Entrevista com o fã e coleccionador: Erik van Helvoort

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco, com a colaboração de Fernanda Martins na tradução.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Erik: Eu nasci em 1969, na Holanda, numa cidade chamada Dordrecht. Neste momento trabalho como Gerente Internacional de Vendas.

Quando é que teve início esta paixão pela Banda Desenhada, em especial pelo Tex?
Erik: Como descrevo no meu website, eu descobri os meus primeiros livros de Tex Willer no mercado. Eram de segunda mão e custavam algo em torno de 25 centavos de Euro. Isso deve ter sido por volta de 1977.

Porquê o Tex e não outra personagem?
Erik: Somente após ter iniciado o meu website é que descobri que Tex era tão famoso em vários países. Foi muito interessante colectar informações sobre todas essas edições estrangeiras. Além disso, os desenhos nas revistas holandesas são sempre muito bons e as histórias também – nada mal para um produto feito em estúdio!

O que Tex representa para si?
Erik: Uma colecção muito bonita – e várias horas de leitura.

Qual o total de revistas de Tex que tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Erik: Pffff…. não tenho certeza. Há mais ou menos 133 livros holandeses, mas no total devo ter talvez umas 500 edições internacionais diferentes. Além disso tenho caixas cheias de edições holandesas extras (repetidas) que eu uso para venda e troca. A mais importante? Na Holanda os números 5 e 6 são extremamente raros. E eu tenho uma número 6 com “erro” na impressão. Da colecção internacional eu gosto dos meus livros da SAF Comics, destaco o pré-lançamento que tem a versão não censurada dos desenhos de Joe Kubert dos Quatro Assassinos!

Como explica o facto de Tex, hoje em dia, não ser publicado na Holanda?
Erik: Bem, não posso  fazer nada quanto a isso …  De qualquer modo, eu publiquei um novo livro no ano passado, concluindo desta forma, a história que tinha sido deixada incompleta (número 129)!

Como nasceu a ideia de criar um website relacionado com o Ranger?
Erik: Isso foi há muitos anos atrás. Eu queria criar um website sobre uma personagem de histórias em quadradinhos. Obviamente todos os quadradinhos (conhecidos na Holanda) já tinham o seu website (Tintin, Astérix…) então eu escolhi uma personagem dos livros que conhecia da minha infância: Tex.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem?
Erik: Basicamente livros. Não há muitas outras coisas disponíveis sobre Tex. Eu tenho o disco italiano de Tex e um boneco de plástico. Além de Tex eu também colecciono algumas outras séries europeias como: Thorgal, Tanguy & Laverdure, Gaston, Blake & Mortimer e Philemon.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Erik: Eu gosto da história nas edições holandeses de números 43 a 46. É uma história longa, eu suponho que também tenha sido publicada no Brasil: “San Francisco” é um dos títulos. É sobre Tex e seus pards lutando contra um gangue de chineses em San Francisco. Eles são capturados e colocados num navio. Após algumas aventuras no navio eles chegam a uma ilha tropical onde descobrem mais alguns bandidos. Eu também gosto da história sobre “Sasquatch“. Quanto  a escritores ou desenhadores, eu não tenho nenhum preferido.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Erik: Eu gosto da boa qualidade das histórias, muito embora sejam publicadas mensalmente.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que ele é?

Erik: Bem, na Holanda ele não é absolutamente um ídolo!

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Erik: Eu suponho que tenha um futuro brilhante, mas não na Holanda…

Prezado pard Erik, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

(Para aproveitar a extensão completa das fotografias acima, clique nas mesmas)

3 Comentários

  1. Realmente, um país famoso pelo grande futebol e pelas belas mulheres tinha que ter um colecionador e um site do cosmopolita Tex! Quando Tex voltar a ser publicado na Holanda com certeza a seleção deles vai ser campeã de uma Copa do Mundo, depois de três vices. Aliás falando em Holanda a gente lembra da camiseta cor laranja da seleção deles. E tem uma grande questão que talvez os holandeses sejam os mais indicados a responder: porque o suco de laranja é amarelo e não cor de laranja?

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