Entrevista com o fã e coleccionador: Jefferson Cavalcante Teixeira

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Jefferson Teixeira: Meu nome é Jefferson Cavalcante Teixeira, mais conhecido como “Grilo”. Eu nasci em Limeira, São Paulo, Brasil, no dia 14 de Outubro de 1994, mas actualmente moro em Rio Claro, São Paulo, onde ganhei a reforma da casa por um programa popular de televisão no canal SBT, o “Domingo Legal” na rubrica “Construindo Um Sonho” que já tinha sido informado aqui no blogue do Tex anteriormente. No momento sou só estudante, mas pretendo seguir o rumo artístico, gosto de desenhar e quero fazer disso a minha profissão, graças ao Tex.

Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada?
Jefferson Teixeira: Acho que é de família esse interesse pela Banda Desenhada, pois os meus tios gostam de ler.  Desde quando eu era pequeno, aprendi a ler com os quadradinhos, as primeiras leituras foram a turma da Mónica e Disney entre outros, depois comecei a ler histórias de super-heróis e então descobri Tex, o qual leio até hoje.

Quando descobriu Tex?
Jefferson Teixeira: Descobri há uns cinco anos quando a minha tia Geralda me deu um exemplar: Os Grandes Clássicos de Tex n°4 “Tal Pai, Tal Filho”. Eu achei a historia incrível, a partir daí comecei a ler e juntar tudo que eu encontrava de Tex.

Porquê esta paixão por Tex?
Jefferson Teixeira: Tex faz coisas que todos um dia gostaríamos de fazer, como dar um soco no nariz de certas pessoas, por ter zombado ou dado nota baixa em certas matérias na escola. Tenho essa paixão pelas histórias de Águia da Noite (nome navajo de Tex) por nos trazer um novo mundo, até então desconhecido por mim; suas aventuras são fascinantes. Paixão tanta que, quando a equipa televisiva foi fazer gravações em casa para o programa citado anteriormente, eu estava vestido de Tex, com a camisa amarela, calça azul, botas, chapéu e lenço, além de mostrar a minha colecção diante as câmaras, voltei a vestir a roupa do Ranger na entrega da casa pronta, e com muito orgulho representei todos os texmaníacos do mundo inteiro, e faria de novo se fosse possível. Também tive o prazer de ir à Gibicon nº 0 vestido de Tex, foi incrível.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Jefferson Teixeira: Tem sempre algo a lhe ensinar nas suas histórias. Ele não precisa ter super-poderes para salvar pessoas e apanhar foras da lei, o seu carácter e senso de justiça é único, não faz nenhum tipo de descriminação, tanto que é chefe indígena, além de ter os melhores parceiros andando ao seu lado, como o pessimista Kit Carson (Cabelos de Prata), o navajo Jack Tigre e seu filho Kit Willer (Falcão Pequeno).

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Jefferson Teixeira: Tenho por volta de 200, e pretendo aumentar ainda mais. As mais importantes para mim são: Tex Especial 60 Anos, Especial Civitelli n°1 (com desenho exclusivo, feito na hora na Gibicon), Tex Ouro n° 48 e Tex Gigante n° 22 (além de autógrafo, Lucio Filippucci desenhou-me na contra-capa deste Gigante, ficou incrível), alem de serem grandes histórias estão autografadas pelos desenhadores do mesmo.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Jefferson Teixeira: Fora os quadradinhos não chegam muitas coisas relacionadas à personagem italiana por estas bandas, mas o que vem eu tento adquirir, como o póster, que consegui num “sebo” das redondezas, o livro Tex no Brasil que ganhei do próprio G. G. Carsan, e o livro O Oeste Segundo Civitelli que está autografado e desenhado.

Qual o objecto Tex que mais gostava de possuir?
Jefferson Teixeira: Gostaria muito de ter a colecção completa da edição normal de Tex, e de possuir também as famosas estatuetas do Tex e seus parceiros.

Qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Jefferson Teixeira: História favorita é complicado, tem tantas, acho que as histórias que aparecem Tigre Negro e Mefisto, Missão em Boston e O Vale do Terror, entre outras. Fabio Civitelli, Lucio Filippucci (os quais tive o imenso prazer de conhecê-los na Gibicon), Claudio Villa, Ticci e Galleppini são os melhores desenhadores em minha opinião, já os argumentistas são Gianluigi Bonelli e Claudio Nizzi.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Jefferson Teixeira: Seu carácter, senso de justiça, optimismo, o modo como resolve as coisas, seu jeito de interrogar os suspeitos, sua grande amizade e suas brigas com Kit Carson. O que não me agrada é quando ele e seus parceiros estão em um tiroteio e ele sempre sai inteiro e Carson com um furo no ombro ou perna. E também seu optimismo exagerado, às vezes Kit Carson tem razão em seu pessimismo (hehe).

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Jefferson Teixeira: Ele faz-nos conhecer o velho oeste selvagem de uma forma incrível, além de aprender um pouco daquelas aulas de história, de forma mais agradável, como a Guerra Civil Americana, a Batalha de Little Bighorn, Guerra de Secessão etc…

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Jefferson Teixeira: Só na Gibicon tive oportunidade de conhecer outros coleccionadores, mas onde moro não conheço ninguém. Na verdade, só o meu grande amigo Luís Fernando, que sempre gostou do género Western como eu, e que depois de eu emprestar lhe algumas edições, começou a gostar da personagem também, até dei alguns exemplares repetidos que eu tinha para ele, como um estimulo a ele gostar mais do grande chefe Águia da Noite (e parece que deu certo).

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Jefferson Teixeira: Longo e próspero, e que venham mais 60 anos de estrada surgindo cada vez mais leitores (como o meu amigo Luís Fernando), ainda mais com essa das cores entrando no mundo do Ranger, e as edições especiais que vira e mexe aparecem nas bancas, e é bom saber que a personagem Tex está em boas mãos com argumentistas e desenhadores tão bons que estão surgindo.
Obrigado.

Prezado pard Jefferson Cavalcante Teixeira, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

8 Comentários

  1. Valeu garoto, gostei muito da sua entrevista, respostas precisas e inteligentes, você tem um grande futuro pela frente como admirador e colecionador do nosso Tex, e parabéns pelo desenho que o Filippucci lhe fez.
    Nei Campos.
    Um abraço!

  2. Bela entrevista, ainda bem que o Tex e o Carson quando são alvejados os tiros acertam o ombro ou de raspão na cabeça, se bem que há casos em que o Tex foi gravemente ferido, evidente que se levar um tiro no coração ou na cabeça, acabariam suas aventuras.
    Domingo vai passar na Record um cowboy, fenomenal no gatilho, em rapidez e precisão, o que faz crer que poderia ter existido um personagem quase infalível como Tex ou Zagor.

  3. Olá pard Grilo, olha você de novo na mídia, garoto! Muito legal. Ei, obrigado por me citar na sua entrevista.
    Tomara que você possa continuar conosco e não deixar apagar a chama aventuresca que todos carregamos dentro de nós e perdure para sempre essa sua paixão pelo Tex e suas aventuras.
    Forte abraço e continue conosco, sempre vestindo esse manto amarelo-azul e fazendo novos leitores para nossa confraria.

  4. Oi pard Grilo, não te conhecia, mas pelo que vi, você é bem famoso. Parabéns pela bela entrevista e pelo desenho que Filippucci fez para você ao lado do grande Tex. A foto com o Civitelli ficou muito boa e como sempre o melhor desenhista de Tex da atualidade, demonstrando mais uma vez uma simpatia sem igual. Abraços e continue com sua belíssima coleção.

  5. Bem legal essa tua entrevista. Ganhou uma casa do Gugu vestido de Tex, bicho, muito tri isso!!! Só imagino tu e o GG Carsan numa foto juntos!!! Mas não vá dar socos nas professoras tchê, já ganham tão pouco elas…
    Acho que Tex daria uns socos no governador do Estado para aumentar o salário delas, seria mais o estilo dele. Já os zombeteiros, diz um ditado: “enquanto a caravana passa, os cães ladram…”

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