Entrevista com o fã e coleccionador: Paulo Ricardo Abade Montenegro

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Paulo Ricardo MontenegroPara começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Paulo Ricardo Montenegro: Vamos lá. Nasci em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, Brasil, em 24 de Abril de 1958. Sou Farmacêutico-Bioquímico formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, mas não exerço a minha profissão, pois sou funcionário público da Secretaria da Fazenda do Estado do Rio Grande do Sul.
Tenho como um dos meus hobbies coleccionar revistas de histórias em quadradinhos (os famosos “gibis”), hábito que mantenho há 26 anos. Porém, sou leitor de quadradinhos desde que aprendi a ler, ainda com 6 anos de idade, quando devorava os gibis do meu pai, mormente revistas Disney (Pato Donald, Zé Carioca e Mickey). Além de coleccionar gibis, também fui coleccionador de fanzines, além de ter editado dois deles no final dos anos 80, o OPINIÃO e o NATA DOS QUADRINHOS.
Actualmente, possuo algumas listas de discussão sobre banda desenhada, por meio do Yahoogrupos, a GibiHouse, destinada à troca de ideias sobre os quadradinhos em geral, a DC Brasil e a Marvel BR, o nome já diz a que elas se referem, e a Sebo de Gibis, destinada à compra/venda/troca de gibis.
Paulo Ricardo Montenegro e suas revistas de BDPorém, entendo que o formato lista de discussão está, aos poucos, ficando ultrapassado, e, por isso, criei recentemente o Fórum GibiHouse, um local único de discussão sobre qualquer assunto que se refira a quadradinhos (editoras, títulos, autores e personagens), e que está dividido em várias pastas: Bonelli, DC Comics, Disney, Histórias em Quadrinhos Brasileiras – HQB, Mangás, Marvel, Vertigo/Wildstorm e Quadrinhos Diversos. Além disso, temos também espaço para a toca de ideias sobre Filmes e Séries de TV baseados nos quadradinhos e Action Figures e Memorabilia, além de um Sebo de Gibis.
Finalmente, possuo um site, o GibiHouse – A Memória Virtual dos Quadrinhos, que tem a pretensão de divulgar as capas das revistas de histórias em quadradinhos publicadas no Brasil. Actualmente, o site está passando por um período de reforma e actualização, mas pretendo retornar com ele o mais breve possível. Quem tiver interesse em colaborar com o site, basta entrar em contacto, pelo e-mail gibihouse@gmail.com, para receber informações sobre esta colaboração, a qual já agradeço antecipadamente.

Colecção de Paulo Ricardo MontenegroQuando é que teve início esta paixão pela Banda Desenhada, em especial pelo Tex?
Paulo Ricardo Montenegro: Como comentei na resposta anterior, minha paixão pelos quadradinhos começou quando aprendi a ler com as revistas do meu pai. Além das revistas Disney mencionadas antes, eu lia, também, algumas publicações da EBAL que ele possuía, como Mindinho (com Pernalonga), Papai Noel (com Tom & Jerry) e Údi-Údi, o Pica-Pau.
Além desses, eu lia tudo o que me caía em mãos, naqueles maravilhosos anos ’60: Sobrinhos do Capitão, Brucutu, Fantasma, Mandrake, Cavaleiro Negro, Águia Negra, Flecha Ligeira, Gasparzinho, Brasinha, Riquinho, Bolinha, Luluzinha, Luísa, Os Flintstones, Pepe Legal, Zé Colméia, Os Jetsons, Dom Pixote, Batman, Superman, Os Justiceiros, Turma Titã, Legião dos Super-Heróis, Superboy … enfim, tínhamos uma variedade fantástica de títulos e personagens, variedade esta que aumentou ainda mais com a chegada da Marvel ao Brasil, com os famosos Super-Heróis Shell (Capitão América, Homem de Ferro, Hulk, Namor e Thor), chegada esta que tive o prazer de acompanhar “ao vivo e a cores”.
Porém, na infância, eu vivia de mesada, então não tinha muita disponibilidade financeira para comprar revistas. Quando acabaram as revistas do meu pai, eu comprava o que conseguia, com a mesada, e depois trocava, na base de 2 x 1, em um “sebo” que havia em frente ao apartamento onde morávamos. Li muita revista da EBAL, da O Cruzeiro e da RGE nessas trocas.
Tex Willer 82 com a história “Pat, o Irlandês”Mais tarde, durante os anos 70, eu parei de comprar gibis, estava fazendo faculdade e não tinha tempo nem dinheiro. Porém, meu irmão, no Verão de 1978, adquiriu aquela edição que me levou a conhecer o fantástico universo de Tex Willer, a edição 82 da Vecchi, com a história “Pat, o Irlandês”. De quebra, a revista ainda trazia a primeira aventura de Tex. A família estava toda na praia e o André Luís, meu irmão, adquiriu a revista em uma das banquinhas do Centro de Tramandaí, uma cidade praiana ao lado do balneário onde veraneávamos. Bom, não preciso dizer que “devorei” a revista e ficamos, ambos, maravilhados com o universo texiano.
Dali para a frente, meu irmão começou a comprar todas as edições de Tex, tanto da primeira como da segunda edição, que já estava avançada, além de tentar buscar números atrasados. E tanto fez que praticamente completou a colecção, faltando apenas a edição # 3, que nunca conseguiu, nem da primeira nem da segunda edição. Logo em seguida, meu irmão, empolgado, começou a coleccionar outros títulos, iniciando pelas revistas Marvel da Editora Abril (a partir do primeiro número de Capitão América, em 1979).
Anos mais tarde (em 1984), eu também comecei a coleccionar quadradinhos, com a chegada da DC na Editora Abril. Então, fazíamos assim: meu irmão comprava as revistas da Marvel (Abril) e Tex e eu comprava as revistas da DC. Logo em seguida, eu resolvi aumentar minha colecção e passei a comprar revistas Disney, Turma da Mônica e outras menos votadas. Quando o meu irmão parou de comprar revistas em quadradinhos, eu continuei de onde ele parou, com a Marvel e o Tex.
Os Tex de Paulo Ricardo MontenegroFicamos, então, em uma situação inusitada, ele tinha o início da colecção do Tex (menos a edição # 3) e eu a continuação. Mais algum tempo e eu comprei dele a sua colecção de revistas Marvel/Abril. Ele se desfez de praticamente todos os seus gibis, menos Tex, que guardava com carinho. Por muitos anos ficamos assim, até que ele resolveu vender-me, também a sua colecção de Tex.
Claro que aquilo foi motivo de muita alegria para mim, pois finalmente eu teria a colecção (praticamente) completa do Tex, faltando ainda a malfadada edição # 3. Isso durou até o início dos anos 2000 quando eu, já como “owner” das listas de discussão no Yahoogrupos, conheci o amigo e coleccionador Zé Mário, aqui do Rio Grande do Sul, e ele comentou que havia visto em um sebo de Porto Alegre a edição # 3 de Tex, perguntando se eu queria que ele comprasse a revista para mim. Eu quase caí para trás: mas claro que queria! O Zé Mário, então, gentilmente, foi até o sebo e comprou-me a revista. Após praticamente 25 anos depois de ter lido a primeira revista do Tex, eu tinha finalmente a colecção completa!!!
Contei toda esta história para fazer aqui dois agradecimentos: ao meu irmão, André Luís, por ter me apresentado ao Tex e seu universo, e ao amigo Zé Mário, por ter me proporcionado a alegria de possuir a colecção completa desta que é, sem dúvida, uma das maiores personagens da banda desenhada de todos os tempos.

Paulo Ricardo Montenegro e O Ídolo de CristalPorquê o Tex e não outra personagem?
Paulo Ricardo Montenegro: Bom, na verdade, o Tex está entre as minhas personagens preferidas na banda desenhada, ao lado de Mickey, Batman, Ken Parker, Brucutu, Tintim e Asterix (não necessariamente nesta ordem). Eu não saberia escolher um deles. Mas o Tex ocupa um lugar especial nesta galeria, não só pelos seus artistas, que roteirizam espectacularmente suas histórias e as ilustram melhor ainda, como pela temática das mesmas. Além de eu ser fã de histórias e filmes de faroeste, e aficionado pela história norte-americana em geral, Tex e seus parceiros representam algo que está cada vez mais difícil de se ver hoje em dia, a justiça, a honestidade, o desprendimento de pensar-se nos menos afortunados, nos desprotegidos, nos injustiçados, antes de pensar em si. Além de tudo isso, outra característica que me agrada nas histórias do Tex é o facto do bem sempre triunfar sobre o mal, algo que me acostumei a ler nos quadradinhos nos anos 60, e que está cada vez mais distante hoje nas histórias de super-heróis da Marvel e da DC. Nas histórias de Tex o leitor tem sempre bem definidos quem são os mocinhos e quem são os vilões, e isso sempre me agradou em histórias em quadradinhos. Sempre gostei deste “preto-e-branco” de mocinho/bandido, e sempre gostei, mais ainda, do mocinho invariavelmente se dar bem no final das histórias. Não gosto dos tons de cinza que existem hoje na maioria de histórias em quadradinhos de super-heróis, facto que me afastou bastante delas.

Capa de Tex emolduradaO que Tex representa para si?
Paulo Ricardo Montenegro: O Tex é uma das personagens de banda desenhada que melhor encarna a noção de justiça, do certo e errado, e tem perfeita consciência que o bem deve sempre prevalecer sobre o mal … se eu penso em justiça a toda prova, penso logo no Tex.

Qual o total de revistas de Tex que tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Paulo Ricardo Montenegro: Eu tenho exactas 873 revistas de Tex (até o momento desta entrevista), desde a Editora Vecchi. A única publicação que não colecciono é a Tex Edição Histórica, por ser uma repetição de Tex Coleção, e não possuo nenhuma das revistas da Rio Gráfica onde Tex saía primordialmente, antes de ser publicado pela Vecchi. Quanto ao resto, tenho a pretensão de possuir todas as revistas já publicadas com o Tex. A mais importante é, sem dúvida, a edição de Pat o Irlandês, pelas razões antes expostas.

A colecção de Paulo Ricardo MontenegroColecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem?
Paulo Ricardo Montenegro: Sou coleccionador apenas das revistas e álbuns de histórias em quadradinhos do Tex, publicados no Brasil. A única excepção às revistas e álbuns é o filme “Tex e o Senhor dos Abismos”, que também possuo.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Paulo Ricardo Montenegro: Bom … mesmo tendo um carinho todo especial pela história “Pat, o Irlandês”, a história que mais gosto, de Tex, é “El Muerto”… aquele final, com o duelo entre os dois, é de um suspense a toda à prova e, mesmo sabendo que o Tex vai vencer, fica aquele “friozinho na barriga” dos velhos e bons filmes de faroeste.
Quanto a argumentistas e desenhadores, sou um purista e um conservador assumido: para mim, não tem ninguém melhor do que a dupla Bonelli/Galep.

Paulo Ricardo Montenegro e algumas capas famosas, devidamente emolduradasO que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Paulo Ricardo Montenegro: São vários os factores que me agradam em Tex: a noção de justiça, como comentei antes, a amizade sem limites que ele dedica aos seus pards, o desejo constante de ajudar a quem precisa, sem medir as consequências dos seus actos. Difícil, entretanto, encontrar algo que me desagrade em Tex. Como um romântico incurável, talvez eu gostasse de ler algumas histórias em que ele se envolvesse romanticamente com alguém, mesmo reconhecendo que isso prejudicaria sua carreira de paladino da justiça. Quem sabe um “elseworld”? (risos)

Revistas bem conservadasEm sua opinião o que faz de Tex o ícone que ele é?
Paulo Ricardo Montenegro: Creio que o facto de Tex ser praticamente uma “personagem de autor”, mesmo que já tendo passado por inúmeras mãos, nos roteiros e desenhos, fazem deste uma personagem única. A mão firme com que os Bonelli (antes Gianluigi e agora Sergio) conduzem a questão ajuda muitíssimo nisso. Quem compra Tex quer ler o Tex justiceiro e durão, e temos a certeza de que assim ele continuará. É uma personagem que não está sujeita aos “ventos da modernidade” nem suas histórias andam ao bel-prazer dos autores, sinal que temos uma linha bem definida e esta linha é mantida por todos que trabalham com ele, o que nos dá, sempre, a certeza de lermos óptimas histórias e de não termos surpresas ao longo do percurso.

Paulo Ricardo Montenegro e El MuertoPara concluir, como vê o futuro do Ranger?
Paulo Ricardo Montenegro: Tendo atingido 60 anos de publicações ininterruptas e já tendo sido publicado por 5 editoras no Brasil, sempre com muito sucesso, comprovado ainda pelo facto de estas editoras terem mantido sua numeração original, em uma prova de muito respeito aos leitores, coleccionadores e fãs, vejo com muito optimismo o futuro de Tex.
Mesmo com o falecimento de alguns autores, muito carismáticos e competentes, e com o envelhecimento de outros, a Bonelli soube preparar novos desenhadores e argumentistas que “seguram muito bem a bola”, mantendo a personagem, como comentei acima, sempre dentro de uma linha de actuação que agrada a todos.
Portanto, tenho a certeza de que Tex terá um futuro grandioso pela frente, e eu espero poder acompanhá-lo ainda por muitos anos, sempre com a mesma qualidade de roteiros e desenhos. E se existe lugar para a justiça no Mundo, certamente ela passa pelos quadradinhos e histórias de Tex Willer.
Um grande abraço a todos e meu muito obrigado ao amigo José Carlos Francisco (Zeca) pelo convite.
Vida longa a Tex!!! Ou, como costumamos dizer lá no Fórum GibiHouse, TEX RULES!!!

Prezado pard Paulo Ricardo Abade Montenegro, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

(Para aproveitar a extensão completa das fotografias acima, clique nas mesmas)

13 Comentários

  1. Queria aproveitar a oportunidade e manifestar o meu apreço pelo Paulo, pelo seu trabalho a frente da GibiHouse. Foi nas listas que ele mantinha que conheci muita gente boa como ele e que tem a paixão pelos quadrinhos.

  2. Uma entrevista fantástica. A história da colecção de livros dos 2 irmãos e a busca do nº 3 é fabulosa. Parabéns pelas colecções, tão bem estimadas! Um abraço. Orlando Santos Silva – Lisboa

  3. Parabéns ao Tex pelos 60 anos de aventura. E parabéns ao blog por tão boa entrevista com Paulo Ricardo – desde sempre, um dos principais nomes da história do fandom brasileiro. Fiquei tão empolgado, que vou reler algumas HQs do bom e velho ranger… ao som de Creedence Clearwater Revival.
    Abraços!

  4. Pô, muito legal, Paulão!!!
    E legal também ver tuas estantes com as colecções de quadradinhos!!!
    E sensacional a história do Tex #03!

  5. Parabéns Paulão! Fantástica entrevista!
    Parabéns também pela sua grande e eclética coleção de gibis! Muito bem organizada!
    PS : Recentemente a história “El Muerto” foi republicada. Resolvi comprar os gibis para conferir o motivo da fama desta história. Realmente é uma história espetacular!

  6. PM, grande colecionador e diversas vezes owner, parabéns!!! Você pode concorrer ao título Sr. HQ!
    Sua saga com o Tex é análoga à cronologia da coleção principal, ou seja, cheia de desencontros que tem um final feliz (Tex 1 – Tex tem um filho)- (Tex 43-45 – A esposa morre) – (Tex 94 – Tex casa) e todos adoram El Muerto.

  7. Fantástica entrevista, Paulão! A saga do #3 daria um filme e dos bons:-) A parceria com o irmão é o que me faz ver o quanto “seria” bom ter um. A sua estante muito bem recheada, é bonita p’rá danar e claro, o “El Muerto” é um clássico. Vida longa, ao Tex e a nós, para lermos o Tex 🙂

    Forte abraço, Paulão!!

    Sílvio Introvabili.

  8. Sr. Paulo.
    Gostaria de saber se o senhor tem gibis para troca
    como Zorro, Tarzan, Reis do Faroeste, Ai Mocinho.
    Tenho alguns gibis disponíveis. Caso o sr. não troca
    se tem interesse em vender.
    Pode me responder por e-mail.
    wanderpfo@yahoo.com.br
    Sou de Minas Gerais
    Sds.

  9. Amigos,
    Ontem recebi uma notícia espetacular, que quero dividir com vocês (e o “culpado” disso é o Zeca … ).

    Quando foi publicada a minha entrevista no Blog do Tex, eu, além de divulgá-la no Fórum, encaminhei o link para alguns amigos fora do círculo dos quadrinhos.

    Um destes amigos era meu ex-Chefe, no Governo passado, na Secretaria da Fazenda do RS. Este amigo tem um filho pequeno, o qual está apresentado pelo meu amigo ao maravilhoso mundo dos quadrinhos (por influência minha … ).

    Até então, o Nicolas, filho do Capa (meu amigo) estava lendo e colecionando gibis da Turma da Mônica.

    Bom, depois de ler a minha entrevista e mostrá-la ao Nicolas, o Capa resolveu que já era hora do Nicolas começar a ler algo mais do que a Turma da Mônica e, por que não começar com o Tex?

    Daí, comprou um Tex Gigante para o Nicolas, como um teste. Bom … para encurtar a história, o Nicolas não só adorou o Tex como pediu para o Capa comprar mais edições. E está adorando!!

    Ontem encontrei o Capa na rua, depois do almoço, e ele me contou esta história, e hoje me mandou 2 fotos do Nicolas, uma lendo o Tex Gigante e outra com as últimas aquisições. E ainda colocou no texto do e-mail: “Nasce mais um texiano” …

    Achei fantástico isso, fiquei muito feliz por ter colaborado, de certa forma, para isso e agradeço ao Zeca, também, por ter sido o “iniciador” deste fato todo!!!

    Abs a todos

  10. Olá Paulo Ricardo que bela história nos contou… mt bem cuidadoso com teus gibis… e El Muerto realmente é duelo de tirar folego… abraços texianos!

    E mt legal a chegada do novo texiano…
    O Nicolas… tb fiz o mesmo com um sobrinho e deu certo… nas ferias ficamos os dois na praia discutindo as histórias… levamos até NA Praia o TEX… 😉
    Edna

  11. Grande Paulão,
    Bela entrevista, eis um autêntico fã e divulgador de quadrinhos no Brasil. Parabéns !!!
    Grande abraço,

    Estêvão

  12. Grande Paulinho,
    Lendo a tua entrevista me vem a lembrança do teu saudoso pai, o velho Montenegro. As tuas palavras tem um fio condutor que relembra a maneira talentosa, bem humorada e inteligente do teu pai.
    Também fui um leitor voraz, nos anos 70, dos livros de aventura e dos gibis que você compartilhava comigo. Li da tua biblioteca livros como: Tarzã,; Zorro; Pinóquio; e tantos outros, além de variados gibis. Nesse período tomei gosto pela leitura, hábito que mantenho até hoje.
    Parabéns pelo pelo bom gosto na escolha do herói que representa valores que tem a força de se perpetuarem por gerações.
    Forte abraço!
    João

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