O álbum (italiano) de cromos de Tex

Por Anthony Steffen[1]

O álbum de cromos de Tex saiu na Itália no longínquo ano de 1979, cerca de trinta anos após o nascimento do Ranger e foi publicado pela editora Edyboy em colaboração com a Daim Press, actual Sergio Bonelli Editore.

A capa do álbum foi desenhada para a ocasião por Aurelio Galleppini no estilo Almanacco del West. De facto o grande Galep realizou um único desenho que compreendia tanto a primeira como a quarta capa. Para melhor compreensão, mostramos de seguida a totalidade da ilustração das capas do álbum de cromos de Tex Willer:

O álbum contém 32 páginas e 383 cromos na sua totalidade sendo subdividido em várias rubricas:

-Tex Story (A história de Tex)
-I Pards (Os pards)
-I Grandi Amici Di Tex (Os grandes amigos de Tex)
-Gli Alleati Di Tex (Os aliados de Tex)
-Le Donne di Tex (As mulheres de Tex)
-Mefisto e Yama (Mefisto e Yama)
-I Nemici Di Tex (Os inimigos de Tex)
-Il Mondo Di Tex (O mundo de Tex)
-Gli Animali Del West (Os animais do Oeste)
-Gli Indiani (Os índios)
-Magia e Mistero in Tex (Magia e mistério em Tex)
-Le Piu Belle Copertine Di Tex (As mais belas capas de Tex)
-Tex in Azione (Tex em acção)

Os cromos reproduzem várias vinhetas originais de histórias de Tex com a diferença de que foram coloridas para a ocasião como se pode ver nestes dois exemplos:

Mas o grande realce do álbum de Tex são sem sombra de dúvidas os 5 fantásticos desenhos que Vincenzo Monti realizou propositadamente para este fantástico item texiano. São ilustrações enriquecidas por muitos detalhes particulares de cinco situações diversas:

-Tex e os seus pards nas proximidades de uma aldeia índia
-Tex e os seus pards assistem dentro de um templo a uma cerimónia de ritos mágicos com Mefisto e Yama
-Tex no meio de uma batalha entre nortistas e sulistas
-Tex e os seus pards numa movimentada main street de uma cidade do velho Oeste
-Tex e os seus pards numa aldeia índia nas terras do grande Norte

Naturalmente é um álbum que tem as suas virtudes, mas também os seus defeitos. É um produto que pertence a uma época, aquela dos cromos, que já não está mais na moda entre os rapazes de hoje. É no presente uma peça de colecção bastante raro e caro e eu tive muitas dificuldades em conseguí-lo, mas devo dizer que colar todos os seus 383 cromos divertiu-me e fez voltar no tempo.

Espero, com este post, ter feito algo particularmente agradável, sobretudo para aqueles pards que não têm a sorte de ter nas suas colecções esta verdadeira raridade texiana.

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

[1] (Texto publicado originalmente no Tex Willer Forum, em 25 de Março de 2012)
Tradução e adaptação a cargo de José Carlos Francisco

8 Comentários

  1. O post só não ficou 100% por que faltou a imagem de “Tex e os seus pards numa movimentada main street de uma cidade do velho Oeste“. Brincadeira! É, sem dúvida alguma, uma preciosidade maravilhosa esse ítem da BiblioTEX oficial do maior dos rangers! Uma peça para poucos felizardos!

  2. Um precioso tesouro que qualquer pard e fã texiano gostaria, sem dúvida, de possuir. Também sou do tempo em que colecionar cromos e as respectivas cadernetas era um dos maiores prazeres da gente jovem (e não só!). E comecei cedo, ainda nos anos 40, com uma coleção desenhada pelo Vítor Péon, que, nas andanças da vida, depois perdi, com muita pena… para encontrar outra, muito tempo depois, que me obrigou a abrir os cordões à bolsa!
    Hoje, dou tanto valor às minhas coleções de cromos como às revistas de banda desenhada, porque algumas são ainda mais raras do que os “Mosquitos“, os “Cavaleiros Andantes” e os “Mundos de Aventuras“… sobretudo aquela do Vítor Péon, que poucos felizardos devem ter completa (como a minha), com a estampa mais difícil de todas, quase impossível de encontrar, a tal que dava direito a um prémio!

  3. A “pedido” do pard Eduarthmaul inserimos no post a imagem de “Tex e os seus pards numa movimentada main street de uma cidade do velho Oeste“ 😉

  4. Grande matéria sobre a mítica colecção de cromos de Tex! Obrigado pela partilha.

  5. Dois anos depois, em 1981, a Editora Vecchi publicou o álbum texiano no Brasil, mas, a distribuição foi setorizada e muitos colecionadores ficaram sem a edição.
    Belas ilustrações do saudoso mestre italiano Aurelio Galleppini.

  6. Tive o privilégio de na época comprar este álbum que guardo até hoje e que curiosamente nunca praticamente mostrei a ninguém pra ninguem querer emprestado, tá conservadíssimo e é o meu xodó por que aqui em Salvador acho que é um dos poucos que existe…

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