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	<title>TEX WILLER BLOG &#187; A Tribuna dos Texianos</title>
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		<title>O FIM??</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Jul 2010 23:01:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos Francisco</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Tribuna dos Texianos]]></category>
		<category><![CDATA[Trading Post]]></category>
		<category><![CDATA[Fãs e Coleccionadores]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Sérgio Madeira Sousa[1] O FIM?? Meados de 2007, tinha redescoberto a minha paixão pela BD que ficara adormecida devido à ausência das revistas nas bancas portuguesas. Essa descoberta surgiu por curiosidade, ao pesquisar na net, fiquei a conhecer o blogue do Tex e o Portal Tex Brasil, dois sites muito bem elaborados e carregados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #800000;">Por <strong>Sérgio Madeira  Sousa[1]</strong></span></p>
<h1 style="text-align: center;">O FIM??</h1>
<p><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/Colecção-de-Sérgio-Sousa-Foto-1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-17374" title="Colecção de Sérgio Sousa - Foto 1" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/Colecção-de-Sérgio-Sousa-Foto-1-225x300.jpg" alt="Colecção de Sérgio Sousa - Foto 1" width="225" height="300" /></a>Meados de 2007, tinha redescoberto a minha paixão pela BD que ficara adormecida devido à ausência das revistas nas bancas portuguesas. Essa descoberta surgiu por curiosidade, ao pesquisar na net, fiquei a conhecer o blogue do Tex e o Portal Tex Brasil, dois sites muito bem elaborados e carregados de informação, que aguçaram a minha necessidade de completar as diversas colecções.Com muitas lacunas, entre as quais ressaltava cerca de 80 números entre os primeiros cem de Tex 1ª edição. Comecei então a procurar em todas as livrarias e alfarrábios, por todos os locais onde passava, no sentido de conseguir os atrasados. Em paralelo, procurava nas papelarias os números que estavam a ser distribuídos mensalmente. Apesar de possuir a listagem dos pontos de venda onde eram distribuídas as revistas, os resultados eram insatisfatórios, uma vez que a distribuição era péssima e todos os meses via aumentar as minhas faltas.<br />
Perante este cenário, em que todos os meses perdia tempo e dinheiro nas deslocações aos diversos pontos de venda e sem conseguir os objectivos, o que fazer? Esperar que a distribuição melhorasse? E mesmo que acontecesse, como conseguir os atrasados?</p>
<p><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/Colecção-de-Sérgio-Sousa-Foto-2.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-17376" title="Colecção de Sérgio Sousa - Foto 2" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/Colecção-de-Sérgio-Sousa-Foto-2-300x237.jpg" alt="Colecção de Sérgio Sousa - Foto 2" width="300" height="237" /></a>Na minha procura para conseguir os atrasados, adquiri um grande lote de várias colecções de Tex. Fiquei na altura com cerca de 150 exemplares repetidos e uma óptima oportunidade para testar a ideia que tinha em mente: Importar as revistas Bonelli que não encontrava em Portugal. Com a ajuda do José Carlos Francisco, que passou a mensagem aos seus contactos sobre as revistas que tinha disponíveis, a venda foi um enorme sucesso e em poucos dias vendi todos os exemplares. Este foi estudo de mercado que me mostrou a viabilidade do projecto.</p>
<p><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/Trading-Post.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-17378" title="Trading Post" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/Trading-Post-300x178.jpg" alt="Trading Post" width="300" height="178" /></a>O Trading Post surgiu assim, como o meio de completar as minhas colecções. Graças ao teste efectuado e à enorme lista de faltas fornecidas pelos coleccionadores, a probabilidade de sucesso era enorme. Foi assim que em 15 de Dezembro de 2007 o blogue do Tex apresentou o “Trading Post” Nº 0. Este folhetim serviu apenas de exemplo, uma vez que as revistas que apresentava não se encontravam à venda. O primeiro número saiu no mês seguinte como anunciado no Nº 0. Apesar dos indicadores positivos, nunca acreditei que durasse muito tempo, no entanto, beneficiando principalmente da alta do Euro, foi possível manter o TP bastante mais do que os seis meses inicialmente previstos.</p>
<p><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/Colecção-de-Sérgio-Sousa-Foto-3.jpg"><img class="size-medium wp-image-17380 alignright" title="Colecção de Sérgio Sousa - Foto 3" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/Colecção-de-Sérgio-Sousa-Foto-3-225x300.jpg" alt="Colecção de Sérgio Sousa - Foto 3" width="225" height="300" /></a>Pretendia inicialmente completar todas as colecções de Tex, Zagor e Mister No que saíram no Brasil desde 1971. Faltavam-me centenas de exemplares, além dos mencionados da 1ª edição de Tex, não possuía nenhuma das colecções de Tex completas e, não possuía nenhum exemplar de Zagor Vecchi nem de Mister No Record. Com o passar do tempo e ao conhecer outras colecções, senti necessidade de redefinir objectivos e torná-los mais ambiciosos. Acrescentei então aos mencionados: A História do Oeste e Ken Parker. A História do Oeste é uma fantástica mega série de 75 números, que infelizmente nunca foi totalmente publicada no Brasil. A última tentativa foi efectuada pela editora Record nos inícios dos anos 90, terminando prematuramente e sem aviso, no numero quarenta e sete. Esta série, pela qualidade que possui, merecia em minha opinião uma nova oportunidade.<br />
<a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/Colecção-de-Sérgio-Sousa-Foto-4.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-17382" title="Colecção de Sérgio Sousa - Foto 4" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/Colecção-de-Sérgio-Sousa-Foto-4-300x205.jpg" alt="Colecção de Sérgio Sousa - Foto 4" width="300" height="205" /></a>A editora Mythos que nos têm brindado com inúmeras séries de Tex, diversas delas a publicarem a mesma fase, deveria considerar o lançamento desta colecção como alternativa a Grandes Clássicos Tex, (sem espaço desde o lançamento de Tex Colorido). Afinal, já passaram quase vinte anos desde a última vez que esta série circulou pelas bancas. Se esta série se apresentasse segundo os padrões de qualidade da Mythos, com uma nova e actualizada tradução, em formato italiano e, quem sabe, em edições de duzentos ou trezentas páginas, certamente que atrairia um leque de coleccionadores ávidos de bd sobre “cowboys”. Até mesmo os coleccionadores que possuem os quarenta e sete números da editora Record seriam tentados pela possibilidade de completarem toda a história.</p>
<p><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/Colecção-de-Sérgio-Sousa-Foto-5.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-17384" title="Colecção de Sérgio Sousa - Foto 5" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/Colecção-de-Sérgio-Sousa-Foto-5-300x265.jpg" alt="Colecção de Sérgio Sousa - Foto 5" width="300" height="265" /></a>Em Junho de 2009 consegui dar o grande passo na conclusão de Tex 1ª edição, adquiri o que procurava há longos anos: Tex nº 1 da 1ª edição. Este exemplar não veio sozinho, adquiri-o num lote de 37 exemplares, os primeiros da colecção e os únicos em formato italiano. Curiosamente não os adquiri no Brasil mas sim em Portugal. Foi uma oportunidade única, apesar de já possuir vinte e um números não hesitei, comprei o lote num leilão no Miau, a um coleccionador português que abandonou a colecção. De uma só vez consegui os 37 exemplares mais caros da colecção, depois destes, completar a colecção tinha-se tornado muito mais fácil. Restava ainda alguns itens igualmente difíceis, mas também graças a este coleccionador, consegui adquirir os 2 pósters que saíram acompanhados das edições nº 78 e 160.</p>
<p><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/Pósteres-de-Tex-e-prancha-original-de-Fabio-Civitelli.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-17386" title="Pósters de Tex e prancha original de Fabio Civitelli" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/Pósteres-de-Tex-e-prancha-original-de-Fabio-Civitelli-300x225.jpg" alt="Pósteres de Tex e prancha original de Fabio Civitelli" width="300" height="225" /></a>Actualmente possuo quase todas as colecções completas, faltam-me apenas dois exemplares de Tex 2ª edição e o álbum de figurinhas de Tex, que saiu no inicio da década de 80. No entanto, este item é tão raro e caro, que não faço intenções de o adquirir. As vendas do TP desde o inicio do ano que se encontram em queda, o Euro caiu quase 20 por cento ao longo dos últimos meses, o que provocou um agravamento dos preços, consequentemente redução da procura, aumento do stock disponível e diminuição das compras.</p>
<p><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/Colecção-de-Sérgio-Sousa-Foto-6.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-17398" title="Colecção de Sérgio Sousa - Foto 6" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/Colecção-de-Sérgio-Sousa-Foto-6-300x249.jpg" alt="Colecção de Sérgio Sousa - Foto 6" width="300" height="249" /></a>Este círculo vicioso não será fácil de quebrar, uma vez que as perspectivas para a Europa mantém-se pessimistas, não se prevendo nos próximos meses, a recuperação do Euro para patamares que me possibilitem apresentar preços competitivos. Para complicar mais a situação, sinto que a distribuição actualmente funciona bem melhor, facilmente se encontra revistas Bonelli nos pontos de venda. Até para as revistas usadas a situação mudou, encontram-se bastantes nos sites de leilões portugueses e a preços atractivos.</p>
<p><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/Colecção-de-Sérgio-Sousa-Foto-7.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-17400" title="Colecção de Sérgio Sousa - Foto 7" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/Colecção-de-Sérgio-Sousa-Foto-7-300x225.jpg" alt="Colecção de Sérgio Sousa - Foto 7" width="300" height="225" /></a>Foi com base nestas razões e também ao pouco tempo livre que possuo actualmente, que decidi terminar com o Trading Post. A edição Nº 30 do TP, colocada no blogue em 20 de Junho marca conclusão deste projecto. Apesar de não editar mais o folhetim vou continuar a comprar no Brasil, afinal, senão continuar, passados poucos meses já terei dezenas de faltas e não pretendo voltar à situação inicial. Assim, os interessados podem continuar a contactar-me, sempre que tiver pedidos que o justifiquem efectuarei a respectiva encomenda.</p>
<p><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/Colecção-de-Sérgio-Sousa-Foto-8.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-17406" title="Colecção de Sérgio Sousa - Foto 8" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/Colecção-de-Sérgio-Sousa-Foto-8-225x300.jpg" alt="Colecção de Sérgio Sousa - Foto 8" width="225" height="300" /></a>Para terminar gostaria de expressar uma palavra de agradecimento aos responsáveis pelo blogue e também, para todos os coleccionadores que contribuíram para o sucesso do TP através das suas compras. Graças a todos vocês foi possível completar muito mais rapidamente as minhas colecções, para todos vós o meu muito obrigado e muita sorte na vossa procura.<br />
Como conselho, e baseando-me experiência acumulada ao longo deste dois anos e meio: Recomendo aos coleccionadores que ainda não terminaram as suas colecções e que estão muito longe do objectivo, a estabelecerem um plano para o conseguirem, mas sejam flexíveis, não se limitem ao estabelecido. Durante este período consegui trazer para Portugal exemplares raros, como Tex 1ª edição dos primeiros trinta e sete números.</p>
<p><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/Colecção-de-Sérgio-Sousa-Foto-9.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-17404" title="Colecção de Sérgio Sousa - Foto 9" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/Colecção-de-Sérgio-Sousa-Foto-9-300x225.jpg" alt="Colecção de Sérgio Sousa - Foto 9" width="300" height="225" /></a>Diversos coleccionadores, apesar de considerarem o preço adequado não adquiriram, porque a prioridade era completar as edições mais recentes. Compreendo a posição mas considero um erro. Recomendo que aproveitam a oportunidade de adquirirem estas edições sempre que surjam, que estejam nas condições que pretendem e que considerem um preço justo. Sejam flexíveis no vosso planeamento, certas edições são cada vez mais raras e mais caras, o que não acontecerá com as edições com quatro ou cinco anos. Exemplos: Tex no Brasil e Tex o mocinho do Brasil. Estes dois livros tiveram uma tiragem limitada a apenas mil exemplares. Estas edições uma vez esgotadas serão muito difíceis de encontrar, uma vez que os compradores são coleccionadores e não leitores. Se pensam ter estas preciosidades nas vossas colecções não esperem que esgotem. Pensem nisto!</p>
<p><strong><strong><span style="color: #800000;">[1]Coleccionador de Tex desde  1980.</span></strong></strong><em></em></p>
<p>(<em>Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas  mesmas</em>)</p>
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		<title>Tex e eu</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jun 2010 23:01:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos Francisco</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Tribuna dos Texianos]]></category>
		<category><![CDATA[Fãs e Coleccionadores]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Marcos César Lukaszewigz[1] Em 1973 eu tinha 11 anos e era viciado em revistas da Disney. Tio Patinhas, Donald e Mickey reinavam na minha pequena cachola. Nesse ano descobri Tex, o heróis mais famoso dos quadradinhos de faroeste. O primeiro a que tive acesso foi o número 29, Os Cinco Fugitivos do Inferno, dado por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #800000;"><img class="alignright size-full wp-image-16556" title="Lukas" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Lukas.jpg" alt="Lukas" width="70" height="99" />Por <strong></strong></span><span style="color: #800000;">Marcos César <strong>Lukas</strong>zewigz</span><span style="color: #800000;"><strong>[1]</strong></span></p>
<div>Em 1973 eu tinha 11 anos e era viciado em revistas da Disney. Tio Patinhas,  Donald e Mickey reinavam na minha pequena cachola. Nesse ano descobri <span style="font-style: italic;">Tex</span>, o heróis mais famoso dos quadradinhos  de<span style="font-style: italic;"> faroeste</span>. O primeiro a que tive  acesso foi o número 29,<span style="font-style: italic;"> Os Cinco Fugitivos do  Inferno</span>, dado por um tio de Mandaguari, que também adorava revistas de  banda desenhada.</div>
<div>Os Disney ele chamava de <span style="font-style: italic;">&#8220;Pato&#8221;</span>. Eu ia passear na fazenda e a primeira  coisa que ele perguntava era: &#8220;Marcos, você trouxe<span style="font-style: italic;"> Pato</span>?&#8221;, ou então &#8220;Comprei uns <span style="font-style: italic;">Pato</span> essa semana, depois você leva.&#8221;. Tempo  bom, esse.</div>
<div><span style="color: #ffffff;">.</span></div>
<div><img class="alignleft size-full wp-image-16558" title="Tex Willer" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Tex-Willer4.jpg" alt="Tex Willer" width="350" height="381" />Gamei no tal Tex. Daí foi fuçar nas bancas para comprar usados; ia  lá de vez em quando, pois a família não tinha muito dinheiro para essas coisas.  Se bem que o pai e a mãe sempre investiram na compra de BD&#8217;s, quando  podiam.<br />
Eu estudava com um japonezinho que morava numa fazenda nos fundos da  Vila Esperança. Morava com a família e cultivavam uma horta enorme. Lembro-me  que tinha até uma roda d&#8217;água &#8211; a primeira e última que vi na minha  vida.</p>
<p>Uma vez por mês eu descia no meio do cafezal para ir até a casa do  amiguinho, que comprava o Tex novinho todos os meses. Ele não coleccionava e  trocava por três ou quatro revistas usadas (geralmente de super-heróis) que eu  levava. Na volta, afanava algumas cenouras, vinha comendo e folheando e  cheirando a revista novinha, doido para chegar em casa, deitar na calçadinha  fria da lateral da casa e devorar o material. Tempo bom.</p>
<p>Aí, dá-lhe tio,  japonezinho, banca, (um ou outro furto em banca, inclusive) e anos depois, fiz o  levantamento: tinha do 1 ao 102, faltando apenas quatro exemplares  intermediários entre eles. Aí ocorreu a tragédia: parece-me que a gente  precisava de dinheiro urgente para não sei o quê, e eu vendi a colecção por uma  ninharia na <span style="font-style: italic;">Banca Faroeste</span>, do Cido,  perto do viaduto da avenida São Paulo.<br />
Depois disso montei uma colecção  razoável da segunda edição lançada, acho, em 1976. Juntei uns 30 exemplares e  depois também dei sumiço, não me lembro como e para quê.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-16561" title="Kit Willer, Kit Carson, Jack Tigre e Tex Willer" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Kit-Willer-Kit-Carson-Jack-Tigre-e-Tex-Willer.gif" alt="Kit Willer, Kit Carson, Jack Tigre e Tex Willer" width="300" height="320" />Mas o que deu  vontade de chorar mesmo (depois de ter feito a burrada) foi o que aconteceu mais  recentemente. Há uns oito anos comprei do <span style="font-style: italic;">Tazima</span>, da praça Raposo Tavares, Tex do 1 ao  246 da PRIMEIRA EDIÇÃO!! A 1 Real cada e conservadíssimos.<br />
Foi um achado e a  colecção ficou num lugar de destaque na estante do meu quarto. Li e reli umas 3  vezes cada um durante uns 4 anos. Aí veio a ideia de comprar uma <span style="font-style: italic;">Playstation 2</span>. Vendi tudo para o Robes, do  alfarrabista (no Brasil, sebo) perto da Câmara Municipal (no Brasil,  Prefeitura), e entrei para comprar a consola de jogos.<br />
Aí é que entra a  vontade de chorar, ou enfiar o dedo e rasgar: Dois dias após eu dar adeus aos  Tex, a minha irmã liga-me dos Estados Unidos avisando que havia comprado, e já  enviado o Play 2, para mim, de presente.<br />
Quase desmaiei. Tivesse ela ligado  antes, ou eu esperado mais um dia, a grande desgraça seria evitada. Pensei em  devolver o dinheiro e pegar os Tex de volta, mas, negócio é negócio.<br />
Um dia  destes, conversando com o Robes, ele disse-me que encaixou a colecção e não  vende por dinheiro nenhum. &#8220;<em>Tá lá no apartamento. Aquilo é uma  relíquia</em>&#8220;.</div>
<div>
Pior é que ele não vende e também não lê as revistas. Dá raiva só  de pensar naquele MEU material todo trancado numa caixa de papelão&#8230;</div>
<div><span style="color: #ffffff;">.</span></div>
<p><span style="color: #800000;"><strong><a href="http://casadonoca.blogspot.com/"><img class="alignright size-full wp-image-16563" title="Casa do Noca" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Casa-do-Noca.gif" alt="Casa do Noca" width="388" height="74" /></a>[1]</strong></span><span style="color: #800000;">Texto de Marcos  César <strong>Lukas</strong>zewigz </span><span style="font-family: Georgia; color: black; font-size: 10.5pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;"><span style="font-family: Georgia;">apresentado no <a title="Blogue Casa do Noca" href="http://casadonoca.blogspot.com/2010/06/tex.html"><em><em>blogue </em></em><em>Casa </em></a></span></span></span></span><a title="Blogue Casa do Noca" href="http://casadonoca.blogspot.com/2010/06/tex.html"><em><span style="color: #800000;"></span></em></a> <span style="font-family: Georgia; color: black; font-size: 10.5pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;"><span style="font-family: Georgia;"><a title="Blogue Casa do Noca" href="http://casadonoca.blogspot.com/2010/06/tex.html"><em><em></em>do Noca</em></a> em 28 de Junho de  2010.<br />
</span></span></span></span><span style="color: #111111;"><span style="color: #999999;">Adaptação a cargo de José Carlos  Francisco.</span><br />
</span><strong>Copyright: © 2010, Marcos César Lukaszewigz</strong><span style="color: #800000;"><strong></strong></span></p>
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		<title>Segundo número da revista italiana “Tex Willer Magazine” já está disponível no fórum italiano TWF</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Apr 2010 23:03:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos Francisco</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Tribuna dos Texianos]]></category>
		<category><![CDATA[Tex ao redor do mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Edições internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Tex Willer Magazine]]></category>

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		<description><![CDATA[O excelente e prestigiado fórum (italiano) de Tex Willer publicou neste mês de Abril, a sua segunda edição da revista “TEX WILLER MAGAZINE“, um suplemento (agora com periodicidade semestral) de informação texiana do fórum texwiller.forumfree.org. A edição, de 36 páginas, encontra-se disponível no formato PDF, mas para poder ter acesso ao conteúdo total da revista [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.texwiller.forumfree.org/"><img class="alignright size-full wp-image-12613" title="Logótipo fórum Tex Willer" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/04/Logótipo-fórum-Tex-Willer.bmp" alt="Logótipo fórum Tex Willer" /></a>O excelente e prestigiado <a title="Fórum italiano de Tex Willer: TWF" href="http://www.texwiller.forumfree.org/">fórum (italiano) de Tex Willer</a> publicou neste mês de Abril, a sua <span style="color: #000000;"><strong>segunda edição</strong></span> da revista “<span style="color: #000000;"><em><strong>TEX WILLER MAGAZINE</strong></em></span>“, um  suplemento (agora com periodicidade semestral) de informação texiana do fórum <a title="Fórum italiano de Tex: TWF" href="http://texwiller.forumfree.org/">texwiller.forumfree.org</a>.</p>
<p><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/04/Tex-Willer-Magazine-nº-2-Capa.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-12615" title="Tex Willer Magazine nº 2 - Capa" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/04/Tex-Willer-Magazine-nº-2-Capa-212x300.jpg" alt="Tex Willer Magazine nº 2 - Capa" width="212" height="300" /></a>A edição, de 36 páginas, encontra-se <span style="color: #000000;"><strong>disponível  no formato PDF</strong></span>, mas para poder ter acesso ao conteúdo total da revista  (que recorda um fanzine), há que ser um utente registado do fórum italiano, pelo  que recomendamos o registo a quem quiser visualizá-la, até porque a edição tem  sido <span style="color: #000000;"><strong>alvo de grandes elogios</strong></span>, inclusive de membros do  próprio<em> staff</em> de Tex, como por exemplo <span style="color: #000000;"><strong>Claudio Villa</strong></span> e  <span style="color: #000000;"><strong>Mauro Boselli</strong></span>.</p>
<p>Os destaques deste segundo número que conta com a participação de José Carlos Francisco (popularmente conhecido como Zeca) na redacção e do qual o blogue português de Tex já faz parte integrante conforme se pode constatar no expediente da revista, vão para a <span style="color: #000000;"><strong>entrevista exclusiva com o conceituado desenhador Claudio Villa</strong></span>, para a <strong><span style="color: #000000;">recensão crítica de &#8220;<em>L&#8217;uomo di Baltimora</em>&#8220;</span></strong>, a recente história da autoria da dupla Faraci &amp; Bruzzo, para um  exaustivo <span style="color: #000000;"><strong>dossier dedicado a Mefisto</strong></span>, para um belo texto  dedicado a um famoso rapaz no Faroeste: <span style="color: #000000;"><strong>o Kit Willer de Boselli</strong></span> e o texto sobre as<strong> <span style="color: #000000;">trilhas europeias e americanas com Tex</span></strong>. Mas há muito  mais material de qualidade, de que não falamos para deixarmos o prazer da  descoberta a quem desejar adquirir a revista.</p>
<p><span style="color: #0000ff;">Para aguçar o apetite publicamos de seguida, com  a devida autorização, o texto da autoria de <strong>José Carlos  Francisco</strong> à<em><strong> TEX WILLER MAGAZINE nº 2</strong></em>, devidamente traduzido para  português:</span></p>
<h1><strong><span style="color: #ff9900;"><strong>Pelas trilhas europeias e americanas com Tex</strong></span></strong></h1>
<p><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/04/Tex-Willer-Magazine-nº-2-Página-2.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-12620" title="Tex Willer Magazine nº 2 - Página 2" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/04/Tex-Willer-Magazine-nº-2-Página-2-221x300.jpg" alt="Tex Willer Magazine nº 2 - Página 2" width="221" height="300" /></a><span style="color: #000000;"><strong>A</strong></span> longa cavalgada de Tex à volta do mundo, levou-o nos últimos anos aos Estados Unidos, Portugal e Rússia. A popularidade da mítica personagem da Casa Bonelli, a maior editora transalpina de fumetti não parece assim conhecer fronteiras.</p>
<p>Em Dezembro de 2003, numa etapa importante e almejada há muito pela Sergio Bonelli Editore, a Dark Horse editou o primeiro de quatro volumes previstos, da história que na Itália foi publicada no “<em>Albo Speciale</em>” nº 15, com o título “<em>The Four Killers</em>”. A história escrita por Claudio Nizzi e desenhada pelo americano Joe Kubert, foi publicada numa prestigiosa edição cartonada e a cores, confirmando a modalidade editorial realizada antes na Holanda, Alemanha e França. Só que devido a um conflito entre a Dark Horse e a Venture, a edição existiu fisicamente, mas nunca foi posta à venda, tornando-se por isso mesmo, uma edição raríssima que somente alguns poucos editores, como por exemplo Dorival Vítor Lopes, da Mythos (Brasil), e Pedro Silva, da <em>Vitamina BD</em> (Portugal), possuem. Mas Tex chegou a ver a luz do dia na sua “terra natal”, quando finalmente em 2005 a própria <em>SAF Comics</em>, detentora dos seus direitos internacionais, publicou “<em>Tex: The Lonesome Rider</em>”, numa edição impressa na Eslovénia, com 240 páginas a preto e branco, capa em brochado e com o custo de $15,95 dólares.</p>
<p>2005, mais precisamente no dia 14 de Agosto, foi também o ano em que Tex “nasceu” em Portugal, depois de mais de 30 anos a ser distribuído com o selo de editoras do Brasil. A honra coube à aventura “<em>Tex contra Mefisto</em>”, da dupla Giovanni Bonelli e Aurelio Galleppinni, publicada no volume 8 da 2ª Série dos Clássicos da BD, rebaptizada com o nome <em>&#8220;Colecção BD Série Ouro</em>&#8221; numa iniciativa do jornal “<em>Correio da Manhã</em>” que quis oferecer ao seu público uma versão “falada” no mais clássico idioma lusitano.<br />
Em 2008 por ocasião do sexagésimo aniversário de Tex, o BDJornal # 24, uma publicação Pedranocharco, dedicou um dossier especial ao <em>Western</em>, onde incluiu aquela que é a segunda história de Tex editada em Portugal, a história de 14 páginas da autoria da dupla Guido Nolitta e Giovanni Ticci, intitulada “<em>Uma Tarde Quente…</em>”, gentilmente cedida pela SBE e que para já encerra o ciclo português de Tex.</p>
<p><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/04/Tex-Willer-Magazine-nº-2-Página-9.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-12622" title="Tex Willer Magazine nº 2 - Página 9" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/04/Tex-Willer-Magazine-nº-2-Página-9-221x300.jpg" alt="Tex Willer Magazine nº 2 - Página 9" width="221" height="300" /></a>Provando que a popularidade de Tex Willer parece não ter limites, em 2007, a mais popular personagem da Casa Bonelli começou também a ser editada na Rússia, através da editora &#8220;<em>Green Cat</em>&#8220;, para satisfação dos apreciadores da banda desenhada daquele longínquo país de Leste. A chegada de Tex à Rússia é a enésima aposta que a Bonelli joga fora dos confins italianos: um desafio que data desde os primórdios (pode datar-se de 1948, a estreia de Tex num país estrangeiro, mais precisamente em França, no dia 29 de Novembro, apenas dois meses depois da sua estreia na pátria italiana, com o nome “Texas Boy” e no formato apelidado de striscia,) e cuja história marcada por diversos sucessos e algumas desilusões seria útil percorrer para compreender as dimensões da popularidade de Águia da Noite, que se pode encontrar em língua hebraica, no doce idioma grego e até em tamil, sem esquecer países como Turquia, Espanha ou Argentina&#8230;</p>
<p>Mas voltemos a Portugal porque o objectivo deste texto é falar das edições do <em>Ranger</em> em língua portuguesa. Assim como na Itália e no Brasil também em Portugal a mais popular personagem dos quadradinhos italianos é Tex. Ainda que pequeno em relação ao italiano, ou ao brasileiro, o mercado português de Banda Desenhada é constituído por leitores fiéis, entusiastas e pacientes, pois têm que esperar que os seus Tex&#8217;s venham do outro lado do Oceano, mais precisamente do Brasil (país cuja língua oficial também é o português). Tex apareceu pela primeira vez em Portugal no final de 1971, editado pela Editora Vecchi, do Brasil. Tratava-se do número 1, com formato idêntico ao italiano e trazia o preço de capa de 10$00 (0,05€). A trajectória de Tex em Portugal foi tortuosa e a vida dos coleccionadores portugueses sempre foi muito difícil, pois continuamente estiveram dependentes da vontade das editoras brasileiras, além de que as revistas chegavam a Portugal sempre com seis a nove meses de atraso e algumas delas em mau estado de conservação, devido a serem sobras recolhidas das edições postas à venda no Brasil. Mas o pior é que algumas vezes as editoras brasileiras &#8220;esqueciam-se&#8221; de enviar alguns números para Portugal e os leitores lusos ficavam privados de algumas histórias.</p>
<p><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/04/Tex-Willer-Magazine-nº-2-Página-10.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-12624" title="Tex Willer Magazine nº 2 - Página 10" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/04/Tex-Willer-Magazine-nº-2-Página-10-221x300.jpg" alt="Tex Willer Magazine nº 2 - Página 10" width="221" height="300" /></a>Este foi sempre um problema grave que sucedeu algumas vezes durante a trajectória de Tex em Portugal e com todas as editoras brasileiras, tratando os leitores portugueses de uma forma que eles não mereciam, já que sempre se mantiveram fieis à compra das edições. Para piorar a situação, tanto a editora Vecchi, como a Rio Gráfica/Globo nunca atendiam o pedidos dos coleccionadores lusitanos de enviar pelo correio as revistas que não vinham para Portugal, ao contrário da Mythos Editora que, nesse aspecto, foi muito benévola e profissional, compreendendo os anseios dos fãs portugueses. Apesar de todos estes obstáculos, graças ao empenho, persistência, dedicação e paixão, existem coleccionadores em Portugal com toda a colecção brasileira de Tex e inclusive alguns com a colecção italiana!</p>
<p>Voltando ao Brasil, seguramente o país que deu mais satisfações à Casa Bonelli, a nação sul-americana deu vida a Tex em 1951, através da Rio Gráfica Editora, tendo o <em>Ranger</em> tido a sua primeira aparição na revista Júnior nº 28, com o nome de “Texas Kid” tendo o mesmo formato da edição original italiana. “Texas Kid” despede-se dos leitores brasileiros em Julho de 1957 e durante toda a década seguinte ninguém mais ouviu falar de Tex no Brasil, até que em Fevereiro de 1971 a Editora Vecchi relançou Águia da Noite em revista própria, sendo também distribuída em Portugal, como dissemos anteriormente. Em 1977 devido ao grande sucesso comprovado por vendas superiores a 150.000 exemplares, a Vecchi lança a 2ª edição de Tex e em 1980 publica aquela que ainda hoje é considerada a mais sofisticada edição brasileira, o luxuoso álbum cartonado “<em>O Ídolo de Cristal</em>”. Em 1983, Tex muda-se para a Rio Gráfica Editora, mantendo a numeração e formato. Em Janeiro de 1987, Tex passa a ser apresentado aos leitores pela Editora Globo, na verdade a mesma Editora Rio Gráfica, porém com outro nome. Em finais de 1998 é a Editora Mythos quem assume a publicação de Tex, tendo no presente várias séries (entre inéditas e reedições, almanaques e especiais num padrão que nenhuma editora anterior tinha conseguido dar no passado, a que correspondem boas vendas) dedicadas a Águia da Noite, todas elas enviadas também para Portugal, para deleite dos Texianos portugueses, mostrando que Tex continua bem vivo entre os leitores de língua portuguesa, como também atestam as diversas exposições realizadas em Portugal (primeiro e único país até hoje a expor originais de Tex fora da Itália), inclusive com a presença de artistas do calibre de Fabio Civitelli e Marco Bianchini…</p>
<p>(<em>Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas  mesmas</em>)</p>
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		<title>RECOMEÇAR</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 23:01:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos Francisco</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Tribuna dos Texianos]]></category>
		<category><![CDATA[Estratégias editoriais]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Sérgio Madeira Sousa[1] RECOMEÇAR Em Fevereiro de 2006 a editora Mythos lançou mais uma colecção de Tex Willer, intitulada de: “Os Grandes Clássicos de Tex”. Esta colecção tem como objectivo publicar as históricas marcantes da personagem, com uma nova tradução e uma nova capa. Se analisarmos com atenção a listagem de histórias de Tex, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #800000;">Por <strong>Sérgio Madeira Sousa[1]</strong></span></p>
<h1 style="text-align: center;">RECOMEÇAR</h1>
<p><strong><a rel="attachment wp-att-4597" href="http://texwillerblog.com/wordpress/?attachment_id=4597"><img class="alignleft size-medium wp-image-4597" title="Grandes Clássicos do Tex" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2009/09/Grandes-Clássicos-do-Tex-300x152.jpg" alt="Grandes Clássicos do Tex" width="300" height="152" /></a>E</strong>m Fevereiro de 2006 a editora Mythos lançou mais uma colecção de Tex Willer, intitulada de: “<em>Os Grandes Clássicos de Tex</em>”. Esta colecção tem como objectivo publicar as históricas marcantes da personagem, com uma nova tradução e uma nova capa. Se analisarmos com atenção a listagem de histórias de Tex, disponível no <a title="Portal TexBR" href="http://www.texbr.com/">Portal Tex Brasil</a>, facilmente constatamos que na prática, esta colecção não é mais do que uma reedição desordenada, de “<em>Tex Edição Histórica</em>”.</p>
<p><strong><a rel="attachment wp-att-4600" href="http://texwillerblog.com/wordpress/?attachment_id=4600"><img class="alignright size-medium wp-image-4600" title="Tex e os Aventureiros" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2009/09/Tex-e-os-Aventureiros-214x300.jpg" alt="Tex e os Aventureiros" width="214" height="300" /></a>P</strong>recisamente um ano antes, foi lançada uma colecção que gerou altas expectativas entre os <em>Bonellianos</em> portugueses e brasileiros: O almanaque Bonelli, baptizado de forma pouco feliz de “<em>Tex e os Aventureiros</em>”. Este Almanaque foi a colecção mais inovadora que a Mythos lançou, fugiu ao “formatinho” e juntou numa única revista as vários personagens <em>Bonellianas</em>. Infelizmente, por diversos motivos, entre os quais se destaca o baixo volume de vendas, esta série nem atingiu os seis números inicialmente previstos. O sexto número foi lançado como edição especial e já no famoso “formatinho”.</p>
<p><strong>J</strong>á passaram dez anos desde que a Mythos lançou a primeira revista de Águia da Noite: Tex Nº 351, <em>O bando dos irlandeses</em>. Ao longo de toda uma década, a editora colocou nas bancas diversas colecções e o maior feito: Publicou todas as histórias inéditas que haviam sido ignoradas pelas antecessoras, possibilitando assim aos coleccionadores, o conhecimento de toda a obra. Apesar dos reajustamentos na periodicidade de Tex Gigante e do Almanaque Tex, que obrigatoriamente terão de passar a anuais, devido à inexistência de material inédito, circulam nas bancas brasileiras um número de publicações dedicadas à personagem, superior ao que circula na própria Itália.<br />
<a rel="attachment wp-att-4603" href="http://texwillerblog.com/wordpress/?attachment_id=4603"><img class="alignleft size-medium wp-image-4603" title="Tex Ouro e Tex Edição Férias" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2009/09/Tex-Ouro-e-Tex-Edição-Férias-300x138.jpg" alt="Tex Ouro e Tex Edição Férias" width="300" height="138" /></a>De periodicidade anual, existem ainda:<em> Tex Anual</em> e <em>Tex Especial de Férias</em>. Mensalmente nas bancas, o <em>Tex</em> e <em>Tex Coleção</em>. Bimestralmente, <em>Os Grandes Clássicos de Tex</em> e <em>Tex Ouro</em>. Por ultimo, de periodicidade algo indefinida, o <em>Tex Edição Histórica</em>. As mini-séries foram publicadas apenas três e muito dificilmente será publicada uma quarta, pela razão já apontada. Apesar de coleccionador fanático, pois colecciono todas as colecções, considero excessivo e desadequado, a quantidade de publicações existentes.</p>
<p><strong><a rel="attachment wp-att-4606" href="http://texwillerblog.com/wordpress/?attachment_id=4606"><img class="alignright size-medium wp-image-4606" title="Tex Edição Histórica e Tex Anual" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2009/09/Tex-Edição-Histórica-e-Tex-Anual-300x113.jpg" alt="Tex Edição Histórica e Tex Anual" width="300" height="113" /></a>S</strong>ocorrendo-me mais uma vez da <a title="Relação completa das histórias de Tex" href="http://www.texbr.com/tex/relacao_sr_1.htm">listagem das histórias de Tex</a>, excelente trabalho realizado por Rodrigo Bratz, não só verificamos que os<em> OGCT</em> republicam de uma forma desordenada <em>TEH</em>, como já referi, como também, <em>TO</em> publica actualmente e também de uma forma desordenada, as histórias que sairão daqui a alguns anos em<em> TEH</em>, desta vez respeitando a cronologia. É perfeitamente compreensível o ponto de vista editorial, a Mythos possui um artigo que têm mercado e vende muito bem, então, à que rentabilizá-lo. Prefiro no entanto o sistema utilizado pela <em>SBE</em>: As reedições respeitam sempre a ordem cronológica e assim é possível coleccionar todas as histórias publicadas, mesclando as diversas colecções existentes. Penso que no lugar dos <em>OGCT</em>, teria sido preferível lançar <em>TEH</em> 2ª Edição, apresentando novo formato e capas, para atrair também, quem já possuía a 1ª Edição.</p>
<p><strong><a rel="attachment wp-att-4609" href="http://texwillerblog.com/wordpress/?attachment_id=4609"><img class="alignleft size-medium wp-image-4609" title="Anúncio do novo lançamento do Tex a cores" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2009/09/Anúncio-do-novo-lançamento-do-Tex-a-cores-232x300.jpg" alt="Anúncio do novo lançamento do Tex a cores" width="232" height="300" /></a>I</strong>nesperadamente, numa atitude da grande audácia editorial, tendo em conta a grave crise económica que afecta todo o globo, a editora, não só não cancela nenhuma das séries existentes, como decide lançar uma nova colecção. Esta nova publicação, cujo primeiro número deverá estar nas bancas no final de Setembro, será totalmente inovadora relativamente às existentes: Ao formato italiano apenas existente em <em>TAV</em>, é adicionado o atractivo da cor, característica exclusiva de algumas edições especiais. Estes dois factores combinados, tornam esta série única e com elevado potencial de sucesso.</p>
<p><strong>E</strong>sta nova série a ser lançada no mês em que o “<em>ranger</em>” completa 61 anos de vida editorial, terá como base a colecção “<em>Collezione Storica a Colori</em>”, lançada em Itália em 2007. Estrondoso sucesso desde o lançamento, o que era para ser uma colecção fechada de 50 números, rapidamente passou a 84. Posteriormente foi decidida a continuação, não sendo hoje previsível o término da mesma. Baseando-me no que já se conhece desta nova publicação, é possível fazer uma análise das probabilidades de sucesso e das consequências para as outras publicações da personagem Tex. Apesar de todo entusiasmo e euforia demonstrado pelos fãs, existem diversos aspectos que poderão inviabilizar a continuação da série, para além dos seis números inicialmente previstos:<br />
<a rel="attachment wp-att-4612" href="http://texwillerblog.com/wordpress/?attachment_id=4612"><img class="alignright size-medium wp-image-4612" title="Collezione Storica a Colori" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2009/09/Collezione-Storica-a-Colori-300x111.jpg" alt="Collezione Storica a Colori" width="300" height="111" /></a>- O preço, ainda não divulgado. Certamente terá um peso muito importante no volume das vendas e está directamente associado à tiragem, quanto maior tiragem menor o preço.<br />
- Numero fixo de páginas. Ao fazer esta opção, a editora está a oferecer aos leitores histórias em perpétua continuação, aspecto que desagrada a diversos leitores. Como as primeiras histórias do <em>ranger</em> eram publicadas semanalmente, numa estrutura de 32 tiras, ao optar por um número fixo de páginas por volume, vai criar situações de histórias a terminar na 2ª página ou a começarem na antepenúltima.<br />
- As histórias publicadas. As seis edições previstas vão apresentar as primeiras nove histórias de Tex, todas já publicas em <em>OGCT</em> nos últimos três anos, algumas delas nos últimos meses.</p>
<p><strong><a rel="attachment wp-att-4615" href="http://texwillerblog.com/wordpress/?attachment_id=4615"><img class="alignleft size-medium wp-image-4615" title="Tex Gigante" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2009/09/Tex-Gigante-300x224.jpg" alt="Tex Gigante" width="300" height="224" /></a>E</strong>spero estar apenas a ser pessimista, mas estou convicto que lançamento desta colecção vai influenciar todas as outras, baixando o volume de vendas. Além disso, e como consequência, para compensar a diminuição de vendas, a editora poderá ter de proceder ao aumento de preço em algumas séries, ou mais grave, ao cancelamento. Devido à forma como está estruturada a colecção, não acredito que esta série cative leitores de outras personagens ou de outros géneros, é mais provável o resgate de leitores que abandonaram a série normal. Não são as histórias em continuação, devido ao elevado e variado número de páginas que cada história pode ter, obviamente que teriam de existir. É sim, por as histórias poderem começar e terminar em qualquer ponto da revista, aspecto que apenas será tolerado pelos fãs da personagem, nenhum outro coleccionador o aceitará.<br />
<a rel="attachment wp-att-4618" href="http://texwillerblog.com/wordpress/?attachment_id=4618"><img class="alignright size-medium wp-image-4618" title="Almanaque Tex" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2009/09/Almanaque-Tex-300x158.jpg" alt="Almanaque Tex" width="300" height="158" /></a>As histórias apresentadas, também não são as ideais para atrair outros coleccionadores: Apesar do trabalho gráfico ser da responsabilidade do mestre Galep, são desenhos do início da carreira e produzidos a um ritmo alucinante de cerca de 11 pranchas semanais e após o trabalho diário na série “<em>Occhio Cupo</em>”. Actualmente são pouquíssimos os desenhadores que conseguem, mensalmente e a tempo inteiro, este desempenho. Assim, parece-me óbvio que terão de ser os fãs de Tex, a suportarem também esta série, os mesmos que já compram todas as outras. Considerando que grande parte dos coleccionadores, não possui poder aquisitivo para adquirir mais uma colecção, a solução encontrada por muitos, vai ser sacrificar algumas das existentes, deixando de as adquirir.</p>
<p><strong><a rel="attachment wp-att-4621" href="http://texwillerblog.com/wordpress/?attachment_id=4621"><img class="alignleft size-medium wp-image-4621" title="Tex Ouro" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2009/09/Tex-Ouro-300x98.jpg" alt="Tex Ouro" width="300" height="98" /></a>P</strong>oderemos nos considerar satisfeitos, se os danos colaterais da publicação desta nova série, se limitarem ao cancelamento de <em>OGCT</em>. Refiro <em>OGCT</em>, porque é a série mais recente, é aquela que nos traz as histórias da mesma época e que aparentemente será a mais afectada. Sinceramente considero-as incompatíveis, o sucesso de uma implica o fracasso da outra e a manutenção das duas, poderá provocar o insucesso de ambas. Talvez a melhor opção seja, “congelar” <em>OGCT</em> durante um ano e decidir que colecção continuar nessa altura.</p>
<p><strong><a rel="attachment wp-att-4624" href="http://texwillerblog.com/wordpress/?attachment_id=4624"><img class="alignright size-medium wp-image-4624" title="Logo-Tex" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2009/09/Logo-Tex-300x136.jpg" alt="Logo-Tex" width="300" height="136" /></a>A</strong>pesar do aqui exposto, espero sinceramente estar enganado e que este recomeçar, novamente, seja um enorme sucesso tal como sucedeu em Itália, sem consequências para as outras colecções e que se prolongue muito para além dos seis números anunciados. Se a editora, com a experiência e competência demonstrada ao longo dos anos que leva à frente das publicações Bonelli,  decidiu avançar com esta nova colecção então é porque acredita no sucesso da operação. A nós leitores, que tanto pedimos esta colecção, somos agora responsáveis pela sua continuação, fazendo uma coisa muito simples: Comprar! Concordemos ou não com a forma como que se apresenta.</p>
<p><strong><strong><span style="color: #800000;">[1]Coleccionador de Tex desde 1980.</span><br />
</strong></strong><em>OGCT – Os Grandes Clássicos de Tex<br />
TEH – Tex Edição Histórica<br />
TO – Tex Ouro<br />
TAV – Tex e os Aventureiros<br />
SBE – Sergio Bonelli Editore</em></p>
<p><strong>Fontes:<br />
</strong><a href="http://www.texbr.com/">http://www.texbr.com</a><br />
<a href="http://texwiller.blog.com/">http://texwillerblog.com</a><br />
<a href="http://www.sergiobonellieditore.it/">http://www.sergiobonellieditore.it/</a></p>
<p>(<em>Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas</em>)</p>
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		<title>O casamento de Tex</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Sep 2009 23:01:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos Francisco</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Tribuna dos Texianos]]></category>
		<category><![CDATA[Capas]]></category>
		<category><![CDATA[Casamento]]></category>
		<category><![CDATA[Cronologia]]></category>
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		<description><![CDATA[Por José Rivaldo Ribeiro[1]   Poucas são as personagens que já estiveram no altar, trocaram beijos, alianças, juras de amor eterno ou cortaram os pulsos. Enfim, casar mesmo, com direito a lua-de-mel, ter filhos e tudo o mais. Mas tal já aconteceu com um certo ranger que conquista leitores ao longo dos anos desde a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><em><span style="color: #cc9933;"><strong><span style="color: #993300;">Por José Rivaldo Ribeiro[1]</span><br />
</strong> <br />
</span></em>Poucas são as personagens que já estiveram no altar, trocaram beijos, alianças, juras de amor eterno ou cortaram os pulsos. Enfim, casar mesmo, com direito a lua-de-mel, ter filhos e tudo o mais.</div>
<p>Mas tal já aconteceu com um certo<em> ranger</em> que conquista leitores ao longo dos anos desde a longínqua década de 1940. A história<em> Pacto de Sangue,</em> da década de 1950, é uma das mais aclamadas BDs do mestre Aurelio Galleppini (Galep). E acabou ficando marcada na mente dos leitores como <em>O Casamento de Tex, </em>que de justiceiro solitário passou a respeitado<em> ranger</em> e pai de família.</p>
<p><span style="FONT-FAMILY: verdana; FONT-SIZE: 130%"><strong>Tex &#8211; O Casamento</strong></span></p>
<p>Tex estava em mais uma de suas aventuras, dessa vez investigando o tráfico de armas que acabariam nas mãos dos índios. De repente, viu-se perseguido e encurralado pelos selvagens. E nem imaginava que naquele momento era traçado seu destino.</p>
<p>Em sua desesperada tentativa de fuga, Tex acaba perdendo a consciência. Ao acordar, encontra-se amarrado ao poste dos martírios, sendo preparado para sacrifício! Mas Lírio Branco, filha do chefe Flecha Vermelha, intervém e salva a vida do cara-pálida. Como? Com uma proposta de casamento! (Não deixando claro se por piedade ou por amor!) Sem opção melhor, pois já havia se entregado à morte, Tex aceita.</p>
<p>Ao interceder pela vida do prisioneiro, a índia invocara o pacto de sangue, cerimónia que representa o casamento segundo as leis do seu povo, os Navajos. Fenomenal e rápida, a cerimónia (ou pacto) inclui o ritual de cortar os pulsos e misturar os sangues, selando assim a união.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4463" title="O pacto" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2009/08/O-pacto.jpg" alt="O pacto" width="400" height="310" /><br />
A BD é marcante, pois <em>Pacto de Sangue</em> revela muito de Tex a seus leitores, sobretudo sua trajectória. A trama mostra como ele conquistou a confiança dos Navajos, que de inimigos passaram a fieis admiradores, dando-lhe inclusive o nome indígena de <em>Águia da Noite</em>. E logo depois, a honra de chefiar a tribo.</p>
<p>A bela indígena Lilyth — ou Lírio Branco — acabou encontrando acidentalmente o amor de sua vida. E este sentimento foi correspondido à altura. Tex, mesmo em suas grandes aventuras pelas vastas pradarias americanas e com belas mulheres a seus pés, manteve-se sempre fiel à sua amada — mesmo após sua morte (coisas do destino!).</p>
<p><span style="FONT-FAMILY: verdana; FONT-SIZE: 130%"><strong>A Publicação</strong></span></p>
<p>No Brasil a publicação da história é marcada por algumas curiosidades. A capa da megafantástica edição de <strong>Tex </strong>#94 (Vecchi, Dezembro/78) foi desenhada pelo brasileiro Watson Portela. Abaixo, vemos nessa capa o subtítulo <em>O Casamento de Tex</em> chamando a atenção do leitor.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4464" title="Tex #94 - Vecchi, Dez. de 78" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2009/08/Tex-94-Vecchi-Dez.-de-78.jpg" alt="Tex #94 - Vecchi, Dez. de 78" width="322" height="412" /><br />
 Aqueles que por qualquer motivo não tiveram a oportunidade de comprar esse <strong>Tex</strong> #94 aguardavam, então, a republicação da história na <strong>2ª Edição</strong>, o que ocorreria em 1983.</p>
<p>Mas&#8230; uma pena, uma decepção! O que acabou chegando às bancas foi um <strong>Tex 2ª Edição</strong> #94 com <em>Pacto de Sangue</em> interrompida pela metade, com a promessa de continuação da edição seguinte — o que nunca ocorreria, pois a Vecchi viria a fechar —, e se isso não bastasse, a revista viria com quase um centímetro menor que o tamanho normal, destoando do restante da colecção (provavelmente por economia de papel).</p>
<p>A Vecchi passava por profunda crise financeira. A editora, que era famosa por seus excessos de propaganda nas revistas, chegou a lançar um <strong>Tex</strong> com duas contracapas em branco.</p>
<p>Bem, quando a Rio Gráfica e Editora assumiu a continuidade das publicações da Bonelli, herdou também um probleminha: como seguir a numeração da <strong>2ª Edição</strong> sem abandonar a &#8217;2ª Parte&#8217; de <em>Pacto de Sangue</em> e ao mesmo tempo sem descaracterizar a revista? Solução encontrada: lançar um número <strong>94A</strong> de Tex. E assim foi: no final de 1983, <strong>Tex 2ª Edição</strong> #94A foi às bancas com a conclusão da história e com uma exclusiva capa de Galep.</p>
<p>Fica fácil de se compreender, então, porque a edição #94 tornou-se o item mais raro dessa colecção, seguido pelo 94A. Eles simplesmente desapareceram!</p>
<div id="attachment_4465" class="wp-caption aligncenter" style="width: 318px"><img class="size-full wp-image-4465" title="Tex Edição Histórica #05 - Globo, Abril de 94" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2009/08/Tex-Edição-Histórica-05-Globo-Abril-de-94.jpg" alt="Dentre as capas para o clássico, nenhuma supera a versão de Claudio Villa, que ‘esculpiu’ divinamente seu traço para a edição brasileira Tex Edição Histórica #5 (Globo, Abril/94)" width="308" height="400" /><p class="wp-caption-text">Dentre as capas para o clássico, nenhuma supera a versão de Claudio Villa, que ‘esculpiu’ divinamente seu traço para a edição brasileira Tex Edição Histórica #5 (Globo, Abril/94)</p></div>
<p>Em Abril de 1994, a Globo reeditou <em>Pacto de Sangue</em> em <strong>Tex Coleção Histórica</strong> #5. E onze anos depois, a Mythos a republicaria com nova tradução, com comentários e, de brinde, uma<em> gag</em> inédita e hilária com Tex apanhando da esposa (<strong>Os Grandes Clássicos de Tex</strong> #1, Março/05).</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4467" title="Grandes Clássicos de Tex #1" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2009/08/Grandes-Clássicos-de-Tex-1.jpg" alt="Grandes Clássicos de Tex #1" width="306" height="400" /></p>
<p><span style="FONT-SIZE: 130%"><strong><span style="FONT-FAMILY: verdana">Onde ler <em>Pacto de Sangue</em></span></strong><br />
</span><br />
<strong>Tex</strong> #94<br />
<strong>Tex 2ª Edição</strong> #94 e 94A<br />
<strong>Tex Coleção</strong> #12, 13 e 14<br />
<strong>Tex Edição Histórica</strong> #5<br />
<strong>Os Grandes Clássicos de Tex</strong> #1</p>
<p>(<em>Texto publicado originalmente no</em> <a title="Planeta Gibi Blog" href="http://planetagibi.blogspot.com/"><em>Planeta Gibi Blog</em></a><em>, em 20 de Agosto de 2009</em>)</p>
<hr size="1" /><span style="color: #993300;">[1] <strong>José Rivaldo Ribeiro</strong> é um grande coleccionador brasileiro de banda desenhada, tendo participado activamente de pesquisas para edições, blogues e sites referentes a BD de diversos géneros!<br />
Considera-se um crítico de banda desenhada e é também leitor e coleccionador de Tex.</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Extraterrestres e Cowboys</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Aug 2009 01:40:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos Francisco</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Tribuna dos Texianos]]></category>
		<category><![CDATA[Outras Personagens]]></category>
		<category><![CDATA[Mágico Vento]]></category>
		<category><![CDATA[Zagor]]></category>

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		<description><![CDATA[* Por Edgar Indalecio Smaniotto Extraterrestres e Cowboys Parte I: Tex   Em geral podemos identificar um género literário pelos ícones que pertencem a este determinado género. Se estamos diante de seres com poderes fantásticos é quase certeza que se trata de uma história de super-herói, se falamos de robôs e alienígenas é provável que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3><span style="COLOR: #800000"><a rel="attachment wp-att-1132" href="http://texwillerblog.com/wordpress/?attachment_id=1132"></a><a rel="attachment wp-att-1132" href="http://texwillerblog.com/wordpress/?attachment_id=1132"></a>* Por Edgar Indalecio Smaniotto</span></h3>
<h1><span style="color: #0000ff;">Extraterrestres e Cowboys</span></h1>
<div><strong>Parte I: </strong><span style="color: #ff0000;"><strong>Tex<br />
 <br />
</strong></span>Em geral podemos identificar um género literário pelos ícones que pertencem a este determinado género. Se estamos diante de seres com poderes fantásticos é quase certeza que se trata de uma história de super-herói, se falamos de robôs e alienígenas é provável que estamos a ler uma história de ficção científica, mas se nos deparamos com nativos americanos  (índios) e cowboys estamos a ler faroeste.<br />
 <br />
<a rel="attachment wp-att-1120" href="http://texwillerblog.com/wordpress/?attachment_id=1120"><img class="alignleft size-medium wp-image-1120" title="Classicos Tex com a história O Vale da Lua" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2009/08/Classicos-Tex-com-a-história-O-Vale-da-Lua-227x300.jpg" alt="Classicos Tex com a história O Vale da Lua" width="227" height="300" /></a>Sou leitor de banda desenhada desde criança, e minha primeira revista foi uma revista de faroeste, e também sempre fui leitor de ficção científica, sendo que tenho algumas centenas de livros de FC em minha biblioteca. Como fã destes dois géneros sempre me chamou à atenção histórias em que estes se misturavam.</div>
<p>Actualmente existe todo um género de ficção, conhecido como <strong>Steampunk</strong>, em que elementos típicos do século XIX, como a tecnologia a vapor, acaba por ter um desenvolvimento para além daquele que realmente teve no século XIX.</p>
<p>Ao mesmo tempo a narrativa incorpora outras tecnologias e elementos que se tornaram parte de nosso imaginário apenas no século XX. Podemos citar, para ficar apenas nos quadradinhos e no cinema, como obras típicas deste movimento: <em>A Liga Extraordinária</em> de Alan Moore,  <em>As loucas aventuras de James West </em>(filme e série), <em> </em>a série <em>O Mundo Perdido</em>, a BD <em>Rocketeer</em>, o filme <em>Capitão Sky e o Mundo de Amanhã, </em>o desenho animado <em>Steamboy</em> e a BD <em>Docteur Mystère</em>.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-1121" href="http://texwillerblog.com/wordpress/?attachment_id=1121"><img class="alignright size-medium wp-image-1121" title="Tex (um mundo perdido) se surpreende ao descobrir uma nave alienigena" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2009/08/Tex-um-mundo-perdido-se-surpreende-ao-descobrir-uma-nave-alienigena-213x300.jpg" alt="Tex (um mundo perdido) se surpreende ao descobrir uma nave alienigena" width="213" height="300" /></a>Nos quadradinhos Bonelli (quase um sinónimo para quadradinhos italianos), do qual o mais famoso é TEX, mas também já foram editados no Brasil outros géneros destes quadradinhos, além de dois outros faroestes que fazem sucesso entre o publico brasileiro: Zagor e Mágico Vento, elementos de steampunk sempre estiveram presente, assim por vezes podemos ver extraterrestres, robôs, naves espaciais e outras coisas impossíveis no século XIX ‘real’ em meio a histórias de faroeste.</p>
<p>Neste artigo, em três partes, pretendo comentar as aparições de extraterrestres nas histórias de faroeste destas três personagens: Tex, Zagor e Mágico Vento. Sendo o primeiro o faroeste mais tradicional dos três, o segundo o faroeste mais fantástico e o terceiro o mais realista, mesmo quando trata de temas fantásticos.<br />
Tex, apesar de ser um faroeste mais tradicional, tem algumas histórias voltadas para temas fantásticos. Inclusive aqueles que são considerados por muitos leitores seus maiores inimigos: Mefisto, seu filho <em>Yama</em> e Zhenda, são feiticeiros. Em outros momentos Tex já enfrentou Vikings, lobisomens, o <strong>Sasquatch </strong>e até dinossauros. Vamos às histórias com possíveis extraterrestres:</p>
<p><strong><a rel="attachment wp-att-1122" href="http://texwillerblog.com/wordpress/?attachment_id=1122"><img class="alignleft size-medium wp-image-1122" title="Tex enfrenta o alienigena do Vale da Lua" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2009/08/Tex-enfrenta-o-alienigena-do-Vale-da-Lua-209x300.jpg" alt="Tex enfrenta o alienigena do Vale da Lua" width="209" height="300" /></a>O </strong><strong>Vale da Lua</strong>: Em Wilcox, sopé dos Montes Dragoon, depois de um encontro com um velho amigo chamado Ben Rufus, Tex acompanha o amigo até a mina no Vale da Lua, onde descobre que um estranho ser, portando uma arma futurista, aterroriza os garimpeiros da região do Vale da Lua. Este ser faz dos apaches Chiricahuas, que o consideram filho do Grande Espírito, seus escravos. Esta história saiu em Tex n.º  17, Tex Edição Histórica n.º 32 e Os Grandes Clássicos de Tex nº 18.</p>
<p><strong>A Flor da Morte</strong>: Uma flor, trazida por um meteorito, provoca a morte daqueles que entram em contacto com ela,  para resolver este enigma Tex procura a ajuda do bruxo El Morisco. História publicada em Tex n.º 65 e Tex Coleção n.º 212, 213 e  214.</p>
<p><strong><a rel="attachment wp-att-1123" href="http://texwillerblog.com/wordpress/?attachment_id=1123"><img class="alignright size-medium wp-image-1123" title="O professor que influenciado pela descoberta de uma nave extraterrestre (Um mundo perdido) cria uma seita em torno de si." src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2009/08/O-professor-que-influenciado-pela-descoberta-de-uma-nave-extraterrestre-Um-mundo-perdido-cria-uma-seita-em-torno-de-si.-221x300.jpg" alt="O professor que influenciado pela descoberta de uma nave extraterrestre (Um mundo perdido) cria uma seita em torno de si." width="221" height="300" /></a>Um mundo Perdido</strong>: Tex Willer, Kit Carson, Jack Tigre e Kit Willer, em uma expedição ao monte Rainer encontram uma misteriosa seita, que segue as ordens de um professor enlouquecido após ter contacto com uma nave extraterrestre e seus segredos. História publicada em Tex nº 188 e 189.</p>
<p><strong>A Ameaça do Espaço</strong>: Um meteorito, carregado com estranhos microorganismos, provoca mutações em diversas pessoas, que transformam-se em Zumbis. O primeiro homem contaminado pelos microorganismos foge da perseguição imposta por Tex e acaba por contaminar toda uma tribo indígena, então estes contaminados iniciam uma trilha de massacres e novas contaminações até que são detidos e mortos por Tex e Kit Carson. História publicada em Tex nº 333, 334 e 335.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-1124" href="http://texwillerblog.com/wordpress/?attachment_id=1124"><img class="alignleft size-medium wp-image-1124" title="A ameaça do espaço" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2009/08/A-ameaça-do-espaço-231x300.jpg" alt="A ameaça do espaço" width="231" height="300" /></a>Nestas histórias de Tex nota-se uma profunda influência do mestre do terror cósmico H. P. Lovecraft, devido à origem enigmática destes supostos extraterrestres, a história <strong>A Ameaça do Espaço</strong> tem nítidas similaridades com o famoso conto <strong>A Cor que caiu do Céu</strong>, conto clássico de contaminação por organismo extraterrestre.  Há nestas histórias também uma perplexidade e estranhamento das personagens frente ao mistério extraterrestre que também são típicas das histórias de H. P. Lovecraft. Estranhamento este perfeitamente compreensivo, tendo em vista que estamos falando de um homem do século XIX (Tex) frente a um fenómeno para o qual a sua cultura não o preparou para entender (extraterrestres).<br />
 <br />
 <br />
<strong>Parte II: <span style="color: #ff0000;">Zagor</span></strong><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #000000;"><a rel="attachment wp-att-1125" href="http://texwillerblog.com/wordpress/?attachment_id=1125"><img class="alignright" title="FOGO NO CÉU ZAGOR" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2009/08/FOGO-NO-CÉU-ZAGOR-221x300.jpg" alt="FOGO NO CÉU ZAGOR" width="221" height="300" /></a></p>
<p></span></span>Zagor  é uma mistura de Tarzan ou Fantasma com Tex. Para criar um Zagor basta bater em um liquidificador  um cowboy, um aventureiro <em>pulp</em> e um super-herói, e ter o talento de Guido Nolitta (argumentista criador da personagem). O nome Zagor é uma abreviação de Za-gor-te-nay, ou seja, &#8220;<em>O espírito da machadinha</em>&#8220;. Zagor possui extraordinários reflexos e dotes atléticos e é extremamente hábil no uso de sua machadinha. Os seus feitos, além da impressão causada por suas vestes (azul e vermelha, com um símbolo enorme no peito) e por seu grito de guerra (AAHHYAAKK!) o fazem ser considerado pelos índios como uma espécie de semi-deus enviado por Manitú.</p>
<p>O herói vive naquela que seria a época da consolidação dos Estados Unidos como nação e início da expansão americana para o Oeste, mais ou menos nos anos de 1830. Nesta época os Estados Unidos já haviam adquirido (em 1803), através de compra, o enorme território da Louisiana, que dobrou a extensão territorial do país. Uma segunda guerra sem vencedores tinha sido travada com os britânicos, a Guerra de 1812, os Estados Unidos também tomaram a força a Florida Ocidental (administração de James Madison) e compraram a Florida Oriental (administração Moore).<br />
Já na década de 1830, o governo federal deportou forçosamente tribos indígenas do sudeste do país para territórios menos férteis no oeste. Este caso foi parar na Suprema Corte americana, que julgou o caso a favor dos indígenas. Mesmo assim, o Presidente americano na época, Andrew Jackson, ignorou o mandato da Suprema Corte. Esta história foi contada numa das melhores histórias já escritas de Zagor “<em>A Longa Marcha</em>” , publicada em Zagor Especial 8 e 9, em um total de 330 páginas de aventura.<br />
 <br />
<a rel="attachment wp-att-1128" href="http://texwillerblog.com/wordpress/?attachment_id=1128"><img class="alignleft size-medium wp-image-1128" title="ZAGOR DESCOBRE NAVE EXTRATERRESTRE" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2009/08/ZAGOR-DESCOBRE-NAVE-EXTRATERRESTRE-207x300.jpg" alt="ZAGOR DESCOBRE NAVE EXTRATERRESTRE" width="207" height="300" /></a>Na fictícia floresta de Darwwood, que teoricamente existiria no triângulo que forma as fronteiras dos estados da Pensilvânia, Virgínia Ocidental e Ohio mora Zagor, que busca defender os indígenas do local (vale destacar que nenhuma reserva indígena existe actualmente nesta área). Além das tradicionais histórias de faroeste, como aquela apresentada no recente <strong>Zagor Especial 30 anos de Brasil “</strong><em>Homens na Tempestade”, </em>Zagor também se vê às voltas com  vampiros, druidas, lobisomens, robôs,  mutantes, bandidos super inteligentes e até extraterrestres.</p>
<p>Na história &#8220;<em>O Raio da Morte</em>&#8220;, Zagor n.º 6 da Editora Record (edição muito lembrada pelos fãs da personagem por ter tido 432 páginas de história, graças ao empenho editorial de Otacílio d’Assunção Barros, ou simplesmente OTA, o eterno editor da MAD no Brasil), Zagor enfrenta alienígenas do planeta Akkron, aliados ao cientista Hellingen, no meu entender o inimigo mais perigoso de Zagor. Na história Zagor quase é derrotado pela tecnologia superior dos alienígenas (vale lembrar que estamos em 1830, e nem se quer temos rifles de repetição).</p>
<p><a rel="attachment wp-att-1129" href="http://texwillerblog.com/wordpress/?attachment_id=1129"><img class="alignright size-medium wp-image-1129" title="ZAGOR CONVERSA COM O EXTRATERRESTRE" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2009/08/ZAGOR-CONVERSA-COM-O-EXTRATERRESTRE-201x300.jpg" alt="ZAGOR CONVERSA COM O EXTRATERRESTRE" width="201" height="300" /></a>Por fim Zagor consegue vencer os alienígenas, para tanto usa armas místicas, que anteriormente foram usadas por um lendário guerreiro indígena. Pode até parecer uma histórias absurda, um sujeito que luta com arco e flecha contra alienígenas, mas no trama geral da história este aparente absurdo se torna coerente, em uma história muito bem escrita. Recentemente o cientista Hellingen reapareceu nas histórias de Zagor ainda tentando usar a tecnologia dos alienígenas de Akkron para vencer Zagor (Zagor Extra, Editora Mythos, n.° 41 e 42).</p>
<p>Mais recentemente na revista mensal de Zagor n.° 81 e 82 (Mythos Editora) foi publicada a história em duas parte <em>O fogo que veio do Céu </em>(1º parte ) e <em>Ameaça Alienígena </em>(2º parte<em>)</em>, nesta história uma nave alienígena cai em Darkwood. Zagor e Chico vão investigar o local do impacto e descobrem que um dos pilotos, de aparência monstruosa, está morto, enquanto outro sobreviveu e vaga pela floresta. Alguns caçadores e índios se depararam com o monstro e entram em confronto com o mesmo.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-1130" href="http://texwillerblog.com/wordpress/?attachment_id=1130"></a><a rel="attachment wp-att-1130" href="http://texwillerblog.com/wordpress/?attachment_id=1130"></a><a rel="attachment wp-att-1131" href="http://texwillerblog.com/wordpress/?attachment_id=1131"><img class="size-medium wp-image-1131 alignleft" title="zagor alienígenas" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2009/08/zagor-alienígenas-232x300.jpg" alt="zagor alienígenas" width="232" height="300" /></a>Enquanto Zagor sai atrás dos rastros do extraterrestre, Chico alertar a aldeia Onondaga que fica próxima sobre a ameaça. Mas quatro guerreiros saem à caça do monstro ao mesmo tempo em que um caçador (que assassinou um homem e uma mulher numa fazenda) se aproveita para jogar a culpa dos homicídios no alienígena.</p>
<p>Quando Zagor consegue fazer contacto com o alienígena descobre que ele não é a ameaça que todos pensam, mas, não convence um grupo de caçadores que passa a perseguir Zagor e o alienígena. Por fim o alienígena é resgatado por outra nave e todos compreendem o erro de julgamento cometido sobre o alienígena (perpetuado pelo caçador que queria esconder seus crimes).</p>
<p>Vale ressaltar que o alienígena presente nesta história tem semelhança visual com aquele do filme “<em>O Predador</em>” estrelado por Arnold Schwarzenegger, enquanto os alienígenas da história “<em>O Raio da Morte</em> “, os akkronianos, tinham semelhança visual com os tradicionais Grays, aqueles alienígenas cinzentos que são capas de revistas de ufologia e aparecem em séries como Taken e Ficheiros Secretos (no Brasil, Arquivo X).</p>
<p><strong>Parte III: <span style="color: #ff0000;">Mágico Vento</span></strong></p>
<p>Mágico Vento é uma das melhores BDs seriadas que já aportou em terras brasileiras. Cada história é mais surpreendente que a outra, sem falar que os roteiros são bastante diversificados, com histórias de faroeste, terror (em geral envolvendo mitologia indígena), misticismo, espionagem, guerra e intrigas políticas.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-1132" href="http://texwillerblog.com/wordpress/?attachment_id=1132"><img class="size-medium wp-image-1132 alignright" title="Mágico Vento - Replicantes" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2009/08/Mágico-Vento-Replicantes-229x300.jpg" alt="Mágico Vento - Replicantes" width="229" height="300" /></a>Entre tal variedades de temas, certamente não podia faltar uma história de ficção científica. História esta publicado no n.° 41 “<em>Os Replicantes</em>”. Mas antes de comentar esta história em especifico vamos falar um pouco da personagem Mágico Vento.</p>
<p>Mágico Vento é na verdade o nome indígena de Ned Ellis, único soldado sobrevivente de um massacre, ocasião esta em que teve cravado em sua cabeça um estilhaço de metal, este lhe proporcionou o dom de ter visões, mas causou-lhe a perda de sua memória.</p>
<p>Ned Ellis é então encontrado pelo xamã Cavalo Manco dos Sioux, indígenas do norte dos Estados Unidos, e uma das ultimas nações indígenas a se render aos brancos, após a famosa batalha de Little Big Horn. Nesta batalha,  juntos a outras nações indígenas, os sioux derrotaram a 7° Cavalaria dos Estados Unidos sob o comando do General George Armstrong Custer.</p>
<p>Reconhecido por Cavalo Manco como um Waaytan (homem que tem o dom da visão), Ned Ellis passa a ser conhecido como Mágico Vento, e torna-se um xamã sioux, treinado para substituir o velho Cavalo Manco. No decorrer de suas aventuras Mágico Vento estará envolvido com questões indígenas (tanto em batalhas como em seu papel como xamã), mas também com intrigas políticas (envolvendo uma poderosa sociedade secreta) e também tentando recuperar seu passado perdido.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-1133" href="http://texwillerblog.com/wordpress/?attachment_id=1133"><img class="size-medium wp-image-1133 alignleft" title="Mágico Vento" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2009/08/MAGICO-VENTO-216x300.jpg" alt="Mágico Vento" width="216" height="300" /></a>Diversas personagens perpassam as histórias de Mágico Vento, mas é Willy Richards, um jornalista tão idêntico ao escritor Edgar Allan Poe que recebeu o apelido de POE, o companheiro inseparável de Mágico Vento, e aquele que dá o norte das aventuras de espionagem desta série criada por  Gianfranco Manfredi.<br />
Manfredi é argumentista, cineasta e romancista de grande renome na Itália, e com Mágico Vento criou um western inovador, misturando diversos géneros, com uma diferença de outros faroestes como Tex e Zagor. Enquanto Tex tem apenas histórias dispersas fretando com outros géneros, esta é a tónica de Mágico Vento, mas se em Tex  certas aventuras são pouco críveis, assim como em Zagor, Mágico Vento consegue ser extremamente realista, mesmo quando estamos à volta com demónios e outras entidades místicas.</p>
<p>Na aventura  “<em>Os Replicantes</em>” (n.° 41), Mágico Vento e Poe deparam-se com um atormentado jovem em uma instalação que serve como bar, pensão e mercearia. O jovem tem um pesadelo e acidentalmente começa um tiroteio, que só não vira um massacre devido à intervenção de Mágico Vento e Poe. Logo após o confronto índios da nação Mandan chegam e levam embora o misterioso jovem, que deixa para traz seus diários.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-1134" href="http://texwillerblog.com/wordpress/?attachment_id=1134"><img class="size-medium wp-image-1134 alignright" title="Bruno Ramella" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2009/08/Bruno-Ramella-214x300.jpg" alt="Bruno Ramella" width="214" height="300" /></a>Nestes diários Poe e Mágico Vento ficam sabendo da existência de um Observatório Astronómico nas imediações, no qual Theo (nome do rapaz) trabalha como ajudante de um astrónomo, assim como os índios mandans que o levaram. Em uma noite de observação os dois presenciaram a queda de um meteoro, que traz em seu interior misteriosos ovos, após algumas observações descobre-se que estes ovos contêm um liquido replicante, capaz de criar cópias iguais de qualquer animal. O astrónomo decide então testar o líquido em um índio mandan, descobrindo-se que pode-se replicar até seres humanos, entretanto a cópia é sempre mais forte que o original e acaba por matar o mesmo. Theo atormentado foge para alertar a comunidade científicas destas experiências, mas como já o sabem Mágico Vento e Poe, ele foi capturado novamente pelos índios Mandan  que servem o astrónomo.</p>
<p>Neste ínterim Mágico Vento conta a Poe a lenda das três raças, lenda indígena segundo a qual as três raças humanas teriam sido criadas a partir da queda de meteoros trazendo um líquido misterioso. O meteoro que caiu no mar, criou os brancos; o que caiu na lama, criou os negros; e o que caiu no solo firme, criou os indígenas (a raça amarela não aparece na lenda que foi elaborada provavelmente antes de qualquer contacto entre indígenas e pessoas desta raça).</p>
<p><a rel="attachment wp-att-1135" href="http://texwillerblog.com/wordpress/?attachment_id=1135"><img class="size-medium wp-image-1135 alignleft" title="Mágico Vento por Ramella" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2009/08/Mágico-Vento-por-Ramella-209x300.jpg" alt="Mágico Vento por Ramella" width="209" height="300" /></a>No decorrer da história ficamos a saber que o novo meteoro descoberto por Theo e pelo astrónomo está, a partir das cópias feitas pelo astrónomo dos índios mandans, produzindo uma nova raça, mais forte, para dominar a humanidade. Por sorte Mágico Vento e Poe destroem o líquido alienígena, após um terrível confronto com as cópias já produzidas.</p>
<p>Uma belíssima história, com roteiro impecável de Manfredi e desenhos super realistas de Sicomoro, que juntos conseguem apresentar ao leitor uma história unindo faroeste, ficção científica e terror. Mesmo com tantos géneros se entrecruzando a história consegue ser bastante crível e em nenhum momento corre o risco de virar um pastiche, como poderia facilmente acontecer com um roterista menos talentoso.</p>
<p>Em nossos próximos artigos abordaremos outras histórias de Mágico Vento, dando ênfase não só nas histórias em si, mas também  no rico contexto criado por Manfredi.</p>
<p>(<em>Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas</em>)</p>
<h3><span style="color: #800000;">* <a rel="attachment wp-att-5191131" href="http://texwillerblog.com/wordpress/?attachment_id=5191131"><img class="alignleft size-medium wp-image-5191131" src="http://texwiller.blog.com/files/2009/07/edgar-indalecio-smaniotto-228x300.jpg" alt="Edgar Indalecio Smaniotto" width="128" height="168" /></a>Edgar Indalecio Smaniotto <strong>é filósofo, mestre em Ciências Sociais e doutorando do programa de pós-graduação em Ciências Sociais da UNESP – FFC Marília.  Resenhista do Jornal GRAPHIQ,  das revistas Scarium Magazine (<a title="Scarium Magazine" href="http://www.scarium.com.br/">http://www.scarium.com.br/</a>) e  macroCOSMO.com (<a title="MacroCOSMO" href="http://www.revistamacrocosmo.com/">http://www.revistamacrocosmo.com/</a>) e articulista da revista portuguesa BD Jornal.<br />
Autor do livro: <em>A FANTÁSTICA VIAGEM IMAGINÁRIA DE AUGUSTO EMÍLIO ZALUAR</em>: ensaio sobre a representação do outro na antropologia e na ficção científica brasileira. Rio de Janeiro: Editora Corifeu, 2007. Contacto:</strong><strong> <a title="Contacto de Edgar Indalecio Smaniotto" href="http://texwiller.blog.com/edgarsmaniotto@gmail.com">edgarsmaniotto@gmail.com</a>.</strong></span></h3>
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		<title>TEX: o maior cowboy das Histórias aos Quadradinhos</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Jul 2009 23:01:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos Francisco</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Tribuna dos Texianos]]></category>
		<category><![CDATA[O Mundo de Tex]]></category>
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		<category><![CDATA[Filme de Tex]]></category>
		<category><![CDATA[Navajos]]></category>
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		<description><![CDATA[* Por Edgar Indalecio Smaniotto O faroeste, como ficção de entretenimento, esteve presente com muita força em todo o mundo durante os anos 50, 60 e 70. Nessa época, impulsionado, em grande parte pelo cinema norte-americano, que buscava recontar de forma romântica a história daquele país, o faroeste deu-nos diversas obras-primas cinematográficas, literárias e quadrinísticas. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<h3><span style="color: #800000;">* Por Edgar Indalecio Smaniotto </span></h3>
<p><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Tex-e-seus-pards-por-Claudio-Villa.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-15025" title="Tex e seus pards, por Claudio Villa" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Tex-e-seus-pards-por-Claudio-Villa-259x300.jpg" alt="Tex e seus pards, por Claudio Villa" width="259" height="300" /></a>O faroeste, como ficção de entretenimento, esteve presente com muita força em  todo o mundo durante os anos 50, 60 e 70. Nessa época, impulsionado, em grande  parte pelo cinema norte-americano, que buscava recontar de forma romântica a  história daquele país, o faroeste deu-nos diversas obras-primas  cinematográficas, literárias e quadrinísticas. Enquanto na literatura, talvez  com a honrosa excepção da série <em>Winnetou</em> do alemão Karl May, foram os  americanos quem mais se destacaram no género, principalmente graças à obra  de <em> Elmore Leonard</em> (<em>Valdez vem aí</em>; <em>Hombre</em> e <em>Na  mira da arma</em>, para citar alguns de seus livros), e, assim, também foi no  cinema, com filmes como  <em>No Tempo das Diligências</em>, <em>Sangue de  Heróis</em> e <em> Rio Bravo</em> de John Ford, passando por <em>Meu Ódio Será  Sua Herança</em> de Sam Peckinpah,  até <em>Dança com Lobos</em> de Kevin  Costner, ou o actual <em>Os Indomáveis</em> de James Mangold – apesar do cinema  italiano ter investido no género, que imortalizaria <em>Giuliano Gemma</em> e o  americano <em>Clint Eastwood</em>, como dois grandes interpretes de cowboys, o  que nos deu grandes filmes.</p>
<p><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Os-amigos-Tex-Ken-Paker-e-Mágico-Vento-por-Adauto-Silva.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-15029" title="Os amigos Tex, Ken Paker e Mágico Vento, por Adauto Silva" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Os-amigos-Tex-Ken-Paker-e-Mágico-Vento-por-Adauto-Silva-231x300.jpg" alt="Os amigos Tex, Ken Paker e Mágico Vento, por Adauto Silva" width="231" height="300" /></a>Mas, são nas BDs (HQs no Brasil) de faroeste que os italianos se destacam  tanto em qualidade como em quantidade: obras como <em>Ken Parker</em> só tem  paralelo em qualidade com o francês<em> Tenente Blueberry</em>, sem falar em  sagas como  <em>História do Oeste </em>de G. D’Antonio (no Brasil editado também  como Epopeia Tri) e <em>Personagens do Oeste</em> de Rino Albertarelli, além de  séries como <em>Zagor </em>e <em>Mágico Vento</em>, todas italianas.</p>
<p>Porém, é com TEX que os italianos se destacaram ao criar o cowboy mais famoso  e vendido até hoje na Itália e no Brasil, e que sobreviveu mesmo quando o género  faroeste teve seu maior declínio no final dos anos 1980 e durante toda a década  de 1990. Tex ainda continua vendendo bem no actual mercado desses dois países,  que, além da tradicional concorrência com super-heróis americanos, agora sofrem  uma arrasadora invasão dos mangás japoneses.</p>
<p><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Gianluigi-Bonelli.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-15031" title="Gianluigi Bonelli" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Gianluigi-Bonelli-182x300.jpg" alt="Gianluigi Bonelli" width="182" height="300" /></a>Tex chegou às bancas italianas pela primeira vez em 30 de Setembro de 1948,  sob a pena de Gianluigi Bonelli e arte de Aurelio Galleppini, trazendo a  aventura<em> O Totem Misterioso</em>, na qual Tex ajuda Tesah, filha de Urso  Cinzento, Sakem dos Pawnees a recuperar um símbolo de Totem, roubado de seu pai  pelo bandido Coffin, e, depois, a achar o próprio Totem, que esconde uma  passagem para um suposto tesouro.  Esta história foi publicada na edição  comemorativa dos 50 anos de Tex pela editora Opera Graphica.</p>
<p>Inicialmente, Tex era publicado na Itália em formato pequeno e horizontal,  com 32 páginas e cerca de três quadradinhos por página.  Actualmente, o formato  dos <em>Fumetti</em> (quadradinhos italianos) é de 3 tiras por páginas com três  quadrinhos por tiras, seguindo rigorosamente este modelo, o que os torna  prontamente reconhecidos. Mas, por outro lado, deixa pouca margem às inovações,  para que artistas e roteristas trabalhem de forma inovadora, com novos tipos de  enquadramento.</p>
<p><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Primeira-imagem-de-Tex-no-Brasil.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-15033" title="Primeira imagem de Tex no Brasil" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Primeira-imagem-de-Tex-no-Brasil-300x148.jpg" alt="Primeira imagem de Tex no Brasil" width="300" height="148" /></a>No Brasil, Tex foi inicialmente publicado em uma revistinha com o nome de  <em>Júnior</em>, formato horizontal de 16 cm de largura por 7 cm de altura, no  formato de talão de cheques, como a italiana.  A primeira edição saiu em 25 de  Fevereiro de 1951, trazendo o titulo <em>As Aventuras de Texas Kid</em> (como  foi renomeado a personagem aqui no Brasil). A publicação perduraria até  1957.</p>
<p><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Primeira-tira-de-uma-história-de-Tex.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-15035" title="Primeira tira de uma história de Tex" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Primeira-tira-de-uma-história-de-Tex-300x135.jpg" alt="Primeira tira de uma história de Tex" width="300" height="135" /></a>Tex voltaria às bancas brasileiras em Fevereiro de 1971 pela editora Vecchi,  agora no formatinho (inicialmente, no italiano, de 16 cm por 21 cm e,  posteriormente, no formato no qual Tex é tradicionalmente publicado até hoje,  13,5 por 17,5 cm), e permanece sendo publicado sem interrupções, apesar dos  altos e baixos do mercado de quadradinhos no Brasil.</p>
<p>Actualmente, Tex é um sucesso nas bancas brasileiras, e é sem dúvida a  personagem com maior número de publicações que levam o seu nome – são ao todo  nove séries e, por vezes, algumas minisséries. A seguir vou comentar as  principais características de cada série.</p>
<h2><span style="color: #000000;">As revistas de Tex no Brasil<br />
<span style="color: #ffffff;">.</span></span></h2>
<p><strong><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Revistas-Tex1.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-15037" title="Revistas Tex" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Revistas-Tex1-300x225.jpg" alt="Revistas Tex" width="300" height="225" /></a>Tex: </strong>revista mensal, actualmente no número 467, traz sempre  histórias seriadas, quase sempre passando por dois ou três volumes. A edição  actual traz Tex em uma aventura no México, para trazer de volta uma tribo de  índios apaches a sua reserva, ao mesmo tempo em que enfrenta uma conspiração  contra sua vida.</p>
<p><strong>Tex Coleção:</strong> republicação de todas as histórias da  personagem em ordem cronológica, actualmente no número 260.</p>
<p><strong>Tex Edição Histórica: </strong>republicação de Tex Coleção, mas quase  sempre com cerca de 250 a 300 páginas. Actualmente no nº. 75,<em> Terra  Prometida</em>. Sempre com histórias completas.</p>
<p><strong>Tex Almanaque: </strong>publicação de histórias completas e artigos  sobre o mundo do faroeste. Actualmente no nº. 36.</p>
<p><strong>Tex Ouro:</strong> publicação de histórias completas da personagem  com tratamento especial, ou seja, capa e lombada dourada. Actualmente no nº.  38.</p>
<p><strong>Grandes Clássicos de Tex:</strong> republicação de todas as  principais histórias da personagem, o último número nas bancas trouxe a história  <em>Sangue Navajo</em> – resenhada na parte deste texto em que falo dos  navajos.</p>
<p><strong>Tex Gigante: </strong>Os melhores profissionais dos quadradinhos  mundiais são chamados para produzir esta série de Tex. Actualmente no nº. 22,  que está para sair trazendo a história <em>Seminoles</em> (sobre os indígenas da  Flórida).</p>
<p><strong>Tex Anual:</strong> todo ano a publicação de uma história completa da  personagem.</p>
<p><strong>Tex de Férias: </strong>republicação das edições mais pedidas da  personagem. Sempre em Julho.</p>
<p><strong><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Livro-50-anos-de-Tex-Opera-Graphica.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-15039" title="Livro 50 anos de Tex Opera Graphica" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Livro-50-anos-de-Tex-Opera-Graphica-213x300.jpg" alt="Livro 50 anos de Tex Opera Graphica" width="213" height="300" /></a>Tex Especial 60 Anos: </strong>Para comemorar os 60 anos de Tex, a  Editora Mythos lançou uma edição especial colorida da personagem, no ano de  2008. Nesta edição, Tex recorda uma aventura que teve anos antes ao lado de sua  esposa Lilyth, quando lutaram juntos contra um bando de apaches revoltosos.  Edição especial com 128 páginas coloridas.</p>
<p>Tex também já teve três minisséries publicadas; um Tex de Capa dura (<em>O  Ídolo de Cristal</em>); o livro <em>Tex 50 anos pela Opera Graphica</em>,  história curta e colorida no especial <em>Fumetti: o melhor dos quadrinhos  italianos</em>; cinco histórias curtas (uma colorida) e uma longa na série<em> Tex e os Aventureiros</em>, na qual eram publicados diversas personagens;  Bonelli, álbum de figurinha; revista-póster e várias histórias coloridas. Também  é bom lembrar que, em Abril de 1996, Tex recebeu no Brasil o <em>Prémio HQ  Mix</em>, como a melhor revista de aventura e ficção.</p>
<h2><span style="color: #000000;">Personagens<br />
<span style="color: #ffffff;">.</span></span></h2>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Tex-e-seus-pards1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-15042" title="Tex e seus pards" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Tex-e-seus-pards1.jpg" alt="Tex e seus pards" width="573" height="414" /></a><br />
</span></p>
<p><strong>Tex Willer:</strong> é <em>ranger</em> (espécie de patrulheiro ou  agente federal), líder de uma nação indígena e agente indígena de uma reserva.  Em suas aventuras conta com a parceria de seus <em>pards</em> (como são chamados  os amigos de Tex), que são:</p>
<p><strong>Kit Carson:</strong> ex-batedor do exército, <em>ranger</em> e amigo  de Tex. Se Tex teria cerca de 40 anos em seus quadradinhos, Kit teria uns 50 ou  55 anos, Tex sempre o chama de Coruja Velha devido a seu pessimismo. As  constantes discussões entre os dois traz uma certa comicidade a muitas aventuras  de Tex, afinal ambos falam um para o outro coisas que só a verdadeira amizade  permite.</p>
<p><strong>Jack Tigre: </strong>navajo da tribo de Tex, tem mais ou menos a  mesma idade que o ranger, seu relacionamento com Tex é pouco mais distante do  que aquele entre Tex e Kit, afinal, sendo Tex o chefe da tribo, Tigre o respeita  também como tal e não apenas como amigo.</p>
<p><strong>Kit Willer: </strong>filho de Tex, com mais ou menos uns 20 anos, é  conhecido entre os índios como <em>Falcão Pequeno</em>, já que seu pai Tex tem o  nome indígena de <em>Águia da Noite</em> e Kit Carson de <em>Cabelos de  Prata</em> (por seus cabelos grisalhos). Kit viveu com os navajos e teve em  Tigre seu principal preceptor, é quase tão rápido no gatilho quanto o pai.</p>
<p><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Tex-e-amigos-por-Fred-Macedo.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-15045" title="Tex e amigos por Fred Macedo" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Tex-e-amigos-por-Fred-Macedo-300x217.jpg" alt="Tex e amigos por Fred Macedo" width="300" height="217" /></a>Tex tem vários outros amigos secundários que aparecem em suas histórias,  podemos destacar Gros-Jean, Jim Brandon, Montales, Pat o irlandês e El Morisco  (o meu preferido). Mas, também, tem ferrenhos inimigos, o mais recorrente é o  bruxo Mefisto, em uma galeria ampla de inimigos esquisitos: Yama (bruxo), O  Mestre (alquimista), El Muerto, Proteus, Tigre Negro, Zhenda, etc., além dos  tradicionais pistoleiros, criminosos do colarinho branco, índios, e outras  personagens recorrentes em histórias de faroeste.</p>
<h2><span style="color: #000000;">Temas:<br />
<span style="color: #ffffff;">.</span></span></h2>
<p>As temáticas das histórias de Tex também são bastante variadas, para dar uma  amostra, seguem algumas microrresenhas de histórias da personagem:</p>
<p><em><strong><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Tex-nos-traços-de-Ivo-Milazzo.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-15048" title="Tex nos traços de Ivo Milazzo" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Tex-nos-traços-de-Ivo-Milazzo-300x277.jpg" alt="Tex nos traços de Ivo Milazzo" width="300" height="277" /></a>Sangue no Colorado</strong></em> (Tex Gigante nº. 8), Tex e  <em>pards</em> vão a uma vila de mineradores ajudá-los em sua luta contra uma  companhia mineradora que quer as terras desses trabalhadores autónomos. Destaque  para os desenhos de Ivo Milazzo, o mesmo de<em> Ken Parker</em>.</p>
<p><em><strong> </strong></em></p>
<p><em><strong>Pirâmide Misteriosa</strong></em> (Almanaque Tex nº. 21), Tex e  Carson têm que ajudar seu amigo El Morisco (bruxo egípcio) a enfrentar um  feiticeiro imortal que domina com mãos de ferro a região de <em>Sierra del  Hueso</em>, utilizando-se de seus Ushebti (animais de argila que criam vida  através de feitiçaria).</p>
<div><em><strong><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Tex-e-os-vikings.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-15051" title="Tex e os vikings" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Tex-e-os-vikings.jpg" alt="Tex e os vikings" width="371" height="174" /></a>A Ilha Misteriosa </strong></em>(Almanaque Tex nº. 16), Tex e  Carson  vão ao Canadá ajudar Jim Brandon e deparam-se com remanescente de uma   expedição Viking que chegou à América 500 anos antes de Colombo.</div>
<div><span style="color: #ffffff;">.</span></div>
<p><em><strong>Sangue no Pasto</strong></em> (Grandes Clássicos de Tex nº. 12),  Tex e seus <em>pards </em>deparam-se com um criador de ovelhas que está para ser  expulso das terras comunitárias que é usada por criadores de gado local. Tex  compra as ovelhas do criador e as terras que, até então, eram do governo,  somente para afrontar os criadores de gado. Após dar uma lição nos criadores de  gado, acaba por vender as terras pelo dobro do preço.</p>
<p><em><strong><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Tex-em-duelo-com-Daniel-Dumont-o-pistoleiro-das-cartas-de-tarô.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-15056" title="Tex em duelo com Daniel Dumont o pistoleiro das cartas de tarô" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Tex-em-duelo-com-Daniel-Dumont-o-pistoleiro-das-cartas-de-tarô-217x300.jpg" alt="Tex em duelo com Daniel Dumont o pistoleiro das cartas de tarô" width="217" height="300" /></a>A Cidade de Ouro</strong></em> (Grandes Clássicos de Tex nº. 12),  Tex e Tigre descobrem uma cidade habitada por antigos conquistadores espanhóis,  e tem que enfrentar o tirano local.</p>
<p><em><strong>O Pântano Negro</strong></em> (Almanaque Tex nº. 35), Tex, em uma  aventura sem seus <em>pards</em>, enfrenta um pistoleiro que planeja suas acções  com base nas cartas de tarô e busca vingança contra o homem que ajudou Tex a  prendê-lo anos antes.</p>
<p><strong>A Cidade Corrompida</strong> (Almanaque Tex nº. 34), em um único dia,  Tex e Carson livram uma cidade inteira de um bando de corruptos que extorque  dinheiro de comerciantes locais. Tiroteio e pancadaria quase incessantes.</p>
<p><em><strong>O Comboio dos Apaches</strong></em> (Tex Especial de Férias nº.  6), Tex e Carson partem para libertar índios apaches que estão para ser  deportados pelo governo americano. Para tanto, enfrentam o exército americano  com tácticas de guerrilha.</p>
<p><strong><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Tex-enfrenta-dinossauros.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-15058" title="Tex enfrenta dinossauros" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Tex-enfrenta-dinossauros.jpg" alt="Tex enfrenta dinossauros" width="376" height="168" /></a>Aventura no Caribe</strong> (Tex e os Aventureiros nº. 1), Tex e Kit,  em uma ilha do Caribe, têm de enfrentar perigosos dinossauros.</p>
<p><em><strong>O Diabólico Mefisto</strong></em> (Grandes Clássicos de Tex nº.  9), Tex enfrenta seu maior inimigo, Mefisto, que usa magia para vingar-se do<em> ranger</em>, inclusive capturando e, através de hipnose, tornando Kit e Carson  bandidos procurados.</p>
<p><em><strong>O Ídolo de Cristal</strong></em> (Tex Coleção 252), quando índios  Hualpais roubam um ídolo religioso dos navajos, ferindo o xamã navajo que  cuidava dele, Tex e seus amigos partem para recuperar o ídolo.</p>
<p><em><strong><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Tex-e-pards-assistem-à-morte-de-Santos-sem-poder-fazer-nada.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-15060" title="Tex e pards assistem à morte de Santos sem poder fazer nada" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Tex-e-pards-assistem-à-morte-de-Santos-sem-poder-fazer-nada-300x282.jpg" alt="Tex e pards assistem à morte de Santos sem poder fazer nada" width="300" height="282" /></a>O Preço da Honra e Força do Destino</strong></em> (Almanaque Tex  nº. 30), história sobre o preconceito e a corrupção nas esferas militares  americanas, que levam à morte de um jovem índio apache acusado injustamente de  matar um homem branco (por acaso um traficante de armas). Mais tarde, seu filho  busca vingança, matando o General que anos antes caçou, até a morte, seu pai e  sua mãe. Estas histórias destacam-se, entre as da personagem, justamente pela  falha de Tex em conseguir resolver a situação. Tex não consegue salvar Natay, o  índio rebelde acusado injustamente, que é morto com sua esposa, também não  consegue levar à justiça o oficial corrupto do exército, e, por fim, quando  Santos (o filho de Natay) mata o corrupto general, Tex não consegue livrá-lo da  forca.</p>
<h2><span style="color: #000000;">O filme de Tex<br />
<span style="color: #ffffff;">.</span></span></h2>
<p><em><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Filme-de-Tex.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-15063" title="O Filme de Tex" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Filme-de-Tex-210x300.jpg" alt="O Filme de Tex" width="210" height="300" /></a>Tex e o Senhor do Abismo</em> é a única filmagem de uma personagem da  Bonelli Editora, sem falar nos dois filmes<em> trash</em> de <em>Zagor</em>,  filmados na Turquia sem consentimento de direitos autorais, e do desenho animado  (e totalmente contrário ao espírito das BDs da personagem) <em>Martin  Mystery</em>.</p>
<p>O filme de Tex estreou em 1985 nos cinemas italianos, tendo uma arrecadação  de aproximadamente 780 mil dólares, o filme seria o piloto de uma série de TV,  que não teve continuidade. A história do filme é baseada na aventura publicada  no Brasil, em três volumes, com os seguintes títulos: Tex nº. 40, <em>O Bruxo  Mouro</em>; Tex nº. 41, <em>O mistério das pedras venenosas</em>; Tex nº. 42,  <em>A Caverna do vale dos Gigantes</em>, história escrita por G. L. Bonelli e  desenhada por Guglielmo Letteri.  A história foi republicada em Tex Coleção  números 146, 147 e 148 e em Tex Edição Histórica,  57.</p>
<p>Na trama do filme, Tex, Tigre (na legenda do filme usou-se Tigla), e Carson  vão investigar o desaparecimento de uma carga de espingardas na fronteira  mexicana, mas, deparam-se com estranhas mortes, que deixam as pessoas  “petrificadas” graças a uma misteriosa substância. Para resolver o caso, Tex  pede ajuda a El Morisco (um bruxo egípcio que mora no México e ajuda Tex em  diversas histórias em que o<em> ranger </em>se depara com factos  fantásticos).</p>
<p>Por fim, descobre-se a trama de índios yaquis (descendentes dos astecas) que  querem criar uma nação indígena separada do México.</p>
<p><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Tex-em-movimento1.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-15065" title="Tex em movimento" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Tex-em-movimento1.gif" alt="Tex em movimento" width="240" height="180" /></a>Ao que parece, a mistura entre faroeste e fantasia não agradou o grande  público do género (ainda que seja comum aos leitores de BDs Bonelli como  <em>Zagor </em>e <em>Mágico Vento</em>). O filme não fez grande sucesso e a  série pretendida nunca saiu do papel. Na verdade, o filme é até muito bom,  estando na média do género, inclusive os elementos fantásticos dão-lhe certo  destaque em qualquer colecção de faroeste.</p>
<p>No Brasil, é muito difícil de ser encontrado – minha cópia é em VHS, já com a  qualidade meio comprometida devido à pouca durabilidade desta tecnologia –, mas,  quem quiser, pode adquirir cópias  em DVD no site TEXBr (lembrando que são  gravações do original em VHS). Penso que já passou da hora da Mythos comprar os  direitos do filme e publicá-lo, acompanhado da republicação da história original  em quadradinhos. O filme mais a revista poderiam ser vendidos, com lucro, por  volta de trinta reais (duvido que algum fã de Tex não os compraria), e seria um  bom <em>marketing</em> para a revista, já que coleccionadores de filmes de  faroeste poderiam passar a comprar a revista.</p>
<h2><span style="color: #000000;">O Verdadeiro Tex Willer<br />
<span style="color: #ffffff;">.</span></span></h2>
<p><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Jack-o-verdadeiro-Tex.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-15067" title="Jack, o verdadeiro Tex" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Jack-o-verdadeiro-Tex.jpg" alt="Jack, o verdadeiro Tex" width="94" height="119" /></a>Dizem que toda a lenda tem um fundo de realidade.  A personagem Tex Willer  também teria sido inspirada em um homem de verdade, um tal de Captain Jack, que  segundo o articulista Rino Di Stefano, em texto publicado no Almanaque Tex nº.  20, teria inspirado Bonelli na composição de Tex.</p>
<p>Jack é considerado o mais temido e respeitado <em>Texas Ranger</em> que já  existiu, Tex é também considerado, em suas histórias, como o mais temido  <em>ranger</em> da corporação. Apesar de óptimo combatente, Jack, assim como  Tex, não se impressionava pelos galões e formalismo militares.</p>
<p>Também tinha como parceiro um índio, o lipan Flacco, assim como Tex tem, em  Jack Tigre, um navajo, um parceiro recorrente. Jack era considerado chefe dos  índios lipans, assim como Tex o é, dos Navajos. Jack foi nomeado como agente  indígena de uma reserva, assim como Tex. São muitas as similaridades entre as  vidas aventurosas de Tex e Jack (guardadas as devidas proporções ao se comparar  uma personagem real com uma fictícia), ainda assim, podemos dizer que, de certa  forma, Tex realmente esteve presente na conquista do Oeste americano.</p>
<h2><span style="color: #000000;">Os Navajos<br />
<span style="color: #ffffff;">.</span></span></h2>
<p>Tex é chefe da nação indígena dos navajos, recentemente popularizada no  seriado <em>Arquivo X</em> (em Portugal: <em>Ficheiros Secretos</em>, onde um  ancião navajo ajuda Mulder a decifrar códigos militares) e no filme<em> Códigos  de Guerra</em> (sobre a participação destes indígenas na segunda guerra  mundial).  Tex torna-se chefe dessa nação após a morte de Flecha Vermelha, pai  de Lilyth, esposa de Tex, com quem ele se casou na clássica história<em> Pacto  de Sangue</em> (Tex nº. 94).</p>
<p><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Tex-guia-seus-navajos-em-ataque-ao-forte-Defiance.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-15069" title="Tex guia seus navajos em ataque ao forte Defiance" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Tex-guia-seus-navajos-em-ataque-ao-forte-Defiance.jpg" alt="Tex guia seus navajos em ataque ao forte Defiance" width="339" height="150" /></a>Nos quadradinhos, a liderança de Tex é contestada por uma de suas mais  fervorosas inimigas, a Bruxa Zhenda, na história <em>Sinistros Presságios</em> (Tex Edição Histórica nº. 40), Zhenda tenta agrupar algumas tribos navajos em  uma revolta contra a liderança de Tex, a fim de colocar seu filho Sagua no  comando dos navajos. Por fim, Zhenda fracassa, sendo que a maioria dos navajos  prefere seguir Tex na guerra civil que se aproxima, ainda que esta não venha a  acontecer.</p>
<p>Mas é a história<em> Sangue Navajo</em> (Os Grandes Clássicos de Tex nº. 16)  que busca retratar o papel de Tex como líder dos navajos. Nesta história,  escrita por Gianluigi Bonelli, alguns jovens navajos são mortos futilmente por  um rancheiro e um comerciante, que têm poderosos aliados políticos.  Quando Tex  pede a prisão e julgamento destes homens, o comandante militar do Forte Defiance  não só se recusa a fazer imperar a lei, que deveria ser igual para todos, como  manda prender Tex (que escapa) e, depois, move uma guerra contra os índios  navajos.</p>
<p><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/4-pards-a-cavalo-por-Marco-Torricelli.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-15027" title="4 pards a cavalo, por Marco Torricelli" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/4-pards-a-cavalo-por-Marco-Torricelli.jpg" alt="4 pards a cavalo, por Marco Torricelli" width="337" height="244" /></a>Tex, à frente dos navajos, empreende técnicas de guerrilha e terra arrasada  para conter o exército americano, ao mesmo tempo em que ataca os dois ricos  comerciantes que mataram os jovens navajos. Por fim, graças à ajuda de um  jornalista e de Kit Carson, os dois assassinos acabam mortos e Tex consegue um  tratado de paz com o exército americano.</p>
<p>Esta história não é de toda ficcional, no ano de 1860, Manuelito liderou seus  navajos em um ataque contra o Forte Defiance, quase o destruindo (o que  aconteceu na história de Tex). Entre 1860 e 1866, houve guerra entre os navajos  e o exército dos Estados Unidos, que, sob o comando de Kit Carson (a personagem  real, claro!), obteve vitória sobre os navajos, capturando oito mil deles e  levando-os para uma nova reserva em <em>Bosque Redondo</em> no Novo México.</p>
<p>Carson inclusive queimou os pomares dos navajos e matou suas ovelhas, para  obrigar a sua rendição e migração, no episódio conhecido como <em>A Grande  Caminhada</em>. Mas, já em 1868, os navajos voltariam à sua antiga reserva  graças ao superintendente A. B. Norton, que atestou a improdutividade da nova  reserva. Desse ano em diante, não haveria mais hostilidade entre o governo  americano e os navajos, segundo Dee Brown no clássico “<em>Enterrei meu coração  na curva do rio</em>”, e talvez este tenha sido o motivo pelo qual Bonelli tenha  escolhido os navajos como nação indígena para Tex, afinal, boa parte das  aventuras de Tex passa-se nos últimos 30 anos do século XIX, e seria complicado  nações, que resistiram por muito tempo, como os Apaches e os Sioux, terem um  líder branco como chefe e, ainda por cima, <em>ranger</em>.</p>
<h2><span style="color: #000000;">CHET: o Tex brasileiro<br />
<span style="color: #ffffff;">.</span></span></h2>
<p>No início da década de 1980, a editora Vecchi, que então publicava Tex,  satisfeita com as vendas da revista da personagem, encomendou a Otacílio Barros  a criação de um novo herói do faroeste intitulado <em>CHET</em> (que é, na  verdade, TEX escrito ao contrário, trocando o X pelo CH), invenção do então  vice-director executivo da editora, o Sr. Lotario Vecchi.</p>
<p>As histórias de<em> CHET</em> foram escritas e desenhadas pelos irmãos Wilde  e Watson Portela, com histórias inicialmente publicadas na revista <em>Ken  Parker </em>e, posteriormente, em revista própria, tendo sido publicadas 22  edições.</p>
<p><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Chet-o-Tex-brasileiro.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-15072" title="Chet, o Tex brasileiro" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Chet-o-Tex-brasileiro.jpg" alt="Chet, o Tex brasileiro" width="363" height="170" /></a>Em depoimento dado a Gonçalo Júnior, para composição do artigo “<em>Um Herói  contra as adversidades</em>”, publicado na edição comemorativa dos 50 anos de  Tex pela editora Opera Graphica, Otacílio diz que “<em>Chet tinha um pouco de  oportunismo sim, mas não era uma cópia exacta de Tex e eu me preocupei com isso.  Tanto que cheguei a sugerir que as personagens tivessem características  diferentes</em>”.</p>
<p>Uma destas características diferentes foi o relacionamento de Chet com as  mulheres. Se Tex só teve uma esposa e, após sua morte, não se relacionou mais  com outras mulheres, Chet não perdia a oportunidade de estar com uma bela  mulher. Na edição nº. 19 de<em> Chet</em>, o herói desiste de sua carreira de  agente federal para virar rancheiro e casar-se com a bela Virgínia, que, por  acaso, é uma portadora de Necessidades Especiais, sendo uma cadeirante, na qual  já se nota uma preocupação do roterista da revista com as minorias, normalmente  não representadas nessas histórias.</p>
<p>Foram editadas ao todo 22 edições de <em>Chet</em>, que se encerraram no  número 22 com a história<em> Os Proscritos</em> (edição de Setembro de 1982), na  qual é anunciado, para Dezembro do mesmo ano, o número 23, com a história  <em>Vampiro de Muskegon</em>, que, até onde sei, nunca foi publicada. Também foi  lançado um número especial intitulado <em>Desejo de Vingança </em>(esta edição  apresenta uma aventura completa, que foi publicada em capítulos na revista  <em>KEN PARKER</em>).</p>
<p>As histórias eram muito bem escritas e, com 22 edições, esta revista  sobreviveu mais que a maioria das BDs brasileiras, devendo seu cancelamento ter  sido mais em decorrência da falência da editora Vecchi, que se iniciou já no  segundo semestre de 1982 e tornou-se facto consumado no primeiro semestre de  1983.</p>
<h2><span style="color: #000000;">Tex na Internet:<br />
<span style="color: #ffffff;">.</span></span></h2>
<p>Para maiores informações sobre Tex, recomendamos o <em>site TexBr</em> (<a title="Portal TEXBR" href="http://www.texbr.com/">http://www.texbr.com/</a>) que  traz resenhas, artigos e fórum sobre a personagem. <em>Site</em> muito bem  feito, actualizado constantemente e rico em informações. Tudo sobre a pena do  <em>webmaster</em> e editor Gervásio Santana de Freitas e seus colaboradores. Um  dos melhores<em> sites</em> de quadradinhos da Internet brasileira.</p>
<p>Para contactar fãs de Tex em todo o Brasil, sugiro a lista <em>Bonelli  HQ</em> (<a title="Lista Bonelli HQ" href="http://br.groups.yahoo.com/group/bonellihq/">http://br.groups.yahoo.com/group/bonellihq/</a>),  lista muito bem moderada por José Ricardo, que, além de cuidar para que não se  tenham incómodas discussões fora do tema e <em>spam</em>, também faz sorteio de  brindes e busca divulgar todos os lançamentos Bonelli no país. Para o novo  leitor de Tex, que espero que seja você ao terminar de ler este texto, é uma  óptima oportunidade para conversar sobre Tex.</p>
<p>Por fim, temos o<em> blogue português Tex</em> (<a title="Blogue português de Tex" href="http://texwillerblog.com/wordpress/">http://texwillerblog.com/</a>), com óptimas  matérias, trazendo notícias internacionais sobre o<em> ranger</em>. O destaque  são as traduções de artigos e entrevistas realizadas pelos <em>webmasters</em> do blogue. Excelente qualidade! Para aproveitar o máximo do blogue, é sempre bom  fazer uma visita aos arquivos, que estão divididos por tema.</p>
<p>(<em>Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas  mesmas</em>)</p>
<h3><span style="color: #800000;"><img class="alignleft size-medium wp-image-15074" title="Edgar Indalecio Smaniotto" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/Edgar-Indalecio-Smaniotto-228x300.jpg" alt="Edgar Indalecio Smaniotto" width="228" height="300" />* Edgar Indalecio Smaniotto <strong>é filósofo, mestre em  Ciências Sociais e doutorando do programa de pós-graduação em Ciências Sociais  da UNESP – FFC Marília.  Resenhista do Jornal GRAPHIQ,  das revistas Scarium  Magazine (<a title="Scarium Magazine" href="http://www.scarium.com.br/">http://www.scarium.com.br/</a>) e   macroCOSMO.com (<a title="MacroCOSMO" href="http://www.revistamacrocosmo.com/">http://www.revistamacrocosmo.com/</a>)  e articulista da revista portuguesa BD Jornal.<br />
Autor do livro: <em>A  FANTÁSTICA VIAGEM IMAGINÁRIA DE AUGUSTO EMÍLIO ZALUAR</em>: ensaio sobre a  representação do outro na antropologia e na ficção científica brasileira. Rio de  Janeiro: Editora Corifeu, 2007. Contacto:</strong><strong> <a title="Contacto de Edgar Indalecio Smaniotto" href="edgarsmaniotto@gmail.com">edgarsmaniotto@gmail.com</a>.<br />
</strong></span></h3>
</div>
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		<title>Bonelli: Os desafios de uma gigante dos quadradinhos</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Apr 2009 23:01:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos Francisco</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Tribuna dos Texianos]]></category>
		<category><![CDATA[Livros Temáticos sobre Tex]]></category>
		<category><![CDATA[Edições internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Estratégias editoriais]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Alvaro Barreto Bonelli: Os desafios de uma gigante dos quadradinhos “Neuvieme art” é uma revista francesa de análise sobre as BD, publicada anualmente pela “Cité Internationale de la Bande Dessinée et de l’Image” . Em seu número 15, de Janeiro de 2009, há um dossier sobre as “novas formas de BD popular”, na qual, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/Alvaro-Barreto1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-20089" title="Alvaro Barreto" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/Alvaro-Barreto1-242x300.jpg" alt="Alvaro Barreto" width="116" height="144" /></a><span style="color: #800000;">Por <strong><a title="Entrevista com o fã e coleccionador: Alvaro Barreto" href="http://texwillerblog.com/wordpress/?p=18895">Alvaro  Barreto</a></strong></span><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<h1><span style="color: #0000ff;"><strong>Bonelli: Os desafios de uma gigante dos  quadradinhos</strong></span></h1>
<p><a href="http://amadeo.blog.com/repository/536460/3992174.jpg"></a><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/Neuvieme-art.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-20093" title="Neuvieme art" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/Neuvieme-art-224x300.jpg" alt="Neuvieme art" width="224" height="300" /></a>“<em>Neuvieme  art</em>” é uma revista francesa de análise sobre as BD, publicada anualmente  pela “<em>Cité Internationale de la Bande Dessinée et de l’Image</em>” . Em seu  número 15, de Janeiro de 2009, há um dossier sobre as “novas formas de BD  popular”, na qual, além das <em>mangás</em> japonesas e dos <em>comic-books</em> norte-americanos, a Bonelli Editore mereceu atenção. Matteo Stefanelli assina o  artigo “<em>L’école Bonelli, histoire et théorie d’un anti-modèle  canonique</em>”, no qual, em dez páginas, traz alguns dados importantes, lança  um olhar crítico sobre informações já conhecidas e revela novas nuances sobre a  famosa editora italiana.</p>
<p>O primeiro esforço do autor foi dimensionar a grandeza da Bonelli para um  público que não a conhece. Os dados são impressionantes: 250 títulos por ano, 1  milhão de exemplares/mês vendidos na Itália e 1,6 milhões impressos, dos quais  Tex lidera com 230 mil exemplares, seguido por Dylan Dog (170 mil). Um dos  trunfos é a alta fidelização (apenas de 10% a 15% dos seus leitores são  ocasionais). Stefanelli evidencia que a Bonelli criou um estilo editorial e  narrativo característico da Itália, dissociado dos padrões internacionais e que,  talvez por isso, não tenha encontrado muito sucesso fora do seu país, com  excepções de Brasil e países periféricos da Europa (Turquia, Croácia,  Suécia).</p>
<p><a href="http://amadeo.blog.com/repository/536460/3992175.gif"></a><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/Sergio-Bonelli-Editore.gif"><img class="alignleft size-medium wp-image-20094" title="Sergio Bonelli Editore" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/Sergio-Bonelli-Editore-300x246.gif" alt="Sergio Bonelli Editore" width="300" height="246" /></a>Do  ponto de vista narrativo, o estilo foi criado pelo patriarca Gian Luigi, calcado  nos folhetins e no cinema, no qual prevalecem a aventura, o exotismo e a  imaginação, com ênfase ao faroeste. No oeste bonelliano convivem, ao mesmo  tempo, a aventura pura e a rígida divisão moral, sendo que, nesse caso, os  homens são bons ou maus, independentemente da cor, o que rompeu com os modelos  colonialistas de então e ajudou a refundar o faroeste clássico.</p>
<p>Do ponto de vista editorial, o modelo está calcado em revistas com muitas  páginas (cerca de 110), ausência de publicidade e baixo preço (2,70 euros, em  média), no formato de um caderno (16×21cm). Mas o mais característico é,  inegavelmente, o preto e branco, que se sustentou no mundo da BD de grandes  tiragens basicamente graças ao empenho do grupo Bonelli, visto que predomina  internacionalmente o colorido como meio preferencial de difusão.</p>
<p><a href="http://amadeo.blog.com/repository/536460/3992176.jpg"></a><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/Fumetti-Bonelli-na-revista-Neuvieme-art.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-20096" title="Fumetti Bonelli na revista Neuvieme art" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/Fumetti-Bonelli-na-revista-Neuvieme-art-300x224.jpg" alt="Fumetti Bonelli na revista Neuvieme art" width="300" height="224" /></a>Outro  pilar do modelo é a utilização do quiosque como espaço privilegiado para a  venda. Segundo o autor, este não é um aspecto desprezível, pois há cerca de 40  mil pontos de venda na Itália, o que faz deste um espaço amplamente difundido no  país e um símbolo de acesso aos bens culturais para amplas parcelas da  população. Enfim, o <em>locus</em> das edições Bonelli são as bancas de revistas  e o tipo de público que as frequentam.</p>
<p>Todas essas características fizeram da editora um sucesso estrondoso e  impactante e a constituem como uma das maiores do mundo. No entanto, elas também  são responsáveis pelos impasses e pelos desafios que enfrenta actualmente.</p>
<p><a href="http://amadeo.blog.com/repository/536460/3992177.jpg"></a><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/Mescla-de-personagens-Bonelli.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-20098" title="Mescla de personagens Bonelli" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/Mescla-de-personagens-Bonelli-195x300.jpg" alt="Mescla de personagens Bonelli" width="195" height="300" /></a>De  um lado, a fórmula editoral é um problema: a quantidade de páginas de cada  revista torna o processo de produção muito mais lento, exige que muitos  profissionais actuem ao mesmo tempo e implica custos mais elevados. De outro, o  modelo narrativo bonelli envelheceu: a alta fidelização, que é tão importante,  também revela o envelhecimento dos leitores da editora, que possuem faixa etária  média de 40-60 anos. O público não se renova e os jovens não se sentem  contemplados nas revistas clássicas da Bonelli, ainda que, nos anos 80-90, ao  faroeste de Tex e à mistura de estilos de Zagor tenham sido incorporados  variações (ficção-científica, terror, policial, vampirismo, ainda associados à  aventura), com o lançamento de: Martin Mystere, Dylan Dog, Nick Raider, Nathan  Never, Legs Weaver, Mágico Vento, Brendon e Dampyr. O modelo da série regular e  infinita também não é mais o que atrai aos novos leitores, que preferem séries  limitadas (minisséries) ou programadas, ao estilo das temporadas dos seriados de  TV. Como resultado, as vendas caem, desde 1993, à razão de 5% a 8% ao ano.</p>
<p><a href="http://amadeo.blog.com/repository/536460/3992180.jpg"></a><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/A-escola-Bonelli-na-revista-Neuvieme-art.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-20099" title="A escola Bonelli na revista Neuvieme art" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/A-escola-Bonelli-na-revista-Neuvieme-art-224x300.jpg" alt="A escola Bonelli na revista Neuvieme art" width="224" height="300" /></a>Na  mesma medida, a Bonelli enfrenta a perda da centralidade do quiosque como local  de venda de BD e o processo de “livrarização”, o que implica edições mais  requintadas e caras, tanto do ponto de vista narrativo quanto editorial,  voltadas a um público mais elitizado cultural e economicamente, cujo grande  exemplo mundial é a França.</p>
<p>Como a editora tem reagido a esses cenários? A estratégia tem sido dupla: não  renunciar ao estilo que a consagrou e procurar manter o património construído ao  longo do tempo; e promover mudanças gradativas, que a aproximam de novos  mercados ou novas tendências. A Bonelli tem mantido as séries que ainda se  sustentam em bancas (apesar do cancelamento de Mister No e Nick Raider), mas os  novos lançamento têm sido séries limitadas (18 episódios), como Brad Barron  (2005), Demian (2006) e Volto Nascosto (2008).</p>
<p><a href="http://amadeo.blog.com/repository/536460/3992181.jpg"></a><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/Personagens-Bonelli.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-20100" title="Personagens Bonelli" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/Personagens-Bonelli-300x232.jpg" alt="Personagens Bonelli" width="300" height="232" /></a>Ela  não abandonou o quiosque como espaço privilegiado de vendas e não aderiu às  livrarias, contudo criou produtos diferenciados para serem vendidos nas bancas,  algo parecido com aqueles encontrados nas livrarias. O grande exemplo é “<em>Tex  Collezione Storica</em>”, lançada em 2007. Nesse caso, além de um produto  diferente do “modelo Bonelli”, uma espécie de <em>graphic novel</em> ou de álbum  francês robustecido (300 páginas), em cores e tão distante do modelo P&amp;B, a  editora não enfrenta o desafio de modo isolado, pois tem como aliado a indústria  jornalística, também ela em crise e a procura de novos caminhos. A colecção, um  sucesso de vendas, busca um leitor e frequentador e consumidor de livrarias, mas  lhe oferece o clássico dos clássicos.</p>
<p><a href="http://amadeo.blog.com/repository/536460/3992182.jpg"></a><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/A-escola-Bonelli-na-revista-Neuvieme-art1.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-20101" title="A escola Bonelli na revista  Neuvieme art" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/A-escola-Bonelli-na-revista-Neuvieme-art1-300x224.jpg" alt="A escola Bonelli na revista  Neuvieme art" width="300" height="224" /></a>Ver  pela primeira vez uma série regular de Tex em cores tem méritos: serve-se de uma  personagem consagrada, cuja novidade do colorido não desagrada os leitores  antigos e consegue atrair a atenção de novos leitores. Outro detalhe é que a  série chega às bancas com um custo de produção muito amortizado, pois a editora  baseia-se no seu património criativo, um amplo material produzido ao longo de 60  anos, capaz de sustentar uma colecção muito longa. O resultado é que,  paradoxalmente, embora tenha menos vendas do que antes, os índices económicos da  editora melhoraram: lucro 37% superior, em 2007, tendo chegado de 4,3 a 6  milhões de euros. Tudo isso sem adaptações para cinema/TV, pouco  <em>merchandising</em> (como bonecos) e praticamente sem venda de direitos  internacionais, tão comuns a outras <em>majors</em>.</p>
<p><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/Sergio-Bonelli4.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-20102" title="Sergio Bonelli" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/Sergio-Bonelli4-243x300.jpg" alt="Sergio Bonelli" width="243" height="300" /></a>Essas  alternativas têm viabilizado a continuidade e o crescimento da Bonelli Editora.  A questão é: durante quanto tempo elas podem funcionar em um mercado cada vez  menos receptivo ao canónico e peculiar modelo editorial e narrativo da Editora?  Sergio Bonelli, de um modo algo apocalíptico, mas não desprezível, dado o  conhecimento que ele possui dos quadradinhos como empreendimento, não vislumbra  uma longa duração. Isso não significa o fim da Bonelli como empresa publicadora  de quadradinhos, como as experimentações actuais indicam, mas muito  provavelmente a retracção ou o esgotamento do chamado “estilo Bonelli”, tão  peculiar e característico de uma narrativa popular à italiana.</p>
<p><em>(Para aproveitar a extensão  completa das fotos acima,</em> <em>clique nas  mesmas)</em></p>
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		<title>Meu pai é Tex</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Feb 2009 02:23:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos Francisco</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Tribuna dos Texianos]]></category>
		<category><![CDATA[60 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Fãs e Coleccionadores]]></category>

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		<description><![CDATA[Texto originalmente publicado a 11 de Setembro de 2008, em www.mentelocale.it Por Francesco Cascione Meu pai é Tex * A constituição discute-se, ele não. Está há sessenta anos na crista da onda, sempre igual, mas novo. A personagem que faz enlouquecer os pais. Desde que fui informado que o cowboy que faz enlouquecer os leitores [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Texto originalmente publicado a 11 de Setembro de 2008, em <a href="http://www.mentelocale.it/modi_mode/contenuti/index_html/id_contenuti_varint_21771">www.mentelocale.it</a><br />
<span style="color: #660000;"><span style="color: #111111;">Por</span> Francesco  Cascione</span></strong></p>
<p><span style="color: #0000bf; font-size: 30px;"><strong>Meu pai é  Tex<br />
</strong></span></p>
<p><span style="font-size: medium;">* <strong>A constituição discute-se, ele  não. Está há sessenta anos na crista da onda, sempre igual, mas novo. A  personagem que faz enlouquecer os pais.</strong><br />
</span><br />
<a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/Lilyth-e-Tex-por-Claudio-Villa.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-19172" title="Lilyth e Tex por Claudio Villa" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/Lilyth-e-Tex-por-Claudio-Villa-225x300.jpg" alt="Lilyth e Tex por Claudio Villa" width="225" height="300" /></a>Desde  que fui informado que o <em>cowboy</em> que faz enlouquecer os leitores mais  maduros tem os mesmos anos da república italiana, o paralelo passa-me pela  mente. Mas não é a única analogia que aflora, quando vejo a silhueta de Águia da  Noite e percebo que as edições são 575. Tex Willer, nasceu no mesmo ano do meu  pai.</p>
<p>Meu pai – como muitos outros sessentões – não ama a literatura da banda  desenhada. Mas tendo em casa um filho, que desde que começou a ler, está sempre  fascinado pelas “nuvens falantes”, nada pôde fazer a não ser notar que parte do  pagamento de um tempo, hoje salário, fosse gasto em despesas com revistas de –  como chama ele – banda desenhada para adolescentes.</p>
<p>Meu pai prefere ler livros – dos quais eu e minha irmã somos os seus  “presenteadores” oficiais – e embora um pouco por curiosidade e um pouco para me  dar satisfação um ou outro álbum  – eu os chamo assim – do <em>Ranger</em> por  vezes ele lê e é com Tex que o vejo com o olhar que conheço bem: aquele de quem  sabe fazer-se conquistar pelas aventuras do álbum . Porque Tex não é uma banda  desenhada, muito menos uma banda desenhada para adolescentes, é Tex. Ponto final  parágrafo.</p>
<p><strong><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/Lilyth-e-Tex-por-Fabio-Civitelli.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-19174" title="Lilyth e Tex por Fabio Civitelli" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/Lilyth-e-Tex-por-Fabio-Civitelli-219x300.jpg" alt="Lilyth e Tex por Fabio Civitelli" width="219" height="300" /></a>Tex é provavelmente, a ponte com os sonhos que a  sua geração – a primeira nascida depois da 2ª Guerra Mundial – fazia face às  pradarias dos filmes de western.</strong> É a banda desenhada que explica aos  leitores de hoje, qual e quanta seja a paixão de um leitor que – como se fosse  um estimado amigo – ocasionalmente perde de vista o seu herói de papel, mas  somente por um momento.</p>
<p>Para o aniversário número sessenta do próprio herói – um dos mais antigos da  literatura de banda desenhada do mundo. Bonelli decidiu dedicar aos seus  leitores, um número que celebra e recorda. A celebração está toda na capa de  Claudio Villa – na qual aparece Lilyth, o grande amor de Tex, nas cores – desde  sempre sinónimo de evento para a casa das ideias – e no título – <em>Na trilha  das recordações</em> – edição com argumento de Claudio Nizzi e desenhada por  Fabio Civitelli.</p>
<p>Mas não é tudo, porque os sessenta anos de Tex – a idade do meu pai – são  também, os cem anos do nascimento do seu pai, <strong>Gianluigi  Bonelli</strong>. No editorial de Sergio, filho de Gianluigi (e actual director  geral da SBE) e para todos os efeitos, “irmão” de Tex – há também a recordação  de que sobre aquelas pradarias, construiu um mundo que hoje, através de outras  personagens, outras bandas desenhadas, outros desenhos, continua a fazer sonhar  milhares de leitores.</p>
<p><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/“O-Massacre-de-Goldena”-um-romance-de-G.-L.-Bonelli.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-19176" title="“O Massacre de Goldena”,  um romance de G. L. Bonelli" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/“O-Massacre-de-Goldena”-um-romance-de-G.-L.-Bonelli.jpg" alt="“O Massacre de Goldena”,  um romance de G. L. Bonelli" width="144" height="188" /></a>Junto à  revista nº 575 de Tex – posto à venda em Setembro – é oferecido o livro  “<em><strong>O Massacre de Goldena</strong></em>”,  um romance do criador de  banda desenhada mais famoso de Itália, publicado em 1951.</p>
<p>Cores, celebrações e recordações para renovar uma paixão que não diminui  nunca. Para compreendê-la, basta ver como os leitores de Tex – meu pai e os seus  colegas – se afeiçoaram à colecção – colorida – que o <em>La Repubblica</em> e o  <em>L’Espresso</em> enviam para os quiosques todas as quintas-feiras.</p>
<p><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/Sergio-Bonelli3.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-19177" title="Sergio Bonelli" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/Sergio-Bonelli3-300x225.jpg" alt="Sergio Bonelli" width="300" height="225" /></a>“<em>Inicialmente</em> – conta Sergio Bonelli – <em>estavam programados cinquenta volumes, hoje já a  consideramos a enésima publicação da Casa Bonelli</em>”.<br />
Em casa já me  pediram para levar os meus quadradinhos. Aquele espaço, depois de anos, o está  reconquistando o <em>Cowboy</em> mais amado do mundo.</p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>Boa leitura!</strong></span><br />
<strong><br />
<span style="color: #ffffff;">.</span><br />
Copyright: © 2008 <a href="http://www.mentelocale.it/modi_mode/contenuti/index_html/indice_varint_668">http://www.mentelocale.it</a>;  Francesco Cascione<br />
</strong><span style="color: #800000;">Tradução e adaptação  a cargo de Joe Fábio Mariano de Oliveira e de Janete Rita Mariano de  Oliveira.</span><br />
<em>(Para aproveitar a extensão completa das imagens  acima,</em> clique nas mesmas)<span style="font-size: x-small;"><span style="color: #000000;"><em><br />
</em></span></span></p>
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		<title>Edições comemorativas</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Dec 2008 23:01:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos Francisco</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Tribuna dos Texianos]]></category>
		<category><![CDATA[Estratégias editoriais]]></category>
		<category><![CDATA[Zagor]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Sérgio Madeira de Sousa Edições comemorativas Província de Pavia, município de Stradella, Itália; entre 31 de Maio e 8 de Junho do corrente ano, inserido num evento realizado pela Oltrecomics, ocorreu uma exposição de sessenta e seis pranchas, enviadas pela Sergio Bonelli Editore. Esta exposição também contou com a presença de dois desenhadores da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #800000;">Por <strong>Sérgio Madeira de Sousa</strong></span></p>
<h1><strong> </strong><span style="color: #0000ff;">Edições  comemorativas</span></h1>
<p><a href="http://amadeo.blog.com/repository/536460/3222124.jpg"></a><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/60-anos-de-Tex-em-Stradella-Itália.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-18314" title="60 anos de Tex em Stradella, Itália" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/60-anos-de-Tex-em-Stradella-Itália-300x264.jpg" alt="60 anos de Tex em Stradella, Itália" width="300" height="264" /></a>Província  de Pavia, município de Stradella, Itália; entre 31 de Maio e 8 de Junho do  corrente ano, inserido num evento realizado pela Oltrecomics, ocorreu uma  exposição de sessenta e seis pranchas, enviadas pela Sergio Bonelli Editore.  Esta exposição também contou com a presença de dois desenhadores da personagem  de maior sucesso da BD italiana. Um já consagrado, Fabio Civitelli, o segundo à  procura de se afirmar entre os desenhadores da série, Rossano Rossi.</p>
<p>Setembro de 1948, surgiu nas bancas italianas mais uma personagem de  BD, mais uma entre as inúmeras que surgiam naquela época do pós-guerra. O seu  nome, Tex Killer, rapidamente alterado para Tex Willer devido ao significado da  palavra <em>Killer</em>: Assassino.</p>
<p><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/A-mítica-1ª-capa-de-Tex-Setembro-de-1948.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-18316" title="A mítica 1ª capa de Tex - Setembro de 1948" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/A-mítica-1ª-capa-de-Tex-Setembro-de-1948.jpg" alt="A mítica 1ª capa de Tex - Setembro de 1948" width="606" height="273" /></a></p>
<p>Estes dois eventos encontram-se separados por seis décadas, durante uma vida  a personagem cresceu, ultrapassou as expectativas dos criadores e tornou-se o  maior herói da BD italiana, também chamada de  “<em>fumetti</em>”.<br />
Este evento realizado em Stradella, foi  apenas a 1ª iniciativa englobada nos festejos dos 60 anos da personagem,  entretanto muitos outros ocorreram, quer em Itália quer no Brasil. A salientar a  homenagem efectuada pelo jornal La Stampa, através do seu suplemento cultural  semanal, publicada em 2 de Agosto último. O próprio estado do Vaticano, no  quotidiano da Santa Sé “<em>L’Osservatore Romano</em>”, não deixou passar em  claro a efeméride.<br />
No Brasil, país que pode ser considerado a 2ª pátria da  personagem, têm sido inúmeras as manifestações de apreço pelos fãs: Santa  Maria/RS, a 27 e 28 de Setembro último, foi apenas mais uma.</p>
<p><a href="http://amadeo.blog.com/repository/536460/3452752.jpg"></a><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/Jornal-Osservatore-Romano-beatifica-Tex.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-18318" title="Jornal Osservatore Romano beatifica Tex" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/Jornal-Osservatore-Romano-beatifica-Tex-300x289.jpg" alt="Jornal Osservatore Romano beatifica Tex" width="300" height="289" /></a>Quais  as razões do sucesso? Como é que foi possível manter mensalmente uma revista  durante 60 anos?<br />
“A riqueza do enredo, as revistas são muito bem escritas e  pensadas. Além do desenho claro, que é soberbo” Estas são as razões apontadas  por Octávio Gordo, medidor orçamentista de 32 anos, residente em  Guimarães.<br />
Também Carlos Gonçalves, de 67 anos de idade, director comercial  reformado reforça a ideia: “O que contam são os argumentos, nos quais os  italianos dão cartas, pela grande escola de argumentistas que sempre tiveram…  embora os desenhadores tenham sempre uma palavra a dizer, muitos deles, têm sido  muito bons a ocuparem-se dessa tarefa”. Já Carlos Moreira de 43 anos,  responsável de armazém, descortina mais uma razão: “…trabalho desenvolvido pelas  editoras tanto na Itália como no Brasil, assim como o excelente trabalho de  divulgação em Portugal efectuado pelo José Carlos Francisco”.</p>
<p><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/Sergio-Bonelli.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-18320" title="Sergio Bonelli" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/Sergio-Bonelli-224x300.jpg" alt="Sergio Bonelli" width="224" height="300" /></a>Parece  ser consensual que os argumentos bem elaborados e a grande diversidade de  desenhadores, muito contribuíram para o sucesso da série. Além das razões  apontadas, posso acrescentar mais uma: Sergio Bonelli! Desde o seu contributo  como escritor: Iniciou-se com o Tex italiano nº 183 e a história intitulada:  <em>Caçada Humana</em><span style="color: #0000ff;"><strong>[1]</strong></span>, até aos dias de hoje  no papel de editor. Como escritor escreveu algumas das melhores histórias:  <em>Missão</em> <em>em Great Falls</em> (Tex 131-134)<span style="color: #0000ff;"><strong>[2]</strong></span>; <em>O Solitário do Oeste</em> (Tex  163-165)<span style="color: #0000ff;"><strong>[3]</strong></span> ou El Muerto (Tex 112)<span style="color: #0000ff;"><strong>[2] </strong></span>entre outras<strong><span style="color: #0000ff;"><strong> </strong></span></strong><strong>.</strong> Como editor sempre  demonstrou especial carinho pela personagem, manteve-a fiel à fórmula de seu pai  e sempre destacou os melhores argumentistas e desenhadores para a série. As  outras personagens têm-se visto “espoliadas” de alguns dos seus melhores  artistas.</p>
<p><a href="http://amadeo.blog.com/repository/536460/3754735.jpg"></a><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/Edição-especial-dos-60-anos-de-Tex.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-18322" title="Edição especial dos 60 anos de Tex" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/Edição-especial-dos-60-anos-de-Tex-248x300.jpg" alt="Edição especial dos 60 anos de Tex" width="248" height="300" /></a>Com  o objectivo de premiar o público fiel, foi lançado uma edição colorida, quer em  Itália quer no Brasil e a Mythos Editora conseguiu a proeza de publicá-la, com  apenas um mês de atraso, relativamente à sua publicação na “velha  bota”.<br />
Porquê publicar a mesma história no Brasil? Apesar de proporcionar aos  coleccionadores brasileiros as ultimas novidades que estão a sair em Itália,  será que foi a melhor opção para celebrar o evento?</p>
<p>“…divulgar mais o filme de Tex em DVD…” Quem o afirma é Emanuel Neto,  professor de 27 anos, residente em Portalegre. Já José Carlos Francisco,  encarregado metalúrgico de 40 anos, residente na Anadia, “…uma edição especial  de Tex… formato gigante, papel de qualidade, capa cartonada e com conteúdos  diferentes das histórias, mas cheio de artigos…). A mesma opinião partilha G. G.  Carsan, fotógrafo de 43 anos, residente em João Pessoa, Brasil, “…o ideal seria  lançar também uma aventura em tamanho gigante, cartonada, colorida e um livro  sobre a personagem.”</p>
<p><a href="http://amadeo.blog.com/repository/536460/3466122.jpg"></a><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/Os-4-pards-desenhados-por-Claudio-Villa.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-18324" title="Os 4 pards desenhados por Claudio Villa" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/Os-4-pards-desenhados-por-Claudio-Villa-300x201.jpg" alt="Os 4 pards desenhados por Claudio Villa" width="300" height="201" /></a>Apesar  de concordar plenamente com a ideia do lançamento de um livro, de formato maior,  capa cartonada e colorido, semelhante aos publicados pela editora Mondadori em  Itália, a opção da Mythos é perfeitamente compreensível.<br />
No Brasil são  publicadas actualmente diversas colecções de Tex. Entre as edições mensais, o  Almanaque e o Gigante, ainda existem as edições Histórica, Anual, Ouro, Férias e  os Grandes Clássicos. Diversas colecções que publicam em simultâneo as  diferentes fases da personagem italiana. Perante este cenário, não se avizinhava  tarefa fácil lançar uma edição especial, afinal, não basta colocar a palavra na  capa para a tornar. A editora, ou por não possuir os meios técnicos necessários  ou simplesmente por não considerar economicamente viável o lançamento do livro,  não colocou ou rejeitou essa hipótese. Se excluirmos o livro nos moldes  referidos, parece-me que uma edição colorida, em papel de melhor qualidade, com  a inclusão de uma história inédita e acompanhada por matérias, foi sem dúvida  uma boa opção, afinal, em todas as colecções publicadas não existe nenhuma que  seja colorida. A lamentar apenas não se ter optado pelo formato italiano.</p>
<p><a href="http://amadeo.blog.com/repository/536460/3754753.jpg"></a><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/Zagor-nº-1-da-Editora-Vecchi.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-18325" title="Zagor nº 1 da Editora Vecchi" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/Zagor-nº-1-da-Editora-Vecchi-216x300.jpg" alt="Zagor nº 1 da Editora Vecchi" width="216" height="300" /></a>Em  Agosto de 1978 surge nas bancas brasileiras mais uma revista “made in” Itália. A  editora responsável, a mesma que publicava Tex na altura, a editora  Vecchi.<br />
Passados 30 anos, mudanças de editoras e ausência nas bancas durante  alguns períodos, Zagor completou 3 décadas de existência no Brasil, mais uma  data digna de comemoração e mais uma edição especial alusiva à efeméride.</p>
<p>Estas edições especiais normalmente vendem muito mais que as ditas normais.  Por ser uma única edição. Por ser uma história seleccionada e fechada. Por virem  recheadas de artigos ou entrevistas ou suplementos que enriquecem bastante a  edição. Porque leitores de outras publicações aproveitam estas edições para  conhecerem as personagens. Enfim, pelas mais variadas razões.<br />
Os responsáveis  pelas publicações devem encarar estas oportunidades para divulgar e promover  antecipadamente as edições, de forma a aumentar o número de coleccionadores e  consequentemente as vendas.</p>
<p><a href="http://amadeo.blog.com/repository/536460/3754749.jpg"></a><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/Edição-especial-dos-30-anos-de-Zagor-no-Brasil.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-18326" title="Edição especial dos 30 anos de Zagor no Brasil" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/Edição-especial-dos-30-anos-de-Zagor-no-Brasil.jpg" alt="Edição especial dos 30 anos de Zagor no Brasil" width="237" height="300" /></a>Se  para Tex era extremamente difícil escolher os moldes da edição especial, devido  à existência das diversas colecções, o mesmo já não se pode afirmar para Zagor  que apenas possui duas edições mensais e uma especial. A Mythos desperdiçou uma  óptima oportunidade que esta edição comemorativa lhe proporcionou: Testar o  lançamento de uma nova colecção de Zagor. Os fãs anseiam por uma nova colecção,  seja o Anual, o Histórico ou o Colecção. Ao lançar a nova colecção, “disfarçada”  de edição especial, testava o mercado, reduzia os riscos que acarreta o  lançamento de uma nova colecção e posteriormente decidia se continuava a  publicação.</p>
<p>Basta aceder ao fórum do Portal Tex Brasil, para verificar a onda de revolta  causada pelo anúncio da substituição da história anteriormente anunciada <span style="color: #0000ff;"><strong>[4]</strong></span>.<br />
A edição Especial  de Zagor 30 anos foi decepcionante para os fãs, não pela história, não pelos  desenhos ou pelas poucas páginas, mas sim pela enorme expectativa criada pelo  anuncio, de uma super edição, que depois foi cancelada.</p>
<p><a href="http://amadeo.blog.com/repository/536460/3754750.jpg"></a><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/Zagor-30-Anos-no-Brasil.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-18327" title="Zagor - 30 Anos no Brasil" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/Zagor-30-Anos-no-Brasil.jpg" alt="Zagor - 30 Anos no Brasil" width="235" height="300" /></a>A  próxima edição comemorativa das duas personagens, será certamente o centésimo  número de Zagor, a sair dentro de pouco mais de seis meses.<br />
Esperemos que à  personagem criada por Guido Nolitta desta vez lhe seja concedida a edição que os  seus fãs desejam, afinal, é também graças aos leitores e coleccionadores que as  publicações se mantêm nas bancas.</p>
<p>Quando se oferece uma prenda a alguém, manda o bom senso saber os gostos, as  preferências e as necessidades de quem recebe, para que a oferta seja bem  recebida. É aqui a principal falha da Mythos! A página de Internet, mesmo  remodelada continua pouco funcional: A interacção com os coleccionadores é  praticamente inexistente, talvez por considerar suficiente, o excelente trabalho  desenvolvido pelo Portal Tex Brasil e pelo Blogue do Tex, na divulgação das  personagens e das revistas.</p>
<p><a href="http://amadeo.blog.com/repository/536460/3754752.jpg"></a><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/Logótipo-Mythos-Editora.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-18328" title="Logótipo Mythos Editora" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/Logótipo-Mythos-Editora.jpg" alt="Logótipo Mythos Editora" width="206" height="242" /></a>Como  podemos constatar nesta peça, mesmo considerando que a amostra não é  representativa, os leitores são de diversas faixas etárias e de extractos  sociais, assim é extremamente difícil agradar a todos, no entanto, é sempre  possível agradar à maioria.<br />
Com um simples questionário, sobre qual a edição  a lançar como edição comemorativa, colocado na página de Internet, poderia se  ter chegado facilmente a essa conclusão.<br />
Já o referi, considero  a edição Zagor Especial 30 anos uma enorme desilusão, apesar disso foi apenas  uma entre as cerca de 600 edições de Tex e Zagor que a Mythos já  produziu.</p>
<p><a href="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/Zagor-e-Tex.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-18329" title="Zagor e Tex" src="http://texwillerblog.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/08/Zagor-e-Tex.jpg" alt="Zagor e Tex" width="215" height="203" /></a>Em Janeiro  próximo a Mythos completa dez anos desde que assumiu a responsabilidade de  publicar “<em>Bonelli Comics</em>”. Em apenas uma década a editora já publicou  mais de 400 edições de Tex, ultrapassando assim largamente as cerca de 260 da  Vecchi e também as publicadas pela Globo, (cerca de 320). De Zagor, já colocou  nas bancas brasileiras quase tantas as edições, quanto as suas antecessoras  juntas. Todas estas edições, publicadas numa fase extremamente complicada para a  BD a nível mundial. É sem dúvida um trabalho fantástico, que tanto eu como todos  os coleccionadores devem estar agradecidos, não só pela quantidade, como pela  qualidade das edições e não será por achar que o Zagor edição Especial 30 anos  foi uma edição pouco conseguida e com falhas no planeamento, que todo este  trabalho sai minimamente ofuscado. Será que esta data não deveria ser alvo de  uma edição comemorativa? Que personagem e que tipo de edição deveria ser  lançada? Será que a Mythos têm alguma surpresa que ainda não divulgou?</p>
<p>Aguardemos, afinal falta pouco mais de um mês.</p>
<p><strong><a title="_ednref1" href="http://editor.blog.com/posts/new/#_edn1"></a></strong><span style="color: #0000ff;"><strong>[1]</strong></span><strong>– <span style="color: #000000;">Tex 1ª e 2ª edições brasileiras  números 68 e 69.</span><br />
</strong><span style="color: #0000ff;"><strong>[2]</strong></span><strong> – <span style="color: #000000;">Tex 1ª e 2ª edições  brasileiras.</span><br />
</strong><span style="color: #0000ff;"><strong>[3]</strong></span><strong> – <span style="color: #000000;">Tex edição brasileira 1ª  edição.</span><br />
</strong><span style="color: #0000ff;"><strong>[4]</strong></span><strong> – <span style="color: #000000;">A Mythos anunciou que a história  publicada em Zagor 30 anos seria retirada do Maxi Zagor Nº8, história de 288  páginas.</span></strong></p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Fontes:</span></strong><br />
<a href="http://www.texbr.com/">http://www.texbr.com</a><br />
<a href="http://texwillerblog.com/wordpress">http://texwillerblog.com</a><br />
<a href="http://www.sergiobonellieditore.it/">http://www.sergiobonellieditore.it/</a></p>
<p><em>(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima,</em> <em>clique nas mesmas)</em></p>
<p><em> </em></p>
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