Entrevista com o fã e coleccionador: Robério Wilson Rocha Aguiar

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Robério Aguiar: Nasci numa pequena cidade do interior baiano. Ibicoara,  em 1970, na Chapada Diamantina. Meu pai foi tropeiro e depois comerciante. Minha mãe é filha de Vaqueiro e foi Professora. Já veio daí o gosto por cavalos e pela leitura. Sou Professor, formado em Pedagogia, História e Geografia e Pós-graduado em Gestão Ambiental. E crio alguns cavalos. É claro, tenho o meu Dinamite. Rsrs

Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada? E quando descobriu Tex?
Robério Aguiar: Eu tinha entre 10 e 12 anos. Meus irmãos mais velhos estudavam na “Cidade Grande”. Quando estavam de férias, voltavam para Ibicoara e traziam várias revistas de quadrinhos, entre elas, as revistas do Tex. Quando eu via as revistas ficava com muita vontade de ler, atraído pelas capas coloridas com cavalos, cowboys e índios, mas meus irmãos escondiam as revistas, achando que eu iria estragá-las. Quando eles saíam para a rua eu procurava incansavelmente até achá-las. Então eu lia sem parar até que me tomassem novamente… rsrs. Até que desistiram e me deixaram ler sossegado.

Porquê esta paixão por Tex?
Robério Aguiar: Inicialmente, fui atraído pela trama cavalos, cowboys e índios. Eu já via na TV filmes de faroeste e ficava fascinado. Posteriormente, à medida que fui crescendo, conhecendo a personagem e entendendo melhor as histórias, o encantamento com o Tex só aumentava.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Robério Aguiar: O comportamento. Duro como o diamante com os facínoras e ao mesmo tempo um homem de bom coração. Sempre pronto a defender o mais fraco em quaisquer circunstâncias, seja ele homem, mulher, pobre, rico, sem distinção de raça, cor ou crença. Honesto, amigo e junto com Kit Carson, Jack Tigre e o filho Kit Willer, formam um quarteto invencível, temido por todos os bandidos e corruptos do Velho Oeste.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Robério Aguiar: Tenho mais de 600 Revistas do Tex. Era para ter muito mais, mas empresto muitas e a maioria não são devolvidas. Não tenho a colecção normal ou mensal, porque aqui na cidade não existe uma única banca de revistas, então fica muito complicado para adquirir estas edições.  Tenho a colecção Colorida, as colecções Tex Ouro, Tex Anual, Tex Edição Histórica ainda incompleta, Tex Gigante também incompleta, mas logo as completarei. Incompleta  também Almanaque Tex. Gosto muito de todas, mas algumas são guardadas com muito carinho e estas eu não empresto. Rsrs. Como El Muerto, Navajos em Pé de Guerra, Flechas Pretas Assassinas, O Passado de Kit Carson, a colecção Colorida, o Tex Gigante em Cores, enfim, por ter mais ciúmes destas, acredito que sejam mais importantes para mim.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Robério Aguiar: Apenas as revistas. Até porque aqui não encontro nada relacionado ao Tex. Agora recentemente, depois do Fã Clube Tex Brasil, que foi ideia do coleccionador José Leonardus e do Jessé Bicodepena, é que tive contacto com objectos do Tex e tenho algumas coisas, como chaveiro, caneta, boton, camisas, cartaz, etc.

Qual o objecto Tex da sua colecção que mais gosta de possuir?
Robério Aguiar: As Camisas dos Encontros do Clube Tex Brasil, que tenho orgulho em usar nas cavalgadas e eventos country que participo. Tenho também os livros do G. G. Carsan, Tex no Brasil e o Tex Willer, A História da Minha Vida de Mauro Boselli e ilustrado por Civitelli.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Robério Aguiar: São várias histórias favoritas, difícil apontar uma. Gosto demais da trama de El Muerto, O Passado de Kit Carson, O Grande Roubo, O Traidor, que envolvem planos muito bem articulados que deixam os nossos heróis numa enrascada praticamente sem saída, enfim, as tramas mais inteligentes atraem-me muito. Gosto demais dos desenhos do Galep e a argumentação do G.L. Bonelli.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Robério Aguiar: Difícil apontar uma qualidade do Tex. O “cara” é fantástico. Talvez a sua coragem e disposição de estar sempre disposto a ajudar um amigo, ou qualquer pessoa indefesa diante dos poderosos e que se acham acima da Lei e da Justiça é bem marcante. Não é que me agrade menos, mas eu gostaria que as histórias tivessem mais um destaque feminino, alguns romances. Acho que atrairia mais fãs femininas.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Robério Aguiar: O seu comportamento duro, seu senso de justiça, sua coragem, sua honestidade e a sua disposição de estar sempre pronto a ajudar quem quer que seja, que se encontre em situação de necessidade. Junto com seus parceiros, formam um quarteto amado pelos bons e temido pelos bandidos.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Robério Aguiar: Sim. Como mencionei anteriormente, o Fã Clube Tex Brasil me proporcionou conhecer e fazer amizade com vários coleccionadores do Tex, a exemplo do José Leonardus, Jessé Bicodepena, Wilson Sacramento, Emerson, Iranildo, José Marcos, Inaldo e tantos outros, que conheci no Primeiro Encontro do Clube em Alagoinhas, Bahia. Já realizamos um segundo encontro, na Capela do Saicã, Rio Grande do Sul e está vindo o terceiro encontro a se realizar em São Paulo. Sem falar na amizade virtual que tenho com vários outros e que pretendo conhecê-los ao vivo, como o G. G. Carsan, o Jim Halley (caricaturista oficial do Clube Tex Brasil ao lado do Emerson) e o Neimar Nunes.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Robério Aguiar: Vejo um futuro promissor para o Tex. As redes sociais, os blogues e Clubes facilitam o acesso, a troca de informações e a aquisição das revistas. O Clube Tex Brasil, por exemplo, que muito me orgulho de ser um sócio fundador, faz um trabalho de divulgação, informação e “descoberta” de leitores do Ranger por todo o Brasil que é muito interessante e agora reconhecido oficialmente pela Bonelli e pela Mythos, cuja existência de apenas 12 meses já resultou na extinção do TEX Gigante a cores nas bancas, devido à volta e incrível aumento da procura pelos leitores, chegando até mesmo a inflacionar o mercado, facto que acho positivo, uma vez que contribui para a divulgação de nosso herói e seus pards.
Parabéns à Mythos Editora por esse lançamento inédito no Brasil. Edição de capa dura, colorida e espero que dê continuidade.
Eu particularmente, adquiri mais de 90% das minhas revistas por meio da Internet. Então, acredito que o Ranger e seus parceiros terão uma vida muito longa e muitas aventuras virão por aí. Aproveito para parabenizá-lo pelo belo trabalho no blogue português do Tex e pelo empenho em tornar o Tex o mais lido e mais querido personagem de faroeste em todo o planeta. Obrigado pela oportunidade e vida longa a Tex e a todos os Texianos.

Prezado pard Robério Aguiar, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

6 Comentários

  1. Que linda entrevista pard.
    Obrigado pela alusão ao Clube Tex Brasil, isso só que estamos no caminho certo de unir os texianos do Brasil e divulgar nosso querido Ranger.
    Saiba que foi uma honra te conhecer a você e sua esposa D. Tina.
    Sem esquecer que agora você já conhece o G.G Carsan, pois foi legal os dias em que estivemos com ele na 8ª Expo Tex de JAMPA.

  2. Parabéns ao grande pard Robério “Malandrério Safadério” pela belíssima entrevista e pela bela coleção…
    E o cabra não pega jeito, é pior que o velho Carson, um baita mulherengo, quer mais mulheres nas histórias texianas
    ABRA O OLHO AÍ DONA TINA, kkkkk.

  3. Parabéns Pard! como diz o Neimar: Robério “Malandrério Safadério”… você é muito importante, assim como os demais membros, para o Clube Tex Brasil.

  4. Parabéns pela entrevista Pard.
    Até eu apareci. Tex é isto: todos juntos e vamo que vamo.
    Abraços empoeirados…

  5. Pard Rob Will, a sua entrevista tinha que ser bacana, porque você é um cabra arretado. E ai de você se não for, pois D. Tina lhe coloca nos trilhos de um trem desgovernado.
    Muito bacana as suas fotos com cavalos, camisetas texianas, família e a caricatura. Nem precisa de banners do Tex, basta imprimir suas fotos em tamanhão.
    Continue divulgando o Tex assim e emprestando suas revistas… pois já viu que depois consegue repor. O que vale é levar esse grande e ótimo amigão para os leigos.
    Um abração pra ti, pra Tina e retornem à PB quando sentirem saudades.

  6. Obrigado meus pards!!! Me sinto realmente bastante satisfeito por ter agradado. Fico muito à vontade pra brincar com vocês, porque sei que a amizade é recíproca. Ainda faltam conhecer pessoalmente muitos pards, mas a conta diminuiu um pouco, pois na ExpoTex de Jampa, tive o prazer de conhecer o Gege Carsan e outros texianos arretados. Reforço o convite para virem conhecer a minha cidade com suas belas cachoeiras. Será realmente um prazer recebê-los aqui. Desde que não venham todos de uma vez… rsrsrs. Até o Neimar (Neimarrento) será bem tratado aqui. Terei que deixar um de meus cavalos ao relento… kkkkk. Que Manitu nos proteja a todos e vida longa ao Tex. Um forte abraço a todos!!!

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