Revistas de BD da Mythos NÃO regressam a Portugal em 2017

setembro 11, 2017

Revistas de BD da Mythos

NÃO regressam

a Portugal em 2017

Por Nuno Pereira de Sousa [1]

- A suspensão da distribuição das revistas de banda desenhada da Mythos continua, pelo menos, até ao final do ano.

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Em Abril deste ano, a Mythos tinha comunicado que se encontrava oficialmente suspensa a exportação para Portugal das revistas brasileiras de banda desenhada Bonelli da editora, nomeadamente as diversas séries de TexJúlia Kendall – Aventuras de uma CriminólogaZagor.

Em causa, estavam problemas de exportação na editora brasileira, sendo referido que a mesma estava a realizar os devidos esforços para que a suspensão fosse temporária e que em Outubro deste ano pudessem chegar novamente às bancas nacionais os fumetti bonellianos.

A 3 semanas do início de Outubro, solicitámos a José Carlos Francisco, o representante da Mythos em Portugal, que nos fizesse um ponto da situação. As notícias não são boas. Não só as negociações com uma nova empresa de importação não se concretizaram, como a VASP, a anterior distribuidora das revistas da Mythos, tinha comunicado não estar interessada em trabalhar directamente com a editora. “Já se pode afirmar, com toda a certeza, que não será ainda este ano que teremos o regresso de Tex, Zagor e Júlia aos quiosques portugueses, pese todo o esforço feito pela editora brasileira“, assume José Carlos Francisco. “A Mythos continua a envidar todos os esforços para ter novamente no nosso país as suas revistas, sobretudo para tentar satisfazer os seus leitores.

Com a notícia do início do processo de insolvência da Distrinews II, essa alternativa deixou de ser uma possibilidade. “A Distrinews II era uma grande possibilidade para esse regresso, mas agora também essa porta fechou, porta essa que afecta a Mythos, mas sobretudo muitas pequenas editoras portuguesas”, refere. Mas a Mythos não desiste e está a tentar arranjar uma nova possibilidade, juntamente com as editoras que agora não têm quem distribua as suas revistas.

Relativamente aos efeitos colaterais da insolvência da Distrinews II, cujas editoras por si servidas deixaram de ter distribuição assegurada, comenta que “devido à urgência das editoras portuguesas que ficaram sem distribuição, este assunto, de uma forma ou de outra, deverá ter que se resolver rapidamente.” No entanto, é menos optimista no que toca às publicações da Mythos, ausentes há 5 meses dos pontos de venda de periódicos nacionais. “Apesar da Mythos estar a envidar todos os esforços para tentar resolver o problema aqui em Portugal, não está fácil!“, desabafa.

Durante estes 5 meses, os fãs bonellianos portugueses foram brindados com 3 edições nacionais, nomeadamente o livro Tex: Ouro Negro (editado pela Polvo), o sexto número da Revista do Clube Tex Portugal (auto-edição) e o livro Dylan Dog: Mater Morbi (editado pela Levoir na III Série das Novelas Gráficas).

Em nota de rodapé, relembra-se que recentemente a Polvo começou a ter distribuição das suas obras nos pontos de vendas de periódicos, a par da distribuição no canal livreiro, situação que é também afectada actualmente pela suspensão de actividade da Distrinews II.

[1] (Texto publicado originalmente no Bandas Desenhadas, em 9 de Setembro de 2017)

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

4 Responses to “Revistas de BD da Mythos NÃO regressam a Portugal em 2017”

  1. Lamento pelos leitores Portugueses, e ficamos na torcida pra que tudo se resolva o mais rápido possível.

  2. Eu faria um clube de assinatura pras revistas “Tex e Bonelli”, urgente para os leitores portugueses. As revistas chegariam em casa via correio, e daria descontos pra quem comprar todas as publicações. Daria mais certo.

  3. Péssimas noticias…

    A ideia do Banzé seria excelente, mas haverá mercado nacional para isso?

  4. Pelo menos há um interesse da Mythos em chegar aos Pards lusos, não recordo-me de saber de um interesse assim por parte de outras editoras anteriores. A isso podemos chamar respeito e consideração e também há de se dizer da importância do Pard Zeca em todo esse processo, pois, anteriormente Portugal não era assim representativo em relação às publicações Texianas, estou correto? Aliás, ouso dizer que, apesar de sermos os publicadores, Portugal tem hoje uma maior exposição midiática em relação ao seu gosto por Tex. São os ventos da mudança… Resta-me desejar aos Pards de além mar, que essa pendenga logo se resolva, pois, não nada mais chato e entristecedor do que não encontrar os seus valiosos exemplares em bancas.

    Abraços esperançosos desde às quentes tardes nordestinas aos Pards Portugueses!

    Sílvio Introvabili

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