Entrevista com o fã e coleccionador: Antonio Juarez da Silva

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Antonio Juarez da Silva: O meu nome é Antonio Juarez da silva, nasci em 2 de Outubro de 1974 e quase toda a minha vida trabalhei com desenho, comunicação visual, graffiti, charges e cartuns para vários jornais e revistas de minha cidade e região, actualmente sou professor de desenho artístico do programa de erradicação do trabalho infantil, um programa do governo brasileiro junto aos municípios no combate à pobreza.

Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada?
Antonio Juarez da Silva: Por volta de 1984 quando desenvolvi prática em leitura, e aprendi a entender as histórias.

Quando descobriu Tex?
Antonio Juarez da Silva: Tex e Zagor foram as primeiras coisas que li, em Tex “O Grande Rei” e em Zagor “Nas Garras de Titan”, as imagens do robô gigante afundando no lago, e de Tex mergulhando atrás de um totem esférico nunca mais saíram de minha mente.

Porquê esta paixão por Tex?
Antonio Juarez da Silva: Talvez pela arte com que é feita cada página de Tex, tanto em argumento como em desenhos.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Antonio Juarez da Silva: Acho que Tex tem algo de família, creio que com o tempo G. L. Bonelli acrescentou muito de si à sua personagem o que lhe dá um certo ar de pessoa real e não só papel desenhado, G. L. disse uma vez numa entrevista “Tex sou eu!”.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Antonio Juarez da Silva: Entre todas as edições da Vecchi, RGE\Globo e Mythos, edições a cores, especiais, histórica e almanaque, tenho bem mais de 500 itens relativos a Tex. A colecção a cores é a mais importante na minha opinião, e torço que ela se estabilize pois é a colecção definitiva de Tex.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Antonio Juarez da Silva: Compro todos os “fumetti” que aparecem nas bancas, se tiver a marca Bonelli na capa compro mais rápido ainda. Livros sobre Tex e revistas em geral também.

Qual o objecto Tex que mais gostava de possuir?
Antonio Juarez da Silva: Tex apenas Tex! Guardo todas as histórias com muito carinho, até as que não gosto, tenho um profundo respeito pela arte que é Tex.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Antonio Juarez da Silva: Não tenho uma preferência exacta, mas gosto bastante dos desenhos do Fusco e do Ticci. Nos argumentos Bonelli pai e Nizzi são as colunas de Tex mas gosto do Mauro Boselli e do Tito Faraci.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Antonio Juarez da Silva: O que me agrada em Tex é o universo dele e de seus pards, nas aventuras que leio todas as tardes. O que me desagrada é a demora das revistas a chegarem aqui bem mais tarde que nas capitais, e alguns às vezes furam como o Tex Gigante 26,que não veio e até agora não pude pedir à editora, quando chegou o 27 ficou um gosto amargo na boca de cadê o 26?

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Antonio Juarez da Silva: Acho que a arte com que é feita cada página de Tex, mais a fidelidade texiana dos leitores formam a receita do sucesso e longevidade Tex.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Antonio Juarez da Silva: Não… logo que tiver mais tempo pretendo fazer amigos no fórum brasileiro de Tex para trocar ideias, desenhos etc., já estive por lá mas não tive tempo de estreitar relações. Se as condições permitirem pretendo visitar alguma mostra ou evento sobre Tex este ano.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Antonio Juarez da Silva: Acho que vem muita coisa boa por aí, Tex é um terreno bem fértil e alguém que saiba escavar direito poderá encontrar outro filão bem próximo ao de G. L. Bonelli revitalizando inclusive vilões e amigos de Tex, alguém que faça com Tex algo parecido com o que o Burattini vem fazendo com Zagor, e acredito que tem mais gente pensando em algo assim.

Prezado pard Antonio Juarez da Silva, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

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