Entrevista exclusiva: GONÇALO JUNIOR (autor de livros temáticos dedicados a Tex)

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.
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Gonçalo JuniorPrezado Gonçalo Junior, bem-vindo ao blogue português de Tex. Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada?
Gonçalo Junior: Aprendi a ler com BD. Na verdade, antes disso, com quatro anos de idade, pedia à minha prima Jamile para ler as histórias para mim. Eu acompanhava os quadros e ela explicava o que era dito nos textos. Isso foi em 1972. Lembro-me bem que eram duas revistas de O Pato Donald que tinham me dado de presente – uma outra prima, Denny. Você me fez voltar no tempo para lembrar isso, nunca me tinham perguntado algo assim.

Quais as suas personagens favoritas e o que contém a sua, ou suas, colecções de Banda Desenhada?
Gonçalo Junior: Embora leia de tudo, inclusive mangá, minha lista de personagens preferidas é pequena: Tex, Ken Parker, Homem-Aranha (das duas primeiras fases, com roteiros de Stan Lee e desenhos de Steve Ditko e John Buscema) e Tintin.
Junior nº 1Mas minha colecção inclui outros géneros como os brasileiros Angeli, Laerte e Lourenço Mutarelli. Gosto muito dos clássicos americanos das décadas de 1940 e 1950, como O Fantasma, de Lee Falk; dos mestres do erotismo europeu, principalmente os italianos, temas do meu livro Tentação à italiana – um perfil dos mestres do erotismo contemporâneo (Opera Graphica, 2005). Mas tem um autor em especial que admiro muito: o espanhol Miguelanxo Prado. Leio tudo dele. Aliás, procuro uma edição com as suas histórias que saiu num jornal de Lisboa há pouco tempo. Se alguém tiver um exemplar para me vender, por favor, entre em contacto.

Junior nº 28 - A primeira aparição de Tex no BrasilQuando descobriu Tex?
Gonçalo Junior: Conto isso no livro. A primeira história que eu li de Tex foi um exemplar que o colega de escola de meu irmão mais novo Leo havia emprestado, com a história Fantasmas do deserto, publicado em Agosto de 1976, no volume 66 da colecção da editora Vecchi. Adorei, mas só fui ler a conclusão, A vingança dos Tuaregs, um ano depois. Logo em seguida, em Outubro, esse irmão comprou Caçada humana (68) e minha vida jamais foi a mesma. Dedico um capítulo do livro a essa história que, para mim, é a melhor de todos os tempos. Você sabia que foi a primeira aventura do nosso herói escrita por Sergio Bonelli? Ele explica em detalhes como a escreveu numa entrevista inédita que me deu em 2001. É surpreendente o que ele diz lá.

Junior nº 178Por que esta paixão por Tex?

Gonçalo Junior: Você diz do público em geral? Tex é uma personagem folhetinesca, tem uma estrutura dos folhetins franceses do século XIX, que sempre tiveram um apelo emocional popular muito grande. Suas narrativas longas e envolventes seguem esse formato, o do herói justiceiro que protege os fracos e combate as injustiças. Embora quase nunca fale de mulheres e tenha passado boa parte de sua trajectória sem se envolver com elas, subentende-se que Lírio Branco ou Lilyth foi o grande amor de sua vida. O que pode ser mais romântico? É claro que é um folhetim para homens, dentro do modelo clássico dos heróis de aventuras, como os Três mosqueteiros, de Alexandre Dumas. Todos esses elementos explicam, em parte, seu sucesso editorial. É um estilo narrativo muito cativante, que todos adoramos. As chances das histórias darem certo junto ao público são muito maiores que em Ken Parker, por exemplo, que tem um outro estilo. Particularmente, sempre gostei de narrativas longas, que demandam tempo para ler e acabam envolvendo e marcando na memória.

Tex Willer em JuniorO que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Gonçalo Junior: Essa pergunta foi em parte respondida na anterior. É preciso lembrar que Tex surgiu numa época ingénua em que a Banda Desenhada era maniqueísta em sua estrutura de concepção das personagens, quando o bom sempre enfrentava o mau e era preciso deixar isso muito claro para o público. Não havia espaço para a densidade dramática psicológica, como vemos em Caçada humana. Muito disso ainda sobrevive em Tex porque a receita do folhetim pede esse tipo de “manipulação”, digamos assim. Não podemos esquecer, porém, da capacidade da Bonelli Editores em revitalizar a personagem década a década, mesmo preservando sua essência.

Junior nº 264Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Gonçalo Junior: À excepção da revista Junior, publicada na década de 1950, que tenho apenas alguns números, possuo quase tudo publicado depois: Primeira série, a partir de 1971, 1 ao 400 completos (andei meio desligado nos últimos cinco anos), mais cerca de 35 dos números seguintes; segunda série, 1 ao 149; Tex Coleção 1 ao 220; Tex Gigante, todos; especiais coloridos, todos. Tenho ainda, completas, todas as séries de Zagor e Ken Parker lançados no Brasil. Li os oito primeiros números de Mágico Vento, da Bonelli, e confesso que não gostei.

Você colecciona apenas revistas ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Gonçalo Junior: Não, colecciono apenas as revistas e tenho cinco ou seis livros escritos na Itália sobre Tex. Não é fácil adquirir souvenires de Tex no Brasil. Possuo alguns bottons que me foram presenteados pelo editor Wagner Augusto, que publica Ken Parker no Brasil – tive a honra de revisar parte da colecção. Mas, no fundo, falta interesse para querer ter qualquer coisa ligada ao herói. Restrinjo-me às histórias mesmo.

Anúncio do Almanaque de Buffalo BillQual a revista de Tex mais valiosa da sua colecção?

Gonçalo Junior: A mais difícil de conseguir foi o primeiro número da Vecchi, de Fevereiro de 1971 porque comecei a coleccionar Tex no volume 72 – adquirir os 71 anteriores foi um desafio porque as tiragens eram pequenas, poucas pessoas possuíam os primeiros números. Acabei adquirindo três exemplares do número 1 em excelente estado de conservação que guardo até hoje.

Tex nº 68 - Caçada HumanaQual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Gonçalo Junior: Sem dúvida, a minha favorita é Caçada humana. É uma obra-prima, apesar de pouco comentada no Brasil. Mas muitas me marcaram. Todas em que aparecem Mefisto e seu filho Yama ou o Bruxo Mouro. Gosto em especial também de A Noite dos Assassinos. Dos primeiros anos, Pat, o irlandês, um clássico. Mas citaria também Navajos em pé de guerra, Texas Bill, O grande rei. E aprecio muito as histórias da série Tex Gigante. Como pode ver, prefiro as histórias dos primeiros tempos, sem desmerecer o que tem sido publicado nos últimos dez anos. Sobre argumentista e desenhador, fico com a ingenuidade e o sabor da aventura da dupla Bonelli e Galep. Esses dois sabiam fazer a coisa ficar empolgante. Tanto que trabalharam juntos quatro décadas e consagraram a personagem.

Tex Willer por Vincenzo MontiO facto de Tex ser desenhado por vários autores (de estilos bem diferentes) é, na sua opinião, mais ou menos vantajoso para a série?
Gonçalo Junior: Claro que sempre gostamos mais de um ou de outro desenhador. Às vezes, no começo, sentia-me desestimulado a ler determinada aventura por causa de um artista (que prefiro não dizer o nome). Mas, depois, acostumei-me com o traço dele porque as histórias me prendiam. Depois de Galep, gosto muito de Ferdinando Fusco, que fez poucas histórias. Minha lista inclui ainda Monti e Ticci. Não sei se é mais ou menos vantajoso para a série. Faz parte de um esquema industrial de produção perfeitamente válido para que tenhamos aventuras todos os meses. Os ilustradores de Tex sempre estiveram acima da média.

Tex Willer por Fernando FuscoO que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Gonçalo Junior: O seu senso de justiça é o que mais me agrada. Ele nos vinga nas BD com justiça o que não posso fazer no mundo real, cheio de juízes e políticos corruptos. É isso que gostamos em Tex, ele tenta consertar o mundo e nos faz sentir bem. Às vezes, incomoda-me a excessiva infalibilidade e racionalidade. Sua aparente falta de interesse por mulheres, provavelmente resultado de uma época de censura e repressão moral, também vai de encontro à natureza humana, à natureza masculina.

Quais são para si, as características imutáveis de Tex, ou seja, a sua essência, algo que não pode ser mudado?
Gonçalo Junior: Seu desejo de justiça, sua coragem e extrema auto-confiança.

Tex Willer por Aurelio GalleppiniE se pudesse, o que mudaria em Tex?
Gonçalo Junior: Eu deixaria ele mais inseguro, mais temeroso, mais vacilante, o que nada tem a ver com covardia. Eu o faria errar um pouco também. Com isso, ficaria mais humano, mais próximo dos leitores. E suas histórias poderiam ter finais mais emocionantes. E colocaria um pouco da presença feminina em seu universo, até mesmo a saudade ou a dor de ter perdido Lírio Branco para justificar sua vida de bom samaritano. Jesus, quanta pretensão a minha. Culpa sua, que fez essa pergunta.

Na sua vida pessoal ou profissional já chegou a pensar como Tex resolveria ou enfrentaria determinada situação?

Gonçalo Junior: Meu amigo, não tenha dúvidas que sempre me lembro de meus heróis nos momentos difíceis, quando me vejo diante de alguma injustiça no local de trabalho. Ou numa situação de perigo na rua. Eu gostaria de ser como Tex, dar uma lição em certos tipos que não respeitam as pessoas, que a descriminam por causa da cor da pele, da sua origem humilde. Como não é possível, tento usar a paciência, pois o tempo sempre conserta tudo e fica a nosso favor, quando somos desrespeitados ou injustiçados.

Livro comemorativo dos 50 anos de aventuras do Ranger no BrasilPode uma personagem de ficção como Tex servir como modelo de rectidão, justiça e coragem?

Gonçalo Junior: Sem dúvida. A Banda Desenhada tem uma função importante na educação e na formação de seus leitores de modo geral. E Tex segue essa linha de correcção.

Como nasceu a ideia de homenagear Tex, através do seu livro comemorativo dos 50 anos de aventuras do Ranger no Brasil, publicado em 2002, pela Opera Graphica?
Gonçalo Junior: O livro, que foi apenas parcialmente publicado e com vários erros que corrigi mas não foram passado para a prova final, era para ser um produto de fã para fã. Principalmente os leitores de língua portuguesa que acompanharam as edições brasileiras. Sou obsessivo quanto a contar histórias dos bastidores dos quadradinhos e fui atrás dos editores para reconstituir a história da personagem nas editoras. Felizmente, agora, tudo será publicado exactamente como eu desejava.

Contra-capa do livro comemorativo dos 50 anos de aventuras do Ranger no BrasilQue repercussões teve o seu livro, sobretudo junto de Sergio Bonelli?

Gonçalo Junior: Não tenho conhecimento de qualquer reacção de Sergio Bonelli, mas creio que deve ter gostado porque era uma homenagem à sua principal personagem. O pessoal do portal Texbr gostou do álbum e, correctamente, apontou erros, que não deveriam ter sido cometidos porque eu os havia identificado previamente, mas passaram na hora de fechar a edição.

Em breve teremos um novo livro de Tex da sua autoria (“O Mocinho do Brasil – A história de um fenómeno editorial chamado Tex”, da editora Laços). O que o levou a escrever um segundo livro desta mítica personagem italiana?
Gonçalo Junior: Pois é, este livro na verdade é a íntegra do anterior, que teve apenas 20% do que eu havia escrito porque o editor optou por republicar as três primeiras aventuras de Tex (o que já havia acontecido algumas vezes) a brindar os fãs com informação. Mais do que editar a edição completa, queria muito corrigir os erros.

Basic CMYKPode elucidar-nos sobre o conteúdo do livro?
Gonçalo Junior: Tem coisas importantes para os fãs: um capítulo para cada uma das editoras que publicaram Tex no Brasil; um capítulo sobre Caçada Humana, com entrevista exclusiva de Sergio Bonelli; o escandaloso caso de plágio cometido por um artista brasileiro; a história de Chet, cujo nome é Tex ao contrário, só que com CH, um mocinho criado pelo editor de Tex na década de 1970. Há ainda um caderno em cores de 32 páginas com todas as capas da revista Junior que lançou a personagem no Brasil na década de 1950. Um deleite para os fãs.

Foi fácil conseguir uma editora, neste caso, a Editora Laços, que publicasse este seu novo livro dedicado a Tex?

Gonçalo Junior: Este livro só vai sair neste mês porque o dono da Laços é um grande amigo, coleccionador de Banda Desenhada (tem 70 mil revistas) e pediu-me um livro para publicar. Tinha esse na gaveta e ele aceitou fazer exactamente como eu queria, com o caderno a cores.

Página original de Caçada HumanaComo decorreu todo o processo de negociação com Sergio Bonelli para a devida autorização para a publicação de um livro dedicado à personagem mais importante da sua editora?
Gonçalo Junior: A primeira edição do livro, publicado pela editora Opera Graphica em 2002, foi negociada com Sergio Bonelli, que permitiu a inclusão das três primeiras aventuras, retraduzidas por Julio Schneider. A actual não seguiu esse caminho porque se trata de uma obra jornalística e crítica, de carácter histórico e académico, exclusivamente. Dentro dos preceitos que regem o jornalismo, preferi publicar a obra sem submetê-la ao crivo do editor original ou brasileiro – que parece ter confiado em mim, porque me concedeu uma óptima entrevista para actualizar o livro. Estou tranquilo quanto a isso. Não quero explorar Tex comercialmente, apenas dividir com os fãs meu trabalho de pesquisador de BD. Tanto que faremos somente mil exemplares e nada mais.

O plágio de Caçada HumanaComo os leitores e fãs portugueses de Tex podem encomendar este seu mais recente livro dedicado a Tex?
Gonçalo Junior: O livro sai até o final do mês. Mas os fãs portugueses podem desde já comprá-lo na loja virtual comix book shop (www.comix.com.br), onde está em pré-venda. Recomendo que façam isso logo porque, como disse, a tiragem será de apenas mil exemplares.

Para concluir o tema,  como vê o futuro do Ranger?
Gonçalo Junior: Acredito que o futuro de qualquer personagem de BD depende muito de seus autores, do modo como conseguem mantê-lo sempre vivo e interessante. Temos muitas criações geniais como O Fantasma, de Lee Falk, que não soube ser conduzido pela King Features e praticamente desapareceu. Tex tem uma vantagem muito grande e condições de sobreviver por muito tempo por causa da competência do grupo editorial Sergio Bonelli em readaptar o herói às mudanças do mercado. Por isso, creio que teremos suas aventuras ainda por muito tempo.

Tex, um herói contra as adversidadesE quanto a seus futuros projectos, o que nos pode dizer?
Gonçalo Junior: Confesso que gostaria muito de voltar a escrever sobre Tex. Um novo livro, talvez. Seria algo mais teórico, de análise de histórias importantes para tentar compreender ou explicar porque ele se tornou um sucesso editorial. Creio que isso aconteceu na segunda fase do herói, quando deixou de ser uma tira de BD e ganhou revista própria. Penso que na primeira década, apesar das aventuras empolgantes, ele se assemelhava muito aos mocinhos de faroeste de modo geral.

Caríssimo Gonçalo Junior, muito obrigado pela entrevista que gentilmente concedeu ao blogue do Tex.
Gonçalo Junior: Foi um grande prazer. Conte comigo sempre. Aiô, Silver! (ops!).

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* Gonçalo Junior, 41 anos, é editor da revista Personnalité, do Banco Itaú, e editor contribuinte da revista Audi Magazine (Brasil). Escreveu outros livros: Guerra dos Gibis (Companhia das Letras), País da TV (Conrad), Claustrofobia (Cluq, com desenhos de Julio Shimamoto), O Messias (Opera Graphica, com desenhos de Flávio Luiz), Alceu Penna e as Garotas do Brasil (Cluq), Benínio – um perfil do mestre das pinups e dos cartazes de cinema (Cluq), Dom Quixote de Doré e Cervantes (Opera Graphica), Quadrinhos sujos (Opera Graphica), Tentação à italiana (Opera Graphica).

(Para aproveitar a extensão completa das fotos acima, clique nas mesmas)


10 Comentários

  1. Péssima a idéia da Opera Graphica de mutilar a obra original para acrescentar reprises (motivo que me levou a não adquirir o livro original). Perdeu-se a chance de uma obra única, nos 50 anos de Tex no Brasil, com uma capa linda. O livro agora finalmente sai como devia, infelizmente, a capa é muito feia e o título “O Mocinho do Brasil” não tem o impacto e a força de “50 anos”.

    Bruno Marinho (Brasil)

  2. Parabéns ao Gonçalo Junior pelo novo livro. Li seu livro “A guerra dos gibis”, que considero de grande importância para conhecermos os bastidores da criação do mercado editorial de quadrinhos no Brasil.
    Aguardo ansioso pela segunda parte do mesmo.
    Quanto ao novo livro, já fiz minha reserva e mal posso esperar para te-lo em minha gibiteca. Acho que o layout da capa esta bem chamativo e o apelo entre os colecionadores, nao só de TEX, mas de aventuras de “mocinho” será grande.
    Assim como o Gonçalo, considero “CAÇADA HUMANA” uma das melhores aventuras do Ranger. Juntamente com “A Noite dos assassinos” e o arco dos Tuaregs. Vê-se nitidamente que você tem bom gosto (hehehehe).
    Agora,uma dúvida, Gonçalo: na sua resposta sobre Hq preferidas, você cita HOMEM ARANHA de Lee, Ditko e (?) Buscema..? E o Romitão? Você nao gosta do traço dele?
    Abraços e continue com o bom trabalho.
    Jesus Ferreira
    Zona Franca Comcis

  3. Prezado Jesus Ferreira,
    Puxa, perdoe-me, cometi um erro. Troquei John Romita por Buscema!! Você tem razão!! É Romita!!!
    Quanto aos amigos texianos de Portugal, por favor, entrem em contato comigo para tentar diretamente com o editor mandar o livro para vocês – goncalo.junior@gmail.com.
    Gonçalo Junior

  4. Eis algo que já vai sendo hábito, mais uma bela entrevista com que o blog nos presenteia. Parabéns aos intervenientes.
    Em relação à dica do Gonçalo Junior para a reserva do livro “O Mocinho do Brasil…”, infelizmente não é viável para os “pards” de Portugal, pois a Comix BR não envia material para fora do Brasil. Tendo interesse no referido livro, venho perguntar se alguém tem uma solução alternativa que permita a sua aquisição para quem viva em Portugal? Presumo que não devo ser o único interessado por aqui, não é “pards” lusitanos 🙂
    Fico a aguardar ansiosamente as vossas sugestões.

    Abraços

    Rui Rolo
    Lisboa, Portugal.

  5. Ótima a entrevista que o Zeca fez com o Gonçalo Jr e tenho a certeza de que o livro também será um sucesso e duvido que fique apenas nas 1000 cópias. Releva notar que o autor não precisou tomar a bênção de ninguém para escrever sobre o herói. Com isso, ele deve ter escrito o que pensa sobre o personagem e não o que beltrano ou ciclano gostaria de ler.

    Parabéns ao Zeca pela entrevista e parabéns ao Gonçalo, pelo livro.

  6. Rui S. Rolo, caríssimo pard, antes de mais nada, obrigado pelas suas palavras. Muito em breve vão seguir-se entrevistas em exclusivo com Moreno Burattini, Alfonso Font, Mauro Boselli e Mario Milano (todas já estão na fase de tradução) que esperamos também sejam do seu agrado, assim como do agrado da maioria dos Texianos que nos visitam.

    Quanto ao livro de Tex, O Mocinho do Brasil, realmente é inviável a sua compra através da indicação dada pelo autor, mas estamos já a contactar alternativas no Brasil, como por exemplo o Gervásio do Portal TEXBR, para ver se conseguimos ter acesso em Portugal a esta obra que realmente não pode faltar na colecção de cada Texiano e assim que tivermos algo de concreto iremos informar aqui no blogue 😉

  7. Prezados, excelente a entrevista com o Gonçalo, parabéns ao Zeca e ao Gonçalo. Já agora, tenciono sim ter este livro à venda na loja virtual do Portal TEXBR – http://www.texbr.com/shop, entretanto, a editora não responde aos e-mails que enviei a eles, eu até posso estar enviando a algum e-mail errado, sei lá. Aliás, peço aqui a ajuda do próprio Gonçalo para que se possível envie um e-mail para contato@texbr.com me informando qual o e-mail ou telefone do contato comercial na Editora para que eu possa negociar e assim adquirir exemplares deste livro. Abraços a todos os pards, portugueses, brasileiros e de todas as nacionalidades.
    Gervásio Santana de Freitas – http://www.texbr.com

  8. Caros pards, já recebi da COMIX o livro do Gonçalo “O Mocinho do Brasil”. Recebi nesse fim de semana e já o li quase por completo. Só pela catalogação de todas as capas da REVISTA JUNIOR, já valeria o valor pago. Mas na minha opinião tem mais do que isso. Revela detalhes que eu não tinha conhecimento. Vou citar um exemplo: ele revela que na REVISTA JUNIOR, embora tivesse a denominação de TEXAS KID, no conteúdo da revista ora é chamado de TEX ora de TEXAS KID, às vezes até na mesma edição, sem jamais o editor explicar o porquê. Bem, melhor deixar outros detalhes para quando for lido pelos demais. Está aberta a discussão e crítica ao livro. Num primeiro momento, gostei do que li.

    Cleudo Lima
    FORTALEZA-CE

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