Entrevista com a fã e coleccionadora: Joana Rosa Russo

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Joana Rosa Russo: Olá leitores! Bem, chamo-me Joana Rosa Russo, sou de São Caetano do Sul, Estado de São Paulo, aqui no Brasil. Nasci na cidade de São Bernardo do Campo, município que integra o chamado “ABC Paulista”. Nasci em 23 de Fevereiro de 1990, em pleno Carnaval brasileiro. Hoje tenho 26 anos e sou advogada. Actuo na área empresarial e cível (cuidando de casos de família, principalmente).
Sempre adorei o que aqui no Brasil, popularmente chamamos de HQs. Quando era criança coleccionava a “Turma da Mônica”, mundialmente conhecida, e que hoje também conta com uma séria especial “teen-adulto juvenil”.
Adoro animais, e tenho vários cachorros! Simplesmente adoro natureza e tenho uma conexão muito forte com ela. Em parte minha paixão por temas de “velho-oeste” é por conta dessa ligação que os rangers, mercenários, índios e demais pessoas tinham com a natureza. Também sou amante dos cavalos, então não precisa de muito para saber o que me leva a adorar séries de “bang-bang”.
Sou muito extrovertida e aprecio música. Meu gosto é bem ecléctico e estou disposta a conhecer novos ritmos. Meus favoritos são os latinos, assim como os Celtics rocks. Mas também ouço electrónica, disco, enfim, de tudo!
Amo, simplesmente sou viciada, em games. Tenho um PS4 em casa e sempre fui fanática por jogos. O primeiro título que tive contacto na vida foi Wolfenstein 3D. Desde lá, não largo a franquia. Tenho um blogue no qual escrevo sobre jogos. Não é muito sério, mas posto sempre que consigo!
Outra grande paixão que tenho desde pequena é assistir desenhos animados! Não dispenso nenhum! Hoje os que mais acompanho é Adventure Time, Regular Show, The Amazing World of Gumball, Clarence, e Steven Universe. Mas não deixo de assistir meu amado Pica Pau!

Quando nasceu o seu interesse pela banda desenhada?
Joana Rosa Russo: Desde criança sempre gostei de ler quadrinhos. Como até já acabei falando, o meu primeiro contacto foi com a série da “Turma da Mônica”. A leitura do género é muito pura, e faz com que o leitor mergulhe na história. É mais do que um livro. As ilustrações colocam-te dentro da história literalmente. É como se você pudesse estar ao lado de seus personagens favoritos.

Quando descobriu Tex?
Joana Rosa Russo: Descobri Tex totalmente “sem querer”! Estava passeando em um centro comercial com meu namorado quando dei de cara com um stand com comics. Dentre elas muitas revistinhas do Tex. Naquele dia estava tendo uma mini feira de livros. Como sempre me interessei por velho mundo, peguei uma das que estavam expostas e comecei a ler. Encantei-me com as ilustrações e formatação da revista e comprei as que achei por ali. E foi paixão à primeira vista.

Porquê esta paixão por Tex?
Joana Rosa Russo: Eu consigo me ver no lugar do Tex! Montando o meu cavalo, ao lado de bons parceiros, trazendo para a justiça os casos mais obscuros, enfrentando perigos com um belo revolver na cintura e um rifle a tira colo. A liberdade, as intrigas, a inteligência da história…. cada detalhe me faz viver num mundo paralelo em que posso ser aquele mesmo ranger, em que posso também ser sua fiel escudeira.
O mundo antigo, mesmo com todas suas limitações é simplesmente fascinante para mim. É como se eu tivesse praticamente nascido na época errada! Tex é tudo isso para mim. A acção em cada quadro, o suspense de cada fala são elementos que me prenderam numa teia muito gostosa, em que posso passar facilmente horas e mais horas lendo e relendo cada volume.
Eu acho que tudo isso que os autores queriam quando criaram Tex é o mesmo que eu sempre busco em minhas leituras. A inocência da história consegue dar lugar a tramas bem pensadas. Tex consegue ser próprio para todas as pessoas e em todas as idades. E ao meu ver é como o livro do “Pequeno Príncipe”: a cada época de sua vida que você lê a história, você absorve uma moral diferente por causa da sua experiência de vida.
Enfim, estou encantada!


O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Joana Rosa Russo: Embora ainda não tenha tido a oportunidade de ler todas as histórias, pelo que procurei saber de Tex, ele era uma espécie de “anti-herói”, que foi seduzido pela sabedoria da justiça.
Tex não é totalmente bom e nem totalmente mau. Ele é como qualquer pessoa que valoriza o que tem e sabe o quanto sofremos e o que temos de abrir mão para sermos felizes. O personagem é simples, não precisa de um super poder para ser tudo o que é. Ele precisa apenas de determinação e sabedoria. E ele sabe respeitar os outros, os costumes, as tradições.
Estes elementos fazem do Tex, para mim, singular.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Joana Rosa Russo: Hoje tenho apenas sete revistas. A mais recente é a edição 1 da Platinum. Até o momento a mais importante é a número 82 da colecção Tex Ouro. A trama que envolveu Raza e os meninos ensina uma lição de vida. As aparências, a confiança, a gratidão… tudo nesta história parece perder o sentido a cada página. Quando estamos perto de desvendar os motivos que moveram cada personagem você começa a ter a exacta dimensão de quanto toda aquela história se parece com a vida real…
Acho que, até agora é uma das edições mais duras em termos de realidade, principalmente com as perdas que a história envolve, que me fizerem cair em lágrimas.

Colecciona apenas livros que digam respeito à personagem italiana?
Joana Rosa Russo: Assim como meu gosto por música, a leitura não foge à regra, mas em geral gosto muito de livros com tramas bem densas e de acção. Alguns romances policiais, outros com dados históricos. Estou lendo no momento junto com Tex, o livro “A Conspiração”, de Clive Cussler.

Qual o objecto Tex que mais gostaria de possuir?
Joana Rosa Russo: Nossa, é um pouco difícil responder essa pergunta! Mas acho que dentre tudo que Tex tem ou usa, já estaria satisfeita em ter o seu chapéu!

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Joana Rosa Russo: Uma das histórias que mais gostei foi “A Dama do Colorado”, simplesmente sensacional! Fora que Kit, filho de Tex, está seguindo perfeitamente os passos do pai.
Ainda não consigo dizer com muita segurança qual desenhador e argumentista me agradam mais, talvez por ainda ter pouca identidade com a série, mas assim como nos desenhos animados, não costumo ter muita exigência sobre isso, porque como amo a série, cartoon, história, para mim acaba sendo um detalhe de pouca importância, a ponto de influenciar a compra ou escolha de determinado volume.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Joana Rosa Russo: O que mais me agrada é o nível de envolvimento que os autores conseguem fazer o leitor ter, com certeza.
O que menos me agrada? Bem, as histórias serem curtas!!!

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Joana Rosa Russo: Sem dúvidas é a noção de moral que os autores conseguem passar para o personagem. E o mais impressionante é como o personagem tenta mostrar para todos que sempre se pode ter uma segunda chance… e que sempre haverá alguém disposto a acreditar em você, por mais defeitos e erros que você tenha cometido.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Joana Rosa Russo: Não, infelizmente ainda não tive a oportunidade!

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Joana Rosa Russo: O Tex é do mundo. Se há uma coisa um pouco impossível de se prever para ele é um futuro que não envolva ele, seu cavalo, um bom caso e bons amigos.


Prezada pard Joana Rosa Russo agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

5 Comentários

  1. As histórias do Tex são curtas? Não entendi. Os roteiros das edições do Tex e do Zagor são os mais longos do mundo…

  2. Gosto dessa história, A Dama do Colorado. Não está entre as minhas preferidas, mas está entra as que mais gosto, das atuais. Realmente, as histórias de Tex, geralmente, são curtas para quem está acostumado a encarar textos mais longos e, assim, quando a história está muito boa já está terminando, eh eh eh eh. Entretanto, em se tratando de quadrinhos, não dá para ser uma leitura que leve dias.

  3. Obrigada pela acolhida, amigos! Antonio, o que quis dizer sobre as histórias serem curtas, é justamente o que o João comentou! Na verdade, coloquei de maneira irônica, porque Tex é tão bom, que quando você se dá conta, acabou! E ai fica aquele gosto de quero mais! Por isso fiz uma referência figurativa. Obrigada, meninos, principalmente ao Zeca, que foi tão atencioso e dedicado em me apresentar melhor o universo de Tex!

  4. Belíssima entrevista Joana Rosa Russo. Começou a ler Tex há pouco tempo e já se destaca como uma grande fã e conhecedora do personagem. Feliz de ter mais uma figura feminina a me fazer companhia neste fantástico mundo dos quadrinhos. Abraço!

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