460 páginas e uma fantástica CAPA INÉDITA, da autoria de Claudio Villa. Será sem dúvida mais um precioso item de colecção não somente dos coleccionadores de língua portuguesa, mas também de outros países, como por exemplo os texianos italianos que já estão interessados em adquirir mais este nº 1 de uma “nova colecção” de Tex.

Contra-capa de Superalmanaque Tex Edição Encadernada # 1

Com este lançamento previsto para este início de ano e que terá um preço de venda ao público de 29,90 Reais (no Brasil) e 12,00 Euros em Portugal, a Mythos Editora mostra que está atenta ao facto dos “encadernados” terem actualmente um grande apreço por parte dos leitores de banda desenhada, havendo inclusive quem diga que os “encadernados tijolos”, sobretudo os da Disney, estejam na moda.

Superalmanaque Tex Edição Encadernada # 1

Voltando à edição em si, teremos então neste Superalmanaque Tex Edição Encadernada # 1 as seguintes histórias completas:
- “A voz na tempestade” com texto de Claudio Nizzi e arte de Aurelio Gallepppini, aventura onde o atrapalhado e engraçado Pat Mac Ryan mais uma vez pede ajuda aos amigos Tex e Carson; desta vez ele foi alistado à força no Exército americano e é acusado de cumplicidade em um roubo milionário e para provar a inocência do querido amigo, os nossos heróis terão que desvendar de quem é A Voz na Tempestade.
A cidade do mal” com argumento de Mauro Boselli e desenhos de Giacomo Danubio, história onde depois do assassinato brutal de um jovem navajo, Tex e seus parceiros se encarregam de entregar o culpado ao juiz do condado. Ele é Frank Mason, o arrogante manda-chuva de Waco, um povoado erguido de forma ilegal às margens da reserva. Mas a trilha até Gallup está recheada de ameaças e emboscadas. E Tex começa a achar que o mal de Waco precisa ser cortado pela raiz.
- “O charlatão” de Tito Faraci e (novamente) Giacomo Danubio. O doutor Angus McPherson tem um elixir capaz de curar qualquer doença por apenas dois dólares a garrafa. Ao menos é o que ele diz nas praças das cidades em que leva o seu Medicine Show. Mas um dia alguém o leva a sério demais: o chefe de um bando feroz, cujo irmão foi ferido num confronto com Tex Willer. E justamente o ranger, com o auxílio do comparsa de McPherson, deverá resolver a situação, usando a sua própria medicina… à base de chumbo.
Para além destas três histórias, esta edição de
Superalmanaque Tex Edição Encadernada # 1 traz também todas as seis histórias curtas de Tex feitas até à data do lançamento do Almanaque Tex #44. Além disso, todas estas aventuras são precedidas de um texto explicando onde, quando, por quem e por que foram feitas, além de muitas outras curiosidades.

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Tex: Um 2014 de aventuras

janeiro 9, 2014

Tex: Um 2014 de aventuras

Hoje no blogue do Tex vamos lançar um olhar à programação OFICIAL* das edições de Tex em 2014 para descobrir em antestreia, através de uma viagem de várias etapas, o que Tex oferecerá aos seus leitores nos próximos doze meses.

O 2014 de Tex

Por Mauro Boselli

Felizmente os seus nervos são de aço e os seus Colts rápidos a vomitar chumbo! Porque, entre intrigas políticas, retorno de velhos inimigos, viagens aos confins do país, revoltas índias e encontros sobrenaturais, Tex e os seus pards estão a iniciar um ano verdadeiramente perigoso!

Tex em 2014, um ano cheio de acção

A nossa atenção de leitores dificilmente não estará no ápice entre as rochas infestadas de tubarões na Ilha da Neblina. Os nossos nervos (bem mais frágeis do que os de Tex e seus pards) serão submetidos a uma dura prova nos pântanos do México infestados da Estirpe do Abismo, apesar da presença do sábio Morisco (e do sombrio Eusébio). É possível que a nossa fé na rectidão moral dos pródigos cavaleiros vermelhos vacile quando descobrirmos que a traição serpenteia na reserva Apache, que uma falsa acusação causou vítimas inocentes e que alguém trama com os ferozes  invasores Netdahe. Um arrepio de terror nos invadirá quando descobrirmos que um antigo e misterioso castelo da Velha Europa foi recosntruído pedra por pedra num vale remoto do Sudoeste. E o que dizer da evasão de Yuma de um bem conhecido jovem assassino, apoiado desta vez dos também letais irmão e irmã? Ou da sangrenta vingança do povo Comanche guiado por um guerreiro ressuscitado dentre os mortos? Uma sinistra intriga irá conduzir-nos ao longo do rio Mississippi a bordo de uma sala de jogos flutuante, enquanto uma vez mais os tambores de guerra ressoam nas terras dos Utes!

Mas nada de medos. Tex estará ao nosso lado, mês após mês, audaz e seguro de si como sempre, e, como sempre, determinado a fazer triunfar a verdade e a justiça!

Veja de seguida, seis páginas inéditas de seis histórias a serem publicadas este ano (Para aproveitar a extensão completa das imagens que se seguem, clique nas mesmas):


*Texto apresentado no sítio da Sergio Bonelli Editore em 8 de Janeiro de 2014.
Tradução e adaptação a cargo de José Carlos Francisco.
Copyright: © 2014, Sergio Bonelli Editore S.p.A.

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Vídeo: Tex contra El Muerto

janeiro 8, 2014

Vídeo: Tex contra El Muerto

O duelo final entre TEX e Paco Ordoñez... o EL MUERTO!

Hoje damos a conhecer no blogue do Tex, um fantástico vídeo, realizado durante o 1º Festival de Banda Desenhada que se realizou em Dezembro passado na cidade italiana de Piacenza, vídeo esse que retrata um dos maiores duelos do ranger : Tex contra El Muerto e que ocorreu durante o último dia da mostra intitulada “Tex e os Heróis do Oeste”, organização da Associação Ora Pro Comics.

James Tex Western na pele de Tex Willer

Trata-se do mítico duelo de Tex Willer (interpretado por James Tex Western) contra Paco Ordoñez, mais conhecido como El Muerto (interpretado por Lorenzo Bolzoni) ocorrido no cemitério de Pueblo Feliz e que teve um velho medalhão musical como “juiz”. O mais inolvidável duelo da saga de Tex e que não pode deixar de ser apreciado por todos aqueles que desde sempre ficaram fascinados por esta dramática história de violência e vingança, uma das mais valorizadas pelos leitores em toda a vida de Tex Willer e que foi escrita por Guido Nolitta e desenhada magistralmente por Aurelio Galleppini, que encantou e continua a seduzir todas as gerações de Texianos.

Lorenzo Bolzoni interpretando Paco Ordoñez, mais conhecido como El Muerto

Neste fantástico vídeo podemos ver toda a dramaticidade cinematográfica da cena devido a um uso praticamente perfeito na escolha de tempos, imagens e sons:


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Entrevista com o fã e coleccionador: Olímpio Constâncio

janeiro 7, 2014

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Olímpio Constâncio: Nasci em 1974 em Cascais, Lisboa e estou actualmente desempregado.
O meu último trabalho foi na gestão de uma pequena empresa de limpeza onde ainda sou sócio, mas devido ás actuais dificuldades no mercado estamos a encerrar a actividade.
Não gosto muito de falar de mim mesmo, mas descrevo-me como um puro Escorpião de signo (não que eu ligue aos signos) o melhor amigo do meu amigo, e a pior pessoa do mundo para quem me pisa os calos.
O resto as pessoas que avaliem por si.

Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada?
Olímpio Constâncio: Cerca dos 4 anos de idade, ainda sem saber ler, deliciava-me a seguir as imagens em quadradinhos e a imaginar as histórias.
Depois de aprender a ler o vício tornou-se incontrolável, lol
Foi engraçado verificar que algumas personagens que imaginava serem os “bons da fita” afinal eram os maus e vice-versa, lol

Quando descobriu Tex?
Olímpio Constâncio: Devia ter por volta dos meus 6 ou 7 anos, nessa altura com 100 escudos que os meus pais me davam conseguia comprar todos os livros de banda desenhada que queria e ainda ficava com troco, pelo que fui coleccionando todas as edições de BD que via à venda e desta forma fui “apurando” o gosto naqueles que mais me interessavam.
Os primeiros a deixar de lado foram os de super-heróis (não gostava de histórias com continuação) e os de “meninas” (Magali, Monica, etc…), contudo apesar do Tex também ter histórias com continuação não resisti e continuei a coleccionar…
Actualmente tenho milhares de livros BD (Asterix, Lucky Luke, Conan, Disney, Falcão, Blake & Mortimer, Fantasma, etc, etc, etc,), muitas colecções completas de várias personagens, mas apenas continuo a coleccionar BD do Tex.

Porquê esta paixão por Tex?
Olímpio Constâncio: Por vários motivos: um deles é as histórias que se cruzam (muitas fazem referência a outras já publicadas), outro motivo é haver histórias desde quando ele era novo até ele já com filho adulto, o que transforma a saga Tex Willer numa autêntica novela de uma vida inteira.
Também a forma como as histórias são narradas lembra os filmes de Alfred Hitchcock, onde muitas vezes o leitor está até perto do final a tentar descobrir quem é o “mau da fita” até perto do final.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Olímpio Constâncio: Os méritos e os atributos da personagem, juntamente com os seus fiéis companheiros, que criam uma envolvência perfeita para decorar e saltear a receita ideal para milhares de histórias possíveis: Ranger, chefe dos Navajos, ex-fora-da-lei, espírito revolucionário (como eu), exímio atirador, mais rápido que qualquer outro, excelente lutador, etc…
Podem continuar a fazer histórias dele até doer as mãos e a vista, lol
Também existe uma particularidade que não é habitual em nenhuma das outras revistas de BD que eu conheço, que é o convite feito a muitos desenhadores e argumentistas para entrarem em muitas das histórias do Tex o que torna muitas histórias únicas e belas obras de arte.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Olímpio Constâncio: Tenho cerca de 700 livros e revistas do Tex, colecciono todas as edições que me é possível comprar, sem exageros monetários, pois embora dê muito valor às minhas colecções não estamos em tempos fáceis…
Não tenho um livro mais importante para mim, não pretendo me desfazer de nenhum, é quase como perguntar a um pai qual o filho que mais gosta ou perguntar num puzzle qual a peça mais importante.   Certamente no caso do puzzle, a mais importante é sempre a que falta, por isso talvez ainda esteja para eleger uma revista mais importante de entre as que espero conseguir dos muitos números que ainda faltam nas minhas colecções do Tex.
Entre os números que já tenho, sem querem chamar de mais importante posso isso sim destacar uma ou outra que gosto particularmente (como o Especial Civitelli), ou pela história em si, ou por exemplo a primeira que comprei, já la vão muitos aninhos (Tex 105, 2ª ed. “Adios Amigo”)…

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Olímpio Constâncio: Gostaria de ter mais do que apenas livros, mas infelizmente não encontro outras coisas como pósters, canetas, porta-chaves, estatuetas ou algo mais.  Mas pelo menos já temos um clube do Tex em Portugal, que apesar de já ter tido conhecimento há algum tempo só agora questionei o que é necessário para fazer parte…

Qual o objecto Tex que mais gostava de possuir?
Olímpio Constâncio: Não sei se pode-se chamar de “objecto”, gostava certamente de algumas miniaturas de Tex e seus amigos, mas de momento o que mais gostava mesmo de ter era o filme Tex Willer, que sei existir à venda no Brasil, mas não encontro em Portugal.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Olímpio Constâncio: Tenho muitas “histórias favoritas”.   Mas uma que li recentemente apaixonou-me por completo chamada “Patagônia” (publicada originalmente em Tex Speciale 23, Itália, Junho de 2009) onde Tex e o filho viajam à distante terra dos Gaúchos onde ganham e perdem fiéis amigos e travam batalhas lendárias, uma história onde a nossa personagem aparenta estar nos seus mais dourados anos e o seu parceiro Kit Carson não os acompanha, certamente por algum reumatismo (lol), mas de qualquer forma ainda bem que não foi, pois no meio de lutas tão sangrentas certamente não teria regressado vivo…
Quanto ao desenhador que mais aprecio é difícil responder pois adoro o desejo de diferentes desenhadores e não quero escolher apenas um entre eles, talvez o “traço” que mais aprecio seja o de Civitelli, mas não posso deixar de referir os contornos mais agressivos e também muito apreciados de Fusco, ou as linhas mais nostálgicas de Aurelio Galleppini (Galep) o seu criador gráfico.
O argumentista que mais aprecio é outro dilema, mas nesta área, sem querer tirar os louros a tantos outros excelentes argumentistas (como Boselli, Manfredi, Guido Nolitta,  ou o próprio Bonelli em tantas histórias) considero Nizzi um dos melhores, sem sombra de dúvidas.
Aproveito a oportunidade para destacar também o trabalho espectacular e todo o contributo de Galep para fazer Tex o mito e o ídolo que é actualmente.   Existe uma imagem de capa de revista, criada para a história “A Voz na Tempestade” (publicado originalmente em Itália no Tex n.º 400 em Fevereiro de 1994) que é como que a despedida deste mestre do desenho, a típica imagem de um cowboy onde apenas falta a música de fundo para demover a menos nostálgica alma deste deserto…

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Olímpio Constâncio: Relativamente ao carácter do Tex, o que mais me agrada é o sentido de honra, que deveria de servir de exemplo para muita gente hoje em dia (embora seja uma personagem fictícia).
O que menos agrada é não o ver mais vezes numa companhia feminina.   É certo que é muito fiel à sua falecida Lilyth e com ela teve um filho que certamente venera o respeito que Tex dedica à memória da sua mãe, mas nenhum homem é de ferro, sabia bem ver uma ou outra aventura com uma pequena paixão pelo meio. Pelo menos nisso Kit Carson leva vantagem, e até Kit Willer e Jack Tigre tiveram alguns romances, mesmo que raros, pelo meio das suas aventuras.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Olímpio Constâncio: A maneira como escrevem cada história, com a dose certa de humor (para os mais bem dispostos), de romance (para os mais românticos), de acção (para quem adora a adrenalina), etc…
Cada revista e cada história tem a dose certa, embora sempre com alguma predominância de acção e mistério a adoçar.
Também a variedade de desenhadores e o estilo misto spaghetti/Hitchcock contribuem para um ícone único como Tex no mundo da BD.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Olímpio Constâncio: Não conheço (pelo menos até entrar para o clube do Tex) outros aficionados pelo Tex como eu, embora já tenha comprado revistas a várias pessoas que, embora possuidores de colecções do Tex, não eram fãs das suas aventuras (de outra forma não venderiam nenhum livro).
Admira-me o facto de não encontrar muitas pessoas que digam adorar as histórias desta personagem (ou eu devo ser um sujeito muito diferente dos outros), até mesmo as livrarias e papelarias onde compro os livros são raras, não vendem todas as colecções, expõem poucas unidades e ainda se queixam de não venderem muito. Pelas poucas unidades que adquirem para venda é que por vezes já chego tarde e perco uma ou outra edição.
Na verdade, à parte um Tex Gigante que comprei recentemente, não tenho encontrado mais Tex normal à venda nas papelarias… tenho sido salvo por alguns alfarrabistas, senão estava a passar fome de literatura…

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Olímpio Constâncio: Não sou vidente, lol
Com a crise que se vive actualmente em todo o mundo, talvez tenham de reduzir o número de colecções existentes neste momento para se dedicarem apenas à original e uma ou duas especiais, mas não acredito de todo que as histórias acabem.
Contudo pode ser que algum dia façam algumas histórias do Tex fora da linha cronológica como se observa em alguns filmes, onde quando já pouco há a acrescentar no final das histórias, começam a inventar algo que teria acontecido antes destas sucederem. Por exemplo, explorar a juventude de Tex, que ainda está muito vaga, ou então comecem o ciclo final em que ele surge sentado à fogueira (já velhinho) a contar algumas histórias (ainda não publicadas) aos seus netos, onde cruze acontecimentos vividos entre diferentes histórias já publicadas. Seria delicioso para aqueles que já conheçam todas as histórias poder encaixar umas nas outras, como um puzzle.
Seja como for, tomara que ainda venham muitas histórias novas do Tez pela frente.   Não quero envelhecer sem a companhia deste nosso “pard”, lol.

Prezado pard Olímpio Constâncio, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

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