A Lei de Starker, por Celso Zamarchi Cenci

Por Celso Zamarchi Cenci

Bem, agora encerramos as folias de eleição e plebisul aqui no Brasil, e para dar uma folga nas conversas sobre política e desmembramento territorial, faço novamente uma coluna sobre o mais longevo herói dos quadradinhos de faroeste.

Desta vez a história sobre a qual falarei é “A Lei de Starker”. Os autores são o argumentista Tito Faraci e o desenhador Miguel Angel Repetto. Basicamente a sinopse da história é a seguinte: “Os cidadãos de Blackfalls respeitam e temem o xerife Starker. Ele aplica a Lei… a sua Lei. Um laço que pende dia e noite de uma trave na rua principal lembra o que acontece com quem ousa quebrar as regras. Mas quando Tex chega à cidade, nos rastos de um bandido, logo sente cheiro de queimado. Assim, o nosso herói começa a perguntar e investigar, mesmo contra a vontade de todos os cidadãos, até o acerto de contas final, quando surgirá uma verdade surpreendente e amarga.


Nesta história, o xerife Starker é também juiz e responsável máximo de Blackfalls, uma pequena cidade do Colorado. No fim das contas Tex descobre que ele se aliou a bandidos para dominar a cidade. Após ter matado um bandido, antigo aliado seu, Starker tornou-se xerife e foi acumulando poder até tornar-se autarca e juiz. Obviamente os habitantes de Blackfalls não sabiam da amizade do seu xerife com o bandido que ele matou nem com outros. Durante o desenrolar dos factos Starker manda matar antigos aliados que voltaram para a vida honesta e queriam abrir o bico.


Bom, não vou contar mais coisas e nem como acaba a história, mas saliento que vale a pena ler. O argumento é espectacular, com reviravoltas e tiroteios, bem no estilo que os bons admiradores do legítimo faroeste gostam. O final é um clássico. Os desenhos do Repetto são inexplicáveis e inomináveis de tão bons. Mais uma história para entrar na História do ranger.


(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

Um comentário

  1. Uma bela, honesta e singela descrição de uma excelente história… Só tenho como muitos leitores o facto de as edições parirem a meio… É incompreensível o modo como a distribuição é feita… E, para mim e penso que toda a gente é que perdemos sempre algo!!! Como colecionar se as edições não chegam?

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