TEX, da Mythos, alcança o terceiro lugar como MELHOR EDIÇÃO PERIÓDICA DE PORTUGAL

julho 13, 2014

TEX da Mythos, alcança o terceiro lugar como
.
MELHOR EDIÇÃO PERIÓDICA DE PORTUGAL

Por Nelson Vidal e José Carlos Francisco

Cartaz dos XII Troféus Central Comics, da autoria de Paulo Monteiro

Durante a tarde deste sábado os presentes no Central Comics Fest descobriram quem foi consagrado nos XII Troféus Central Comics e viram subir ao palco os vencedores para receber os respectivos troféus. Para quem não pôde estar presente, revelamos os resultados, adjudicados pelos membros do júri do evento, obtidos a partir dos 570 votos recebidos entre 1 a 10 de Junho.

Começamos pela nova categoria, Melhor Publicação Periódica, categoria essa onde a Mythos Editora através da revista Tex foi uma das cinco nomeadas e que elegeu a revista semanal Disney Comix, um dos títulos com que a editora Goody relançou no mercado português as populares personagens da Disney, ainda em Dezembro de 2012.


A Disney Comix acabou por vencer com 35% dos votos, tendo Os Vingadores, da Panini, conquistado o segundo com 26%, seguindo-se a pouca distância o Ranger de Bonelli e Galep num honroso terceiro lugar com 22% apesar da luta desigual (quem é fã de qualquer personagem da Disney votou certamente na Disney Comix enquanto quem é fã dos super-heróis seguramente votou n’Os Vingadores, já Tex “somente” contou com os seus fiéis leitores). Na quarta posição tivemos Pelezinho: Edição Histórica, da Panini com 11%, seguido por Graphic MSP, também da Panini, com 6% dos votos.

Embora sem haver vencedores avassaladores como em outros anos, destacam-se duas entidades, que bisaram: A editora Levoir, que da colecção DC Comics II, distribuída com o semanário Sol, lançou os álbuns premiados como Melhor Publicação Estrangeira e Melhor Publicação Clássica, respectivamente os clássicos Super-Homem: Herança Vermelha, de Mark Millar e Dave Johnson, e Batman: Saga de Ra’s Al Ghul, de O’Neal, Adams, Novick, Barr e Bingham; mais a chancela independente Ave Rara, que viu o seu editor André Oliveira distinguido em Melhor Argumento, e a ilustradora Joana Afonso em Melhor Arte, ambos pela colaboração em Living Will #1.

O troféu para Melhor Publicação Independente escolheu o fanzine Loverboy na Feira das Vanessas (Chili com Carne), onde esta incontornável personagem tem recuperado material perdido de fanzines, reunindo BDs curtas com texto de Marte e desenhadas por um grupo de ilustres autores, como João Fazenda, Jorge Coelho, Pedro Brito, Rui Gamito, Arlindo Yip Sou, Miguel Falcato, Nuno Nobre, António Kiala e Undj Goldenshower.

Em Melhor Publicação Relacionada, vence novamente um artbook, indo desta vez o prémio para Comic-Transfer (Polvo), uma obra de parceria entre Ricardo Cabral e Till Laßmann, realizado ao abrigo de um projecto promovido pelo Goethe Institut de Portugal.

Na categoria Melhor Obra Curta os leitores distinguiram “Água”, com texto de André Oliveira (Living Will) e arte de Jorge Coelho (Polarity, Venom), uma BD incluída na revista Cais #180, e posteriormente na e-mag do The Lisbon Studio, e que, curiosamente, juntou os dois autores que venceram este mesmo prémio nos dois últimos anos.


Por último, os dois premiados mais evidenciados são As Fantásticas Aventuras de Dog Mendonça e PizzaBoy III – Requiem (Tinta da China), de Filipe Melo e Juan Cavia, álbum vencedor da categoria Melhor Publicação Nacional, e que já nos habituou a forte adesão por parte do público votante, concluindo com chave-de-ouro esta trilogia portuguesa; e ainda o livro humorístico A Criada Malcriada, que se sagrou como Melhor Publicação Humor e, subsequentemente, entrou na lista informal de obras eleitas com maioria de votos, ficando acima dos 50% das preferências na categoria.

Como sempre, não há vencidos, porque todos os candidatos estiveram entre as melhores publicações em Portugal durante 2013. Esperamos que estas indicações acalentem a que mais leitores queiram conhecer os eleitos mencionados, e que os próprios saiam incentivados a novas e melhores produções no futuro.

Ainda, o agradecimento a todos os leitores e profissionais que votaram, e pelas encorajadoras mensagens que, ano após ano, dirigem à organização pelos boletins de voto, e que os estimulam a prosseguir com este prémio de modo a fazerem a sua parte!

Os vencedores dos XII Troféus Central Comics

Extra concurso, este ano os jurados decidiram não atribuir o Troféu Especial do Júri.

Melhor Publicação Nacional
As Fantásticas Aventuras de Dog Mendonça & PizzaBoy III – Requiem (Tinta da China) – 44%

O Desenhador Defunto (Chili com Carne) – 20%
O Labirinto da Água (Quarto de Jade) – 15%
Kassumai (Chili com Carne) – 11%
Sombras (Pato Lógico) – 10%

Melhor Publicação Estrangeira
Super-Homem: Herança Vermelha (Levoir) – 27%

Morro da Favela (Polvo) – 24%
Duas Luas (Polvo) – 20%
Rugas (Asa) – 18%
Ardalén (Asa) – 11%

Melhor Publicação Clássica
Batman: Saga de Ra’s Al Ghul (Levoir) – 31%

Príncipe Valente vol.9 – 1953-1954 (Bonecos Rebeldes) – 20%
Lanterna Verde/Arqueiro Verde: Inocência Perdida (Levoir) – 19%
Rosa Delta sem Saída (Polvo) – 18%
Crise nas Terras Infinitas 2 (Levoir) – 12%

Melhor Publicação Humor
A Criada Malcriada (Objectiva) – 51%

Pérolas a Porcos 9 – 50 milhões de Fãs não podem estar Enganados (Bizâncio) – 21%
Zits 17 – Estar Morto é o Contrário de estar Vivo (Gradiva) – 18%
As Aventuras de um Motard vol.6 (Motociclismo) – 8%
Baby Blues 30 – Indo eu, Indo eu, a Caminho do Museu (Bizâncio) – 5%

Melhor Publicação Periódica
Disney Comix (Goody) – 35%

Os Vingadores (Panini) – 26%
Tex (Mythos) – 22%
Pelezinho: Edição Histórica (Panini) – 11%
Graphic MSP (Panini) – 6%

Melhor Publicação Independente
LoverBoy na Feira das Vanessas (Chili com Carne) – 29%

Living Will #1 (Ave Rara) – 25%
Crónicas de Arquitectura (Mundo Fantasma/Turbina) – 16%
BDLP #3 (Grupo Extratus/Olindomar) – 15%
Efeméride 6 – Heróis de BD no Séc. XXI parte 1 (Geraldes Lino) – 15%

Melhor Publicação Relacionada
Comic-Transfer (Polvo) – 34%

Anos Dourados (Mundo Fantasma) – 24%
BDJornal #30 (Pedranocharco) – 22%
Cru #49 – Especial Ódio! (E.I.A.!) – 18%
JuveBêDê #54 (Juvemedia) – 2%

Melhor Obra Curta
Água
, de André Oliveira (texto) e Jorge Coelho (arte), in Cais #180 – 35%
Sayonara
, de Susana Resende, in Zona Nippon 2 – 26%
Dr. Croissant
, de Afonso Ferreira, in Cru #49 – 25%
O Quadro
, de Phermad, in Espaço Marginal #0 – 8%
Basket 666 parte 1
, de Catarina João (texto) e Daniela Viçoso (arte), in Zona Nippon 2 – 6%

Melhor Argumento
André Oliveira (Living Will #1) – 29%

Francisco Sousa Lobo (O Desenhador Defunto) – 21%
David Soares (Palmas para o Esquilo) – 19%
Marta Monteiro (Sombras) – 18%
Fernando Relvas (Rosa Delta sem Saída) – 13%

Melhor Arte
Joana Afonso (Living Will #1) – 38%

Marta Monteiro (Sombras) – 22%
Francisco Sousa Lobo (O Desenhador Defunto) – 16%
Diniz Conefrey (O Labirinto da Água) – 14%
Fernando Relvas (Rosa Delta sem Saída) – 10%

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

5

Heróis Clássicos da BD na FNAC: Aventuras de Verão por Pedro Cleto

julho 12, 2014

Heróis Clássicos da BD na FNAC:
.
Aventuras de Verão por Pedro Cleto

Corto Maltese e Tex, dois clássicos da BD italiana

Pedro Cleto, crítico e divulgador de banda desenhada reúne, na FNAC, alguns dos maiores heróis de todos os tempos das histórias aos quadradinhos, para uma conversa sobre as aventuras dos icónicos Tintim, Blake & Mortimer, Corto Maltese, Mandrake, Tarzan, Flash Gordon e Tex, entre muitos outros ídolos e vilões.

Oportunidade para recordar os heróis que marc(ar)am gerações e para descobrir um pouco mais sobre os seus criadores e algumas curiosidades relacionadas com a sua génese e as suas aventuras no papel.

A apresentação terá lugar no auditório da FNAC do Gaia Shopping, dia 18 de Julho, às 22 horas.

Corto Maltese e Tex na arte de G. Lettèri

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

0

Tex Gold nº 19 – Legione Straniera

julho 11, 2014

Tex Gold nº 19 – Legione Straniera

Tex Gold nº 19 – Legione Straniera

(Para aproveitar a extensão completa da imagem acima, clique na mesma)

0

Entrevista exclusiva: LUIGI (GIGI) SIMEONI

julho 9, 2014
Tags:

Entrevista exclusiva: LUIGI (GIGI) SIMEONI

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco, com a colaboração de Giampiero Belardinelli na formulação das perguntas, de Júlio Schneider (tradutor de Tex para o Brasil) e de Gianni Petino na tradução e revisão e de Bira Dantas na caricatura.

Olá, Gigi. Bem-vindo ao blogue português de Tex. Para começar, quais BDs você lia quando pequeno?
Gigi Simeoni: Já aos quatro anos eu desenhava ao menos duas horas por dia, e tentava reproduzir as personagens dos quadradinhos que eu olhava com muita atenção (isso até os seis anos, quando eu ainda não havia aprendido a ler). Jacovitti, Topolino (n.t.: Mickey Mouse), Provolino… tudo o que era BD me interessava. À medida em que crescia, aos poucos descobri também Alan Ford, Sturmtruppen, Cattivik, até a adolescência, quando aproximei-me dos grandes autores e das revistas que abrigavam seus trabalhos, de Eternauta a Totem, de Torpedo a Corto Maltese, de Pilot a Métal Hurlant e Frigidaire, e por aí vai.

Quando criança você imaginava que, ao crescer, seria um desenhador profissional?
Gigi Simeoni: Oh, sim. Eu jamais tive dúvidas sobre isso. Eu também gostava muito de cinema, era ligado nos bastidores das filmagens, mas no fim prevaleceu a BD. Mas não desisti totalmente da ideia de um dia escrever um guião de filme.


Na sua actividade de desenhador, quem você considera como mestres? Há algum desenhador que aprecia de modo particular? Se sim, quem e porque?
Gigi Simeoni: Bem, eu creio que se pode ver bastante no meu estilo a influência de Magnus. A sua precisão e a capacidade de unir grotesco e realístico enfeitiçou-me de imediato. Mas também fui encantado por Giorgio Cavazzano, que sabe transpor o realismo dos detalhes em desenhos caricaturais, por Milo Manara, pelo seu modo de desenhar o corpo feminino e de abordar o erotismo, por Pratt, pela síntese quase impressionista com que fazia suas páginas, por Andrea Pazienza, pela criatividade extraordinária e pela fúria de seus traços, por Bernet, pela sua consciência de superioridade em qualquer coisa que desenhasse. É, o meu Olimpo é muito rico e variado.

Bem cedo você passou a fazer parte de um grupo de jovens de talento, sob a guia de Rubén Sosa. Como você entrou para essa equipa? Conhecia alguém de lá?
Gigi Simeoni: Antes de iniciar o Curso de Rubén Sosa, eu não conhecia nenhum deles. Na sala de aula eu logo fiz amizade com Majo, Giancarlo Olivares e Massimo Bonera. Dos três, este último é o único que não entrou para o mundo da BD, é só um leitor assíduo. Ele seguiu outro caminho, outra paixão… e hoje é um dos mais activos e prolíficos produtores de pornografia! Giancarlo Olivares, por seu turno, conhecia outros aficionados que aos poucos aproximou do trio: Stefano Vietti (que era vendedor de canas de pescar) e Davide Longoni (que escrevia um fanzine, A Zona Morta). Mais tarde houve quem se perdeu ou dedicou-se a outras coisas (como Bonera), e outros chegaram (Andrea Mutti, Marco Febbrari, Fabio Pezzi e Riccardo Borsoni). Hoje o grupo criativo ainda está na activa, somos em cinco e todos profissionais. Eu, Majo, Olivares e Vietti trabalhamos para a Bonelli, e alguns também trabalham com editores franceses. Mutti trabalha para franceses e americanos, Borsoni dirige a Escola Internacional de BD de Brescia, Febbrari acompanha-nos de perto e, no momento, escreve por prazer e de vez em quando tem alguma coisa publicada, e Fabio Pezzi desenha para o mercado francês. Todos bastante ocupados!


Fale um pouco da série nascida da actuação conjunta desse grupo de autores.
Gigi Simeoni: O primeiro projecto foi Fullmoon Project. Em síntese: dois agentes do FBI que faziam parte de um certo departamento secreto (o Paranormal American Center) investigavam supostos factos sobrenaturais. Era 1991, e essa aventura editorial duraria pouco (sete edições) porque o editor não era uma pessoa muito séria, foi à falência, e arrastou consigo uma montanha de dívidas e as nossas setecentas páginas originais. Se estivéssemos nas mãos de uma pessoa mais profissional e, também, se estivéssemos nos EUA, possivelmente poderíamos ter o sucesso que, em 1994, Chris Carter teve com X-Files, já que a ideia era praticamente idêntica.

O trabalho com a Star Comics e a Universo o levou a pegar outros caminhos artísticos como, por exemplo, Hammer (da Star Comics).
Gigi Simeoni: Com o fim de Fullmoon Project, não ficamos muito tempo parados: havíamos sido notados. A BD que nós fazíamos era comparada às da Bonelli e, para um grupo de jovens, isso era o máximo da honra. A Star Comics produzia Lazarus Ledd, e Olivares havia tido contactos com Ade Capone, havia trabalhado com ele em outros pequenos projectos. Ade (que acompanhava com atenção o nosso trabalho) pegou a bola no ar e nos chamou. Trabalhamos somente um ano com Lazarus Ledd porque o editor Giovanni Bovini já pensava em aproveitar a capacidade criativa e de organização da gangue dos brescianos (como os leitores nos chamavam) para nos encomendar a criação de um título de ficção científica totalmente novo. Assim nasceu Hammer. E já se passaram vinte anos… podemos dizer que chegou a hora de republicar esse material, para que possamos lhe desejar feliz aniversário!

E essa série realmente foi o trampolim para que você e outros óptimos colegas entrassem na Bonelli. Vocês receberam um contacto ou decidiram se apresentar?
Gigi Simeoni: Nós nos apresentamos. Como nos disseram depois, Sergio Bonelli já estava de olhos em nós e lia as nossas histórias. E sabia que éramos bons e determinados. Só que, no seu estilo irrepreensível, não queria oferecer trabalho a autores que detinham contratos vigentes com outros editores. E deixou que nós é que nos apresentássemos a ele, depois do encerramento de Hammer.


Que lembrança você tem de Sergio Bonelli?
Gigi Simeoni: Eu não quero ser retórico e nem falar coisas evidentes. De Sergio eu gostava daquele sorriso cúmplice que ele dava, ao mesmo tempo em que lançava um olhar de entendimento quando concordava com você e queria demonstrar afecto e apoio. Nas palavras, ele sempre dizia para ficar atento às métricas bonellianas, porque era o seu papel e isso devia ser reforçado. Mas no fundo ele foi, até o fim, um jovem rebelde e sempre manteve o respeito e admiração pela rebelião e subversão das regras. Ele gostou muito de Gli occhi e il buio (n.t.: Os Olhos e as Trevas), o meu primeiro romance aos quadradinhos. Tanto que um dia, na redacção, ele aproximou-se de mim e quase a sussurrar (só estavam presentes Decio Canzio e Mauro Marcheselli) disse-me: “Parabéns! Eu estou a falar sério. Actualmente eu levo pouca coisa a casa, para ler, porque ando meio cansado. Mas o seu romance eu guardei para o domingo à tarde de propósito, para poder ler por inteiro. E devo dizer que fazia anos que eu não ficava tão preso à leitura de uma BD por três horas seguidas. Digo isso para deixar claro que você fez um trabalho belíssimo“. Para mim era meio como ganhar a Taça dos Campeões!

Trabalhar com Nathan Never fez você modificar seu estilo, não? Em síntese, como foi a sua evolução artística?
Gigi Simeoni: Eu havia começado a trabalhar com BD com personagens minhas, grotescas e caricaturais. Mas eu havia estudado no liceu artístico, e sabia administrar também desenhos académicos e realistas. A minha primeira tentativa, como falamos antes, foi Fullmoon Project, seguida de Hammer e depois Lazarus Ledd. Aos poucos, num arco de umas trezentas páginas, eu aperfeiçoei o lado realístico. Quando cheguei a Nathan Never, a coisa saiu fácil, mas confesso que, quando apareciam personagens nas quais era permitida mais liberdade com relação à expressividade, eu me divertia muito. Como Sigmund Baginov, por exemplo. Desde então o meu estilo mudou pouco. Eu tornei-me mais preciso e pretendo um pouco mais de mim mesmo. Mas eu gostaria de, aos poucos, chegar a uma síntese de impacto, e recuperar um pouco daquele grotesco de que gosto tanto. Jordi Bernet e Magnus são pontos de referência nesse sentido.


Em 2002 foi publicado o primeiro Maxi Gregory Hunter (n.t.: o Ranger do Espaço), em que você inseriu ironia, diversão mas também reflexões inteligentes. Além disso, a narrativa era bem diferente do estilo retro pretendido pelo criador da personagem, Antonio Serra. Como ele recebeu essa sua escolha?
Gigi Simeoni: Com muita satisfação mas também com um pouco de amargura, porque era o canto do cisne da série. Quando eu cheguei na redacção, depois que Antonio havia lido a história pela primeira vez, ele abraçou-me e disse: “Eu li. E o abraço por isso. É o Gregory Hunter que eu deveria ter escrito“. Eu sabia que ele não gostava muito do meu Nathan, achava por demais realista para o seu gosto, mas deixava passar porque o público parecia apreciar. Por isso eu fiquei surpreso por essa reacção dele, que deu-me um prazer imenso.

Alguns anos depois, em 2007, saiu o seu novo trabalho como autor completo, Gli occhi e il buio (Os Olhos e as Trevas), segundo volume da série Romances Bonelli aos Quadradinhos, uma história que ficou gravada na mente do público: quanta energia, atenção e entusiasmo são necessários para escrever uma obra tão complexa?
Gigi Simeoni: Muita energia, muita determinação, muita força de vontade para não se perder nos efeitos de superfície e, ao contrário, descer ao fundo e conseguir transformar em quadradinhos algo que, geralmente, é difícil de quadrinizar: a psique, os desdobramentos filosóficos, a psicopatologia, a obsessão. Sem entusiasmo eu não teria combustível para ligar o motor. Eu sou um entusiasta de nascimento. Como Obélix, eu caí no caldeirão da super-poção, e no meu caso era um caldeirão de super-entusiasmo!

Com Stria, outra dramática obra-prima, você aborda temas inquietantes como a infância negada por traumas ocultos no profundo. Qual é a reacção do escritor (e desenhador) quando conta histórias tão tristes?
Gigi Simeoni: Eu sofri muito. Para entrar nas personagens, tão jovens e ingénuas, eu tive que dobrar-me como se tivesse que entrar fisicamente em algo muito pequeno e frágil. Eu tive (não é piada) uma dor nas costas que afligiu-me por um ano, em razão da tensão acumulada ao escrever o romance. Mas boa parte da dor nas costas já havia chegado durante os trabalhos de Os Olhos e as Trevas, e com Stria veio o golpe de misericórdia. O tema comum entre os dois romances é a dualidade da alma humana. Ying e Yang, branco e preto, dia e noite, Bem e Mal. Sempre isso. E nós devemos realmente levar isso em conta, porque sempre nos vemos entre os dois opostos, e o que resulta dessa contraposição é a nossa vida.

Em 2007 você trabalhou com Volto Nascosto (Face Oculta): fale alguma coisa dessa experiência.
Gigi Simeoni: Como eu disse, depois de Os Olhos e as Trevas eu estava muito cansado. Eu gostaria de dedicar-me a algo mais leve, uma história do tipo Almanaque de Ficção Científica, ou seja, mais tiroteio e menos análise da mente. Só que Manfredi sugeriu o meu nome para ilustrar uma história de Face Oculta, e Queirolo chamou-me. Eu não fiquei exactamente feliz por ter sido novamente chamado para desenhar cenas em trajes de época, e o roteiro não era meu, eu não me sentia à vontade para voltar a trabalhar com algo idealizado por outro autor. E assim, comecei meio de má vontade, mas depois Queirolo deu-me um puxão de orelhas, disse que entendia o meu cansaço mas que Face Oculta merecia toda a minha técnica, não menos daquela que eu usava para mim mesmo. Ele estava certo, claro, e dei o meu melhor: o resultado foi realmente satisfatório para todos. Tanto que depois a Libellus (editora croata que publicou em grandes volumes cartonados toda a mini-série) pediu-me para fazer as capas. Uma bela experiência, e restou gravada na minha mente a realização de certas passagens (também pelo facto de trabalhar com textos de um grande autor como Manfredi) pelo prazer que eu sentia ao desenhar as páginas. Em especial, os momentos oníricos (o encontro de Face Oculta com Ugo, ou o sonho-recordação de Matilde criança).


Passemos agora ao Ranger que dá nome a este blogue. Como aconteceu o seu ingresso na equipa dos desenhadores de Tex?
Gigi Simeoni: Do modo mais simples: cruzei com Mauro Boselli na redacção e ele falou-me sem preâmbulos: “Ah, Gigi, você sabe que deve fazer uma história curta de Tex, não sabe?“. Claro que nunca havíamos falado disso. Mas esse é o estilo de Boselli. O que ele queria dizer é que, no acto, havia decidido ter uma história feita por Simeoni no Tex Color e, como eu estava ao alcance… tac! Para mim, depois do encargo em tempo integral com Dylan Dog, foi a enésima grande satisfação. “Quem vai desenhar?“, perguntei a Boselli, e ele: “Se você acha que não pode, passaremos para alguém, mas se acha que pode, é melhor que seja você“. Claro. E aqui estou, pronto para começar! Não vejo a hora.

Como você se sente ao trabalhar com o Ranger?
Gigi Simeoni: Sinto um pouco de receio, mas é um desafio. Não um Desafio no OK Corral, mas um desafio para receber um OK do Bos, o que significa a autorização de Boselli depois de ajustados os eventuais erros.

Ao desenhar Tex, que tipo de dificuldades acha que encontrará?
Gigi Simeoni: Eu ainda não comecei, mas imagino que desenhar os cavalos vai ser difícil para alguém como eu, que vem do espaço e dos monstros. Mas o meu trabalho também é o de aprender. E depois, o rosto de Tex provavelmente será uma sanduíche com dois dedos de altura, de tantas correcções e ajustes que receberá. Nisso o Bos é bastante detalhista. Adesivos com dois dedos de altura para esconder imperfeições e camadas grossas de corrector líquido!

Você precisou modificar o seu estilo, ou não?
Gigi Simeoni: Só um pouco, no Color Tex nós temos mais liberdade. Mas não muito!

Como você define graficamente o seu Tex?
Gigi Simeoni: Meio no estilo de Magnus, só um pouco.

Você tomou modelos de referência particulares?
Gigi Simeoni: Justamente o de Magnus. Mas procurarei dar-lhe uma dinâmica mais próxima a Villa ou até a Bernet. Ao menos tentarei.

O que pode nos dizer sobre essa história de Tex em que está a trabalhar?
Gigi Simeoni: Que prometi a mim mesmo de não fazer Tex disparar um tiro sequer. Nisso os outros autores já pensam. Mas ele fará evoluções das quais nem Indiana Jones é capaz!

Nos últimos tempos vários desenhadores fizeram uma breve aparição em Tex e depois voltaram a trabalhar com outras personagens. O seu compromisso com Tex será duradouro, ao menos na sua intenção?
Gigi Simeoni: Não. Eu fui chamado por Tiziano Sclavi para ajudar com Dylan Dog, série em que produzo as minhas próprias histórias e também escrevo para outros desenhadores. E também há a série Le Storie (As Histórias), que me oferece a chance de publicar também outras personagens, outros géneros. Mas se um dia o Bos me sugerisse apresentar um argumento para a série regular, não vejo porque não tentar. Veremos, todos ainda temos muito tempo e muito trabalho a desenvolver.

Na sua visão, quem ou o que é Tex? O que gosta mais e o que gosta menos no Ranger?
Gigi Simeoni: Eu tenho uma recordação cristalina, de quando contava seis ou sete anos. Eu estava na praia, em Miramar, sob o guarda-sol. Eu havia descoberto uns trinta volumes de Tex em uma garagem, na casa da minha tia. Eu mantinha vários deles sob a cabeça, como uma almofada, e lia os demais. Os lidos iam para baixo da almofada, e o de cima passava à leitura. Um mecanismo insaciável que produzia, ao mesmo tempo, a satisfação do relaxamento, da cultura e até da postura. Quer mais? Tex é a certeza de que o Bem sempre triunfará. É o que acontece no lugar e tempo certos, no modo justo. Tex é o bom que vence, a luz que vara as trevas. Quanto à certeza do lado positivo, eu acho pouco verosímil (como eu disse antes, o que me atrai é o aspecto profundo da alma humana) e creio que às vezes contrasta com o que a vida da fronteira americana devia ser na realidade, e como a vida transformava as pessoas. Em síntese, um Tex mais realístico e que mostrasse de vez em quando um lado não digo fraco, mas ao menos humano (uma dúvida, um erro, uma incerteza?), o tornaria ainda mais simpático aos meus olhos. Mas ler uma BD de Tex por dia pode mesmo fazer bem à saúde, e nisso ele é a personagem perfeita.


Para concluir o tema, como você vê o futuro do Ranger?
Gigi Simeoni: Ligado ao transcorrer do tempo. Tex É seus leitores, que crescem e envelhecem. Se na redacção souberem como fazer para que ele navegue acima das gerações, para que se actualize sem se transformar em outra coisa, sobreviverá. O necessário para se tornar um ícone ele tem. E espero que isso possa ser ajudado por algum produtor que decida criar um filme, vários filmes, ou uma série de TV bem feita sobre Tex. Se a série tivesse sucesso, ajudaria a BD a manter por muito tempo a sua difusão actual. Falta talvez um pouco de investimento por parte da SBE sobre a personagem entendida como fenómeno popular, ao deixá-la, por ora, apenas com o sucesso autónomo da publicação em revista. Vai durar bastante, mas é como quando se fala de jazidas de petróleo… uma hora se esgota, e aí será necessário achar outro jeito para que os automóveis andem. Eu espero que, quando envelhecer, possa encontrar Tex não somente nas minhas antigas revistas, mas também em outros formatos que, no futuro, estarão na moda.

O que é para você a BD, como linguagem e como experiência profissional?
Gigi Simeoni: É arte. Aliás, Arte (com maiúscula). Arte múltipla e aplicada: pintura, gráfico-visual, poesia, teatro, narrativa. É a união dos melhores fotogramas de uma película, ou seja, o melhor que um filme possa dar. É um desafio contínuo, que deve resistir ao avanço das tecnologias e do entusiasmo dos leitores, cada vez mais vorazes. A BD é um grande espectáculo de ilusionismo: veja, aqui há uma página branca… e agora farei aparecer um deserto escaldante sob um céu azul. Sim, o desenho é em preto e branco, mas será o céu mais azul que já se viu… magia!

O que encontramos sobre a sua mesa de trabalho?
Gigi Simeoni: De tudo. Antigamente eu era ordenado, e cada coisa tinha um lugar determinado. Hoje eu joguei a toalha. Aliás, eu a joguei sobre a mesa e não a encontro mais. Neste momento, além do computador, na minha mesa há uma página de Dylan Dog para concluir a arte-final. Página 43 da minha primeira história para a série regular do Investigador do Pesadelo. Estou curioso para ver como o público a acolherá.

Quanto tempo você leva para desenhar uma página? Cumpre horários? Como se divide uma jornada diária padrão entre trabalho, leituras, actualização de informações, ócio, vida familiar?
Gigi Simeoni: Em média uma página consome um dia de trabalho. Começo às nove e acabo por volta de dezanove. Com uma pausa longa para almoçar com a família. O meu dia padrão é direccionado sobretudo a 1) Produzir a página; 2) Acompanhar os filhos; 3) Cuidar dos animais; 4) Aprofundamentos (tradução: cinema, teatro, leituras, TV, etc.). Posso dizer que consigo fazer um pouco de tudo no tempo previsto. Agora eu pretendo dedicar-me um pouco mais ao movimento, ao desporto (sem exagerar) e talvez compre uma moto para dar uns passeios.

Como é a sua técnica de trabalho?
Gigi Simeoni: Lápis quase definitivo já nos primeiros traços, seguido da tinta guache. Não faço esboços, quase nunca. Depois um grande trabalho de correcções (eu sou do tipo que se arrepende fácil). Uso pincel e guache, e também caneta hidrocor.

Você escuta música enquanto desenha? Qual?
Gigi Simeoni: Geralmente ouço rádio, enquanto desenho. Coisa suave. Quando escrevo, ouço música clássica ou trilhas sonoras.

Pode nos antecipar alguma coisa sobre seus projectos imediatos?
Gigi Simeoni: Concluir o quanto antes a história actual de Dylan Dog e depois levar a cabo outra, escrita por Giovanni Di Gregorio. Mas antes dessa eu farei o meu Tex. E depois eu tenho reservado um faroeste para As Histórias, e se não achar um desenhador adequado, eu mesmo a desenharei. Depois de Tex, posso fazer de TUDO! :)


Bem, chegamos ao fim. Há algo mais eu você gostaria de dizer? Algo que não lhe foi perguntado e que gostaria que nossos leitores soubessem?
Gigi Simeoni: Eu sempre digo aos jovens que pretendem tomar este caminho para não se desencorajarem com os primeiros nãos. Eu recebi vários. Um desses nãos foi-me dito pelo então director da Walt Disney Itália, Gian Battista Carpi. Era 1988. Naquele dia eu imediatamente fui conversar com Guido Silvestri (nome artístico Silver, o criador de Lobo Alberto) em seu estúdio da Rua Chiaravalle, em Milão. Ele viu os meus desenhos e simplesmente disse-me: “Sim“. A partir daquele dia eu tornei-me autor profissional de quadradinhos. Se eu tivesse me trancado na casa de banho da estação, a chorar pelo não de Carpi, hoje as coisas poderiam ter acontecido de forma bem diferente.


Caro Gigi, em nome do blogue português de Tex, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.
Gigi Simeoni: Obrigado a vocês. Hasta luego!

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

0

Intervista esclusiva: LUIGI (GIGI) SIMEONI

julho 9, 2014
Tags:

Intervista esclusiva: LUIGI (GIGI) SIMEONI

Intervista condotta da José Carlos Francisco, con la collaborazione di Giampiero Belardinelli per la formulazione delle domande, di Júlio Schneider (traduttore di Tex per il Brasile) e di Gianni Petino per le traduzioni e le revisioni e di Bira Dantas per la caricatura.

Ciao carissimo Gigi Simeoni, e benvenuto sul blog portoghese di Tex! Per cominciare, quali fumetti leggevi da bambino?
Gigi Simeoni: Già a quattro anni disegnavo già almeno due ore al giorno, cercando di riprodurre i personaggi dei fumetti che (fino ai sei anni, cioè finché non ho imparato a leggere) guardavo con molta attenzione. Jacovitti, Topolino, Provolino… tutto ciò che era fumetto mi interessava. Crescendo, ho scoperto man mano anche Alan Ford, le Sturmtruppen, Cattivik, e via via verso l’adolescenza quando mi sono avvicinato ai grandi autori e alle testate che li diffondevano, da L’Eternauta a Totem, da Torpedo a Corto Maltese, da Pilot a Métal Hurlant e Frigidaire…

Da ragazzino immaginavi che da grande avresti fatto il disegnatore professionista?
Gigi Simeoni: Sì, assolutamente. Non ho mai avuto dubbi, su questo. Ero anche molto attratto dal cinema, dal “dietro le quinte” della lavorazione di un film, ma alla fine ha prevalso il fumetto. Anche se non ho accantonato del tutto l’idea di mettermi a scrivere per il cinema, un giorno.

Nella tua attività di disegnatore, quali consideri, se vi sono, come tuoi maestri? Hai disegnatori che stimi particolarmente? In caso positivo, quali e perché?
Gigi Simeoni: Beh, credo si veda abbastanza nel mio stile l’influenza di Magnus. La sua precisione e la capacità di unire il grottesco al realistico mi ha stregato subito. Ma mi sono lasciato ammaliare anche da Giorgio Cavazzano, che sa trasporre il realismo dei dettagli nella caricaturalità, Milo Manara per il modo di disegnare il corpo femminile e di trattare l’erotismo, Pratt per la sintesi quasi impressionista con cui realizzava le sue tavole, Andrea Pazienza per l’inventiva straordinaria e la furia del segno, Bernet per la sua autoconsapevolezza di superiorità in qualsiasi cosa disegnasse… il mio Olimpo è molto ricco e variegato.

Ben presto entri a far parte di un gruppo di ragazzi di talento, affidati a Rubén Sosa. Come sei entrato in questo gruppo? Conoscevi alcuni di loro?
Gigi Simeoni: Prima di accedere al Corso di Rubén Sosa, non conoscevo nessuno di loro. In quelle aule ho fatto subito amicizia con Majo, Giancarlo Olivares e Massimo Bonera. Quest’ultimo, è l’unico dei tre che non si dedicò poi al fumetto se non come lettore assiduo. Seguì un’altra strada… e un’altra passione… e oggi è uno dei più attivi e prolifici produttori di porno! Giancarlo Olivares a sua volta conosceva qualche altro appassionato, che poco alla volta avvicinò al trio: Stefano Vietti (che faceva il rappresentante di canne da pesca), Davide Longoni (redigeva una fanzine, “La Zona Morta”). Qualcuno poi si perse o si dedicò ad altro (come Bonera), e altri arrivarono (Andrea Mutti, Marco Febbrari, Fabio Pezzi e Riccardo Borsoni). Oggi il gruppo creativo è ancora attivo, siamo in cinque e tutti professionisti. Io, Majo, Olivares e Vietti lavoriamo per la Bonelli, e alcuni pubblicano anche con editori francesi. Mutti lavora per i francesi e gli americani, Borsoni dirige la Scuola Internazionale di Comics di Brescia. Febbrari ci segue da vicino e scrive, al momento, per diletto pubblicando di tanto in tanto, e Fabio Pezzi disegna per il mercato francese. Tutti molto indaffarati!

Parlaci un po’ della serie nata dalla collaborazione di questo gruppo di autori.
Gigi Simeoni: Il primo progetto era “Fullmoon Project”. In due parole: due agenti FBI facenti parte di uno specifico ufficio “segreto” (il Paranormal American Center) indagavano su presunti fatti soprannaturali. Eravamo nel 1991, e quest’avventura editoriale era destinata a durare poco (sette albi) perché l’editore non era una persona molto seria e fallì, tirandosi dietro una montagna di debiti e anche le nostre settecento tavole originali. Fossimo stati in mano a una persona più professionale e fossimo anche stati negli USA, forse avremmo avuto il successo che ebbe nel 1994 Chris Carter con “X-Files”, dato che l’idea era praticamente identica.

La collaborazione con la Star Comics e la Universo ti ha portato ad intraprendere altre strade artistiche: pensiamo alla serie “Hammer” (Star Comics).
Gigi Simeoni: Chiuso “Fullmoon Project”, non restammo molto tempo con le mani in mano: ci eravamo fatti notare subito. Il fumetto che facevamo era paragonato agli albi della Bonelli, e per un gruppo di ragazzini questa era in assoluto la massima onorificenza. La Star Comics aveva in produzione “Lazarus Ledd”, e Olivares aveva tenuto rapporti con Ade Capone, collaborando di tanto in tanto con lui per altri piccoli progetti. Così, Ade (che ci seguiva attentamente) prese la palla al balzo e ci introdusse alla spicciolata nella sua testata. Collaborammo per un solo anno, su “Lazarus Ledd”, perché l’editore Giovanni Bovini stava già pensando di sfruttare la innata capacità creativa e organizzativa della “gang dei bresciani” (come venivamo definiti dai lettori) per affidarci l’ideazione di una testata di fantascienza nuova di zecca. Così nacque “Hammer”. Da allora sono passati vent’anni… e ormai possiamo dire che è arrivata l’ora di ripubblicarlo, per fargli gli auguri di buon compleanno!

La serie sopracitata, infatti, è stata il trampolino di lancio per entrare, con altri tuoi bravi colleghi, in Bonelli. Siete stati contattati oppure vi siete fatti avanti voi?
Gigi Simeoni: Ci facemmo avanti noi. Sergio Bonelli, come ci dissero solo in seguito, ci teneva d’occhio e leggeva le nostre storie. E sapeva che eravamo bravi e determinati. Però, nel suo stile irreprensibile, non voleva fare il gesto di offrire un appiglio a autori che erano ancora sotto contratto con altri editori. Così lasciò che fossimo noi a presentarci a lui, dopo la chiusura di “Hammer”.

Che ricordo hai di  Sergio Bonelli?
Gigi Simeoni: Non voglio essere retorico, né apparire scontato. Di Sergio mi piaceva quel sorrisino complice che tirava fuori scoccando un’occhiata d’intesa quando era d’accordo con te e voleva dimostrarti affetto e appoggio. A parole ti raccomandava sempre di essere attento alle “metriche” bonelliane, perché era il suo ruolo e doveva ribadirlo. Ma sotto sotto, è stato fino alla fine un ragazzo ribelle, e che della ribellione e del sovvertimento delle regole aveva mantenuto il rispetto e l’ammirazione. Gli piacque molto, “Gli occhi e il buio”, il mio primo romanzo a fumetti. Tanto che in redazione, un giorno, mi si avvicinò e quasi sottovoce (erano presenti solo Decio Canzio e Mauro Marcheselli) mi disse: “Bravo. Mh. Mh. Guarda che dico davvero, eh? Io ormai mi porto a casa da leggere poche cose, perché sono un po’ stanco e mi affatico. Ma il tuo romanzo l’ho voluto tenere per domenica pomeriggio, apposta, per leggerlo tutto assieme. E devo dire che erano anni che non restavo così attaccato a leggere per tre ore filate un fumetto. Questo, per dirti, che hai fatto proprio un bellissimo lavoro”. Per me, era come ricevere una specie di Coppa dei Campioni, insomma!

L’approccio a Nathan Never ti ha spinto probabilmente a modificare il tuo stile: puoi raccontare in breve la genesi della tua evoluzione artistica?
Gigi Simeoni: In effetti, io avevo esordito con personaggi miei, grotteschi e caricaturali. Ma avevo studiato al liceo artistico, e quindi sapevo gestire anche un’impostazione “accademica” realistica. Il primo tentativo è stato, come detto, “Fullmoon Project”, poi “Hammer” e poi “Lazarus Ledd”. Man mano, nell’arco di circa trecento tavole, ho affinato il lato realistico. Quando sono approdato a Nathan Never mi veniva abbastanza facile, anche se in fondo quando mi capitavano personaggi sui quali era permesso essere un po’ più “accesi” sull’espressività, mi divertivo parecchio. Come Sigmund Baginov, ad esempio. Da allora il mio stile è cambiato poco. Sono diventato un po’ più preciso e pretendo da me stesso un po’ di più. Ora, mi piacerebbe poco alla volta andare verso una sintesi d’impatto, e recuperare un po’ di quel grottesco che mi piace tanto. Jordi Bernet e Magnus sono un punto di riferimento, riguardo a questo.

Nel 2002 viene pubblicato il primo Maxi Gregory Hunter: ci ha colpito l’ironia, il divertimento ma anche le riflessioni intelligenti che hai inserito nel volume. Tra l’altro, la narrazione era ben diversa dallo stile rétro voluto dal creatore del personaggio Antonio Serra. Come ha accolto il Nostro questa tua scelta?
Gigi Simeoni: Con grande soddisfazione ma anche con un po’ di amarezza, perché era il “canto del cigno” della serie. Antonio, quando lesse per la prima volta la storia e io arrivai in redazione, mi abbracciò e disse: “Ho letto. E ti abbraccio. E’ il Gregory Hunter che avrei dovuto scrivere io”. Sapevo che il mio Nathan non gli piaceva molto, lo considerava troppo realistico per i suoi gusti ma lo lasciava passare per il fatto che il pubblico pareva apprezzare. Quindi ero rimasto sorpreso da questa sua esternazione. Ma mi ha fatto molto piacere.

Alcuni anni dopo (2007), sempre come autore completo, esce “Gli occhi e il buio” (secondo volume della collana Romanzi a Fumetti Bonelli), racconto il cui ricordo è rimasto ben impresso nel pubblico: quanta energia, quanta attenzione, quanto entusiasmo servono per scrivere un’opera così complessa?
Gigi Simeoni: Molta energia, molta determinazione, molta forza d’animo per non perdersi negli “effetti di superficie”, ma scendere a fondo e riuscire a rendere “fumettabile” ciò che in genere è difficile da “fumettare”: la psiche, i risvolti filosofici, la psicopatologia, l’ossessione. Senza entusiasmo, non avrei avuto benzina per avviare il motore. Io sono un entusiasta di nascita. Come Obelix, sono caduto nel pentolone della super-pozione, e nel mio caso era un pentolone di super-entusiasmo!

Con “Stria”, altro tuo drammatico capolavoro, ti confronti con temi inquietanti come l’infanzia negata da traumi nascosti nel profondo. Qual è la reazione dello scrittore (e disegnatore) quando racconta storie tanto tristi?
Gigi Simeoni: Ho sofferto molto. Entrare nei personaggi, così teneri e ingenui, mi ha costretto a piegarmi su me stesso proprio come se dovessi entrare fisicamente in qualcosa di molto piccolo e fragile. Ho avuto (non scherzo) un mal di schiena che mi ha afflitto per un anno, a causa della tensione accumulata nella scrittura del romanzo. Ma buona parte del mal di schiena era arrivato già durante la lavorazione de “Gli occhi e il buio”, e con “Stria” gli ho dato il colpo di grazia. Il tema comune tra i due romanzi è “la dualità dell’animo umano”. Ying e Yang, bianco e nero, giorno e notte, Bene e Male. Sempre quello. Ma dobbiamo farci i conti davvero, perché siamo schiacciati sempre e comunque tra i due opposti, e quella schiuma che scaturisce dallo sfregamento è la nostra vita.

Nel 2007 ti sei confrontato con Volto Nascosto: raccontaci qualcosa di questa esperienza.
Gigi Simeoni: Dopo “Gli occhi e il buio”, come ho detto, ero molto stanco. Avrei voluto dedicarmi a qualcosa di più leggero, una storia da Almanacco della Fantascienza, più BANG BANG e meno strizzacervelli, insomma. Invece, Manfredi mi richiese per illustrare un episodio di “Volto Nascosto”, e Queirolo mi chiamò. Non ero contentissimo di essere di nuovo chiamato a disegnare scene in costume storico, inoltre non era una mia sceneggiatura e faticavo a vedermi tornare a lavorare su cose ideate da un altro autore. Così, iniziai un po’ di malavoglia. Poi, Queirolo mi “tirò le orecchie”, dicendomi che capiva che fossi stanco ma che Volto Nascosto meritava tutta la mia bravura, non meno di ciò che realizzavo per me stesso. Aveva ragione, naturalmente, e mi misi di lena: il risultato fu davvero soddisfacente per tutti. Tanto che poi la Libellus (editore croato che pubblicò in grandi volumi cartonati tutta la miniserie) volle far disegnare a me le copertine. Una bella esperienza, e la realizzazione di certi passaggi (complice il fatto di lavorare sui testi di un grande autore come Manfredi) me la ricordo proprio per il piacere che provavo nel disegnarne le tavole. Su tutti, i momenti onirici (l’incontro tra Volto Nascosto e Ugo, o il sogno-ricordo di Matilde bambina).

Passiamo adesso al Ranger che dà nome a questo blog: vuoi raccontarci com’è avvenuto il tuo arruolamento nello staff dei disegnatori di Tex?
Gigi Simeoni: Nel modo più semplice: Mauro Boselli mi ha incrociato in redazione, mi ha agganciato e mi ha detto senza preamboli: “Ah, Gigi. Tu sai che devi farmi una storia breve di Tex, vero?”. Ovviamente, non se n’era mai parlato. Ma questo è il modo di fare di Boselli. Intendeva dire che aveva lì per lì deciso di inserire una storia di Sime nel Tex Color, e siccome ero lì a portata di voce… tac! E per me è stata, dopo l’arruolamento a tempo pieno per Dylan Dog, l’ennesima grande soddisfazione. “Chi lo disegnerà”? ho chiesto a Boselli. E lui: “Se non ce la fai lo daremo a qualcuno. Però, se ce la fai, è meglio se te lo disegni da te”. Ovviamente. Ed eccomi qui, pronto a iniziare! Non vedo l’ora.

Come ti senti a misurarti con il Ranger?
Gigi Simeoni: Ho un po’ di timore, ma è una sfida. Non “Sfida all’OK Corral” ma una sfida all’”OK, il Bos”, che sarebbe a dire il via libera di Boselli una volta sistemati gli eventuali errori.

Nel disegnare Tex che tipo di difficoltà hai incontrato, se ne hai incontrate?
Gigi Simeoni: Non ho ancora iniziato. Ma immagino che disegnare i cavalli sarà dura, per uno che viene dallo spazio e dai mostriciattoli, come me… ma il mio lavoro è anche quello di imparare. E poi, il volto di Tex finirà per essere probabilmente un sandwich alto due dita, a furia di correzioni e pecette. Il Bos è piuttosto pignolo, su questo. Una pecetta alta due dita e una montagna di bianchetto!

Hai dovuto modificare il tuo solito stile, oppure no?
Gigi Simeoni: Non più di tanto, sul Color siamo un po’ più liberi. Ma non troppo.

Come definisci graficamente il “tuo” Tex?
Gigi Simeoni: Magnusiano, con misura.

Hai preso dei modelli di riferimento particolari?
Gigi Simeoni: Appunto: Magnus. Ma cercherò di dargli una dinamicità più vicina a Villa o addirittura a Bernet. Se ci riesco.

Cosa ci puoi dire della storia di Tex alla quale stai lavorando?
Gigi Simeoni: Che mi sono ripromesso di non far sparare a Tex nemmeno un colpo. A quello, pensano già gli altri autori. Ma gli farò fare evoluzioni che nemmeno Indiana Jones!

Negli ultimi tempi diversi disegnatori hanno fatto solo una veloce comparsata su Tex e poi sono tornati a lavorare su altri personaggi. Quello su Tex è per te un impegno duraturo, almeno nelle tue intenzioni?
Gigi Simeoni: No. Sono stato chiamato da Tiziano Sclavi per dare manforte su Dylan Dog, e lì produco le mie storie e scrivo anche per altri disegnatori. Poi c’è la collana “Le Storie” che mi offre l’opportunità di pubblicare anche altri personaggi, altri generi. Ma se un giorno Bos dovesse propormi di presentare un soggetto per la serie regolare, non vedo perché non provarci. Vedremo, abbiamo tutti ancora un sacco di tempo e di lavoro da sbrigare!

Chi o cosa è Tex secondo te? Cosa ti piace di più nel Ranger e cosa di meno?
Gigi Simeoni: A sei-sette anni… un ricordo nitido, cristallino. Ero in spiaggia, a Miramare, sotto l’ombrellone. Avevo scovato una trentina di albi di Tex in un garage, a casa di mia zia. Ne tenevo un pacchetto sotto la testa, come cuscino, e leggevo via via gli altri. Quelli letti, finivano in fondo al cuscino, e quello in cima passava alla lettura. Un meccanismo voracissimo che verteva in contemporanea alla soddisfazione del relax, della cultura e della postura. Che vuoi di più? Tex è la certezza che il Bene trionferà sempre. E’ ciò che va al suo posto, nei tempi giusti, nel modo giusto. Tex è il buono che vince, la luce che trapassa le tenebre. In quanto a “certezza del lato positivo” lo sento poco verosimile (io, come dicevo sopra, sono attratto dall’aspetto abissale dell’animo umano) e credo che a volte sia in contrasto con ciò che la vita della frontiera americana doveva davvero essere, e come la vita trasformava le persone. Insomma, un Tex più realistico e che mostrasse ogni tanto un lato non dico debole, ma perlomeno umano (Un dubbio? Un errore? Un’incertezza?) me lo renderebbe ancora più simpatico. Però leggere un albo di Tex al giorno potrebbe davvero levare il medico di torno, e in questo è il personaggio perfetto.

Per concludere il tema, come vedi il futuro del Ranger?
Gigi Simeoni: Legato al trascorrere del tempo. Tex E’ i suoi lettori, che crescono e invecchiano. Se in redazione sapranno come renderlo capace di galleggiare sopra le generazioni, aggiornandolo senza stravolgerlo, sopravvivrà. Le carte in regola per essere un’icona le ha tutte. E spero che ciò possa essere aiutato da qualche produttore che decida di creare un film, più film, o una serie TV fatta come Dio comanda su Tex. Se la serie avesse successo, aiuterebbe il fumetto a mantenere a lungo la sua diffusione attuale. Manca forse un po’ di investimento da parte della SBE sul personaggio inteso come fenomeno pop, lasciando che per ora si soddisfi autonomamente solo come “pubblicazione”. Durerà a lungo, ma come quando si parla dei giacimenti di petrolio… prima o poi si esauriranno, e per allora avremo dovuto trovare il modo di muovere le nostre auto in altro modo. Ecco, spero che da vecchio io possa trovare Tex non solo nei miei vecchi fumetti, ma anche su altri supporti che in futuro saranno di moda.

Cosa è per te il fumetto, sia come linguaggio che come esperienza professionale?
Gigi Simeoni: E’ arte. Anzi, Arte. Arte multipla applicata: pittura-grafica-poesia-teatro-narrazione. E’ l’insieme dei migliori fotogrammi tratti da una pellicola, quindi il meglio che un film possa dare. E’ una sfida continua, che deve resistere all’avanzare delle tecnologie e della frenesia dei lettori, sempre più voraci. Il fumetto è un grande spettacolo di illusionismo: guarda, qui c’è una pagina bianca… e ora ti farò vedere un deserto assolato sotto un cielo blu… Sì, il disegno è in bianco e nero, ma sarà il cielo più blu che tu abbia mai visto… magia!

Cosa troviamo al tuo tavolo da lavoro?
Gigi Simeoni: Di tutto. Un tempo ero ordinato, e ogni cosa aveva una postazione prefissata. Adesso ho gettato la spugna. Tra l’altro, l’ho gettata sul tavolo e non la trovo più… In questo preciso istante, oltre al PC, ho una tavola di Dylan Dog da finire di ripassare a china. Tavola 43 della mia prima storia per la serie regolare dell’Indagatore dell’Incubo. Sono curioso di vedere come il pubblico la accoglierà.

Quanto tempo impieghi per disegnare una tavola? Hai degli orari? Come si articola una tua giornata tipo fra lavoro, letture, tenerti informato, ozio, vita familiare?
Gigi Simeoni: In media, una giornata di lavoro per fare una tavola. Inizio alle nove e finisco alle 19, grosso modo. Con pausa ampia per pranzare con la famiglia. La mia giornata tipo verte soprattutto a 1) Produrre tavola; 2) Seguire figli; 3) Curare animali; 4) Approfondimenti (vale a dire cinema, teatro, lettura, tv, ecc…). In linea di massima, riesco a fare un po’ tutto nei tempi previsti. Ora ho intenzione di dedicarmi un po’ di più al movimento, allo sport (senza esagerare) e forse mi comprerò una moto per gironzolare un po’.

Puoi esporci la tua tecnica di lavoro?
Gigi Simeoni: Matite quasi definitive, da subito, e poi china. Non faccio bozzetti, quasi mai. Poi, gran lavoro di correzione (sono uno che si pente facilmente). Uso pennello e china, e pennarelli.

Ascolti musica quando disegni? E quale?
Gigi Simeoni: Se disegno ascolto la radio, in genere. Roba leggera. Altrimenti, se scrivo, musica classica, o colonne sonore.

Quali sono i tuoi progetti immediati? Puoi anticiparci qualcosa?
Gigi Simeoni: Procedere spedito con Dylan Dog e chiudere questa storia. Poi ne ho un’altra da finire, scritta da Giovanni Di Gregorio. Ma prima di quella, farò il mio Tex. E poi ho un western in cantiere per “Le Storie”, e se non troverò un disegnatore adatto per realizzarla me la disegnerò da solo. Dopo Tex, posso fare TUTTO! :)

Bene, noi avremmo finito. C’è ancora qualcosa che vorresti dire? Qualcosa che non ti è stato chiesto e che avresti assolutamente voluto far sapere ai nostri lettori?
Gigi Simeoni: Io raccomando sempre a tutti i ragazzi che vogliono intraprendere questa strada, di non scoraggiarsi ai primi “no”. Io ne ho ricevuti a carrettate. Uno di questi “no”, me lo disse l’allora direttore della Walt Disney Italia, Gian Battista Carpi. Era il 1988. Quel giorno, senza aspettare oltre, andai a trovare Guido Silvestri (in arte Silver, il creatore di Lupo Alberto) nel suo studio di Via Chiaravalle, a Milano. Vide i miei disegni e, semplicemente, mi disse “Sì”. Da quel giorno, divenni un autore professionista di fumetti. Se invece mi fossi chiuso in un bagno della stazione a piangermi addosso per il “no” di Carpi, oggi le cose potrebbero essere andate ben diversamente.

Caro Gigi, a nome del blog portoghese di Tex ti ringraziamo moltissimo per l’intervista che ci hai così gentilmente concesso.
Gigi Simeoni: Grazie a voi. Hasta luego!

(Cliccare sulle immagini per vederle a grandezza naturale)

0

Zagor está na revista Mundo dos Super-Heróis #56

julho 8, 2014
Tags: ,

Zagor está na revista
.
Mundo dos Super-Heróis #56

Por Ezequiel Guimarães

Zagor, a maior criação do mítico editor italiano Sergio Bonelli está neste mês na secção Mundo Bonelli. A origem do herói do Velho Oeste, sua história e suas principais influências, além de curiosidades, aportam nesta edição.
.

Outras matérias que constam na revista Mundo dos Super-Heróis #56 são:

Passado e futuro do Batman
Um bat-especial para comemorar os 75 anos do Homem-Morcego. Na edição, explicam tudo que vem por aí no universo do herói de Gotham, tanto nos quadradinhos quanto na TV, cinema e home video. Já no póster central, que mede 55 cm x 41 cm, há uma detalhada linha do tempo com os principais factos da carreira do Batman. No verso do póster, aparece a ilustração de capa criada pelos brasileiros Klebs Jr. e Márcio Menyz. Uma edição imperdível!

Entrevista: Joe Bennett
Com três décadas de carreira, o brasileiro fala de seu início nos quadradinhos, seus trabalhos autorais e como chegou a virar destaque na Marvel e DC.

Flash Gordon
As principais versões do aventureiro espacial criado por Alex Raymond, que completa 80 anos em 2014.

Grandes sagas do universo DC
Os detalhes de O Ataque das Amazonas e Crise Final, BDs em que as amazonas declaram guerra aos Estados Unidos e Darkseid retorna como a maior ameaça à humanidade.

Universo Marvel/DC
O pesquisador Roberto Guedes comenta a vida de Curt Swan, o principal desenhador do Superman por muitas décadas.

Gavião Arqueiro
Uma linha do tempo que explica os grandes momentos de Clint Barton, que estreou como vilão mas tornou-se um importante membro dos Vingadores.

Action-figures do Vingadores
As estátuas e bustos da Bowen Designs, com Vingadores bem inusitados.

Heróis/BR
Os membros da Mundo listam os trabalhos nacionais que mais os impressionaram nos últimos tempos.

Etc. & Tal
O coleccionador de BDs e peças Batman Márcio Escoteiro fala sobre sua intensa dedicação ao Homem-Morcego.

Peneira Pop
As séries inéditas da DC que foram lançadas na web e nas lojas. Além disso, uma selecção de vídeos inusitados da Internet com o Batman e a cosplayer Mel Rayzel como Vampira.

Recebemos
Resenhas de BDs.


DISTRIBUIÇÃO
A Mundo dos Super-Heróis 56 já chegou às bancas em São Paulo capital e Rio de Janeiro capital. No restante do Brasil, a revista está a chegar a diversas localidades.

QUER RECEBER A REVISTA EM CASA? ASSINE
Para mais detalhes sobre o sistema de assinatura (somente para o Brasil), ligue (11) 3038-5050 ou 0800 8888 508 ou acesse www.europanet.com.br/superheroi
Aproveite também as promoções na compra de edições anteriores.

VERSÃO DIGITAL

Todo o conteúdo da Mundo dos Super-Heróis está a venda também no site www.europadigital.com.br. Assinantes têm acesso gratuito ao material.
As edições também estão disponíveis na App Store e no site www.iba.com.br.

CONTACTO
Manoel de Souza (editor)
(11) 3038-5109
manoel.souza@europanet.com.br
www.europanet.com.br/superheroi
Twitter: @superherois

EDITORA EUROPA
Redacção Revista Mundo dos Super-Heróis
Rua M.M.D.C., 121 – Butantã – São Paulo, SP
CEP 05510-900 – Brasil

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

0

Um giro pela Itália, com passagem pelo estúdio de Fabio Civitelli

julho 7, 2014

Um giro pela Itália, com passagem pelo
.
estúdio de
Fabio Civitelli

Fabio Civitelli e Dorival Vitor Lopes no estúdio do Mestre Aretino

Por Fernanda Martins

Assim como o original Giro da Itália, o passeio com o nosso querido editor Dorival Vitor Lopes começou em outro país. Recebi o Dorival na Holanda, em um final de semana de Abril deste ano, e visitamos o Keukenhof. O Jardim das Tulipas abriga uma exposição de flores anual, principalmente tulipas, em áreas abertas e fechadas, num arco-íris deslumbrante.

Gianni Petino e Dorival em Milão

Na segunda feira voamos para a Itália para darmos início ao nosso Giro. Em uma rapidíssima parada em Milão para revermos o nosso pard Gianni Petino e alugarmos o carro, descemos a Estrada do Sol em direcção a Arezzo, na belíssima Toscana.


Com a ajuda da nossa companheira inseparável, nosso GPS Maria Augusta, falando em um português que algumas vezes nos confundia, chegamos ao nosso primeiro destino: a residência dos Civitelli.

Fabio Civitelli e Manuela, a sua simpática esposa

Fomos recebidos pelo mestre e sua esposa, Manuela, com uma selecção de queijos e cerveja. Saboreamos,  inclusive, a cerveja preferida de  Sergio Bonelli, a Menabrea.


Fizemos então um tour pela casa de Fabio, conhecendo seu estúdio, biblioteca e arquivo secreto, onde são guardadas as suas pranchas originais.

A BiblioTex de Fabio Civitelli

Fabio Civitelli e quadros Tex

Fabio e La Cavalcata del Morto

Fabio e Tex

Fabio Civitelli desenhando Tex

Fabio desenhando Tex

E que surpresa foi descobrir que Civitelli não tem talento somente para desenhar, mas também como designer de móveis, como essa pequena mesa de madeira pintada em branco que vemos de seguida:

Mesa desenhada por Fabio Civitelli

Visitamos depois a cidade de Arezzo com o nosso guia particular e muito especial: o próprio Fabio Civitelli. Vimos a muralha da cidade, o Duomo, a catedral, cuja torre lembra uma caneta, a praça central e a livraria que aparece no filme La Vita é Bella.


À noite Manuela agraciou-nos com um delicioso ravioli e de sobremesa um bolo de Páscoa, a Pomba Pasquale.

Fabio Civitelli e Dorival em frente aos brasões de Arezzo

Fabio Civitelli e Fernanda Martins em Arezzo

No dia seguinte saímos com Civitelli e Manuela para visitar a Fattoria La Vialla, com sua produção de produtos e vinhos biológicos. No caminho um cenário para fotos: a ponte que aparece no quadro da Mona Lisa!


Depois do almoço – uma selecção de pizzas italianas deliciosas, – seguimos para nosso segundo destino: Cinqueterre.

Fabio Civitelli e Dorival na praça de Arezzo.

A estrada litorânea sinuosa do Parco Nazionale delle Cinque Terre deixava entrever de vez em quando um vislumbre de algumas das cinco cidades que dão nome ao Parque: Riomaggiore, Manarola, Corniglia, Vernazza e Monterosso. Ficamos bem na do meio, em Corniglia, e de lá exploramos a região magnífica, ora de trem, ora a pé, atravessando as colinas de uma cidade a outra.

Corniglia

No retorno à Holanda, Dorival ainda teve a oportunidade de vislumbrar um pouquinho das comemorações do Dia do Rei.

Vernazza

Uma semana agradabilíssima com paisagens, companhias e emoções maravilhosas.

Por do sol em Corniglia

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

6