Site da Sergio Bonelli Editore entrevistou Pasquale Del Vecchio antes da sua vinda a Portugal, a propósito da sua participação na 1ª Mostra do Clube Tex Portugal

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Pasquale Del Vecchio, antes da sua vinda a
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Portugal, a propósito da sua participação na
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1ª Mostra do Clube Tex Portugal

Site da Sergio Bonelli Editore entrevistou Pasquale Del Vecchio antes da sua vinda a Portugal, a propósito da sua participação na 1ª Mostra do Clube Tex Portugal

O Sitio Internet da Sergio Bonelli Editore destacou, no dia 12 de Agosto, a 1ª Mostra do Clube Tex Portugal, no decorrer de uma entrevista realizada por Luca Del Savio a Pasquale Del Vecchio, entrevista essa que damos a conhecer de seguida (graças à preciosa tradução de Júlio Schneider) e que mostra assim uma vez mais a importância que a prestigiada editora italiana deu ao grande evento realizado no Museu do Vinho Bairrada e que redundou num estrondoso sucesso.

Tex na arte de Pasquale Del Vecchio

[1] Entrevista publicada no sítio Internet Sergio Bonelli Editore em 12 de Agosto de 2014, por Luca Del Savio:

O EMBAIXADOR TEXIANO![1]

Entramos em contacto com Pasquale Del Vecchio para que nos conte um pouco da sua carreira e de suas recentes viagens pela Europa, nas quais leva consigo o estandarte de Tex!
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O tempo passa, caro Pasquale, e, a rir e brincar, já faz uns bons anos que você exerce o ofício de autor de quadradinhos. A sua estreia parece-lhe algo distante? E quais experiências ou encontros foram fundamentais para a sua carreira?
Pasquale Del Vecchio: É, já se passaram mais de vinte anos! Do distante 1992, quando iniciei com a minha primeira BD de Nick Raider, um bom tempo se passou. Nesses anos, muitas foram as pessoas que encontrei e que contribuíram para enriquecer-me do ponto de vista profissional, mas entre todas eu gostaria de recordar o pessoal do Comix Studio. Entrar em um estúdio de grandes profissionais e ter a possibilidade de trabalhar ao lado deles foi muito importante para a minha formação. Eu tive sorte de poder crescer com os conselhos de Carlo Ambrosini, Enea Riboldi e Giampiero Casertano.

Há alguma história a que você é mais apegado, dentre as tantas feitas para Nick Raider, Zona X, Napoleone ou Tex?
Pasquale Del Vecchio: Eu tenho muito apego ao meu primeiro Napoleone (O Cavaleiro Sem Nome), escrito por Ambrosini, que foi particularmente estimulante do ponto de vista gráfico. De um modo geral, toda a experiência com Napoleone foi muito importante para o meu crescimento profissional.

Na passagem das ambientações urbanas contemporâneas de Nick Raider e Napoleone para a Fronteira do Ranger, o que mudou no seu modo de desenhar? Quais foram as maiores dificuldades que você encontrou ao encarar uma personagem como Tex?
Pasquale Del Vecchio: A principal dificuldade foi administrar os grandes espaços das ambientações de faroeste. No início, por estar acostumado a desenhar paisagens urbanas, os céus brancos e ensolarados davam-me uma sensação de vazio. E também todo o armamentário do faroeste: chapéus, cinturões, selas, arreios dos cavalos, botas. Mas eu logo fiquei à vontade, graças também à minha velha e jamais adormecida paixão pelo género, por ter crescido com os quadradinhos de Gino D’Antonio, Giovanni Ticci e Ivo Milazzo. Eu também tentei sujar um pouco mais os meus traços, talvez por demais limpos para as pradarias poeirentas ou para descrever a anatomia dos cavalos. Mas acho que não consegui atingir o objectivo de forma plena.

Hoje pode-se dizer que Tex praticamente faz parte de si, que frequentemente é convidado a participar de mostras internacionais, a interpretar o papel de embaixador texiano, como no festival de Makarska, por exemplo. Como foi a experiência?
Pasquale Del Vecchio: Sim, é verdade. Graças a Tex, ultimamente eu tenho ido a vários eventos de BD, e constato como é incrível a notoriedade do nosso Ranger. Em Makarska (o Mafest festival stripa, de 19 a 25 de Maio de 2014) eu me senti muito bem: uma recepção extraordinária, um público muito caloroso, sem falar da beleza do lugar. Foi realmente um evento belíssimo. Eu sou muito grato aos organizadores pela gentileza e simpatia.

E qual será a próxima etapa das suas peregrinações europeias?

Pasquale Del Vecchio: A próxima etapa não é longe: em Agosto irei a Portugal, a Anadia, para os festejos do aniversário do Clube Tex Portugal. Haverá inclusive uma mostra de desenhos em um local muito bonito e sugestivo.

Na sua visão, quais são as características que fazem Tex ser tão amado em Países tão distantes do nosso?
Pasquale Del Vecchio: São as mesmas que o fizeram famoso e longevo aqui na Itália: a simpatia inata, o facto de ser paladino das causas justas, de representar de modo original as inspirações do cinema clássico de faroeste dos anos dourados, que parece ainda ter um grande número de apreciadores.

Já faz algum tempo que o seu nome não aparece na série mensal. No que você está a trabalhar, actualmente?
Pasquale Del Vecchio: Neste momento, depois de um trabalho feito para a francesa Glènat, estou a elaborar um Color Tex escrito por Roberto Recchioni. Uma história aventurosa e cheia de golpes de cena!

[1] (Entrevista publicada originalmente no Sítio Internet Sergio Bonelli Editore, em 12 de Agosto de 2014) – Copyright: © 2014 Sergio Bonelli Editore, Luca Del Savio & Júlio Schneider.

Tex em Anadia em uma arte de Pasquale Del Vecchio

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

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