Tex chega a “Guatemala” na Arte de Stefano Biglia e Roteiro de Pasquale Ruju!

Por: Ricardo Elesbão Alves (Confraria Bonelli)

Com roteiro de Pasquale Ruju, Tex chega ainda esse ano a “Guatemala” pelas mãos do grande mestre das aquarelas Stefano Biglia.

Nós sabemos que, na maioria das vezes, acompanhamos nosso herói em aventuras na América do Norte, seja em seu país, Estados Unidos, ou mesmo, no Canadá ou México, graças a alguns de seus amigos, como Gros-jean, Jim Brandon e Montales. Mas, em que outros países americanos ele se aventurou, você sabe? Bem, considerando que as histórias se passam entre 1860 e 1890, tomemos como base o mapa abaixo, de 1875.

Pois é, Tex já esteve desde o extremo norte da América, no Alasca, comprado pelos Estados Unidos a Rússia em 1867, até o extremo sul, na Patagônia, Argentina. Assim, além das terras americanas do Norte, nosso Ranger do Texas passou também por países das Américas Central e do Sul, tais como: Argentina, Bolívia, Chile, Cuba, Panamá e Peru.

Em Horda Selvagem (L’Orda Selvaggia), publicada originalmente na Itália no Tex Serie Osages (Talão de Tiras) N° 1/1963 – Edizioni Araldo e no Brasil no N° 8 da Editora Vecchi em 1971,  Tex e Carson deixam as pradarias do EUA e se deslocam pela primeira vez à América do Sul (Argentina, Bolívia, Peru, Chile). Na história, os Rangers saem à caça da quadrilha “The Wild Bunch (Horda Selvagem), mas jamais se encontram frente a frente com Butch Cassidy e Sundance Kid, seus líderes. Depois de vários confrontos com membros do bando e muita perseguição, eles chegam até a Bolívia, onde o cerco se fecha sobre os dois últimos sobreviventes, justamente Cassidy e Sundance, em San Vicente.

Em o Solitário do Oeste, iniciado em Tex 163 (Vecchi) e concluído em Tex 165, O Rosto do Traidor (RGE), publicada na Itália em 1981 (Tex 250 a 252), Kit Willer, após presenciar a morte de um de seus melhores amigos Navajo,  por um bando de Apaches fugitivos, cai em um estado de melancolia. Para aliviá-lo, O’Sullivan, o leva em uma expedição científica ao Panamá, juntamente com fuzileiros navais, para estudar a possibilidade de se abrir um canal que liga os oceanos Atlântico e Pacífico. Algum tempo depois, informado por seu amigo coronel Turner que a missão poderia ser sabotada. Tex se junta a Kit e acompanhando a expedição chegam a Porto Belo, na Colômbia, onde participam de uma aventura repleta de mosquitos, índios hostis, calor, cobras e aranhas, e são ameaçados por um misterioso traidor infiltrado no grupo.

Em Alaska!, publicada na Itália no Maxi Tex 17 de 2013 e no Brasil no Tex Anual 15 – O Deus Canibal, Tex e Carson vão ao gélida região, a pedido do velho amigo Gros-Jean, para ajudar a resolver uma controvérsia entre índios Tlingits e caçadores de baleias. Um desentendimento que corre o risco de desandar em uma guerra sangrenta. Mas para os nossos heróis esses problemas são só o começo. Vindos das desconhecidas regiões do Norte os lendários guerreiros-lontras sequestram duas índias Tlingits. A expedição para tentar encontrar as jovens vivas os levará por florestas de espíritos, por terras habitadas por índios hostis, até as inacessíveis montanhas do norte dominadas pelo demônio canibal Hamatsa!

Edição americana de Patagônia.

Em Patagônia, publicado em 2009 tanto na Itália quanto no Brasil, no Texone, Tex recebe do oficial Argentino, Ricardo Mendoza, velho conhecido do Ranger e de Montales, que lhe pede ajuda e consultoria para uma missão delicada: penetrar nas terras dos índios da Patagônia, negociar a liberação de um grupo de prisioneiros e punir os culpados de um ataque sangrento. Sabendo que Mendoza é um homem honrado e que a expedição tem como objetivo último a paz e a convivência com os índios dos pampas, Tex aceita partir, junto com Kit Willer, em direção ao outro lado do continente!

Em Os rebeldes de Cuba, publicado em 2010 na Itália e no Brasil no Tex Gigante, o jovem Matt Picard, filho de um amigo de Montales que trabalha no Ministério da Guerra dos Estados Unidos, é sequestrado pelos seguidores de uma seita misteriosa que pratica o culto da Santeria. Montales pede a Tex para acompanhá-lo a Cuba numa missão delicada e difícil, oficialmente não autorizada: deverão pedir ajuda à resistência cubana, que combate uma guerra desesperada contra o impiedoso exército espanhol, para chegar à região selvagem onde o ambicioso e louco Rayado mantém o menino prisioneiro. Mas Tex e Montales, confundidos com espiões, serão forçados a se envolver na guerra de libertação.

Ainda em 2020, com roteiro de Pasquale Ruju, o Ranger do Texas vai volta a América Central, mas especificamente a Guatemala em uma história de quase 400 páginas desenhada por três anos e meio por Stefano Biglia.

Stefano Biglia na SBE com uma das pranchas / páginas do Tex “Guatemala”.

Stefano Biglia na SBE com mais uma das pranchas / páginas do Tex “Guatemala”.

Na história, Tex e Carson chegam à cidade de Chihuahua, no México, onde encontram o seu amigo Montales. Com ele, partem para a Guatemala e, como descreve o próprio desenhista, iniciam uma história cheia de aventura, com paisagens de tirar o fôlego e com fortes cores exóticas.

Como vários desenhistas da Sergio Bonelli Editore, o ilustrador antes de iniciar suas pranchas fez vários estudos histórico-geográficos associados a cultura e a paisagem local. Em uma de suas mídias, ele mesmo descreve sobre o envolvimento com esse trabalho, em especial: “Ainda não sei para onde esta longa história de Pasquale Ruju me levará, porém, estou documentando muito sobre esta terra e vindo a descobrir coisas que eu ignorava a existência“.

Stefano Biglia cita ainda, como exemplo: “a presença de TIKAL, uma das mais antigas e extensas cidades Maya, abandonada antes dos Conquistadores chegarem, e que vem à luz em ricas artefatos e gigantescas construções que ficaram durante séculos engolidas pela floresta“.

Todos esse estudos deram suporte, ao autor dos desenhos, tanto ao desenvolvimento de cenários, onde a longa aventura se desenrola, quanto a concepção, esboço e criação de personagens locais como “Jairo”.

Muitas vezes, nós leitores e fãs, não temos ideia de tudo que está por trás da criação de uma história em quadrinhos. Assim, toda essa preparação, serviu de base para as riquíssimas ilustrações feitas para quadrinização de “Guatemala”, as quais podem ser vistas sendo materializadas a seguir, desde o lápis inicial até a arte final (vídeo), nas lindas e inéditas pranchas aqui apresentadas.

Ripassare a china mentre in radio passa “Sudamerica”!! 🤩#Guatemala#Tex Willer#ink#

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Que Logo Possamos Juntos Chegar a “GUATEMALA”!!!

3 Comentários

  1. A Sergio Bonelli Editores deveria pensar mais no Brasil e nos brasileiros. Afinal, o Brasil é a segunda casa de Tex. Quando afinal teremos um Tex desenhado por um brasileiro, ou história dele, por aqui, no Brasil?

    • Meu caro Luiz,

      Realmente todos nós aguardamos ansiosamente por isso. Estamos todos torcendo e ainda mais com a possibilidade de termos os desenhos feitos por um brasileiro. Hoje temos nomes como o de Pedro Mauro que certamente fariam um belíssimo trabalho com o nosso Ranger. Quanto a Bonelli e o Brasil, na verdade, sempre existiu um grande vínculo. O Sergio Bonelli sempre foi um apaixonado por nosso pais, o qual visitou inúmeras vezes. Isso se vê refletido nas belíssimas histórias do Mister No que ele escreveu como o pseudônimo ‘Guido Nolitta’, onde se retrata tudo com o máximo de cuidado em relação aspectos geográficos, históricos e culturais do Brasil. Adicionalmente, em Zagor, foram publicadas 5 histórias que se passam no Brasil, publicadas aqui pela Mythos na Série Especial, números 116 a 120.

      Grande abraço,

      Ricardo Elesbão Alves
      Confraria Bonelli, a irmandade mais italiana do Brasil , é um grupo criado por leitores brasileiros para discutir e divulgar os personagens Sergio Bonelli Editore!
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    • Justamente o que eu ia dizer. Mesmo que não desenhado por um brasileiro (já pensei em Pedro Mauro), mas pelo menos uma visita ao Brasil o personagem deveria fazer. Pelo que me informei, na época de Tex já existiam cangaceiros (ainda que não com os trajes tradicionais que conhecemos), Tex poderia vir ao Brasil ajudar a combate-los. Parece descaso mesmo.

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