Entrevista com o fã e coleccionador: Zenaldo Nunes

setembro 30, 2017

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Zenaldo Nunes: Sou casado, pai de 4 filhos. Gosto de ler e de cinema; colecciono filmes de faroeste; James Bond – 007; Seriados do cinema; Bruce Lee; Super-heróis (Marvel e DC); Action Figures (Super-heróis) e pesquisar na Internet. Nasci em Campina Grande – Paraíba – região Nordeste do Brasil, em 18 de Março de 1963, numa segunda-feira, às 08h00min, no Bairro da Liberdade; sendo o primogénito dos meus pais (Antonio Ferreira Nunes e Josefa Gonçalves Nunes – In Memorians). Sou Funcionário Público (Enfermeiro), num Hospital de Trauma e numa Maternidade na cidade onde moro (Caruaru – Pernambuco – Brasil).

Quando nasceu o seu interesse pela banda desenhada?
Zenaldo Nunes: Na minha infância; onde foi emocionante ver as coisas visíveis em forma de quadrinhos (quadradinhos). Recordo-me do meu pai ser um amante de livros de cowboys conhecidos por livros de “bolso” e ter vários. De vez em quando ia folheando alguns apenas por curiosidade; mas sendo que o que mais me atraia era o colorido, até perceber a beleza também no preto e branco.

Quando descobriu Tex?
Zenaldo Nunes: Em Janeiro de 1978; quando ganhei do meu querido e saudoso pai a edição nº 82, com o título: Pat, o Irlandês (1ª edição) onde a capa me fascinou e depois ganhei também do meu pai “uns trocados” em dinheiro e fui numa banca de revistas. Foi então que comprei o meu primeiro gibi (BD) de Tex: Os Renegados de Virgínia City, o nº 21 (2ª edição), ambos lançados pela Editora Vecchi.

Porquê esta paixão por Tex?
Zenaldo Nunes: Porque Tex luta contra o que está errado, independente da posição que a pessoa ocupa, sempre em busca de ajudar os fracos e oprimidos, pelo seu senso de justiça, honra e lealdade.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Zenaldo Nunes: Em não precisar de identidade secreta; ser duas personagens em uma: O Ranger e Águia da Noite (Chefe supremo da tribo Navajo), além de Agente Indígena para estabelecer sua missão.


Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Zenaldo Nunes: Tex: Regular mensal /1ª edição (500); Edição Histórica Centenária (1); Almanaque (49); Almanaque Reedição (1); Grafic Novel (3); Edição Gigante P/B (8); Tex Coleção Centenárias (4); Grandes Clássicos (2); Os Aventureiros (6); Platinum (10); Especial 60 anos (1); Especial Civitelli (1); A Balada do Oeste (1); Minisérie Especial (6); Especial Colorido (3); Em Cores (26); Edição Especial Colorida (9); Almanaque do Faroeste (1); Edição Gigante SALVAT (2); Revista Póster (1); Classic em Caixa DINAMITE (4) e o livro: Tex, a História da Minha Vida (2). A “mais importante” é a edição nº 82, Pat, o Irlandês, lançado no Brasil pela extinta Editora Vecchi, por ter ganho do meu saudoso pai e ter sido a primeira revista que li sobre Tex Willer.

O que mais lê/colecciona?
Zenaldo Nunes: Vários livros nas áreas de Ciência, Filosofia e Religiões; mas também artigos; revistas e o que posso adquirir sobre a personagem; incluindo os filmes em DVD: Tex e o Senhor do Abismo (2), Zagor (3), Dylan Dog (1) e Diabolik (1).


Qual o objecto Tex que mais gostaria de possuir?
Zenaldo Nunes: Estatuetas, pois até agora não pude possuir ainda.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Zenaldo Nunes: El Muerto; Claudio Villa e Gian Luigi Bonelli; sendo que em nenhuma hipótese desmerecer os demais; com cada um em seu estilo gráfico.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Zenaldo Nunes: O que mais me agrada é o seu carácter imutável com seu extremo senso de justiça e não havendo nada “nele” que me desagrade.

Quais outras personagens do mundo de Tex que também gosta?
Zenaldo Nunes: Seu “compadre” Kit Carson, seu filho Kit Willer e seu grande amigo Jack Tigre.

E as quais as personagens do mundo de Tex que menos gosta?
Zenaldo Nunes: Os diabólicos Mefisto, Yama e a bruxa Zhenda.

O que gostaria ainda de ver sobre Tex no mundo?
Zenaldo Nunes: Outro filme para o cinema, sendo ao nível do grande Tex Willer. Apesar de “ Tex e o Senhor do Abismo” ter sido com o grande Giuliano Gemma, ficou muito aquém da grandiosidade da personagem supracitada.

O que gostaria ainda de ver sobre Tex no Brasil?
Zenaldo Nunes: Uma história se passando no território brasileiro e/ou desenhada por um desenhador brasileiro à altura da grandiosidade de Tex Willer.

O que acha da importância de um “blog” sobre tudo que diga respeito a Tex?
Zenaldo Nunes: De grande relevância como fonte de informações; cito o TEX WILLER BLOG, onde tem sido minha principal fonte de pesquisa desde sua criação e no Brasil o texbr.com.

Que sugestões pode dar para aumentar mais ainda o sucesso de Tex mundialmente?
Zenaldo Nunes: Através dos meios competentes e legais; ser inserido no Guinnes Book, o Livro dos Recordes Mundiais, como a personagem de faroeste em quadradinhos há mais tempo editado no mundo. E instituir no “Dia Internacional de Tex”, pois no Brasil já temos o Dia Nacional de Tex.

Há algo que gostaria que acontecesse dentro do “universo” de Tex?
Zenaldo Nunes: Sim; que houvesse o relançamento das 40 estatuetas das personagens, para que aqueles que não puderam adquiri-las, terem nova oportunidade de possuir.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Zenaldo Nunes: O estereótipo dos ídolos do faroeste Americano ou Italiano de nossa infância e de várias gerações, que apesar da “fantasia dos gibis”, é espelhada sua bravura e dignidade, contra todo tipo de racismo, escravidão ou preconceito, estabelecendo a Justiça acima de tudo.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Zenaldo Nunes: Sim; em finais de semana na Comic Shop “O Colecionador”, no bairro e cidade onde resido.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Zenaldo Nunes: Com esperança e o desejo ardente de que esta “chama da justiça” chamada Tex Willer/Águia da Noite, não venha a se apagar jamais e que a editora, argumentistas, desenhistas (desenhadores) e coleccionadores, mantenham acesa esta chama também para o agora e às próximas gerações. Costumo dizer: Tex não é só uma história em quadrinhos de um Cowboy. É um “estilo de vida”. Vida longa a Tex Willer.


Prezado pard Zenaldo Nunes agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

3 Responses to “Entrevista com o fã e coleccionador: Zenaldo Nunes”

  1. Gosto de colecionadores assim que respiram a cultura western, grande entrevista.

  2. Caro Pard, otima entrevista, e vamos continuar para que a justiça de Tex e Pards seja também a justiça que o nosso Brasil está precisando.

  3. Grande entrevista, assim como eu amamos o velho oeste, está de parabéns, longa vida para todos que amamos Tex e seus pards.

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