COMUNICADO DA MYTHOS EDITORA: Falha (num pequeníssimo lote) em Zagor nº 168

novembro 4, 2016

COMUNICADO DA MYTHOS EDITORA:

Falha (num pequeníssimo lote) em

Zagor nº 168

Capa de Zagor 168

A Mythos Editora detectou uma falha num reduzidíssimo lote da edição de Zagor nº 168, edição essa que contém a história colorida “A volta dos akkronianos” (com argumento de Jacopo Rauch e desenhos do falecido mestre Gallieno Ferri). Falha essa que não foi detectada a tempo pelo controle de qualidade da gráfica onde a revista foi produzida e que por esse motivo ainda chegou a ser distribuída, o que levou a que o editor Dorival Vitor Lopes fizesse o comunicado que se segue:

Aos leitores que compraram ZAGOR nr. 168 com problema de montagem nos cadernos, pedimos que nos enviem uma foto da parte errada da revista e mande seu endereço para enviarmos GRATUITAMENTE uma revista perfeita.
Felizmente foram pouquíssimos casos.
DVL (Dorival Vitor Lopes)
Mythos Editora

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Um dia (com Tex) no Amadora BD 2016

novembro 3, 2016

Um dia (com Tex) no Amadora BD 2016

Por Fernando Videira

Aproveitei o feriado do dia de todos os santos para dar um salto até à 27ª edição do Festival BD da Amadora. Fiquei especialmente contente com o “cantinho do Tex”, dedicado à obra publicada pela Polvo – Patagónia de Pasquale Frisenda. Na verdade, foi respeitado ao pormenor o espírito da obra deste autor, quer no mapa que cobre o chão, quer na figuração que envolve as paredes circundantes e que nos coloca inapelavelmente no centro da acção.

Esta sala é, na verdade, a mais concorrida pela presença contínua de visitantes, pela imperiosa necessidade das selfies tão ao gosto do português que se preze. Parabéns, pois, pela iniciativa. No entanto, quando nos detemos no espaço comercial, miseravelmente apenas constatamos a comercialização de “Patagónia” e “Tempestade sobre Galveston“. Mais nenhum título da obra texiana se vê à venda! Urge pois reformular o panorama editorial português, já que se nota cada vez mais interesse nesta personagem do Faroeste americano.

Foi contudo com espanto que reparei num título exposto numa das bancadas, o qual não faz qualquer referência ao Tex. Descobri com agrado esta publicação da Mosquito (versão em francês) de Tisselli & Ruju que me despertou a atenção. Uma história curta sobre uma questão de honra. A mulher de um coronel é raptada por um apache e levada para a sua tenda. Tex e Carson conseguem resgatá-la e levá-la de volta para o forte, mas o orgulho e o preconceito do coronel levam-no a enviá-la para longe, quebrando-se a empatia pelo laço matrimonial. Esta, sentindo-se rejeitada, resolve voltar para o raptor e seguir o seu destino.

O jogo de aguarelas utilizado por Tisselli é fabuloso, com especial destaque para os pormenores do rosto humano e para o jogo de sombras dos espaços envolventes.

Ressalta um tanto caricato o vestuário apresentado pela esposa do coronel, um tanto “arlequinesco” tão ao gosto dos impressionistas franceses do início do século vinte.

A não perder pois esta obra a cores que vai fazer as delícias dos texianos e ao mesmo tempo fazer a ponte com outras obras sobre o faroeste, na linha de um Hermann ou de um Marini.


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Morreu Carlos Alberto Santos, capista português de Zagor e Mister No

novembro 2, 2016

Morreu Carlos Alberto Santos,

capista português de Zagor e Mister No

(18 Julho 1933 - 1 Novembro 2016)

* Morreu esta madrugada no Hospital Egas Moniz, com 83 anos

Carlos Alberto Santos (18 de Julho de 1933 - 1 de Novembro de 2016)

De seu nome completo, Carlos Alberto Ferreira Santos, nasceu a 18 de Julho de 1933, em Lisboa, tendo falecido hoje de madrugada, 1 de Novembro de 2016, no Hospital Egas Moniz, com 83 anos.

O corpo de Carlos Alberto Santos irá para a igreja do Santo Condestável, no bairro de Campo de Ourique, a partir das 16:30 de quarta-feira. Naquela igreja, onde o artista plástico casou, a 31 de Janeiro de 1959, com a pintora Maria de Lourdes Paes, será rezada missa de corpo presente, na quinta-feira, às 10:30. Meia hora depois, o funeral sairá para o cemitério do Alto de S. João, onde o corpo do pintor será cremado.

Carlos Alberto Santos começou como ilustrador num atelier de publicidade e aos 17 anos foi convidado para trabalhar para a Agência Portuguesa de Revistas (APR), onde se estreou-se na 9.ª Arte com “O Escudo Sarraceno” para a revista “Camarada”, história que ficou incompleta dado a extinção da revista. Depois, neste campo, a sua actividade registou-se em “Mundo de Aventuras”, “Pisca-Pisca”, “Jornal do Cuto”, “Colecção Audácia”, “Mini-Época”, Diário do Sul”, “Almada-BD Fanzine”, “Cadernos SobredaBD” e “Alentejo Popular”, tendo-se editado em Espanha pela Bruguera. Elaborou capas famosas para a revista “Zakarella” da Portugal Press, bem como a capa para o álbum colectivo “Salúquia: a Lenda de Moura em Banda Desenhada”, editado pela Câmara Municipal de Moura.

Carlos Alberto Santos no seu estudio

Da sua Banda Desenhada, salientam-se “Camões” (editado a preto e branco pela Agência Portuguesa de Revistas e depois, a cores, pela Asa), “O Rei de Nápoles” (no álbum colectivo “Contos das Ilhas”, pela Asa), “História Maravilhosa de João dos Mares”, “Ousadia Triunfante”, “Tarzan e a Escrava”, “O Combate de Pembe”, “A Espada Nazarena”, “O Santo Condestável”, “Capitão Bravo”, “O Infante Santo”, “O Almirante das Naus da Índia”,”Em Busca de Provas” e “Os Fidalgos da Casa Mourisca” (em oito fascículos, segundo a obra homónima de Júlio Diniz).

A sua Pintura está representada em diversos museus nacionais e estrangeiros. Foi premiado pela Academia de Marinha e homenageado nos Salões-BD de Sobreda, Moura, Lisboa, Viseu e Amadora. Devido a problemas sérios com a vista, teve de abandonar, com mágoa, a execução da Banda Desenhada, dedicando-se apenas à Pintura.


No que diz respeito a personagens da Sergio Bonelli Editore, Carlos Alberto Santos foi o português eleito para realizar as capas de Zagor e Mister No, séries bonellianas publicadas em Portugal, pela  Portugal Press sob direcção de Rossado Pinto e com distribuição da Agência Portuguesa de Revistas, em finais da década de 70 do século passado. Capas belíssimas por sinal e que mostramos de seguida (algumas delas), inclusive mostrando a arte original:

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A Lei de Starker, por Celso Zamarchi Cenci

novembro 1, 2016

A Lei de Starker

Por Celso Zamarchi Cenci

Bem, agora encerramos as folias de eleição e plebisul aqui no Brasil, e para dar uma folga nas conversas sobre política e desmembramento territorial, faço novamente uma coluna sobre o mais longevo herói dos quadradinhos de faroeste.

Desta vez a história sobre a qual falarei é “A Lei de Starker”. Os autores são o argumentista Tito Faraci e o desenhador Miguel Angel Repetto. Basicamente a sinopse da história é a seguinte: “Os cidadãos de Blackfalls respeitam e temem o xerife Starker. Ele aplica a Lei… a sua Lei. Um laço que pende dia e noite de uma trave na rua principal lembra o que acontece com quem ousa quebrar as regras. Mas quando Tex chega à cidade, nos rastos de um bandido, logo sente cheiro de queimado. Assim, o nosso herói começa a perguntar e investigar, mesmo contra a vontade de todos os cidadãos, até o acerto de contas final, quando surgirá uma verdade surpreendente e amarga.


Nesta história, o xerife Starker é também juiz e responsável máximo de Blackfalls, uma pequena cidade do Colorado. No fim das contas Tex descobre que ele se aliou a bandidos para dominar a cidade. Após ter matado um bandido, antigo aliado seu, Starker tornou-se xerife e foi acumulando poder até tornar-se autarca e juiz. Obviamente os habitantes de Blackfalls não sabiam da amizade do seu xerife com o bandido que ele matou nem com outros. Durante o desenrolar dos factos Starker manda matar antigos aliados que voltaram para a vida honesta e queriam abrir o bico.


Bom, não vou contar mais coisas e nem como acaba a história, mas saliento que vale a pena ler. O argumento é espectacular, com reviravoltas e tiroteios, bem no estilo que os bons admiradores do legítimo faroeste gostam. O final é um clássico. Os desenhos do Repetto são inexplicáveis e inomináveis de tão bons. Mais uma história para entrar na História do ranger.


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CLUBE TEX PORTUGAL organiza jantar/convívio, no Cacém, para entrega da REVISTA nº 5 do Clube Tex Portugal

outubro 31, 2016

CLUBE TEX PORTUGAL organiza

jantar/convívio, no Cacém, para entrega

da REVISTA nº 5 do Clube Tex Portugal

Por José Carlos Francisco

A Direcção do Clube Tex Portugal vai organizar no dia 3 de Dezembro, sábado, um jantar/convívio para que os sócios do Clube recebam pessoalmente a REVISTA nº 5 do Clube Tex Portugal, edição devidamente autorizada pela Sergio Bonelli Editore.

Sobre a revista em si, daremos mais informações em breve podendo adiantar de momento que terá uma capa inédita da autoria de Maurizio Dotti, ou melhor, CAPAS, já que devido ao sucesso ocorrido com as edições anteriores, também neste quinto número vamos ter duas versões de capa, já que Maurizio Dotti enviou-nos não uma, mas sim DUAS deslumbrantes artes. E neste quinto número vamos contar uma vez mais com diversas colaborações de autores de Tex, mas a seu tempo daremos informações definitivas sobre mais esta edição que ficará na história de Tex em Portugal (e não só).

Voltando ao convívio texiano, o  jantar, que terá início às 20.00 horas do dia 3 de Dezembro, ocorrerá, tal como nos anos anteriores, no Cacém, mais precisamente no Restaurante Regiões, um espaço amplo e agradável com música ao vivo, situado no Alto da Bela Vista, Pav. 2 – Estrada Paços de Arcos • Cacém (http://www.regioesrestaurante.com/).

Cartaz do 4º Convivio do Clube Tex Portugal, da autoria de António Lança-Guerreiro

A ementa do Convívio Texiano deste ano é composta de: Lombo de porco assado (quem não quiser pode trocar, mas tem informar na altura da reserva), depois bufet livre de comida Chinesa, Sushi e grelhados, bebidas, sobremesa e café. Para finalizar o habitual café e um bolo texiano!
O preço por adulto é de 16.50€, crianças até aos 4 anos não pagam e dos 4 até aos 10 anos pagam 10€.

Para além da entrega de um exemplar GRATUITO da Revista nº 5 do Clube Tex Portugal a cada associado presente, o jantar servirá principalmente para fomentar e fortalecer o convívio texiano e também para se debater sobre as principais iniciativas do Clube Tex Portugal para 2017, com especial incidência num quarto evento a realizar, em Abril, novamente na Bairrada, e que contará com a presença de mais DOIS, renomados autores de Tex e que incluirá também novas exposições dedicadas ao Ranger.

A Direcção do Clube pede aos sócios (e não sócios, pois o jantar convívio é aberto a todos os apreciadores da 9ª Arte) que desejem participar no jantar/convívio do dia 3 de Dezembro que confirmem a sua presença impreterivelmente até ao dia 23 de Novembro, para os e-mails josebenfica@hotmail.com ou cacem.moreira@gmail.com ou ainda aqui mesmo no blogue português do Tex na forma de comentário a este post, recordando uma vez mais que os sócios podem ser acompanhados por familiares e amigos que desejem participar também de mais este convívio texiano.

Momento a reviver: a entrega da revista do Clube Tex Portugal aos sócios

Aos sócios, com as quotas do mês de Dezembro pagas, que não possam comparecer ao jantar/convívio do Cacém, será enviado pelo correio em data posterior o respectivo exemplar da revista nº 5 do Clube Tex Portugal.

Ementa do jantar convívio do Clube Tex Portugal, a realizar no dia 3 de Dezembro 2016
Entradas:
Pão, Manteiga, Azeitonas, Queijinhos, Salgadinhos, Chourição, Presunto, Torresmos e Patê de atum
Prato Principal de Comida Portuguesa:
Lombo de Porco Assado (quem não quiser pode trocar, mas tem informar na altura da reserva)
Buffet Livre:
Saladas, Comida chinesa, Sushi e Fritos variados
Bebidas:
Sangria, Cerveja, Água,Vinho da Casa (branco ou tinto), Refrigerantes (2 bebidas por pessoa)
Sobremesa:
Fruta variada, Doces variados e Bolo Texiano
Café

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Entrevista exclusiva: PASQUALE FRISENDA (a propósito da exposição “Tex e a BD de Pasquale Frisenda” do Amadora BD 2016)

outubro 29, 2016

Entrevista exclusiva: PASQUALE FRISENDA

(a propósito da exposição  “Tex e a BD de

Pasquale Frisenda” do Amadora BD 2016)

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco, com a colaboração de Pedro Cleto na formulação das perguntas e de Júlio Schneider  (tradutor de Tex para o Brasil) na tradução e revisão.

Pasquale Frisenda, você é novamente protagonista no nosso país, agora com uma exposição no Festival da Amadora. O que representa para si ter uma exposição pessoal no principal festival de BD em Portugal e um dos maiores da Europa?
Pasquale Frisenda:
Certamente é uma grande honra e uma grande satisfação. Eu sei que a atenção com que a personagem de Tex é acompanhada em Portugal é sempre bastante alta, mas chegar a expor o meu trabalho em uma mostra pessoal no Festival da Amadora era uma coisa que eu jamais pensei que pudesse acontecer.

Soubemos que foi convidado para estar presente no Festival da Amadora. Podemos saber porque teve que declinar o convite?
Pasquale Frisenda: Infelizmente estou ocupado com vários trabalhos, cujos prazos de entrega ocorrem todos neste período, o que dificilmente permite que eu possa viajar. Eu sinto realmente muito por não poder estar presente.

Como vê a aposta da Polvo Editora e do seu editor Rui Brito em si, ao publicar em Portugal, num curto espaço de tempo, as suas duas histórias de Tex?
Pasquale Frisenda: Vista a quantidade de material disponível na série de Tex, eu o considero um gesto de confiança e de valorização do meu trabalho. O meu empenho ao realizar essas duas histórias de Tex foi muito alto, e busquei representar um Oeste um pouco mais duro que o normal, com a esperança de envolver os leitores. Eu espero que a confiança em mim depositada por Rui Brito seja recompensada pelos leitores portugueses.

Como é trabalhar durante dois ou três anos numa mesma banda desenhada? Não se torna cansativo? Faz outros trabalhos (ilustração, publicidade…) enquanto está a desenhar uma história de Tex?
Pasquale Frisenda: A dificuldade de permanecer tanto tempo numa mesma BD consiste apenas em prestar atenção para que todos os detalhes inseridos nas páginas, tanto nos cenários quanto nas personagens, não sejam ignorados ou esquecidos em algum ponto da história, o que pode acontecer em séries muito longas. Para o resto, não, não representa um problema particular. Enquanto estou a desenhar uma história de Tex, pode acontecer de fazer outros pequenos trabalhos, sim.


Não sendo caso único, a verdade é que Tex não se cruzou muitas vezes com personagens reais, como o juiz Bean. Em termos de trabalho para o desenhador, o que é que isto acarreta a mais?
Pasquale Frisenda: Sim, há um trabalho suplementar, que está em caracterizar as personagens de modo a reproduzir rostos que pertenceram a figuras reais abordadas na história, além de uma busca de documentação sobre seus feitos, sobre os ambientes em que viveram ou actuaram, coisas assim. Mesmo que numa BD as personagens sejam inseridas em histórias de fantasia, buscar recriar uma dimensão realística em torno delas ajuda a vê-las como figuras históricas e não só como comparsas em uma história.


Que documentação utilizou para ilustrar o juiz?
Pasquale Frisenda:
Para o juiz Bean, de início eu busquei fotografias ou representações várias de seu rosto, de sua estatura e do local em que viveu, para começar a elaborar os primeiros esboços que me permitissem visualizá-lo melhor. Mas o juiz Bean já havia aparecido na saga de Tex, desenhado por Guglielmo Letteri, e eu não podia afastar-me muito daquela caracterização. A isso tudo em seguida eu acrescentei a leitura de outras BDs em que ele era representado, e assisti ao filme de John Huston, O Juiz Roy Bean (n.t.: no Brasil, Roy Bean – O Homem da Lei), em que Paul Newman faz o papel do juiz, o que ajudou-me muito a encontrar a atmosfera a dar à história que eu devia desenhar.


Para concluir, está previsto o seu regresso a Tex? Para quando?
Pasquale Frisenda:
Eu estou a trabalhar em uma história curta de Tex, daquelas a fazer a cores para a série Color Tex (n.t.: no Brasil, Edição Especial Colorida). O lançamento está previsto para 2017.


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Intervista esclusiva: PASQUALE FRISENDA (a proposito della Mostra “Tex e a BD de Pasquale Frisenda” al Festival di Amadora BD 2016)

outubro 29, 2016

Intervista esclusiva: PASQUALE FRISENDA

(a proposito della Mostra

Tex e a BD de Pasquale Frisenda

al Festival di Amadora BD 2016)

Intervista condotta da José Carlos Francisco, con la collaborazione di Pedro Cleto per la formulazione delle domande e di Júlio Schneider (traduttore di Tex per il Brasile) per le traduzioni e le revisioni.

Pasquale Frisenda, di nuovo protagonista nel nostro Paese, stavolta con una mostra al “Festival da Amadora”. Per te cosa rappresenta una mostra personale nel principale festival portoghese di fumetti, ritenuto uno dei più grandi d’Europa?
Pasquale Frisenda: E’ di sicuro un grande onore oltre che una grande gratificazione. So che l’attenzione con cui è seguito il personaggio di Tex in Portogallo è sempre piuttosto alta, ma arrivare ad esporre il mio lavoro in una mostra personale al festival di Amadora era una cosa che non pensavo potesse realizzarsi.

Anche se invitato a partecipare di persona al Festival, purtroppo non ci sarai. Come mai?
Pasquale Frisenda: Purtroppo sono impegnato con diversi lavori, le cui scadenze sono concentrate in questo periodo, e questo difficilmente può permettermi di muovermi. Non essere presente è una cosa che mi dispiace molto.

Come vedi la – chiamiamola così – scommessa da parte dell’Editrice Polvo, e del suo Editor Rui Brito, nel pubblicare in Portogallo, in così breve tempo, le tue due storie di Tex?
Pasquale Frisenda: Visto la quantità di materiale presente nella serie di Tex lo ritengo un gesto di fiducia nel mio lavoro, oltre che di apprezzamento. Il mio impegno nel realizzare quelle due storie di Tex è stato molto alto, e ho cercato di rappresentare graficamente un West un po’ più duro della norma ai lettori, sperando di coinvolgerli in tal senso. Mi auguro che la fiducia a me accordata da Rui Brito venga ripagata dai lettori portoghesi.

Come ti sembra lavorare due/tre anni sulla stessa serie? Non lo ritiene faticoso? Mentre lavori su una storia di Tex non ti dedichi ad altro (illustrazioni, pubblicità, ecc.)?
Pasquale Frisenda: La fatica di restare tanto tempo su una stessa storia consiste solo nel fare attenzione che tutti i dettagli inseriti nelle tavole, sia negli ambienti che nei personaggi, non vengano tralasciati o dimenticati in qualche punto della storia, cosa che può sempre accadere in storie molto lunghe. Per il resto, no, non è una particolare fatica. All’interno della gestione di una storia di Tex mi capita occasionalmente di inserire altri piccoli impegni, sì.

Anche se ogni tanto Tex se la vede con personaggi reali della Storia, proprio come il giudice Bean, non è una situazione molto ricorrente. Quando succede, questo comporta qualche lavoro supplementare al disegnatore, almeno dal tuo punto di vista?
Pasquale Frisenda: Sì, il lavoro supplementare sta nel caratterizzare i personaggi cercando di richiamare le fisionomie dei volti appartenuti alle figure reali a che si prendono in esame, oltre che un’ulteriore ricerca di documentazione sulle loro gesta, gli ambienti dove hanno vissuto o hanno agito e via dicendo. Anche se li si coinvolge in storie di fantasia, il cercare di ricreare una dimensione realistica intorno a loro aiuta a intenderli come personaggi storici e non solo come comparse in una storia.

Nello specifico del Giudice, come ti sei documentato?
Pasquale Frisenda: Per il giudice Bean ho cominciato a cercare fotografie o rappresentazioni varie del suo volto, di che corporatura aveva e del luogo dove ha vissuto, per cominciare a buttare giù qualche schizzo che mi permettesse di metterlo a fuoco. Ma il giudice Bean era già apparso nella saga di Tex, disegnato da Guglielmo Letteri, e quindi non dovevo allontanarmi troppo neanche da quella caratterizzazione. A questo ho aggiunto poi la lettura di altri albi a fumetti dove era rappresentato, e la visione del film di John Huston, intitolato qui in Italia “L’Uomo dai sette capestri”, dove si vede Paul Newman nei panni di Bean, che mi è servito molto per trovare l’atmosfera da dare alla storia che dovevo disegnare.

Per concludere, è già previsto un tuo ritorno a Tex? Caso positivo, quando?
Pasquale Frisenda: Ora sono al lavoro su una breve storia di Tex, una di quelle da realizzare a colori per la testata “Color Tex”. L’uscita è prevista per il prossimo anno.

(Cliccare sulle immagini per vederle a grandezza naturale)

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