Entrevista com o fã e coleccionador: Pedro Alexandre Matsu Martins da Silva

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Pedro Matsu: O meu nome é Pedro e nasci em Campinas, no interior do Estado de São Paulo, no Brasil. Actualmente, tenho 26 anos e sou Analista Judiciário de um dos Tribunais Regionais do Trabalho de meu país.

Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada?
Pedro Matsu: É difícil precisar. Os meus pais sempre compraram livros e revistas de banda desenhada para mim, desde muito novo. É provável que o meu ingresso no mundo da banda desenhada tenha ocorrido como costuma acontecer com a maioria das crianças no Brasil nos idos dos anos 90: por meio da Turma da Mônica, uma publicação nacional de público maioritariamente infantil [pelo menos assim o era até há pouco tempo atrás].
Outrossim, lembro-me bem que, quando pequeno, eu havia visto uma edição do Sandman em uma banca de jornais e fiquei bastante interessado. Hoje tenho a colecção toda, mas não sei dizer se foi Sandman ou Turma da Mônica que me fez descobrir a nona arte. Ambos são títulos bastante populares no Brasil.

Quando descobriu Tex?
Pedro Matsu
:
A esta pergunta eu sei responder com precisão. Foi exactamente com a primeira publicação de Tex feita pela Mythos Editora. Lembro-me que eu frequentava a banca de jornais em frente ao fórum de minha cidade e chamou-me a atenção a revista nova, com uma capa que parecia reluzir e que exibia Tex trajado como Águia da Noite, montado num cavalo castanho, olhando para trás. Tratava-se da edição de Tex Coleção de número 144, “Mais forte que a lei“. Comecei a ler Tex a partir de então e, aos poucos fui ficando cada vez mais curioso acerca da história do Ranger, de modo que passei a procurar em alfarrabistas e bancas edições mais antigas.
Com efeito, posso dizer que comecei a ler Tex graças à Mythos Editora e acompanho as suas publicações há 15 anos. Nesse meio tempo consegui completar as minhas colecções e expandi-las, graças à ajuda de amigos igualmente apreciadores do selo texiano.

Porquê esta paixão por Tex?
Pedro Matsu: De imediato, a arte em Tex sempre me chamou muito a atenção. Tanto assim que me matriculei numa escola de desenho artístico com o objectivo único de me igualar aos grandes artistas que desenhavam Tex. Obviamente, não deu certo por absoluta falta de talento! (risos)
De todo modo, seria mentira dizer que Tex me agrada somente pela arte – quase cinematográfica, é preciso salientar. A bem da verdade, existe um conjunto de circunstâncias que indubitavelmente influenciaram a minha paixão por Tex.
A primeira delas é a arte, como sobredito.
A segunda é mais simples: sempre apreciei filmes do género western, sobretudo os de Sergio Leone. Por óbvio, os argumentos de Tex só podiam mesmo me agradar, do início ao fim. Além disso, logo nas primeiras histórias de Tex Coleção, a Mythos publicou a saga de “O Senhor do Abismo“, que me prendeu do início ao fim… era realmente irresistível.
A terceira foi a minha percepção de longevidade. Eu notei que Tex tinha uma legião de fãs. No “Correio do Oeste“, secção de cartas da revista, eu lia sobre fãs que acompanhavam Tex há décadas. Encantava-me essa paixão. Eu concebia esse fenómeno como um movimento verdadeiramente forte, iniciado lá em 1948 e que persistia. Eu tinha em mãos não uma revista qualquer, mas um símbolo, o símbolo. O símbolo de um clássico. Aliás, o conceito de “clássico” foi apreendido por mim logo que compreendi a ideia de que Tex era um fenómeno quase que atemporal, na medida em que persistia – e persiste – desde meados do século passado, tocando os leitores inexoravelmente em todo e qualquer espaço.
A quarta circunstância eu abordarei na resposta à pergunta seguinte, na medida em que diz respeito a um diferencial da própria personagem principal.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Pedro Matsu: Eu sempre procurei ler de tudo, sobretudo quando a minha área de interesse abarcava principalmente a banda desenhada. Com efeito, eu acabei conhecendo um bocado de heróis, super-heróis, personagens de toda sorte que, a seu modo, exerciam em mim e nos seus leitores um certo fascínio.
Houve uma época em que era possível notar uma característica interessante nas personagens, que é a ideia usualmente denominada de maniqueísta e que é descrita como uma concepção de bem contra o mal. Mocinho contra bandido, por assim dizer. Com o tempo, talvez em razão dos movimentos culturais – sobretudo no âmbito social e filosófico – o que passou realmente a ser divulgado de modo mais amplo foram as personagens duais. Heróis que não eram exactamente bonzinhos e vilões que tinham suas atitudes razoavelmente justificadas. O bem e o mal se diluiu na própria ideia de que as personagens tinham um quê de humanidade e que, por isso, não poderiam jamais ser tido como 100% bons ou 100% ruins.
Eu vivenciei essa fase. Além disso, do ponto de vista jusfilosófico – área que estudo e com a qual lido quase que diariamente – eu tive que lidar com esse mesmo fenómeno. A ideia de uma relativização do bem e do mal, dos valores e da própria concepção de justiça foi mitigada. Abandonou-se o estudo daquela concepção de justiça natural – sabe-se lá porquê – e a ideia de uma justiça relativista, mutável, sujeita ao ordenamento jurídico positivado e apreensível somente no caso concreto, passou a imperar.
Ora, toda essa concepção é bastante diferente do universo texiano. Tex é uma personagem que busca uma justiça. Ainda que toda a Filosofia do Direito não tenha uma definição precisa do conceito de Justiça – e há mesmo correntes jusfilosóficas que aduzem nem mesmo ser possível falar em um conceito – Tex é um sujeito que simplesmente persegue a Justiça. A sua Justiça. Ele sobrepuja o ordenamento jurídico [leia-se: a lei positivada pelo Estado], evidencia os aspectos frágeis desta ou daquela norma legal e simplesmente concretiza a sua Justiça. O mais curioso é que o leitor inevitavelmente percebe que sim: Tex fez Justiça. Mas como pensar tal coisa se a Justiça é relativa? Como é que em praticamente todos os casos você acaba concordando com o Ranger?
Tex, portanto, é uma personagem que, desde 1948, tem a capacidade de fazer um filósofo e um jurista repensar sua ideia de justiça. Mais do que isso: a repensar sua ideia de organização normativa, legal, judiciária. E, mais importante, obriga à reflexão não somente esses filósofos e juristas, mas todos os seus leitores, na medida em que a linguagem artística – especialmente a utilizada em Tex – tem um alcance indubitável. Tanto o douto quanto o simplório matuto compreende as mensagens transmitidas nos fumetti texianos.
Eu poderia gastar páginas e mais páginas, invocar a mais exagerada das verborragias concebíveis, relacionar Tex com a Ética a Nicômaco de Aristóteles, o Direito Natural da escolástica refinado por Aquino, atacar os pressupostos “pós-modernos” da ideia de Justiça… mas isso tudo seria perda de tempo. O que Tex tem de diferente dos outros heróis é perceptível de imediato, quase que de modo acidental: é herói indubitavelmente humano e, simultaneamente, super-herói de características sobre-humanas. É, minimamente, inspirador. Para quem actua no âmbito jurídico, pode ser tomado certamente como uma referência.
Enfim, eu disse tudo o que os fãs de Tex já sabem. E também tudo o que os que não são fãs certamente percebem, já que Tex está aí há quase 70 anos, sempre com uma legião de seguidores.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Pedro Matsu: Eu tenho todas as edições em português de Tex Mensal [actualmente estamos no 531] e todas em português de Tex Coleção [actualmente no 350]. Também tenho todas as edições gigantes [29] , em português, todas as Tex em Cores da Mythos [18], além do encadernado gigante “O Meu Tex“, quatro edições em cores especiais, em português, um livro [biografia do Tex] e o álbum de figurinhas [cromos] completo. Tenho também a [ainda] desorganizada colecção “Storica a Colori” [239], 4 Texoni e aquela pequena colecção de cinco volumes especiais do Tex e Mefisto [5]. Acredito que isso totalize 1183 volumes, sem contar os itens outros [estátuas, chaveiros, pósters, etc.].
É isso. Eu não sei qual é o item mais importante de minha colecção. Toda ela o é. Se uma única revista dali perecesse, fosse qual fosse, eu ficaria arrasado. Perder o álbum – que é um item realmente raríssimo – teria o mesmo significado para mim do que perder qualquer um dos outros volumes de qualquer uma das colecções do meu acervo texiano, embora, é óbvio, recuperar os itens recentes seja incomparavelmente mais fácil do que os mais raros. Se eu adoptar esse critério, então poderei dizer que os itens mais antigos são sempre mais caros para mim do que os mais recentes. Mas, considerando a qualidade das publicações, acredito que a “Storica a Colori” seja a mais importante para mim.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Pedro Matsu: Não colecciono tudo. Mas algumas coisas eu fiz questão. Por exemplo, todas as três estátuas italianas Infinite eu fiz questão de adquirir, o que me foi bastante custoso. Botons e chaveiros, quando ao meu alcance, eu também adquiro. Pósteres eu tenho quatro. Também tenho o DVD de “Os Senhores do Abismo“, com o Giuliano Gemma.
Aliás, é um absurdo que não se encontre nenhuma edição em Blu-ray desse filme [pelo menos aqui no Brasil eu não achei]. Reeditaram em blu-ray toda a “Trilogia dos Dólares” [ou “Trilogia do Homem sem Nome“], “Era Uma Vez no Oeste“, “Sete Homens e um Destino“… tudo bem que “Os Senhores do Abismo” não fez o mesmo sucesso no género western, mas acho que um filme do nosso Ranger merecia também uma reedição em blu-ray. Como é que fica quando acabar o DVD de vez? Na Internet não se acha uma edição desse filme com uma qualidade de blu-ray
Bem, mas isso foi só um desabafo repentino. Acho que ficou bastante claro que, mal grado eu também coleccione itens que digam respeito ao universo texiano, a minha prioridade é, por razões óbvias, a banda desenhada propriamente dita.

Qual o objecto Tex que mais gosta de possuir?
Pedro Matsu: Puxa, acho que essa pergunta retoma uma anterior [o item que mais me agrada da minha colecção]. Bem, mas talvez ela seja mais abrangente, porque leva em consideração todos os objectos afeitos ao universo texiano e não só a colecção de livros e revistas.
Nesse contexto, acredito que o objecto que mais gosto de possuir é aquele que me deu mais trabalho para conseguir. E, no caso, sem dúvida nenhuma, o que me deu mais trabalho para conseguir foi [foram] a[s] estátua[s] de Tex, feitas na Itália pela Infinite. É que, uma vez que não tenho a menor paciência nem habilidade para transacções por computador, eu tratei de ligar directamente para a fábrica para fazer a minha encomenda. Considerando os telefones, a língua italiana, os problemas alfandegários, o preço do euro, os pedidos de desconto e as longas negociações, toda vez que eu olho para essas estátuas eu me lembro, inexoravelmente, do trabalho que me deram [risos]. Por isso, valorizo-as bastante!

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Pedro Matsu: Nossa, escolher uma história favorita entre todas as histórias feitas em décadas de publicações é uma tarefa indubitavelmente hercúlea! Eu realmente não faço ideia. Para ser justo comigo mesmo, acho que posso dizer que a minha história favorita talvez seja “A cidade da cobiça“, na qual aparece Ruby Scott. Essa foi uma das primeiras histórias que eu li [por meio da publicação de Tex Coleção n° 145, a segunda dessa colecção a ser lançada pela Mythos]. Além disso, é uma história na qual Tex “perde” um duelo [as aspas são para não revelar spoilers para aqueles que ainda não leram essa história] e, ao ser ferido, faz lembrar que, a despeito de suas habilidades, o Ranger ainda é um homem. Por isso, é uma história marcante para mim que, por ora, considero a minha favorita.
Quanto aos desenhos, eu gosto muito do Civitelli. Gosto das paisagens que ele desenha e também me lembro que eu me inspirava nele para desenhar. Perdi as contas do número de vezes que tentava copiar os traços dele em “O Retorno do Tigre Negro“. Achava os detalhes excepcionais. Não há como não citar Galleppini, é claro, que imortalizou Tex, mas eu tendo a simpatizar um bocado com Civitelli – o que só ficou mais forte com a publicação de “O Meu Tex – A Balada do Oeste“.
O meu argumentista favorito é Nizzi e talvez esse meu apreciar decorra do facto de ele ter sido o argumentista na maioria das primeiras histórias que eu li [embora “A cidade da cobiça” tenha sido obra de G.L. Bonelli, salvo melhor juízo].

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Pedro Matsu: O que me agrada mais em Tex é a sua busca por Justiça. Identifico-me com isso não só por dizer respeito ao meu campo de actuação e estudos, mas por uma característica pessoal minha mesmo. Além disso, agrada-me a concepção de uma tendência constante para o bem, o que se coaduna, em certa medida, com o preceituado pela escolástica. A história do selo texiano, como representante máximo dos fumetti, por si só, também é algo digno de nota.
O que me agrada menos em Tex não é propriamente algo nas histórias. Eu ia dizer que poderia haver mais cenas com mulheres em Tex, mas elas estão lá, em certa medida, e ir além disso talvez pudesse comprometer a própria natureza dos enredos. E, mais a mais, algumas cenas são puladas [v.g. algum tempo depois e tal…], então é de se presumir que o contacto mais íntimo das personagens com as demais que vão surgindo nas histórias ocorre nesses momentos. É o que gosto de pensar, pelo menos.
Em verdade, o que me desagrada um pouco é a questão da publicação. Mas aqui eu terei que ser muito claro com o que eu quero dizer: desagrada-me a dificuldade em conversar directamente com a actual editora a publicar o selo Tex no Brasil, isto é, a editora Mythos. É notável que os editores são fãs de Tex e eu não tenho dúvidas de que o trabalho da Mythos é o melhor que já existiu em língua portuguesa no que diz respeito à qualidade da publicação. É certo que, vez ou outra, a qualidade deixa a desejar no que diz respeito ao papel, à impressão, etc. E isso até que não me afecta tanto, até porque sei que a culpa não é exclusiva da editora [há a questão da gráfica, os velhos problemas de distribuição sobre os quais se lê nos fóruns, etc]. Todavia, o que eu gostaria mesmo é que houvesse um canal aberto mais efectivo entre a editora e o fã clube ou os demais leitores para melhor viabilizar críticas e elogios. Se esse canal existe, de forma efectiva, eu desconheço.
E eu confesso que esse meu desagrado está estreitamente ligado à minha preocupação no que diz respeito a Tex Edição em Cores [TEC]. Na minha opinião – e na de 90% dos fãs de Tex [dados estes verdadeiros, extraídos do Fórum TexBr] – a TEC é simplesmente a melhor edição publicada actualmente pela Mythos. É um chamariz para novos leitores e algo extremamente valioso para quem já é fã. Ouvi dizer que a Mythos talvez não mantenha essa publicação, o que seria absolutamente lastimável. Aí o jeito para os fãs vai ser ir atrás da colecção italiana mesmo, “Storica a Colori“. Com efeito, esse clamor dos fãs [pela permanência de TEC] poderia fazer-se ouvir não só pelo efectivo rendimento da Mythos com a venda dessa colecção, mas também por um canal directo em que fãs e editora poderiam se articular para procurar manter esta e outras publicações. Eu realmente torço para que a Mythos não desista da edição em cores até porque, por meio dela, consegui converter mais três pessoas em fãs do Ranger. [risos]
Enfim, é isso. Note que não é realmente uma crítica ao trabalho da editora – que, na minha opinião, fez e faz o melhor trabalho que já vi no Brasil no que diz respeito ao Tex – mas só uma sugestão de algo a mais, de um canal mais efectivo de comunicação. No mais, ela está de parabéns.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Pedro Matsu: Não bastasse tudo o que eu disse supra – e eu disse um bocado [risos] – acredito que o que faz de Tex um ícone são seus leitores. São gerações de leitores que acompanham o Ranger há décadas. De pais para filhos, de avós para netos, de amigos para amigos. O tempo passa e os leitores se renovam. Eu encontrei certa vez, por puro acaso, um menino de 11 anos procurando uma revista mensal de Tex. Eu procurava a publicação do mês também e ele me disse algo como: “Tex é demais, né, cara? Meu pai que me mostrou…!“. Achei aquilo fantástico. Não só pelo entusiasmo do menino, mas por saber que a paixão vai renovando-se.
De outro lado, acredito que os fãs também acabam, querendo ou não, atraindo para si essa responsabilidade de divulgação, que, por sua vez, vem a ocorrer inevitavelmente. Prova disso é o Fórum TexBr, este blogue [em] português, os Clubes de Portugal e do Brasil, etc.; e é muito bom fazer parte de tudo isso, directa ou indirectamente.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Pedro Matsu: Nunca tive essa felicidade. Acontece, de modo esporádico, em bancas. No meu caso, a verdade é que fiquei muito tempo afastado, tanto quanto possível, dos meios de comunicação: fui me dedicar aos estudos, realizar alguns projectos pessoais, de modo que transitava entre o Direito e as publicações de Tex. E nada mais. Enfim, por razões pessoais, só consegui inserir-me na “rede” de fãs, via Internet, recentemente. Tenho contacto com outros coleccionadores, mas somente de modo virtual. Por enquanto.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Pedro Matsu: Essa é uma pergunta difícil, mas se o passado for prenúncio do futuro, Tex sem dúvida vai longe. Salvo engano, Portugal e Brasil encabeçam a lista de países com maior base de fãs de Tex, para além da Itália. Se fizermos bem nosso papel e mantivermos a chama acesa, passando para as gerações posteriores a paixão pelo Ranger, certamente Tex terá um futuro glorioso.
Contudo, de nada adianta esse esforço se as editoras andarem de modo descompassado com a vontade dos fãs. Com efeito, entendo, por exemplo, que a publicação de TEC é fundamental para a manutenção e reoxigenação de leitores. A qualidade de publicação da Mythos [não me refiro a TEC, somente] certamente atraiu leitores mais novos [eu sou um exemplo vivo disso] e a manutenção dessa qualidade é primordial para que a Mythos continue sendo reconhecida como a melhor editora de Tex no Brasil. Nos últimos 15 anos pudemos contar com a Mythos para a permanência de Tex. Acredito que podemos contar com ela também para o futuro. E, sendo assim, gosto de pensar que bons ventos certamente conduzirão o futuro do Ranger, sobretudo nas citadas terras lusófonas.
No âmbito exclusivo dos leitores e apreciadores – isto é, naquela seara não ligada estritamente aos profissionais envolvidos com Tex – nota-se também que bons ventos impulsionam o futuro do Ranger. No Brasil, pelo menos, a exemplo do que aconteceu em Portugal, houve uma admirável aglutinação de leitores e fãs para a formação e consolidação de um fã Clube brasileiro [Clube Tex Brasil]. Acredito que iniciativas como essa – para não citar outros nomes de texianos famosos e suas respectivas actuações na divulgação do nosso admirado Ranger – são fundamentais para ter por certo que o futuro de Tex há de ser verdadeiramente brilhante. É o que se espera. E é justamente por tudo isso que agradeço e parabenizo a este blogue – e, por extensão, ao Clube Tex Portugal – na pessoa do meu entrevistador e amigo [Zeca!], pelo árduo trabalho desenvolvido em prol do nosso Ranger!

Prezado pard Pedro Matsu, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

16 Comentários

  1. Linda coleção Matsu. Parabéns, fico maravilhado quando vejo um pard também apaixonado por Tex, isso demonstra que a nação texiana está longe de acabar, e creio que vamos crescer mais e mais.
    Obrigado pela brilhante colocação e aguçada visão quando você falou que os fãs clubes vieram para ajudar na divulgação do nosso amado ranger e agradeço em publico a sua grande contribuição para que o nosso Clube Tex Brasil se alicerçasse e chegasse ao patamar que é hoje.
    É uma pena não tê-lo no nosso primeiro Encontro Nacional do Clube Tex Brasil que acontecerá no dia 19 de abril em Alagoinhas, estado da Bahia.
    Mas estaremos lá fazendo isso que você tão bem fez nessa belíssima entrevista, divulgar Tex Willer e seus pards.
    Vida longa pard Matsu e cuide dessa belíssima coleção.

  2. Uma excelente entrevista com o colecionador Pedro Matsu. Parabéns ao mesmo pelos vários itens que possui e pelas suas respostas. LONGA VIDA A TEX E SEUS PARDS.

  3. Finalmente vejo meu Pard Pedro (poeta, rsrs) Matsu! Li toda a entrevista e fiquei admirado com sua fluência no discurso. Vocabulário rico, tanto quanto a coleção! Parabéns, pard.
    Vida longa a Tex Willer!

  4. Grande Matsu!! Até que enfim essa entrevista! hehe

    Belíssima coleção, bem como a entrevista!!

  5. Não é à toa que esse meu amigo também é carinhosamente conhecido como JAPASHOW, pelo conhecimento e dedicação que faz tudo parecer mais rico e interessante. Parabéns JAPASHOW!

  6. Caro pard Zeca,
    A entrevista do Matsu é tão boa, tão boa (tão bacana, como se diz no Brasil), devido às suas longas e bem fundamentadas respostas a vários quesitos, revelando uma excelente cultura jurídica (e texiana) e um poder de análise fora do vulgar, que este pard merecia ser convidado para colaborar na revista que o Clube Tex Portugal tenciona em breve editar – cujas páginas, na minha opinião, deveriam ser abertas a colaboradores de todas as proveniências e não apenas aos sócios.
    Citando em particular a resposta à pergunta «O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?», que belo artigo ela daria!… Nunca vi uma questão fulcral como o sentido de justiça de Tex ser tão eloquentemente analisada. Claro que essa é uma área que o Matsu conhece como a palma das suas mãos, mas a forma como compara a relatividade da justiça e a diferenciação (que Tex simboliza tão bem) entre a justiça natural e a justiça condicionada pela jurisprudência, diz tudo sobre o seu conhecimento “introspectivo” e analítico do verdadeiro espírito texiano.
    Sinceros parabéns, Matsu!

    • Realmente prezado pard Jorge Magalhães,
      Esta entrevista com o Pedro Matsu é muito boa, das melhores que o blogue já publicou (e já publicamos mais de 200 entrevistas) como eu disse ao Matsu assim que recebi as respostas dele, ao que se deve acrescentar as fantásticas fotos da colecção dele, uma das maiores e mais valiosas também já mostradas aqui e o que dizer do nível cultural e jurídico (para não falar do texiano) do Pedro?
      A sua ideia do Pedro escrever para revista do Clube Tex Portugal é interessante e o Pedro tem qualidade (e de sobra) para tal, mas a proposta apresentada à Sergio Bonelli Editore é que façamos uma revista de sócios e para sócios, pelo que infelizmente somente os sócios têm o direito (ou o privilégio) de colaborarem na escrita da revista, mas como o Pedro Matsu está a pensar em vir a Portugal, quando ele vier organizaremos um convívio texiano e aí ele, se o desejar, cumprirá os requisitos e poderá associar-se ao Clube Tex Portugal e vai poder então colaborar na revista do Clube de modo a todos os sócios poderem ler os artigos que o Pedro Matsu vier a escrever se o desejar, porque qualidade ele tem… e muita!

  7. Prezados,

    É certo que as fotos que selecionei estão horrendas [e a culpa é minha, eu sei!, estou parecendo um tapado…], na medida em que, por razões óbvias, preferi dar destaque à coleção e não a mim. [risos]

    Também é certo que eu não pretendia me manifestar de maneira profunda sobre as questões que me foram colocadas, senão respondê-las de maneira sincera e, na medida do possível, mais ou menos coerente.

    Ainda assim, foi-me dito que a repercussão dessa entrevista foi bastante boa e eu vim aqui constatar que é verdade: os comentários foram todos muito gentis e verdadeiramente honrosos para mim.

    Com efeito, eu fiz questão de aprender a operar esse negócio de comentários [não sou muito hábil com questões de informática] e agradecer a todos.

    Pois bem, agradeço não só aos comentários extremamente elogiosos do grande Rouxinol do Rinaré – poeta e cordelista de renome – e do estupendo Jorge Magalhães – que sei ser referência sem igual no meio da banda desenhada – mas também dos demais amigos que, convergindo ou divergindo de minhas opiniões, fizeram questão de se manifestar.

    Fico muito feliz de saber que o que eu disse fez sentido para alguns colegas – inclusive bonellianos que não lêem Tex, como o grande Cæsar Fischer Junior – e essa sensação de ter bem pregado o ideal texiano já me satisfez.

    É isso!

    Abraços fraternos a todos,

    Pedro

  8. Parabéns pard Pedro Matsu!! Entrevista muito bem embasada nos conhecimentos Texianos, além da rica prosa tão bem arquitetada em suas respostas a Coleção também belíssima! Coisas de encher os olhos!! Isso prova que quadrinhos também é cultura…

  9. Estou inteiramente de acordo consigo, caro pard e amigo Zeca, de que escrever (ou desenhar) para a futura revista do Clube Tex Portugal será um grande privilégio. Mas a abertura a outros colaboradores devidamente qualificados só a enriqueceria, a meu ver.
    Longe de mim, porém, questionar as opções dos “sete magníficos” fundadores do Clube, que são inteiramente justificadas no sentido de atrair ainda mais associados, como o requisito de que um texiano de outro país participe, pelo menos, num convívio realizado em Portugal, tornando-se assim membro de pleno direito. Até pode ser que, por causa disso, aumente o fluxo de turistas para o nosso país (risos).
    Um grande abraço.

  10. Prezados pards Zeca e Jorge Magalhães,

    É certo que, caso não seja em setembro vindouro, ano que vem estarei por aí a conhecer Portugal, terra de meus antepassados e dos antepassados de minha mulher [ainda noiva, mas o casamento já vai acontecer!].

    E, na oportunidade, farei questão de conhecer o Zeca e, se possível, Jorge Magalhães, confraternizando com todos os texianos que puder!

    Abraços,

    Pedro

  11. Preciso de uma ajuda: Preciso falar com o Pedro Matsu. Pode passar contato (email) por favor? Ele não tem nenhuma rede social…

    • Prezado Leonardo, conforme sua solicitação enviarei por e-mail o endereço electrónico do pard Pedro Matsu 😉

  12. Ao Sr. Pedro, peço que relembre de um velho amigo, alguém que esteve longe durante longos 15 anos e agora ressurge.
    Meu amigo, fiquei muito feliz em colocar seu nome aqui no google e encontrar essa entrevista sua e seus antigos vícios de leitura.
    Gostaria que entrasse em contato, pois tenho algumas pendências com você.
    Grande Abraço.
    Do seu amigo Leandro de Morais Alves.

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