Entrevista com o fã e coleccionador: Raphael Liesse

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Raphael Liesse: Nasci em 1987 e sou natural de São Paulo, capital. Trabalho desde os 18 anos com comércio exterior.

Quando nasceu o seu interesse pela banda desenhada?
Raphael Liesse: Desde de criança, lembro de ler Turma da Mônica. Não sei dizer qual foi a primeira edição.
Na adolescência eu sempre passava em frente às bancas e meus olhos saltavam quando viam quadrinhos, especialmente Marvel e DC.

Quando descobriu Tex?
Raphael Liesse: Eu descobri recentemente Tex. Há um pouco mais de 1 ano. Em um canal de Youtube que tinha costume de assistir, foi feito um vídeo dedicado a Tex e sua origem por causa do lançamento da Salvat. O personagem me interessou muito a partir daquele momento por ser um personagem ímpar no meio quadrinístico.

Porquê esta paixão por Tex?
Raphael Liesse: Coleccionar Tex para mim é um hobby. Nunca tinha lido nada a respeito da Bonelli. Me surpreendi com a qualidade das histórias mesmo as mais antigas que são sempre garantia de boas horas de descontracção.
Os personagens têm personalidades próprias e cativantes. Diferente de muitos coleccionadores, para mim o formatinho chama muito atenção. Tem seu próprio charme e é muito prático. Uma verdadeira edição de bolso. Por Tex ser publicado há muitas décadas neste formato, virou algo característico do personagem no Brasil. O desenho preto e branco é também outra característica fantástica que exalta a qualidade do desenhador.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Raphael Liesse: Quais são os heróis de quadrinhos com plenos 70 anos que mantêm um alto nível de qualidade nas histórias? Desconheço outro que não seja Tex. Tex é um personagem mais realista e traz a justiça em momentos semelhantes ao que tanto vemos faltar hoje. Suas histórias abordam temas como os direitos das minorias, preconceito, amizade e outras de uma forma muito bonita. Não é forçado como é feito em outros quadrinhos.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Raphael Liesse: Tenho em torno de 160 a 170 histórias de Tex. Não tenho uma revista específica mais importante. Porém tenho a colecção que mais gosto: Tex Edição Histórica.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Raphael Liesse: Apenas as histórias em quadrinhos. Inclusive tento evitar pegar edições com histórias repetidas.

Qual o objecto Tex que mais gostaria de possuir?
Raphael Liesse: Seria bom montar um quadro moldurado com um postér de Tex.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Raphael Liesse: Ainda faltam muitas histórias importantes que não li. Mas tudo que li é muito bom. Talvez a qual mais gostei foi O Caçador de Fósseis. Várias reviravoltas. Não tenho um argumentista predilecto. Mas posso dar o crédito ao próprio Gian Luigi Bonelli, com histórias bem acima da média em seu tempo e que divertem até hoje. Já os desenhos, tenho sim alguns preferidos: Villa, Civitelli, Marcello, Ginosatis e Piccinelli.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Raphael Liesse: O que mais me agrada são as histórias lineares. Tem um começo, meio e fim. Não inventam demais e não tem mania de grandeza como outras editoras famosas. O que menos me agrada é uma parcela dos fãs serem tão resistentes às mudanças simples e naturais ao passar dos anos nos personagens.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Raphael Liesse: Um personagem com enredo diferenciado e histórico. E novamente, 70 anos de história sempre mantendo um alto nível.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Raphael Liesse: Somente fui ano passado no festival de 70 anos de Tex em Limeira.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Raphael Liesse:
Apesar do público mais jovem em geral não se interessar por western, tenho observado uma maior divulgação do personagem dentro da mídia especializada e mais gente se interessando. Eu sou um exemplo vivo que é possível sim atrair as novas gerações que tiveram pouco contacto com este género. Isso é graças a Sergio Bonelli que vem tentando com sucesso atrair um novo público e se modernizar. Por causa desse esforço, acredito que o futuro do ranger está garantido em alto nível.

Prezado pard Raphael Liesse, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

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